quarta-feira, 28 de março de 2012

Meu tênis é mais caro que o seu

"Meu tênis é mais caro que o seu" é o título de mais um artigo excelente da Rosely Sayão publicado ontem na Folha de S. Paulo. Fala sobre como os valores do consumo servem para criar preconceitos nos relacionamentos desde a infância.
As comparações já existiam quando eu era adolescente, me lembro bem delas especialmente depois que fui estudar em um colégio particular. Me lembro de eu querer ter aquilo que outros tinham, especialmente algumas coisas de marca. Mas nunca presenciei um colega zombando de outro por ter mais ou melhor.
As coisas hoje estão diferentes. E muito disso vem dos valores e exemplos passados pelos próprios pais. Temos que parar de achar que o que ensinamos é suficiente e que os nossos filhos serão sempre as vítimas. A vigília e o diálogo devem ser constantes. É fundamental dar bom exemplo, mas ainda sim temos que prestar atenção o tempo todo.

Vou reproduzir aqui o artigo para quem não leu, recomendo:

Uma criança é xingada porque não usa a mesma pulseira que as colegas e a outra recebe poucos colegas para a festa de aniversário porque a comemoração não foi feita no buffet da moda. 
Situações como essas, que são apenas exemplos, estão se tornando cada vez mais frequentes na convivência entre os mais novos. 
O consumo valorizado e exagerado que adotamos e os modismos lançados por este mercado estão caindo diretamente sobre os ombros das crianças. Elas estão sem proteção em relação a isso.
até agora, uma significativa quantidade de pais que se preocupam em entender a infância dos filhos estava ocupada com a quantidade de presentes (brinquedos e geringonças tecnológicas) que as crianças ganham.
Os motivos das preocupações que eles tinham até então são legítimos. Quanto mais brinquedos tem uma criança, menos ela brinca. Quanto mais aparelhos com mil e uma utilidades têm as crianças e adolescentes, menos eles conseguem se concentrar no que é preciso (...)
Agora, esses pais e outros que queiram refletir sobre o que se passa com seus filhos quando eles convivem no mundo público (escola, clube, área comum do condomínio) precisam considerar uma outra questão. (...) O imenso valor que estamos dedicando ao consumo tem servido para que os mais novos criem preconceitos e estereótipos que servem para excluir, segregar, desprezar seus pares.
E antes que você pense que seu filho pode ser alvo ou vítima dessa situação, considere principalmente que ele pode ser um agente dela. Sim, o fato de você impedir que seu filho tenha mais do que precisa, que valorize marcas em vez de objetos e que manifeste soberba, por exemplo, hoje já não é mais suficiente para livrar seu filho de julgar os colegas e os outros pelos que eles têm ou deixam de ter. 
Lembre-se que seu filho vive neste mundo que o bombardeia com informações que o direcionam a fazer isso. "Quer ser popular? Compre tal objeto". "Quer ser convidado para todas as festas? Use tal roupa", "Quer ter sucesso? Compre tal carro".
Frases desse tipo repetidas como mantras colam em seu filho. Por isso, você terá de fazer mais por ele. 
Uma boa atitude pode ser a de analisar criticamente as propagandas bonitas, vistosas e bem-humoradas que seduzem seu filho. Com sua ajuda, seu filho pode entender que a única coisa verdadeira nesse tipo de propaganda é o objetivo de vender. Além disso, você pode também expressar a ele, com veemência, sua opinião a respeito de quem usa bens de consumo para julgar o outro. Sinalizar seu posicionamento é uma ótima referência na formação de seu filho.
Finalmente, que tal cultivar, com persistência e cotidianamente, algumas virtudes que podem ajudar seu filho a ser uma pessoa de bem?

terça-feira, 27 de março de 2012

Escambinho de livros


Olha só que programa bacana neste fim de semana para quem mora em São Paulo: uma loja de roupas da Vila Madalena, a Gafaritos, vai promover o "Escambinho", um espaço para as crianças trocarem entre si livros que já não lêem mais. 
Estou divulgando essa ideia porque acho essa iniciativa muito interessante do ponto de vista da sustentabilidade e do incentivo à leitura, e é algo que pode ser promovido em qualquer lugar. Que tal alguém se mobilizar e promover um escambinho entre os amiguinhos da escola, por exemplo?
Lá na loja vai ter um tapetinho no chão para as crianças acomodarem as suas coisas e efetuar as trocas - bom para fazer novas amizades e, mais do que tudo, aprenderem a dividir e a se desapegar daquilo que não utilizam mais (e fazer seu filho entender que aquele livro não passou a ser legal só porque está debaixo do braço do amiguinho - porque criança é assim, né?).

Quem quiser participar do Escambinho da Gafaritos neste sábado, dia 31, o endereço é:
Rua Original, 107, Vila Madalena. Das 11h30 às 15h30.
O único pedido é que não sejam levados livros rasgados ou faltando página (bom senso, né, minha gente). Os livros excedentes serão doados. 

Para quem é de outra cidade ou não vai poder participar, fica a dica pra mobilizar o seu próprio escambinho - além dos livros, uma boa dica é fazer também com brinquedos (como foi o primeiro da Gafaritos) e roupas, que tal? Quem fizer me conta?


segunda-feira, 26 de março de 2012

Receita delícia e um sorteio

Tempos atrás fui convidada para participar de um evento da Nestlé, que apresentou a algumas blogueiras o seu projeto social que ajuda escolas públicas brasileiras a melhorar a qualidade da alimentação fornecida aos alunos. No evento, uma equipe de cozinheiras e nutricionistas ensinou pra gente algumas receitas bem gostosas e nutritivas que qualquer pessoa pode fazer em casa sem gastar mais e aproveitando melhor os alimentos (tipo bolo de chocolate com abobrinha, patê de soja, creme de requeijão e pão de talos e folhas).

Eu, como excelente cozinheira que sou (#not), já pensei que aquele não era um programa muito voltado pra mim, porque ia acabar não conseguindo aplicar em casa. Mas não é que a receita que eu ajudei a fazer (piquei as bananas como ninguém) é daquelas muito fáceis que fazem você enganar bem qualquer visita?

Vou dar a dica da receita da torta de banana com aveia aqui pra vocês, porque é gostosa e bem fácil de fazer para as crianças. Essa receita e as outras que mencionei acima fazem parte de um livro super bacana que a empresa editou para distribuir para as escolas, que ensina a aproveitar, entre outras coisas, as cascas dos alimentos em doces, salgados e sucos.

E o melhor: eu pedi e a Nestlé me deu dois exemplares do livro de receitas pra sortear aqui no blog. Quem quiser concorrer, é só preencher os dados ao final desse post. Vale quem se inscrever até segunda-feira que vem, dia 2 de abril, combinado? Pode participar gente de qualquer lugar do Brasil e quem mora fora também.

Torta de banana com aveia

Ingredientes

- Massa
1 xícara (chá) de aveia
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 pitada de sal
3 colheres de leite
Margarina para untar

- Recheio
6 bananas em rodelas
canela em pó
1 xíc (chá) de aveia em flocos
1/2 xícara de açúcar
3 colheres (sopa) de leite

MODO DE PREPARO
Em uma tigela misture a aveia, o açúcar, a farinha e o sal. Acrescente o leite formando uma farofa úmida. Coloque em uma forma untada com margarina e aperte bem, forrando toda a forma. Coloque as rodelas de banana por cima. Polvilhe a canela.
À parte, misture a aveia, o açúcar e o leite. Jogue por cima das bananas.
Leve a torta para assar em forno moderado (170ºC) por 40 minutos até ficar bem corada.

