quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Elas crescendo e um recado ao Sr. Tempo



Crianças gostam de crescer. Luísa fala o tempo todo que queria ser adulta. Já nós, pais, queremos que eles fiquem crianças daquele tamanho para sempre. Ao mesmo tempo em que é uma delícia acompanhar o crescimento dos pequenos, impossível não sentir um certo aperto no coração ao ter a comprovação real do quanto o tempo passa rápido. 
Luísa não acreditava: “mãe, você jura que eu cresci tudo isso?”.  Passou o dia falando no assunto depois que fomos checar, na marcação atrás da porta, o quanto ela havia crescido nos últimos quatro meses, quando recebemos o primeiro desafio de fazer a medição da altura delas.  A Rafaela tem menos percepção disso, mas ainda assim ficou toda empolgada quando fui colocar o lápis sobre a cabeça dela para medir a altura.
E sabe que até eu me surpreendi? Porque nunca me liguei muito nesse negócio de controlar peso e altura – sempre deixei essas coisas para as consultas no pediatra. E esse desafio acabou me fazendo medir, e não apenas supor, o quão rápido elas estão crescendo. Me surpreendi muito com o salto que a Luísa deu de maio para cá. Ela passou de 1,05m para 1,09m nesse período, e a Rafinha cresceu de 81,3cm para 84,5cm.
Vibrei com elas, e ao mesmo tempo fiquei aqui dentro de mim pensando em como tudo está sendo tão rápido. Resolvi enviar um recadinho a um certo moço:

“Senhor Tempo,
Será que o senhor poderia me dar um tempinho? Será que é possível desacelerar um pouco para que eu possa curtir mais e com mais calma a infância das minhas filhas? Ou melhor, será que você pode congelar e descongelar só quando eu pedir?
Obrigada, do fundo do meu coração,
Roberta”

#Desafio 19 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aliança ou coleira de cachorro?

Estávamos jantando os três (eu, Luiz e Luísa), e ela começou a brincar pedindo a aliança do pai.

Ele tirou a aliança do dedo, ameaçou dar pra ela e depois colocou de volta. E comentou:

- Pergunta pra sua mãe se eu posso dar a minha aliança pra você brincar, veja o que ela vai achar

E eu prontamente respondi:
- Nem pense em tirar essa aliança do dedo - dando uma de ciumenta.

Eis que a Luísa, criança detida de um processador do modelo mais avançado no cérebro, solta:

- Mas por que precisa usar isso no dedo? As pessoas não sabem que vocês são casados? Isso aí parece coleira de cachorro! Só falta colocar no pescoço amarrado a uma cordinha.

Estaria minha filha tendo rompantes feministas? Estaria ela tentando quebrar modelos da sociedade? Ou estaria ela apenas zombando da nossa cara, mostrando que nós estamos amarrados a tradições que realmente não são tão importantes assim? Sei que ficamos chocados com a capacidade de raciocínio de uma menina que acabou de completar cinco anos.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Desfralde da Rafaela ou Acabou Meu Bebê

Fascinada ao ver o xixi e o cocô caindo no penico*

Pois é, minha gente. A Rafinha, aquele ser que nasceu ontem, já não usa mais fraldas durante o dia. Não tenho mais bebê em casa, simples assim.
Assim como a Luísa, que tirou as fraldas aos dois anos, a Rafaela começou a dar sinais de que estava na hora:

- Pedia toda hora pra sentar no penico, apesar de não sair nada.
- Vivia colocando as calcinhas da Luísa por cima da roupa e dizia que queria usar calcinha
- Estava ficando bastante incomodada com a fralda, andava fazendo escândalo pra colocar
- Ficava feliz da vida quando andava peladona pela casa.

E aí, na semana passada, aproveitando que estava calor por aqui, tomei coragem e resolvi arriscar tirar as fraldas dela. Minha preocupação era apenas ter certeza que a Rafa estava pronta para o desfralde: se depois de uma semana ela ainda não tivesse melhorado o controle do xixi e do cocô, eu voltaria com a fralda e tentaria um pouquinho mais tarde. Afinal, ela completou dois anos no mês passado e ainda teria um bom tempo de folga para uma segunda tentativa.
Acontece que o processo foi uma maravilha.

