quarta-feira, 4 de abril de 2012

Dos pequenos e grandes marcos na infância

No primeiro ano de vida de uma criança, as conquistas são quase diárias. Difícil até acompanhar tantas mudanças que acontecem nesse período. De um recém-nascido totalmente frágil e praticamente imóvel, surge um ano depois uma criança correndo pela casa, tentando falar suas primeiras palavras, fazendo bagunça pra lá e pra cá. Nesse período vem o primeiro sorriso, a primeira tentativa de pegar um objeto, a primeira papinha, a primeira virada de bruços, a primeira sentada, as primeiras palavras, os primeiros passos. Não necessariamente nessa ordem, cada criança em seu ritmo, mas a gente não pode piscar senão perde alguma coisa.
Nos anos seguintes, os marcos vão ganhando espaços maiores de tempo. É a entrada na escola (que pode ter sido no primeiro ano de vida), a retirada da fralda, o abandono do berço, da mamadeira e da chupeta.
E depois disso parece que as coisas vão acontecendo quase sem a gente perceber.
Na semana passada Luísa passou por mais um marco. Não tão grande quanto outros, como as conquistas que ela tem feito com a escrita, mas significativo em uma fase em que ela vem ganhando cada vez mais autonomia: resolvi tirar a grade lateral da cama dela. Coisa que poderia ter feito já há tempos, mas sempre tive medo que ela caísse da cama. Achei que estava na hora de retirar, conversei com ela e pronto, tirei. E ela não caiu da cama, evidentemente.
Parece bobagem, mas esses sinais de que nossos filhos estão crescendo às vezes nos assustam, né? Dois dias depois ela me chamou para me mostrar que tinha arrumado a própria cama sozinha. Eu não sabia se ficava feliz por isso ou triste por ver que a infância dela está voando.
Ainda bem que tenho outra pequena vindo atrás, mas o tempo pra essa parece ser ainda mais acelerado. Mal acabou de nascer e já brinca com os amiguinhos da Luísa como se fosse da turma,já sobe em tudo sem ajuda, pede água quando está com sede, avisa quando vai fazer cocô. Logo sai do berço, vai para a escola...
Tenho medo de não estar aproveitando tudo o que posso nessa infância delas. Porque cada dia tenho mais certeza de que o maior dos clichês da maternidade é a mais pura verdade: "aproveita, porque passa rápido demais."

11 comentários:

Sofia disse...

Ai eu meu sinto igualzinha... Passa muito rápido mesmo. É tão maravilhoso ser mãe que nem vemos o tempo a passar

Beijo

heloisa disse...

Aqui tbem é igual...no 1º tudo parece mais demorado,difícil.o 2º já vem pronto! nommeu caso o mais velho é menino,sempre foi bem sossegado.Já a pequena,é fogo!quer fazer tudo igual,é mais esperta e acelerada.Ela tem exatamente a idade da sua(nasceu em 23/08/10),mas é minha alegria.bjs,adoro seu blog,lei todos os dias,mas é a 1ª vez que comento heloisa,helolodi@yahoo.com.br

Mari Mari disse...

O meu mais velho ta dormindo sem grade na cama (3 anos e meio), mas metade da cama dele ecosta no berco, entao ele ta "amparado". a pequena saiu do berco com 1 ano e meio tambem (assim como o irmao) e ta com a grade, mas ela dorme tao quietinha que nem sei se ela precisa de grade. mas no meu caso, a infancia vai demorar um pouco pra acabar por aqui, visto que terei 3 criancas com menos de 4 anos...
mas entendo o seu ponto de vista. a gente olha azamiga com recem nascido que chora, que nao dorme, e tem a tentacao de dizer "vai passar, quando voce menos espera, vai passar"". Mas eu ja estive com um recem nascido no colo e me lembro muito bem que dois meses demora muito pra passar quando voce acorda 2 vezes por noite pra amamentar (e ficar acordada, de quebra, hehe!)

Dani disse...