Fica essa delícia aqui, ó. Essa aveia por cima fica super crocante. 


quinta-feira, 22 de março de 2012

Escrevendo

Quase chorei quando recebi esse desenho feito pela Luísa e com meu nome embaixo, juro

Apesar de ser jornalista e ter o sonho de ver minha filha escrevendo (e bem), segurei muito meus ímpetos com relação à introdução dela à leitura ou alfabetização. Estou deixando as coisas acontecerem naturalmente para que ela não pule etapas. Mas ela há algum tempo vem se interessando muito por escrever e tentar ler algumas palavras. Está certo que ainda está muito longe do amiguinho da escola que já lê correntemente desde que completou 4 anos (juro, ele lê o que você colocar na frente dele). Mas tenho curtido muuuito esse envolvimento dela com as palavras e feliz por ver o quanto ela está interessada. 

Depois que aprendeu a escrever direitinho o nome dela, sem copiar, a Luísa começou a querer escrever o meu, do meu marido e da Rafaela. Ela começava pedindo para um adulto escrever e copiava. Aos poucos, já está conseguindo escrever esses nomes sozinha sem copiar.  Dia desses, chegou com uma folha de papel escrito algo na linha "Vemha conecer um emprendimento...." . Era um anúncio de um empreendimento imobiliário e ela copiou sozinha o título. A cada dia, ela aparece com uma novidade nesse sentido e eu estou maravilhada. Essa semana chegou distribuindo as correspondências da casa, dizendo que tal documento havia chegado para o papai porque estava escrito Luiz. É ou não é pra morder?

Engraçado como essas coisas também marcam e emocionam a gente tanto quanto um bebê começar a engatinhar ou a falar suas primeiras palavras! Eu não imaginava que curtiria tanto essa fase. A evolução dos desenhos (essa tartaruga que ela fez não é demais?), da comunicação verbal, da capacidade de articulação... 

Queria que ela congelasse agora, com quatro anos e meio. Pode ser?

terça-feira, 20 de março de 2012

Disney com duas crianças pequenas Parte VIII - e última

Ninguém aguenta mais me ouvir falar de Disney, né? Prometo que este é o último post.
A ideia aqui é trazer as principais referências que usei antes da viagem e que trazem informações e experiências adicionais às minhas.

Sites oficiais:


Comprinhas:

  • Premium Outletswww.premiumoutlets.com (uma dica: antes de sair do Brasil, entre no site, se cadastre como cliente vip e imprima os cartões de descontos. O cartão vip (que você troca no próprio outlet) te dá desconto em quase todas as lojas, mas os descontos extras que você imprime pelo site às vezes são ainda maiores. Vale muito à pena, em algumas lojas infantis do outlet o desconto chega a 25% sobre o preço final da sua compra).
Guias e revistas impressos que dão uma geral completa de todos os parques*:

- Viaje Mais - Orlando 2010/2011 - disponível em livrarias
- Revista Viaje Mais nº 127 - Orlando  (comprei em banca de revista)
- Revista Próximo Destino - Orlando  (ano 02 nº 05) - (comprei em banca de revista)

*algumas atrações podem não existir mais ou estarem em manutenção, é bom checar. 




Sites e blogs com boas dicas e impressões pessoais:

Viajando para Orlando (site bem completo de um brasileiro com dicas gerais de Orlando e dos parques)

Viajando com Pimpolhos - novas dicas publicadas aqui

Blog Feito a Mão

Destemperadinhos (com boas dicas de lugares pra comer nos parques)

Café Viagem

Família Quadrada  (A Mônica esteve por lá na mesma época que eu e também fez uma série de posts com dicas)

Embarque Portão 5

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E, por fim, pra fechar, registro aqui imagens verídicas do que sobra de duas crianças depois que chegam da viagem à Disney:


segunda-feira, 19 de março de 2012

Disney com duas crianças pequenas Parte VII - mais sobre os parques

Fotos: arquivo pessoal. 
Hoje vou falar um pouquinho sobre cada parque que nós fomos. Novamente reforço que não se trata de um guia completo sobre a Disney, mas apenas dicas do que achamos legal em cada parque. Nas livrarias e bancas de revista você encontra publicações que trazem tudo sobre os parques (procure a Próximo Destino Orlando, é bem bacana e traz muitas fotos).

PARQUES DA DISNEY

MAGIC KINGDOM






É o parque principal, o que tem o famoso castelo da Cinderela e as paradas mais famosas. Esse é aquele que, na minha opinião, vale ser o primeiro da viagem. Porque você já entra de cara no clima. Minha mãe começou a chorar já na entrada, quando ouviu uma música da Disney pela primeira vez (lembram que falei que era o sonho da vida dela ir pra lá, né, pois é). Nós chegamos em Orlando em uma quinta-feira à tarde, num dia em que o parque fechava mais tarde - o show Wishes, aquele dos fogos, aconteceria só às 22h, pra se ter uma ideia. Combinamos que iríamos nesse dia para ver as principais paradas e ir a um ou outro brinquedo se desse tempo, mas sem pressa. Era apenas pra entrarmos no clima da viagem. Voltaríamos depois na semana seguinte para passar o dia todo. Como o parque fecharia muito tarde, mesmo chegando quase 17h ainda aproveitamos umas cinco horas lá dentro.

O que mais gostamos nesse parque:

- As paradas (desfiles dos personagens) fazem muito sucesso com as crianças. Os horários das paradas variam a cada semana. Dá para se informar com antecedência pelo site ou pegar o Guide Map na entrada do parque com todos os horários da semana. São duas por dia: a Celebrate a Dream Come True, diurna (em geral às 15h), e a Main Street Electrical Parade, noturna (pode ser às 20h, 21h ou 22h). Se você quiser assistir sentado num bom lugar, tem que chegar mais de meia hora antes do início se o parque estiver cheio. A vantagem é que os desfiles não são muito longos.

- Show Wishes - aquele dos fogos que encerra as atividades do parque. É lindo, mas não faça a besteira de ficar colado ao castelo da Cinderela como nós fizemos no primeiro dia. Dali não dá pra ver os fogos, que ficam atrás do castelo. Dê uma distância maior, fique mais próximo daquele corredor principal da entrada do parque que ali dá pra ver bem melhor. Fizemos isso no segundo dia, foi outro espetáculo.

- Almoço, café da manhã ou jantar com os personagens - já falei sobre isso. Não consegui reservar antes, mas demos a sorte de conseguir lá mesmo no dia em um dos restaurantes (O Crystal Palace, onde fica a turma do Ursinho Pooh). Se você tiver a chance - e quiser investir um pouco mais de dinheiro, porque esses restaurantes são caros - US$ 15 a US$ 36 (café da manhã e almoço) e US$ 36 a US$ 60 (jantar) por pessoa -, vale a pena. Nos guias você consegue se informar sobre todos os restaurantes disponíveis.

- Bibbidi Bobbidi Boutique - para as meninas, é imperdível. (fiz um post só sobre isso aqui)

- Na entrada do parque fica o Town Square Exposition Hall, onde é possível se encontrar com os personagens. Se a fila não estiver gigantesca, vale ir. Nós fomos no final do dia, umas 17h30/18h, depois que a Luísa saiu da Bibbidi Bobbidi. Não pegamos nenhuma fila porque aquela semana estava bem tranquila. Ela amou pegar o autógrafo e tirar foto com as princesas (Bela, Aurora e Cinderela) vestida de princesa.

