segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Curtas

- Como é que uma criança pode ser bem-humorada com cinco dentes nascendo ao mesmo tempo, sendo que três deles são molares? Só a Rafaela consegue, acho. Tadinha.

- Jornal? Revistas? Hã?? Com dois filhos, tá quase impossível. Aliás, esse eu acho que é o maior impacto do segundo filho na minha vida: a redução do tempo livre. Porque acho que, do ponto de vista do trabalho que dá,  a gente tira mais de letra (digo no meu caso que tenho filhas com diferença de três anos, né, acho que quem tem diferenças menores deve ser bem mais caótico). Agora sobra bem pouco tempo livre. Coisas que antes eu conseguia fazer com facilidade agora já não são mais tão simples. Receber os amigos em casa, por exemplo. Antes, com uma ajudante em casa, dava pra fazer tudo na boa. Agora a palavra-chave é facilitar: comprar tudo pronto, contratar quem faça ou simplesmente não fazer.

- Ontem fui reconhecida na padaria. Me senti toda celebridade. Acho que essa coisa de aparecer em vídeos acaba aproximando mais a gente, né? Kamilla, um beijão pra você, adorei que você foi falar comigo!
.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Marisa Monte e o seu canário

Adoro Marisa Monte, desde sempre. Tempos atrás eu estava ouvindo no carro o CD Universo ao Meu Redor, de samba, maravilhoso. Eis que dona Luísa se empolgou com uma música e pediu pra colocar de novo quando acabou, e mais uma vez... E, depois disso, vira e mexe quando entramos no carro ela pede a música do piu-piu.
Nada mais é que "Meu Canário", uma música deliciosa desse CD que tem um encantamento particular para as crianças por causa do passarinho. Recomendo. Música da boa pra quem cansou de ouvir até Palavra Cantada.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Daquelas que te dá vontade de chorar

Coisa que eu odeio é arrumar papelada do escritório. Especialmente aquelas contas que vão ficando acumuladas e uma hora você tem que sentar pra organizar tudo e guardar em pastinhas. Separar um por um: contas de telefone, do cartão de crédito, do celular, do convênio médico, do banco... fazer trocentas pilhas, arrumar tudo, enfim, um saco. Especialmente porque um mês depois já está tudo acumulado de novo (e eu não consigo me organizar a ponto de guardar todas as contas assim que são pagas #organizaçãofail).

E daí, considerando todo o trabalho que você teve pra arrumar as gavetas, você ainda tem uma filha arteira. Porque a primeira era uma lady nesse ponto, a única coisa que ela aprontou na vida até hoje foram uns riscos de lápis na parede, mas consegui apagar. Agora a outra é da pá virada, como dizem os antigos. Ontem à tarde estava querendo jogar a chupeta e uma caneta dentro do cano do aspirador de pó.
Daí à noite, enquanto eu falava ao telefone, a figura fez isso aí que vocês podem ver abaixo. Abriu a gaveta dos meus documentos (sim, aquela que dá aquele mega trabalho pra arrumar), e jogou tudo no chão.

Mãe, fiz besteira!

E agora?

Me perdoa, vai?

A sorte é que essa menina é tão sem-vergonha que é impossível não rir das caras que ela faz. E, lógico, correr pra fotografar.
.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Bebê mocinha

Luísa, quando fez um ano, brincava com brinquedos de bebê apropriados para a idade: brinquedos que tocam musiquinha, pecinhas de encaixar, andador, livrinhos de borracha. Rafaela nem quer saber dessas coisas, quer mesmo é brincar com as coisas da irmã mais velha - lógico, tudo muito mais divertido. Faz comidinha no fogão, empurra carrinho de boneca, cobre a boneca com paninho e dá beijinho de boa noite... Por isso é que dizem que o segundo é sempre mais safo que o primeiro filho, né? Também, com tanto estímulo!
Alguém aguenta ela nessa foto com a bolsinha no braço (xerox da irmã) empurrando o carrinho de boneca?
.

