quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Natal, mundo real e minhas pequenas férias

Eu estou em débito, eu sei. Estou com saudades daqui e de vocês.
Mas também estou precisando de férias, de um bom recesso. Muita coisa acontecendo e preciso dar mais atenção ao meu mundo real.
Então vou me dar ao direito de tirar férias do blog um pouquinho nesse fim de ano, tá?
Enquanto isso, desejo que vocês tenham um Natal muito especial, rodeado de muito amor e pessoas queridas, e que 2013 venha com tudo, só com boas energias e muito sucesso. E saúde pra dar e vender.
Um beijo grande meu e das meninas!!
Roberta, Luísa e Rafa



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Como organizar fotos digitais

Sabe aquela coisa que começa assim: putz, está faltando um vídeo pra completar a pauta da semana que vem (no Mamatraca), o que a gente poderia colocar? O tema era fotografia, e estávamos terminando de fechar os detalhes da pauta.
Daí tive a ideia: "e se a gente chamasse uma fotógrafa em casa pra me ajudar a organizar aquelas milhares de fotos digitais que eu tenho, quero muito arrumar, mas não tenho ideia de por onde começar? Daí a gente faz um vídeo com as dicas e pode incentivar um monte de gente!".
E foi assim que tudo começou. Entrei em contato com a Dri Bresciani, uma das fotógrafas que havia participado de um bate-papo que fizemos sobre fotografia, e ela topou me dar essa ajuda. Foi uma super querida e deu a luz e a coragem que eu precisava pra começar a arrumação.
Porque sim, precisa de coragem.
Eu tinha uns seis anos de fotos digitais acumuladas, totalmente desorganizadas. Em maior volume a partir de 2007, quando Luísa nasceu. Elas estavam apenas separadas por pastas com a data que as fotos foram baixadas, mas eu nunca soube por onde começar. Eu tinha fotos lindíssimas lá no meio e que ninguém nunca viu.
Tenho que dizer a meu favor que meu desleixo não era tão completo assim, porque pelo menos eu já tinha o hábito de imprimir. Quando a Luísa era bebê, eu imprimia tudo. Depois vi que era coisa demais e resolvi selecionar e imprimir apenas as fotos dos eventos principais (especialmente aniversários e grandes viagens) e as fotos de porta-retrato.
Mas os arquivos no computador estavam uma zona e aquilo me incomodava demais.

Assim que a Dri saiu de casa, quando fizemos a gravação, me empolguei e comecei a organizar as pastas. Confesso que, quando tive a ideia da pauta, achei que (a folgada) alguém fosse arrumar as pastas pra mim. Mas depois vi que o trabalho teria que ser todo meu mesmo, não tinha jeito. Eu precisava era só dessa orientação de como começar. E da coragem.

Aqui está o vídeo que foi ao ar no Mamatraca:



E agora o que eu tenho a dizer é: EU CONSEGUI!!!!!
ARQUIVOS ORGANIZADOS DE 2006 A 2012!!!!
Arrumei tudo, gente. Tá lindo, tô orgulhosa, tô feliz. Está tudo arrumado, organizado, catalogado. E, a partir de agora, vai ficar muito fácil manter assim.
E um outro efeito dessa organização que eu não esperava: consegui ter um registro nessas pastas de tudo o que aconteceu na minha família nos últimos anos. As viagens, as festas em casa, os churrascos em família, as bagunças do cotidiano, as fotos da escola, os vídeos do trabalho. Ano a ano. Tudo separadinho e nomeado, dá vontade de ficar ali revisitando as pastinhas toda hora.

E agora vou dar algumas dicas de coisas que não falamos no vídeo:

- A dica dos nomes das pastas, que estão aí no vídeo, foram precisas. Eu abri uma pasta para cada ano e, dentro de cada ano, repeti a divisão das mesmas categorias (eventos, viagens, cotidiano, escola).

- Dica da Dri para quando você for criar as pastas novas: se já tiver muitas pastas e visualmente estiver confuso, coloque o underline _ antes do ano na hora de nomear a pasta, ex: _2012, assim essa pasta sobe para o topo da lista e fica mais fácil de arrumar.

- Comece a organizar da data atual para trás. Isso porque, mesmo que você demore bastante pra colocar tudo em ordem, as novas fotos que forem baixadas já entram no novo esquema.

- Dentro da pasta eventos, eu nomeei as pastas pelo nome do evento e mês (ex: churrasco na tia jul 12, aniversário de fulano ago12, piquenique no Jd Botanico fev12....)

- A pasta Cotidiano, onde ficam as fotos soltas, que tiramos no dia-a-dia em casa, foi dividida 12 subpastas, separadas por mês (dica pra ficar em ordem alfabética é colocar numeração antes, tipo 1_janeiro, 2_fevereiro...).

- Tente colocar meta e terminar pelo menos seis meses ou um ano de cada vez, assim você vai se animar a arrumar o restante rapidamente.

- Eu não sei quantas horas levei no total, mas se considerar o número de dias que eu sentei pra organizar as fotos, eu diria que levei uns cinco dias pra organizar tudo, foi bem menos do que eu esperava. Geralmente fazia isso à noite ou um pouco nos finais de semana. Mas é que eu me empolguei e dei um gás total, dá pra fazer com mais calma - só não pode desanimar, por isso é que é bom fazer logo.

- Muitas vezes, quando você vai transferir as fotos, acontece duplicidade de numeração. O ideal é que, antes de passar novas fotos para uma pasta que já contenha outras fotos, é renomear as novas para não perder as sequências (misturar fotos de datas ou locais diferentes). Para renomear, basta selecionar as fotos, clicar com o botão direito e "renomear". Se você marcar várias de uma vez e colocar por exemplo a letra "a" ou o número 1 e der enter, ele já renomeia todas as fotos;

- Acho que eu perdi algumas fotos no meio do caminho. Agora pouco, por exemplo, procurei uma pasta que continha umas fotos de estúdio tratadas e não encontrei. Tem que tomar cuidado na hora de transferir as pastas. Se estiver muito cansada/o, deixa pro dia seguinte pra não fazer besteira.

- Eu descobri que tinha muitas pastas com fotos repetidas. Sabe quando vai baixar as fotos e o computador puxa tudo o que estava na máquina, mesmo aquelas que você já tinha baixado? Antes eu tinha medo de jogar fora e perder alguma coisa. Depois que fui ficando craque com a arrumação, fiz uma limpeza absurda, acho que liberei muita memória do computador.


Se eu lembrar de mais alguma coisa, vou acrescentando aqui. E se alguém quiser tirar dúvidas em relação à organização das fotos, pode deixar aqui nos comentários que eu tento ajudar se puder.
Beijos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Com quem selá?

E faz questão de se vestir sozinha


Porque primeiro filho, quando tem dois anos de idade, sabe cantar "Borboletinha, tá na cozinha...",  Parabéns a Você, musiquinhas do Palavra Cantada e outras coisinhas do gênero.

Aí vem a pilantra da segunda filha, que é uma esponja e suga tudo o que aprende com a irmã mais velha.

Sabe o que ela chega cantando no meu quarto hoje de manhã?

