quarta-feira, 27 de junho de 2012

Inédito: Branca de Neve soltando pipa

Há algumas semanas, Luísa participou de uma atividade de artes no Sesc em que as crianças confeccionaram pipas. Daquelas simples de antigamente mesmo, com rabiola feita de tiras de saco de lixo, sabe? Mas aquela pipa acabou ficando guardada no alto de um armário.

Até que recebemos o desafio – bem desafiador mesmo – desta semana: fazer junto com as crianças algo que nunca havíamos feito antes. Depois de muito quebrar a cabeça pensando no que poderíamos inventar, surgiu a ideia: e por que não tentamos botar aquela pipa pra voar?

Domingo o dia amanheceu lindo e resolvemos fazer nosso primeiro ensaio. Eu convivi muito com as pipas (ou papagaios) quando criança, mas me lembro que eu me atraía mais por outras atividades. Foram poucas as vezes que eu realmente me envolvi na brincadeira e não me recordo de ter, sozinha, colocado uma para voar.

Foi a deixa. Meu marido também ficou superanimado com a ideia. Vamos todos juntos soltar pipa! Mas, antes de irmos a um terreno mais amplo e aberto para colocar a bichinha lá no alto, resolvemos fazer um teste em um lugar perto de casa. Reparamos que aquela pipa feita pela Luísa tinha ficado muito reta, sem a envergadura que eu me lembrava ser necessária para uma pipa voar bem alto. Mas queríamos que ela tivesse o gostinho de tentar brincar com a pipa feita por ela.

E o mais inusitado: quem por aí já viu uma Branca de Neve empinando pipa? Pois aqui em casa a própria esteve presente na brincadeira!

De fato, mesmo com o vento favorável, a pipa não conseguiu ganhar muita altura. Mas valeu a brincadeira naquela manhã. E ficou a lição de casa do animadíssimo papai: a partir do teste, desenvolveremos então a nossa bichinha em casa, com envergadura e capacidade de voar bem alto. E, aí sim, ser solta em um lugar bem descampado para não corrermos nenhum risco.

Fica a dica para as próximas férias: soltar pipas é um ótimo programa em família! Para aprender a fazer uma, basta pesquisar na internet que você vai encontrar inúmeros tutoriais. Você só vai precisar de varetas, papel de seda, cola branca, linha e sacos plásticos para a rabiola.


O que eu quero deixar aqui registrado, no entanto, são os cuidados para quem quiser praticar essa atividade. Apesar de muito divertida, ela pode também ser muito perigosa.

- Cerol: obviamente você não vai usar cerol na sua pipa, combinado? Antigamente era comum fazer uma mistura de cola com vidro moído e passar na linha para cortar as pipas dos outros. Mas isso é absolutamente perigoso e pode machucar outras pessoas muito seriamente. Há inúmeros casos de motoqueiros e animais que se acidentam ou até morrem por causa de linhas de pipas. Além disso, o composto do cerol é condutor de energia e, em contato com cabos elétricos, pode gerar curto-circuito e descarga elétrica. Nossa brincadeira aqui é saudável.

- Atenção com os obstáculos: um dos problemas de quem solta pipa é a falta de atenção no que está ao seu redor, porque a pessoa tende a ficar olhando para cima. Nunca solte em lugares onde passam carros ou motos.  E jamais em lugares sem proteção, como lajes ou telhados.

- Brinque em um parque ou em um lugar bem aberto. Nunca em dias de chuva, pois se houver relâmpagos no céu você pode receber uma descarga elétrica.

- Nunca, jamais, escolha linha metálica nem papel laminado para usar em pipas (eles são condutores de energia e podem causar acidentes fatais).

- Fique atento para não se aproximar de antenas de residências e fios elétricos.  Eles podem causar acidentes gravíssimos.

Tomando todos esses cuidados, pode ir fundo! A diversão é garantida para crianças e adultos.


