quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dois posts num só: o dente que caiu e o autodesfralde



- Luísa perdeu seu primeiro dente no dia 18 de novembro. Ela estava muito ansiosa por esse momento, porque quase todas as amiguinhas já haviam ficado banguelinhas – algumas já perderam uns quatro ou cinco dentes. Quando ela percebeu que o dente estava mole foi a maior alegria. E agora mostra a janelinha pra todo mundo. Eu não me lembro desse momento ter sido tão importante pra mim como foi pra ela. E teve direito à fada do dente e tudo mais. Está certo que no meu tempo não tinha fada do dente, a gente jogava o dente no telhado e fazia um pedido qualquer, mas nada que resultasse em presente. Mas agora todo mundo fala da fala do dente que eu entrei na história – no fundo, gosto dessas fantasias da infância. A fada deixou R$ 10 debaixo do travesseiro dela (quisemos que fosse uma coisa bem simbólica mesmo), que pelo jeito ela vai guardar até os 15 anos. Aquela ali vai ser boa de economizar.


- Em setembro deste ano (notícia velha, mas quero registrar pra posteridade), Rafaela se autodesfraldou, sonho de minha amiga Dani Freitas. A fralda diurna eu tirei logo que ela fez dois anos, por volta de setembro do ano passado. E esperei que ela acordasse várias noites secas pra poder tirar a da noite. Ela começou oscilando: acordava dois dias secas, molhada no outro, depois dois dias seca de novo... e eu continuei esperando. Muuuuita preguiça de ter que dar banho em criança e trocar lençol da cama de madrugada. Aí ela começou a reclamar muito da fralda, não queria mais colocar. Até que ela começou a acordar de madrugada pra pedir pra fazer xixi, porque não queria fazer na fralda de jeito nenhum. Até que um dia ela à noite pediu pra dormir sem fraldas e eu deixei. E tchanã, ela continuou acordando pra fazer xixi à noite sem molhar a cama. Não é uma maravilha? Claro que aconteceram algumas escapadas, e muito de vez em quando ainda acontece uma ou outra, mas tudo bem normal. Botei um forro na cama e está tudo certo. Em tempo: a Luísa saiu da fralda noturna 6 meses depois da diurna, aos 2 anos e meio, e a Rafaela demorou um ano pra acordar seca, ou seja, desfralde total aos 3 anos.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Casaquetem ao vivo


Dando as caras por aqui pra dar uma dica bacana e dar uma força para uma amiga querida super empreendedora. O foférrimo site de vendas de decoração e design Casaquetem, da Lu Jock, vai promover um evento real para oferecer seus produtos em São Paulo entre os dias 22 e 24 de novembro. Ateliê das Três, Camila Lovisaro Joias, Daniela vidiz, Oidê Roupas Infantis, Terrarium e Wishi'n Sapatilhas são alguns dos expositores que estarão por lá. Ao todo serão cinco marcas infantis de roupas e brinquedos, além de recreação e aula de cerâmica gratuita para a criançada nos três dias às 15h.
Para quem nunca entrou no Casaquetem, os produtos são incríveis e com descontos exclusivos, recomendo. Boa dica pra evitar as correrias nos shoppings para compras de Natal. A entrada no evento é gratuita. 


Casaquetem ao vivo e em muitas cores e formas
22 a 24 de novembro de 2013, das 11h às 21h.
Rua dos Tamanás, 269. Vila Madalena - São Paulo-SP
(Próximo à Fnac Pinheiros e ao Instituto Tomie Ohtake)
Serviço de Vallet no local


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Essa tal de "sindromização" das crianças

Faz tempo que eu estou pra escrever sobre isso, mas não consegui encontrar um tempo. De qualquer modo, ando me irritando com essa história de "sindromizar" qualquer comportamento das crianças. E nesse tempo a Rosely Sayão escreveu um texto que retrata perfeitamente a impressão que eu tenho sobre esse excesso de medicalização nas crianças e o atual comportamento nas escolas de diagnosticar problemas médicos para todo e qualquer comportamento "não perfeito".

Abaixo o texto da Rosely Sayão que foi publicado esta semana no UOL:


Menino Maluquinho

A mãe de um garoto de nove anos pediu que eu a ouvisse a respeito das dúvidas que ela tem, no momento, sobre como conduzir algumas questões do filho. A história dela vai nos ajudar a refletir sobre como a lógica médica tem transformado nossas vidas e, principalmente, a vida dos mais novos.