sábado, 22 de outubro de 2011

Aqui está a prova

Luciana na festa de 5 anos
Minhas fotos de criança estão quase todas na casa da minha mãe, então não consegui encontrar uma foto que ilustrasse o meu post sobre as festas da minha infância, mas a minha amiga mandou uma foto do aniversário de cinco anos dela que é perfeita!!!
Reparem nos detalhes! Tem até o bolo de palhaço, que eu falei nesse vídeo aqui! Mas o mais incrível é que ela tem registrada a foto da capinha de enfeite do refrigerante! Reparem no Dunga! Quem lembra disso? Refrigerante, no meu tempo de criança, fazia parte da decoração da mesa e a garrafa de vidro ficava junto com cada pratinho e copinho. E as balas de coco, os docinhos espalhados pela mesa, a almofada de crochê no fundo?!!
Alguém aí voltou no tempo? Tem muito mais !

E olha só que legal: a pedidos, o Mamatraca vai fazer uma Colcha de Retalhos especial com as avós falando sobre como elas organizavam as festas dos filhos. Sua mãe quer participar da Colcha das Vovotracas? Então manda um vídeo até no máximo terça-feira de manhã, de até um minuto, para o contato@mamatraca.com.br
.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Lembrando das festas dos nossos tempos


- Chapéu na cabeça de todo mundo na hora dos parabéns
- Bolo, doces e salgados tudo feito pela mamãe
- Decoração toda caprichada, mas feita em casa
- Mesa da nossa casa cheia de doces, pratinhos e salgadinhos
- Guaraná de garrafa com canudinho
- Enfeite na garrafa de vidro do refrigerante
- Bala de coco
- Muito brigadeiro/negrinho, beijinho, olho de sogra, cajuzinho
- Criançada correndo dentro de casa
- Balões cheios de bala e guloseimas dentro
- Presentes eram abertos na hora em que recebíamos e depois colocados em cima da cama
- Bandeirinhas com o nome do aniversariante atrás do bolo

Não é demais lembrar tudo isso? Juro, voltei no tempo com essa semana sobre festas infantis do Mamatraca.

E meu agradecimento especial a tantas mães queridas que têm participado da Colcha de Retalhos. Esta semana o capricho foi tanto que teve uma que montou uma mesa de festa com as filhas, com direito a bolo e docinhos, só pra mandar o vídeo pra gente. Confere lá quanta gente importante e bacana está na Colcha!!
.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

E cada dia eu fico mais chocada

Eu podia jurar que isso era só coisa de americano


Se eu andava espantada com essa moda de meninas de cinco/seis anos comemorarem o aniversário no salão de cabeleireiro e dar esmaltes de lembrancinha nas festas, imaginem a minha cara quando soube da última, caso real contado por uma amiga (aquela mesma do papo de ontem sobre valores). 


Sabem como a amiguinha da sobrinha dela vai comemorar o aniversário de SEIS anos? 


Senta.


Uma limusine (l-i-m-u-s-i-n-e) vai buscar as crianças na escola, levá-las para passear pela cidade e depois vai parar na porta do prédio onde os outros convidados estarão aguardando as princesas no salão de festas...


Como bem definiu minha amiga, pode algo mais cafona, pretensioso e totalmente sem noção? 


Eu precisava dividir isso com vocês. 


Acho que com meninos esses exageros são bem menores, não são?





quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sobre brinquedos, valores e mães


Luísa chegou em casa na véspera do dia das crianças com alguns presentes que ganhou da escola: um binóculo feito com rolos de papel higiênico e papel celofane, um chocalho de pote de Yakult com arroz dentro e um ioiô feito com jornal e embrulhado no celofane. Amei tudo aquilo! Só assim, na minha visão, faria sentido ela trazer algum presente da escola no dia das crianças. Porque aquilo ali não se tratava de valor material, mas do valorizar o brincar.
Mas vejam bem como é a vida e como cada família é diferente da outra. Esta semana estava conversando com uma amiga cuja filha também estuda na mesma escola. Ela comentou que também amou os presentinhos que a filha dela levou pra casa (os mesmos). Só que daí ela me contou que ouviu algumas mães reclamando que acharam aqueles presentes um lixo, um horror. Acharam que era tudo muito mixaria - e provavelmente pensaram que, se era pra dar "aquilo", era melhor não dar nada.
E eu e essa minha amiga então começamos a conversar sobre essa questão dos valores. Pensamos que talvez nós duas estejamos fora da realidade. O que achamos tão natural e normal pode simplesmente não ser dessa forma para a maior parte das pessoas. Ao meu ver, infelizmente.
Não me importa quanto tempo aqueles brinquedos vão durar. Eu detestaria que minhas filhas aparecessem com um super presente da escola no dia das crianças. Aliás, pra mim e para essa minha amiga, aquilo que as meninas ganharam era, sim, um super presente.
Isso tudo só me mostra que a cada dia me sinto mais segura dos valores que quero passar para minhas filhas. E fico cada dia mais apavorada com o que está acontecendo por aí.
.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A resposta do pediatra ao meu post quase ameaçador

