sexta-feira, 29 de abril de 2011

Corpinho de sereia

É impressão minha ou a bunda da gente achata depois de ter filhos?
Depois do segundo, então, a bunda diminui e aparece uma barriga de Seu Boneco que ninguém merece, vamos combinar.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A ansiedade, a agenda do médico e a minha escolha

Faltavam poucos dias para o meu segundo parto. Muita gente acompanhou aqui meu grau de ansiedade, considerando que desde as 37 semanas de gravidez eu estava prontinha para a Rafaela nascer. Como eu tive um parto normal muito rápido na primeira gestação, que aconteceu com 39 semanas, era quase certo que Rafaela nasceria antes disso dada minha facilidade para dilatação. Eu achava, o médico dizia, minha mãe pressentia, a mudança da lua avisava.
Eis que, como nada é previsível nessa maternidade, a não ser que seus filhos vão fazer birras e vão te dar muita alegria também, o esperado não aconteceu. E cheguei às 39 semanas num alto nível de tensão.
Daí fui à consulta prevista no meu GO. Ele é um fofo, carinhosíssimo, super respeitado no meio e favorável ao parto normal. Ele sentiu minha ansiedade, mas ficou tudo combinado que eu esperaria no mínimo completar as 40 semanas e só faria intervenções se houvesse risco. A bebê estava bem grande, eu estava com líquido amniótico acima do normal e a Rafa com o cordão levemente enrolado no pescoço, conforme apontava o ultrassom, mas para o meu GO isso não era motivo de preocupação e que esses fatores não seriam impeditivos para eu ter meu parto normal. Saí dali aliviada e feliz por ter escolhido ele.
Mas... dois dias depois ele me telefona. Eram umas sete da noite. Me perguntou como eu estava e eu respondi que muito ansiosa. E foi a deixa, então, para ele me fazer uma sondagem: se eu não queria induzir o parto naquela quarta-feira com ocitocina (eu completaria 40 semanas na terça seguinte), e que isso de forma alguma atrapalharia minha opção de ter o parto normal. Ele me disse que a agenda dele estava por minha conta naquela semana (ele não aceita convênio e, por isso, consegue administrar melhor a agenda), MAS que ele tinha sido chamado para um congresso no interior de SP em cima da hora naquela semana e, se eu fizesse a indução, ele poderia se programar. Me disse que a opção era minha, e que se eu falasse que não, não haveria problema e ele cancelaria a palestra no congresso. Mas ele falou o que eu não queria ouvir.
Meu mundo desabou. Fiquei besta com aquela proposta indecente àquela altura do campeonato. Fiquei decepcionada, não soube responder nada. Pensei: "caramba, que merda, ele é igual a todos os outros médicos que marcam o parto para atender sua agenda". Chorei, chorei. Fui falar com meu marido aos prantos por estar me sentindo pressionada pelo médico a fazer a indução antes de completar as 40 semanas.
Eu já sabia que faria a analgesia durante o parto, se desse tudo certo de ser normal, porque era uma opção minha. Mas induzir antes da hora sem necessidade era uma coisa impensável pra mim. Eu não queria aquilo. Meu marido imediatamente me deu um super apoio e concordou que eu não deveria agendar a indução e isso me deu muita força.
No dia seguinte, eu tinha consulta novamente. Cheguei lá e ele sentiu minha frieza, minha chateação. Eu, que sempre fui amiga dele e desabafei tantas vezes naquele consultório, não consegui esconder minha decepção. Não toquei no assunto até que ele se manifestou.
- Roberta, sinto que você não está à vontade com essa indução. Já percebi isso ao telefone e cancelei o congresso. Como eu disse, estou por sua conta, você é a minha prioridade até o nascimento da Rafaela. Só perguntei porque, caso sua ansiedade estivesse te deixando nervosa e você quisesse induzir, isso poderia ser feito tranquilamente. Mas vamos esperar pelo menos até semana que vem quando completarão as 40 semanas.
Eu respondi que sim, que não estava à vontade e não queria induzir antes da hora especialmente em função de agenda. Que preferia realmente esperar. E assim foi.
Saí dali com o coração mais leve e certa da minha decisão. Ele não foi ao congresso e a Rafa também não nasceu naquele dia. Na sexta-feira, minha mãe chegou pra ficar comigo e foi junto à consulta. Ali comecei a sentir contrações mais fortes. Naquele sábado de manhã, dia 21 de agosto de 2010, com 39 semanas e 4 dias, fui para o hospital com 7cm de dilatação e a Rafaela nasceu duas horas depois que eu lá cheguei. O resto já contei aqui.
Continuo gostando do meu médico, apesar disso. Ele pelo menos respeitou a minha escolha.

