quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Crise dos cinco - universitários, me ajudem

Estou tentando entender o que está se passando com a Luísa nesta passagem dos quatro para cinco anos.
De repente ela começou a me testar em um nível nunca apresentado antes.
Não me obedece mais, responde, quer argumentar pra tudo, faz bico e cruza os braços. E tem protagonizado os piores escândalos EVER, gritando e se debatendo descontroladamente.

Estou tentando respirar fundo para não perder as estribeiras. Já me peguei gritando e entrando num combate que não deveria, mas está muito difícil de controlar. Quando seu filho de dois ou três anos faz birra, você sabe que essa fase é normal, que ele está te testando e não sabe se expressar direito. Mas uma criança de cinco, supostamente, já passou dessa faz tempo. Já entende, sabe conversar. Tenho muito mais dificuldade de lidar com esses surtos agora do que quando ela tinha três anos. Eu antes conseguia não gritar, mantinha o controle. Agora não estou conseguindo, fico com raiva, estou super sem paciência com ela.
Ah, sim, ela tem irmã que está numa fase super deliciosa e engraçada aos dois anos - mas ainda assim não consigo ver que isso seja a justificativa para essa rebeldia toda inesperada. (Detalhe: é só com a gente, na escola está tudo absolutamente normal).

Fico tentando avaliar qual deveria ser minha postura com ela nessa fase e especialmente nos momentos críticos. Há momentos em que é possível você deixar a criança no quarto dela gritando e se descabelando até que ela se acalme. Mas não é sempre que dá pra fazer isso - ou porque está na hora da escola, ou porque está fora de casa, ou qualquer outro motivo.
Quando ela está bem, eu converso, explico. Ela aparentemente entende e fica numa boa até ser contrariada mais uma vez. Sei que isso está me desgastando absurdamente nos últimos dias.

Universitários, alguma dica, por favor?


20 comentários:

Chris Ferreira disse...

Oi Roberta,
Eu já passei por muitas fases aqui e sei que ainda vou passar por outras tantas. Alías tem crise até dos 30 e 40, né? E olha que mesmo nessa idade, algumas vezes, as mães sofrem os reflexos das crises dos filhos.
Bom a Sofia passou por isso e na época eu procurei a psicóloga que disse que o mais importante é observar os limites dos escândalos. No meu caso, a Sofia só fazi os escândalos, nessa idade, em casa. Não fazia na rua, nem na frente de outras pessoas. O que significava que ela tinha limite, tinha noção do que estava fazendo e vergonha. Quando a criança, nessa idade, perde esse limite e começa a fazer em outros locais aí sim seria de preocupar mais. Que era importante segurar esse limite e não deixar a Sofia aumentar a área de atuação. O palco dela seria só em casa. kkkk.
Eu entendo perfeitamente porque eu também não sabia lidar com isso, me via gritando e com a Sofia isso não funcionava, pelo contrário, só piorava. Sei que é difícil em muitas situações, mas com a Sofia o melhor era manter o controle, pelo menos op controle externo (porque por dentro ficava no bagaço), falava serena, cada vez mais baixo, deixava ela se descabelar e não voltava atrás. Depois que passava eu conversava co ela e percebia a vergonha dela. Uma vez a Sofia chegou a me pedir: - Mãe me ajuda porque eu não estou conseguindo me controlar. Nossa, fiquei no maior desespero, muito preocupada. Mas com o tempo foi melhorando. E vou te falar, ainda rolam um ataques (a Sofia está com 7 anos), mas muito eventuais e mais curtos.
O importante na época e foi orientação da psicólocga foi observar o que desencadeava os ataques. Uma qualquer contrariedade ou quando essa contrariedade era acompanhada de alguma condição. No meu caso a maioria acontecia perto do jantar e quando a Ana Luiza (irmã mais velha) ficava irritada com a Sofia por não respeitar o banheiro e o quarto dela. A irritação da Ana Luiza minava a Sofia. Começamos a antecipar o horário do jantar. Antes elas chegavam da escola tomavam banho e depois jantavam. Isso gerava disputa de quem iria usar o banheiro primeiro e coisa e tal. Mudamos a dinâmica, elas chegam da escola, lavam as mãos e jantam. A mesa já tem que estar posta quando elas entram em casa. Colocamos regras de respeito ao uso do banheiro e do quarto.
Só te digo o seguinte, vai passar e quanto mais a gente manter a calma e observa, mais fácil é de encontrar o caminho para melhorar a situação.
Beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Nine disse...