Primeiro dia: todos os xixis e cocôs na calcinha, sem exceção. Apesar de levarmos ao banheiro toda hora, ela não conseguia controlar e fazer no penico. Um cocozinho básico escapou da calcinha  e foi parar no tapete do banheiro, a Rafa pisou em cima e foi uma beleza.
Segundo dia: fez seu primeiro xixi no penico, e foi uma festa. Ela já começou a controlar um pouco mais a urina, dando espaço maior entre cada xixi.
Terceiro dia: fez seu primeiro cocô no penico, e bem pouco xixi na calcinha. Já estava controlando super bem e pedindo pra ir ao banheiro. Saímos de casa com ela e coloquei a fralda, mas quando tiramos em casa estava sequinha.
Quarto dia: zero de sujeira na calcinha. Pediu pra ir ao banheiro todas as vezes.
Quinto dia: idem. E assim foi. Passou esse final de semana super bem, sem nenhuma escapada. Saímos de carro com ela, inclusive, em passeios na cidade, e não coloquei a fralda. Deu tudo certinho.

 De manhã ela também está acordando com a fralda muito menos cheia do que antes, acho que dentro de alguns meses eu também vou conseguir tirar. No caso da Luísa, tirei a noturna depois de seis meses de ter desfraldado durante o dia, só quando as fraldas começaram a acordar secas.


Sobre os penicos & privadas:

- Disponibilizei as duas coisas pra ela, assim como fiz com a Luísa: penico e adaptador no vaso sanitário, com um banquinho próximo. Nos quatro primeiros dias ela só usou o penico, ontem começou a pedir pra fazer "no banhelo da tata", na privada.
Eu particularmente gosto de dar as duas opções para que a criança se sinta bem confortável. Apesar de algumas pessoas não gostarem do penico por questão de higiene, eu acho ele mais anatômico e fácil para quem está começando o desfralde. A Rafa chegou a ir sozinha pro penico e fez cocô - coisa que ela não conseguiria fazer na privada, onde eu ainda preciso ajeitá-la. Talvez esse ponto possa variar de acordo com a idade que a criança está sendo desfraldada. Se já está próxima dos três anos, por exemplo, é maior e tem mais facilidade pra ir direto pro vaso. Mas esse é um ponto que varia em cada família.
- Sobre o nojo de lavar o penico: não me importo. Jogo a sujeira no vaso e dou uma primeira lavada na própria água que desce da descarga, que vem limpa. Assim não fica resíduo na hora de lavar. Acho simples.


*Foto de arquivo pessoal, não permitida utilização por terceiros. 


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Xico Sá e a mãe


Pausa para recomendar a leitura esse texto lindo do Xico Sá sobre a relação com a sua mãe, publicado aqui