Lembrei dessa história e resolvi contar aqui depois de ler esse post da Carol sobre cesárea.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Antes de dormir

- Mamãe, conta uma história pra eu dormir?
- Conto, qual delas você quer?
- Antes vamos rezar, tá, mamãe?
- Vamos. Então eu começo e você vai repetindo comigo.
-
- Pai Nosso que estais no céu
- Pai nosso quitá no céu
- Santificado seja o vosso nome
- Santitado sosso mone
- Venha a nós o vosso reino
- Vassueino
- Mamãe...
- Oi, filha
- Vamos rezar a ôta poque essa tá muito compicada?


***
(depois descobri que a babá reza pra ela a oração do anjinho da guarda, que realmente é bem mais simples!! haha)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sobre a Xuxa e o que realmente influencia nossos filhos

Alguns assuntos são proibidos na blogosfera materna. Quem há de admitir que agendou cesárea, por exemplo? É praticamente uma atrocidade dizer uma coisa dessas. Dentro de uma corrente mais "intelectual" das mães blogueiras, muitas coisas não podem ser ditas. Quem admite publicamente que seus filhos assistem aos DVDs da Xuxa? Não, não, assunto terminantemente vetado. Quem o faz, faz em casa entre quatro paredes e olhe lá. Não pode contar pra ninguém.

Eu fui da geração que cresceu assistindo Xuxa, Mara Maravilha, Chaves e etc e tal. Vi muito mais programas desse gênero do que da linha mais educativa, o que eu lembro bem pouco. Balão Mágico era educativo? Daniel Azulay, esse sim.
Depois que me tornei adulta e meu senso crítico se apurou, enxerguei na Xuxa um ser diferente daquele que eu via quando criança. Acho, evidentemente, que ela não é um grande exemplo de pessoa pública. No fundo, acho que ela é meio maluca, algo na linha Michael Jackson. Não é uma pessoa comum, uma celebridade qualquer. Ela é uma entidade, cheia de esquisitices.

Mas minha mãe adora a Xuxa até hoje (não espalha pra ninguém). E quando a Luísa era pequena, minha mãe deu de presente pra ela uma caixa com quatro DVDs daquela série Xuxa Só Para Baixinhos. Ela assistiu durante um período, depois nós tratamos de deixar os DVDs meio escondidos pra ela poder descobrir coisas melhores como Palavra Cantada, Parangolé, Toquinho, Tempo de Brincar, Cocoricó e outras coisas bacanas que hoje tem por aí (ainda bem).
Só que dias atrás ela redescobriu a Xuxa. E se apaixonou, quer ver toda hora. E a gente relutando. Meu marido odeia. Eu não gosto, mas também não acho um horror tão grande.

Resolvi um dia desses sentar e assistir junto. Agora vou apanhar, mas vou falar.
A qualidade musical é ruim, é fato. A voz da Xuxa é esganiçada e ela mesma admite que tem uma voz péssima, tanto que não canta ao vivo de jeito nenhum. Mas as músicas são bem infantis e apropriadas para a idade, os clipes são coloridos e trazem crianças se comportando como crianças. Não vi cenas tão horríveis que possam trazer más influências para a educação das minhas filhas.
Afinal, qual a influência real que a Xuxa exerce sobre essa nova geração? Na minha opinião, uma influência infinitamente menor do que a que ela exerceu sobre a nossa geração que a acompanhava nos anos 80. Comercialmente falando, inclusive. Hoje, há milhares de outros produtos que chamam muito mais a atenção das crianças nas ruas e lojas de brinquedos do que aqueles com a marca Xuxa. Se a gente tinha sonho em ter uma sandália da Xuxa ou o sonho de ser paquita, atualmente isso já é mais que ultrapassado. Hoje há influências muito piores por aí e é nelas que temos que ficar de olho. Nós, pais, exercemos influência muito maior sobre nossos filhos do que os programas que eles assistem na TV, não se esqueçam disso.