- Com quem selá, com quem selá, com quem selá que mamãe vai casá
vapendê vapendê se papai vai quelê

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Novos velhos livros


Adoro dar dicas de coisas às vezes bobas que eu faço no dia-a-dia com as meninas mas que têm um resultado super legal. Depois do Quadro do Sorriso - que funcionou mesmo, ela ficou 15 dias praticamente sem chorar e depois disso nós combinamos que não precisaríamos mais continuar com o quadro -, criamos a Fila de Livros.
O lance é o seguinte: Luísa (e agora Rafa também, obviamente) tem muitos livros. Isso foi uma coisa que eu nunca regulei aqui em casa, ao contrário, sempre procurei boas recomendações e fiz questão de comprar. Mas é claro que a criança tem seus preferidos e quer ler sempre os mesmos. Com isso, muitos livros legais acabam ficando de escanteio na prateleira. Inventamos, então, essa brincadeira que acabou virando a maior sensação.
Escolhemos um monte de livros que ela não lia fazia tempo (uns 10 ou 15, não contei) e a Luísa colocou todos empilhados na ordem que ela própria selecionou, a partir do que queria ler primeiro. E agora esses é que estão sendo os livros pra lermos à noite, antes de dormir, nessa ordem escolhida por ela, até acabar a pilha. Quando terminarem esses, ela vai escolher outra pilha de livros diferentes e assim vai, até ler todos os livros e depois começar de novo. Ela está adorando e não deixa ninguém mexer na ordem.
Com isso, ela acabou encontrando novidade naquilo que já tem, como se estivesse lendo um livro novo por dia. E, obviamente, a brincadeira provoca ainda mais o interesse pela leitura. Recomendo!

PS: Acho que o mesmo pode ser feito com brinquedos, qualquer dia vou testar!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mais sobre meninos e meninas

A maternidade tem sido um eterno exercício de reflexão pra mim, em todos os sentidos. Tenho quebrado internamente muitos tabus e preconceitos que carregava com base na minha própria criação e nas informações que fui recebendo ao longo da vida. Dia após dia, me descubro enxergando as coisas de uma forma diferente de como eu pensava antes. Talvez isso se chame informação, talvez amadurecimento. 

Um dos assuntos em que eu passei a prestar bastante atenção nos últimos anos foi o do sexismo na infância, nessa necessidade de separar o tempo todo o que é de menino e o que é de menina - das roupas às brincadeiras, e obviamente os comportamentos. Falei pela primeira vez sobre esse assunto nesse post aqui em 2009 e também posteriormente voltei a discutir o tema no Mamatraca quando fizemos uma semana inteirinha sobre o tema (o conteúdo está aqui). Desde então esse debate tem sido constante em rodas de mães com quem converso. Acredito que a experiência com a diversidade é essencial para a formação do ser humano, e que crianças que têm a possibilidade de brincar sem rótulos têm chance de se tornarem cidadãos e até mesmo profissionais muito mais completos quando adultos.

Tenho insistido muito nisso com as minhas filhas, apesar de permitir que elas gostem e usem o rosa, que exerçam a sua vaidade. E tenho percebido efeitos positivos da minha influência. Um exemplo: tempos atrás, saí com a Luísa pra comprar sapatos. Ela estava praticamente sem nada que servisse, então saímos para escolher uns três pares de uma vez, tanto pra sair como pra usar no dia-a-dia e ir pra escola. Na hora de escolher o tênis, resolvi ir até a seção masculina, apesar de não estar assim discriminada. Encontrei um tênis perfeito: de couro bege, com uma tirinha azul marinho, com fecho de velcro. Macio, prático. Nenhum tênis da "ala das meninas" era tão adequado pra usar na escola. Experimentei no pé da Luísa e ela concordou que era confortável, topou levar. E de fato ela usa aquele tênis pra caramba. 


Dia desses, quando estávamos indo pra escola, comentei com ela: 


-  Filha, esse é de longe o melhor tênis que você tem pra ir à escola, né? Confortável, não desamarra, não aperta...

- É mesmo, mãe. Mas todo mundo na escola fala que é tênis de menino.
- Todo mundo quem, filha?
- Ah, a fulana. E a ciclana. E não sei mais quem. Mas eu não ligo, eu falo pra eles que é de menino e de menina também, e que isso não tem nada a ver. 
- Isso mesmo, filha, quem disse que menina só pode usar coisa rosa? Eu mesma, veja bem, minha cor preferida é o verde. E sou menino, por acaso?
- Mãe, outro dia todo mundo estava escolhendo balões na escola, e o André* escolheu um balão rosa. Todo mundo achou engraçado e riu dele, menos eu. 

Posso dizer que meu coração ficou todo cheio? 



E agora encerro esse post copiando aqui o comentário anônimo que recebi ontem naquele post antigo lá de 2009. Foi escrito agora por um menino de 13 anos, que provavelmente encontrou o post pelo Google. 



Eu tbm concordo com esta matéria. Eu tenho 13 anos e quando era menor eu sempre fui fascinado pelas bonecas das minhas primas, na verdade só gostava delas por um motivo: gostava de pentear o cabelo delas. Eu acho que por que meu tio era cabeleireiro.

Mas hoje em dia não ligo mais para isso, quer dizer, gosto muito que minhas primas brinquem de boneca, acho que por eu não ter sido liberado a isso.
Na escola eu tbm ando mais com meninas, mas tbm tenho amigos meninos. Um deles é alto e não curte tanto brincadeiras tipicas de adolescentes, sabem, o outro é um headbanger.
Já os outros são aqueles retardados de sempre que tiram onda de tudo e não se olham no espelho para ver seus defeitos sabe, por isso não ando com eles.
Então, nem por isso eu sou gay. Não estou namorando no momento, mas beijar é uma coisa que não sai do meu dia-a-dia (em garotas claro).
Então, não se preocupem com seus filhos brincarem de bonecas.


Ah! E recomendo ainda a leitura desse artigo fantástico aqui- "Meu filho é gay e estou bem" 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Quadro do Sorriso

O "Quadro do Sorriso" que será trocado mês a mês até a fase do choro passar.
Por enquanto, nenhuma carinha de choro. 


Eu já disse aqui algumas vezes que a Luísa é uma criança que chora muito, desde pequena. Ela quase não grita, não responde, mas sempre foi do perfil dramática e chorona. E, em algumas fases, esse choro se intensifica, me deixando quase louca, uma espécie de tortura psicológica que cansa e desgasta muito. Sempre fico observando se tem alguma coisa acontecendo e que porventura eu não esteja notando, mas percebo também que essa característica meio dramática faz parte da personalidade da Luísa e ela usa mais fortemente quando quer chamar minha atenção. Acho que ciúme da irmã tem um pouco a ver com isso.

Fazia muitos dias que ela andava chorando pelo menos umas três vezes ao dia, um martírio. Drama pra comer, drama pra se vestir, drama pra dormir, drama quando era contrariada. Choros longos, manhosos, sem motivo. Então tive uma sacada que está funcionando super bem (por enquanto): criamos, em conjunto, o "Quadro do Sorriso".

- Peguei na internet um calendário do mês e imprimi grande em uma folha A4 (sulfite). 
- Procurei ícones de "emoticons" e escolhemos os que representavam o que nós queríamos: sorriso, choro leve e muito choro. E também o rostinho com os corações que representariam o prêmio. Montei vários ícones desses em uma página de Power Point, um ao lado do outro, e imprimi. Luísa depois recortou os quadradinhos e guardou numa caixinha.

Os "emoticons" recortados pela própria Luísa

O jogo que criamos trata-se simplesmente de registrar no quadro, ao final do dia, o comportamento dela. Se chorar, ganha a carinha correspondente. Quando completar dez dias sem choro por manha (choro por machucado ou por dor não conta) ela ganha um presente (uma coisinha simbólica, não um presentão). 

E sabe o que é mais incrível? Desde o dia que colocamos o quadro no painel do quarto dela, cinco dias atrás, ela não chorou nenhum dia sem motivo e vibra com cada sorrisinho que cola no quadro. Engraçado é que muitas vezes ela ameaçou chorar por bobeira quando contrariada e, quando eu perguntei se ela ia chorar, ela respondeu que estava com muita vontade, mas que não iria chorar. Juro que nessas horas me dá até um aperto no coração, mas deixo a critério dela. Explico que ela pode chorar se quiser, e que ganhar um símbolo de choro no quadro não é nenhum problema. Mas ela não quer!
Não quero estender isso por muito tempo, e já conversei sobre isso com ela também. É só para que as coisas voltem ao normal e a fase das manhas excessivas se acalmem. E, nesse ponto, melhorou 100%.

