quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Relato de parto emocionante

Eu tive dois partos normais, que já contei aqui e aqui. Mas nunca pensei em ter um parto natural, muito menos em casa. Acho que não evoluí a esse ponto ou, simplesmente, talvez não seja pra mim. Acho que nessa seara cada mulher tem que se informar muito e fazer as escolhas que a fazem bem, respeitando a si mesma e, especialmente ao seu bebê.
Mas tenho me deparado recentemente com histórias incríveis de mulheres sensatas e inteligentes que fizeram essa opção pelo parto natural.  Me emociono com as histórias delas, mesmo sendo algo em que eu não consiga me enxergar.
E a história mais linda que eu já li sobre isso foi contada em detalhes essa semana pela Lia, do blog 1,2,3 Saco de Farinha. Recomendo a leitura para qualquer mãe, independentemente das suas opções. Lia é blogueira das antigas, como eu, e eu a acompanho desde antes do nascimento da primeira filha dela, a Emília. Esta semana nasceu em um parto domiciliar a Margarida, a segundinha, com quase quatro quilos.
Achei que o relato do parto da Lia, que foi contado em cinco partes, merecia um post, porque me emocionou demais. Porque, além de tudo, aquela mulher escreve bem que só.
Parabéns, querida Lia, pela sua coragem e, sempre, sua lucidez em tudo o que faz e fala. Sou sua fã. E muita saúde para a Margarida e para a Emília.

Outros relatos emocionantes de parto natural são os da Pat e da Thaís, também vale a pena ler.

Planejando a viagem: de olho nas despesas


Como envolver os filhos no planejamento financeiro de uma viagem?
Eles podem participar desse controle de gastos, por exemplo, ajudando a lembrar o que foi comprado e participando dessa contabilidade no fim do dia, da semana e do mês. Isso pode se transformar numa espécie de joguinho, em que os gastos são convertidos em pontos e a ideia é economizar pontos, que depois poderão ser gastos na viagem. É legal que eles comecem a ter noção dessa decisão sobre o adiamento do consumo. Quem consome hoje tem um prazer imediato, mas isso pode sacrificar o amanhã. Ou seja, se você gastar muito hoje, pode não ter como fazer a viagem amanhã. 


***
Esse é só um trechinho da entrevista incrível que a super jornalista de economia Catherine Vieira, editora da revista ValorInveste do jornal Valor Econômico, deu para o Mamatraca.  Utilidade pública para mamães e papais que gostam de viajar. www.mamatraca.com.br



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Detalhes da decoração da festa

A pedidos, vou colocar aqui mais alguns detalhes da decoração da festinha das meninas. A festa foi em agosto (por sorte as duas fazem aniversário no mesmo mês, então dá pra caprichar numa festa só), mas as fotos (maravilhosas, por sinal) chegaram nesse último fim de semana, por isso estou falando desse assunto só agora. Como eu disse ontem, consegui convencer a Luísa a fazer um tema que não envolvesse personagens comerciais. No ano passado já fizemos a festinha da Branca de Neve, amor da vida dela, e foi muito legal. Este ano ela começou com a ideia que queria fazer a festa do Ben 10, alguém merece? Do Ben 10 para as fadinhas foi uma grande evolução, não acham? Mereço um prêmio de consolação por ter convencido minha filha a mudar de ideia - até porque ela nem assiste essa porcaria do Ben 10 (sei que meninos adoram, mas eu detesto esse tipo de desenho). Brincadeiras à parte, acho legal que ela tenha a liberdade de escolher o tema da festa (só não o Ben 10). Essa fase das princesas, por exemplo, dura um tempo tão curto que não vejo porque proibir, mesmo tendo o apelo Disney. Mas, como ela curtiu a ideia da fadinha e a princesa preferida já tinha sido tema da festa de 3 anos, deu tudo certo.
Voltando às fadinhas, a proposta foi fazer algo bem lúdico. Então foram usadas fadinhas de pano e a mesa simbolizava um jardim. Mas tudo bem sutil. Espalhamos aquela folhagem verde pra dar um toque (não tinha toalha, só a folhagem) e bandejas invertidas verdes e rosas apoiavam os doces.
Mas não pensem que sou essa prendadeira toda. Eu dei várias ideias e escolhi todos os detalhes, mas uma moça super competente na organização de festas  fez quase tudo me ajudou.

Aqui uma foto mais próxima da mesa. 