Perdão, leitores, mas preciso falar de minha mãe
Mamãe fez 71 anos ontem. Por isso, em um respeito sem fim e silencioso, nunca escrevo nada nesta virginiana data. Já fui demitido uma vez em uma firma por me recusar a trabalhar no único feriado que se justifica no mundo.
Todo homem que é homem tem direito a criar um feriado na vida. Certo é que me dei a este direito. Se bem que no aniversário de Maria também nada fazia. Tudo era dela no meu imaginário calendário ad infinitum.
Se eu tiver uma filha, uma menina, juro, nunca mais trabalharei na vida. Viverei a cuidá-la.
Ninguém entende o radical encanto edipiano. Também nunca fui de me explicar decentemente. Algumas coisas não carecem de muita prosódia. A vida é pão de queijo: é comer quente e pronto.
Trabalho até nos dias de nascimento e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, menos no dia em que Ela veio ao mundo para me fazer carne e pecado.
Dona Maria do Socorro nem sabe disso direito, nunca leu nada do que escrevo, graças a Deus pertence a outro mundo, mas aqui, caladinho, mantenho o respeito.
Psiu. Mamãe está prosa. Que linda. Sorriso iluminado, 31 anos depois de me botar no mundo.
Tentei escrever algo novo sobre ela e nossa relação eterna. Não rolou. Então mando uma carta antiga, que guardo na minha velha caixa de sapato afetiva, onde ela reina ao lado de duas ou três fotos das mulheres da minha vida.
Mãe, ainda me lembro quando tu colocaste a rede no fundo da mala, mala de couro, forrada com brim cáqui, e perguntaste, tentando sorrir no prumo da estrada: “Filho, será que na capital tem armador nas paredes?”
Naquela noite eu partiria para o Recife, que conhecia apenas de fotos e do mar de histórias trazidos pelos amigos. Lembro de uma penca de fotografias em especial, que ilustrava uma bolsa de plástico que usava para carregar meus livros e cadernos. Lá estavam as pontes do centro, casario da Aurora ao fundo, lá estava a sede da Sudene, símbolo de grandeza naquele apagar dos anos 1970, lá estava o Colosso do Arruda, o estádio do Santa…
Quando o ônibus gemeu as dores da partida, aquela zoada inesquecível que carregamos para todo o sempre, tu me olhaste firme, e eu segurei as lágrimas tão-somente para dizer que já era um homem, que era chegada a hora de ganhar o mundo, o mundo que conhecia somente pelo rádio, meu vício desde pequeno, no rádio em que ouvia os Beatles, as resenhas e as transmissões esportivas das rádios Nacional, além de todo um sortimento de novidades daqui e do estrangeiro.
Lembro que naquele dia, mãe, ouvimos juntos o horóscopo de Omar Cardoso, na rádio Educadora (ou teria sido na Progresso de Juazeiro?). Que falava dos novos rumos do signo de Libra. Você disse: “Tá vendo, meu filho, você será muito feliz bem longe”.
A voz de Omar Cardoso e o seu mantra ecoava no juízo: “Todos os dias, sob todos os pontos de vista, vou cada vez melhor!”
Foi o dia mais curto de toda a existência. O almoço chegou correndo, a merenda da tarde passou voando… e quando dei fé estava diante da placa Crato/Recife, Viação Princesa do Agreste.
Todo choro que segurei na tua frente, mãe, foi derramado em todas as léguas seguintes. Mal chegou em Barbalha eu já estava com os dois lenços de pano –outro cuidado seu com o rebento- molhados.Em Missão Velha, uma moça bonita, uma estudante que voltava de férias, me confortou: “É para o seu bem, foi assim também comigo”.
Quando chegou em Salgueiro, além dos lenços e da camisa nova -xadrezinho da marca Guararapes-, o livro Angústia, de Graciliano Ramos, um dos motivos da minha vontade de conhecer a vida, também já estava encharcado.
E assim foi a viagem toda. Com direito a soluços, que acordaram a velhinha que ia ao meu lado, quando o ônibus chegou ao amanhecer no Recife.
Arrastei a mala pelo bairro de São José e procurei a pensão mais econômica.
Sim, mãe, tem armador de rede, escrevi na primeira carta. Naquele tempo não usava-se, em famílias sem muito dinheiro, o telefone. Era tudo na base do “espero que esta te encontre com saúde”, como a gente escrevia na formalidade das missivas.
É mãe, neste teu dia, que está quase chegando a hora, quero lembrar que a coisa que mais me comoveu foi tua coragem, que eu até achava, cá entre nós, que fosse dureza além da conta d´alma. Até falei, um dia no divã, sobre o assunto, como se eu quisesse que naquela despedida o sertão virasse o teu mar de pranto.
Eis que recentemente me contaste como foi duro, que tudo não passava de um jeito para não fazer que eu desistisse de ganhar a rodagem. Aí me lembrei de uma sabedoria que citava nas cartas e bilhetes, quando eu esmorecia um pouco na sobrevivência da cidade grande: “Saudade não bota panela no fogo”. E ainda reforçava: “Saudade não cozinha feijão, coragem, filho, coragem”.
Em nome das mães de todos os meninos e meninas que partiram, dona Maria do Socorro, quero te deixar beijos e flores.
Sim, mãe, agora já sabes que somos de uma família de homens chorões, são 04h06 de uma quarta-feira e eu choro um pouco, como fazia no fundo daquela rede colorida que puseste no fundo da mala, chorava tanto nos sótãos das pensões do Recife  que os chinelos amanheciam boiando no quarto, como se quisessem tomar o caminho de volta para casa.