Sei lá se algum psicólogo vai me dizer que estou fazendo tudo errado, mas o fato é que pelo menos por enquanto esse tal  "Quadro do Sorriso" está sendo bom pra todo mundo aqui em casa. A Luísa está mais leve, feliz e orgulhosa porque está conseguindo alcançar os seus objetivos. E isso irradia, obviamente, para toda a família. Menos brigas, menos choros, mais sorrisos. :-)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Como amar uma criança

Para quem ainda não viu o vídeo lindo que fizemos lá no Mamatraca essa semana, recomendo. Uma delícia que retrata, em forma de uma poesia colaborativa com mães e crianças de vários cantos do Brasil, o que é amar uma criança.

Aqui, ó. 

(Post picareta de quem não tá tendo tempo de vir aqui escrever, tá certo. Mas o vídeo é lindo mesmo, eu juro!! Beijos pra tod@s!!)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A superexposição, os julgamentos, a Anne Guedes


Na Vejinha São Paulo do dia 17 de outubro, saiu uma matéria entitulada "Modelos Precoces", sobre pais que contratam fotógrafos profissionais para produzir ensaio dos filhos a partir de duas semanas de vida. Ensaios naquela linha da fotógrafa australiana Anne Guedes, sabe como? Que colocam o bebê em poses pensativas, em lugares inusitados, para produzir aquelas fotos que todo mundo da família depois olha e fala "ownnnnn"...
Eu, obviamente, tive uma reação de repulsa quando bati o olho nessa matéria. Acho um absurdo expor um bebê recém-nascido a esse tipo de coisa para atender a capricho dos pais. Por sorte, encontrei no texto alguém que pensasse como eu: a psicóloga Rosely Sayão, que eu tanto admiro: "A sociedade vive um momento de culto à fama e à beleza e talvez os pais não percebam a superexposição à qual submetem as suas crianças", disse ela.
Cada vez mais, tenho percebido como os pais - especialmente os de primeira viagem - têm essa necessidade de exibir os filhos e como os recursos para isso e as ofertas do mercado aumentam. É uma indústria que não para de crescer.

Faço a minha crítica, mas também faço aqui a minha mea culpa. Eu também já me incluí nessa leva. Não cheguei ao ponto de fazer sessão fotográfica em estúdio com recém-nascido, mas antes de ter filhos eu também falava "ownn" para as fotos da Anne Guedes. Eu já fiz coisas lá atrás que hoje vejo que foram totalmente desnecessárias, egoístas.
Quando eu estava grávida da Luísa, em 2007, o ultrassom em 3D era relativamente uma novidade, e era pago à parte do ultrassom de rotina. Era, na verdade, um recurso totalmente desnecessário do ponto de vista médico/clínico, servia apenas para os pais poderem ver melhor as bochechas do seu filho e já identificar se era mais parecido com o pai ou com a mãe ainda ali na barriga. Confesso que é um momento mágico. Quando você está grávida do primeiro filho, em especial, a ansiedade é imensa pra ver o rostinho do bebê. A emoção do ultrassom 3D é realmente indescritível.
O problema - e o exagero, o egoísmo - consistiu no fato que, no primeiro exame 3D, a Luísa estava virada de costas e não dava pra ver quase nada do rosto dela. E a médica ficava chacoalhando a minha barriga com aquele aparelhinho para ver se ela se mexia. Ela dizia que não havia nenhum impacto para o bebê e eu, ansiosa que estava pra ver o rostinho, acreditava e deixava a moça mexer e apertar fortemente minha barriga com o aparelho do ultrassom pra tentar ver se ela mudava de posição. Meu marido dizia pra parar, que aquilo era desnecessário - tenho que dar o crédito a ele -, mas eu realmente não achava que estava agredindo o bebê. Não conseguimos ver quase nada naquele dia. E ganhei um "bônus" para retornar e fazer o 3D num outro dia, afinal tinha pago uma boa grana pra ver a minha filha. Hoje não me conformo por ter feito isso, e provavelmente acharia um absurdo se outra pessoa me contasse essa mesma história. Ainda voltei lá depois e refiz o exame, e consegui tirar fotos melhores. Foi lindo, é realmente muito legal ter aquelas fotos do bebê ainda na barriga, mas gostaria muito de não ter tirado a minha filha do conforto que ela estava lá dentro só pra tirar algumas fotos. Eu precisava realmente daquilo? Não, não precisava. E muito menos ela.

Acho que não dá pra gente ficar se martirizando por nossas atitudes do passado. (E nem estou a fim de receber julgamentos ofensivos aqui nos comentários, por favor me poupem de trollagem). Ainda hoje faço coisas que talvez, lá na frente, possa também me arrepender - como ter parte da minha vida contada num blog, por exemplo. Mas penso que o importante é que a maternidade - e a vida - é feita de aprendizados e amadurecimento.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Por que eu não gostei de Carrossel

Estava conversando com uma amiga sobre o exagero de merchandising dentro da novela Carrossel, só que meu comentário foi ficando tão grande que resolvi escrever um post.

Eu não deixava a Luísa assistir, apesar de saber que é uma novela para crianças. Não achava interessante a ideia de criança, nessa idade dela (cinco anos) já viciar em novela e ter que assistir todos os dias. Mas ela evidentemente começou a ouvir falar na escola e na perua escolar e começou a pedir pra ver. Sabia até cantar algumas músicas, mesmo sem nunca ter assistido.

No dia das crianças, como falei que era o "dia do pode tudo", ela me pediu pra assistir Carrossel e eu deixei. Esperou o dia todo ansiosa pra ver. E fui assistir junto para ver qual era. Eu me lembrava de ter assistido alguns capítulos da primeira versão que passou no Brasil, mas eu já era uma adolescente em 1991. Me lembrava das historinhas do Cirilo, da professora Helena, da Maria Joaquina.

Não sei se foi aquele episódio em especial que eu assisti na semana passada, mas não gostei. Por vários motivos, que vou elencar aqui:

- Os amiguinhos da Luísa na escola andam muito com um papinho de "namorado" pra lá e pra cá que me deixa louca da vida, porque acho cedo demais pra crianças de 4 e 5 anos, e achei que a novela puxa isso também com esse lance de "meu primeiro amor", com ceninhas e clipes românticos Acho que esse contexto faz parte, mas ainda não nessa idade. Como tenho tentado combater esse tipo de conversa aqui em casa, não gostei do pouco que vi.

- Não gostei desse merchandising exagerado. Amigas estavam contando que a filha agora pede pra mãe vender produtos Jekiti e comprar nas Casas Bahia. Uma outra mãe comentou que a filha pede pra comprar Cacau Show. No dia que eu assisti, os garotinhos estavam tomando Chamito. Outro dia teve um jogo todo patrocinado pela LifeBuoy. Isso deveria ser proibido. O movimento Infância Livre de Consumismo, inclusive, tem combatido abertamente essa publicidade infantil na novela disfarçada.


- Achei o remake de péssima qualidade, com diálogos e atores horríveis, com raríssimas exceções - e não apenas os atores mirins. Gente, o que é aquela atriz que faz a professora??? Muito, muito ruim. Mas até acho que esse não seria um grande problema se não houvesse a combinação de todo o resto, especialmente desses temas "pré-adolescentes".

Enfim, concordo que a novela tem esse lado da diversidade que é positivo, mas achei que não é legal para a Luísa e resolvi cortar. Expliquei para ela que não gostei do conteúdo, não achei adequado para a idade dela e que, além de tudo, a novela passa muito tarde. Ela ainda tem pedido pra ver e confesso que até fico com pena, porque as amiguinhas assistem, mas ela sabe que cada família tem suas regras e essa é a que vale por aqui.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Criança que trabalha como atriz ou modelo - isso pode?

Antes mesmo de saber que estava rolando uma blogagem coletiva com o tema trabalho infantil, eu andava pensando num assunto. Ok, todo mundo condena os casos de chinesinhos que passam o dia inteiro trabalhando em fábricas ou confecções - é uma prática horrível e condenável no oriente. Todos nós condenamos os casos de crianças que trabalham para ajudar as famílias nas fazendas e plantações de cana-de-açúcar e as crianças que vendem balas ou fazem malabarismos nos semáforos.