Atrações que achei mais legais pra ir com pequenos:

- Mickey's PhilharMagic: cinema 3D bem bacana. Tem Fast Pass. Levamos a Rafa.
- The Many Adventures of Winnie The Pooh - bem fofo, a Rafa foi também.
- It's a Small World - é o que inspirou a Montanha Encantada do Playcenter, para quem já foi. Um barquinho tranquilo passeia por um mundo em miniatura. Crianças pequenas piram.
- Peter Pan's Flight - simula um vôo do Peter Pan. Rápido mas bem bonitinho. Tem Fast Pass.
- Tem as xícaras gigantes e o vôo no Dumbo também, mas achei esses mais bobinhos. Luísa nem quis ir. O carrossel é lindo lindo, mas ela também não quis ir.
- Buzz Lightear's Space Ranger Spin. Não dá pra ir com muito pequenos. É um passeio pelo mundo do Buzz de forma interativa, em que você pode acertar alvos com uma pistola a laser. Legalzinho, talvez os meninos gostem mais.
Esse parque está passando por uma grande reforma e no segundo semestre deste ano deve inaugurar uma nova ala que promete ser muito legal, com novos espaços para os castelos das princesas e príncipes.

HOLLYWOOD STUDIOS


É o antigo MGM Studios. Passamos poucas horas nesse parque, por isso fomos a poucas atrações, mas de qualquer forma ele não é tão grande como os outros. Ele é muito bonitinho, parece que você está dentro de Hollywood mesmo, uma delícia de passear. É um parque mais adulto, gostaria de voltar lá um dia pra poder visitar mais atrações.

O que tem lá recomendado para crianças pequenas:

- Voyage of The Little Mermaid - um 3D da Pequena Sereia. Fomos mas eu saí antes com a Rafaela porque entrou uma bolha de sabão nos olhos dela e ela chorou (foi a única vez que tive que sair). Aliás, essa é uma característica de todos os 3Ds da Disney: eles são também sensoriais: um bichinho espirra e te molha, a temperatura esfria, você sente cheiros, etc. São incríveis.
- Toy Story Mania: atração interativa com os personagens do Toy Story. Tinha muita fila, acabamos não indo. Para os que são bem fãs do filme, deve valer a pena. É uma atração moderna e dizem ser bem divertida.
- Playground do Honey I Schrunk The Kids. Você se sente do tamanho de uma formiga. Para os adultos não tem muita graça, mas os pequenos se divertem. Luísa se acabou nos escorregadores.
- Beauty and The Beast - Live on Stage: musical da Bela e a Fera. Não fomos, mas dizem que é bem bonito.
- Muppet Vision - cinema 3D dos Muppets

- Show Noturno Fantasmic - esse é imperdível e vale o parque. Chato é aguentar aqueles animadores de platéia antes do início do show falando alto e sem parar. Fora isso, o show é maravilhoso, encantador.



EPCOT CENTER

Me surpeendi com esse parque. Falaram que não tinha muita coisa pra criança, mas foi um dos nossos melhores dias. Primeiro, porque é o que tem mais personagens espalhados. Passamos boa parte do dia correndo atrás de autógrafo das princesas, da gatinha Marie e de todo mundo que a Luísa via pela frente.
O parque é enorme, prepare-se pra andar. A parte mais bonita é a que tem uma área enorme formada por pavilhões dos países. Lógico que é tudo fake, mas como tudo na Disney são bem feitos.

Os restaurantes típicos são bem legais também, esse é um parque em que dá pra comer melhor. Nós almoçamos no pavilhão França, no bistrô que tem lá. Qual foi a nossa surpresa quando aparece um maitre todo com cara de personagem de filme, carregando um carrinho com uma bandeja. De repente ele para ao nosso lado, levanta a bandeja e está ali o Ratatouille, se mexendo e conversando com a gente. Foi demaaais, as meninas piraram!! (Aliás, compramos um bichinho de pelúcia do Ratatouille e perdemos no hotel, ficamos arrasados. Se alguém for pra lá e quiser trazer pra mim eu pago, tá? rsrs)
- The Seas With Nemo & Friends. Muito legal. O passeio é realizado em um carrinho que parece um molusco e a atração mistura animação com peixes de verdade. Ali perto também tem um aquário legal pra visitar.
- Eu morri de procurar o 3D Honey I Shrunk The Audience, que diziam ser muito legal, mas juro que não achei. Fiquei com a sensação que não tem mais. Se alguém for lá e encontrar, me avisa.
- Não conseguimos ir ao Soarin, porque a fila era imensa e o fast pass esgotou rapidinho. É um simulador que dizem ser maravilhoso, em que você sobrevoa a California como se estivesse numa asa-delta. Lamentamos não ter conseguido ir, mas ficou para a próxima.
- Quando passar pela Alemanha, entre numa loja de pipocas caramelizadas, não lembro o nome. Tem um saquinho de pipoca caramelizada com chocolate, uma cooooooisa. Depois encontramos em alguns outros lugares pra vender também.



ANIMAL KINGDOM


É um zoológico aos moldes da Disney, ou seja, uma superprodução impecável. Criançada costuma gostar bastante. E não é um parque gigante - a área total é enorme, mas a maior parte do espaço é destinada aos animais.
- Tem que fazer o Kilimanjaro Safaris (uma mini-savana africana, é bem legal pra criançada). A Rafa foi junto e amou. Luísa ficou tirando fotos, outra coisa que ela ama.
- O outro programa imperdível, um dos melhores 3Ds de todos, é o It's Tough To Be a Bug.
- Festival of The Lion King - Legal, bonito, mas não achei imperdível. Se não der pra ir, ok. Tem vários shows por dia, em diferentes horários.
- Dizem que o restaurante Rain Forest Cafe é muito legal, mas esquecemos dele e acabamos comendo num outro restaurante normalzinho lá dentro a hora que deu fome. Se você está com crianças pequenas e não vai às montanhas russas, esse é um parque pra passear sossegado, sem ficar se preocupando muito em pegar filas para ir às atrações.

FORA DO COMPLEXO DISNEY:

SEA WORLD


É o parque das famosas baleias Shamu (famosa para o bem e para o mal, porque no ano passado uma delas matou a treinadora). É um parque muito agradável pra passear, adoramos.
Dois shows são imperdíveis:
- o das baleias (One Ocean). Impressiona pelo tamanho das baleias saltando.
- o dos golfinhos com pássaros exóticos e mergulhadores acrobatas. Diferentemente do anterior, em que o show é feito apenas pelos animais, neste outro existe uma forte interação com os mergulhadores. Lindo, lindo, lindo, não dá pra perder.

Também tem que ir com as crianças:
- Bem ao lado do show das baleias tem um parque todo voltado para crianças menores. Ótimo. Dá pra passar um bom tempo ali.
- Shark Encounter: um aquário enorme que você passa por dentro em uma esteira rolante separado por um túnel de acrílico.
- Restaurante Sharks Underwater Grill - nós esquecemos desse restaurante e acabamos comendo em um outro qualquer quando deu fome. Mas entramos lá pra conhecer e é muuuito legal. Os tubarões que você vê por baixo dentro do aquário do Shark Encounter ficam passando ao seu lado em um aquário gigante dentro do restaurante. Se não for comer lá, peça para o recepcionista deixar você entrar pra conhecer.
- Dá para alimentar os animais por lá, verifique a programação do dia perto das atrações (eles não têm aquele guide map igual aos parques da Disney, infelizmente).