A árvore seca com as flores verdadeiras e as borboletinhas de papel deram um charme

As fadinhas de pano foram espalhadas pela mesa

O docinho em forma de cogumelo ajudava a dar uma cara de jardim

Nas paredes brancas do salão de festas os varais traziam fotos das duas
Fotos: Daniela Leme

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Borboletinhas hand made


Fotos Daniela Leme
No ano passado, eu fiquei encantada com alguns toques de personalização da festa de uma amiguinha da Luísa. Aos quatro anos, ela escreveu de próprio punho o nome dela e da irmã que ilustraram o painel atrás do bolo e vários desenhos feitos pela aniversariante ficavam espalhados pela festa.
Fiquei com isso na cabeça. Queria fazer algo parecido, mas não exatamente a mesma coisa. Quando decidimos que o tema da festinha da Luísa e da Rafaela seriam fadinhas (nada de Tinker Bell ou fadinha da Barbie, sugeri que fossem fadinhas tradicionais mesmo, só que mais estilizadas), me ocorreu a ideia: Luísa poderia pintar as borboletas da decoração. E assim foi feito. A partir de um molde, imprimi várias borboletas em dois tamanhos diferentes e a Luísa pintou todas elas. Está certo que no final ela não estava aguentando mais pintar borboletas, e achei que o trabalho de exploração infantil estava na hora de terminar rsrsrs. Mas foi muito legal fazermos essas atividades juntas.
Até então eu ainda não sabia como iria utilizá-las, mas na hora de montar a decoração veio a ideia: elas ficariam na parede bem atrás do bolo. Algumas também pousavam sobre vasinhos de flores que enfeitavam as mesas. Ficou bem legal e delicado. E Luísa ficou feliz da vida por ter participado.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Criamos os filhos do mesmo jeito?

Sempre que via dois irmãos muito diferentes, eu pensava: como é que dois filhos, criados pelo mesmo pai e pela mesma mãe, com a mesma educação, mesmos valores e mesma disciplina, saíram assim tão diferentes? "Isso é realmente o que se chama de personalidade e influência do meio", eu concluía.
Mas daí que um dia desses eu estava conversando sobre isso com mais duas pessoas e surgiu ali uma discussão muito interessante: na verdade, os pais não criam os filhos do mesmo jeito. Não é exatamente a mesma educação e ponto final.
Fiquei matutando (como assim eu crio minhas filhas de forma diferente?) e de fato vi que eles têm razão nesse raciocínio. Basta comparar o grau de cobrança e ansiedade que temos com o primeiro filho em comparação aos demais. Em geral, o primeiro filho é mais cobrado, enquanto o mais novo é criado com muito mais leveza. Imagino essa diferença com quem tem três ou quatro filhos, então. Quando pais têm um filho com algum tipo de dificuldade, tendem a protegê-lo e a cobrar paciência do outro. Ou, na outra ponta, o filho que não dá trabalho é protegido e tem sempre o que quer, enquanto o outro que dá mais trabalho é punido o tempo todo e tem menos carinho dos pais (ou de um dos pais) porque eles têm menos paciência com a criança difícil.  Como podemos saber o que essas nossas atitudes (muitas delas que julgamos pequenas ou nem percebemos) vão impactar no que eles serão e como se comportarão no futuro?
Sim, ensinamos os mesmos valores como respeito, ética, honestidade, família. Especialmente se eles vêm do exemplo, e não do discurso. Mas estou começando a me convencer de que, sim, a forma como educamos nossos filhos e  passamos cada um desses valores pode variar, sim, de filho para filho. Muitas vezes, em pequenas sutilezas.

E hoje no Mamatraca falamos sobre viajar com e sem filhos. Estou lá contando minha experiência de fazer as duas coisas. A semana toda é dedicada ao tema viagens, e tem muita coisa legal. Passa!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Imperdível: entrevista exclusiva com a Monga

Por muitos anos eu trabalhei como repórter da área de Carreiras em grandes jornais de economia, e até hoje contribuo como freelancer com matérias nessa área. Mas uma das melhores entrevistas que já fiz sobre carreira e maternidade é a que está sendo publicada hoje no Mamatraca. Eu e Carol Passuello entrevistamos Ana Clara, a autora de um dos blogs mais sensacionais que já vi sobre o mundo corporativo: A Monga e a Executiva.
Porque eu já era fã dela antes. Incrível a capacidade que ela tem de falar sobre as sutilezas do ser humano e do seu comportamento no ambiente de trabalho. Ela é ágil, direta, sensível e ao mesmo tempo engraçada. Recomendo com R maiúsculo, assim como ela fofamente recomendou o Mamatraca no seu badalado blog.
Mas, depois que entrei em contato para fazer essa entrevista, fiquei verdadeiramente apaixonada por ela. Gente muito do bem, sensível, delicada, atenciosa, uma coisa!!! Todas as Mamatracas, aliás, viraram fãs número 1 dessa executiva de apenas 35 anos que, pela primeira vez, revelou sua identidade (eu, pelo menos, era louca pra saber e desconhecia!). Hoje abrimos exceção ao vídeo e publicamos a entrevista por escrito.
Não deixe de ler essa entrevista. É de emocionar. Aqui, ó.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Imangel: não recomendo

