quinta-feira, 31 de maio de 2012

A árvore e a régua do crescimento



Sempre achei bacana essa história de marcar a altura da criança na parede. Mas nunca me animei a comprar essas girafinhas e outras réguas do crescimento prontas que a gente vê por aí em lojas de decoração de quarto infantil. E, com tantas outras coisas pra fazer e pensar, entre elas pregar na parede um quadro de fotos das meninas que está pronto atrás da porta há meses, acabei não fazendo nada. 
Mas daí que esse era exatamente o desafio que recebi esta semana: fazer a marcação de altura das meninas na parede, daquele jeito tradicional como manda o figurino. E eu, como uma pessoa que adora desafios e adora o tradicional, pulei a missão de pregar o quadro de fotos e passei direto para essa tarefa.  A Luísa ficou tão empolgada com a ideia que uma coisa tão simples acabou se tornando um momento super bacana com as meninas.  Comecei com aquela marcação clássica: lápis preto na parede. Ou melhor, escolhi como local da medição a porta do quarto da Luísa, do lado de dentro. Como a régua seria feita à mão, não quis correr o risco de estragar a decoração do quarto. Botei a Luísa encostada, a Rafaela ao lado dela, e marquei a altura das duas.  Coloquei o nome de cada uma, a data e a idade. Nesta foto não está a altura, que acabei medindo direito e colocando depois. 

 Luísa ficou absolutamente empolgada, foi até engraçado. Desde o dia anterior ela estava me cobrando que queria se medir. Quis vestir uma roupa bonita pra tirar foto.
Depois das marcações, fotografei as duas lado a lado.
Missão cumprida.
Mas... peraí. Tive uma ideia. Ou melhor, minha cabeça começou a ter muitas ideias.  E aquele marcadorzinho legal na porta vai se tornar parecido com isso aqui muito em breve, se a minha coordenação motora  e a capacidade artística permitirem (em último caso, peço ajuda para a minha mãe):



A cada ano, a ideia é colocar no tronco da árvore a foto das duas juntas.

Eu e Luísa vamos pintar na porta uma árvore bem grande e, nas laterais, as marcações de centimetragem. Uma vez por ano, no aniversário delas (as duas fazem no mesmo mês), vamos tirar essa mesma foto das duas lado a lado. E, a cada ano, vamos acrescentando as fotos no tronco da árvore, até a Luísa completar 15 anos.  Vai ou não vai ficar o máximo?


*Esse texto faz parte do desafio “100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando às quintas-feiras ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae  @dica_de_mae e @cozinhapequena #desafio 2 cápsula do tempo

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Carta a uma mãe viajante


Ela ditou. A babá escreveu. Ela copiou. E eu vou viajar sem elas em breve. E eu choro ao ver uma coisa assim tão querida.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A Alice, o coelho e a cápsula do tempo

A narrativa do livro Alice no País das Maravilhas resume de certa forma o que o tempo faz com a gente, especialmente depois que temos filhos: assim como o coelho do livro, parece que vivemos em uma eterna corrida contra o tempo. A rotina nos consome, muitas ações correm em automático e as crianças... ah, como elas crescem rápido demais! E quando paramos pra prestar atenção, tomamos aquele susto: caramba, como o tempo está voando!

De repente, você recebe um desafio: construir uma cápsula do tempo com a sua família. Inicialmente fica reflexivo: mas o que isso realmente poderá agregar nesse mundo em que a informação corre tão rapidamente nas veias da tecnologia? Afinal, originalmente as cápsulas do tempo eram recipientes que armazenavam objetos ou informações que pudessem ser encontrados por gerações futuras. Hoje em dia, essa finalidade não faz mais tanto sentido. Ainda mais para quem tem um blog.

Mas depois fiquei pensando:  que exercício fantástico para ser praticado em família! Especialmente porque, mais do que informações históricas, essa cápsula do tempo pode carregar sentimentos, expectativas, sonhos. Pode não ter nenhuma importância para um historiador, mas pode representar momentos muito especiais para uma família.