Mas aí eu vejo aquelas crianças todas que fazem a novela Carrossel ou essas modelos-mirins que levam sobrenome famoso sendo exploradas por marcas de sapato e ganhando fortunas de dinheiro para desfilar e lançar grife com o próprio nome. Queria realmente entender qual é a diferença entre uma criança que trabalha como atriz ou modelo daquela criança que que ajuda os pais na lavoura. Está certo, umas fazem trabalho braçal, são pouco ou não remuneradas e muitas vezes não têm a chance de estudar.
Mas, espera aí, esses atores e atrizes da tal novela infantil também não deveriam estar brincando no seu tempo livre em vez de estarem trabalhando? Ou isso não é trabalho? Eles não são remunerados para trabalhar e garantir produção para uma novela diária? Essas crianças que atuam como modelos não passam horas em espera para fazer um casting? Ah, sim, eles fazem isso por que gostam (ou porque os pais gostam??) e não atrapalha os estudos. Mas e as brincadeiras, e o tempo de ser criança? Não estão sendo roubados do mesmo jeito?




domingo, 14 de outubro de 2012

Não eram apenas bens materiais

Eu não imaginava que ficaria tão emocionada. Mas o nó na garganta surgiu quando comecei a explicar para aquele moço humilde, de rosto jovem e coração bom, como montar o carrinho e colocar o bebê-conforto no carro. Eu ia tirando as coisas do depósito, entregando pra ele e explicando ao futuro pai de primeira viagem para que servia tudo aquilo: a almofada e a cadeira de amamentação, o cadeirão para as primeiras papinhas, o abajour que também serve de cabideiro.
Quando aquele caminhãozinho foi embora carregado com todo o enxoval que pertenceu às minhas duas filhas, eu desabei. Meu coração virou um grãozinho de feijão. Cada cantinho daquilo que ele levava para a sua filha Isabelle, que deve nascer daqui a alguns meses, tem pra mim uma enorme carga emocional.
Ele levou o carrinho que minhas filhas saíam de casa desde que nasceram, o berço onde as duas dormiram, a garrafa térmica que mantinha aquecida a água que eu usava para limpar o bumbum das meninas, a cadeira que por um bom tempo me foi muito útil para amamentar a Rafaela. Foram embora também a mala da maternidade e as sacolas de passeio que formavam o conjunto. Toalhas de banho, lençóis de berço. Tudo. Deixei em casa apenas algumas roupas que eu quis guardar e alguns brinquedinhos que têm um significado especial - só que, ao mesmo tempo, parece que tudo aquilo que estava indo embora tinha um significado especial, sabe? Eu não imaginava que iria me sentir assim depois dessa doação.
Eu chorei, chorei, chorei. Pela ligação emocional que eu tinha a tudo aquilo, por lembrar de tantas coisas que aconteceram nos últimos anos. E por perceber que se passou de vez uma fase importante da vida delas e da minha. Em casa, agora, não existe mais bebês. As duas conversam, dormem na cama, não usam mais fraldas. Ainda bem que ainda restam a chupeta, a mamadeira do leite e a fralda noturna.

Que essa família que recebeu esse presente seja muito abençoada e tão feliz quanto nós somos. E que venham por aqui as próximas fases da infância das minhas filhas. E que eu pare de ser tão nostálgica e chorona.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

De uma caixa se faz uma casinha

Tem gente que acha que precisa gastar dinheiro para entreter e divertir uma criança, né? Mas já repararam que muitas vezes uma embalagem faz mais sucesso do que o que vem dentro? Sempre que recebo caixas grandes embalando alguma coisa, tento inventar alguma coisa com elas, mesmo que seja por pouco tempo. Não me importo muito em fazer coisas perfeitas, o que vale aqui em casa é a diversão e a participação das meninas - até porque, se quiser fazer alguma coisa perfeita, dificilmente poderia contar com a participação delas e não é esse o objetivo. Ou melhor, perfeito na concepção de quem, certo? (Além disso, estou bem longe de ser uma artista plástica).
Muitas vezes apenas solto a embalagem na mão delas e deixo que elas inventem. Dia desses recebemos uma caixa enooorme, que continha uns balões dentro, e aquela caixa foi a sensação por vários dias aqui em casa. Elas se escondiam dentro, brincavam de casinha, inventavam mil brincadeiras.
Na semana passada, recebi alguma coisa numa caixa que nem era de muita qualidade, mas rendeu um bom tempo de brincadeira. Como o papelão era mole, foi fácil cortar. Cortei as portas e janelas e as meninas se encarregaram do resto da decoração com canetinha e adesivos. Depois recortei a tampa da caixa e dividi os espaços do interior da casa, para separar os ambientes e para elas poderem organizar com os brinquedinhos que já tinham aqui.
Olha só que diversão:
Cortei as laterais das portas e janelas e elas fizeram o resto

A divisão dos ambientes da casa

Montamos a mobília e depois colocamos a casinha por cima

 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Domingo de paulista


Domingo bom para paulistano começa com um bom café da manhã na padaria. Pode ser daqueles simples de padoca, com pão na chapa e um café com leite, ou daqueles em buffets mais sofisticados que oferecem vários tipos de pães, frutas, frios, queijos, sucos e tudo mais que se tem direito. E foi assim que começou o dia do nosso último desafio, que era ter um dia especial em família.
Como ficaríamos em São Paulo no final de semana, optamos por fazer programas típicos da cidade, coisa que a gente adora fazer. No domingo de manhã, fomos a pé até um lugar delicioso perto de casa e tomamos aquele mega café da manhã para dar energia para o dia. Dali, seguimos caminhando para o parque Ibirapuera, outra fonte de inspiração para qualquer família.

Lá caminhamos, as crianças brincaram um pouco e depois seguimos para ver as obras da Bienal. Gostamos de levar as meninas a exposições interativas, elas costumam se divertir bastante e não têm as mesmas amarras que nós adultos quando enxergam aquelas instalações totalmente malucas. Gostei mais da exposição do ano passado, para falar a verdade, mas ainda assim elas aproveitaram e interagiram com todas as obras que puderam. Para as crianças, acho que as instalações que permitem esse contato físico surtem muito mais efeito do que apenas olhar quadros e esculturas que nunca podem ser tocadas.

Interagindo literalmente com a instalação na Bienal

Almoçamos ali mesmo no descolado restaurante do Museu de Arte Moderna, dentro do parque, e depois  voltamos caminhando pra casa. Delícia de programa, sem pressa, sem carro, sem frescura, misturando lazer, cultura e comida boa. Quer coisa melhor? Adoro essas coisas boas que a cidade oferece – e o melhor, gastando pouco!
À tarde, depois de uma soneca para nos recuperarmos do descanso, chegou a hora da porcaria e da bagunça na sala: estourei pipoca e fiz brigadeiro, e sobrou migalha para contar a história.  Depois disso, uma brincadeira de esconde-esconde entre pais e filhas para terminar o dia. Bom demais.
Vai um brigadeirinho de colher aí?

Gostaria de deixar registrado aqui que participar desses desafios por 20 semanas foi um prazer enorme. Topei participar desse projeto porque ele era totalmente diferente de qualquer abordagem que uma empresa já me fez até hoje, me estimulando a pensar formas diferentes de me divertir com a minha família, com total liberdade. Hoje encerro o último desafio, confesso, já com um pinguinho de saudade. E a promessa que vou continuar inventando sempre novas – e simples – maneiras de me divertir com as crianças antes que elas cresçam. 