Lembram que eu falei aqui na semana passada que eu queria pegar os pediatras em flagrante e que ainda ia fazer uma blitz pra ver se essas coisas que eles nos orientam acontecem na prática dentro da casa deles? 
Então que eu adorei que um pediatra leu o blog e se manifestou. E, em vez de me xingar por eu ter duvidado e ameaçado a categoria (rsrs), ele fez um comentário-resposta super bem humorado e pertinente que eu achei que valeria um post. 
Sim, gente, os pediatras também têm filhos melequentos e birrentos!!!  (Isso aqui está parecendo aquela seção de uma revista feminina que mostra as celebridades no supermercado e diz na legenda: a Juliana Paes também vai às compras, óóó!!  hahaha)
E sim, doutor, pode comentar sempre, aqui não tem nada de clube da Luluzinha. Os homens são muito bem-vindos.


Aí vai o Dr. André Bressan:


Pessoal, desculpem a intromissão. O blog é legal, mas pelos comentários parece um clube da Luluzinha... nem sei se homem pode comentar aqui... :) Mas como não tem placa de proibido, lá vai:

Vou me apresentar rapidamente pra ninguém se sentir enganada: sou médico pediatra, sou pai de três e não, não tenho consultório. Portanto, não temam, não vim pescar clientes...

Mas gostei muito da idéia, e de vez em quando isso é motivo de riso lá em casa... claro que pediatras e educadores são gente como todo mundo, e estão sujeitos a se defrontarem com situações difíceis, que não dependem só de conhecimento. Também estão sujeitos às mesmas emoções de insegurança, culpa e prazer que todos os clientes. Também têm background familiar e social, que nem sempre corresponde à literatura científica. Também têm filhos melequentos, birrentos, superdotados, filhos incapazes, filhos deficientes, sogras opressoras, conjuges omissos, contas pra pagar, férias vencidas.

Cada criança tem um jeito próprio diferente das demais, mesmo diferente dos irmãos, que se modificam ao longo do tempo. Os pais também. Imagina se algum profissional consegue realmente personalizar totalmente um conselho... nem que morasse na casa do cliente.

E em sua própria casa, o pediatra e o educador não é o profissional do "office", é o pai, a mãe, cansado, querendo tomar banho. As crianças não são os filhos dos clientes, que ficam 40 minutos na consulta e vão embora, são seus filhos, que o conhecem, tem sentimentos e antagonismos com ele, e de quem ele só "se livra" quando vai pro trabalho.. .hahahaha..

Então, acreditem, nós, profissionais donos da verdade também somos humanos.

Blitz? Não faça isso... vc vai se arrepiar... :)

Um abraço, beleza de tópico! 



.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sobre músicas e festas infantis

Neste final de semana eu estava reparando com mais cuidado na programação do canal de músicas da NET, e sabe que tive uma boa surpresa na seção Kids?
Dá uma olhada na sequência que eu anotei, que só não ganhou nota 10 com louvor porque apareceu uma Xuxa lá no meio. Mas, de uma forma geral, é uma excelente opção pra deixar tocando na sala em vez de ficar o tempo todo ligado na TV:
- Cássia Eller, Zeca Balero, Pedro Lima e Katia Lemos cantando Chiquita Bacana (Braguinha para Crianças), Saltimbancos, Theo Werneck cantando Dorme em Paz (Canções de Ninar), Raul Seixas cantando O Carimbador Maluco, Sítio do Picapau Amarelo, Castelo Ra-Tim-Bum e, só depois desses todos,  apareceu a Xuxa cantando Profecias. Mas, em geral, a qualidade desse repertório é excelente. Tá de parabéns o programador.
Fica a dica pra quem tem NET Digital em casa. (agora, depois dessa propaganda de graça, vou ficar esperando a empresa me ligar e oferecer um bom desconto na minha mensalidade rsrs).

