quinta-feira, 30 de agosto de 2012

De quando eu era criança

Minha infância foi privilegiada. Não me lembro dos primeiros anos, a não ser por fotos, mas a partir dos 5 ou 6 anos de idade já tenho muitas referências bacanas. Nesta época, morei com meus pais na Holambra II, uma colônia holandesa no interior de São Paulo. E vejam que privilégio: tenho daqueles dois anos minhas primeiras referências sobre diversidade cultural, marcadas por lindas memórias que ficaram até hoje. Me recordo de cheiros, das comidas caseiras, do interior das casas e das brincadeiras com meus amigos loirinhos.
Depois dessa experiência, motivada pelo trabalho do meu pai, voltamos para Mairinque, onde moramos em uma chácara até a minha adolescência. Quando não estava na escola, estava brincando descalça com meus irmãos e com os vizinhos em algum lugar pela redondeza.  E é daquele período que tenho as maiores referências da minha infância. Uma infância marcada pela simplicidade e por muita, mas muita brincadeira.
Eu tinha preferência por três tipos de brincadeiras: fora de casa eram esconde-esconde (o terreno era grande, e a gente se escondia meeesmo) e amarelinha;  e, dentro de casa, amava brincar de escritório com os papéis timbrados e pastinhas que meu pai me dava.
O desafio desta semana era voltar a ser criança por um dia. Está certo que com filhos a gente volta a ser criança o tempo todo, mas a proposta era que eu comandasse as brincadeiras, da mesma forma como eu brincava quase trinta anos atrás. Desafio mais do que aceito e cumprido à risca com o maior prazer. Antes de começar, contei toda a história para a Luísa de como eram as minhas brincadeiras na infância e depois partimos para a ação.
Começou com a amarelinha, brincadeira que a Luísa também adora e tem se aprimorado cada vez mais. Brincamos até cansar, eu e ela. Depois do almoço, foi a vez de brincar de esconde-esconde e, aí, a família toda entrou na roda, inclusive o marido e a Rafaela. Foi muito divertido. Claro que, como as meninas ainda são pequenas, não dá pra encontrar esconderijos impossíveis como os da minha infância, mas não facilitamos demais não. Fizemos a galera se esforçar.  (Difícil foi parar a brincadeira para fotografar!)
E à noite, depois do jantar, eu e Luísa brincamos juntas de escritório. Pela primeira vez, deixei que ela montasse a mesinha dela no meu escritório de verdade, emprestei a ela vários objetos e papelada que eu uso no meu dia-a-dia e ficamos ali um tempão brincando de trabalhar. Como eu trabalho em casa e essa é uma referência forte pra ela, foi um momento em que ela pode ficar ali à vontade sem me atrapalhar.
E você, quais eram as suas brincadeiras preferidas quando criança?



#Desafio 15 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cross-Dressing e o melhor pai do mundo

De arrepiar essa matéria*. Estou com preguiça e sem tempo para traduzir, mas acho que não é difícil de entender mesmo para quem não é fluente em inglês. O menino queria se vestir como a irmã mais velha e foi isolado na cidadezinha dele por isso. O pai respeitou tanto a vontade do filho que, para provocar a sociedade ou apenas dar apoio ao filho, não sei, também saiu pela cidade de saias. Lindo.


Father Wears Skirt To Support Cross-Dressing Son






Best. Dad. Ever. (Courtesy of EMMA)
We’re not usually the mushy types but this story is just too sweet to ignore.
Nils Pickert is an awesome father, with a son who loves dressing up. “My five year old son likes to wear dresses,” the German dad recently told EMMA magazine. Nils and his son moved from Berlin to a small “very traditional, very religious” town in South Germany. Once moving to the small community, his son stopped the cross-dressing ways he had adopted in Berlin, but Nils was having none of that.
“I didn’t want to talk my son into not wearing dresses and skirts,” the dad explains. “He didn’t make friends in doing that in Berlin already and after a lot of contemplation I had only one option left: To broaden my shoulders for my little buddy and dress in a skirt myself.”
Daddy Awesome inspired his son to wear his dresses to school again and the fashionista is even painting his nails. Now, when kids try to tease the young boy, he replies by saying, “You only don’t dare to wear skirts and dresses because your dads don’t dare to either.”
Yeah, kids. Your dad is not half as cool as Nils. Losers.