O garoto é inteligente e, na escola, produz bem. Suas notas são altas mesmo sem estudar nada em casa ou fazer as lições que a professora envia. A mãe quer que ele estude, faz o possível para que ele faça as lições, mas toda a paciência dela desaparece em minutos e eles terminam, invariavelmente, brigando quando ela se dispõe a acompanhar as tarefas do filho, pressionada que é pela sociedade para que haja assim.

É que o garoto não para e nem presta atenção em nada: fica pulando de uma coisa para outra e, por isso, a tarefa que poderia fazer em minutos se arrasta pelo dia todo. E é assim que ele se comporta na escola. A mãe já foi chamada várias vezes pela professora e coordenadora por causa do comportamento agitado e ruidoso do filho. Da última vez, a escola sugeriu que ela o levasse a um médico, e ela atendeu. Saiu do consultório com um diagnóstico do filho e uma receita nas mãos.

Ficou transtornada porque nunca considerou a possibilidade de o filho ter problemas médicos e foi à casa da mãe para desabafar. E ouviu o que a deixou agoniada. A mãe lhe disse que ela, quando criança, era igual ao filho. Também foi uma criança muito ativa e barulhenta e que deu muito trabalho mas, naquela época, não se costumava pensar que isso era sinal de alguma doença.

Essa mulher é uma executiva de sucesso, disputada no mercado de trabalho e, segundo ela, uma de suas características profissionais que a impulsionou é justamente conseguir fazer bem várias coisas ao mesmo tempo. "Um traço meu, que meu filho parece ter herdado, nele é doença?", perguntou ela.

Pois é: em outras épocas, crianças assim eram celebradas e não diagnosticadas. Quem leu "O Menino Maluquinho" deve lembrar-se de como Ziraldo o descreveu: "...Ele tinha o olho maior do que a barriga, tinha fogo no rabo, tinha vento nos pés, umas pernas enormes (que davam para abraçar o mundo)...".

De lá para cá, cada vez mais as crianças deixam de ser consideradas "crianças impossíveis" por causa de seu comportamento, como era visto o Menino Maluquinho, e passam a ser crianças doentes, portadoras de síndromes dos mais variados tipos e que precisam de tratamento.

O que antes não era considerado problema médico --insônia, tristeza, angústia etc.-- agora são doenças, transtornos, distúrbios, síndromes. A essa maneira de pensar é que chamamos de "Medicalização da Vida", e no mundo todo há movimentos que resistem a esse estilo. Na cidade de São Paulo, por exemplo, há um dia --11 de novembro-- dedicado à luta contra a Medicalização da Educação e da Vida.

Por que a Educação está em destaque? Porque nunca antes vimos tantas crianças diagnosticadas e tratadas, seja por "problemas de aprendizagem" como por características de comportamento.

É bom lembrar que o comportamento das crianças está em sintonia com o mundo em que nasceram, e que a aprendizagem humana é um campo muito complexo e diverso. Diagnósticos e tratamentos têm lidado com muito simplismo tais questões.

Que voltemos a ter mais crianças impossíveis (que, com seu comportamento, alegram a casa, como o Menino Maluquinho) do que crianças consideradas doentes!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

GNT busca personagens

Uma produtora do GNT me procurou pedindo ajuda para encontrar personagens para um programa que vai retratar novas estruturas familiares do Brasil e cá estou eu divulgando caso alguém se encaixe ou tenha alguma indicação.

O programa "Família é Família" do GNT, dirigido pelo João Jardim (diretor de "Lixo Extraordinário", indicado ao Oscar "Melhor Documentário 2011) está em busca de boas histórias de famílias que fogem ao convencional.

Apesar de muitas vezes expor temas complexos, como adoção ainda na barriga, famílias de pais gays e amigos que decidem ter filhos, o objetivo do programa é despertar a discussão mas sempre com uma visão positiva do assunto abordado. "Queremos deixar uma imagem construtiva desta nova estrutura familiar brasileira".
Segue link da última temporada do programa, quando ainda se chamava “Novas Famílias”: http://gnt.globo.com/novas-familias/videos/

A busca no momento é por:

- Famílias Mosaico (filhos do primeiro casamento de um, de outro e filhos em comum do casal atual)
- Adolescentes pais (que cada qual ainda more na casa dos pais)
- Casos de barriga solidária
- Adoção ainda na barriga
- Mulheres que tiveram filhos com amigos

Quem tiver interesse ou alguma história para indicar, entrar em contato com Priscilla pelo email prisci.pome@gmail.com