domingo, 23 de junho de 2013

Mini Me


Sou péssima pra fotografar roupas, mas os vestidos são lindos!


Eu juro que queria vestir as meninas pra colocar as fotos como modelos, mas como as roupas lindas que recebemos são chiquérrimas, para usar em festas, elas ainda não tiveram a oportunidade de usar. Mas eu faço questão de agradecer e divulgar a Mini Me, loja da Elisa, mãe de um amigo da Luísa.
Dou meu maior apoio às mães empreendedoras e por isso divulgo a loja dela com todo meu carinho. Sucesso pra vocês, Elisa!


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Delinquente mirim



Minha filha mais nova, dona Rafaela, a figura mor dessa casa, no auge dos seus 2 anos e 10 meses virou uma mini-delinquente. Chegou dois dias em casa com chupeta roubada das amiguinhas da escola, que ela chupou escondido pra ninguém ver - ou seja, sabe muito bem que o que está fazendo é errado. (A dela está amarrada na cama já há um tempo, assim ela só chupa pra dormir e dá algumas bicadas quando passa pelo quarto).
Dá pra acreditar numa coisa dessas?
Agora me digam: imagina na Copa.
Sem mais.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

E a maternidade virou um grande espetáculo




Ilustração: Paola Salibi

A moda agora em algumas maternidades são as festas de nascimento, que acontecem ainda no primeiro dia de vida do bebê. Festa mesmo, com direito a decoração, bufê, garçons, champanhe, projeção de slides, maquiador e cabeleireiro para as mães, muitos convidados e sofisticadas lembrancinhas.

Na verdade, o espetáculo para exibição do rebento começa ainda antes. Por meio de vidros, os avós, tios e amigos assistem a todo o parto (muitas vezes, uma cesariana agendada para que todos possam estar presentes) e acompanham ao vivo o momento sublime em que o médico mostra o bebê a todos os espectadores, antes mesmo de a própria mãe ter acalentado o filho que ela acaba de parir.

Médicos e anestesistas fazem piadas, todos riem, é tudo uma grande festa. Logo o bebê está novamente disponível para visitação pelos vidros do berçário quando todos, menos a mãe, assistem ao seu primeiro banho.

Está mais do que na hora de pararmos um pouco para pensar. Existe algo de errado acontecendo, não acham? Mesmo deixando de lado as bizarrices de algumas pessoas excêntricas, está claro que existe uma inversão de valores nesse processo do nascimento e que muitos pais, especialmente os de primeira viagem, estão se deixando levar por essa indústria tão sedutora.

Não que eu não ache importante celebrar o nascimento, ao contrário. Eu, como a maioria das outras mães, também quis mostrar com orgulho as minhas filhas ao mundo. Assim como faço um grande esforço para não julgar as pessoas, porque eu mesma fiz coisas na primeira gravidez das quais me arrependo profundamente, como deixar a enfermeira ficar chacoalhando e buzinando na minha barriga só para o bebê se mexer e sair uma boa foto no ultrassom 3D. Hoje eu faria tanta coisa de forma diferente!

Mas o fato é que, a cada ano que passa, esse "show business" que está se tornando a maternidade tem tomado uma proporção sem tamanho. O nascimento de um filho é um marco único, mágico, de muito amor e felicidade. Mas não é um espetáculo para a plateia. Antes de qualquer coisa, é um momento de intimidade, de conexão, em especial da mãe com o bebê que ela acaba de gerar. Não é um momento do médico. Nem dos amigos e familiares nem de mais ninguém, além dos pais e do bebê.

Deixemos o espetáculo para depois. Tenho certeza que os bebês, esses pequenos e frágeis seres que precisam de muito aconchego para se adaptarem ao mundo em que acabam de chegar, agradecem.

Esse texto foi publicado hoje na minha coluna do Mamatraca no UOL