Oi, Roberta! Eu passo tudo isso com minha filha de 3 anos, e depois que o irmão caçula nasceu. Imagino que a linguagem com uma criança de 5 anos seja mais fácil, mas não creio que as reações sejam tão diferentes assim. Aos 3 ou aos 5 eles ainda são pura emoção, creio, e não conseguem se expressar e compreender diversas situações.
Aqui em casa rola como aí: tento me controlar para não gritar, nem sempre consigo, converso muito, tiro regalias quando a coisa passa dos limites impostos por mim e pelo pai. Melhora um pouco para piorar em seguida. E sabe? Acho que é isso mesmo...depois dos filhos estaremos sempre envolvidos nessas crises, educar não é fácil, conviver não é fácil. Nós adultos temos nossos momentos de instabilidade, mas sabemos buscar compensações, já as crianças não sabem. Então explodem na primeira contrariada que levam. A minha filha não pode receber um não, o mundo cai! Eu converso, explico, ela chora, grita, me desafia, eu a mando para o quarto até que se acalme, porque ninguém merece piti a toda hora no meio da sala, da cozinha...depois conversamos novamente, ela diz que está mais calma, pede desculpas e seguimos...até a próxima crise, hehe. Não sei se ajudei, mas me solidarizo com asituação!
Abraços!
Nine

Julia Costa disse...

Oi, Roberta! Ainda não passei por isso com meu filho, que tem oito meses. Mas estava bem próxima dos meus primos que na época o menino tinha 5 e a menina 2, quando isso aconteceu com eles. Meu primo, de uma hora para outra, virou uma criança mal educada! Mas a gente sabia que não era questão de educação. Os pais estavam sempre presentes, faziam seu papel, eram firmes. Ele que mudou. A única coisa que meus tios fizeram foi continuar dando limites a ele. Brigando, mostrando os erros etc. Passou um ano e ele foi voltando ao "normal". rs Com a gente - primos, tios etc. - ele era um fofo como sempre. Com os pais que era rebelde. Mas a fase passou! Só para vc saber. ;)

Roberta Lippi disse...

Meninas, obrigada. Estão me ajudando muito. Preciso me equilibrar pra suportar essa fase e continuar impondo os limites necessários. Beijos

Danielle Lima disse...

Gostaria muito de ajudar, mas a minha filhota tá na fase gostosa de 1 ano e meio, mesmo ainda com muito gênio e algumas birras também.
Espero que você tenha muita paciência e resiliência nesta fase, pois nós mães somos seres acima de tudo resilientes e aprendemos e nos adaptamos a cada dia de uma maneira surpreendente. Beijos!

Fê!!! disse...

Sinto muito, já tentei de tudo com meu filho, olha que estudei psicologia hein, acho que nestes momentos vale continuar ignorando e aplicar o castigo depois que a crise passar, como ela tem 5 anos vai entender bem que o castigo foi imposto pelo comportamento emitido anteriormente.

Nem brinca que esta história não vai acabar!Esta crise dos 4 está me levando a loucura!...Achei que perto dos 5 ele me daria um pouquinho de sossego!

Anônimo disse...

Olá!!!
Sei que devo ser a milésima pessoa a escrever isso mas ESTOU ENCANTADA com seu blog... Delicia de ler, comecei ontem a noite e hj qdo acordei não resisti.
Parabéns!!!!
Dani Strobel
Mãe do Joaquim de 4 anos

Roberta Lippi disse...

Oi, Dani, querida, que delícia de comentário!! A casa é sua, comente sempre que eu adoro!!! Beijo grande pra você e para o Joaquim!!

Dadinha disse...

Olá Roberta faz muito tempo que não te visito, para pena minha. espero voltar mais vezes.
Sabes tenho um filho com cinco anos e ele sempre foi um menino encantador mas muito agitado (comigo, no colégio não) mas o mes de junho e julho foram um terror. Para alegria minha e para a minha sanidade mental desde a semana passada que ele se acalmou. Ele reclamava de tudo e de todos, exigia a atenção a todo o tempo, tudo piorava quando eu estava ocupada com alguma tarefa ou encontrava alguem na rua e parava para conversar. Eu tentei de tudo e andava tão descontrolada que dava comigo aos berros e ele a pedir para eu não berrar. A forma que melhor resulta com ele é oferecer-lhe medalhas de bom comportamento, muitos beijos (que teve sempre). Estamos a viver tempos mais calmos espero que continue assim.
Vais ver que contigo a calma tb vai chegar.
Beijinho

Fe Piovezani disse...

Ai Rô, não sou universitária, porém a coisa tá do mesmo jeito aqui. Detalhe: de quatro para cinco. Deve ser normal então, né? Vi a minha Luísa no seu post. Responde, desobedece, faz birra e na escola, encontra-se uma santa, amiga, carinhosa.....
E te entendo perfeitamente (e me consolo com isso) quando você diz que é difícil se controlar, difícil não gritar. Duro qd vc deita a cabeça no travesseiro e se culpa até a morte...e fica com saudades da "maleducadinha", e acredita que vc exagerou..mas no dia seguinte, tudo se repete. Ai! É fase! Acho que temos que respirar duas vezes mais do que respirávamos antes, pq não adianta gritar. Isso mostra agressividade, raiva, e acredito que só piora!!
beijos, boa sorte e se descobrir a cura, please, lembre-se de mim aqui! haha..

nhirla disse...

Caramba...Ainda hoje pensei em pesquisar se havia crise dos five! Aqui tb... e detalhe, agora esta MUITO dengosa e MUITO ciumenta da irma de 03 anos...a ponto de beliscar, empurrar a irma...coisa que ela NUNCA tinha feito. Ta dificil controlar tb.....Jesus acode!