Porque quando a coisa é boa, a gente fala até de graça. Mas quando é ruim a gente fala de graça também.
E hoje a linha é: Projetinho de Vida não recomenda, pode ser?
Já viram esses produtos fofos da Imangel pra colocar no box do banheiro, vidros, espelhos, etc? Então, são fofos, mas são uma porcaria.
Comprei dois, um para o banheiro da Luísa e outro para a babá da vizinha, que queria dar de presente de aniversário para a filha. Daí que chegamos em casa e o produto estava todo grudado no plástico e estragou antes de ser usado. Foi para o lixo. Tanto o meu como o da vizinha. Liguei então para o telefone do atendimento da loja e me disseram que era por problema de armazenamento e que eles me dariam dois novos, era só buscar na loja tal. Cheguei na loja tal e eles não sabiam de nada. Telefonei novamente e a moça do atendimento me disse que entregariam em casa no dia seguinte. Entregaram na sua casa? Porque na minha não. E liguei de novo, e falaram que iriam entregar novamente, e nada.
Fiquei super sem graça foi com a babá, coitada, porque vinte ou trinta reais pra ela é muito dinheiro. E ainda ficou sem o presente da menina. Então fui a uma outra loja e comprei um outro adesivo da Imangel, acreditando que o problema era o armazenamento. O produto não veio grudado, mas não durou uma semana e se desfez todo. Bastou a criança tirar umas duas vezes do box que o negócio desmanchou.
E a Imangel pensa que a gente está brincando de casinha e gosta de jogar dinheiro fora. Azar deles que eu tenho um espaço pra me manifestar.
Então, fica a dica: esse produto Imangel é uma porcaria. Se alguém tiver dica de alguma marca boa desse tipo de produto, por favor me avisa?
Aliás, outra coisa que eu queria muito encontrar mas não vejo mais por aí são aquelas estrelinhas fluorescentes de colocar no teto que a gente tinha quando era criança, sabe? Ainda existe aquilo? A Luísa ia amar ficar contando as estrelinhas antes de dormir!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

As reuniões de pais

Adoro a escola da Luísa, acho que ela se desenvolve muito lá, tem um grupo de amigos super bacana, aprende muitos valores com os quais eu compartilho e tem um espaço imenso pra brincar e explorar, coisa que a maioria das escolas em cidades grandes não oferece.
Mas eu tenho a sensação de que nunca volto satisfeita das reuniões de pais. Saio sempre com a impressão de que se eu tivesse faltado não teria perdido muita coisa. Especialmente este ano. Os pais (que eu adoro) passam a reunião falando dos seus próprios filhos e a professora contando coisas que eles fazem no dia-a-dia, mostrando os portfólios, contando um pouco das histórias que os envolvem e o que eles aprendem. Mas sempre acho que falta conceito, falta falar sobre projeto pedagógico, falta conteúdo. Não há reuniões individuais (apenas relatórios individuais por escrito a cada semestre), e acho que por esse motivo os pais ficam com essa curiosidade de saber mais sobre como seu próprio filho está se desenvolvendo - eles alegam que, se houver qualquer comportamento diferente do seu filho, você será chamado para conversar em particular. Será que espero demais? Não sei.
Estava lendo a revista Nova Escola deste mês (aliás, recomendo - ela é voltada para professores, mas é muito legal também para pais interessados) e tem uma matéria sobre esse assunto reunião. E o engraçado é que a matéria começa justamente assim: "Todo educador sabe que é um desafio conduzir uma reunião de pais proveitosa. Afial, os familiares chegam a esse tipo de encontro com muita expectativa para saber sobre os filhos, o que pode resultar em discussões a respeito de problemas individuais e afastar o debate da pauta organizada" Oi? Alguém se enxerga aí?
Quando eu li a revista, percebi que, de uma forma geral, é dessa forma mesmo que as reuniões acontecem: os professores apresentam os portfólios e explicam as etapas do desenvolvimento infantil, associando-as às atividades desenvolvidas. O que eu acho que falta, talvez, no caso da atual professora da Lu, é deixar mais clara essa associação do conceito com a prática. No fundo, acho que ela está fazendo tudo o que tem que ser feito com as crianças, mas talvez falte essa maior capacidade de comunicação com os pais. Não sei se isso tem ou não a ver com a idade/geração (a professora dela já está prestes a se aposentar).
Como é a dinâmica na reunião de pais na escola dos seus filhos?