ATUALIZADO: A tradução da matéria está aqui. 


*Valeu, Flavia!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Aplicativo que ajuda a escovar os dentes



Descobrimos um aplicativo super legal para IPhone daquela série da Out Fit 7 dos bichinhos que repetem o que a gente fala. É o Talking Ginger, um gatinho bem fofo que, além de repetir as nossas frases e fazer algumas coisas engraçadinhas como tomar banho de chuveiro e ser secado pelo secador, ele ajuda a criança na escovação dos dentes.
Você clica em um reloginho e ele marca um minuto e meio com o gatinho escovando os próprios dentes. É para a criança usar isso como um "timer", escovando os dentes junto com o gatinho durante todo aquele tempo.
Crianças, quando escovam sozinhas, geralmente fazem o serviço bem rapidinho pra terminar logo, mas esse gatinho está fazendo tanto sucesso aqui em casa que a Luísa levam meu celular para o banheiro na hora de escovar os dentes e fica todo o tempo acompanhando o tal gatinho. Não é o máximo?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Um belo piquenique



Dia lindo, toalha xadrez, cesta, comidinha e câmera fotográfica a postos. Tudo pronto para cumprir o desafio desta semana fazendo um programa que a gente ama de paixão aqui em casa: um belo piquenique. Mas daí que, quando se tem filhos, nada é previsível ou certo. E basta um filho amanhecer doentinho para mudar todo o nosso planejamento.
Mas nós temos um registro tão legal de um piquenique em família, que fizemos há um tempinho, que achei que valeria a pena resgatar aqui para quem não viu o post anterior.
Tudo começou quando meu marido resolveu realizar um sonho antigo e comprou uma cesta de piquenique linda e chiquérrima, daquelas que vem com louças, taças e tudo mais. Resolvemos estreá-la em um lugar muito especial: o Jardim Botânico de São Paulo, local maravilhoso que muitos paulistanos não conhecem.
Esse espaço é realmente surpreendente. Apesar de vizinho ao zoológico, programa que costuma ser lotado de gente nos finais de semana, o Jardim Botânico é super tranquilo e traz uma paz que parece nos transportar para um lugar muito distante dessa loucura de cidade. Com muito verde, é um lugar perfeito para um piquenique – e garantia de excelentes fotografias para registrar o programa.
Chegamos lá no meio da manhã com nossa cesta e demais apetrechos para um lanche gostoso, passeamos um pouco (carrinho de bebê é ótimo pra pendurar as tralhas) e depois montamos "acampamento". Encontramos uma mesa com bancos, estiramos ali a toalha, botamos tudo sobre a mesa e fizemos nosso piquenique no mais alto estilo.




O que levar num piquenique:

- Água e sucos
- Frutas com casca para não ficarem pretas e também para dar menos trabalho (banana, maçã, uva, tangerina, pera) 
- Comidinhas prontas e que possam ser comidas frias (sanduichinhos prontos, torta de legumes, salada de macarrão com tomate cereja e queijo branco, queijos, frios e pãezinhos)
- Alguma coisinha doce para a sobremesa
- Toalha ou cangas para forrar o chão ou a mesa, faca para cortar o que for necessário e copos descartáveis.
- Protetor solar e bonés
- Para as crianças: bola, corda, bonecas/carrinhos, bolinha de sabão, bicicleta, patinete...

Jardim Botânico de São Paulo
Funcionamento: de terça a domingo e feriados, das 9h às 17h
Av Miguel Stéfano, 3031, Água Funda (caminho para o zoológico), São Paulo.

*#Desafio 14 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Dicas de livros para crianças de 4 a 6 anos

Faz tempo que eu não dou dicas de livros aqui no blog, então hoje selecionei alguns que têm feito sucesso aqui em casa e que recomendo para crianças na faixa dos 4/5/6 anos. 