Momento sublime – ou a farra na cama


Quando eu gravei um vídeo de apresentação para a Royal, antes de começarem os desafios semanais, o pessoal me perguntou qual era o meu momento preferido com as crianças. É lógico que os momentos especiais são muitos.  Em geral os momentos em que estamos com elas dedicados 100%, sem ter outras preocupações na cabeça, são maravilhosos – exceto aquelas horas de birra em que elas nos tiram do sério, evidentemente.
Mas tenho, sim, a hora preferida com as minhas filhas. E é, aparentemente, a situação mais simples e corriqueira do mundo. Não escolhi viagem, não escolhi passeio, não escolhi um programa fora de casa para ilustrar esse ápice. O momento mais importante com elas, que realmente me dá o sentido completo de família, são as nossas bagunças na cama no final de semana, quando ninguém tem hora para acordar. São aqueles momentos em que as duas vão para o meu quarto, ainda de pijama, e ficamos todos, nós quatro, brincando de fazer barraca e bagunça na cama, sem pressa, sem compromisso. Passamos, às vezes, mais de uma hora só ali, nos curtindo, da forma mais singela e verdadeira do mundo.
O desafio desta semana era registrar esse momento. Não foi fácil fazer essa foto, por duas razões:  1) um dos quatro teria que tirar a foto, portanto ficaria de fora dela; 2) teria que ser natural, porque se a coisa for montada, ela deixa de ser verdadeira. E também não vou fazer a maldade de expor todo mundo de pijama e cara amassada para o Brasilzão todo ver.  Então fica aqui um pequeno registro da coisa mais pura do mundo que é o amor infinito entre uma família que aproveita a vida e só quer ser feliz. 



#Desafio 18 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Barbie com bolsa Louis Vuitton??

Me lembro, quando era criança, que adorava brincar com aquelas bonecas de papelão que trocavam de roupa. Também, um pouco maiorzinha, me lembro de costurar roupas diferentes para as minhas Barbies. (sim, já fui prendada um dia).
Hoje as crianças têm uma nova alternativa para essa brincadeira gostosa de trocar de roupas: o mundo virtual. Que, apesar de para os mais velhos como eu não apresentar a mesma graça, por outro traz uma possibilidade muito maior de criar e inventar looks para as bonecas.
Até aí, legal. Luísa pediu e eu baixei um aplicativo da Barbie pra ela brincar de trocar roupas. Eu mesma confesso que adoro ficar ali com ela dando dicas do que combina e o que não combina. O aplicativo tem roupa e acessórios da cabeça aos pés, e também dá pra mudar o cabelo, cor da pele das bonecas etc. Delícia, né? Mas espera.

Daí que estamos ali eu e Luísa brincando e fomos decidir qual roupa combinava com aquele visual. Olhei um modelo, parecia conhecido. Olhei outro, também. Pensei: eles fizeram modelos da moda. Mas aí comecei a olhar com mais cuidado e tomei um baita susto. As bolsas são modelos reais de grifes!!! Louis Vuitton, Channel, Christian Dior... modelos idênticos e hologramas inclusive!!! Não acreditei naquilo. Uma coisa é brincar de moda, outra é já condicionar a criança a gostar de modelos de marca - imagina só a menina olhando na vitrine do shopping um modelo igualzinho ao da Barbie dela? "Eu quero aquela, mamãe!!"
É mesmo pra ficar indignada ou eu é que estou me tornando uma chata?




quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O que rola na escola


Luísa não gosta muito de me contar sobre o dia-a-dia dela na escola. Sempre sonhei em ser uma formiguinha para poder acompanhar o que se passa dentro daquela salinha cheia de crianças. Queria poder ver como ela se comporta fora de casa, saber como são as atividades que a escola aplica, como a professora age com eles.
Sempre que ela volta da escola eu faço perguntas sobre como foi o dia, mas em geral as respostas se resumem a monossílabos como “sim”, “não”, “legal” ou “nada”. Raras vezes ela chega cantando alguma música nova ou mostrando algo que aprendeu. E eis que o desafio desta semana era conseguir que ela me ensinasse alguma coisa que ela aprendeu na escola.
Tentei a semana toda tirar alguma coisa dela e consegui duas, vejam que vitória! Uma delas foi uma brincadeira de mão que eu também fazia quando pequena: “Pimponeta, peta peta perruge, peta peta perruge...” – quem se lembra dessa? Ela chegou toda animada pra me mostrar como faz. A brincadeira é simples: todos os participantes da roda fecham as mãos e quem está cantando vai batendo em todas as mãos até acabar a música. Se acabar na sua mão, você esconde essa mão. Ganha quem sobrar.

E a outra que ela quis me ensinar a fazer foi um vaso de flor feito com garrafa pet que eles fizeram na escola tempos atrás, e que ela resolveu agora me mostrar o passo-a-passo . 
Ela me contou que foram usados:
- Uma garrafa pet de dois litros
- Tinta ou adesivos para decorar
- Pedras
- Terra adubada
- Semente ou uma muda de flor.
Eles cortaram a garrafa em três e usaram apenas a parte do topo e a base, descartando a do meio. A base serve de suporte, como se fosse um pratinho para escorrer a água. 
Primeiro as crianças decoraram a garrafa com tinta (quem quiser pode fazer com adesivos também). Depois montaram o vaso.  A Luísa me explicou que a professora colocou as pedras primeiro, para formar uma base e para a terra não escorrer pelo buraco da boca da garrafa. Eu acho que deve ter sido colocada uma gaze ou tecido antes das pedras, pra segurar melhor, mas isso a Luísa não soube me explicar. Por cima das pedras ela colocou a terra adubada e então plantou a muda.  O resultado foi esse vasinho ecológico super charmoso.  