*#Desafio 6 - Esse texto faz parte do desafio “100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae@dica_de_mae e @cozinhapequena

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Rosely Sayão: dicas sobre educação de crianças


Já falei aqui mil vezes que sou fã de carteirinha da psicóloga Rosely Sayão. Acho que ela é uma pessoa sensata, equilibrada, firme na medida. Aprendo muito sobre educação de filhos com ela. Tive a oportunidade de bater um papo pessoalmente uma vez e fiquei ainda mais fã.
E neste último final de semana ela rendeu a matéria de capa da Veja SP sobre educação e limites. Uma matéria longa com exemplos bem claros. Quem não teve a oportunidade de ver, corra. Leia, releia e guarde nos seus favoritos. Vale a pena.

O link é esse aqui
http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2275/rosely-sayao-fala-sobre-educacao



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Diálogo com uma menina prestes a completar 5 anos

- Mamãe, todo mundo lá na escola fica falando de namorado, que tem namorado, quem é namorado de quem
- E você também fala isso, filha?
- Não, eu não!
- Porque você é criança e criança não tem namorado, né, criança tem amigo!
- É, eu falo isso pra eles, que eu sou criança e que criança tem amigo
- E quem fica falando isso?
- Todo mundo, mamãe!
- Mas não é legal, né filha? Você está certa, porque isso não é coisa de criança da sua idade, você só vai namorar quando for bem moça. E a professora também não gosta desse papo, né?
- Não, ela dá bronca e fala que criança não namora
- Muito bem. Sei que o pessoal da sua sala está com essa mania de falar de namorado, mas eu não gosto disso e não acho engraçado, porque criança é criança. Mas... alguém fala que namora você, filha?
Ela cora, coloca as duas mãos em volta da boca como se fosse cochichar:
- Fala. O João* fala que namora comigo.
- Ah é?
- É, ele fala que namora comigo e com a Juliana*.
- Ahnnnnnn, sei. E você, fala o que?
- Que como é que pode ele namorar duas de uma vez?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Carinho com o meio ambiente

A relação dos nossos filhos com a natureza é certamente diferente da nossa. Eles aprendem na escola, desde muito cedo, que não podem desperdiçar água senão “o mundinho fica triste”. Chamam a atenção do pai ou no avô que está fazendo a barba com a torneira aberta e correm para o banho quando usamos o argumento que a água do mundo vai acabar se eles enrolarem demais. Observam com naturalidade que dentro de casa existem cestos diferentes para separar o lixo orgânico do reciclável. Ficam indignados quando veem um papel de bala jogado na rua.

No meu tempo de criança, as pessoas jogavam lixo na rua sem nenhum pudor. Latinhas de refrigerante, embalagem de salgadinhos e maços de cigarro eram arremessados de dentro dos carros e dos ônibus.  Está certo, a gente também produzia menos lixo do que hoje, porque naquela época não se usavam tantas embalagens individuais e tanto plástico, assim como se consumia muito menos. Mas a consciência em relação aos cuidados com o planeta era infinitamente menor. O espaço público não era visto como um bem comum, e sim como terra de ninguém.

O nosso desafio esta semana era mostrar como cuidamos da natureza e registrar uma atitude que demonstre essa preocupação.  Falar de cuidados com o meio ambiente com as minhas filhas é uma tarefa fácil. Simplesmente porque ter atitudes sustentáveis faz parte do cotidiano. O não ao desperdício, por exemplo, é algo incutido na cabecinha deles desde os dois anos de idade.  Dentro da minha casa o consumo também é algo tratado com muita parcimônia, e com isso elas aprendem que não é preciso comprar tudo. Na semana passada, quando fizemos o barquinho de garrafa pet para a boneca, Luísa comentou:

- Mãe, está vendo como a gente não precisa comprar as coisas?

- Não é, filha? E não é muito mais gostoso fazer e ainda reaproveitar um material do que comprar?

