sexta-feira, 9 de março de 2012

Disney com duas crianças pequenas Parte IV - a bebê

A vantagem de ir para a Disney com uma criança maiorzinha e outra muito pequena é que a menor não tem ainda suas vontades, portanto não há brigas por programas. Com 18 meses, a Rafaela se diverte com tudo e não demanda ainda ter programas específicos pra ela. Portanto, focávamos na Luísa. Imagino, por exemplo, o caso da Lia, que foi pra lá quando era menina com  mais três irmãos crianças/adolescentes sendo que o intervalo entre o mais novo e o mais velho era de seis anos. Fico imaginando um adolescente tendo que passar o dia acompanhando o irmão menor pra pegar autógrafos dos personagens, por exemplo, doido pra ir nos brinquedos mais radicais. As brigas devem ter sido homéricas e certamente os pais devem ter ficado bem esgotados com isso hehe. Quando são vários os irmãos da mesma idade, também deve ter alguma confusão de vontades que de algum jeito tem que ser organizada pelos pais.
No nosso caso, essa questão era bem fácil, já que nosso foco eram apenas os brinquedos para crianças da idade da Luísa. Quando a Rafaela não podia entrar, ficava fora com um de nós adultos. Mas, em boa parte dos programas, a Rafa pôde participar também. Ela foi a todas as apresentações de teatro, shows e filmes 3D, por exemplo, assim como assistia às paradas e ia junto paparicar os personagens. A única vez que tive que sair com ela da sala foi no 3D da Pequena Sereia, que caíram bolhas de sabão e uma entrou no olho dela. Fora isso, mesmo aqueles que ficavam escuros ela topava.
 Ela foi tão bacana que até nos dias que ficamos na fila 45 minutos pra pegar autógrafos da Turma do Mickey, num dia em que o parque estava bem cheio, a Rafa ficou numa boa brincando. Era tanto estímulo pra ela o dia inteiro que o humor dela ficava ótimo. Quando tinha bichos de verdade, então, ela ia à loucura.

Ela só dava trabalho pra ficar no carrinho. Está numa fase espertinha de querer ficar no colo e caímos na dela nos dois primeiros dias. Eu e minha mãe (ela queria o nosso colo) ficávamos revezando muitas vezes, e haja ciático pra aguentar #mãevéia. No terceiro dia, fui radical. Botei no carrinho na marra. Ela se esticava toda, chorava, fazia escândalo e quem não tem filhos e viu a cena deve ter me achado uma mãe horrível. Mas tenho certeza que você, mãe ou pai que está aqui me lendo, me compreende, né? Fez escândalo umas duas ou três vezes, nas próximas já se sentava sem reclamar (só pedia a chupeta como recompensa e achamos que tudo bem aceitar).

A dupla dinâmina 
Quanto ao sono dela e alimentação, desencanamos. Ela fazia o nosso ritmo. Como ela não come muito bem fora de casa mesmo, não adiantava ir ao restaurante meio-dia pra ela almoçar. Então dávamos lanchinhos ao longo do dia que levávamos na mochila (pão com queijo e presunto, uva, maçã, banana, biscoitinhos) ou ela comia com a gente o que conseguia. Quando ela não comia direito, eu levava leite em pó e fazia a mamadeira pra ela. Esse foi o almoço ou jantar dela muitas vezes. As opções de alimentação nos parques são uma porcaria não são aquela coisa, então pedia pra elas muito macarrão com almôndegas, ou macarrão com queijo (macaroni and cheese) ou franguinhos fritos com legumes (sim, ela comeu tirinhas de frango empanadas, fazer o que?). Pra falar a verdade, até batata-frita ela comeu. Porque papinha ela não come de qualquer jeito. Eu sempre oferecia uma opção saudável de legumes, mas nem sempre ela topava. Então, minha amiga, se você for neurótica com alimentação, vai ter um pouco de problema porque as opções dentro dos parques não são das melhores para as crianças. Agora se você, como eu, acha que numa situação esporádica dá pra relaxar, vai fundo. À noite, no apartamento, sempre fazíamos uma opção mais leve pra ela e frutas.