Imediatamente, convoquei a turma de casa e começamos a planejar a nossa própria cápsula do tempo.  A primeira decisão: em quanto tempo ela será aberta? 10 anos foi o consenso. E mãos à obra. Tudo começou pela parte externa, para que ela pudesse limitar o espaço em que depositaríamos nossas cartas, ou desejos, ou sabe-se lá o que colocaríamos ali. Encontramos um recipiente perfeito: uma embalagem de chocolates que ganhamos na Páscoa que tem o formato de uma cápsula oval. Tiramos o rótulo e Luísa foi incumbida de pintá-la.

A delícia do momento começou ali: primeiro com a curtição da pintura, devidamente acompanhada – e atrapalhada (hehe) – pela Rafaela.  Depois, com o resultado: um desenho lindo que a Luísa fez da nossa própria família: um sol, nuvens brancas e nós quatro desenhados: ela, eu, Luiz e Rafaela.

Depois, sentamos todos juntos e começamos a pensar no que colocar ali. Cada um poderia por o que quisesse. Eu e meu marido resolvemos escrever, já a Luísa quis colocar dentro uma foto de nós quatro e um desenho feito por ela. A Rafa, no auge dos seus 1 ano e 8 meses, também participou e fez a sua parte: tentou tirar tudo de dentro.


Não vou dizer aqui o que foi escrito naqueles particulares textos.  Afinal, não faz sentido eu ter esse registro aqui no blog – acho que o conteúdo tem que estar unicamente dentro da cápsula do tempo. Posso adiantar que eu fiz uma carta mais emocional,  enquanto meu marido fez um texto mais prático tentando imaginar como estará o mundo daqui a 10 anos.  Luísa fez outro desenho da família, bem colorido e cheio de corações. Ela ainda não sabe escrever e ainda está aprendendo a se expressar, mas esse desenho lindo me faz enxergar que ela é uma criança feliz e que tem na união da família sua maior referência.

Se daqui a dez anos, quando abrirmos essa cápsula, a família ainda for a principal referência para as minhas filhas então adolescentes, terei certeza que, mesmo o tempo tendo passado tão rápido, ele terá sido muito, mas muito bem vivido. E que cada esforço, cada culpa, cada dificuldade que ainda sei que iremos passar, terá valido a pena.

Faça esse exercício na sua casa. Construa uma cápsula do tempo com os seus filhos. Quando ela for aberta, certamente será um achado de grande valor histórico para a sua família.

*Esse texto faz parte do desafio “100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando às quintas-feiras ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae  @dica_de_mae e @cozinhapequena



segunda-feira, 21 de maio de 2012

São Paulo com crianças

São Paulo é uma cidade que assusta por sua grandeza. Eu mesma me assustava. Morava no interior quando decidi fazer faculdade e, mesmo sabendo que os melhores cursos de jornalismo estavam na capital, preferi fazer meu curso em Campinas em vez de me aventurar a morar nessa cidade tão enorme com meus áureos 17 anos, inocente de tudo. Mas chega uma hora em que o destino e as oportunidades profissionais acabam mudando nossos rumos. E, quando eu vi, estava trabalhando em São Paulo. Depois de muitos meses aguentando um fretado de Campinas à capital diariamente, resolvi me mudar de vez. E nisso já se foram exatos 15 anos. Abafa essa parte e não faça contas da minha idade, por favor.
Mas sei que, com o tempo, me apaixonei por São Paulo. E agora já vivo nessa cidade há mais tempo do que morei em qualquer outra na minha infância e adolescência.

São Paulo é uma cidade cruel para as crianças crescerem, não há como mentir. Eu, que passei a infância morando em uma chácara, brincando na rua, temia ter filhos criados em apartamento. E infelizmente, essa é a nossa realidade hoje. As meninas passam mais tempo brincando em casa ou no playground do prédio do que em qualquer outro lugar. Também temo pela violência, pela insegurança, pela certa impessoalidade.

Mas, por outro lado, se focarmos no lado bom da vida, São Paulo também pode ser uma cidade incrível de ofertas para as crianças. Cultura, lazer, gastronomia... Tem programas de todos os tipos, para todos os gostos, de todos os preços. Vai dizer que não é um privilégio fazer um  piquenique no Jardim Botânico como esse aqui, ou ter tantas opções de peças de teatro infantil ocorrendo na cidade em um mesmo final de semana?

