terça-feira, 29 de novembro de 2011

Colo de mãe

Uma coisa interessante quando a gente tem mais de um filho é a disputa pelo colo. Logo que a Rafaela nasceu, esse era o maior (e talvez o único) problema aqui no quesito ciúme: Luísa queria o meu colo quando eu estava com a bebê amamentando ou a fazendo dormir e isso chegava a ser bem irritante, porque ela me provocava. Talvez esse período tenha sido o mais chatinho de administrar, já que a Rafa era ainda muito frágil e era complicado dar atenção para as duas ao mesmo tempo.
Depois a Rafaela foi crescendo e já foi possível dividir o colo entre elas. Às vezes eu consigo me sentar, às vezes ando com as duas no colo em pé mesmo (haja coluna - o ciático foi para o brejo).
De alguns meses pra cá, no entanto, a maior ciumenta no quesito colo se tornou a pequena, e não a mais velha. Rafaela não pode ver a Luísa comigo que já começa a espernear pra querer vir pro meu colo também. E empurra a irmã, comprando briga mesmo! Vivencio aquelas cenas típicas de ter uma filha grudada em cada perna implorando pelo colo da mãe (isso também acontece com o pai). Ou então vivo tentando fazer malabarismos para almoçar com uma sentada em cada perna. No fundo, até me divirto com essas situações, porque sei que colo de mãe é mesmo uma delícia. (E que mãe não gosta disso, né?)
Mas eu tenho duas filhas, duas pernas e dois braços. Agora fico pensando: como fazem as mães de três ou quatro?
.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não concordo

- Mamãe, não quero mais.
- Come mais um pouco, Luísa, tem metade do prato aí ainda.
- Quantas colheres?
- Pelo menos mais cinco
- Não concódo. 
- O que você falou?
- Não concódo com isso, vou comer só três

Era só o que me faltava... se está assim aos quatro, o que será aos 15?
.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O cantinho permitido

Não sei se isso também acontece com meninos, mas as meninas costumam ter uma fixação por adesivos. Especialmente se for das princesas, afe. (fase "Princesa eu te amo", algum dia você vai embora?). Luísa nunca foi das mais arteiras, de ficar colando coisas ou riscando as paredes e móveis da casa (a mãe jura que é porque ensinou direito, hehehe), mas decidimos que liberaríamos um espaço do quarto dela pra ela fazer o que quisesse com os adesivos. O escolhido foi um pequeno criado mudo branco. E sabe que funcionou? Ela não cola em nenhum outro móvel da casa nem do quarto dela, só naquele. E, obviamente, também cola em todo tipo de papel que ela encontra pela frente, mas até aí ok. Nesse criado-mudo ela tem liberdade total. Cola, descola, rasga, põe outro por cima, faz como quer.
O que eu percebi ao longo do tempo é que, quando você permite algumas coisas, a criança se sente um pouco mais livre e acaba aprontando menos. Evidentemente isso depende da personalidade de cada uma e, nesse ponto, tenho sorte com a Luísa porque ela é bem mocinha. Mas tenho certeza que se não tivesse criado esse cantinho liberado para os adesivos, eu teria que brigar muitas vezes com ela pra tirar os colantes dos demais móveis da casa.
Cada criança tem as suas preferências. Se seu filho é daqueles que adora riscar paredes da casa toda, por exemplo, que tal experimentar encontrar um canto em que ele possa extravasar a sua energia, usar a criatividade e não se sentir tão podado? Aí vocês combinam o jogo que ele só pode riscar naquele lugar. Você pode inclusive fazer uma moldura com papel de parede para ficar esteticamente bonitinho. Depois me conta se deu certo (ou se ele teve a infeliz ideia de que tem liberdade de pintar em todas as paredes da casa hohoho).
.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Comer sozinha?

Quando a Luísa tinha pouco mais de um ano, ela começou a manifestar seus primeiros sinais de independência querendo fazer as coisas sozinha. Comer, por exemplo. Eu achava o máximo, mesmo com toda sujeira, ver aquela pitoca comendo sozinha com a colher. Quando saíamos e eu via crianças sendo alimentadas com a ajuda dos pais, a mãezona aqui logo pensava: "Noooossa, mas minha filha é demais, né? Olha só, que fofa, com um ano e meio comendo sozinha e aquela outra de três anos comendo na boquinha com ajuda da mãe... hahahaha"
Daí... . Hoje eu dou comida na boca da Luísa. É lógico que ela sabe comer sozinha, mas ela morre de preguiça. Então eu fico ali inventando histórias pra convencê-la a comer e monto as colheradas com a comida variada do prato pra ela não pegar só o que gosta.
Mais uma para a seção "Cospe para cima e cai na testa."
.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Estou impregnada

A gente tem certeza que incorporou o espírito de mãe chata quando...



