terça-feira, 29 de janeiro de 2013

E eu quase briguei na pracinha

Se existe um lugar onde são escancaradas as melhores e piores características da maternagem é a pracinha, não é não? Acho que eu poderia escrever um livro de causos que já vivenciei e ouvi falar que aconteceram nas pracinhas por aí. Excelente lugar para as crianças brincarem e para as mães se irritarem.

Domingo estava eu em uma pracinha alheia, em outra cidade, brincando com as meninas. Enquanto meu marido estava num brinquedo com a Luísa, eu fui ao balanço com a Rafaela. Era um balanço para crianças menores e que tinha um encosto, que achei ótimo para equilibrar. A corrente que prende a criança na frente estava quebrada naquela balança especificamente, mas a Rafaela já é mais do que gato escaldado dos parquinhos e não me importei.
Fui lá balançar a pitoquinha, que já está com dois anos e meio, afinal.
Daí vem outra mãe, toda neurótica, me alertando que a corrente estava quebrada.
- Ok, eu respondi. Não tem problema, ela está acostumada.
E continuei a balançar Rafaela calmamente. A balança estava um pouco torta, então o vaivém ia um pouco em diagonal, mas nada fora do normal.
Daí olha só: essa outra mãe se aproximou de mim, pediu licença, TIROU AS MINHAS MÃOS da balança e segurou na balança da Rafa com as duas mãos. Puxou a Rafaela para trás no assento da cadeira e começou a empurrar a Rafa, segurando nas laterais. Então veio me explicar:
- Olha, pra balançar você tem que segurar assim, com as duas mãos, para dar equilíbrio e a criança fica mais segura.

Eu respirei fundo, olhei pra cara da mulher e não disse nada. Peguei a balança de volta e continuei empurrando apenas com uma mão, como eu estava fazendo antes. Fiquei muuuuuito engasgada com vontade de mandar a mulher praquele lugar. Ensinar para uma mãe de duas filhas como se empurra num balanço de parquinho é de matar, não é??

Só olhei pro lado e reparei nessa mãe e no pai com o filho (maior que a Rafa) na balança ao lado, tratando o menino feito um bobo na balança, como se aquilo que estávamos fazendo fosse o programa mais perigoso do mundo. Fiquei foi com pena do filho dela, que não deve nem conseguir subir sozinho no escorregador.

Agora que a bichinha foi ousada em tirar minha mão da balança pra me ensinar a empurrar minha filha ela foi, não? Tenho umas amigas mais esquentadas que teriam mandado essa mulher tomar no c*.




25 comentários:

Vanessa disse...

Ai ai ai acho que eu tinha mandando essa doida tomar lá naquele lugar srsr, meu bebê ainda não nasceu eu já estou me estressando com o povo que acha que só eles fazem as coisas de maneira certo.
Bjinhos e adorei o blog

Aline Kawaguchi S. Forte disse...

Roberta como vc é calma e equilibrada!! hahaha Eu já tinha mandado a mulher p/ aquele lugar!!

Um dia eu estava no estacionamento do mercado com a minha filha dormindo no carro, enquanto meu marido fazia compras (todas as janelas estavam com uma fresta aberta).Aí veio um segurança e ficou plantado olhando,até eu perguntar qual era o problema. Ele disse que a janela estava muito fechada e ela podia se sufocar, todo arrogante!Eu não aguentei e respondi que sei muito bem cuidar da minha filha, ele que vá cuidar dos filhos dele! haha

Maria Thereza Pinel disse...

Não creio!!!!
Noooosssa...essa pra mim foi excepcional! Bem abusada.
E eu já fico meio assim quando a Lara cai em algum local público e já voam milhão e meio de pessoas para levantá-la!

Mas acho que disse super bem quando falou sobre como podemos perceber as melhores e piores características dos pais nos parquinhos. Super verdade.

MH disse...

Olha, eu só não mandava por estar na frente da minha filha. Mas respondia atravessado sim, pode deixar que da minha filha cuido eu. Que raiva!

Dani Balan disse...

Ro, nessas situações também perco a voz. Fico tão indignada com certas coisas que me recuso a tecer qualquer comentário, porque, se ele vier, vai ser mal educado!
Mas que dá vontade, ah...dá!

Adriana Franco disse...

Eu digo que levar os filhos ao parquinho ou a praça é uma experiência antropológica. hahaha

Em dezembro levei Arthur a um parque perto de casa que tem tanque de areia, escorregador. E a criança de uns 3-4 anos fez um escândalo para descer no escorregador. Era total reflexo da mãe toda insegura mandando ele ter mil cuidados, não fazer de tal jeito, pedindo para o marido segurar e ajudar.

Enfim, no fundo tenho muita dó. Vai criar uma criança/pessoa tão insegura quanto ela. Cheia de medos, se nãos e etc e tal

Uma experiência, como já disse, verdadeiramente antropológica.

beijos

Roberta Lippi disse...

Adriana, você definiu perfeitamente, é realmente uma experiência antropológica!! Vamos escrever um livro sobre isso!! rsrsrs beijos

Dani Garbellini disse...

