sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal em família é tudo de bom

Passando rápido em meio à correria das festividades pra desejar a todos um Natal muito especial, perto da família e com muita alegria.
Esta semana eu contei aqui neste vídeo o quanto o Natal foi resgatado na minha vida depois que tive filhos. Essa data, que por muitos anos havia perdido o sentido pra mim, voltou com tudo depois que minhas filhas nasceram. Receber o Papai Noel em casa é receber junto um caminhão de alegria e esperança de que teremos um mundo cada vez melhor.
Beijos a todas e todos que estão por aqui sempre ou de vez em quando.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O presente e o remorso

Luísa adora fuçar no meu escritório. Mexe nas minhas canetas, pega papel da impressora pra desenhar, usa os post-its, durex e tudo mais. Adora fazer embrulhos, cartinhas etc. Já estou acostumada.
Mas ontem ela apareceu no escritório com um embrulho que me deixou doida. Pegou um saquinho de presente novo, daqueles que eu guardo pra usar quando preciso,  e adesivinhos que eu compro pra fechar os presentes. Colocou alguma coisa dentro, fechou e, em vez de colocar um único adesivo fechando o embrulho, ela colocou mais de dez, um ao lado do outro. Praticamente acabou com a minha cartelinha.
Já cheguei brigando, dando o maior esporro.
- Já falei que não é pra pegar essas coisas sem minha autorização! Esses papéis e adesivos são caros e são de uso exclusivo meu para embrulhar presentes, está ouvindo? Precisa colocar a cartela inteira no embrulho? E se eu precisar embrulhar um presente agora para o Natal, como vou fazer?
E descasquei o abacaxi.
Com cara de quem fez coisa errada, ela me deu o embrulho e eu larguei na beirada do sofá, doida da vida. Nem quis ver o que era. Devia ser mais um daqueles pacotes cheios de livro dela dentro.
Daí ela foi ali quietinha, abriu o embrulho e me deu um quadro. Ela havia pegado uma tela pequena que eu tinha guardado, fez uma pintura de canetinha e na lateral ainda assinou o nominho dela. Tudo sozinha. Coisa mais linda. Era uma surpresa pra mim. Quase morri de remorso.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Minhas imagens do Japão


Incrível como um livro é capaz de nos transportar a lugares onde nunca estivemos antes apenas somando algumas informações à muita imaginação. Quando acabamos de ler esse livro, a Luísa imediatamente falou: "Quero ir no Japão, mamãe."
O livro "Minhas imagens do Japão", de Etsuko Watanabe (ed. Cosac Naify) é um guia ilustrado sobre o dia-a-dia de uma criança japonesa, a Yumi, uma garotinha de sete anos que mora perto de Tóquio. Com ilustrações super detalhadas e bem coloridas, ela mostra detalhes da casa, dos costumes, da cozinha típica, da forma diferente como eles tomam banho (eles se lavam com um paninho antes de entrar na banheira). Apresenta também a escola - vocês sabiam que no Japão as crianças ajudam a limpar a sala de aula, o pátio e os corredores? O livro traz ainda os interessantes banhos públicos, costume muito diferente para nós ocidentais. Para fechar, apresenta alguns detalhes das principais festividades japonesas.
Dá mesmo vontade de dar um pulinho ali do outro lado do mundo e voltar.
Recomendo!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Possíveis respostas para uma pergunta irritante

Não sei porque as pessoas acham que quando temos dois filhos do mesmo sexo nós estamos insatisfeitos. Acham que temos que ter um casal para sermos felizes, senão sempre vai ficar faltando alguma coisa.
Inspirada aqui e na divertida discussão gerada ontem no Twitter, resolvi então fazer uma listinha de respostas mal humoradas para essa pergunta irritante que vira e mexe me fazem:

E AGORA, VOCÊS PARARAM OU VÃO TENTAR UM MENINO?