UNIVERSAL STUDIOS / ISLAND OF ADVENTURES

Confesso que eu não era muito animada pra ir a esse parque, achava que seria muito de adulto pra ir com elas. Mas adorei, achei o parque lindo, e elas também. Você paga um único ticket de entrada, mas, na verdade, ali no complexo tem dois parques: o Universal Studios, que fica à direita, e o Island of Adventures, que tem outra entrada, que fica seguindo em frente depois que você passa o downtown.
No Universal Studios, nós definimos que queríamos ver apenas o 4D do Shrek, então basicamente entramos e saímos do parque. Estava tudo vazio naquele dia, então pudemos fazer tudo com muita facilidade.
E essa atração do Shrek é mesmo imperdível, valeu a pena. Até as cadeiras se mexem, incrível.

Dali já fomos para o outro parque, que tinha o simulador do Harry Potter. Este era o único programa de adultos que fizemos questão de ir. É realmente impressionante, vocês têm que ir. Está certo que eu até passei um pouco mal, fiquei bem enjoada e gelada hehehe, mas não dá pra não ir. O show começa já na fila, lá dentro do castelo. Eu que nem era fã do Harry Potter me impressionei, imagino quem acompanhou os livros e filmes. Imperdível dar uma passada por lá.
Esse parque tem muitos brinquedos que molham e também vários chafarizes em que as crianças podem se molhar. Se estiver muito calor, vale a pena. Ver as pessoas se molhando já é uma diversão.
Nesse parque tem a parte de brinquedos do Dr. Seuss, só com coisas para crianças. É bem legal e dá pra passar o dia só ali com os pequenos se quiser.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Disney com duas crianças pequenas Parte VI - os parques

Eu não vou fazer um guia completo dos parques aqui porque este não é meu propósito. Acho que várias publicações cumprem bem esse papel e também não fomos a tudo, fizemos os passeios com bastante calma. Portanto posso contar apenas o que foi a nossa experiência e dar algumas dicas do que foi legal na viagem. Depois vou dar aqui uma relação de sites e guias que podem dar uma visão mais ampla do todo.

Lá em Orlando existem os parques da Disney, que são quatro - Magic Kingdom, Epcot Center, Holywood Studios (antigo MGM) e Animal Kingdom, mais os parques aquáticos. Além do complexo Disney, tem o Sea World, o Universal Studios e o Island of Adventures (parque novo que tem a vila do Harry Potter). Fora de Orlando, tem o Bush Gardens e o Legoland. Nós não fomos a esses dois últimos e nem aos parques aquáticos.

Algumas dicas:

- Estacionamentos: todos são enormes. Para não correr o risco de perder seu carro (e não achar nunca mais rsrs), anote o lugar onde estacionou. Outra dica que pouca gente fala: anote também (ou fotografe) a placa do seu carro. Como ele é alugado, você pode não reconhecê-lo especialmente nos primeiros dias.

- Nos parques maiores, como os da Disney, há um trenzinho que leva e traz vocês até a entrada do parque.

- Nós compramos as entradas lá mesmo nos parques. Uma amiga tinha dado essa dica, mas confesso que só fizemos isso porque eu não consegui finalizar a compra dos tickets pela internet aqui do Brasil. Tinha medo de não dar certo, mas foi muito tranquilo. Nos parques da Disney tinha zero de fila pra comprar ingresso, na Universal tinha uma filinha muito rápida. Na Disney, compramos um ticket para cinco dias e deu na medida certa (fomos duas vezes ao Magic Kindom e uma em cada um dos demais). Caso quiséssemos voltar mais vezes, o valor seria bem menor que o ticket unitário.

- Assim que entrar nos parques, a primeira coisa a ser feita é pegar o mapa do parque e o papelzinho (Time Guides) com a programação da semana. Ali tem o horário das paradas (elas variam quase que diariamente, fique de olho), shows e demais atrações. Também fala os horários e locais onde os personagens estarão espalhados pelo parque. Com essa programação em mãos fica mais fácil traçar o roteiro do dia.

- Se for alugar carrinho para as crianças, o "stroller rental" fica na entrada dos parques e custa US$ 15 por dia (o unitário) ou US$ 30 (o duplo). (Vale a pena comprar um carrinho no Walmart, Target ou Toys R Us. Ou, ainda, comprar um carrinho simples dentro do próprio parque por US$ 50). De qualquer forma, recomendo que tenha um carrinho para cada criança, mesmo para as maiores. Elas se cansam porque os parques são grandes. Fora que eles são boa ajuda pra carregar as bolsas e mochilas.

- Identifique as crianças de algum jeito. Pode ser com pulseira, com crachá, o que for melhor pra vocês. Mas é importante que eles carreguem uma identificação com nome dos pais, endereço de onde estão hospedados e se possível um telefone para emergência.

- Caso você tenha intenção de ir a algum restaurante temático, aqueles em que você toma café da manhã, almoça ou janta com personagens, reserve pela internet assim que fechar a sua viagem. Eles costumam ser bem lotados. Ainda assim, se não conseguir, quando estiver lá não custa tentar. Se você for em uma semana tranquila, pode ser que consiga algum horário. Foi o que aconteceu com a gente. Por acaso fomos almoçar tarde no Magic Kingdom e conseguimos lugar no Crystal Pallace, que estava quase vazio. As meninas almoçaram com a turminha do Ursinho Pooh quase que com exclusividade, foi muuuito legal. Esses restaurantes são bem mais caros que os outros, mas um dia vale a pena - tanto pela interação com os personagens como pela qualidade da comida, que é bem superior e mais variada (muitos são buffets, como o caso desse que nós fomos).

- Os brinquedos mais lotados nos parques da Disney têm um sistema que se chama Fast Pass. Para evitar pegar as filas imensas, que podem chegar a uma hora e meia ou até mais em dias de parque lotado, você pode usar esse sistema. Basta colocar seu ticket do parque na máquina do fast pass (um para cada pessoa) e  você recebe um papelzinho com o horário que pode voltar ao brinquedo (ele te dá uma hora de limite, tipo das 3pm às 4pm). Daí você pega fila especial que não dura mais que 20 minutos.

- Nós pegamos parque cheio e parque vazio. Na semana em que chegamos, quinta-feira da semana de carnaval no Brasil, estava bem lotado. Especialmente porque, além de tudo, estava acontecendo em Orlando os All Star Games, uma tradicional competição de basquete dos EUA. Tinha cerca de 100 mil pessoas só para o evento na cidade, o que causou trânsito e muitas filas por lá. Nesses dias, os brinquedos estavam sempre bem lotados. Na semana seguinte, estava tudo uma maravilha. Todos os parques super vazios, dava pra entrar e sair do mesmo brinquedo várias vezes. Para vocês terem uma idéia, isso aconteceu no simulador do Harry Potter, considerado o brinquedo mais disputado dos parques, com fila que chega a quase duas horas. Eu fui com o Luiz enquanto minha mãe ficou fora com as meninas, depois nós saímos e ele voltou lá pra ir com ela de novo.

- Nesse caso do Harry Potter não precisou porque não tinha fila, mas quando acontece casos assim, em que os adultos querem revezar para ir a um brinquedo que as crianças pequenas não podem ir, você pode solicitar a um funcionário do brinquedo para fazer o "rider swich". Funciona assim: a mãe, por exemplo, pega a fila enquanto o pai fica com o filho. Depois, quando a mãe volta, o pai pode ir ao brinquedo sem ter que pegar fila novamente.

- Quando for assistir a algum show em teatro fechado com crianças pequenas, procure se sentar próximo das  extremidades, para ficar mais fácil de sair caso a criança chore ou fique com medo do escuro ou da música alta.