PS. Gostaria de agradecer imensamente por todo carinho que estamos recebendo no Mamatraca. Esse é um projeto feito com muito amor e muita, mas muita dedicação. Porque desenvolver um site dá um trabalhão, nossa senhora. Tem um imenso trabalho invisível por trás, são muitas horas para desenvolver tantos detalhes - e vários ajustes de programação têm de ser feitos mesmo com o site no ar. Mas estamos aprendendo! E muito felizes com tudo. Muito obrigada!!
Aliás, essa semana estamos falando sobre maternidade e carreira, o eterno dilema de todas as mães, né? Já foi lá ver? www.mamatraca.com.br

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pausa nas atividades artísticas

Luísa ama a irmã de paixão. E vice-versa. As duas têm uma relação deliciosa de cumplicidade e carinho que emociona de ver. Cada vez que vejo a Luísa andando de mãozinhas dadas com a irmã, ou quando vejo as duas se abraçando, tenho vontade de chorar. Essa é a multiplicação do amor que tanta gente falava que acontece quando temos mais filhos - mas que quando a gente tem só um a gente duvida que seja capaz de acontecer.
Mas irmão mais novo também enche o saco do mais velho, isso também temos que admitir. As duas se amam, e até que a Luísa não reclama muito, mas a pequena não a deixa em paz. A Rafaela azucrina a Luísa. Pega os brinquedos dela, amassa os papéis em que ela está escrevendo, bagunça as peças quando ela está brincando com algum jogo, quer tirar as coisas da mão da irmã mais velha a qualquer custo - e ainda arma um escândalo se é contrariada, se joga pra trás, praticamente uma atriz dramática.
Uma consequência disso é que as atividades artísticas que aconteciam com bastante frequência aqui em casa deram uma pausa. Agora é praticamente impossível brincar de pintura, colagem, massinha e outras coisas que eu fazia muito com a Luísa, especialmente nos finais de semana. Simplesmente porque a Rafaela não deixa, quer por tudo na boca, joga tudo no chão, tira as coisas do lugar, faz a maior bagunça. Só conseguimos fazer esse tipo de atividade quando a Rafaela está dormindo, tempo que também tem diminuído cada vez mais durante o dia. Me divirto por um lado, mas às vezes fico com peninha da Luísa, tenho que confessar.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Adivinha quem deu essa dentada?

Mudamos a dieta da Rafaela aqui em casa. Ela tem se recusado a comer comida salgada, mas adora dar uma beliscada no bastão de cola, nos fios do computador e come canetinhas que é uma beleza.
Então agora o almoço dela é feito no meu escritório, seu lugar preferido.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

MAMATRACA

Sabe quando você pensa que um projeto parece ousado demais e, de repente, esse sonho se torna realidade? Pois é isso: hoje apresento a vocês meu mais novo filho: o Mamatraca, um site sobre maternidade que foi concebido juntamente com um grupo de amigas queridas que muitas de vocês que frequentam a blogosfera já conhecem: Anne RammiCarol Passuello, Camila Garcia e Priscilla Perlatti.
O grande diferencial do Mamatraca é que o conteúdo é praticamente todo produzido em vídeo, uma das grandes tendências da comunicação virtual. E, além disso, é feito por mães, pessoas comuns que vivem as alegrias e angústias da maternidade real - e não aquela maternidade idealizada dos comerciais de margarina e do mundo das celebridades.
Ali nós vamos falar sobre todos os assuntos ligados à realidade materna: comportamento, carreira, viagens, amamentação, parto, dicas, entrevistas e, acima de tudo, compartilhar boas histórias.
Para isso, contamos muito com a participação de vocês, companheiras e companheiros de todas as horas do Projetinho de Vida! O Mamatraca é um lugar pra vocês se sentirem em casa e comentar, colaborar, dar palpites e se divertir.
Essa história de trabalhar com vídeo é nova para todas nós, e certamente ainda temos muito a aprender. Se bem que com isso já estamos acostumadas, porque afinal a maternidade é um aprendizado diário, não é mesmo? O importante é que esse projeto está sendo feito com muito carinho, de dentro da nossa alma, e queremos muito que vocês participem. O vídeo "Razões de Ser Mamatraca", o primeiro a ser publicado, resume o que tudo isso significa. 
Deixem seus comentários, sugestões e, acima de tudo, dividam suas histórias com a gente. O Mamatraca é nosso!!
E por fim eu não poderia deixar de agradecer aos parceiros que acreditaram na gente quando esse projeto era só uma ideia e nos ajudaram a fazer acontecer: a grande agência Freela (Pedro, Bruno e toda a equipe), a Neville West, o fotógrafo Gustavo Morita, o Bardot e todas as mães que mandaram seus vídeos para o Colcha de Retalhos. Obrigada, obrigada, obrigada!