******

Festa infantil tem cheiro de brigadeiro, de bolo, de balões, de amigos, de suor, de parabéns, de família, de refrigerante, de frio na barriga, de presentes. Ai, como eu adoro!
E esta semana o Mamatraca fala sobre festas infantis, esse assunto delicioso. Hoje eu estou lá como uma das tricoteiras no Tricô, que traz a velha discussão sobre o que é melhor: em casa ou no buffet. Vai conferir!!
.

domingo, 16 de outubro de 2011

Como muda o reloginho das crianças?

Alguém explica esse lance do horário de verão para as crianças? Ou eu estou fadada a acordar às 5h/5h30 até fevereiro?
.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Filha ecológica é outra coisa



Luísa, depois de usar o banheiro:

- Mamãe, sabe por que eu não lavo as mãos depois que faço xixi?
- Hã, não sei, por que?
- Pra não gastar água, senão o mundinho fica triste!

.

Brigão, o beija-flor e O Pavão Sebastião

Estou há um tempão pra escrever esse post, desde que recebi aqui em casa alguns livros infantis da pedagoga e escritora recifence Lêda Sellaro, que começou sua atividade literária contando suas histórias inventadas para os netos. Como aqui em casa somos fãs dos livros, faço questão de recomendar quando cruzamos com coisas bacanas.
E hoje a dica são dois livros da Lêda:


Brigão, o Beija-flor, ilustrado por Alessandra Gomes - editora Bagaço
Brigão era um beija-flor encrenqueiro que se achava dono do mundo e brigava por tudo. Até o dia que ele percebeu que seu egoísmo não agradava a sua namorada e, por ela, resolveu se tornar solidário. Bem bonitinha a história.



O Pavão Sebastião, vaidoso e sabichão, ilustrado por Emerson Pontes
O pavão Sebastião queria ser aceito e admirado por todos os seus amigos, mas sua vaidade o afastava de todo mundo. E com isso ele foi ficando solitário, até que avistou Maria, uma linda pavoa que passeava em um dos canteiros.

Para comprar os livros ou saber mais sobre a autora, visite o site www.ledasellaro.com.br

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Blitz na casa dos pediatras

Às vezes tenho vontade de fazer uma blitz na casa de todos os pediatras e educadores que têm filhos pequenos. Quero ver se eles conseguem fazer na prática tudo aquilo que eles aconselham nos consultórios, livros e palestras.
Colocar a criança pra dormir no berço ainda acordada, por exemplo. Nunca consegui. Só se eu deixar chorando, porque assim que eu coloco no berço elas ficam em pé e começam a chorar pra voltar para o meu colo. Mas deixar chorando não pode, então eu vou lá e faço dormir no colo. Será que esses pediatras conseguem botar os filhos acordados no berço pra dormir sozinhos? Será que todos que aconselham isso tiveram filhos e conseguiram? Duvido. E dar comida sentadinho no cadeirão todo dia, será que eles conseguem também? Sem brinquedinhos pra distrair? Ahã, Claudia, senta lá.
E você, o que você gostaria de pegar o pediatra no flagrante?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Que papelão, hein, dona consultoria