E eu, que achava que já tinha pelo menos ouvido falar de tudo o que a cidade oferece de bom para crianças, não me canso de me surpreender. Descobri um monte de novidades esta semana no guia de bolso "São Paulo com Crianças", da querida jornalista Mariana Della Barba, editado pela Pulp, da outra querida  Pati Papp.


Guia pequeno, daqueles que não pesa na bolsa, e tem muuuita dica bacana pra quem visita ou mora na cidade. É lógico que toda a programação paulistana não caberia num livro de bolso, mas com esse guia nas mãos dá pra ter programas garantidos o ano todo. As informações técnicas estão sempre regadas a bons comentários da Mariana a partir das suas experiências com o filho Théo, de 3 anos. O Projetinho de Vida recomenda!!!
E, se alguém ainda tem medo de conhecer o que tem de bom em São Paulo, se joga porque vale a pena!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Está em SP? Assista o Grávido!

Fotos: João Caldas

Quando eu ouvi falar da peça Grávido! pela primeira vez, já imaginei que fosse divertida. Mas depois fiquei pensando: eu vivencio a matenidade a semana inteira, tenho um blog sobre maternidade (este que vos fala) e também trabalho com isso no Mamatraca. Se eu tiver um tempinho pra ir ao teatro com o marido no final de semana, assistir a uma peça sobre maternidade seria too much, né?
Pois é aí que a gente se engana!!
Ganhamos o convite do pessoal da peça, que conhecemos em interações via Twitter: sim, eles são tão bacanas que interagem com a gente nas redes sociais. Então, na sexta-feira passada, aproveitando que o marido estava viajando, fui ver à peça junto com a minha amiga Pri. Cheguei lá animada, mas sem grandes pretensões. Afinal, mãe blogueira vai ficando meio chata e crica com assuntos de maternidade, né? Imaginei que o espetáculo pudesse estar cheio de clichês.
Mas gente, nada disso. Juro. Fiquei absolutamente surpresa com a peça! Ri tanto, mas tanto, que Priscilla teve que me socorrer emprestando lencinhos de papel pra eu enxugar as lágrimas e o nariz que escorria ao mesmo tempo.
Os atores Marcelo Laham e Fábio Herford são muito, mas muito bons mesmo. E conseguem fugir do lugar comum com o texto desenvolvido por eles depois que se tornaram pais. É de doer a barriga. A cena do ponto de ônibus, a da babá eletrônica, a dos bebês conversando e tantas outras são muito apuradas, misturando o lado engraçado da maternidade com uma certa crítica da vida real.

Sabe aquela peça que você acaba de assistir e tem vontade de voltar no dia seguinte de novo, de tanto que ela te deixou leve? Já estou programando de voltar pra levar o marido também. Ele tem que assistir. Recomendo muito para quem mora ou está de passagem por São Paulo. Engraçado que ao contrário do que a gente pensa, não é só pais e mães que assistem, não. A plateia estava cheia de jovens, pessoas mais velhas e casais sem filhos.

Marcelo Laham e Fábio Herford


A peça Grávido! está em cartaz no Teatro Cleyde Yaconis. Sextas, às 21h30, sábado, às 21h e domingos, às 18h. Direção de Alexandra Golik.  Ingressos: sextas R$ 30, sábados R$ 40 e domingos R$ 30. Censura: 10 anos. Duração: 80 Minutos. Mais informações no site http://www.gravido.net/

sábado, 12 de maio de 2012

Antes de ser mãe, eu nunca...

Antes de ser mãe, eu não tinha ideia do que o impacto de um filho representa na vida de uma família. Ou melhor, eu não imaginava que só a partir da maternidade eu realmente sentiria que construí minha própria família


Antes de ser mãe, eu tinha minhas verdades absolutas, eu julgava outras mães. Vivia olhando comportamentos de pais e crianças e pensando que comigo aquilo jamais aconteceria. Basta ter seus rebentos em casa para todos os cuspes caírem na própria testa.