Eu estou xingando ela mentalmente agora, nem sei o que faria se fosse comigo.
Se bem quie com minha cara de brava, acho que assusto e espanto antes.
Aff!

Juliani disse...

Ro, estive no Rio nas férias e cansei de tanto que as mães e senhores vinham me alertar sobre o perigo do meu filho de quase 2 anos, brincar, correr, eu SEMPRE estava perto, mas ele é uma criança ele pode e tem que correr, brincar, cair, levantar!
Era o tempo toda ... "moça cuidado ele pode cair, cuidado!!!".
Gente que saco!

Grazi, mãe do Principe disse...

Quando eu crescer quero ser igual vc, pacifica, pq olha eu certamente teria mandado ela a merda rsrsrs

Ana Paula disse...

com certeza a coisa mais chata da marenidade e ter de se deparar com maesem noção, que palpita sem ser chamada, que acha que o seu jeito de fazer e o certo...
Sofro so de pensar que terei de frenquentar festinhas escolares e ouvir algumas maes contando vantagens...
No seu caso, nao sei como seria minha reação, mas que ela ultrapassou todos os limites, ultrapassou... Affffffff

Juh Guimarães disse...

que absurdoooooooooo

parece aquela coisa "se eu contar ninguem acredita!" ahahaha

pq as epssoas nao ficam na delas neh...ainda to pra entender isso.
alguem chamou?! hahaha

beijooo

http://marinheiradeduasviagens.blogspot.com.br/

Mami Potato disse...

Nossa, a tal mãe foi abusada mesmo, hein? Mas como vc, eu não responderia nada, na hora que acontecem essas situações fico tão passada que fico muda! Depois penso nas respostas que poderia ter dado...rsrsr
Baci
Thati

Pati_SB_Carvalho disse...

Como assiiiiim???? Eu não sou tão educada como gostaria! No mínimo, falria para ela irpara bem longe de mim.

Fe Piovezani disse...

kkkkkkkkkkkkkkk...santo deus! como assim, Rô?? kkkkkkkkkk...tô aqui imaginando a cena da fulana tirando sua mão dali...kkkkkkkkkkk...é de matar meso..acho que eu teria ficado vermelha, engolido seco, teria olhado pra ela com olhos "Estrábicos, mas mortais", aposto!! socorro pra isso aí, hein??

Roberta Lippi disse...

Você acredita nisso, Fê???? Te juro, aconteceu lá no Rio. Até agora tô com aquela mulher engasgada na garganta. Mas a cena foi tão surreal, mas tão surreal, que na hora nem consegui expressar alguma reação!!

Michele e Claudia disse...

É Roberta... e isso acontece tanto na nossa vida não é mesmo? O que mais tem por aí são pessoas que gostam de dar palpite em como criamos, como falamos, como educamos e tratamos nossos filhos! Sua experiência com a balança chega a ser engraçada... tem gente que não se toca!
Sou jornalista e adoro escrever sobre o comportamento humano... e encontro muitas histórias dessas!!
Primeira vez que visitei seu blog e adorei! Já sou sua seguidora.
Abs
Michele
(http://www.lambendoaminhacria.blogspot.com.br)
(http://www.facebook.com/LambendoAMinhaCria)

Sylvia disse...

Que louca!!! Eu teria mandado a mãe para aquele lugar com certeza!!! Beijos

Anônimo disse...

As pessoas estao tao sem privacidade e sem nocao, que vem uma doida pra cima do filho, e realmente vc vai fazer o que com doido?? Internar..kkkkk

Mamãe Nádia disse...

Oi! Domingo é o dia da super blogagem coletiva sobre alimentação saudável na infância, em resposta ao documentário "Muito além do peso". Participe conosco...Hoje tem post com maiores informações sobre a BC lá no meu blog. Ajude a divulgar, por favor! Obrigada! Beijos!

www.asosmamaenadia.com

Letícia Volponi disse...

Eu certamente estou no grupo das esquentadas!!!

Ale Quejinho disse...

Puxa quanto tempo não te faço uma visita. Mas com dois filhos agora, não consigo encontrar como posso fazer tudo como fazia antes, mas morro de saudades deste mundo virtual.
Eu vejo que seu blog continua interessante como sempre, e eu ando sem assunto por isso preciso me atualizar na blogosfera.
Bexos
QJO

disse...

Zilhões de tempos que não venho aqui e me deparo com esse post.Ri sozinha Roberta, pq vc é uma lady. Phyna, ricah kkkk. Eu sou dessas que com certeza teria mandado a moça pra todos os lugares do mundo...

Bito Teles disse...

kkkk... que comédia! Confiança é uma coisa que se conquista mesmo. Sinto meu filho bem diferente de outros justamente pq deixamos ele correr alguns "riscos" e ir aprendendo com suas próprias experiências. Isso sim é que é dar segurança para eles.

Anônimo disse...

Tira a mão da minha filha sua louca!!!! Acho que é tudo que conseguiria dizer.