#Desafio 20 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu participei ao longo de 20 semanas. Quem quiser conferir a lista completa dos desafios, é só clicar aqui

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Elas crescendo e um recado ao Sr. Tempo



Crianças gostam de crescer. Luísa fala o tempo todo que queria ser adulta. Já nós, pais, queremos que eles fiquem crianças daquele tamanho para sempre. Ao mesmo tempo em que é uma delícia acompanhar o crescimento dos pequenos, impossível não sentir um certo aperto no coração ao ter a comprovação real do quanto o tempo passa rápido. 
Luísa não acreditava: “mãe, você jura que eu cresci tudo isso?”.  Passou o dia falando no assunto depois que fomos checar, na marcação atrás da porta, o quanto ela havia crescido nos últimos quatro meses, quando recebemos o primeiro desafio de fazer a medição da altura delas.  A Rafaela tem menos percepção disso, mas ainda assim ficou toda empolgada quando fui colocar o lápis sobre a cabeça dela para medir a altura.
E sabe que até eu me surpreendi? Porque nunca me liguei muito nesse negócio de controlar peso e altura – sempre deixei essas coisas para as consultas no pediatra. E esse desafio acabou me fazendo medir, e não apenas supor, o quão rápido elas estão crescendo. Me surpreendi muito com o salto que a Luísa deu de maio para cá. Ela passou de 1,05m para 1,09m nesse período, e a Rafinha cresceu de 81,3cm para 84,5cm.
Vibrei com elas, e ao mesmo tempo fiquei aqui dentro de mim pensando em como tudo está sendo tão rápido. Resolvi enviar um recadinho a um certo moço:

“Senhor Tempo,
Será que o senhor poderia me dar um tempinho? Será que é possível desacelerar um pouco para que eu possa curtir mais e com mais calma a infância das minhas filhas? Ou melhor, será que você pode congelar e descongelar só quando eu pedir?
Obrigada, do fundo do meu coração,
Roberta”

#Desafio 19 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aliança ou coleira de cachorro?

Estávamos jantando os três (eu, Luiz e Luísa), e ela começou a brincar pedindo a aliança do pai.

Ele tirou a aliança do dedo, ameaçou dar pra ela e depois colocou de volta. E comentou:

- Pergunta pra sua mãe se eu posso dar a minha aliança pra você brincar, veja o que ela vai achar

E eu prontamente respondi:
- Nem pense em tirar essa aliança do dedo - dando uma de ciumenta.

Eis que a Luísa, criança detida de um processador do modelo mais avançado no cérebro, solta:

- Mas por que precisa usar isso no dedo? As pessoas não sabem que vocês são casados? Isso aí parece coleira de cachorro! Só falta colocar no pescoço amarrado a uma cordinha.

Estaria minha filha tendo rompantes feministas? Estaria ela tentando quebrar modelos da sociedade? Ou estaria ela apenas zombando da nossa cara, mostrando que nós estamos amarrados a tradições que realmente não são tão importantes assim? Sei que ficamos chocados com a capacidade de raciocínio de uma menina que acabou de completar cinco anos.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Desfralde da Rafaela ou Acabou Meu Bebê

Fascinada ao ver o xixi e o cocô caindo no penico*

Pois é, minha gente. A Rafinha, aquele ser que nasceu ontem, já não usa mais fraldas durante o dia. Não tenho mais bebê em casa, simples assim.
Assim como a Luísa, que tirou as fraldas aos dois anos, a Rafaela começou a dar sinais de que estava na hora:

- Pedia toda hora pra sentar no penico, apesar de não sair nada.
- Vivia colocando as calcinhas da Luísa por cima da roupa e dizia que queria usar calcinha
- Estava ficando bastante incomodada com a fralda, andava fazendo escândalo pra colocar
- Ficava feliz da vida quando andava peladona pela casa.

E aí, na semana passada, aproveitando que estava calor por aqui, tomei coragem e resolvi arriscar tirar as fraldas dela. Minha preocupação era apenas ter certeza que a Rafa estava pronta para o desfralde: se depois de uma semana ela ainda não tivesse melhorado o controle do xixi e do cocô, eu voltaria com a fralda e tentaria um pouquinho mais tarde. Afinal, ela completou dois anos no mês passado e ainda teria um bom tempo de folga para uma segunda tentativa.
Acontece que o processo foi uma maravilha.

Primeiro dia: todos os xixis e cocôs na calcinha, sem exceção. Apesar de levarmos ao banheiro toda hora, ela não conseguia controlar e fazer no penico. Um cocozinho básico escapou da calcinha  e foi parar no tapete do banheiro, a Rafa pisou em cima e foi uma beleza.
Segundo dia: fez seu primeiro xixi no penico, e foi uma festa. Ela já começou a controlar um pouco mais a urina, dando espaço maior entre cada xixi.
Terceiro dia: fez seu primeiro cocô no penico, e bem pouco xixi na calcinha. Já estava controlando super bem e pedindo pra ir ao banheiro. Saímos de casa com ela e coloquei a fralda, mas quando tiramos em casa estava sequinha.
Quarto dia: zero de sujeira na calcinha. Pediu pra ir ao banheiro todas as vezes.
Quinto dia: idem. E assim foi. Passou esse final de semana super bem, sem nenhuma escapada. Saímos de carro com ela, inclusive, em passeios na cidade, e não coloquei a fralda. Deu tudo certinho.

 De manhã ela também está acordando com a fralda muito menos cheia do que antes, acho que dentro de alguns meses eu também vou conseguir tirar. No caso da Luísa, tirei a noturna depois de seis meses de ter desfraldado durante o dia, só quando as fraldas começaram a acordar secas.


Sobre os penicos & privadas:

- Disponibilizei as duas coisas pra ela, assim como fiz com a Luísa: penico e adaptador no vaso sanitário, com um banquinho próximo. Nos quatro primeiros dias ela só usou o penico, ontem começou a pedir pra fazer "no banhelo da tata", na privada.
Eu particularmente gosto de dar as duas opções para que a criança se sinta bem confortável. Apesar de algumas pessoas não gostarem do penico por questão de higiene, eu acho ele mais anatômico e fácil para quem está começando o desfralde. A Rafa chegou a ir sozinha pro penico e fez cocô - coisa que ela não conseguiria fazer na privada, onde eu ainda preciso ajeitá-la. Talvez esse ponto possa variar de acordo com a idade que a criança está sendo desfraldada. Se já está próxima dos três anos, por exemplo, é maior e tem mais facilidade pra ir direto pro vaso. Mas esse é um ponto que varia em cada família.
- Sobre o nojo de lavar o penico: não me importo. Jogo a sujeira no vaso e dou uma primeira lavada na própria água que desce da descarga, que vem limpa. Assim não fica resíduo na hora de lavar. Acho simples.


*Foto de arquivo pessoal, não permitida utilização por terceiros. 


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Xico Sá e a mãe


Pausa para recomendar a leitura esse texto lindo do Xico Sá sobre a relação com a sua mãe, publicado aqui