Antes de ser mãe, eu achava que jamais sairia correndo atrás de criança pra dar comida. Com a Luísa eu consegui, porque ela comia bem e nunca me dava trabalho. Mas a Rafaela é toda cheia de enrolação pra comer e dia desses me peguei no chão, correndo atrás dela com as colheradas cheias de comida.


Antes de ser mãe, eu tinha muito medo do que a maternidade pudesse causar no meu casamento. Via tantos casos de pais que começaram a se desentender depois dos filhos e depois de um tempo se separaram. Passamos por muitos ajustes, evidentemente. Há momentos difíceis no casamento porque a tendência, quando os filhos são pequenos principalmente, é de deixarmos o marido de lado. Mas com muito respeito, amor e compreensão é possível sim superar essas barreiras e fortalecer ainda mais a relação.


Antes de ser mãe eu achava que mulheres que têm parto natural em casa eram umas hippies loucas. Hoje eu respeito muito as escolhas das mulheres e tenho amigas que admiro muito que fizeram essa opção.


Antes de ser mãe, eu achava que não abriria mão do meu sucesso profissional pela maternidade. Hoje penso diferente, busco o equilíbrio. Continuo trabalhando e isso ainda é muito importante pra mim, mas prefiro ser uma profissional média e feliz do que uma alta executiva frustrada por não dar conta da vida pessoal e, pior, não ver minhas filhas crescerem.


Antes de ser mãe, eu nunca imaginei que me tornaria tão parecida com a minha própria mãe.





Esse texto faz parte de uma blogagem coletiva que surgiu em um café da manhã super agradável  com blogueiros na revista Crescer. Entre uma conversa e outra num papo muito agradável, surgiu a ideia de fazermos uma blogagem coletiva daquele grupo falando sobre coisas que não imaginávamos antes da maternidade. Nossa, acho que dava pra escrever um livro!  Estou atrasadíssima com a minha postagem, mas hoje saiu!!
Daniela Buno, Letícia Volponi, Glauciana Nunes, Carol Passuello, Anne Rammi, Renato Kauffman, eu, Jorge Freire, Sam Shiraishi e Priscilla Perlatti no café da manhã da Crescer


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Para nossa alegria


Gente, depois de chorar litros com os vídeos do Mamatraca esta semana, vou deixar aqui no blog uma mensagem divertida de Dia das Mães, pode ser? Desculpa, mas eu adorei o clipe dessas figuras do Para Nossa Alegria e recomendo pra quem não viu!!

Adorei o bom humor desses meninos (evidentemente agora já empresariados por algum espertinho que está capitalizando o sucesso rápido deles, tá certo). O fato é que eu espero que eles estejam ganhando algum dinheiro com isso.


E que todas nós, mães, tenhamos um domingo muito divertido e com muito, muito amor!! A gente merece!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Os micos que as mães mais cometem no Facebook

Cada uma que me mata de rir. Não vai demorar muito pra eu me encaixar nessa categoria de mãe sem noção. Porque, por mais que a gente se esforce, acho que eles vão sempre achar que a gente é sem noção durante uma fase da vida. Ai, meu Deus, olha só o que me espera.

Essa matéria super útil para as mães que pensam que podem ser melhores amigas de filhas e filhos adolescentes foi retirada da revista teen Atrevida. Ah, para quem não sabe, BFF significa Best Friend Forever.


Facebook: saiba quais são os erros que as mães mais cometem na rede social!

Sua mãe vive fazendo você pagar mico no Facebook? A Atrê lista alguns dos principais erros delas e ajuda você a sair dessa!


Todo mundo sabe que o Facebook é um fenômeno no Brasil e é difícil conhecer alguém que não tenha aderido à rede social! Até mesmo a sua mãe já deve ter virado sua amiga no Facebook ou então, se ela ainda não fez, vai acabar se interessando em fazer um perfil logo. E se você já pagou algum mico com a sua mãe nas redes sociais, se prepare, pois este post é para você! A Atrê selecionou alguns dos erros que as mães mais cometem no Facebook e que nos deixam morrendo de vergonha!