Até pipoca ela comeu (não me matem)
As sonecas do dia ela tirava quando tinha sono, dormia no carrinho ou no colo e pronto. À noite capotava na cama e dormia normalmente, no mesmo ritmo que aqui no Brasil.
Quanto à infra-estrutura para bebês, todos os banheiros femininos dos parques têm trocador, praticamente (não sei se tem nos masculinos, acho que não) e os parques também possuem uma área de baby care para quem precisa fazer comidinha, essas coisas. Eu não usei essa área porque não preciso mais, então não posso opinar.
Fraldas, leite artificial, papinhas e basicamente tudo o mais que qualquer mãe precisa tem em qualquer supermercado por lá, em grande variedade e a preços melhores do que no Brasil. Até leite de soja eu comprei lá pra Rafa no supermercado Publix. Leve daqui o que for insubstituível e também não se esqueça da caixinha de remédios recomendada pelo pediatra caso precise dar por lá. (aliás, coloque antigripais para adultos nessa caixinha. Como andamos muito e dormimos pouco, às vezes a resistência baixa e alguém pode inventar de ficar gripado)

As duas se divertiram muito juntas

Ficou louca com os esquilos que tem por lá

Os personagens ela só queria ver de longe



Sentada num carrinho qualquer que ela viu estacionado, falando no celular
A parte mais difícil pra Rafaela e pra gente, como eu já disse, foram as viagens de avião mais longas. Além da questão de carregar as tralhas todas e ficar atentos para não esquecer de nada, a Rafaela viajou no meu colo na ida e na volta, e com isso ela não dormiu direito e eu nem se fala, praticamente não dormi nada, foi bem incômodo. Ela fez escândalo no avião duas vezes porque não queria ficar sentada na hora do pouso e decolagem e essa hora é difícil porque não tem o que fazer. Não dá pra andar pra acalmar, ela não queria tomar suco nem mamadeira, foi puxadinho. Mas eu definitivamente não deixaria de fazer essa viagem por causa disso e em nenhum momento me arrependo de ter levado a pequena com a gente. Ao contrário, foram 15 dias importantes pra ficarmos grudados nas duas, sem babá, nos divertindo e nos curtindo. Ela se desenvolveu horrores na viagem e também aproveitou muito.
Bagunçando no aeroporto de Miami

22 comentários:

Silvana disse...

Roberta, quanta foto linda. A da "dupla dinâmica" está digna de um pôster!
Abraço,

Silvana

Renata disse...

Ai Ro, to amando. Eu jamais iria sem a pequena, que já anda apaixonada pela Bela e acho que vai aproveitar muito. Além do mais, ela AMA os heróis e vai curtir muito com o Dedé...eles estão numa fase legal de brincar juntos.
Eu comprei assento para a Nana no avião e vamos fazer vôo noturno, com a esperança que eles durmam bastante, vamos ver...
To amando!
beijos

Fe Piovezani disse...

Rô as fotos estão lindas, as meninase stão maravilhosas e as dicas, valiosíssimas! Super beijo

Roberta Lippi disse...

Rê, fez bem de comprar assento pra Nana, viu. Até 1 ano dá pra dormir na boa no colo ou naquele bercinho no próprio avião, mas depois fica complicada a coisa porque eles já são muito grandes e se mexem muito. E você vai ver, ela vai curtir muuuito!!!

Dani Meggiolaro disse...

Roberta,
Tenho duas meninas como você; E, como você, em setembro do ano passado dei um pulo em Orlando com meu marido, as crianças e minha mãe. A mais velha tinha recém- completado 3 anos e a mais nova só 11 meses. Foi punk, especialmente porque ficamos apenas 5 dias lá e, ainda que não tivesse sido essa proposta inicial, tentamos aproveitar ao máximo todos os segundos que tínhamos. Mas não me arrependo nem um pouco! A viagem foi inesquecível! E seus relatos reproduzem exatamente tudo o que vivemos no período que estivemos lá. Igualzinho!

Carol P disse...

Gente pipoca na Disney eh o santo calmante. Pelo menos funcionou nas duas x que fomos. E ainda comprei aqueles grandes com baldinho, otimo para o final do dia. E serio as pipocas sao o que tem de mais saudavel para vender por lah. Eu tambem levei banana, agua, biscoito e suco, e viva a forofada.
Voos noturnos sao o que tem de melhor, eh so dar uma cansaco durante o dia, que tem q dormir.
Entre 18 e 24 meses, realmente os voos longos sao brabos, sem assento, mas da para sobreviver com certeza.
Mas confesso que eh um programa bem cansativo, e o melhor eh ir com bastabte gente para poder dividir o esforco.
Muito fofas as meninas.
bj Carol P
www.motherlovedatabase.com

marta santos disse...