Perdão, leitores, mas preciso falar de minha mãe
Mamãe fez 71 anos ontem. Por isso, em um respeito sem fim e silencioso, nunca escrevo nada nesta virginiana data. Já fui demitido uma vez em uma firma por me recusar a trabalhar no único feriado que se justifica no mundo.
Todo homem que é homem tem direito a criar um feriado na vida. Certo é que me dei a este direito. Se bem que no aniversário de Maria também nada fazia. Tudo era dela no meu imaginário calendário ad infinitum.
Se eu tiver uma filha, uma menina, juro, nunca mais trabalharei na vida. Viverei a cuidá-la.
Ninguém entende o radical encanto edipiano. Também nunca fui de me explicar decentemente. Algumas coisas não carecem de muita prosódia. A vida é pão de queijo: é comer quente e pronto.
Trabalho até nos dias de nascimento e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, menos no dia em que Ela veio ao mundo para me fazer carne e pecado.
Dona Maria do Socorro nem sabe disso direito, nunca leu nada do que escrevo, graças a Deus pertence a outro mundo, mas aqui, caladinho, mantenho o respeito.
Psiu. Mamãe está prosa. Que linda. Sorriso iluminado, 31 anos depois de me botar no mundo.
Tentei escrever algo novo sobre ela e nossa relação eterna. Não rolou. Então mando uma carta antiga, que guardo na minha velha caixa de sapato afetiva, onde ela reina ao lado de duas ou três fotos das mulheres da minha vida.
Mãe, ainda me lembro quando tu colocaste a rede no fundo da mala, mala de couro, forrada com brim cáqui, e perguntaste, tentando sorrir no prumo da estrada: “Filho, será que na capital tem armador nas paredes?”
Naquela noite eu partiria para o Recife, que conhecia apenas de fotos e do mar de histórias trazidos pelos amigos. Lembro de uma penca de fotografias em especial, que ilustrava uma bolsa de plástico que usava para carregar meus livros e cadernos. Lá estavam as pontes do centro, casario da Aurora ao fundo, lá estava a sede da Sudene, símbolo de grandeza naquele apagar dos anos 1970, lá estava o Colosso do Arruda, o estádio do Santa…
Quando o ônibus gemeu as dores da partida, aquela zoada inesquecível que carregamos para todo o sempre, tu me olhaste firme, e eu segurei as lágrimas tão-somente para dizer que já era um homem, que era chegada a hora de ganhar o mundo, o mundo que conhecia somente pelo rádio, meu vício desde pequeno, no rádio em que ouvia os Beatles, as resenhas e as transmissões esportivas das rádios Nacional, além de todo um sortimento de novidades daqui e do estrangeiro.
Lembro que naquele dia, mãe, ouvimos juntos o horóscopo de Omar Cardoso, na rádio Educadora (ou teria sido na Progresso de Juazeiro?). Que falava dos novos rumos do signo de Libra. Você disse: “Tá vendo, meu filho, você será muito feliz bem longe”.
A voz de Omar Cardoso e o seu mantra ecoava no juízo: “Todos os dias, sob todos os pontos de vista, vou cada vez melhor!”
Foi o dia mais curto de toda a existência. O almoço chegou correndo, a merenda da tarde passou voando… e quando dei fé estava diante da placa Crato/Recife, Viação Princesa do Agreste.
Todo choro que segurei na tua frente, mãe, foi derramado em todas as léguas seguintes. Mal chegou em Barbalha eu já estava com os dois lenços de pano –outro cuidado seu com o rebento- molhados.Em Missão Velha, uma moça bonita, uma estudante que voltava de férias, me confortou: “É para o seu bem, foi assim também comigo”.
Quando chegou em Salgueiro, além dos lenços e da camisa nova -xadrezinho da marca Guararapes-, o livro Angústia, de Graciliano Ramos, um dos motivos da minha vontade de conhecer a vida, também já estava encharcado.
E assim foi a viagem toda. Com direito a soluços, que acordaram a velhinha que ia ao meu lado, quando o ônibus chegou ao amanhecer no Recife.
Arrastei a mala pelo bairro de São José e procurei a pensão mais econômica.
Sim, mãe, tem armador de rede, escrevi na primeira carta. Naquele tempo não usava-se, em famílias sem muito dinheiro, o telefone. Era tudo na base do “espero que esta te encontre com saúde”, como a gente escrevia na formalidade das missivas.
É mãe, neste teu dia, que está quase chegando a hora, quero lembrar que a coisa que mais me comoveu foi tua coragem, que eu até achava, cá entre nós, que fosse dureza além da conta d´alma. Até falei, um dia no divã, sobre o assunto, como se eu quisesse que naquela despedida o sertão virasse o teu mar de pranto.
Eis que recentemente me contaste como foi duro, que tudo não passava de um jeito para não fazer que eu desistisse de ganhar a rodagem. Aí me lembrei de uma sabedoria que citava nas cartas e bilhetes, quando eu esmorecia um pouco na sobrevivência da cidade grande: “Saudade não bota panela no fogo”. E ainda reforçava: “Saudade não cozinha feijão, coragem, filho, coragem”.
Em nome das mães de todos os meninos e meninas que partiram, dona Maria do Socorro, quero te deixar beijos e flores.
Sim, mãe, agora já sabes que somos de uma família de homens chorões, são 04h06 de uma quarta-feira e eu choro um pouco, como fazia no fundo daquela rede colorida que puseste no fundo da mala, chorava tanto nos sótãos das pensões do Recife  que os chinelos amanheciam boiando no quarto, como se quisessem tomar o caminho de volta para casa.

Momento sublime – ou a farra na cama


Quando eu gravei um vídeo de apresentação para a Royal, antes de começarem os desafios semanais, o pessoal me perguntou qual era o meu momento preferido com as crianças. É lógico que os momentos especiais são muitos.  Em geral os momentos em que estamos com elas dedicados 100%, sem ter outras preocupações na cabeça, são maravilhosos – exceto aquelas horas de birra em que elas nos tiram do sério, evidentemente.
Mas tenho, sim, a hora preferida com as minhas filhas. E é, aparentemente, a situação mais simples e corriqueira do mundo. Não escolhi viagem, não escolhi passeio, não escolhi um programa fora de casa para ilustrar esse ápice. O momento mais importante com elas, que realmente me dá o sentido completo de família, são as nossas bagunças na cama no final de semana, quando ninguém tem hora para acordar. São aqueles momentos em que as duas vão para o meu quarto, ainda de pijama, e ficamos todos, nós quatro, brincando de fazer barraca e bagunça na cama, sem pressa, sem compromisso. Passamos, às vezes, mais de uma hora só ali, nos curtindo, da forma mais singela e verdadeira do mundo.
O desafio desta semana era registrar esse momento. Não foi fácil fazer essa foto, por duas razões:  1) um dos quatro teria que tirar a foto, portanto ficaria de fora dela; 2) teria que ser natural, porque se a coisa for montada, ela deixa de ser verdadeira. E também não vou fazer a maldade de expor todo mundo de pijama e cara amassada para o Brasilzão todo ver.  Então fica aqui um pequeno registro da coisa mais pura do mundo que é o amor infinito entre uma família que aproveita a vida e só quer ser feliz. 



#Desafio 18 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Barbie com bolsa Louis Vuitton??

Me lembro, quando era criança, que adorava brincar com aquelas bonecas de papelão que trocavam de roupa. Também, um pouco maiorzinha, me lembro de costurar roupas diferentes para as minhas Barbies. (sim, já fui prendada um dia).
Hoje as crianças têm uma nova alternativa para essa brincadeira gostosa de trocar de roupas: o mundo virtual. Que, apesar de para os mais velhos como eu não apresentar a mesma graça, por outro traz uma possibilidade muito maior de criar e inventar looks para as bonecas.
Até aí, legal. Luísa pediu e eu baixei um aplicativo da Barbie pra ela brincar de trocar roupas. Eu mesma confesso que adoro ficar ali com ela dando dicas do que combina e o que não combina. O aplicativo tem roupa e acessórios da cabeça aos pés, e também dá pra mudar o cabelo, cor da pele das bonecas etc. Delícia, né? Mas espera.