1. Comentários no mural

Sua mãe vive enchendo o seu mural de comentários sobre o seu dia a dia e falando uma coisa ou outra que ninguém precisava saber? Não custa nada conversar com ela e dizer que não gosta de expor detalhes da sua vida íntima. Peça para ela manerar no que escreve e mandar mensagem ao invés de publicar no mural. Às vezes ela faz isso porque não sabe como mandar mensagens privadas. Que tal dar uma aulinha de Facebook para ela?



2. Minha mãe adiciona todas as minhas amigas

Ok, você não gosta nem um pouco que sua mãe viva adicionando as suas amigas, afinal elas mal se conhecem e vai que alguma delas publique algo que assuste sua mãe? Afinal, sempre rola aquelas conversas entre BFFs que quem tá de fora não entende nada. Além disso, sempre tem aquelas fotos queima filme que sua amiga publica, mas que sua mãe vai acabar vendo. Nesse caso, peça a sua amiga que preste mais atenção nas fotos que posta. Sua mãe vai reclamar se ver uma foto em que você aparece com cara de que bebeu todas, né? Então, evite dor de cabeça e diga para as BFFs terem bom senso na hora de postar fotos e comentários.



3. Ela me marca em fotos horríveis

Diga a ela que não marque você em fotos sem que você as veja antes. Em fotos de família, às vezes estamos horrorosas. Então, é só combinar essa regrinha. Diga a ela que você mesmo pode se marcar na foto que achar legal.



4. Minha mãe faz comentários vergonhosos em fotos

Você tem uma foto no Facebook com aquele gatinho que pode render algo no futuro? Aí vem sua mãe e faz um comentário do tipo: "Hummmm, quero conhecer. Quem é meu mais novo genro?" Hora de se enterrar num buraco e não sair mais de lá por um ano, né? Haha. Calma! Se sua mãe fizer isso, diga que ficou muito chateada, pois a situação constrangeu tanto você como o garoto. Diga que ele é apenas um amigo e que ela não precisa demonstrar o que pensa publicamente.

5. Ela fica chateada se não mando recados

Sua mãe é toda carente e fica chateada porque quase ninguém fala com ela no Facebook? Poxa, não custa nada fazer com que sua mãe se sinta querida, né? Mande recadinhos para ela dizendo que a ama e frases bonitinhas. Você vai deixar sua mãe toda feliz da vida! Pode ter certeza! E aí quem sabe ainda ganha pontos para ir àquela balada com as BFFs?



Aula de Facebook

Sua mãe não sabe como responder aos amigos no Facebook e vive pagando mico? Não custa nada dar um curso intensivo para ela ensinando como responder recados, mandar mensagens privadas, montar um álbum de fotos...Ela vai adorar a aula e, quem sabe, se tornar mais discreta nas redes sociais!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Boi da cara preta



Boi, boi, boi, boi da cara preta
Pega essa menina que tem medo de careta

E morde muito a bochecha dela, por favor.
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terça-feira, 8 de maio de 2012

Será que mãe é tudo igual mesmo?

Esta semana o Mamatraca tá lindo, gente, vocês têm que ver! O tema dessa semana especial é "Mãe é tudo igual?" e, em vez das mamatracas darem a cara por lá, convidamos mães com histórias diferentes e muito especiais pra contar pra gente. Tem a May, que se tornou mãe aos 48 anos, a Pati Maldonado, que fala sobre a maternidade e a exposição na mídia, a Glau, mãe separada que tem uma super cumplicidade com os filhos, a Cynthia, que é madrasta de dois, a Juliana, que adotou dois irmãos de 3 e 4 anos... e ainda tem muuuita história boa vindo por aí. Juro, não perca essa semana. Tá muito emocionante (eu mesma já chorei vendo uns três vídeos).

E daí que a Fernanda Paraguassu, jornalista querida que escreve a coluna Manhê no site do GNT, fez uma poesia liiiinda que tem tudo a ver com o que acabei de falar. Não aguentei e copiei aqui a poesia dela, porque adorei. Será que mãe é tudo igual mesmo?



Tem mãe de todo jeito
mãe que adorou amamentar
e mãe que não conseguiu dar o peito.
Tem mãe que curtiu ver o barrigão crescer gostoso
e mãe que precisou passar a gravidez em repouso.