- É! Assim fica com o nosso carinho e nosso amor, e não o carinho de outra pessoa, né, mamãe?

Joguei o desafio dessa semana para a Luísa, e ela disse que queria ser a responsável por cuidar das nossas plantas essa semana, molhando e ajudando a tirar as folhas secas.  E resolveu fazer um desenho que mostrasse o amor dela pela natureza. E aqui está o resultado!! (uma molhadela sem fim rsrs)

E na sua casa, como é que seus filhos se envolvem com a natureza?


*#Desafio 5 - Esse texto faz parte do desafio “100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando às quintas-feiras ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sobre parto, intervenções e feridas

Falar sobre parto, pra mim, nunca foi uma dificuldade. Afinal, poucas são as parideiras como eu que chegam ao hospital com 7cm de dilatação e têm um bebê duas horas depois. Sim, anestesiada, mas muito bem resolvida com isso. Nunca desejei ter um parto natural sem analgesia. Sempre tive esse assunto meio que como um troféu, algo que eu podia exibir sem culpas.
Mas a gente vai aprendendo com a vida. E se informando. Refletindo. E aí resolve trabalhar com outras três malucas que fazem a gente pensar mais ainda. As discussões que temos são profundas, são sérias, são arrebatadoras. É impossível sair ilesa. É melhor (e às vezes mais dolorido) do que qualquer terapia.
E aquele meu troféu começa a ganhar alguns risquinhos, sabe? Começo a resgatar coisas que eu escondi de mim mesma. E questionar outras que até então nunca haviam sido questionadas.
Na semana passada, depois que gravei esse meu vídeo abrindo o coração falando sobre parto, publicado ontem, fiquei me questionando sobre por que eu nunca havia comentado com ninguém que meu médico usou o fórceps de alívio no parto da Luísa. Se isso é um procedimento normal, feito apenas por quem é muito experiente, e serve para aliviar a saída do bebê, como me foi explicado, por que eu nunca mencionei isso no meu relato de parto? Será que foi porque eu preferia manter aquela imagem de que tudo foi perfeito e, ao assumir para mim mesma que na maternidade o parto foi registrado como fórceps, arranharia essa imagem? E que, no fundo, isso não é tão normal assim? Comecei a pensar muito nisso e percebi que sim. Foi algo que se passou no meu subconsciente.
Mas, mesmo sem falar sobre isso abertamente, eu não deixei que isso se repetisse no parto da Rafaela, e conversei com meu GO. Cheguei a cogitar a possibilidade de mudar de obstetra por conta disso - me senti desrespeitada por não saber que ele usaria esse procedimento que, na minha visão e entendimento hoje, foi totalmente desnecessário. Sim, talvez o esforço da expulsão tivesse que ser maior para que a bebê nascesse, mas tudo estava acontecendo tão rapidamente, tão naturalmente, que eu acho que não teria feito tanta diferença assim. E, vamos combinar, qual é o problema de eu fazer um pouco mais de esforço no momento da expulsão? Para meu real alívio, no caso da Rafa a expulsão foi muito, mas muito rápida, sem qualquer necessidade de usar o tal  "fórceps de alívio". Eu permiti que fosse realizado o procedimento padrão da episiotomia, mas hoje já penso que se um dia eu tivesse um terceiro parto, também brigaria por esta e algumas outras intervenções. 
O fórceps de alívio, diferentemente daquele fórceps alto usado no passado que buscava o bebê lá no alto, é usado quando o couro cabeludo do bebê já está visível na vulva. É um recurso que pode ser útil em casos de sofrimento fetal ou exaustão da mãe, situações em que o bebê já está baixo no canal de parto, quase nascendo, e não se pode perder tempo ou fazer uma cesárea. O fórceps é usado para ajudar a puxar o bebê sem agredi-lo como acontecia antes. Mas, pelo que li posteriormente, em até 5% dos partos vaginais podem exigir a aplicação dessa técnica. Não era o meu caso. Por mais que o médico seja perfeitamente habilitado e experiente para usar essa ferramenta e realmente acredite que está facilitando o processo, eu agora digo "não, obrigada". E digo mais: aquele procedimento não deixou nenhuma marca na minha bebê, mas deixou uma pequena feridinha em mim. Que só agora eu resolvi admitir. E escancarar.
Essa semana sobre parto do Mamatraca está me revirando de ponta cabeça. E tem mais feridinhas que eu vou abordar aqui. Aguardem.