#Desafio 17 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ápice da gostosura

Alguém aí vai ter que me convencer que uma criança de dois anos (antes de começar aquele período bravo das birras) é o ser mais encantador que existe. Porque, juro. Eu não consigo pensar diferente.
E aí, eu já achando tudo isso, me divertindo o tempo todo com a Rafa e tanta gostosura que emana daquelas coxas gordas e daquele sorriso safado, ainda passo por essa, vejam bem: estávamos no quarto dela e, depois que eu troquei a roupa dela, dei um abraço e falei:
- Te amo, filha.
Ela olhou pra mim, e repetiu
- Te amo. Lindinha.
E me deu outro abraço.

Morri.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Guia turística cinco estrelas


Uma criança de cinco anos tem uma capacidade de comunicação e articulação que impressiona. Para quem está de fora, essa pode ser uma idade não tão divertida – afinal, eles não falam mais errado, não são mais tão engraçadinhos. Mas, para os pais, é um privilégio poder acompanhar de perto essas mudanças, esse crescimento, esse companheirismo.

O desafio desta semana era deixar um dia de passeio por conta das crianças. Escolher um lugar para ir e deixar que eles se tornassem os guias.  Prato cheio para uma garotinha que acaba de completar cinco anos e que adora dar ordens, falar e conduzir as coisas do jeito dela. E também para uma criança de dois, a caçula, que topa todas e adora uma farra.

Domingo nós fomos à chácara de uma pessoa da família e aproveitamos o passeio para deixar a programação nas mãos das meninas. Elas (especialmente a Luísa, mais velha) nos levariam por um passeio pelo lugar e fariam o papel de guias contando o que estávamos vendo – assim como fazem com as bonecas no mundo imaginário.

Luísa decidiu então que iríamos descer por um caminho de terra,  meio esburacado e cheio de pedregulhos, que nos levaria até o final do terreno da chácara, passando por trás do pomar, lugar que ela ainda desconhecia. Descemos por aquele caminho, cantando as músicas que a Luísa puxava, e logo fomos parar sob uma mangueira gigantesca – e debaixo dela muitas folhas caídas no chão. Pronto, “chegamos à floresta escura e misteriosa”.

Mais à frente, avistamos um monte de mato e Luísa avisou que por ali passavam lobos, iguais àquele da história dos Três Porquinhos. Meu sobrinho entrou na bagunça e foi correndo na frente para se esconder e imitar uivos por trás de um monte de blocos de cimento. A criançada ficou enlouquecida com a farra. E a Luísa mais ainda por ter sido a guia do passeio.  Se sentiu mais importante do que nunca.


Depois disso, ela ainda decidiu os demais programas do dia: a hora das brincadeiras (corda, massinha, boneca), a hora da piscina gelada e até a hora do descanso. Também nos levou depois até a padaria pra tomar um sorvete.  Nossa guia turística foi totalmente aprovada. 




#Desafio 16 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Porque vale a pena insistir

Luísa e aquela sua velha preguiça com a natação ainda me matam. Desde pequena, foi algo que sempre me deu trabalho, apesar de ela adorar uma água. Hoje ela já nada bem, conseguimos ficar super tranquilos com ela solta em uma piscina. Mas ainda gostaríamos que ela aprendesse um pouco mais antes de dar a ela a opção de continuar ou não e de repente partir para uma outra atividade.

O primeiro semestre desse ano foi fácil: conseguimos uma vaga no clube em que somos sócios e ela tinha na turma três ou quatro amiguinhos conhecidos. Tudo correu sem problemas, acho que a melhor época de todas desde que ela começou na natação aos dois anos. Mas daí que no meio do ano fui informada que ela teria que mudar de turma porque faria cinco anos em agosto. Um saco. Além de mudar de turma, teria que mudar de horário - única opção possível foi depois da escola, no final da tarde.
E com isso o suplício voltou. As últimas vezes que a levei para a natação foram uma tortura. Ela começava a chorar já logo que saía da escola e assim permanecia até eu conseguir, com muito custo, entregá-la para a professora.
Fator que piorou a coisa: ela faltou duas aulas seguidas. Uma delas porque um dia eu a deixei brincando com a melhor amiga que não poderia ir à festa de aniversário dela; e a segunda falta foi porque os avós paternos tinham acabado de chegar do Rio e ficaria complicado para eu buscá-la. Com isso, evidentemente nas aulas seguintes ela tentou todos os argumentos chorozísticos para que eu não a levasse à natação.