- Leve na mochila: água, lanchinho, protetor solar, boné para as crianças, bateria extra para a máquina fotográfica, capa de chuva caso haja previsão de chuva (em último caso dá pra comprar nos parques, mas é bem mais caro), uma troca de roupa e band aid. Caso esteja em época de bastante calor, vale levar roupa de banho e toalha também. Além dos brinquedos que molham (no Sea World e Universal tem alguns que molham muito), há também para as crianças uns tipos de chafarizes espalhados por alguns parques em que eles podem brincar e se molhar. Se estiver calorão, pode ser uma boa. No caso dos brinquedos que molham, há por perto em geral os chamados People Dryer, uma espécie de secadores gigantes (custam acho que US$ 5 por uma secada que dura três a cinco minutos).

- Sempre pare os carrinhos de bebê nos estacionamentos próprios. Se você largar em outro lugar, vai tomar um susto quando voltar achando que sumiu. Os funcionários do parque levam todos os carrinhos para o estacionamento. Aproveite para marcar o seu de alguma forma, porque há muitos iguais. Amarre uma peça de roupa, uma fita ou qualquer coisa que facilite a identificação na hora de procurar o seu de longe. Os estacionamentos de carrinhos, dependendo do dia, ficam bem cheios.

Amanhã falo um pouco mais sobre detalhes de cada parque. Beijinhos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Disney com duas crianças pequenas Parte V - a princesa


Se você tem uma filha menina com idade entre 3 e 6 anos que adora as princesas (acho que esta é a faixa de idade em que elas mais acreditam e gostam das princesas, certo?) e vai levá-la à Disney, um programa absolutamente imperdível é levá-la para se transformar em princesa na Bibbidi Bobbidi Boutique. Para a Luísa, foi o ponto mais alto de toda a viagem, ela amou e fala disso até hoje.
Existem duas boutiques: uma em Disney Downtown (um centro de lazer e compras, que eu achei bem sem graça porque muitas das lojas legais não estão mais lá) e outra no parque Magic Kingdom, dentro do castelo da Cinderela. Nem preciso dizer que a do castelo da Cinderela é infinitamente mais mágica, porque não há maior encanto do que sua filha sair do castelo vestida de princesa e desfilar pelo parque toda transformada (e, se der sorte, ainda encontrar a princesa "verdadeira" toda vestida igual).
Juro, podem achar brega, o que for. Mas quando a gente está lá, a fantasia nos envolve de um jeito que é impossível não se emocionar. Eu chorei tanto quando a Luísa saiu daquela boutique toda orgulhosa vestida de Bela Adormecida que parecia que minha filha estava se casando. E olha que eu nem sou das mães mais choronas.

Em primeiro lugar, faça a reserva assim que você fechar a data do passeio. Lá costuma ser bem lotado. Tem que fazer por telefone - eu liguei de casa e, sabendo falar inglês, você consegue fazer a reserva numa boa direto lá na boutique. O telefone é 0xx001 (407) 939-7895.  O pagamento é feito lá na hora.
Tem três tipos de pacotes:
a) Pacote Coach, que inclui só penteado e maquiagem brilhante. Custa US$ 49,95 mais taxas.
b) Pacote Crown: inclui penteado, maquiagem e manicure. Custa US$ 54,95 mais taxas.
c) Pacote Castle: é o pacote completo: cabelo, maquiagem, manicure, vestido e acessórios (coroa e varinha) e um pacote de fotos (cinco fotos). Custa US$ 189,95 mais taxas.

Eu inicialmente havia reservado o pacote Crown, com a ideia que compraria o vestido antes e levaria pra ela se trocar lá. Daí uma amiga me disse que era bobagem, que já que eu estava levando ela lá que fizesse o pacote completo, que é mais mágico. (Um vestido de princesa nas lojas da Disney custa US$ 65 e os acessórios acho que uns US$ 20 cada, mais ou menos). Então fui na dela e mudei o pacote com medo de me arrepender depois. Já que está na chuva, é pra se molhar, né?
Se você está com a grana meio apertada e não quer gastar muito, então compre o vestido antes (os de lá são os mesmos das lojas da Disney que têm em qualquer parque) ou leve de casa, mas leve o vestido na boutique pra criança se trocar na hora. Eu acho que não tem nenhuma graça a criança sair de lá de roupa normal, só com cabelo e maquiagem feito. Na minha opinião, se for assim acho melhor nem levar. Ela vai ver todas as outras meninas vestidas de princesas e só ela de roupa normal, e vai acabar ficando chateada. Também se lembre de levar um sapatinho que combine com o vestido (e seja confortável), a não ser que você queira comprar o sapato lá também (custa uns US$ 25 se não me engano). Tem várias que saem de lá todas lindas com tênis esportivo no pé, fica grosseiro. Eu não comprei o sapato da Bela Adormecida porque tinha saltinho e eu me recuso. Fora que ela mal conseguiria andar no parque depois com aqueles sapatos.

O esquema do pacote completo é o seguinte: a criança entra dentro da tal boutique na hora agendada e logo uma pessoa nos recepciona e apresenta uma prateleira com vestidos e acessórios de todas as princesas pra ela escolher. Depois de muita dúvida, Luísa ficou com o da Aurora (a Bela Adormecida, que nos nossos tempos não tinha nome, né?). Daí a moça leva o vestido, logo chama: "Princess Luísa?" e entrega um convite com o nome dela impresso. Nos leva para um trocador com as cortinas fechadas (em geral eles permitem um ou dois acompanhantes no máximo, porque o lugar é meio apertado pra tanta gente). Ela avisa que em breve a fada madrinha da Luísa virá buscá-la. Ela fala então "Bibbidi Bobbidi Bubbidi" (algo assim, que representa o som que as fadas madrinhas fazem) e abre as cortinas. O vestido, a coroa e a varinha estão lá prontos para a princesa se trocar. Eu a vesti e logo chegou a "fada madrinha" dela, toda atenciosa, que a levou para o salão. 




Nesse dia eu nem me lembrei que detesto maquiagem e esmalte para crianças, afinal ali  ela não era uma mini-adulta, era uma princesa, né?

O momento em que a fada madrinha joga um pozinho mágico


 Não sei se eu sou muito boba, mas eu fiquei muuuuito emocionada quando a Luísa ficou assim pronta...

Ah, detalhe: depois a menina leva pra casa uma sacolinha com a maquiagem e os esmaltes que usou, pensa numa criança feliz.
Desfilando pelo parque

Encontro das duas Auroras, auge do auge

sexta-feira, 9 de março de 2012

Disney com duas crianças pequenas Parte IV - a bebê

A vantagem de ir para a Disney com uma criança maiorzinha e outra muito pequena é que a menor não tem ainda suas vontades, portanto não há brigas por programas. Com 18 meses, a Rafaela se diverte com tudo e não demanda ainda ter programas específicos pra ela. Portanto, focávamos na Luísa. Imagino, por exemplo, o caso da Lia, que foi pra lá quando era menina com  mais três irmãos crianças/adolescentes sendo que o intervalo entre o mais novo e o mais velho era de seis anos. Fico imaginando um adolescente tendo que passar o dia acompanhando o irmão menor pra pegar autógrafos dos personagens, por exemplo, doido pra ir nos brinquedos mais radicais. As brigas devem ter sido homéricas e certamente os pais devem ter ficado bem esgotados com isso hehe. Quando são vários os irmãos da mesma idade, também deve ter alguma confusão de vontades que de algum jeito tem que ser organizada pelos pais.
No nosso caso, essa questão era bem fácil, já que nosso foco eram apenas os brinquedos para crianças da idade da Luísa. Quando a Rafaela não podia entrar, ficava fora com um de nós adultos. Mas, em boa parte dos programas, a Rafa pôde participar também. Ela foi a todas as apresentações de teatro, shows e filmes 3D, por exemplo, assim como assistia às paradas e ia junto paparicar os personagens. A única vez que tive que sair com ela da sala foi no 3D da Pequena Sereia, que caíram bolhas de sabão e uma entrou no olho dela. Fora isso, mesmo aqueles que ficavam escuros ela topava.
 Ela foi tão bacana que até nos dias que ficamos na fila 45 minutos pra pegar autógrafos da Turma do Mickey, num dia em que o parque estava bem cheio, a Rafa ficou numa boa brincando. Era tanto estímulo pra ela o dia inteiro que o humor dela ficava ótimo. Quando tinha bichos de verdade, então, ela ia à loucura.