Ah, e muito do que eu tenho pensado sobre esse assunto foi brilhantemente escrito ontem aqui. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Amarelinha riscada no chão

Tem algum Sesc perto da sua casa? Você aproveita? Se não, minha filha, não sabe o que está perdendo. Descobri bem recentemente que tem uma unidade perto de casa. Eu adorava o Sesc Pompéia, mas depois que me mudei da região fiquei meio órfã. Só que não, e eu descobri isso só agora.
Simplesmente tem programação infantil todos os finais de semana. Peças de teatro e musicais de primeira qualidade - Tempo de Brincar, por exemplo, é uma delas. E a maioria de graça. E mais legal ainda é que, depois das apresentações, que acontecem aos sábados e domingos à tarde, tem uma equipe de recreadores que estimula a criançada a brincar. Mas nada de brinquedões de festa de buffet infantil, o negócio ali são as brincadeiras simples.
Sabe do que a Luísa se matou de brincar nesse último sábado, por exemplo? De amarelinha. Mas não dessas que já vêm desenhadas num tapete, que a gente compra por aí em lojas de brinquedos. Era daquela de giz riscado no chão, sabe? Igual eu brincava quando era criança.
Porque, no meu tempo, desenhar a amarelinha no chão era parte da brincadeira (como lembrou a Mari, a gente inclusive riscava a amarelinha no asfalto com pedra). Eu não tinha me dado conta, no final de semana, sobre porque eu estava tão encantada com aquilo: simplesmente porque me liguei que hoje, morando em prédio, as crianças não têm chão pra riscar uma amarelinha!! Isso é muito sério, caramba.
Daí minha empolgação quando consigo deixar minhas filhas correrem descalças em algum lugar se sujando, riscando o chão com giz, brincando de bambolê e de jogar saquinho (cinco marias). Não sei quem foi embora pra casa mais feliz da vida: elas ou eu. E agora vamos bater ponto por lá.

Imagem daqui

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Tempo de Brincar em São Paulo


Já falei sobre eles aqui e também já foram destaque lá no Mamatraca. Música boa, mas daquelas da melhor qualidade. Já estivemos duas vezes no show deles no Sesc Vila Mariana e é sucesso garantido. Amanhã, sábado, eles se apresentarão lá de novo. E de graça. Quem vai perder?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Por trás das lentes



