quinta-feira, 26 de abril de 2012

Que tipo de mãe você é?

Esta semana me fizeram uma pergunta difícil: "Que tipo de mãe você é?"
Eu tive que responder rapidamente e depois fiquei pensando se, na verdade, consegui me resumir ali como mãe. Acho que não. Talvez nem se tivesse dias pra pensar.
É muito difícil nos definirmos como mães.
Tá, eu me acho uma mãe legal. Mas e daí? Acho que todas se acham, né? Será que sou mesmo? O que é ser uma mãe legal?
Sou uma mãe amiga, mas ao mesmo tempo sou bastante firme.
Dou muito colo, mas não admito desrespeito com quem quer que seja. Nessas horas viro uma fera.
Sou carinhosa, mas também perco a paciência.
Sou presente, mas às vezes passo o dia sem prestar atenção direito nelas.
Sou intensamente preocupada em fazer tudo certo, mas erro pra caramba.
Me informo, me cobro, quero educar direito, mas às vezes me pego sendo permissiva.
Sou rigorosa com a transmissão dos valores que são importantes para a minha família, e acho que nesse ponto eu tenho acertado mais do que errado. Mas também penso que, no fundo, só vou saber se essa parte deu certo mesmo quando minhas filhas forem adultas e cidadãs bacanas como eu espero que elas sejam.

Definitivamente, não sei que tipo de mãe eu sou. No fundo, acho que sou simplesmente uma mãe igual a todas as outras.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A loja, o Papai Noel e o (quase) falecimento de um pai

Certa loja de brinquedos faz uma propaganda intensiva no canal de TV fechada preferido das crianças pequenas. Dia desses, quando passei em frente à loja, Luísa logo falou:
- Olha, mamãe, a XYZ!!
E eu, já doida da vida por conta da lavagem cerebral da propaganda sobre a cabeça dela, perguntei de onde ela conhecia a loja e ela imediatamente respondeu que era porque via na televisão.
Até aí, ok. Expliquei que o que ela via era uma propaganda, que a loja pagava pra aparecer na televisão, e que havia muitas outras lojas de brinquedos como aquela.
Daí o assunto morreu.
Até que meu marido saiu sozinho passear com ela no sábado e me volta com as novidades.
- Rô, tô abismado com a capacidade de raciocínio da Luísa. Ela veio com umas no carro que eu não acreditei.

Agora vejam só o nível:

- Papai, onde o Papai Noel mora?
- Mora lá no Polo Norte, filha, e vem de trenó pra cá.
- Mas então por que ele traz presente da Ri Happy?
(ploft)
... (pausa para o pai se recuperar e pensar numa resposta rapidinho)
- Veja bem, filha, como existem muitas crianças, existem vários papais noéis distribuindo os presentes, e às vezes ele compra os presentes em lojas que a gente conhece.... e bla bla bla.

(Depois de tanto tempo, a Luísa se lembrou da embalagem de alguns dos presentes que ganhou no Natal e, agora que ela reconhece a loja, fez a ligação entre as duas coisas. Morri. Quero ver se ainda vamos conseguir trazer o Papai Noel aqui em casa no final do ano sem ela desconfiar.)




quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um post de páscoa super adiantado

Tá certo que o assunto páscoa já passou faz tempo e estamos quase no dia das mães, mas eu já estava me esquecendo de falar de uma coisa muito legal que a Luísa ganhou do meu irmão nessa páscoa.
Porque vamos combinar, a indústria bombardeia tanto a criançada que o chocolate que é bom nem importa mais, né, elas só querem mesmo o brinquedo que tem dentro. Ou não?
(Saber o real significado da Páscoa, então, nem pensar!)

No domingo, quando a Lu encontrou os ovos que o coelhinho deixou aqui em casa (safado, fez a maior bagunça na varanda), logicamente tinha ovo de páscoa com brinquedinho dentro. Até nós, adultos, acabamos cedendo a esse tipo de apelo porque sabemos que a criança vai curtir abrir o ovo e ganhar o presente. Expliquei pra ela que os brinquedos eram só "brindezinhos porcaria pra chamar a atenção das crianças", e que nem precisava tanto porque não era Natal nem aniversário, e blablabla. 