Cocô de Passarinho (Cia das Letrinhas) - Eva Furnari é sempre garantia de boas histórias. Adoro o trabalho dela. E esse livro é muuuito legal. Conta a história de uma cidade pacata que só tinha seis habitantes e que não tinham assunto pra conversar. O único assunto eram os cocôs que os passarinhos faziam na cabeça deles quando sentavam na praça debaixo de uma árvore. Até que aparece um vendedor de flores na cidade e tudo começa a mudar. Super divertido.



Salada de Letras, de Rosângela Maria de Moro (Ed. Salesiana) - Livro super legal para crianças que estão começando a se interessar por letras ou iniciando a fase da alfabetização. O livro conta a história de uma menina que não queria comer nada além de doces, até que a mãe fez uma combinação com ela: todos os dias ela poderia escolher o que comer, mas teria que seguir a ordem alfabética. Ou seja, no primeiro dia, só alimentos com a letra A (amora, abacaxi, abacate, alface, abóbora, ameixa, arroz, agrião, azeitona...), no outro dia aqueles que começam com B e assim por diante. E aí a menina foi experimentando novos alimentos e descobrindo muita coisa gostosa.


Rinocerontes não comem panquecas, de Anna Kemp e Sara Ogilvie (Ed. Paz e Terra) - Já perdi a conta de quantas vezes já li esse livro pra Luísa. Conta a história de um elefante grande e roxo que aparece na casa de uma família. A menininha tenta contar para os pais, mas como eles nunca prestavam atenção nela, eles não perceberam que o rinoceronte estava lá dentro da casa deles. Até que eles a levam ao zoológico e lá descobrem que um rinoceronte grande e roxo havia fugido e, enfim, acreditam na menina. Muito bacana a história.



O Ogro da Rússia, de Victor Hugo (Cia das Letras) - Livro infantil escrito pelo criador de "O Corcunda de Notre Dame", conta a história de um ogro apaixonado por uma fada. O ogro vai até o castelo dela e, cansado de esperar pela fada que demora a aparecer, não resiste e acaba comendo o filho dela. Ilustrações belíssimas e uma história bem diferente. Super legal.


Minha mãe é uma bruxa?, de Liz Martinez e Mark Beech (Ed. Farol) - O menino Juca vivia desconfiado que a mãe dele é uma bruxa, e por isso resolve investigar livros de magia. E aí ele descobre que a mãe tinha mesmo um típico comportamento de bruxa. Mas uma bruxa do bem. Luísa adora esse livro.


Tio Lobo, de Xosé Ballesteros e Rober Olmos (Ed. Callis) - livro que ganhou o selo de "Altamente Recomendável" da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), Tio Lobo conta a história de uma menina gulosa que quer enganar seu tio, um lobo de verdade, e no final acaba sendo comida por ele. O livro é inspirado nos contos tradicionais que alertam as crianças sobre os perigos da desobediência e da mentira, mas trata o assunto de forma divertida.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

E hoje é o dia da Rafinha


Ela é absolutamente bem humorada, piadista. Faz graça e gosta de chamar a atenção. Tem loucura pela irmã. Acorda cheia de preguiça e fica um tempão deitada na cama, sossegada. Dorme a noite toda quase sempre. Fala mais do que a irmã nessa idade, já consegue formar frases com três ou quatro palavras. Pede por favor, licença e fala obrigada. Dá um certo trabalhinho pra comer. Adora castanhas e uva passa. Come frutas inteiras e com casca desde sempre. Vive com o narizinho escorrendo. Toma leite de soja pra tentar melhorar a coriza. Tem pouco cabelo, as pessoas ainda pensam que ela é um bebê. Adora dançar e fazer barraca embaixo da minha cama. Já viajou com a gente para vários lugares e é super companheira. Detesta colocar sapatos e presilhas no cabelo. Vive com galos na cabeça. Por causa da irmã, descobriu os doces muito mais cedo do que eu gostaria - e adora, claro. É muito, mas muito deliciosa. 





Hoje é o dia da minha caçulinha. Dois anos da mais pura gostosura e peraltice.
Criança que veio pra trazer alegria, leveza e muita bagunça pra nossa casa.
É muito amor por você, minha moleca.

Feliz aniversário, Rafinha!!! 