Daí que estamos ali eu e Luísa brincando e fomos decidir qual roupa combinava com aquele visual. Olhei um modelo, parecia conhecido. Olhei outro, também. Pensei: eles fizeram modelos da moda. Mas aí comecei a olhar com mais cuidado e tomei um baita susto. As bolsas são modelos reais de grifes!!! Louis Vuitton, Channel, Christian Dior... modelos idênticos e hologramas inclusive!!! Não acreditei naquilo. Uma coisa é brincar de moda, outra é já condicionar a criança a gostar de modelos de marca - imagina só a menina olhando na vitrine do shopping um modelo igualzinho ao da Barbie dela? "Eu quero aquela, mamãe!!"
É mesmo pra ficar indignada ou eu é que estou me tornando uma chata?




quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O que rola na escola


Luísa não gosta muito de me contar sobre o dia-a-dia dela na escola. Sempre sonhei em ser uma formiguinha para poder acompanhar o que se passa dentro daquela salinha cheia de crianças. Queria poder ver como ela se comporta fora de casa, saber como são as atividades que a escola aplica, como a professora age com eles.
Sempre que ela volta da escola eu faço perguntas sobre como foi o dia, mas em geral as respostas se resumem a monossílabos como “sim”, “não”, “legal” ou “nada”. Raras vezes ela chega cantando alguma música nova ou mostrando algo que aprendeu. E eis que o desafio desta semana era conseguir que ela me ensinasse alguma coisa que ela aprendeu na escola.
Tentei a semana toda tirar alguma coisa dela e consegui duas, vejam que vitória! Uma delas foi uma brincadeira de mão que eu também fazia quando pequena: “Pimponeta, peta peta perruge, peta peta perruge...” – quem se lembra dessa? Ela chegou toda animada pra me mostrar como faz. A brincadeira é simples: todos os participantes da roda fecham as mãos e quem está cantando vai batendo em todas as mãos até acabar a música. Se acabar na sua mão, você esconde essa mão. Ganha quem sobrar.

E a outra que ela quis me ensinar a fazer foi um vaso de flor feito com garrafa pet que eles fizeram na escola tempos atrás, e que ela resolveu agora me mostrar o passo-a-passo . 
Ela me contou que foram usados:
- Uma garrafa pet de dois litros
- Tinta ou adesivos para decorar
- Pedras
- Terra adubada
- Semente ou uma muda de flor.
Eles cortaram a garrafa em três e usaram apenas a parte do topo e a base, descartando a do meio. A base serve de suporte, como se fosse um pratinho para escorrer a água. 
Primeiro as crianças decoraram a garrafa com tinta (quem quiser pode fazer com adesivos também). Depois montaram o vaso.  A Luísa me explicou que a professora colocou as pedras primeiro, para formar uma base e para a terra não escorrer pelo buraco da boca da garrafa. Eu acho que deve ter sido colocada uma gaze ou tecido antes das pedras, pra segurar melhor, mas isso a Luísa não soube me explicar. Por cima das pedras ela colocou a terra adubada e então plantou a muda.  O resultado foi esse vasinho ecológico super charmoso.  




#Desafio 17 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ápice da gostosura

Alguém aí vai ter que me convencer que uma criança de dois anos (antes de começar aquele período bravo das birras) é o ser mais encantador que existe. Porque, juro. Eu não consigo pensar diferente.
E aí, eu já achando tudo isso, me divertindo o tempo todo com a Rafa e tanta gostosura que emana daquelas coxas gordas e daquele sorriso safado, ainda passo por essa, vejam bem: estávamos no quarto dela e, depois que eu troquei a roupa dela, dei um abraço e falei:
- Te amo, filha.
Ela olhou pra mim, e repetiu
- Te amo. Lindinha.
E me deu outro abraço.

Morri.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Guia turística cinco estrelas


Uma criança de cinco anos tem uma capacidade de comunicação e articulação que impressiona. Para quem está de fora, essa pode ser uma idade não tão divertida – afinal, eles não falam mais errado, não são mais tão engraçadinhos. Mas, para os pais, é um privilégio poder acompanhar de perto essas mudanças, esse crescimento, esse companheirismo.

O desafio desta semana era deixar um dia de passeio por conta das crianças. Escolher um lugar para ir e deixar que eles se tornassem os guias.  Prato cheio para uma garotinha que acaba de completar cinco anos e que adora dar ordens, falar e conduzir as coisas do jeito dela. E também para uma criança de dois, a caçula, que topa todas e adora uma farra.

Domingo nós fomos à chácara de uma pessoa da família e aproveitamos o passeio para deixar a programação nas mãos das meninas. Elas (especialmente a Luísa, mais velha) nos levariam por um passeio pelo lugar e fariam o papel de guias contando o que estávamos vendo – assim como fazem com as bonecas no mundo imaginário.

Luísa decidiu então que iríamos descer por um caminho de terra,  meio esburacado e cheio de pedregulhos, que nos levaria até o final do terreno da chácara, passando por trás do pomar, lugar que ela ainda desconhecia. Descemos por aquele caminho, cantando as músicas que a Luísa puxava, e logo fomos parar sob uma mangueira gigantesca – e debaixo dela muitas folhas caídas no chão. Pronto, “chegamos à floresta escura e misteriosa”.

Mais à frente, avistamos um monte de mato e Luísa avisou que por ali passavam lobos, iguais àquele da história dos Três Porquinhos. Meu sobrinho entrou na bagunça e foi correndo na frente para se esconder e imitar uivos por trás de um monte de blocos de cimento. A criançada ficou enlouquecida com a farra. E a Luísa mais ainda por ter sido a guia do passeio.  Se sentiu mais importante do que nunca.


Depois disso, ela ainda decidiu os demais programas do dia: a hora das brincadeiras (corda, massinha, boneca), a hora da piscina gelada e até a hora do descanso. Também nos levou depois até a padaria pra tomar um sorvete.  Nossa guia turística foi totalmente aprovada. 




#Desafio 16 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Porque vale a pena insistir

Luísa e aquela sua velha preguiça com a natação ainda me matam. Desde pequena, foi algo que sempre me deu trabalho, apesar de ela adorar uma água. Hoje ela já nada bem, conseguimos ficar super tranquilos com ela solta em uma piscina. Mas ainda gostaríamos que ela aprendesse um pouco mais antes de dar a ela a opção de continuar ou não e de repente partir para uma outra atividade.

O primeiro semestre desse ano foi fácil: conseguimos uma vaga no clube em que somos sócios e ela tinha na turma três ou quatro amiguinhos conhecidos. Tudo correu sem problemas, acho que a melhor época de todas desde que ela começou na natação aos dois anos. Mas daí que no meio do ano fui informada que ela teria que mudar de turma porque faria cinco anos em agosto. Um saco. Além de mudar de turma, teria que mudar de horário - única opção possível foi depois da escola, no final da tarde.
E com isso o suplício voltou. As últimas vezes que a levei para a natação foram uma tortura. Ela começava a chorar já logo que saía da escola e assim permanecia até eu conseguir, com muito custo, entregá-la para a professora.
Fator que piorou a coisa: ela faltou duas aulas seguidas. Uma delas porque um dia eu a deixei brincando com a melhor amiga que não poderia ir à festa de aniversário dela; e a segunda falta foi porque os avós paternos tinham acabado de chegar do Rio e ficaria complicado para eu buscá-la. Com isso, evidentemente nas aulas seguintes ela tentou todos os argumentos chorozísticos para que eu não a levasse à natação.

Enfim, andei eu de novo me perguntando se estava fazendo a coisa certa ou se deveria desistir, questionando se eu estava forçando demais. Os professores insistiram que eu continuasse levando, porque depois que entrava na aula, ela gostava e participava de todas as atividades. Mas, comigo, era aquela tortura.

Até que ontem eu tinha um compromisso e, como não poderia levar a Luísa na natação, pedi que a babá fosse com a Rafaela buscar a Luísa na escola e levá-la para a natação.

E o que aconteceu? Nada. Ela ficou ótima, não deu um trabalho pra babá. Primeira coisa que a Luísa falou quando cheguei em casa: "mamãe, hoje eu não chorei pra ir à natação". E ainda  disse pro pai que gosta da natação. Passaram-se cinco minutos e ela já estava choramingando e fazendo manha por uma bobagem qualquer.

Em suma, vou sumir por um mês. Acho que tudo vai funcionar muito melhor por aqui. O problema, na verdade, é a mãe.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

E não é que eu gostei da Galinha Pintadinha?


Confesso que fui sem grandes expectativas assistir ao musical da Galinha Pintadinha, que depois de uma temporada no Rio de Janeiro chegou a São Paulo. Ganhei os ingressos e no sábado fomos levar as meninas, que adoram os vídeos da série (Luísa conheceu os primeiros vídeos no You Tube, antes de lançarem os DVDs e fazer esse sucesso todo).
Eu esperava alguma coisa meio "a la Patati Patatá", aquela coisa comercial e sem qualidade que já comentei aqui. Mas não é que me surpreendi?