Daí que o "tio Gaco" trouxe essa caixinha aqui de presente pra Lú. E eu achei o máximo. E queria eu ter dado essa caixinha em vez do ovo da Pequena Sereia.


É um kit pra criança decorar o seu próprio chocolate. O kit contém três barrinhas finas de chocolate em formato de coelho, cenoura e ovo de páscoa, dois tubinhos com glacê colorido e um saquinho de bolinhas coloridas. Meu irmão disse que custou 20 e poucos reais. (bom é que aqui no blog eu posso ser preguiçosa e não dar a informação precisa hahaha #jornalistafolgada). Eu não ia falar a marca aqui, mas como sei que vão me perguntar, é da Cacau Show (aliás, se eles quiserem me mandar umas caixinhas dessas no ano que vem serão muito bem aceitas, prometo até sortear aqui no blog rsrs).
Mas, sério, não sei quem achou mais legal, se foi a Luísa ou eu.



E aí, quando o tio chegou com esse presente, foi demais. Porque não deixou de ser um brinquedo, mas sem apelo comercial. Apenas chocolate. E o melhor: é algo que pode ser feito em casa mesmo, caso a pessoa não queira comprar.


Fica a dica pra Páscoa do ano que vem!! (na verdade esse não é um post atrasado, é um post super adiantado!)
.
.

terça-feira, 17 de abril de 2012

A tiara da Clara e as botas do Gabriel

Nesta semana em que estamos falando sobre moda e crianças lá no Mamatraca não pude deixar de me lembrar dos dois livros deliciosos recém-lançados pela minha ilustradora favorita Silvana Rando em parceria com o super Ilan Brenman: A Tiara da Clara e As Botas de Gabriel (editora Brinque-Book).
O Gabriel e a Clara já eram personagens conhecidos e queridos aqui em casa por conta do livro "Gabriel, já para o banho" do qual já falei aqui também.  Gosto dessa sacada de dar continuidade aos personagens, porque as crianças acabam se identificando e tendo vontade de ler as outras histórias.


Os dois livros formam uma sequência, que se inicia com a história da Clara. Fanática por tiaras, ela ganha do irmão Gabriel uma tiara azul e não consegue mais se desgrudar. Até na natação ela vai com a tal tiara, não tira da cabeça de jeito nenhum. Eu e a Luísa rimos muito com esse livro, porque minha filha é exatamente assim quando encasqueta com uma coisa. Fora que ela também AMA tiaras.
Aliás, acho que toda criança durante uma certa idade é assim, né? E adianta a mãe dizer que a tiara não combina com aquela roupa que ela está usando?




Depois, no livro As Botas do Gabriel, é a vez do irmão. Ele não se conformava com a mania da Clara em não tirar aquelas tiaras azuis, até que ele ganha do pai um par de botas do qual ele também não consegue mais se desgrudar. Até em casamento o menino vai usando a tal bota azul com raios amarelos.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Crônica de uma madrugada surreal