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Nossa árvore genealógica


“Nasci em Sorbano de Giudice, província de Lucca (Itália) no dia 26 de novembro de 1886, sendo o mais velho dos sete filhos. Fiz curso primário em Lucca e trabalhei, ajudando meu pai na lavoura. Quando estava com 22 anos, meu tio Umberto Lippi, que já morava em São Roque, no Brasil, convidou-me para vir trabalhar aqui com ele. Decidi aceitar o convite. Parti do porto de Gênova com destino ao Brasil, no transatlântico Úmbria, que tinha 1ª, 2ª e 3ª classes, trazendo a bordo 1.800 passageiros. Fizemos o percurso até Santos em 16 dias”.

Assim começa a história da minha família, por parte de mãe, narrada pelo meu bisavô Enrico em uma das vezes que esteve internado em um hospital, anos antes do seu falecimento em 1979. Depois de estabelecido aqui no Brasil, em uma rompante saudade da Itália, meu bisavô voltou ao seu país de origem para visitar a família e foi nesta viagem que conheceu Anunziata, minha nona. Em poucos meses, eles ficaram noivos e logo ela viria ao Brasil para se casar com ele. Daí nasceram meu avô Lélio e seus outros quatro irmãos.

Eu ando à procura de histórias da minha família na tentativa de escrever um livro. E neste final de semana, em que meu desafio era fazer a árvore genealógica da família, fui resgatar com a minha mãe um material produzido por uma tia que contava um pouco a trajetória dos Lippi no Brasil. Minha família tem uma história linda e foi uma delícia resgatar um pouco dela com a Luísa. Li para ela o depoimento do meu bisavô e depois começamos a desenhar a árvore genealógica da nossa nova família, fazendo também a ligação com a família do meu marido. Para completar o lado de lá, ela ligou inclusive para o avô paterno para perguntar os nomes dos pais dele e da avó. Foi um exercício muito interessante para minha filha entender as relações familiares e também conhecer um pouco mais de onde a gente vem.

Recomendo muito esse exercício para quem tem crianças, especialmente as maiores de quatro anos que já compreendem um pouco melhor essas coisas. Infelizmente as pessoas conhecem muito pouco da sua própria história, não é verdade? 




*#Desafio 13 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Crise dos cinco - universitários, me ajudem

Estou tentando entender o que está se passando com a Luísa nesta passagem dos quatro para cinco anos.
De repente ela começou a me testar em um nível nunca apresentado antes.
Não me obedece mais, responde, quer argumentar pra tudo, faz bico e cruza os braços. E tem protagonizado os piores escândalos EVER, gritando e se debatendo descontroladamente.

Estou tentando respirar fundo para não perder as estribeiras. Já me peguei gritando e entrando num combate que não deveria, mas está muito difícil de controlar. Quando seu filho de dois ou três anos faz birra, você sabe que essa fase é normal, que ele está te testando e não sabe se expressar direito. Mas uma criança de cinco, supostamente, já passou dessa faz tempo. Já entende, sabe conversar. Tenho muito mais dificuldade de lidar com esses surtos agora do que quando ela tinha três anos. Eu antes conseguia não gritar, mantinha o controle. Agora não estou conseguindo, fico com raiva, estou super sem paciência com ela.
Ah, sim, ela tem irmã que está numa fase super deliciosa e engraçada aos dois anos - mas ainda assim não consigo ver que isso seja a justificativa para essa rebeldia toda inesperada. (Detalhe: é só com a gente, na escola está tudo absolutamente normal).

Fico tentando avaliar qual deveria ser minha postura com ela nessa fase e especialmente nos momentos críticos. Há momentos em que é possível você deixar a criança no quarto dela gritando e se descabelando até que ela se acalme. Mas não é sempre que dá pra fazer isso - ou porque está na hora da escola, ou porque está fora de casa, ou qualquer outro motivo.
Quando ela está bem, eu converso, explico. Ela aparentemente entende e fica numa boa até ser contrariada mais uma vez. Sei que isso está me desgastando absurdamente nos últimos dias.

Universitários, alguma dica, por favor?