Ela só dava trabalho pra ficar no carrinho. Está numa fase espertinha de querer ficar no colo e caímos na dela nos dois primeiros dias. Eu e minha mãe (ela queria o nosso colo) ficávamos revezando muitas vezes, e haja ciático pra aguentar #mãevéia. No terceiro dia, fui radical. Botei no carrinho na marra. Ela se esticava toda, chorava, fazia escândalo e quem não tem filhos e viu a cena deve ter me achado uma mãe horrível. Mas tenho certeza que você, mãe ou pai que está aqui me lendo, me compreende, né? Fez escândalo umas duas ou três vezes, nas próximas já se sentava sem reclamar (só pedia a chupeta como recompensa e achamos que tudo bem aceitar).

A dupla dinâmina 
Quanto ao sono dela e alimentação, desencanamos. Ela fazia o nosso ritmo. Como ela não come muito bem fora de casa mesmo, não adiantava ir ao restaurante meio-dia pra ela almoçar. Então dávamos lanchinhos ao longo do dia que levávamos na mochila (pão com queijo e presunto, uva, maçã, banana, biscoitinhos) ou ela comia com a gente o que conseguia. Quando ela não comia direito, eu levava leite em pó e fazia a mamadeira pra ela. Esse foi o almoço ou jantar dela muitas vezes. As opções de alimentação nos parques são uma porcaria não são aquela coisa, então pedia pra elas muito macarrão com almôndegas, ou macarrão com queijo (macaroni and cheese) ou franguinhos fritos com legumes (sim, ela comeu tirinhas de frango empanadas, fazer o que?). Pra falar a verdade, até batata-frita ela comeu. Porque papinha ela não come de qualquer jeito. Eu sempre oferecia uma opção saudável de legumes, mas nem sempre ela topava. Então, minha amiga, se você for neurótica com alimentação, vai ter um pouco de problema porque as opções dentro dos parques não são das melhores para as crianças. Agora se você, como eu, acha que numa situação esporádica dá pra relaxar, vai fundo. À noite, no apartamento, sempre fazíamos uma opção mais leve pra ela e frutas.

Até pipoca ela comeu (não me matem)
As sonecas do dia ela tirava quando tinha sono, dormia no carrinho ou no colo e pronto. À noite capotava na cama e dormia normalmente, no mesmo ritmo que aqui no Brasil.
Quanto à infra-estrutura para bebês, todos os banheiros femininos dos parques têm trocador, praticamente (não sei se tem nos masculinos, acho que não) e os parques também possuem uma área de baby care para quem precisa fazer comidinha, essas coisas. Eu não usei essa área porque não preciso mais, então não posso opinar.
Fraldas, leite artificial, papinhas e basicamente tudo o mais que qualquer mãe precisa tem em qualquer supermercado por lá, em grande variedade e a preços melhores do que no Brasil. Até leite de soja eu comprei lá pra Rafa no supermercado Publix. Leve daqui o que for insubstituível e também não se esqueça da caixinha de remédios recomendada pelo pediatra caso precise dar por lá. (aliás, coloque antigripais para adultos nessa caixinha. Como andamos muito e dormimos pouco, às vezes a resistência baixa e alguém pode inventar de ficar gripado)

As duas se divertiram muito juntas

Ficou louca com os esquilos que tem por lá

Os personagens ela só queria ver de longe



Sentada num carrinho qualquer que ela viu estacionado, falando no celular
A parte mais difícil pra Rafaela e pra gente, como eu já disse, foram as viagens de avião mais longas. Além da questão de carregar as tralhas todas e ficar atentos para não esquecer de nada, a Rafaela viajou no meu colo na ida e na volta, e com isso ela não dormiu direito e eu nem se fala, praticamente não dormi nada, foi bem incômodo. Ela fez escândalo no avião duas vezes porque não queria ficar sentada na hora do pouso e decolagem e essa hora é difícil porque não tem o que fazer. Não dá pra andar pra acalmar, ela não queria tomar suco nem mamadeira, foi puxadinho. Mas eu definitivamente não deixaria de fazer essa viagem por causa disso e em nenhum momento me arrependo de ter levado a pequena com a gente. Ao contrário, foram 15 dias importantes pra ficarmos grudados nas duas, sem babá, nos divertindo e nos curtindo. Ela se desenvolveu horrores na viagem e também aproveitou muito.
Bagunçando no aeroporto de Miami

quinta-feira, 8 de março de 2012

Disney com duas crianças pequenas Parte III

E mais uma vez valeu a máxima: o que vale pra um, nem sempre vale pra outro. Fiz mil consultas antes da viagem: falei com amigas, pesquisei em trocentos blogs e sites e peguei milhões de dicas (depois, ao final da série, vou fazer um post com os sites que usei como referência). Muitas dicas funcionaram bem, outras nem tanto. Simplesmente porque cada família é uma família, as crianças são diferentes (mesmo quando têm a mesma idade) e em algum momento você acaba encontrando o seu próprio ritmo. Umas crianças gostam mais de um parque e de determinados brinquedos, outras de outros. Umas se encantam pelos personagens e passam o dia pedindo autógrafos, outras preferem se embrenhar nos brinquedos e não estão nem aí pra turma do Mickey, princesas & afins (acho também que meninos e meninas têm alguns interesses diferentes). Uns se cansam do pique e preferem tirar alguns dias de descanso dos parques, outros vão todos os dias numa boa. Além disso, algumas coisas dependem da época do ano em que você vai aos parques. Se está um sol escaldante, é uma coisa, se não está é outra. Quando os parques estão lotados, é uma coisa, quando estão vazios, é outra. As dicas servem para você se preparar e se planejar, mas não garantem que com você vai acontecer igual.

Fotos: arquivo pessoal 

Eu achava que Luísa teria seus momentos de não querer ir a parques e preferir ficar no hotel. Ela é bem caseira e normalmente daquelas que tem preguiça de sair de casa. MAS ela foi super companheira e topa todas. Eu também achava que alguns dias todos nós iríamos preferir tirar dia off de parques pra descansar, até me planejei pra isso, mas acabamos indo a parques todos os dias, só não fomos no dia que reservamos para fazer compras. O que nos ajudou a manter o pique é que nós não tivemos pressa, fizemos tudo com calma. Acordávamos na hora que estávamos a fim (o que geralmente não é muito tarde por causa das crianças), tomávamos café e acabávamos saindo do hotel por volta das 10h30 da manhã. Daí íamos aos parques e, lá, nada de correria. A gente fazia o que dava pra fazer. Em um dos blogs que eu li, a família (super planejada) acordava super cedo e por volta das 9h já estava nos parques, assim eles conseguiam pegar os brinquedos mais vazios. Mas, pra gente, com duas crianças pequenas, era absolutamente impossível estar nos parques às 9h. E não estávamos a fim de correr pra isso. Quando estamos de férias, fugimos de ter obrigações. Então a gente chegava às 10h30/11h e fazia o que dava, o que estava a fim de fazer (aliás, regra #1 para quem não quer se estressar se está com crianças pequenas).