Essa minha amiga jornalista é hoje uma conhecida apresentadora de televisão. É super bonita e simpática mas sempre procurou ser discreta dentro dos limites de quem trabalha em TV. O que eu quero dizer é: ela sempre se destacou muito mais por sua competência do que por explorar seu sex appeal.
Um dos trabalhos comuns de quem é desse meio de TV é fazer uns freelas como mestre de cerimônia em eventos corporativos. Há alguns meses, essa minha amiga (que já fez trocentos eventos desse tipo e é muito experiente em coberturas ao vivo) foi contratada por uma das maiores consultorias do país para ser a mestre de cerimônias de um evento que vai acontecer em novembro. Para garantir a disponibilidade dela, pagaram até adiantado.
Daí que recentemente a minha amiga descobriu que estava grávida. No trabalho dela, a notícia foi muito bem recebida, mas... a tal big consultoria se incomodou e pediu o que? Uma foto da barriga. Sim, uma foto da barriga!! Queriam garantir que a barriga não estaria grande na ocasião do evento, em novembro. Apesar de contrariada, ela mandou a foto e sabem qual foi a postura dessa empresa de quinta categoria? Quer rescindir o contrato. Simples assim. Porque ela está grávida.
Agora me digam: o que uma coisa tem a ver com a outra? Qual é o problema? O problema é que, grávida, ela não vai poder fazer a vez de mulherão sexy praquele monte de homens babões. Perde o apelo, simples assim!!
Fiquei com tanto nojo quando ela me contou essa história que não resisti em contar isso aqui. Porque o discurso que as empresas adotam com relação às mulheres é lindo. Um blábláblá daqueles. Dão suporte, dão creche, dão seis meses de licença-maternidade. Mas, na hora H, minha filha, o preconceito velado ainda rola muito solto. Tenho certeza que muitas de vocês sentiram esse preconceito no trabalho quando estavam grávidas ou logo que voltaram de licença. Eu já senti isso também. Ainda estamos muito longe de sermos respeitadas no mundo corporativo durante essa etapa da vida.
Mas nada que eu vi foi tão escancarado como essa história que aconteceu com a minha amiga, que simplesmente não serve mais pra ser mestre de cerimônias de um evento corporativo só porque está grávida.
É ou não é pra ficar com nojo?

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pai de meninas

Como eu não sou doida de colocar aqui uma foto do meu marido de batom e vários tic tacs na cabeça (isso daria separação), vou deixar essa parte na imaginação de vocês e compartilho esse vídeo fofo que está rolando na internet. Está certo que é de propaganda de refrigerante (coisa que eu nem dou para as minhas filhas), mas abstraiam essa parte e vejam que demais - impossível quem tem filha mulher não se identificar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sobre colo de mãe

A babá das meninas está de férias e um dos motivos da escolha deste mês foi porque coincidiria com o nascimento da segunda neta dela. A expectativa era de que o bebê nascesse por volta do dia 12 de setembro, então ela tirou férias a partir dessa data. Mas ainda demorou 15 dias para o nascimento da Bia, que só chegou na semana passada. E eu só ficava pensando na coitada da filha da babá que, em vez de ter a mãe dela ajudando por um mês, teria apenas por 15 dias porque as férias já estavam na metade.
Mas depois pensei melhor sobre isso e me toquei que a melhor coisa pra ela deve ter sido passar esses 15 dias pré-parto ao lado da mãe. Me lembrei de como eu queria a minha mãe no final da minha gravidez. Porque há momentos na nossa vida em que o único colo que a gente quer é o da nossa mãe, não é? Por mais amor que você tenha de todos os lados, o colinho de mãe é imbatível. Pelo menos no meu caso sempre foi assim. Sei que nem todas as pessoas têm uma relação tão afetuosa com suas mães, assim como infelizmente nem todos têm uma mãe viva ou presente, mas por sorte essa é a referência que eu tenho.
Ajudar a cuidar do bebê recém-nascido, ainda mais segundo filho, outra pessoa pode ajudar. Mas aquele carinho, aquele apoio emocional, não tem jeito. Porque marido é tudo, é fofo, amado, querido, companheiro e tudo mais. Mas é homem, nunca teve filhos, é diferente. Me lembro dos últimos dias antes da Rafaela nascer, aquela ansiedade a mil, uma angústia enorme. Bastou a minha mãe chegar em casa com a malinha dela (ia passar os primeiros 15 dias da Rafa comigo) que imediatamente eu me acalmei.
Fico tentando imaginar se terei com as minhas filhas essa mesma relação forte que tenho com a minha mãe. Acho que sim. E, se isso acontecer, será realmente incrível.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O e-book infantil que me fez ficar apaixonada pelo iPad