- O show não é todo playback, como eu imaginava. As cantoras (uma delas me parece ser a que faz a voz oficial dos vídeos da Galinha Pintadinha) e as crianças cantam ao vivo e com vozes bem agradáveis (nada daquela coisa esganiçada dos palhaços).
- Tem uma encenação teatral legal, com atrizes/cantoras de ótima qualidade.
- A produção da peça é super bacana, com interação entre os personagens e imagens dos desenhos dos vídeos.
- Eu sabia cantar TODAS as músicas e confesso que curti pra caramba o programa - afinal, a grande maioria são musiquinhas populares e parlendas antigas, que foram apenas incorporadas ao repertório da Galinha Pintadinha. As meninas também amaram.
- São raros os espetáculos voltados pra crianças bem pequenas, e esse é um programa excelente pra levar as menores de três anos (e as maiores também). Adoro ver aquela cena de teatro lotado cheio de criancinhas de colo.

- O espetáculo é no Teatro das Artes, no shopping Eldorado. Gosto mais de espetáculos infantis em teatros assim do que em grandes casas de show (exceto os shows no gelo ou grandes superproduções musicais).
- Como o teatro fica dentro do shopping, dá pra aproveitar e fazer um lanche por ali mesmo depois.


Em suma, recomendo!


Curiosidade de como surgiu esse fenômeno:
Em 2006, Juliano Prado e Marcos Luporini, criadores da Galinha Pintadinha, postaram no Youtube um vídeo infantil chamado “Galinha Pintadinha”. Esta foi a solução encontrada para apresentar o vídeo em uma reunião de produtores na qual eles não poderiam estar presentes. Seis meses depois, a surpresa: o vídeo havia virado um hit e já ultrapassava a marca de 500 mil visualizações, número expressivo para a época. Desde então, os vídeos já contabilizam quase 300 milhões de visualizações no Youtube e mais de 500 mil DVDs vendidos. 


Para informações:

http://www.galinhapintadinhaomusical.com.br/

07 de julho a 25 de novembro de 2012
Sessões: sábados e domingos às 15h e 17h
Local: Teatro das Artes - Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3970 – 3º piso/ Pinheiros
Vendas Online: www.ingresso.com
Bilheteria  11 3034-0075


* E não, esse post não é um publieditorial, é só uma indicação de programa. Quando houver, será devidamente informado.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

De quando eu era criança

Minha infância foi privilegiada. Não me lembro dos primeiros anos, a não ser por fotos, mas a partir dos 5 ou 6 anos de idade já tenho muitas referências bacanas. Nesta época, morei com meus pais na Holambra II, uma colônia holandesa no interior de São Paulo. E vejam que privilégio: tenho daqueles dois anos minhas primeiras referências sobre diversidade cultural, marcadas por lindas memórias que ficaram até hoje. Me recordo de cheiros, das comidas caseiras, do interior das casas e das brincadeiras com meus amigos loirinhos.
Depois dessa experiência, motivada pelo trabalho do meu pai, voltamos para Mairinque, onde moramos em uma chácara até a minha adolescência. Quando não estava na escola, estava brincando descalça com meus irmãos e com os vizinhos em algum lugar pela redondeza.  E é daquele período que tenho as maiores referências da minha infância. Uma infância marcada pela simplicidade e por muita, mas muita brincadeira.
Eu tinha preferência por três tipos de brincadeiras: fora de casa eram esconde-esconde (o terreno era grande, e a gente se escondia meeesmo) e amarelinha;  e, dentro de casa, amava brincar de escritório com os papéis timbrados e pastinhas que meu pai me dava.
O desafio desta semana era voltar a ser criança por um dia. Está certo que com filhos a gente volta a ser criança o tempo todo, mas a proposta era que eu comandasse as brincadeiras, da mesma forma como eu brincava quase trinta anos atrás. Desafio mais do que aceito e cumprido à risca com o maior prazer. Antes de começar, contei toda a história para a Luísa de como eram as minhas brincadeiras na infância e depois partimos para a ação.
Começou com a amarelinha, brincadeira que a Luísa também adora e tem se aprimorado cada vez mais. Brincamos até cansar, eu e ela. Depois do almoço, foi a vez de brincar de esconde-esconde e, aí, a família toda entrou na roda, inclusive o marido e a Rafaela. Foi muito divertido. Claro que, como as meninas ainda são pequenas, não dá pra encontrar esconderijos impossíveis como os da minha infância, mas não facilitamos demais não. Fizemos a galera se esforçar.  (Difícil foi parar a brincadeira para fotografar!)
E à noite, depois do jantar, eu e Luísa brincamos juntas de escritório. Pela primeira vez, deixei que ela montasse a mesinha dela no meu escritório de verdade, emprestei a ela vários objetos e papelada que eu uso no meu dia-a-dia e ficamos ali um tempão brincando de trabalhar. Como eu trabalho em casa e essa é uma referência forte pra ela, foi um momento em que ela pode ficar ali à vontade sem me atrapalhar.
E você, quais eram as suas brincadeiras preferidas quando criança?



#Desafio 15 - Esse texto faz parte do desafio 100 Coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam”, proposto pela Royal, do qual eu estou participando ao longo de 20 semanas. Também estão participando os blogs @pontecialtweet @avidaquer @blogcoisademae @dica_de_mae e @cozinhapequena


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cross-Dressing e o melhor pai do mundo

De arrepiar essa matéria*. Estou com preguiça e sem tempo para traduzir, mas acho que não é difícil de entender mesmo para quem não é fluente em inglês. O menino queria se vestir como a irmã mais velha e foi isolado na cidadezinha dele por isso. O pai respeitou tanto a vontade do filho que, para provocar a sociedade ou apenas dar apoio ao filho, não sei, também saiu pela cidade de saias. Lindo.


Father Wears Skirt To Support Cross-Dressing Son






Best. Dad. Ever. (Courtesy of EMMA)
We’re not usually the mushy types but this story is just too sweet to ignore.
Nils Pickert is an awesome father, with a son who loves dressing up. “My five year old son likes to wear dresses,” the German dad recently told EMMA magazine. Nils and his son moved from Berlin to a small “very traditional, very religious” town in South Germany. Once moving to the small community, his son stopped the cross-dressing ways he had adopted in Berlin, but Nils was having none of that.
“I didn’t want to talk my son into not wearing dresses and skirts,” the dad explains. “He didn’t make friends in doing that in Berlin already and after a lot of contemplation I had only one option left: To broaden my shoulders for my little buddy and dress in a skirt myself.”
Daddy Awesome inspired his son to wear his dresses to school again and the fashionista is even painting his nails. Now, when kids try to tease the young boy, he replies by saying, “You only don’t dare to wear skirts and dresses because your dads don’t dare to either.”
Yeah, kids. Your dad is not half as cool as Nils. Losers.

ATUALIZADO: A tradução da matéria está aqui. 


*Valeu, Flavia!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Aplicativo que ajuda a escovar os dentes



Descobrimos um aplicativo super legal para IPhone daquela série da Out Fit 7 dos bichinhos que repetem o que a gente fala. É o Talking Ginger, um gatinho bem fofo que, além de repetir as nossas frases e fazer algumas coisas engraçadinhas como tomar banho de chuveiro e ser secado pelo secador, ele ajuda a criança na escovação dos dentes.
Você clica em um reloginho e ele marca um minuto e meio com o gatinho escovando os próprios dentes. É para a criança usar isso como um "timer", escovando os dentes junto com o gatinho durante todo aquele tempo.
Crianças, quando escovam sozinhas, geralmente fazem o serviço bem rapidinho pra terminar logo, mas esse gatinho está fazendo tanto sucesso aqui em casa que a Luísa levam meu celular para o banheiro na hora de escovar os dentes e fica todo o tempo acompanhando o tal gatinho. Não é o máximo?