Eu achava que Luísa fosse ficar tímida com os personagens. Quando uma amiga falou que a filha dela tinha tirado foto e abraçado todos os personagens dos parques, imediatamente pensei que certamente a Luísa jamais seria assim, porque ela nunca foi daquelas crianças que se joga. MAS me enganei completamente. Os personagens (especialmente as princesas) foram o que ela mais curtiu nos parques, mais do que os próprios brinquedos. Tirou foto e abraçou quase todos, se emocionava quando assistia às paradas, almoçou abraçada com o fofo do ursinho Pooh e com o Leitão, um sucesso. Uma magia sem fim que fazia a viagem valer a pena cada segundo.
 
Não tem como não amar o ursinho Pooh...
...e o fofo do Leitão

Eu achava que eu ia conseguir comprar um carrinho pra Luísa no Walmart logo no primeiro dia - dica que recebi de várias pessoas (dá pra comprar carrinhos no Walmart a partir de US$15), MAS o marido ficava enrolando e, nos dois primeiros dias, acabamos alugando carrinho no parque. O custo do aluguel era de US$ 15 para carrinhos unitários e US$30 para os duplos. No terceiro dia, prevendo que nessa enrolação iríamos tomar o maior prejuízo, acabamos comprando um carrinho simples dentro do próprio parque (eles em geral têm pra vender nas lojas próximas da entrada) por US$50. Ainda assim, saiu mais barato do que alugar todos os dias. O carrinho da Rafaela nós levamos do Brasil.

Esse vermelhinho compramos lá

Eu achava que eu não conseguiria fazer compras no outlet com duas crianças e um marido que odeia compras. MAS deu tudo certo. As duas ficaram comportadas e conseguimos ficar boas horas fazendo algumas compras que eu queria (lógico que eu queria comprar muuuito mais, porque os preços de tudo lá são ridículos comparados aos preços do Brasil, mas consegui o mínimo que eram as roupas para elas e a minha máquina fotográfica, a bolsa ficou para a próxima). Teve um momento de compras que eu dei uma de mãe de merda e larguei as duas correndo pelas araras de roupa - ou era isso ou eu teria que ir embora de lá com elas. Desculpa, mas eu deixei as duas se acabarem para garantir a felicidade geral da nação e a tranquilidade para as compras. Só ficava de olho pra nenhuma delas sumir.

Eu achava que iríamos ao Lego Land. Uma amiga com filha da idade da Luísa foi com os filhos e disse que esse foi o parque que fez o maior sucesso com os filhos dela, mais do que os da Disney. Saí daqui já programada para ir até lá no segundo dia de Orlando. MAS acabamos não indo. Simplesmente porque a Luísa amou esse lance dos personagens no primeiro dia, chorava que queria pegar "fotógrafo" (autógrafo) e acabamos não indo ao parque do Lego (fica a uns 40 minutos de Orlando). Acho que esse lance dos parques preferidos das crianças é tão relativo que dificilmente alguém vai adivinhar antes de ir. Me falavam que o Epcot  Center não tinha muitas coisas pra crianças pequenas, por exemplo, mas lá foi um dos dias preferidos da Luísa porque foi o dia que ela mais pegou autógrafos (lá é o parque que mais tem personagens espalhados, depois falo mais sobre isso), além de ter almoçado com o Ratatuille em pessoa (ou melhor, em rato).
#dica: o caderninho de autógrafos da Luísa foi a melhor aquisição que fizemos. O valor daquilo passou a ser imensurável a cada "fotógrafo" que ela conseguia. Era algo que não podia ser perdido de jeito nenhum, virou tão importante quanto os passaportes :-). Pode ser que seu filho não curta, mas acho difícil. Em algum momento, vai aparecer algum personagem que ele gosta. Vale comprar o livrinho em qualquer loja da Disney dentro dos parques logo no primeiro dia porque nunca se sabe quando vai cruzar com algum personagem.

A Bela (da Bela e a Fera) e a Luísa transformada em princesa Aurora

Não poderia faltar o Mickey Mouse

quarta-feira, 7 de março de 2012

Disney com duas crianças pequenas Parte II - hospedagem e transporte

Erros e acertos

Acertamos: hospedagem
Escolhemos ficar em um hotel que era modelo flat, com cozinha equipada. Eu sempre achei que cozinhar ou fazer compra em supermercado em viagem era castigo, mas mudei de ideia nessa viagem. Em Orlando, ficamos hospedados em um resort perto dos parques da Disney em que os apartamentos eram grandes e com toda a infra-estrutura de uma casa. Então nós fazíamos o café da manhã lá mesmo e na maioria das vezes fazíamos um lanchinho ou jantar à noite também.
Quando a gente está em hotel, ainda mais com duas crianças pequenas, é preciso que todos estejam prontos pra descer tomar café da manhã. Isso significa que antes de você começar a se arrumar (depois de arrumar as crianças e pegar todas as tralhas) já tem filho fazendo escândalo porque está com fome. Fazer o café da manhã no próprio apartamento significava duas coisas importantes pra gente: fazíamos tudo com mais calma e dava um pouco da sensação de estar em casa, o que dá um certo conforto para as crianças pequenas. Na Flórida tem uma rede de supermercados ótima que se chama Publix (eu poderia passar uma tarde inteira naquele supermercado). Ali comprávamos os pães, frios, snacks pra levar aos passeios, bebidas e também comidas prontas que deixávamos no freezer ou geladeira. Tinha um bem perto do hotel, então alguns dias o marido foi inclusive comprar pãozinho fresco de manhã. A louça a gente colocava na máquina de lavar e o pessoal da limpeza do hotel dava conta do resto. Saíamos para os parques por volta das 10h, 10h30 todos os dias, sem pressa.
Lógico que cada modelo funciona melhor para cada família, mas no nosso caso foi uma decisão muito acertada. À noite também, com as crianças cansadas, era muito mais fácil comer em casa do que ir com as duas a restaurantes todos os dias.
#dica: compre sempre pães e frios em quantidade suficiente para fazer lanchinhos para levar aos parques. Eles quebram um super galho tanto com as crianças como para os adultos, já que os horários de almoço acabam ficando meio desregrados. Nós levávamos também frutas como uvas, maçãs e bananas e uma garrafinha de água que abastecíamos nos bebedouros dos parques. Nunca tivemos problemas para entrar em nenhum parque com esses lanchinhos.

