terça-feira, 28 de maio de 2013

Enfim, as vagas nos estacionamentos

Ilustra: Paola Salibi

Na semana passada, entrou em vigor uma lei que obriga estacionamentos de shopping centers, centros comerciais e hipermercados da cidade de São Paulo a reservar vagas de estacionamento para gestantes e mães de bebês de colo até dois anos. A lei deve ser regulamentada em até 90 dias.

Ouvi algumas pessoas dizendo ser um absurdo essa nova legislação, talvez naquela mesma linha do “gravidez não é doença” que ouvimos das velhinhas enfezadas nas filas preferenciais dos bancos e supermercados. Pois eu acho que essa lei é importante, sim. Mulheres em tais condições – grávidas ou com bebês de colo – têm problemas de mobilidade tanto quanto os idosos. Algumas mais, outras menos, assim como há idosos com mais dificuldades e outros extremamente saudáveis.

E ainda digo que é uma pena que essa lei não existiu nos meus tempos de poder usufrui-la. Eu nunca me esqueço do dia em que precisei ir ao shopping quando estava no final da gravidez para buscar uma roupa na lavanderia que ficava na ala de serviços daquele shopping. O estacionamento estava lotado. Eu, com aquele barrigão enorme, quase parindo, dei voltas e voltas e não encontrei nenhuma vaga. Perguntei ao segurança se haveria uma vaga preferencial em que eu pudesse estacionar, e ele respondeu que não, que gestantes não tinham preferência. Tive que ficar no carro aguardando até que um carro saísse. Exausta, naquele estacionamento abafado. Poderia ter passado muito mal.

E com bebês? A situação é ainda muito pior. Sair com o bebê, o carrinho, a bolsa e o bebê conforto do carro é um exercício de malabarismo de grau avançado. E quando se tem dois filhos ou mais? Em meio às vagas cada vez mais apertadas nos estacionamentos de uma forma geral, o contorcionismo é de causar inveja. Poder contar com uma vaga um pouco mais larga e em locais próximos às entradas desses centros comerciais é um benefício que só quem passa por tais apertos sabe o quanto não tem preço.

Está certo que o Brasil é um dos poucos países que oferece tais privilégios de preferência a gestantes e mulheres com bebês de colo. Em vários outros países do mundo, você pode estar com um bebê recém-nascido em alguma imensa fila que dificilmente alguém vai se importar com você. Seu direito é igual ao de qualquer outro cidadão da fila, portanto aguarde sua vez.

Há também gente que abusa. Isso é fato. Como há gente que abusa em tudo nesse país em que a educação infelizmente não é a maior qualidade. Há quem dê jeitinho pra tirar os pontos da carteira de motorista, há quem contrate idosos e deficientes pra ficar nas filas, possivelmente haverá mulher folgada inventando que está grávida para usar tais vagas. Mas eu ainda sou daquelas que acho injusto se nivelar a lei por quem a transgride. O que precisa haver é punição para os infratores, isso sim.


Esse texto foi publicado ontem na minha coluna do Mamatraca no UOL.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Art Attack - ou Missão Impossível

Alguém mais aí já assistiu ao Art Attack, aquele programa de artes do canal Disney Junior que se assemelha ao Mr. Maker, do Discovery Kids? Pois eu sempre fui fã do Mr. Maker, aprendi várias coisas com ele e fiz em casa com as meninas. Mas agora, como a Luísa adotou o Disney Junior na TV e abandonou o outro canal, eu gosto de acompanhar esse outro programa, que passa sempre num horário em que elas estão descansando e vendo um pouco de TV. Sempre gosto de me inspirar pra fazer coisas novas com elas.
Pois me digam, só eu que acho impossível tudo o que é mostrado nesse programa? As coisas ficam lindas, mas são pra artista plástico e não pra gente comum!! Os resultados são tão perfeitos que me desencorajam de tentar. Tudo bem, até tiro dali algumas ideias de técnicas pra fazer outras coisas, mas os processos são demorados demais e muito difíceis de serem executados até mesmo por adultos sem grandes habilidades artísticas.
Saudades do Mr. Maker.