Fotografia é um dos meus hobbies favoritos. Ela é, para mim, uma das formas mais lindas e profundas de comunicação. E a maternidade é extremamente inspiradora para quem gosta de boas imagens, não é? Já perdi as contas de quantas fotos eu já tirei dos pés das meninas, por exemplo.
E essa minha paixão acabou contaminando a Luísa já há um bom tempo. Gosto muito do olhar das crianças por trás de uma câmera, desse ângulo mais baixo, do desprendimento e da capacidade de enxergar “fora da caixa”. Ela tem um domínio sobre a câmera muito interessante e eu vou sempre dando toques sobre como pode tirar fotos melhores. Usa apenas o modo automático, evidentemente, mas com uma noção excelente de ângulos, enquadramentos e até iluminação – sabe, por exemplo, que não pode tirar foto de frente para o sol porque a imagem vai ficar escura.
Quando a Luísa fez três anos, o presente de aniversário foi uma máquina fotográfica específica para crianças, toda emborrachada.  Ela adorou e usa muito até hoje. Quando as amigas vêm em casa, é momento garantido de diversão. Mas, no fundo, ela gosta mesmo é de usar a minha câmera. Afinal, a resolução é muito melhor e o visor bem mais amplo do que a máquina dela, que tem qualidade semelhante à de um celular simples. No começo eu tinha receio de deixar ela usar e quebrar meu equipamento, mas conforme a minha filha foi crescendo e aprendendo a mexer, demonstrando cuidado, fui liberando.
Este ano resolvi fazer um investimento e comprei uma máquina mais profissional, e a Luísa foi à loucura junto comigo. Largou a outra de lado e quer usar mesmo a máquina potente - que ela mal consegue carregar.
E, de repente, recebo como desafio sair para clicar com as crianças. Vê se não é o paraíso? Mas, desta vez, tomei coragem e botei a Rafaela, no auge dos seus 1 ano e 9 meses, no rolo. Liberei a máquina profissional para a Luísa e deixei na mão da Rafa a minha câmera menor (mas que é muito boa também). E o resultado, evidentemente, foi uma delícia de passeio. Problema foi dar a ideia para a Rafa – agora ela não quer mais largar a minha câmera.
Como resultado, montei uma espécie de “exposição” com as melhores fotos tiradas naquele dia pelas minhas duas pequenas fotógrafas. E quem vê pode até duvidar que alguns daqueles cliques foram feitos por crianças. 

Fotógrafa: Luísa Lippi

Fotógrafa: Rafaela Lippi



*#Desafio 4 - Esse texto faz parte do desafio “100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”http://on.fb.me/JTvTD7, proposto pela Royal, do qual eu estou participando às quintas-feiras ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae  @dica_de_mae e @cozinhapequena

quarta-feira, 13 de junho de 2012

E de novo a natação

Luísa anda reclamando muito que não quer ir para a natação. E ela está fazendo em um lugar maravilhoso, com amiguinhas da escola, inclusive. Depois que chega lá, ela gosta e se diverte na aula, mas é um terror pra sair de casa.
Hoje de manhã foi uma tortura. Desde cedo ela já estava chorando porque não queria ir para a natação, que é quase na hora do almoço. Eu falava que tinha que ir e ela continuava chorando sem parar.
Daí começou a argumentar:
- Mamãe, eu não preciso mais ir para a natação, eu já sei nadar. Eu não gosto da natação, acho chato. Por que eu tenho que ir?
E pra arrumar argumentos? Eu disse que é importante ela aprender a nadar direito, e ela sabiamente respondia que já sabe nadar (e já sabe mesmo) e que ela não gosta de nadar na aula, só na piscina do prédio e em outros lugares quando a gente viaja (ou seja, a lazer).
Sei que ela chorou tanto, me encheu tanto a paciência, que acabei não levando. Mas agora vou ter uma conversa mais séria com o marido, pra ver se vale a pena manter ou não.

Esse post aqui foi sobre a primeira fase de adaptação dela à natação, que também não foi nada fácil. Mas naquela fase ela ainda não sabia nadar, e decidimos insistir porque achamos que é essencial uma criança aprender a se virar em uma piscina, mesmo que ainda não saiba as técnicas. Depois daquela etapa de sofrimento inicial, ela passou a curtir. Conseguimos este ano uma vaga na natação do clube (o que é super difícil e concorrido) e ela estava indo bem empolgada, mas nas últimas semanas tem sido uma tortura pra conseguir sair casa.