A pessoa aqui, no tratamento de uma sinusite, toma à noite o remédio recomendado pelo médico: o tal Tylenol DC, específico pra dor de cabeça. Só não avisaram que o remédio contém cafeína - quer dizer, eu li que tem cafeína, mas não imaginava que o efeito seria o mesmo que tomar uma xícara de café preto à noite (e eu não posso tomar café a partir das 15h porque senão fico fritando na cama e demoro horrores pra dormir).
Conclusão: insônia das bravas. A mente ficou trabalhando enquanto eu girava na cama pra cá e pra lá. 
Pensei então: já que não estou conseguindo dormir, vou aproveitar esse tempo pra terminar de escrever a matéria que eu tenho que entregar segunda e dar uma adiantada em algumas coisas do Mamatraca. Duas horas da manhã vim para o computador. 
Nisso percebo que na parte dos fundos do meu apartamento (onde fica o quarto das meninas) estava rolando um som super alto de uma festa na vizinhança. Depois de um tempinho, Rafaela acorda às 3h e me chama. 
Fui até o quarto dela, peguei no colo e fui até a cozinha fazer um leitinho pra ela. Nisso aparece o marido com cara de zumbi me procurando sem saber porque eu tinha sumido da cama há tanto tempo.
Niqui chego no quarto da Rafa pra dar a mamadeira, a bicha tá acelerada, escorrega do meu colo e sai andando pela casa. Eu fico parada no corredor dos quartos e ela segue pela lavanderia caminhando no escuro em direção à cozinha. Fica ali um tempo parada. De repente começa a rebolar ao som do sertanejo que tava tocando na rua. Eu tenho um ataque de riso e vou contar pro marido.
Nisso ela volta da cozinha chorando e me chamando. Eu a pego no colo e ela começa a apontar em direção à cozinha, queria que eu fosse junto com ela pra lá. Eu falo pra ela mamar e ela começa a dançar no meu colo, ainda apontando pra janela de onde vinha aquele som absurdamente alto. 
Eu tenho um ataque disparado de riso e entro no meu quarto às gargalhadas pra contar pro marido. Ele começa a rir também.
Luísa ouve o barulho, acorda chorando e começa a me chamar. Rafaela começa a sorrir, tira a chupeta da boca e grita: "Tata!! Mamãe? Tata!!" Vou até o quarto dela e explico que estou fazendo a Rafa dormir, peço pra ela me esperar sem sair da cama. Ela chora mais. Família toda acordada.
Marido pega a Luísa e a leva pra minha cama. 
Eu consigo dar a mamadeira pra Rafaela e a coloco no berço.
Todos voltam a dormir, menos eu, que ainda com insônia, às 3h30 da manhã, volto pro computador pra registrar em detalhes esse episódio surreal que aconteceu aqui em casa durante a madrugada. 
Agora me digam: não é bom demais?
.

domingo, 15 de abril de 2012

Os 10 mandamentos do irmão mais novo

A linda da Fernanda Franken, do Mamma Mini, escreveu um texto tão perfeito sobre a relação entre irmãos que eu não poderia deixar de compartilhar os "10 mandamentos do irmão mais novo".
Sabe aquele texto que você gostaria de ter escrito, porque diz exatamente o que você sente e observa? Então.
Confere lá: http://mammamini.blogspot.com.br/2012/04/os-10-mandamentos-do-irmao-mais-novo.html

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ministério da Sanidade Materna adverte: Cocoricó pode te enlouquecer



Eu adoro a turminha do Cocoricó. Foi um grande gol da TV Cultura produzir esse seriado. E me lembro que, quando comprei o primeiro dvd deles para a Luísa, me diverti muito. Morri quando vi o clipe do cocô pela primeira vez (aliás, porque a gente fica fascinada por tudo o que está ligado a cocô depois que temos filhos, Freud explica?). Adoro a trilha sonora feita pelo Hélio Ziskind (#soufã).
Maaaas, quem é mãe sabe. Criança, quando gosta de uma coisa, gosta. E quer ver de novo. E de novo. E de novo. E mil vezes. Até que você não aguenta mais sequer ouvir falar naquilo.
Com tanta repetição, fiquei traumatizada. Acordava de madrugada com músicas do Cocoricó na cabeça e muitas vezes, durante o dia, me pegava cantando "Estava a vó no seu lugar, veio a mosca a lhe incomodar....". Piração total. Lola, Lilica e Zazá viraram praticamente minhas melhores amigas, e aquele clipe de terror do porquinho de voz esganiçada me dava medo.

Daí, graças a Deus o tempo passou e a Luísa trocou de interesses. Do Cocoricó ela passou a adorar outros desenhos e DVDs e enfim aposentamos o mardito. E gozado que nenhum dos outros que ela tem impregnou na minha cabeça como a turma do Júlio.

Só que.. agora temos Rafaela na parada. E um dia eu tive a infeliz ideia de resgatar o Cocoricó. Lembrei que a Luísa gostava nessa idade e achei que ela poderia gostar também. Pra que, meldels, alguém me explica? De onde fui tirar essa ideia de girico? Evidentemente, para meu tormento, Rafaela adorou. E todo dia pega o DVD do "Cocó", entrega na minha mão e senta no sofá com o controle remoto pedindo pra eu colocar pra ela.

