quarta-feira, 2 de maio de 2012

Como lidar com o desgrude?

Luísa nunca foi daquelas crianças que se jogam em clubinhos infantis nos hotéis. Desde sempre, a opção dela era ficar com a gente - ou, muitas vezes, queria ficar no clubinho mas sempre comigo ou com o pai. Se contratássemos uma babá no hotel pra ficar com ela em alguns momentos, tudo bem, ela até ficava. Mas sempre precisou de um adulto só pra ela.
Por um lado isso é bom, porque sempre curtimos juntos as nossas viagens. Acho importante. Mas, por outro lado, às vezes chegava a ser cansativo, porque ela não conseguia dar um passo sem estar grudada na gente. Quantas vezes fui a única mãe sentada num canto olhando ela e as crianças brincarem com os monitores, morrendo de vontade de dar uma caminhada ou namorar um pouquinho o marido. Tentava de todo jeito "empurrá-la" pra ficar um pouco sozinha, pra tentar ver se ela ficava um pouco mais independente, mas isso só me irritava ainda mais.

E aí a gente vai descobrindo que, de fato, cada coisa tem seu tempo. Neste feriado, fomos curtir uma chuvinha e um friozinho na praia e, pela primeira vez, de uma forma natural, Luísa se emancipou. Como o tempo não permitia que aproveitássemos a praia ou a piscina, a maior atração para as meninas era mesmo a brinquedoteca do hotel, que tinha atividades com monitores e um monte de brinquedos pra elas se esbaldarem. Como estávamos com a Rafaela, eu evidentemente fiquei por ali com elas a maior parte do tempo, mas a Luísa já não me dava mais bola, não se mostrava insegura. Eu não estava mais ali por ela, apenas pela pequena. Lógico que ela curtia a companhia, gostava que eu participasse de algumas brincadeiras. Mas de uma forma diferente. Pediu, por exemplo, pra almoçar sozinha com as crianças do clubinho.

À noite, dávamos o jantar para as duas no clubinho e ela ficava com os monitores pra eu e o Luiz jantarmos (antes dávamos uma voltinha com a Rafa pra ela dormir, assim conseguíamos jantar sossegados e conversar um pouco). Numa dessas noites, a Luísa chegou a falar:

- Mamãe, você pode ir jantar com o papai hoje de novo que eu fico aqui no clubinho, tá? Se quiser, pode aproveitar e dar uma passeadinha com o papai.

Acho que já estou começando a sentir saudades dos tempos em que ela não queria se desgrudar de mim.

11 comentários:

Mãe de três disse...

Eu sempre tive grudes e até hoje ainda são grudados, sabe que nem consigo imaginar o dia que um deles preferir ficar longe, esse feriado os maiores foram passar a tarde na casa da vó, ai que saudade de ficar 4 horas longe, o bom que ainda tenho a pequena!!!Bjks

Carol Garcia disse...

isaac é como a Lu. um grudinho.

sei que vou sentir falta, mas sofro em vê-lo longe das outras crianças.

bjocas nas bonecas

Lia Vasconcelos disse...

Ai, ai, ai...a gente nunca está satisfeita!! Bjs

Dani disse...

hahahahahaha

imagino que deve ser assim mesmo... uma hora queremos namorar, conversar com o marido, tomar uma caipirinha... e quando isso acontece, queremos, só por uns minutinhos, que elas fiquem bebês para sempre. Mas só uns minutos. Não tem jeito, elas crescem. E a gente aproveita para crescer junto, né?

Delícia de texto!

Beijos!

Andrea Couto disse...

É sempre um dilema mesmo.

Mari Mari disse...

o meu mais velho nao é grudado, mas a pequena, santo deus! e agora, com o irmao indo pra escola, ela ta mais grudada em mim, um horror! espero que ela grude no irmao quando ele nascer, porque eu nao vou dar conta de dois chicletes no meu pe!

Mas um dia eles desgarram. ou nao?!

Taisa Albini De Assis disse...

Ai que delícia...
A Helena ainda é totalmente dependente, tem 16 meses..
Sinto falta desses momentos casal..
Por enquanto só temos momentos família... :)
O jeito é aproveitar, porque depois da saudade né?!!

Bjs.....

Dani Garbellini disse...

Roberta, senti um alívio e tristeza de ler seu post de hoje!
Arthur também é do tipo grudento. E sempre fico com a impressão que faço algo de errado ao vê-lo agir diferente das outras crianças que ficam lá, brincando.
Enfim, que alívio saber que outras crianças são assim e que vai passar. E que apertinho no coração saber que vai passar e deixar saudade.

Beijos



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(Mamãe) ~Pinel disse...

Hahahaha!!!
O tempo tarda mas não falha! =D

Patrícia Boudakian disse...

mãe é um bicho doido mesmo, né, Ro? mas super te entendo, viu?

beijos

Mina disse...

Eu também passei por esta situação, era a única mãe junto com a criança numa ala só dos pequenos, demorou bastante mas como você disse, naturalmente a criança vai se soltando e sentindo a própria segurança, tudo isso graças à esta atitude que tomamos de estar junto quando elas precisaram. Dá saudade sim, a minha agora está com 8 anos.
beijos!