Erramos: transporte
Como eu disse no post anterior, haja tralha pra carregar em uma família com cinco pessoas. No trecho entre Miami e Orlando, optamos por fazer de avião porque estava incluído no próprio pacote da passagem (ficamos alguns dias em Miami antes de ir para Orlando). Mas essa parte eu me arrependi. Se tivéssemos alugado um carro pra fazer esse trecho que dura em média quatro horas teríamos nos cansado menos e chegado ao destino mais rápido - e carregado as malas e tralhas apenas uma única vez. Se tivéssemos saído de carro direto para Orlando, evitaríamos a demora e o trampo entre deixar o carro alugado na garagem da locadora, fazer check in no aeroporto de Miami, embarcar, desembarcar em Orlando, pegar as malas, alugar outro carro (que tinha uma fila enorme) e ir para o hotel. Nessa história toda, somado a um erro de caminho (o marido de vocês também é teimoso no trânsito ou é só o meu?), levamos de duas a três horas a mais do que se tivéssemos ido de carro direto.
#dica: nunca confie 100% no GPS. Há endereços iguais que te levam a lugares diferentes por uma simples mudança de nomenclatura do tipo Rua ou Avenida. Se possível, acompanhe sempre com um mapa da região, assim você tem noção se o GPS está te levando para a direção certa. E, se o seu marido deixar, pare e pergunte em caso de dúvida pra vocês não perderem tempo depois.
#dica 2: tudo é relativamente longe em Orlando, então você só não vai precisar alugar carro se ficar hospedado dentro dos hotéis da Disney e não for a nenhum outro parque (Universal, Sea World) ou fazer compras. Quem fica hospedado nos hotéis da Disney tem transporte direto para os parques. Fora isso, tudo tem que fazer de carro. Nós optamos por ficar em um hotel fora do complexo Disney e alugar carro pra ter flexibilidade. Valeu a pena, porque aluguel de carro é muito barato por lá.

terça-feira, 6 de março de 2012

Disney com duas crianças pequenas parte I

Fotos: arquivo pessoal 
A dúvida era: qual é o momento certo de levar? A Luísa está com quatro anos e meio, na fase da magia, do encantamento, dos contos de fadas, então sabíamos que pra ela seria um momento muito bacana. Mas a Rafaela ainda é bem pequena, um ano e meio, e dá todo aquele trabalho que qualquer criança nessa fase dá.
Não chegamos a pensar na possibilidade de levar uma e deixar a outra, como muitos pais de dois (ou mais) fazem com os filhos menores. Até porque conhecer a Disney era o sonho de infância da minha mãe e, se eu não a levasse para essa viagem, eu não me perdoaria (e ela nunca mais falaria comigo). Sendo assim, nem teria com quem deixar a Rafaela. Portanto, resolvemos ir todos e arriscar.
E deu tudo muito, muito certo. Luísa aproveitou horrores e a Rafaela idem, cada qual da sua maneira. Uma se encantou com os personagens, a outra se divertia com tudo o que via pela frente e voltou parecendo um ano mais malaca velha.
Dá trabalho levar um bebê para a Disney? Dá, lógico que dá. Mas é basicamente o mesmo trabalho que temos aqui com ela (exceto a alimentação, já que fora de casa ela não come tão bem). Ou seja, nenhuma grande surpresa. E com a grande vantagem de apresentar novos estímulos a ela o dia inteiro durante quase 15 dias de viagem. Evidentemente, tínhamos nossas limitações por conta dela, mas o fato de estarmos em três adultos para duas crianças fez com que conseguíssemos sempre nos revezar e aproveitar. Fora que a Luísa já não dá mais trabalho (só de vez em quando tinha seus ataques de manha) e é bem companheira, o que facilita muito. O grande segredo para tudo era: relaxar com a falta de rotina (especialmente alimentação e sono) e fazer as coisas com calma, no ritmo delas. Esta seria uma viagem voltada para elas, portanto já combinamos previamente que só iríamos aos brinquedos de adultos se desse tempo (elegemos apenas um que não poderíamos perder, o simulador do Harry Potter, que havia sido altamente recomendado).
Acho que, de tudo, a única parte realmente chata são os trechos de viagem e o próprio avião. Porque, meu amigo, haja tralha pra carregar: além das crianças ainda tem os carrinhos, as malas, as coisas que precisam ir na mão... Família Trapo total. Deslocar a galera e suas tralhas para fazer o movimento casa-aeroporto-avião-aeroporto-alugueldecarro-hotel e vice-versa várias vezes (porque passamos em Miami primeiro) não é tarefa pra principiante. Fora que a Rafa já está grande pra dormir no colo (ela não paga assento, mas também não leva, ou seja, tem que ficar se virando a noite toda dormir no colo da mamã que também não dorme nadinha). A volta foi pior, porque já estávamos todos mais cansados e querendo chegar logo em casa. Tenho que confessar que passei uns apertos com a Rafa berrando no avião, impaciente porque não queria ficar sentada no colo durante a decolagem (já aprendeu a fazer birra, essa sem-vergonha).

Fora essa parte, que se torna irrelevante perto do restante, a viagem foi absolutamente tranquila. E certamente uma viagem inesquecível. Ver o encantamento de uma filha diante das princesas e dos personagens que ela gosta é algo absolutamente emocionante. Ali naquele lugar realmente você não consegue pensar em mais nada. Logo falo mais.
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segunda-feira, 5 de março de 2012

Sobre os registros

Quando eu estava grávida da Luísa, ganhei  uns três álbuns do bebê, aqueles que servem pra registrar todas as etapas do crescimento e desenvolvimento do bebezico. Era um mais lindo que o outro. Escolhi meu preferido e comecei ali a fazer as anotações, carimbei o pezinho na maternidade e tudo mais. Mas, conforme o tempo foi passando, fui ficando com preguiça de completar. O álbum foi ficando cheio de buracos. E logo ele parou de ser preenchido. Os espaços para fotos, então, acho que nunca preenchi. Preguiça, falta de tempo, desorganização com as fotos. E assim foi. Acho que nem sei mais onde estão guardados.
Além de tudo, vejam bem, praticamente me transformei numa mulher virtual depois da criação do blog e passei a registrar aqui o desenvolvimento das meninas. Não tão didaticamente, porque nunca quis usar o blog para fazer registro de visita ao pediatra.  Mas aqui tem material suficiente para elas se divertirem quando ficarem adultas e forem mães - se é que elas terão paciência, porque ler o conteúdo de anos a fio de publicações quase diárias não vai ser mole. Se elas tomarem coragem, vão encontrar cada pérola registrada aqui que certamente renderá muitas risadas (e uns choros emocionados também).
Mas sabe que hoje me arrependo um pouco de não ter feito isso (os registros mais detalhados), porque com duas filhas, começa a embaralhar tudo na cabeça e fica mais difícil lembrar exatamente com quanto tempo uma falou as primeiras palavras ou quando fez certas coisas pela primeira vez.  Eu me lembro que, quando engravidei, minha mãe me mostrou um caderninho com anotações que me emocionou muito e que acabei usando para comparar com o desenvolvimento das minhas filhas.
A vantagem nesse mundo moderno é que a forma de fazer esses registros está ficando mais fácil e eu resolvi fazer um álbum virtual da Rafinha para guardar as informações que eu não publico aqui no blog pra não encher a paciência de vocês (tipo peso, altura, informações do pediatra) . Também tentei fazer um retroativo da Luísa, mas este vai acabar ficando meio incompleto porque no caso dela está mais difícil de resgatar as informações porque eu não me lembro de tudo.  Adorei a experiência do álbum virtual.
Apesar de eu ainda ser das antigas - prefiro ler o jornal impresso, por exemplo -, eu tenho cada vez mais trocado o papel pelo computador por uma questão simples de praticidade. No virtual fica muito mais organizado (ou pelo menos a bagunça não é física e você não tropeça nela dentro de casa), fica fácil pra colocar as fotos e ainda tem a vantagem do compartilhamento rápido com a família. A minha missão agora é conseguir ter pelo menos o registro dos três primeiros anos da duplinha dinâmica. 

Aproveito esse post pra dar uma dica bacana pra quem também quiser montar um álbum virtual. A JOHNSON'S® babyparceira do Projetinho de Vida, lançou recentemente um aplicativo muito legal para Facebook, o JOHNSON'S® baby Mimo, em que você pode fazer um álbum do bebê virtual personalizado. De graça, o que é melhor. O link é esse aqui.  É bem fácil de fazer, #ficaadica

domingo, 4 de março de 2012

Peraí

Preparando uma série de posts sobre viagem com crianças pequenas para a Disney, me aguardem!!!



(Vocês estão bem? Como passaram de carnaval?)
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