- Por quê essa pergunta, você acha que os meninos são melhores que as meninas?
- Não, não gosto de meninos
- Não, acho que os meninos são porcos e mal educados

- Sim, nossa ideia inclusive é passarmos as meninas pra frente quando nascer um menino, porque na verdade nosso sonho sempre foi mesmo ter um filho macho
- Ah, sim, porque afinal temos que perpetuar a genética de machões na família, né? Queremos que ele seja daqueles que cospe no chão e bate na mulher.
- Sim, porque está faltando algo na nossa vida.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Isso não se faz

Eu senti que vinha alguma pro meu lado. Ela estava olhando muito pra minha barriga, passava a mão, levantava a blusa.
Então veio, na maior delicadeza:
- Mamãe, parece que você vai ter outra criança!
E eu, só pra ter certeza que era uma direta e não uma indireta:
- Por que você está falando isso, filha?
- Porque a sua barriga tá grande

Tchau, vou ali e já volto.
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mais uma brincadeira no carro

A imaginação de criança é realmente uma coisa engraçada, né? Estava na estrada na sexta-feira e, pra distrair, comecei a brincar com a Luísa de observar figuras nas nuvens. Enquanto eu enxergava apenas objetos, ela imaginava histórias completas.

Eu, a simplória:
- Olha, filha, aquele ali parece um jacaré de boca aberta! Aquela outra parece um coelho!

Ela, a criativa:
- Mamãe!! Olha aquela! É uma mulher com um homem do lado e ela está falando que a cama dela está muito apetada, e que ela vai tomar uma água e o cachorro também está com fome. E daí ela foi dar mamá pra filha dela, porque a filha dela estava chorando. Depois elas foram passear. 

Diversão por bastante tempo.

- A outra brincadeira que funciona muito em viagens de carro é a do "O que é que tem", que já contei aqui.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Hora do almoço


As duas almoçando juntas, dividindo a mesma cadeira. Morro.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

E agora, o que faço com esta criança?

Sou fã da Rosely Sayão. Já era antes e fiquei mais ainda depois que eu a conheci em um evento. Com seu jeito tímido, ela dá bronca na gente e ainda saímos encantados, veja só que poder ela tem. Esse artigo foi publicado antes das férias de julho deste ano, mas se encaixa perfeitamente agora neste finalzinho de 2011, quando o período de aulas está se encerrando nas escolas. Afinal, o que fazer com os filhos durante as férias? Esse artigo é excelente, leva a uma reflexão profunda do nosso papel como pais e também tem tudo a ver com o tema da semana que estamos discutindo aqui. Se ainda não leu, leia o artigo e depois me conte o que achou. 

E agora, o que faço com esta criança?
Rosely Sayão

As férias chegaram e muitos pais ainda não têm a menor ideia do que farão com os filhos neste período.
Algumas famílias já programaram viagens, que parecem ser a solução ideal, já que, desse modo, os adultos podem até descansar um pouco enquanto seus filhos aproveitam tudo aquilo que os hotéis e/ou babás disponíveis podem oferecer a eles.

Alguns pais deixam os filhos na escola, pois muitas delas permanecem abertas para proporcionar entretenimento enquanto os pais trabalham.
É no período de férias que melhor podemos perceber o quanto, no mundo contemporâneo, os pais se transformaram em tecnocratas na relação com os filhos.

Eles cumprem suas funções, batalham incansavelmente para proporcionar à prole do bom e do melhor. Mas, no final das contas, não sabem ao certo de que maneira se relacionar intimamente com os filhos.

Esse período poderia ser uma excelente oportunidade para os pais exercitarem aquilo que um dia escolheram fazer em suas vidas: educar.

E o que isso significa? Significa apresentar o mundo, em seus detalhes, aos mais novos. Em outras palavras: educar é compartilhar algo de nosso domínio com outro – com paciência e generosidade.

As viagens, por exemplo, podem ser uma experiência fantástica para a criança se, pelo caminho, ela for despertada, questionada, encorajada a pensar sobre o que está vendo, ouvindo e sentindo. E isso pode incluir desde a geografia local até a matemática das distâncias.