Agora corre lá conhecer o Mamatraca, já tem um monte de gente bacana participando também!

As Mamatracas: Anne, Carol, Camila, eu e Priscilla

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Impressões da volta

- Não sei por que, mas quando eu chego de viagem sem as crianças eu tenho a sensação que as minhas filhas cresceram absurdamente. Isso também acontece com vocês?

- O dia da volta é sempre o mais difícil de todos. O tempo parece que para e a gente não chega nunca em casa.

- É muito bom voltar pra casa e ser recebida com tanto carinho pelas meninas. Sempre fico com receio de que elas fiquem meio estranhas com a gente, mas as duas se jogaram da forma mais deliciosa possível.

- Minha mãe me contou que todos os dias, ainda sonada logo que levantava da cama, a Luísa chamava a minha mãe às 7h da manhã para riscar o calendário que eu fiz com ela. E a primeira coisa que ela falava cada vez que eu telefonava era: "mamãe, só faltam tês dias" pra você voltar". Ajudou bastante a passar mais rápido.

- O Skype é a melhor invenção dos últimos tempos. Poder ver a carinha delas durante a viagem e elas poderem nos ver é incrivelmente gostoso e confortante. Realmente não tem preço.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Lições que a vida da'

Tempos atras tive a oportunidade de conversar com a mae de quatro filhos, sendo que um deles e' autista. E ela me contou as barbaridades que ouviu da pediatra quando foi diagnosticada a doença do filho. O garoto tinha por volta de dois anos de idade e a escola chamou a atenção para o fato que o garoto não prestava muita atenção no que ela falava e também tinha certa dificuldade de relacionamento com os amiguinhos. Pensava-se que ele pudesse ter algum problema de audição.
Ela fez então alguns exames no filho e foi ate a pediatra para buscar os resultados. A monstra medica simplesmente disse assim:
- O seu filho eh autista, você sabe o que isso significa? Que ele vai estudar no máximo ate a quarta serie, não vai ter amigos, não vai fazer esportes, não vai ter demonstrações de afeto por vocês.
Não consigo me imaginar no lugar dessa mae, da dor que deve ter sido ouvir isso tudo assim, dessa forma grosseira e, pior, equivocada.
Hoje o filho dela tem dezoito anos e esta terminando o colegial, pratica varias modalidades de esportes, adora uma festa e diz sempre "eu te amo" para a mae (coisa que, segundo ela, o filho mais velho nunca falou). Ele tem, sim, dificuldades no aspecto social porque ele tem dificuldade de estabelecer conversas muito longas e tem pouca concentração. Mas leva uma vida normal. Evidentemente eh uma pessoa que demanda sempre atenção dos pais, mas chegou muito, mas muito alem do que a família sequer poderia imaginar.

Fiquei pensando nessa lição de vida e no ódio que eu nutriria por essa pediatra. Ninguém tem o direito de fazer isso com uma mae. Ninguém.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Calendário

Hoje viajo de novo sem as meninas. Meio trabalho do marido, meio passeio, mas tenho que ir. E acho que vai ser bem legal, não estou reclamando.
Desta vez as preocupações diminuem um pouco, já que o esquema para viajar sem elas já foi recentemente estruturado e as coisas funcionaram super bem. Só que a angústia do dia pré-viagem é a mesma. Muita coisa pra levar e que não posso esquecer, muitas coisas pra deixar prontas e que igualmente são importantes, e um aperto imenso no coração por deixar as meninas por uma semana.
De novo fiz o calendário para a Luísa, para ela ter noção do tempo e de quando volto. Não tive tempo de deixar posts programados, mas se der, passo aqui pra dar um alô.
Juízo aí.