Estou pensando se não chegou a hora de tirá-la da natação e colocar em outra atividade que ela possa ter mais prazer (vive me pedindo que quer fazer ballet). Me ajudem, o que vocês fariam???

terça-feira, 12 de junho de 2012

Um tempinho pra namorar

Esta é uma semana boa pra falar sobre relacionamentos e vida a dois. Porque para muito casal com filhos, dia dos namorados é um dos poucos dias no ano em que se faz uma comemoração especial.
Eu acho que ter um tempo pra namorar é essencial em qualquer relação, e isso se torna ainda mais importante depois dos filhos. Porque se deixar, a rotina e a preguiça tomam conta da gente. E o casamento vai virando mais amizade do que qualquer outra coisa.
E aqui em casa eu e meu marido nos preocupamos bastante com isso. Lógico que o dia-a-dia é puxado, não estou dizendo que fazemos jantar à luz de velas toda semana e que estamos sempre lindos, dispostos e a fim de uma noite arrasadora. O trabalho por si só já nos cansa o suficiente ao longo da semana, e isso somado ao pique com as crianças e às noites sem dormir, já viu.
Mas sempre procuramos ter nosso tempo, sair pra jantar, conversar sobre outros assuntos que não unicamente os filhos. E acho que isso temos conseguido. Também procuramos manter, pelo menos uma vez por ano, uma viagenzinha a dois. Renova o casamento que vocês não tem ideia. Sei que muita gente não tem esquema pra fazer isso, ou não tem coragem de deixar as crianças. Mas, se puder, eu aconselho. Se tiver vontade, crie coragem.
Meu dia dos namorados foi comemorado intensamente na semana passada, quando fizemos uma viagem para um lugar mais do que romântico. As meninas ficaram com minha mãe e com a babá em casa, mesmo esquema de sempre.
E vou aproveitar o tema pra requentar um post antigo sobre o assunto que acho que vale a pena, já que os relacionamentos são o assunto da semana.


Viajando sem filhos - dicas para quem vai e para quem fica

Ao menos uma vez por ano, nos últimos quatro anos, eu e meu marido temos tentado fazer uma viagem sozinhos. Apesar de procurarmos sempre ter nossos momentos a sós no dia-a-dia - saímos para jantar ou para fazer algum outro programa pelo menos uma vez por semana, por exemplo -, viajar é muito diferente. Porque simplesmente você não tem que esperar as crianças dormirem pra poder sair, não tem hora pra chegar ou para acordar, não tem hora pra comer, pode encher a cara de vinho ou de cerveja e, também muito importante, não tem hora marcada pra namorar.
Lógico que dá uma saudade imensa das crianças, afinal nunca mais uma viagem será como aqueles tempos em que você não tinha filhos. Um bodinho sempre vai aparecer durante a viagem, especialmente depois de falar com eles ao telefone e quando a volta está se aproximando. Mas nem queremos que seja como quando éramos solteiros, porque é bom demais ter essas criaturinhas nos esperando em casa na volta. Não trocaria isso por nada.

Se você ainda não criou coragem, experimente planejar uma viagem a dois em um final de semana ou em um feriado. Depois me conta se não foi bom. Está certo que as crianças serão sempre a prioridade, mas é muito importante e saudável cuidar do casamento também. Isso se reflete, inclusive, na nossa relação com nossos filhos, vai por mim.

Já me achando "experiente" no assunto, rabisquei aqui algumas dicas para quem vai fazer sua primeira viagem sem as crianças.

Para o casal:

- Escolha, de preferência, um lugar novo pra conhecer e explore-o ao máximo. As novidades fazem com que a gente se distraia mais e pense menos nas crianças (não há problemas em pensar nelas, mas também não dá pra ficar pensando e falando nelas o tempo todo, certo?). Pra mim não funciona ir para um lugar e ficar o tempo todo de pernas pro ar, tipo uma casa na praia. Se fico muito tempo de bobeira, fico enlouquecida de saudades e pensando que queria estar com elas. Prefiro bater perna e só parar para relaxar em alguns momentos. Mas isso vai do ritmo de cada casal.

- Deixe os resorts para quando for viajar com as crianças. Esses ambientes são muito propícios para famílias e você vai ficar se remoendo, achando que deveria ter levado as crianças também. Vá, de preferência, para um hotel que não seja tão familiar.

