quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Nossa árvore genealógica


“Nasci em Sorbano de Giudice, província de Lucca (Itália) no dia 26 de novembro de 1886, sendo o mais velho dos sete filhos. Fiz curso primário em Lucca e trabalhei, ajudando meu pai na lavoura. Quando estava com 22 anos, meu tio Umberto Lippi, que já morava em São Roque, no Brasil, convidou-me para vir trabalhar aqui com ele. Decidi aceitar o convite. Parti do porto de Gênova com destino ao Brasil, no transatlântico Úmbria, que tinha 1ª, 2ª e 3ª classes, trazendo a bordo 1.800 passageiros. Fizemos o percurso até Santos em 16 dias”.

Assim começa a história da minha família, por parte de mãe, narrada pelo meu bisavô Enrico em uma das vezes que esteve internado em um hospital, anos antes do seu falecimento em 1979. Depois de estabelecido aqui no Brasil, em uma rompante saudade da Itália, meu bisavô voltou ao seu país de origem para visitar a família e foi nesta viagem que conheceu Anunziata, minha nona. Em poucos meses, eles ficaram noivos e logo ela viria ao Brasil para se casar com ele. Daí nasceram meu avô Lélio e seus outros quatro irmãos.

Eu ando à procura de histórias da minha família na tentativa de escrever um livro. E neste final de semana, em que meu desafio era fazer a árvore genealógica da família, fui resgatar com a minha mãe um material produzido por uma tia que contava um pouco a trajetória dos Lippi no Brasil. Minha família tem uma história linda e foi uma delícia resgatar um pouco dela com a Luísa. Li para ela o depoimento do meu bisavô e depois começamos a desenhar a árvore genealógica da nossa nova família, fazendo também a ligação com a família do meu marido. Para completar o lado de lá, ela ligou inclusive para o avô paterno para perguntar os nomes dos pais dele e da avó. Foi um exercício muito interessante para minha filha entender as relações familiares e também conhecer um pouco mais de onde a gente vem.

Recomendo muito esse exercício para quem tem crianças, especialmente as maiores de quatro anos que já compreendem um pouco melhor essas coisas. Infelizmente as pessoas conhecem muito pouco da sua própria história, não é verdade? 




*#Desafio 13 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

9 comentários:

Danielle Lima disse...

Esse é um exercício bacana mesmo, mas acho que vai ser mais dificil fazer com a minha filha um dia, pois nem sei onde começar! :D
Encontrei seu blog e tenho lido sempre, já refleti muito sobre seus posts...Aí pensei em fazer o meu..comecei semana passada.
Obrigada!
Beijos!

Mariliz disse...

Tô achando que seu bisavô veio no mesmo navio que os meus bisavós!!! Minha tia fez a árvore genealógica, e isso resultou em 2 livros enormes, vou dar uma olhada no nome do navio lá e te confirmo depois!!!

Porque tá batendo o ano, e o nome do navio não me é estranho...

Beijos

Carolina disse...

MIssão impossível na minha família! Meu pai já faleceu e eu não sei nem quando nem porque ele veio pro Brasil, só sei que veio de Taiwan... e meus avós só falam chinês e eu nem sei do paradeiro deles, e meus tios, também não sei onde vivem, alguns nem sei o nome! Por parte de mãe, nem minha própria mãe sabe me afirmar quantos irmão ela tem, é algo entre 15 e 18! Vindos do meio do Rio Grande do Norte. Nomes de tios, só sei de 3! Minha vó é carrancuda e não fala com ninguém, meu vô já faleceu! rs... na real eu gosto da minha história particular não vinculada a outras, a não ser as que eu escolhi pra fazerem parte da minha, mesmo aos mais próximos, eu mesma não tenho grandes relações, falo com meu irmão 3x por ano e nunca com a minha mãe.... minha história começa em mim mesma.

Dadinha disse...

Ora ai está uma ideia fantástica!
Deixa só dizer-te que adoro a tua terra natal: Italia. Felizmente já estive lá por diversas vezes em férias sempre em sitios diferentes mas todos adoraveis. Ainda no mês passado estive em Bressanone (Alpes) adorei, despertou-me o interesse o facto de ser uma cidade italiana onde se fala alemão e os italianos mais pareciam alemão. Foi divertido e ao mesmo tempo estranho, questionava-me o tempo todo: Estou em Italia? Estou na Alemanha? :)
Bj

Roberta Lippi disse...

Dadinha você é portuguesa?

Ivana Luckesi disse...

Que bacana Roberta, linda história. Fiquei inspirada para fazer o mesmo com as crianças aqui :)

O bisavô de meu marido também era de Lucca, e recentemente meu sogro visitou a cidade e ficou encantado e também emocionado por reviver um pouco da história de sua família...

bjos!

karen disse...

Que legal! Adorei a história por dois motivos: um que visitei Lucca em maio deste ano (até postei lá no meu blog, se quiser ver a cidade dê uma olhadinha rsrsrs) e outra que adoro geneaelogia. Também pesquiso um pouco as minhas raízes no site do myheritage (tem em português também). Dá pra montar uma árvore legal e o resultado fica bem melhor que na folha do caderno, hehehehe, dá para imprimir depois e pesquisar por mais familiares.
Beijo!

Dali disse...

Puxa que coisa bacana!
Estou achando esses 100 desafios antes que seus filhos cresçam geniais!
Adorei esse, é maravilhoso!
Bjs!

Inês disse...

Rô, o pai do meu marido é de Lucca e vai todos os anos para lá em maio. A Valentina tem vários postais lindos que ele manda de lá, ela adora. Adorei saber ! beijos