Conclusão? Voltei a ter pesadelos com as músicas e galinhas.

Tá na hora do Cocoricó, tá na hora da Turma do Júlio
O Júlio na gaita e a bicharada no curral
Fazendo rock rural
Cocoricóó, Cocoricóoooooo

Alguém me salva desse suplício, pelamordedeus.
(PS. Sim, eu sempre tento desviar, colocar outros DVDs que são legais e que não grudam na cabeça da gente. Mas quando chega na metade ela tá chamando pelo Cocó de novo.)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A vaca que botou um ovo


Delícia de livro infantil esse "A Vaca que botou um ovo", com texto de Andy Cutbill e ilustrações de Russell Ayto (editora Salamandra). Lemos na livraria e a Luísa ficou tão doida que acabei comprando pra ela.
Conta a história de uma vaca que se sentia rejeitada porque ela era a única do curral que não conseguia fazer nada de diferente (não sabia andar de bicicleta, nem plantar bananeira, como as outras vacas). Daí as galinhas resolveram ajudá-la e um dia, quando a vaca acorda, vê que tinha botado um ovo. O final da história é a coisa mais fofa.
Recomendo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Resultado do sorteio livro de receitas

Então que a pessoa faz sorteio e esquece de anunciar os vencedores, néam?? Tá feia a coisa por aqui, viu!!

As ganhadoras dos dois livros de receitas saudáveis que sorteamos aqui no blog foram a Delma e a Roberta Mello. Parabéns, queridas!! Depois contem pra gente se as receitas fizeram sucesso em casa.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pérolas

Luísa, no auge dos seus 4 anos e meio e sua capacidade de nos tirar do eixo:

No carro:

- Pai, o que é testosterona?

(ploft)

***

Na cama, antes de dormir, num momento mimimi com a mamãe:

- Te amo muito, filha. Vou te amar pra sempre, viu, vou estar sempre com você.
- E quando você for lá pro céu?
- Eu vou continuar te amando lá de longe. E morando aqui dentro do seu coração.
- Mas daí quando eu for pro céu também a gente pode se encontrar, né?
- Pode, filha, claro!! (querendo dizer: vamos mudar de assunto, não tô gostando desse)
- E lá no céu a gente tem pernas?
- Acho que sim, filha!
- Porque a gente ia poder andar bastante juntas por lá, né?
- Lógico, Lu
- E a gente pode fazer uma festa lá no céu, né mamãe?
...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Os 4 anos do Projetinho, a preguiça e os pijamas

No mês passado o Projetinho de Vida completou quatro anos de existência (mãe desnaturada esqueceu de comemorar). Caramba, é tempo, né?
Tenho esse blog como uma das melhores coisas que me aconteceram na vida. Ele me deu tantas alegrias, tantas novas amizades, tantos ensinamentos, tanto reconhecimento que eu não tenho nem como descrever. Como eu disse hoje no Twitter, quando eu criei o blog eu tinha a pretensão de ensinar alguma coisa às mães de primeira viagem. Ao longo do tempo, fui percebendo que eu tinha mesmo era muito o que aprender.

Mas ultimamente acho que ando um pouco em crise com ele. Amo de paixão e não tenho coragem de abandonar, mas às vezes passo dias sem ter inspiração pra escrever.
Não sei dizer se foi a proliferação gigante de blogs maternos que me deu uma desanimada. Pode ser. Antes eu me sentia totalmente à vontade nesse universo bloguístico, era como se eu pudesse andar descalça, de shorts e de cabelos despenteados porque todo mundo era de casa. Agora me sinto um pouco estranha. Tanta gente nova e tanto blog bom que eu me sinto obrigada a botar uma maquiagem e uma roupa arrumadinha pra sair de casa, sabe como? Tive que abandonar aquele pijamão, e tem dias em que não me sinto mais tão à vontade.