Olá Roberta, fez muito bem em levar a bebê, nessa idade a cada viagem elas desenvolvem tanto.
O ano passado em Maio, levei a Helena com 2 anos e meio à disneyland Paris, ela amou e eu fiquei bem feliz ainda hoje ela fala na viagem.
Agora eu quero ir a Orlando, mas vou esperar mais um pouco porque a Helena, já fez vários voos mas só aqui na Europa. Intercontinental ainda não arrisquei.

Estou a adorar os relatos, as meninas estão lindas nas fotos.

Conta mais.

Beijos

Lia Vasconcelos disse...

A-do-ran-do o relato!Fiz até um arquivo no Word para guardar suas dicas! E super me animando em levar as minhas. Quem sabe no ano que vem com uma com 4 e outra com 2? Bjs

Lia disse...

Já li em algum blog a dica de comprar um assento pra bebês maiores tipo a Rafa. Mas, aí, né? Mais uma graninha.
Essa coisa da locomoção realmente é muito complicado com bebês dessa idade. Quando Emília tinha uns 15 meses fizemos uma viagem com vários passeios a cachoeiras. E ela tava nessa fase de não querer colo, de só querer andar. Em círculos. No meio do sol, voltando da cachoeira. Tipo meia hora pra andar 800m.
Isso de amarrar no carrinho e deixar a criança aos berros obviamente que já fiz também. O que tem que ser, tem que ser, não é mesmo?
Finalmente, a alimentação nos EUA é uma droga, pra crianças e adultos. Eu fui adolescente, nem era vegetariana na época, e fiquei desesperada pra comer alguma coisa que não tivesse gosto de glutamato monossódico.

Ara disse...

Estou adorando as aventuras das duas na DISNEY levarei minha pequena lá esse ano e estou anotando todas as dicas.

Anônimo disse...
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Karla disse...

Imagina a Rafa vendo essa foto do aeroporto daqui a uns 15 anos... essa viagem vai render boas risadas!

Tô adorando as dicas!
Beijos,
Karla

www.nosso-primeiro-baby.blogspot.com

Karla disse...
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Karla disse...
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Karla disse...
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disse...

Nossa Ro, que bacana! Eu estou AMANDO. Fazia tempo que eu não comentava pq minha vida é uma loucura a parte, morando em Piracicaba (deixei o Rj tem 8 meses), tirando habilitação, adequando a Maria Ísis na escola bilíngue, aff, muita coisa! Mas eu to acompanhando e lenndo pro meu marido, vamos ver se iremos Disney, daqui há 2 anos quando Maria estiver com 6, e sabe-se lá se nessa época não tenha um segundinho? Vou fazer um arquivinho pessoal com suas dicas no meu pc tá? beijocas nas fofas.

Isa disse...

Ro, to amando!! Bj

Dani disse...

Que lindas!!!!!

Amei tudo, Roberta, amei!!! Adorei os relatos, trabalho sério e de mta informação, amei!!!

Beijos grandes!

(Mamãe) ~Pinel disse...

E eu fico aqui, lendo seus posts sobre a viagem para a Disney e imaginando quando formos eu e a Lara!

Ah, e claro, anotando TODAS as dicas! =D

Naomi disse...

Roberta, a Rafa tem uma carinha sapeca, hein?! Estão lindas as suas meninas!!!
Mais uma vez, as dicas estão ótimas!
Parabéns!

Andreza disse...

Oi Roberta!
Há meses leio teu blog e adoro! Nunca comentei por falta de tempo mesmo (uma vergonha). Mas este seu relato Disney tá demais! To aqui lendo entre uma mamada e outra já louca pra levar meus filhos pra lá! Isso que minha primeira esta com 3 meses e o outro ainda vai ser concebido daqui 1 ano ( espero)! Olha a empolgaçao!
Continuarei fiel ao teu blog! Bjs

Coisas de mãe disse...

Oi Ro!

Adorei os relatos.

Sabe que eu fui pra Disney quando o PEdro tinha 5 e a Luiz SEIS meses. Mas acho que a experiência foi muito parecida com a tua. A Luiza não tinha "vontades"e dormia o dia inteiro no carrinho. Eu usei MUITO o fraldário, alias todos os fraldarios de todos os parques, pois amamentava.

Agora, como o Pedro é menino vejo algumas diferenças divertidas em relação aos programas, por exemplo, mal passei perto das princesas e bibidibobidis da vida!

beijos


Pati