Ai Roberta, fiquei nostálgica tbm.... entendo a sua sensação, em partes apenas, mas entendo. Apesar de a minha filha ter 15 meses (ainda um BEBÊ, pelamordedeus!), ela já é mto criança, quase não guarda traços de bebezinha... e eu sinto taaaanta falta.... acho que vou ter que encomendar filhos ad infinitum, para não sentir esse buraco que estou começando a sentir dentro do peito. Entendo a sua apreensão, felicidade, orgulho e tristeza.

Conte conosco!

Beijos!

Lia Vasconcelos disse...

Não é, Roberta? Não parece que com a segunda passa ainda mais rápido? Também tenho essa impressão, por isso mesmo, tento "aproveitar" mais. Prestar mais atenção, estar mais atenta porque sabemos que semana que vem já será tudo diferente. A minha de 1 ano e dois meses resolveu que quer comer sozinha. Com a colher! E come direitinho. E quem deu autorização para essa independência toda??!! Bjs

Taisa Albini De Assis disse...

Nossa.. se eu fizer uma retrospectiva de tudo que já passamos (Eu e a Helena) nesse 1 ano e 3 meses.. Parece muito mais tempo!
Mas é uma delícia ver nossos pimpolhos crescendo.. É a maternidade essa mistura de sentimentos.. Medo e felicidade.. Acho que sentiremos pra SEMPRE isso... Qndo tiverem 18 anos e entrarem na faculdade, tirarem a CNH e saírem dirigindo por ai, as baladas, namorados (aii pula essa parte!).. hehehe

Curteeeee demais essas lindas suas aiiiii!
Bjsss

Mariana disse...

Ai Roberta... nem me fale. A minha pequena tem 5 meses e eu me vejo pensando que passa rápido demais todos os dias...
A diferença da bebezinha de 5 meses atrás é gritante. Vejo o quanto ela tem aprendido e se desenvolvido e ao mesmo tempo que me orgulho, fico muito nostálgica também!

Mariana
www.maternandoeaprendendo.blogspot.com

Syl - Minha Casinha Feliz disse...

Enchi meus olhos d'água pensando em como a minha também está crescendo rápido demais........... ah seu eu pudesse congelar....

Beijos
Syl
http://minhacasinhafeliz.blogspot.com.br/

Paloma, a mãe disse...

Sinto o mesmo, Rô. E com a caçula o tempo é ainda mais traçoeiro, escapa, voa, evapora! Cadê a primeira infância que tava aqui??
Eu que não queria ter uma terceirinha (o), pois ia crescer em uma semana, ahahahaha!
Beijos

Mamma Mini disse...

Ai Rô so true... aqui tenho tido vários momentos também que tomo um susto de ver o David se transformando em um menino e não mais num mini pessoa que era tão dependente... hoje em dia quer fazer tudo sozinho e fica tão feliz por cada conquista, por cada coisa que consegue por seu mérito...em contrapartida também vejo o Beny já virando sozinho, comendo papinha, virando pessoinha, rindo, gargalhando, interagindo... assusta mesmo a velocidade com que eles crescem e a vida passa... mas acho que a nossa maneira, a gente aproveita eles ao máximo... e o fato de perceber e registrar cada evolução, mostra que estamos mergulhadas de cabeça na maternidade... beijo grande querida! saudades!

Mamma Mini disse...

Ai Rô so true... aqui tenho tido vários momentos também que tomo um susto de ver o David se transformando em um menino e não mais num mini pessoa que era tão dependente... hoje em dia quer fazer tudo sozinho e fica tão feliz por cada conquista, por cada coisa que consegue por seu mérito...em contrapartida também vejo o Beny já virando sozinho, comendo papinha, virando pessoinha, rindo, gargalhando, interagindo... assusta mesmo a velocidade com que eles crescem e a vida passa... mas acho que a nossa maneira, a gente aproveita eles ao máximo... e o fato de perceber e registrar cada evolução, mostra que estamos mergulhadas de cabeça na maternidade... beijo grande querida! saudades!