... o seu irmão (adulto) vem jantar na sua casa depois do futebol e você fala pra ele lavar as mãos antes de comer.
.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Viva a Kaloré!



Eis que a minha amiga Letícia Volponi, do blog Pelos Cotovelos e Cotovelinhos, além de assessora de imprensa super competente agora virou empreendedora junto com o querido Etto, também conhecido como pai da Laura e do Miguel. Os dois acabam de lançar a Kaloré Arte & Design e estão fazendo uns produtos artesanais lindos de viver em madeira de reflorestamento. Coloridos, bem feitos, diferentes, coisa mais fofa. AMO esse varal de corujinhas!!!

Adorei o nome Kaloré, de origem indígena e que significa campo das árvores pintadas.



Letícia e Etto, desejo a vocês muito sucesso e que esse Natal já seja cheio de encomendas.  Eu mesma vou fazer uma djá!!!

Quer conhecer? Ficou doido pra comprar um varal de corujinha? Então entra aqui ó.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dica para o Natal

A bola com a foto da avó e os três netos

Aproveitando que ontem montamos a nossa árvore de Natal - apesar da Rafaela, nós conseguimos -, vou dar uma dica de decoração pra aproveitar o clima. No ano passado eu acabei não mostrando aqui porque não queria estragar a surpresa, mas uma coisa muito simpática que fizemos para a árvore de Natal, envolvendo a Luísa, foram as bolas com fotos dos convidados.
Se você vai fazer a comemoração do Natal na sua casa, fica aí uma dica de algo diferente, que envolve as crianças e certamente vai agradar aos seus convidados e familiares.
Fácil, fácil.

Você vai precisar de:
- Papel vermelho, de preferência de gramatura maior do que a do papel sulfite para não ficar muito molengo
- Fotos de todas as pessoas que estarão na sua casa no dia da festa - não precisam ser impressas em papel fotográfico, você pode imprimir em casa mesmo no papel sulfite comum.
- Fitinha ou lã para amarrar (podem ser douradas, vermelhas ou verdes)
- Tesoura, cola de bastão e lápis
- Um copo médio ou qualquer outro molde para que você faça os círculos no papel vermelho

Para fazer:

Cole a foto sobre o papel vermelho. Pegue o copo virado com a boca para baixo ou o molde e marque um círculo com um lápis em volta do molde marcando exatamente o pedaço da foto que você quer que apareça na bola. Depois recorte a bola, faça um furo com furador, faca ou qualquer outro objeto com ponta e amarre a fitinha com largura suficiente para poder pendurar na árvore. Atrás da bola você pode escrever uma mensagem personalizada de Feliz Natal para cada um, assim eles podem levar a bola como se fosse um cartão de Natal. A Luísa também ajudou na escolha das fotos.

Pronto!! Quando chegarem, os convidados vão adorar procurar as suas fotos na árvore de Natal e o clima já começa a esquentar.

PS. No ano passado dei a dica dos pregadores de Natal pra fazer com as crianças, que também é fácil e fofo. Aqui, ó.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Quer aventura?

Você é daquelas com espírito aventureiro? Quer uma emoção nova na sua vida, daquelas que te deixam acabada ao final do dia?
.
.
.
.
.
Então experimenta montar a árvore e a decoração de Natal com uma criança de 1 ano e 3 meses por perto.
.

sábado, 12 de novembro de 2011

Família Trapo

Porque coisa fina, elegante e sincera é sair com essa tralhaiada toda para um simples passeio na praia.
.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sobre nomes comuns

Na brinquedoteca do hotel, surge outra Rafaela além da minha e Luísa começa a conversar sobre nomes:
- Mãe, tem muitas Rafaelas e muitas Luísas, né?
- Pois é, filha, tem. Mas a mamãe escolheu esses nomes porque são nomes bonitos! Luísa é um nome lindo e Rafaela também, você não acha?
- É
- E se eu escolhesse um nome que ninguém mais tem só que é muito feio? Tipo Lagartixa, ou Nariza, ou Motoca (e comecei a inventar nomes esquisitos). Você nunca iria encontrar ninguém com um nome igual ao seu, mas você ia gostar de ter um nome assim?
- Não, eu queria mesmo me chamar Luísa!