Camila Bandeira disse...

Ai, essa profissão de mãe, não regulamentada, sem formação universitária, sem pós, mestrado, doutorado.. tudo vai se aprendendo na prática mesmo... Gabi vai fazer cinco em setembro, está igualzinha... Também me pego gritando como não gostaria, perdendo a paciência como não deveria.. Acho que só nos resta mesmo ter paciência! E amor... Beijão

Gleice disse...

Oi Roberta!
Eu tenho um filho de 1 ano e 9 meses que vem sofrendo a crise dos 2 anos.
Aí eu perguntei pra uma colega de trabalho, que tem filhos na casa dos 10 anos, se a crise dos 2 anos ia do primeiro ano ao segundo, se era dos 2 anos aos 3 ou se era dos 2 aos 18!

Ela disse que era dos 2 aos 18! srsrsrsrsr
Acho que a Luísa tá nessa fase ainda!
Boa sorte.
bjos.

Renata disse...

Ai Ro, ta igualzinho por aqui...e eu tenho gritado muito com ele, depois me culpo...mas na hora me descontrolo mesmo.
Tb não estou sabendo direito como agir...eu espero pra conversar quando ele está calmo, aí explico, converso e ele entende tudo e pede desculpas...mas pouco tempo depois faz tudo de novo...
Caos.
Cansa, né? Tem me deixado tão desgastada, cansada, triste...
Só desabafei e não ajudei nadinha....rs
beijo

Mônica Japiassú disse...

Oi, Rô!
Você conhece os métodos do cantinho da disciplina e do quadro do incentivo, que a Super Nanny costuma fazer nas casas que visita?

Eu usei com a Amanda (que hoje tem 7 anos) e uso atualmente com a Letícia, que tem 3 anos e meio.

Aqui em casa dá muito certo! Mas tem que usar os 2 métodos associados, ou, pelo menos, o quadro do incentivo, para a criança ir ganhando (ou perdendo) diariamente, de acordo com seu comportamento.

Aqui em casa usamos uma flor com 9 pétalas. A cada dia que a Letícia passa sem ir para o cantinho da disciplina (ou seja, obedecendo todas as regras de casa - que ficam coladas na parede), ela coloca uma pétala na flor. Quando completa as 9 pétalas, ganha um presente - que pode ser um passeio, um brinquedo, um livro, um álbum de figurinhas, o direito de dormir na casa da vovó etc.

Recomendo! :)

B-jim!
www.jbsilva2.com.br

Meriene Zamprogno disse...

não posso ajudar tanto por que o meu pequeno tem apenas 2 meses e meio, mas sei que essas fases passam, acho que iria me descabelar tanto quanto voce, mas acredito que as crianças façam isso pra chamar atenção mesmo, é a idade onde eles estão tentando se afirmar e por isso ás vezes contrariam só pra ser do contra e ter uma independencia que eles nao podem ter ainda, desejo sorte e muita paciencia =)

Sam disse...

Olá, querida Roberta!
Reforço o comentário da Monica. A super nanny realmente nos inspirou com o caminho do castigo também. E tem mais, castigo não eh só em casa não. Deu escândalo e esta desobediente no clube? Castigo. No parque? Castigo. A super Nanny recomenda tantos minutos qto a idade da criança. Se ela tem 5 anos, então 5 minutinhos de castigo. Só não vale ser no quarto ou perto de qq brinquedo. A idéia eh que seja um continuo chato mesmo, sem nada para fazer. Colocamos o alarme do telefone e ele sabe direitinho qdo acaba. Aí conversamos sobre por que ele ficou de castigo. Então ele tem que pedir desculpa e pronto, seguimos em frente. (e qdo no final diz que nO vai pedir desculpa, mais um castigo então - até acalmar e entender que esse tipo de comportamento não será tolerado).
Cara, juro, funciona melhor do que qualquer berro!
Boa sorte!!!

Inês disse...

Putz Rô, passo isso quase que diariamente com a Valentina que completará os 5 em novembro. Ela grita de me enlouquecer e eu penso que os vizinhos devem imaginar que eu a espanco tamanhos gritos que ela dá quando é contrariada. Confesso que também ando sem a mínima paciência e me pego gritando ainda mais alto, tipo hospício mesmo :o( depois entro em crise e me sinto péssima mãe....ai. só espero que ela volte a ser doce como sempre foi, porque está punk RÔ !
beijos
Inês

Inês disse...

Putz Rô, passo isso quase que diariamente com a Valentina que completará os 5 em novembro. Ela grita de me enlouquecer e eu penso que os vizinhos devem imaginar que eu a espanco tamanhos gritos que ela dá quando é contrariada. Confesso que também ando sem a mínima paciência e me pego gritando ainda mais alto, tipo hospício mesmo :o( depois entro em crise e me sinto péssima mãe....ai. só espero que ela volte a ser doce como sempre foi, porque está punk RÔ !
beijos
Inês

(Mamãe) ~Pinel disse...

Aiaiai... vejo só o que me espera!
Eu é que estou precisando de dicas, porque os terrible two estão chegando com tudo aqui em casa!

Boa sorte com a Luísa!