A leitura é outro exemplo interessante. Ler junto com a criança, e não apenas para ela, pode ser uma aventura para ambos.
Conversar sobre o enredo, questionar as atitudes de determinado personagem, inventar outros desfechos possíveis para a história podem ser boas estratégias de aproximação entre os mundos infantil e adulto.

Mas a melhor estratégia é a do simples convívio caseiro. Compartilhar com os filhos o entusiasmo por determinadas atividades corriqueiras pode ser uma bela herança, a mais significativa de todas.

A transmissão de pequenas habilidades: deixar a criança ajudar na cozinha ou na organização da casa, cuidar das plantas, contar para ela os casos dos antepassados, ou apenas passar o tempo juntos. O convívio com os filhos pode ser bem simples quando há espaço na vida dos pais para eles.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mais sobre as executivas


Complementando o meu post de ontem, hoje saiu a revista com a qual colaborei. E ela traz alguns números interessantes sobre mulheres e carreira. Segundo um levantamento realizado pela pesquisadora Betania Tanure em 2011 com quase 400 executivas brasileiras, 52% das gerentes são casadas ou vivem com companheiros, enquanto entre as executivas de alto escalão esse índice despenca para 22%. Em ambos os casos, metade dos maridos não divide em nada as tarefas domésticas (e aposto que, da outra metade, menos de um terço realmente divide todas as tarefas - alguém duvida?).
Entre as gerentes, 22% são separadas ou viúvas, e em 60% dos casos a carreira influenciou na separação. No caso das executivas de alto escalão, vejam só: 70% delas são separadas ou viúvas e em 80% dos casos a carreira influenciou na separação.
Agora no quesito filhos: 75% das executivas poderosas têm filhos, 51% dizem que a carreira foi afetada por ter filhos e em 65% dos casos os maridos não dividem responsabilidades em relação aos filhos.
Um outro levantamento mostra que os homens com até 44 horas de trabalho semanais dedicam apenas cinco aos afazeres de casa, enquanto as mulheres com mesma dedicação ao trabalho somam 20 horas ao expediente doméstico.
Atualmente, apenas 5% dos cargos de presidência de grandes empresas no Brasil são ocupados por mulheres. Imagino que essa nova geração que está se formando vai começar a construir um novo cenário, mas com tanta carga nas costas esse número dificilmente um dia vai se equiparar ao dos homens.

Quem quiser saber mais, confira a revista Executivas - As melhores gestores de empresas do Brasil que circula hoje com o jornal Valor Econômico. Está muito boa, recomendo. Pena que não consigo deixar o link aqui porque o conteúdo é fechado para assinantes. 