Tem mãe com muita energia e topa qualquer parada
e mãe que vive com dor de cabeça, reclamando que está cansada.
Tem mãe que é calma e mãe que é estressada.
Tem mãe preocupada e mãe desencanada.


Tem mãe que cozinha prato delicioso e bonito 
e mãe que só sabe fazer ovo frito.
Tem mãe que trabalha em casa, mãe que trabalha fora

e mãe que trabalha a qualquer hora.

Tem mãe que teve filho tarde
e mãe que teve filho cedo,
mãe que planejou logo
e mãe que teve medo.




Tem mãe de cabelo curto, e de cabelo comprido,
de cabelo encaracolado, e de cabelo liso.
Tem mãe de cabelo raspado,
de lenço, peruca ou véu enrolado.


Tem mãe de tênis e cara lavada.
Tem mãe de salto alto e cara pintada.
Tem mãe solteira, casada, 
viúva e divorciada.
Tem mãe enrolada.


Tem mãe que é pai e mãe 
e mãe que é mãe da mãe.
Tem mãe que tem uma galerinha 
e mãe que tem um filho só.
Tem mãe que é avó. 


Não tem jeito certo nem errado,

mas pode ter mais simples ou complicado.Não importa qual é o jeito, 

pois cada uma vive a maternidade à sua maneira.
Mas somos parecidas quando queremos fazer tudo direito
e evitar qualquer besteira.
Quando sentimos pelos nossos filhos um amor profundo,

e descobrimos que ser mãe é a melhor coisa do mundo!

Espero que este seja mais um dia especial, 
cheio de coisa legal.
Quero acordar com beijinhos, passear, comer biscoito.
E também vou achar bom se me deixarem dormir até depois das oito! 



(Fernanda Paraguassu)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Um tombo e o chup chup maldito

Sempre digo que me tornei uma mãe muito mais consciente depois que entrei para o mundo bloguístico materno. Aprendi pra caramba, quebrei muitos pré-conceitos, derrubei muitas das minhas verdades. E, lógico, aprendi com a experiência de vida também. Quando a gente tem o segundo filho, tudo parece ser muito mais fácil.
E uma das coisas que aprendi muito foi sobre alimentação. Tempos atrás me cobrei por ter dado danoninho pra Luísa com pouco mais de um ano (como sugestão da pediatra, inclusive), de ter deixado ela comer miojo achando que era a mesma coisa que um macarrão normal e outras porcariasitas mais.
Com todo esse conhecimento em voga, adquirido por anos de leitura de blogs de mães super conscientes em relação à alimentação, tracei para mim mais uma verdade: tudo seria diferente com a minha segunda filha.
Já começou diferente, de fato, porque os hábitos alimentares em casa se transformaram desde então. Miojo praticamente nem entra mais em casa. Com a ajuda de uma super nutricionista funcional, introduzimos muita coisa saudável e gostosa aqui em casa e nos alimentamos muito melhor no dia-a-dia. Grãos integrais, alimentos orgânicos, muitas ervas, muitas frutas, quase nada de óleo e sal. Tudo o mais natural possível. Rafaela adora damasco seco, castanhas e outras coisas que Luísa não comia quando pequena.