- Leve fotos das crianças e filminhos na máquina ou no celular, mas tente olhar no máximo uma vez por dia, quando a saudade apertar muito.

- Dê uma caprichada nas roupas (inclusive nas íntimas), sapatos e acessórios. Lembre-se que você não vai ter que ficar correndo atrás de crianças e não vai ter ninguém sujando sua roupa de comida. Caprichar no visual faz bem para a auto-estima e nada como uma viagem a dois pra gente se sentir jovem e bonita.

- Aproveite pra dormir até tarde (eu tento, mas não consigo mais como antes), tirar cochilos durante o dia... Essa é a hora de colocar o sono em ordem.

- Não brigue por bobagens. Às vezes a saudade das crianças dá um certo mau-humor, mas controle-se e não deixe isso contaminar a viagem. Curta a vida a dois porque logo a bagunça vai se instaurar de novo. A viagem passa rápido, rápido.

Para as crianças:

- Monte uma estrutura que deixe vocês tranquilos. Não adianta viajar sem ter confiança em quem vai ficar com elas. Este é um bom exercício para você aprender a relaxar. Se a criança puder ficar com alguém que já conhece um pouco da rotina dela, melhor ainda.

- Deixe todos os telefones importantes colados na geladeira (pediatra, hospital, vizinhos, parentes etc), separe carteirinha do convênio e documentos, deixe dinheiro para extras e deixe um bom supermercado feito. Deixe uma listinha com os remédios básicos e as recomendações para quando se deve acessar o pediatra ou ir diretamente ao hospital.

-Eu prefiro deixar as crianças na minha casa em vez de levá-las para a casa da minha mãe, por exemplo. Mas isso é uma opção minha e cada família pode encontrar sua melhor alternativa. Eu prefiro em casa porque elas saem menos da rotina e vão se cansar menos. Em casa elas já têm seus espaços, seus brinquedos, seus costumes. Desta vez, as duas ficaram em casa com a minha mãe (que me dá uma super confiança) e com a babá (que conhece toda a rotina das meninas e ajuda muito nas questões práticas,  e com isso não sobrecarrega a minha mãe).

- Uma decisão que tomamos desta vez e que foi muito legal foi a contratação de um motorista para ficar à disposição delas (com o nosso carro mesmo) durante essa semana que estávamos fora. Como minha mãe não dirige e nem a babá, sempre fico dependendo de vizinhas ou amigas (já que não tenho família em SP) para ligar em situações de emergência. Com o motorista à disposição (que pode ser um taxista de confiança, por exemplo), elas não precisavam chamar taxi e ele as levava para passeios, natação, supermercado etc. E também ficava de sobreaviso caso elas precisassem de algum apoio de madrugada. Foi um investimento que valeu muito à pena.

- Compre antecipadamente ingressos para teatro, cinema, circo, etc. Ter algumas atividades diferentes durante esse período deixa as crianças empolgadas e faz o tempo passar mais rápido. Além disso, ajuda para que as pessoas que ficaram com elas não tenham que ficar o tempo todo pensando em atividades diferentes para fazer.

- Fale sobre a viagem poucos dias antes de ir. Criança não tem muita noção de tempo e falar com muita antecedência pode criar uma ansiedade desnecessária.

- Para que a Luísa tivesse noção de quando iríamos voltar, peguei um calendário e marquei o dia em que viajamos e o dia em que voltaríamos. Pedi que todos os dias quando acordasse ela fizesse um X no calendário, assim ela saberia quando eu iria chegar. Escrevi "eu te amo" em cada um dos dias. Isso ajudou muito a controlar a ansiedade dela.  Minha mãe contou que era a primeira coisa que ela fazia quando acordava.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Barco reciclável para bonecas