Enfim, andei eu de novo me perguntando se estava fazendo a coisa certa ou se deveria desistir, questionando se eu estava forçando demais. Os professores insistiram que eu continuasse levando, porque depois que entrava na aula, ela gostava e participava de todas as atividades. Mas, comigo, era aquela tortura.

Até que ontem eu tinha um compromisso e, como não poderia levar a Luísa na natação, pedi que a babá fosse com a Rafaela buscar a Luísa na escola e levá-la para a natação.

E o que aconteceu? Nada. Ela ficou ótima, não deu um trabalho pra babá. Primeira coisa que a Luísa falou quando cheguei em casa: "mamãe, hoje eu não chorei pra ir à natação". E ainda  disse pro pai que gosta da natação. Passaram-se cinco minutos e ela já estava choramingando e fazendo manha por uma bobagem qualquer.

Em suma, vou sumir por um mês. Acho que tudo vai funcionar muito melhor por aqui. O problema, na verdade, é a mãe.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

E não é que eu gostei da Galinha Pintadinha?


Confesso que fui sem grandes expectativas assistir ao musical da Galinha Pintadinha, que depois de uma temporada no Rio de Janeiro chegou a São Paulo. Ganhei os ingressos e no sábado fomos levar as meninas, que adoram os vídeos da série (Luísa conheceu os primeiros vídeos no You Tube, antes de lançarem os DVDs e fazer esse sucesso todo).
Eu esperava alguma coisa meio "a la Patati Patatá", aquela coisa comercial e sem qualidade que já comentei aqui. Mas não é que me surpreendi?

- O show não é todo playback, como eu imaginava. As cantoras (uma delas me parece ser a que faz a voz oficial dos vídeos da Galinha Pintadinha) e as crianças cantam ao vivo e com vozes bem agradáveis (nada daquela coisa esganiçada dos palhaços).
- Tem uma encenação teatral legal, com atrizes/cantoras de ótima qualidade.
- A produção da peça é super bacana, com interação entre os personagens e imagens dos desenhos dos vídeos.
- Eu sabia cantar TODAS as músicas e confesso que curti pra caramba o programa - afinal, a grande maioria são musiquinhas populares e parlendas antigas, que foram apenas incorporadas ao repertório da Galinha Pintadinha. As meninas também amaram.
- São raros os espetáculos voltados pra crianças bem pequenas, e esse é um programa excelente pra levar as menores de três anos (e as maiores também). Adoro ver aquela cena de teatro lotado cheio de criancinhas de colo.

- O espetáculo é no Teatro das Artes, no shopping Eldorado. Gosto mais de espetáculos infantis em teatros assim do que em grandes casas de show (exceto os shows no gelo ou grandes superproduções musicais).
- Como o teatro fica dentro do shopping, dá pra aproveitar e fazer um lanche por ali mesmo depois.


Em suma, recomendo!


Curiosidade de como surgiu esse fenômeno:
Em 2006, Juliano Prado e Marcos Luporini, criadores da Galinha Pintadinha, postaram no Youtube um vídeo infantil chamado “Galinha Pintadinha”. Esta foi a solução encontrada para apresentar o vídeo em uma reunião de produtores na qual eles não poderiam estar presentes. Seis meses depois, a surpresa: o vídeo havia virado um hit e já ultrapassava a marca de 500 mil visualizações, número expressivo para a época. Desde então, os vídeos já contabilizam quase 300 milhões de visualizações no Youtube e mais de 500 mil DVDs vendidos. 


Para informações:

http://www.galinhapintadinhaomusical.com.br/

07 de julho a 25 de novembro de 2012
Sessões: sábados e domingos às 15h e 17h
Local: Teatro das Artes - Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3970 – 3º piso/ Pinheiros
Vendas Online: www.ingresso.com
Bilheteria  11 3034-0075


* E não, esse post não é um publieditorial, é só uma indicação de programa. Quando houver, será devidamente informado.