quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Porque vale a pena insistir

Luísa e aquela sua velha preguiça com a natação ainda me matam. Desde pequena, foi algo que sempre me deu trabalho, apesar de ela adorar uma água. Hoje ela já nada bem, conseguimos ficar super tranquilos com ela solta em uma piscina. Mas ainda gostaríamos que ela aprendesse um pouco mais antes de dar a ela a opção de continuar ou não e de repente partir para uma outra atividade.

O primeiro semestre desse ano foi fácil: conseguimos uma vaga no clube em que somos sócios e ela tinha na turma três ou quatro amiguinhos conhecidos. Tudo correu sem problemas, acho que a melhor época de todas desde que ela começou na natação aos dois anos. Mas daí que no meio do ano fui informada que ela teria que mudar de turma porque faria cinco anos em agosto. Um saco. Além de mudar de turma, teria que mudar de horário - única opção possível foi depois da escola, no final da tarde.
E com isso o suplício voltou. As últimas vezes que a levei para a natação foram uma tortura. Ela começava a chorar já logo que saía da escola e assim permanecia até eu conseguir, com muito custo, entregá-la para a professora.
Fator que piorou a coisa: ela faltou duas aulas seguidas. Uma delas porque um dia eu a deixei brincando com a melhor amiga que não poderia ir à festa de aniversário dela; e a segunda falta foi porque os avós paternos tinham acabado de chegar do Rio e ficaria complicado para eu buscá-la. Com isso, evidentemente nas aulas seguintes ela tentou todos os argumentos chorozísticos para que eu não a levasse à natação.

Enfim, andei eu de novo me perguntando se estava fazendo a coisa certa ou se deveria desistir, questionando se eu estava forçando demais. Os professores insistiram que eu continuasse levando, porque depois que entrava na aula, ela gostava e participava de todas as atividades. Mas, comigo, era aquela tortura.

Até que ontem eu tinha um compromisso e, como não poderia levar a Luísa na natação, pedi que a babá fosse com a Rafaela buscar a Luísa na escola e levá-la para a natação.

E o que aconteceu? Nada. Ela ficou ótima, não deu um trabalho pra babá. Primeira coisa que a Luísa falou quando cheguei em casa: "mamãe, hoje eu não chorei pra ir à natação". E ainda  disse pro pai que gosta da natação. Passaram-se cinco minutos e ela já estava choramingando e fazendo manha por uma bobagem qualquer.

Em suma, vou sumir por um mês. Acho que tudo vai funcionar muito melhor por aqui. O problema, na verdade, é a mãe.

10 comentários:

Anônimo disse...

Sei bem o que é isso.. por aqui tenho um filho de 2 anos e meio, estou grávida de 35 semanas, essa madrugada não durmi porque filho ficou acordado de 2 às 5 da manhã, acordei acabada, inchada, desanimada, com sono, eu não trabalho e filho vai pra escola à tarde, hj chorou que não queria ir de jeito nenhum e o pai permitiu que não fosse, e foi trabalhar! Palmas pra ele! E eu fiquei aqui, cuidando do filho, sem durmir, sem descansar, aguentando birra por tédio enquanto o pai que trabalha demais se sente péssimo de dizer não e ser firme com ele! Queria sumir 1 mês tbm pra ver como as coisas iam ficar...
Tássia

MH disse...

Ah, mãe atrai manha... Comigo também é sempre pior... Até pra comer, pede pra mamãe colocar a mesa do cadeirão, mamãe sentar no banquinho, aí começa a manha. Tenho deixado a empregada dar o almoço, come tudo e dá risada. É só comigo... Mas faz parte né? Com a mamãe elas se sentem seguras pra testar os limites... Haja! Existe, será, a tal Santa Maria dos Escândalos Infantis?

Camila Bandeira disse...

Nossa, me identifiquei... A Gabi sempre dá mais trabalho comigo... choro, manha, birra. Agora com os outros, uma maravilha. Bora viajar juntas, passamos um mês na Europa?!

Paloma Varón disse...

Sei bem como é isso. A Ciça tem destas, de não querer fazer nada e a manha é toda para cima de mim. Mas, quando vai, adora, quer ficar mais, não quer sair. Agora, ela está sem querer fazer qualquer atividade extra em esloveno. Eu entendo, uma língua que ela não entende direito nem fala ainda. Mas eu também acho natação importantíssimo e, embora ela já saiba nadar, não tem técnica ainda e aqui tem pouquíssimas chances de treinar. Só num curso mesmo. Estou pensando em matriculá-la num curso com outras amigas, que falam esloveno e francês e podem ajudá-la. Ela já disse que só faz se for em francês, mas em francês não tem. E eu fico na dúvida porque sei que vai ser este suplício semanal e, para piorar, o curso e no frio e instável outono. Ou seja, não consigo decidir. Mas acho importante, sim, para mim, natação é questão de sobrevivência e eu sei que ela adora, mas vai ser difícil nos primeiros dias (se não em todos).
Beijos


Guaraciaba disse...

Aqui em casa passo pela mesma situação...terça e quinta que é dia de natação eu já acordo desanimada pensando na conversa toda que tenho que ter antes da aula...Haja paciência!! Ano passado (A Clara tinha 2 anos) tentamos, e foi um mês inteiro chorando, este ano começamos as aulas em fevereiro e o 1º semestre inteiro foi aquele sofrimento, quando ela já estava se acostumando, chegou o frio e a gripe e ela precisou faltar 2 semanas seguidas..depois vieram as férias, viajamos, e quando retomamos as aulas em agosto começou tudo de novo!!! Haja paciência! Mas continuamos insistindo, pois sem dúvida que é super importante aprender a nadar! Eu já combinei com ela, depois que aprender, pode fazer outro esporte...Como a Bruna ainda é muito pequena, é difícil a moça que trabalha comigo levar as duas, mas vou ver o que podemos fazer...talvez a solução seja mesmo eu dar um tempo!! Um beijão para você e para as meninas

Brechó Jú e Nanda disse...

Roberta,

comigo acontece algo bem parecido, tenho uma filha 03 anos e meio, qu comigo faz birra e choraminga o tempo todo, e quando está com o pai (somos separados) tá sempre de boa...ao meu lado só quer colo. Tem dias que eu quero sumir, pois me sinto péssima mãe, felizmente acabo entendendo que isso não é verdade, mas esse comportamento acaba tornando nossa rotina pesada...não sei oq fazer, me esforço para dar o máximo possivel de atenção, mas parece que nada funciona!

Thati Teixeira disse...

Ai Roberta também chego a essa conclusão viu, o negocio é ir passear e voltar na hora do boa noite mãe. Enlouquecem a gente, e nos deixa com mil pensamentos de incertezas, mas se não estamos presentes tudo corre muito bem, vai entender!

Lia Vasconcelos disse...

Hahaha, o problema é sempre a mãe! Durmamos com um barulho desses!

Lia Vasconcelos disse...

Hahaha, sempre a culpa é da mãe, né? Duma-se com um barulho desses!

(Mamãe) ~Pinel disse...

É SEMPRE A MÃE! hahahahahaha