segunda-feira, 16 de abril de 2012

Crônica de uma madrugada surreal

A pessoa aqui, no tratamento de uma sinusite, toma à noite o remédio recomendado pelo médico: o tal Tylenol DC, específico pra dor de cabeça. Só não avisaram que o remédio contém cafeína - quer dizer, eu li que tem cafeína, mas não imaginava que o efeito seria o mesmo que tomar uma xícara de café preto à noite (e eu não posso tomar café a partir das 15h porque senão fico fritando na cama e demoro horrores pra dormir).
Conclusão: insônia das bravas. A mente ficou trabalhando enquanto eu girava na cama pra cá e pra lá. 
Pensei então: já que não estou conseguindo dormir, vou aproveitar esse tempo pra terminar de escrever a matéria que eu tenho que entregar segunda e dar uma adiantada em algumas coisas do Mamatraca. Duas horas da manhã vim para o computador. 
Nisso percebo que na parte dos fundos do meu apartamento (onde fica o quarto das meninas) estava rolando um som super alto de uma festa na vizinhança. Depois de um tempinho, Rafaela acorda às 3h e me chama. 
Fui até o quarto dela, peguei no colo e fui até a cozinha fazer um leitinho pra ela. Nisso aparece o marido com cara de zumbi me procurando sem saber porque eu tinha sumido da cama há tanto tempo.
Niqui chego no quarto da Rafa pra dar a mamadeira, a bicha tá acelerada, escorrega do meu colo e sai andando pela casa. Eu fico parada no corredor dos quartos e ela segue pela lavanderia caminhando no escuro em direção à cozinha. Fica ali um tempo parada. De repente começa a rebolar ao som do sertanejo que tava tocando na rua. Eu tenho um ataque de riso e vou contar pro marido.
Nisso ela volta da cozinha chorando e me chamando. Eu a pego no colo e ela começa a apontar em direção à cozinha, queria que eu fosse junto com ela pra lá. Eu falo pra ela mamar e ela começa a dançar no meu colo, ainda apontando pra janela de onde vinha aquele som absurdamente alto. 
Eu tenho um ataque disparado de riso e entro no meu quarto às gargalhadas pra contar pro marido. Ele começa a rir também.
Luísa ouve o barulho, acorda chorando e começa a me chamar. Rafaela começa a sorrir, tira a chupeta da boca e grita: "Tata!! Mamãe? Tata!!" Vou até o quarto dela e explico que estou fazendo a Rafa dormir, peço pra ela me esperar sem sair da cama. Ela chora mais. Família toda acordada.
Marido pega a Luísa e a leva pra minha cama. 
Eu consigo dar a mamadeira pra Rafaela e a coloco no berço.
Todos voltam a dormir, menos eu, que ainda com insônia, às 3h30 da manhã, volto pro computador pra registrar em detalhes esse episódio surreal que aconteceu aqui em casa durante a madrugada. 
Agora me digam: não é bom demais?
.

7 comentários:

Dani disse...

hhahahaha

Rô, se toda noite de insônia fosse assim, regada a dancinhas e carinhos das filhas.... seria bom, né?

Beijos!

Taisa Albini De Assis disse...

Simm.. mto bom!

Apesar que aqui em casa todos dormimos que nem pedra!
huauhauhaua

Bjs

Fe Piovezani disse...

Já aconteceu aqui também de termos ataques de risos de madrugada, família inteeeeira! Coisa mais gostosa mesmo! hahahahaa...mas ultimamente não ouvimos nada nem ninguém. O sono da família tá profundo !!! beijos

Re disse...

Hahaha, eh realmente surreal...e divertido demais. Historias pra contar!

De. disse...

Ahahahah surreal!!

(Mamãe) ~Pinel disse...

Só reforça a máxima de que rir é o melhor remédio! =D

Patrícia Boudakian disse...

hahahahaha adorei, Ro. gente, esses caçulas são demais. imagino a Rafa rebolando hahaha demais!
beijos