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

As super mulheres

Recentemente eu recebi a seguinte demanda de pauta para um freela: era para falar sobre os homens que estão por trás das mulheres poderosas. Era para uma revista sobre mulheres executivas e a ideia era fazer uma matéria semelhante à que sempre vimos por aí com as mulheres por trás dos homens poderosos. Porque, afinal, todo homem poderoso sempre faz questão de ressaltar que só conseguiu chegar onde chegou profissionalmente porque tinha uma mulher dando todo o suporte por trás, cuidando dele, da casa, da família, dos filhos e de toda e qualquer atividade enquanto ele podia se dedicar com afinco ao trabalho.
Pois bem, saí à caça dos maridos das mulheres poderosas pra ver como eles lidavam com essa questão da casa, dos filhos, da família e também da cobrança da sociedade machista em relação a homens casados com mulheres mais bem-sucedidas do que eles.
Falei com um, falei com outro, com outro... e simplesmente vi que não tinha matéria! Ou melhor, não daria para fazer aquela pauta. Sabe por que? Simplesmente porque não existem esses super homens por trás das mulheres poderosas. Aquelas que são hoje presidentes ou altas executivas de grandes empresas continuam fazendo dupla, tripla jornada. São elas que, em meio a todas as responsabilidades e compromissos profissionais, administram a casa, o supermercado, rebolam pra ir às reuniões de pais na escola dos filhos, agendam médico para a família inteira.
Dos homens, elas esperam apenas que sejam compreensivos, companheiros e não as cobrem por sua agenda lotada de compromissos e viagens. Se conseguir um marido assim, bacana, já está ótimo! Os maridos aceitam e apoiam suas posições, mas de uma forma geral não mudam suas vidas para se adaptar a essa realidade.
Fiquei até um pouco revoltada no início, por ver que a sociedade evoluiu muito ainda no quesito carreira para a mulher, mas o papel dentro de casa, como gestora do lar, continua sendo dela. Engraçado que conheço muitas histórias de famílias de classe média ou casais jovens que estão começando a fazer a vida que equilibram bem isso: os maridos são parceiros e ambos dividem as tarefas de casa numa boa. Mas, falando com situações mais díspares em que a mulher é super bem-sucedida, não consegui encontrar nenhum caso assim. Deve haver, evidentemente, mas com certeza é exceção.
A favor dos homens pesa a história: a sociedade é machista, eles foram criados assim e este mundo das mulheres chegando ao poder é ainda muito novo. Eles, ao assumirem esse papel de "primeiro-damo", como brincou um dos meus entrevistados, são fortemente cobrados pela família, amigos e sociedade em geral. Ainda se vê com total estranheza o caso de um homem que tem uma profissão mal remunerada ou então fica em casa cuidando da família enquanto a mulher bem-sucedida vai trabalhar. O que  ficou claro, ao fazer essa reportagem, é que estamos vivendo um período de transição e que ambos os lados estão tendo que se adaptar. Acho inclusive que essa sobrecarga sobre a mulher faz com que muitas delas simplesmente desistam de almejar o topo em suas vidas profissionais. Isso porque nem estou entrando no mérito da maternidade especificamente, porque a relação dessas mulheres com os filhos merece uma discussão à parte.
Em suma, por mais dinheiro e estrutura que você tenha, terá sempre que ser a Mulher Maravilha e exercer tripla jornada.
Eu fiz a matéria, mas ela teve que ganhar uma outra roupagem.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Você já levou seus filhos a uma biblioteca?

Quem me acompanha sempre sabe que eu sou uma super incentivadora da leitura para crianças. Leio para as meninas desde cedo e acho que, de alguma forma, estou plantando uma semente super importante para a vida delas. Luísa tem uma relação muito gostosa com seus livros e tem por eles o mesmo carinho que tem por suas bonecas e brinquedos. Os livros em casa ficam à mão e à disposição e estão totalmente inseridos na nossa rotina.
Sempre falei aqui que levo as meninas a livrarias desde pequenas para poderem manusear e folhear livros à vontade, muitas vezes sem levar nenhum pra casa. Mas, na semana passada, tive uma experiência ainda mais fantástica que quero começar a introduzir na vida delas: eu e a Pri fomos à biblioteca infantil Monteiro Lobato, em São Paulo, pra gravar esse vídeo para o Mamatraca, que está tratando esta semana do assunto leitura (não foi ver ainda? Então corre!). Que lugar fantástico essa biblioteca!! Foi uma experiência muito legal e surpreendente. Ali existe o maior acervo do Brasil sobre Monteiro Lobato, que foi o próprio fundador dessa biblioteca. É um lugar animado, cheio de vida.
E nesse dia me dei conta que até hoje nunca havia levado as meninas numa biblioteca. Vou tentar muito em breve me redimir, porque esse é um ambiente muito legal e que se distancia da questão do consumismo.

A Biblioteca Monteiro Lobato fica na rua General Jardim, 485, Centro, São Paulo-SP. 

Agora vai lá e confere o vídeo do Mamaview pra conhecer um pouco mais desse projeto. E confira se na sua cidade também tem uma biblioteca com um espaço infantil onde você possa levar seus filhos.
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