Ou pode ser que simplesmente eu esteja um pouco cansada de escrever aqui por tanto tempo. Preguiça de ficar procurando assunto quando não tenho nenhuma inspiração imediata na cabeça. Nem diria que é a questão do tempo, porque sempre encontrei tempo pra escrever aqui mesmo no meio de furacões. Talvez prioridades, aí sim. Até porque também tenho falado muito de maternidade lá no Mamatraca, meu outro filho que me exige muita dedicação. Mas lá é trabalho (que eu amo), não se trata de um blog despretensioso como este aqui.

E confesso que também tenho preguiça de tanto assédio comercial, parece que a coisa está mudando de figura. Sempre escrevi por prazer, nunca quis competir com ninguém. Mas hoje existe uma nova postura por trás da blogosfera - e talvez por isso eu também já não me sinta mais tão à vontade de aparecer de pijamas. Acho que é coisa de cidade pequena de interior que recebe muita gente de fora e vai se modernizando, né? E aí as velhinhas da cidade ficam se sentindo desamparadas, como eu. Hehehe, talvez essa seja uma boa definição.

Mas não estou pensando em abandonar o blog, não. Ele continua sendo um grande combustível pra minha alma materna. Só disse tudo isso pra vocês entenderem que de vez em quando eu posso dar uma sumida, que posso não passar mais todos os dias na lojinha invariavelmente como antes. Estou só dando uma trégua, fazendo as coisas conforme tenho vontade e priorizando algumas outras coisas importantes também. Também não estou conseguindo mais comentar como antes nos blogs amigos, assim muitos posts agora passam sem que eu tenha conseguido ler. Mas olha, amigas, sempre que dá eu apareço pra tomar um café e botar o papo em dia, tá?

Beijos pra vocês e, mais uma vez, obrigada pela deliciosa companhia de sempre. Dividam comigo um pedacinho de bolo!!!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Dos pequenos e grandes marcos na infância

No primeiro ano de vida de uma criança, as conquistas são quase diárias. Difícil até acompanhar tantas mudanças que acontecem nesse período. De um recém-nascido totalmente frágil e praticamente imóvel, surge um ano depois uma criança correndo pela casa, tentando falar suas primeiras palavras, fazendo bagunça pra lá e pra cá. Nesse período vem o primeiro sorriso, a primeira tentativa de pegar um objeto, a primeira papinha, a primeira virada de bruços, a primeira sentada, as primeiras palavras, os primeiros passos. Não necessariamente nessa ordem, cada criança em seu ritmo, mas a gente não pode piscar senão perde alguma coisa.
Nos anos seguintes, os marcos vão ganhando espaços maiores de tempo. É a entrada na escola (que pode ter sido no primeiro ano de vida), a retirada da fralda, o abandono do berço, da mamadeira e da chupeta.
E depois disso parece que as coisas vão acontecendo quase sem a gente perceber.
Na semana passada Luísa passou por mais um marco. Não tão grande quanto outros, como as conquistas que ela tem feito com a escrita, mas significativo em uma fase em que ela vem ganhando cada vez mais autonomia: resolvi tirar a grade lateral da cama dela. Coisa que poderia ter feito já há tempos, mas sempre tive medo que ela caísse da cama. Achei que estava na hora de retirar, conversei com ela e pronto, tirei. E ela não caiu da cama, evidentemente.
Parece bobagem, mas esses sinais de que nossos filhos estão crescendo às vezes nos assustam, né? Dois dias depois ela me chamou para me mostrar que tinha arrumado a própria cama sozinha. Eu não sabia se ficava feliz por isso ou triste por ver que a infância dela está voando.
Ainda bem que tenho outra pequena vindo atrás, mas o tempo pra essa parece ser ainda mais acelerado. Mal acabou de nascer e já brinca com os amiguinhos da Luísa como se fosse da turma,já sobe em tudo sem ajuda, pede água quando está com sede, avisa quando vai fazer cocô. Logo sai do berço, vai para a escola...
Tenho medo de não estar aproveitando tudo o que posso nessa infância delas. Porque cada dia tenho mais certeza de que o maior dos clichês da maternidade é a mais pura verdade: "aproveita, porque passa rápido demais."