Tudo é uma questão de referencial.
.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Curtindo a chuva adoidado

Estamos de ferias esta semana, mas demos azar: dois dias de chuva ininterrupta em plena Bahia e uma previsao do tempo sem vergonha ate o final da semana (alguem poe o ovo na janela por favor? )
Entao, ja que eh o que temos, vamos chorar aproveitar. E na falta do sol estamos tentando curtir a chuva!
Me dei conta do quanto as criancas criadas em cidade grande morando em apartamento nao curtem a chuva. So assistem por dentro das janelas do apartamento e dos vidros do carro, nao tem tempo para contempla-la, nao sentem o cheiro do mato molhado. Parecem estar sempre fugindo dela. Falo isso com certa tristeza, ja que minha infancia foi numa chacara no interior, realidade bem diferente da vivida pelas minhas filhas.
Luisa sentiu uma liberdade incrivel e ria de felicidade quando permiti que ela brincasse debaixo da chuva. Amanha ja programamos que, independentemente do tempo, vamos fazer guerra de bexiga cheia d'agua na grama.
Rafaela esta descobrindo as sutilezas: brinca com a agua das pocas ( leia possas), suja as maos na terra molhada, se encanta colocando as maozinhas debaixo das gotas que pingam do telhado.
A chuva tambem tem seus encantos, e por um lado essa viagem esta revelando esse lado bacana da natureza para as meninas, que se soma aos micos, caranguejos, sapos, lagartixas, patos e muitos passaros que cruzamos todos os dias no caminho para o cafe da manha.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cumpleaños

Hoje é meu aniversário. Nada a pedir além de saúde e paz pra família e pessoas que me cercam. Só tenho a agradecer por tudo de bom que a vida tem me dado. Uma família maravilhosa, amigos queridos, trabalho a toda prova, projetos mil acontecendo.
Me sinto honrada por ter tanta gente querida ao meu redor. Divido com vocês minha felicidade!
Beijos
.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Papai é meu!

Luísa sempre foi jogo duro com o pai. Se adoram (e têm gênios bem parecidos), mas durante um período ela parecia querer provocá-lo: não queria ir no colo, não queria dar beijo, não queria nada com ele.
Aos poucos, com o passar do tempo, essa relação foi melhorando, melhorando. E hoje está muito mais cúmplice e gostosa. Luísa está mais carinhosa com ele, os dois têm as atividades que fazem sempre juntos (como nadar, por exemplo) e parece que o confronto diminuiu bastante.
Nesse tempo veio a Rafaela, o grude do pai. Sabe falar mamãe, mas é pa-pai que ela fala o dia inteiro. Quando me vê falando com alguém no celular, durante o dia, fica falando pa-pai e quer tirar o telefone da minha mão pra falar com ele. Gruda no colo, faz chororô quando ele vai trabalhar.
Eu fico só observando de longe. E percebo também que a Luísa fica com ciúme da relação da irmã com o pai e gruda ainda mais nele. Eu acho maravilhoso, fico babando quando vejo as duas tão carinhosas com ele - e feliz porque ele não se aguenta de felicidade e orgulho.

Dia desses encontramos na livraria um dos últimos livros do Ilan Brenman (esse cara é uma máquina de produzir bons livros infantis), "Papai é meu", com ilustrações de Juliana Bollini (ed. Moderna). O livro conta a história de um pai que, de tão disputado pelas duas filhas, um dia acaba se rasgando ao meio. Achei tão oportuno para a fase aqui em casa e comprei. De fato, o efeito foi muito legal. Luísa virou fã do livro - e acho que quando leu ela ficou ainda mais grudada no pai.
.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ela é dramática ou Vou mandar fazer um teste na Globo

Minha filha mais velha é uma menina dramática. Daquelas que chora mesmo, sabe? Tem um prazer irritante de chorar pra tudo. Quem a conhece fora de casa não imagina que ela seja assim, mas em casa, especialmente quando estou junto, ela é. Ainda não sei se tem a ver com ciúme da irmã, se eu ando mimando demais (se dar carinho e resolver as coisas na base da conversa é mimar, eu mimo), se isso é normal (TPM infantil?) ou se é uma fase que vai passar (diz que sim).

Mas o engraçado é que agora ela tem usado uns termos altamente dramáticos que provavelmente aprendeu na escola, bem na linha novela mexicana:

- Eu estou muito muito triste
ou, pior:
- Eu vou ficar triste para sempre com você!
tem também o:
- Você não é mais minha amiga nunca mais
ou
- Eu nunca mais vou falar com você
e
- Eu estou ficando muito brava

Difíííícil ter paciência com esse chororô todo, viu, nossa senhora. Tenho que respirar fundo mil vezes. Porque ela é educada, não responde, não faz malcriação. Mas chora. Chora, chora, chora.

Daí quando está chorando à toa há um tempão, já com os olhos inchados (porque eu deixo chorando e saio de perto), e eu falo brava pra ela engolir o choro parar de chorar sem motivo, ela fica engasgada (tipo a Chiquinha do Chaves) e fala:

- E-eu  n-não  c-con-s-si-g-go  p-pa-rar  d-de  cho-chorar.


Daí eu fico com dó, vou lá e abraço. Ela se acalma e fica tudo bem.
Agora me diz: alguém conseguiria fazer diferente?
.