Mas não sou radical. Luísa já tem quase cinco anos e permito que ela coma besteiras de vez em quando, especialmente aos finais de semana ou em festinhas. Balas e guloseimas são coisas que brotam na casa da gente quando temos criança, né? Eles ganham em todos os lugares, não tem como escapar. Então combino que ela guarda e come aos finais de semana. Ok, check, tudo sob controle.
O problema é que simplesmente não estou conseguindo seguir o que havia planejado com a Rafaela. Se você só tem um bebê em casa, ele não precisa nem passar perto de chocolates, doces, pipoca e afins. Só que com irmão mais velho é praticamente impossível proibir o acesso da pequena às porcarias (é como chamo aqui em casa os alimentos que não são saudáveis).
E acontece que toda aquela minha verdade que nunca deixaria Rafa comer doce antes dos dois anos já foi por água abaixo faz tempo, desde que ela começou a andar e foi capaz de pegar as coisas escondido. Na Páscoa, por exemplo, foi só piscar e ela estava comendo um dos ovinhos de Páscoa que a Luísa ganhou do coelhinho.
Por mais que eu fale pra Luísa não dar pra ela as porcarias, é difícil controlar. Ela quer comer tudo o que a irmã come. Ou a Luísa fica com dó e deixa ela comer, ou ela pega escondido.
Pra dar uma ideia:
No feriado, a Luísa ganhou dos monitores do hotel um saquinho de doces. Entre eles, aqueles plásticos com doce de leite, um genérico do Chup Chup, sabe? (hummmm, que delícia). Mas eu abri pra ela e ela não gostou. Então joguei no lixinho do quarto.
Minutos depois, Luísa estava brincando com o pai de rolar na cama (brincadeira que uma mãe nunca permite mas o pai adora fazer, sabe que tipo?). Como a gente sempre avisa que vai acontecer, ela errou o cálculo e numa das rolagens caiu da cama de cara no chão. Começou a gritar de dor e eu rapidamente peguei ela no colo pra dar carinho e ver se tinha machucado de verdade. Não tinha machucado, ainda bem, então fiquei ali acalmando.
De repente, aparece na minha frente a Rafa com um sorriso de safada e o saquinho de chup chup na boca VAZIO. Ela pegou no lixo e comeu todo o doce de leite que tinha ali enquanto a gente acudia a Luísa.


Eu estava quase me sentindo culpada, mas quer saber de uma coisa? Não esquentei a cabeça. Muita culpa pra vida da gente. Morremos de rir, Luísa riu também e até se acalmou. Decidi que não vou sofrer ou me culpar por besteiras. Sei que os doces não fazem parte da rotina da vida dela e que uma ou outra besteira que ela possa comer não vão ser tão danosas assim perto de todos os hábitos saudáveis que já temos aqui em casa.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Como lidar com o desgrude?

Luísa nunca foi daquelas crianças que se jogam em clubinhos infantis nos hotéis. Desde sempre, a opção dela era ficar com a gente - ou, muitas vezes, queria ficar no clubinho mas sempre comigo ou com o pai. Se contratássemos uma babá no hotel pra ficar com ela em alguns momentos, tudo bem, ela até ficava. Mas sempre precisou de um adulto só pra ela.
Por um lado isso é bom, porque sempre curtimos juntos as nossas viagens. Acho importante. Mas, por outro lado, às vezes chegava a ser cansativo, porque ela não conseguia dar um passo sem estar grudada na gente. Quantas vezes fui a única mãe sentada num canto olhando ela e as crianças brincarem com os monitores, morrendo de vontade de dar uma caminhada ou namorar um pouquinho o marido. Tentava de todo jeito "empurrá-la" pra ficar um pouco sozinha, pra tentar ver se ela ficava um pouco mais independente, mas isso só me irritava ainda mais.

E aí a gente vai descobrindo que, de fato, cada coisa tem seu tempo. Neste feriado, fomos curtir uma chuvinha e um friozinho na praia e, pela primeira vez, de uma forma natural, Luísa se emancipou. Como o tempo não permitia que aproveitássemos a praia ou a piscina, a maior atração para as meninas era mesmo a brinquedoteca do hotel, que tinha atividades com monitores e um monte de brinquedos pra elas se esbaldarem. Como estávamos com a Rafaela, eu evidentemente fiquei por ali com elas a maior parte do tempo, mas a Luísa já não me dava mais bola, não se mostrava insegura. Eu não estava mais ali por ela, apenas pela pequena. Lógico que ela curtia a companhia, gostava que eu participasse de algumas brincadeiras. Mas de uma forma diferente. Pediu, por exemplo, pra almoçar sozinha com as crianças do clubinho.

À noite, dávamos o jantar para as duas no clubinho e ela ficava com os monitores pra eu e o Luiz jantarmos (antes dávamos uma voltinha com a Rafa pra ela dormir, assim conseguíamos jantar sossegados e conversar um pouco). Numa dessas noites, a Luísa chegou a falar:

- Mamãe, você pode ir jantar com o papai hoje de novo que eu fico aqui no clubinho, tá? Se quiser, pode aproveitar e dar uma passeadinha com o papai.

Acho que já estou começando a sentir saudades dos tempos em que ela não queria se desgrudar de mim.