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Síndrome do domingo à noite

Me lembro como se fosse hoje de como os finais de domingo me angustiavam. A musiquinha do Fantástico e aquela zebrinha que mostrava os placares dos jogos sinalizavam que o final de semana havia acabado e que no dia seguinte era dia de escola. Dava um aperto no peito, uma sensação estranha. Era como se a gente não quisesse que o final de semana acabasse nunca - uma mistura de querer alongar o prazer com a vontade de fugir da obrigação.
Na verdade a gente acaba ficando com essa deprê no domingão depois de adultos também, né, especialmente quando o trabalho, na segunda-feira, não é um lugar que dá muito prazer. Por trabalhar em casa, atualmente eu não tenho essa agonia, mas me lembro muito dela quando trabalhava fora.

O engraçado é notar que a Luísa ainda tão pequena também já sofre dessa "síndrome do domingo à noite". As noites e madrugadas de domingo para segunda aqui são sempre tensas e bem cansativas. Luísa demora muito pra conseguir dormir (o pai sempre capota antes dela) e em geral acorda várias vezes durante a madrugada e vai para a minha cama. Mesmo que inconsciente, ela já sabe que aqueles dias gostosos, com pai e mãe juntos se dedicando só pra ela e para a irmã, vão ter que esperar até o próximo sábado. Agora é hora da rotina e das obrigações.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

5 anos


Parabéns, amada Luísa.
Que as novas etapas da sua vida que virão a partir de agora sejam vividas intensamente, com muita alegria.
Obrigada por fazer a nossa vida mais feliz.



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O rap da família


Tenho que confessar que esse projeto “100 Coisas para fazercom seus filhos antes que eles cresçam” tem me proporcionado momentos surpreendentes com a minha família. É lógico que a gente sempre tenta inventar coisas novas, mas os desafios que estão sendo passados a cada semana têm trazido tantas ideias legais que o projeto está se transformando em um material muito especial e inspirador.
Esta semana o desafio era compor uma música junto com as crianças, algo que falasse sobre a relação entre nós.  Achei que seria difícil sair alguma coisa, afinal por aqui ninguém tem talentos musicais aflorados nesse lado da família. Infelizmente não herdei nada dos meus avós, já falecidos. Além de artistas plásticos de primeiríssima categoria, minha avó tocava piano e, meu avô, violino, instrumento que acho lindíssimo.
Mas, mesmo sem esses grandes talentos, compor a nossa musiquinha foi mais fácil e rápido do que eu imaginava. Sentamos em frente ao computador, eu, Luísa e meu marido, e começamos a escrever um "rap". Demos altas risadas durante esse nosso processo criativo.  Assim, num surto artístico, compusemos em três uma musiquinha falando um pouco de cada um de nós.

Ao final, o resultado foi este aqui, o Rap da Família:

(que os rappers não me vejam chamando isso de rap)
(e que ninguém fique com vergonha alheia por me ver pagando esse mico)



*#Desafio 12 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Prioridade para crianças de colo

Estávamos voltando de uma viagem internacional. Aeroporto internacional de Guarulhos absurdamente cheio por conta da chegada de muitos voos ao mesmo tempo. A fila começou a se formar já nos corredores logo após a saída das aeronaves. E a gente ali segurando as duas crianças depois de uma noite toda dentro do avião. Ficamos na fila um tempo, carregando crianças, carrinho, malas e sacolas, até que eu me dei conta que teria direito a prioridade por causa da Rafaela, que já estava começando a chorar impaciente.
Nesse mesmo minuto passou um funcionário do aeroporto e pediu que a gente fosse seguindo ele, atrás de uma outra mãe com criança pequena.
Puxei o marido e fomos andando com as meninas pela lateral da fila.
Até que uma vaca moça fez o comentário ao meu lado, em alto e bom som, para alguém que estava com ela:
- Eu não enxergo essa criança como prioridade - olhando e apontando com a cabeça para a Rafaela, que estava no carrinho, com 1 ano e 10 meses de idade na ocasião.
Na hora aquilo subiu o sangue, mas eu estava andando e não consegui responder, infelizmente não fui rápida suficiente pra dar uma patada na cara dela.
Depois só fiquei olhando pra trás, encarando a menina com meu olhar fuzilante que poucas pessoas conhecem.
Minha vontade era xingar muito, e falar algo bem gentil do tipo:

- Sua vaca, vai se F$¨&%$¨*$*, você não tem que enxergar nada porque não é da sua conta

Mas depois fiquei só pensando: CERTAMENTE essa sujeita mal educada não tem filhos. Porque no dia que ela tiver, ela vai entender o que significa essa prioridade. O que significa você pegar uma fila gigantesca e se locomover com duas crianças pequenas. O que significa uma criança se debatendo no carrinho porque quer sair dali.