Estou preparando uma lista com várias dicas de aplicativos para crianças para Iphone e tablets, mas como isso dá um trabalhão, vou deixar aqui a minha primeira dica do livro mais lindo ever que já vi nesse novo conceito de livro virtual. Chama-se The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, da Moonbot Studios.
Foi a primeira coisa que vi num iPad que realmente me impressionou. Foi apresentado por um amigo, antes mesmo de termos um em casa. Ali eu vi o que poderia representar essa inovação da Apple (Steve Jobs, fica aqui meu beijo e meu muito obrigada por você mudar a minha relação com a tecnologia e inseri-la definitivamente no meu cotidiano). É lindo, lindo, lindo.
Essas tecnologias - iPhone, iPad e outros tablets - já fazem parte da vida das novas gerações e temos que saber tirar o maior proveito delas. E, quando vejo um livro como esse, sinto que realmente os tablets podem ser grandes aliados dos pais para estimular o prazer dos pequenos com a leitura.
O livro do Mr. Morris está em inglês, mas ele encanta mesmo quem não entende o idioma. Custa US$ 4,99 na Apple Store, e vale cada centavo. Sério. Você navega pelas páginas e interage de um jeito incrível, como se estivesse dentro de um filme super produzido. Para quem entende inglês, é ainda mais apaixonante. Trata-se de uma história muito bacana, baseada num curta-metragem com o mesmo nome, produzida pelo estúdio Moonbot em parceria com o ilustrador William Joyce. O livro conta a história de interação entre pessoas e livros misturando técnicas de 2D e 3D de uma forma muito lúdica, coisa linda de viver. Não sei quem fica mais apaixonado: as crianças ou os adultos.
Aqui nesse site você consegue ter uma palhinha do que é o aplicativo: http://morrislessmore.com/


 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Brincando de moda ou como reaproveitar um catálogo

Um catálogo qualquer de moda que recebemos em casa. Também dá pra fazer com ensaios de moda de revista.
Recorte a modelo com a roupa menor e mais ajustada ao corpo possível - não tinha de biquini, então foi essa mesma
Recorte as roupas deixando pequenas abas nas laterais para a criança poder dobrar atrás do molde depois



Vários modelitos de festa
A modelo "vestida" com o vestido escolhido

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Já levou seus filhos à Bienal?

Programão nesse domingo de manhã foi levar a turminha à Bienal pra ver a exposição Em nome dos artistas – Arte contemporânea norte-americana, com as obras do acervo do Astrup Fearnley Museum of Modern Art, de Oslo, na Noruega. Gostamos bastante da exposição. E as crianças também.


A Rafaela, evidentemente, quer saber mesmo é de olhar o movimento e correr pelo espaço, mas a Luísa interagiu bastante, curtiu as maluquices, adorou tudo e não deu qualquer trabalho. 
Recomendo para quem mora em São Paulo ou terá a chance de estar na cidade durante a Bienal. Dá pra levar filhos de qualquer idade. 
Domingo é de graça. Durante a semana, entrada inteira custa R$ 20 e meia R$ 10 (ah, vá). No Pavilhão da Bienal, até 4 de dezembro.
Depois do passeio, a dica é almoçar ali mesmo no restaurante do MAM, uma delícia. (Mas aviso: se seus filhos são daqueles que só comem macarrão na manteiga, arroz e feijão, salsicha e batata frita, melhor ir pra outro lugar. Ali a comida é um pouco mais sofisticada e não tem menu infantil.)


Mas essa dica, apesar de ser específica sobre São Paulo, vale para quem mora em qualquer lugar: levem seus filhos a exposições de arte! Eles adoram ver detalhes das pinturas, das esculturas, das instalações malucas. Se não tem na sua cidade, leve até a cidade mais próxima. Aproxime seus filhos da arte e da cultura desde cedo!!






Luísa ficou doida com a obra que tem a vaca e o bezerro de verdade partidos ao meio conservados no formol

A Rafaela olhando as mil cabeças do Tom Cruise

O Piu-Piu que parece inflável mas é de aço




PS. Esta semana o Mamatraca fala sobre gravidez. Hoje eu estou lá, no vídeo do Tricô, dizendo que não tenho nenhuma saudade desse tempo e que prefiro mil vezes as meninas no colo!!! E você, acha a gravidez tão incrível assim ou é das minhas? Conta o seu lado A e o seu lado B da gravidez pra gente!