Quem acompanha esse blog sabe que adoro fazer atividades de arte com as meninas. Muitas das ideias surgem da minha cabeça ou delas, outras tantas eu tomo como base algo bacana que já vi por aí.
Esta semana nosso desafio era fazer uma atividade com material reciclável. Nem preciso dizer que adorei, porque se tem algo que eu curto fazer e ensinar as crianças é a reaproveitar materiais. Estou longe de ser artista como tantas maravilhosas que existem por aí no mundo do craft, mas mesmo que os acabamentos não fiquem perfeitos, o importante aqui em casa é a brincadeira! Afinal, não estou fazendo produtos para vender ou expor – e quero que minhas filhas participem e façam da maneira que conseguirem.
Decidimos fazer algo que fosse fácil e que pudesse ser aproveitado pelas duas. E, pesquisando na internet, encontrei em um site da Disney a ideia de um barco para as Barbies. Bingo! Olha só que coisa fácil e superlegal de fazer tanto para meninos como para meninas.




Você só vai precisar de:
- Duas garrafas pet de água ou de refrigerante de 500 ml (com tampa).  Pode usar garrafa menor ou maior também, dependendo do tamanho do barco que você quiser. Mas tem que ser duas, porque uma só não vai dar estabilidade ao barco.
- Uma faca com ponta ou tesoura de craft para recortar a garrafa. (ambos manuseados apenas pelo adulto)
- Fita adesiva da cor que quiser. Eu tenho em casa rolinhos de fita coloridos, que deixam o acabamento mais charmoso, mas dá pra fazer com durex transparente mesmo.
- Canetinha para fazer a marcação na garrafa pet


Como fazer :

- Faça um risco oval com canetinha na lateral das duas garrafas (pela foto fica mais fácil entender).  Recorte usando o risco como base. Eu tentei com tesoura normal, mas não deu certo. Usei com cuidado uma faca de cozinha com ponta. Evidentemente, isso tem que ser feito por um adulto. Depois que recortar, tente colocar a boneca ou boneco sentado com as pernas para dentro do barco, como está nessa foto. Se não couber, aumente um pouco o buraco. Dica importante: depois que ajustar o tamanho da abertura, passe fita adesiva transparente por toda extensão onde foi cortado, para que a criança não se machuque na hora de colocar os bonecos lá dentro.
- Junte as duas garrafas e peça para a criança passar a fita adesiva próximo das duas extremidades para uni-las. Coloque as duas aberturas voltadas para o mesmo lado.
E tcharã!! Já está pronto para navegar o barco de bonecos!!


A Rafaela preferiu afogar as Barbies na banheira e colocou no barco um cavalinho e uma ovelha de borracha. Dá pra brincar na banheira, numa bacia, na piscina ou em qualquer lugar que tenha água! Diversão garantida para crianças de qualquer idade. 




*#Desafio3 - Esse texto faz parte do desafio “100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando às quintas-feiras ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae  @dica_de_mae e @cozinhapequena

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Presente lembrança ou lembrança presente?

A mãe descobre uma loja super transada pra comprar presentes. Pouco plástico, muita madeira, muito tecido, muito charme, brinquedos como os de antigamente. Uma coisa retrô chique. Preços nem tão baixos assim, mas ela fica doida. Um dos amiguinhos do filho, colega de escola, ia fazer aniversário em um buffet bacana naquele final de semana. A mãe então descobre uma sacolinha de tecido super transada que continha dentro bolinhas de gude, peão, tetris e um jogo da velha de madeira. A mãe fica toda feliz porque conseguiu encontrar um presente diferente e com a cara dos seus tempos de criança, quando se brincava na rua.
Daí ela leva o filho para a festa. Mega festa. E o filho se diverte loucamente com tantas atrações do buffet e mais todas as outras atrações contratadas pelos pais. Na hora de ir embora, pegam uma embalagem enorme que estavam distribuindo na saída e entram no carro.
Em casa, quando o filho abre a sacola de lembrancinhas, ele logo diz:
- Olha, mamãe! Uma das lembrancinhas que veio no pacote é igualzinha ao presente que compramos pro Bruno!

FIM.