(E ainda bem que isso aconteceu no Brasil, porque em outros países como EUA realmente não teríamos direito à prioridade por carregar bebês e crianças de colo).

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Churrasco em família

Eu não sou uma grande cozinheira, daquelas que gosta de cozinhar para toda a família no final de semana. Me arrisco a fazer a alguns pratos elaborados de vez em quando, tenho boas noções na cozinha, mas acho que minhas filhas nunca vão se lembrar do meu arroz com feijão ou daquela lasanha maravilhosa. Lamento isso, na verdade, porque acho bom demais ter como referência as especialidades da minha mãe como a lasanha, o camarão na moranga, a empanada chilena, o arroz com frango, ou doce maravilhoso de amendoim.
Talvez elas se lembrem do meu brigadeiro, que é mesmo uma delícia, ou de uma ou outra coisa que preparo vez ou outra, mas achei que seria muita picaretagem da minha parte ensinar a fazer brigadeiro no dia em que o desafio da Royal, do qual estou participando semanalmente,  é “Preparar uma receita com a cara de vocês”.  Fiquei pensando: mas que receita é mesmo a cara da nossa família? A gente come muito bem aqui em casa, mas graças à moça que nos ajuda e cozinha no dia-a-dia e também à babá baiana das meninas, que faz altos pratos até mesmo quando recebemos convidados. Não teria graça fazermos a feijoada ou a moqueca da Vera, queria registrar algo que representasse uma ligação entre nós.
E me dei conta que um dos momentos gastronômicos prazerosos que temos por aqui em família é, sem dúvida, o churrasco. Marido adora fazer e não esperamos ter convidados: com frequência ficamos só nós quatro, eu, ele e as meninas, fazendo e curtindo um churrasquinho na varanda.

Segredos do nosso churrasco:
- Carne de boa qualidade, de preferência fresca (e não descongelada)
- Sal grosso para temperar
- Lingüiça e coração de frango (aqui em casa não pode faltar coração, as meninas amam)
- Um bom churrasqueiro
- Participação de toda a família
- Uma caipirinha ou uma cervejinha para os adultos (com moderação)
- Alguns complementos como uma salada, um arrozinho branco (porque o integral a gente come a semana toda, né?), farofa e, vez ou outra, uma maionese de batatas.
- Música para animar o ambiente, de preferência um bom samba

E então, neste domingo, fizemos a receita que é, definitivamente, a cara da nossa família: um delicioso churrasco. Com direito à participação ativa da Luísa em salgar as carnes, coisa que ela adora fazer com o pai.


Você quer concorrer a um kit especial de produtos?
Então responda para a gente, pois queremos saber: qual a receita que é a cara de você e seu(s) filho(s)? Em parceria com a Royal, escolheremos as duas melhores respostas entre os comentários aqui do blog, que ganharão uma bolsa térmica da Era do Gelo com produtos Royal dentro. Use a criatividade e participe!
(O sorteio é válido para território nacional. Vale quem responder até o dia 06/08. O envio dos produtos é de responsabilidade da Royal)



*#Desafio 11 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antesque eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Fui dispensada na cara dura

A mãe chega crente que tá abafando:
- Filha, hoje que é seu primeiro dia de aula depois das férias eu vou te levar pra escola em vez de você ir de perua, tá?
(esperando um "oba"!!!)
- Tá
- Mas mãe... você não quer ir me buscar?
- Não, Lu, hoje é meu rodízio, só dá pra eu te levar.
- Mas então me leva amanhã!
- Ué, você não quer que eu te leve hoje? Quer ir de perua?
- Quero!
- Está com saudade dos amigos da perua, é isso?
- É. Mas você pode me levar amanhã, tá?


Tchau. Morri. Fui trocada por uma perua escolar.