Onde eu quero chegar é: será que a Xuxa é assim tão pior que o Patati Patatá (que fica fazendo propaganda dos seus produtos licenciados no meio do show), a Galinha Pintadinha (que também tem uma qualidade musical sofrível, vamos combinar), a Barbie (que estimula a adultização das crianças) ou o Hi Five? Sinceramente, não acho. Para mim, é tão ruim quanto. Mas também não acho tão nocivo quanto se pinta por aí se não for em exagero. Aliás, TV em exagero não é bom nem se o programa for educativo ou de boa qualidade musical.
Prontofalei.  Podem me bater agora. Mas só de leve, tá?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Curtinhas de Páscoa

Caramba, como a Luísa comeu chocolate esses dias. Sorte que ela ainda não está na fase de ter espinhas. A Rafa bem que tentou, mas teve que se contentar com o peixinho de pelúcia que veio no ovo do Peixonauta.

****

Quando montamos a cestinha do coelho da Páscoa, falei pra Luísa escrever uma cartinha pro coelho pra contar pra ele que este ano tem mais uma criança aqui em casa e que ele não poderia esquecer de trazer um presente pra Rafaela também. Ela contou pra todo mundo da cartinha e, quando viu toda a bagunça do coelho no domingo, viu que o coelhinho tinha levado a carta e deixado um ovo pra Rafa também. Foi a sensação. Ela não se aguentava de alegria de ver a bagunça que o coelho fez na sala. Esses momentos mágicos são demais. Pena que um dia ela não vai mais acreditar nessas fantasias.


****

Na praia. E eu tentando aproveitar um pouco do solzinho pra disfarçar minha brancura enquanto minha mãe tinha voltado pro hotel com a Rafaela.
- Mamãe, quero fazer xixi.
- Então vamos ali no mar, filha.
- Não quero.
Ai, caramba.
- Então vamos voltar lá pro hotel pra você fazer xixi lá.
E aí no caminho:
- Mamãe, não pode fazer xixi no mar, é feio.
- Pode sim, filha. Na piscina não pode, mas no mar não tem problema porque a onda leva o xixi embora.
- Não pode, não. O mundinho fica triste.

****
Rafaela deu canseira no avião desta vez no voo de volta. Chorou horrores na saída do Rio e na chegada em São Paulo. Na ida era sono. O avião um tempão parado esperando autorização pra decolar e eu presa no banco com ela no colo aos berros, sem poder levantar pra dar uma ninada nela. Conclusão foi um choro bastante intenso e duradouro. Muita aflição. Difícil não a gente ficar nervosa numa situação dessas. Na volta, acho que ela teve um pouco de incômodo no ouvido, porque chorava e batia as mãozinhas na orelha. Ai, tadinha, que dó. Luísa nunca teve dor de ouvido em voos. O bom é que essa dor é momentânea por causa da pressão e depois passa.

****
Na casa do tio.
Depois de comer mais um pouco de chocolate que ganhou de presente, Luiz chama a Luísa de canto.
- Filha, vem cá um pouquinho com o papai
- Nãaao, papai, eu já falei obrigada!!

(Tadinha, achou que já ia levar um esporro. Mas, na verdade, o pai só chamou pra ela pegar o presente que ia entregar para a avó).

****
Nossa, mas que preguiça que dá voltar à rotina depois de um feriadão bom desses.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Brincando de escritório

Eu me lembro que uma das minhas brincadeiras preferidas quando eu era criança, além de esconde-esconde, era brincar de escritório. Eu pegava papéis timbrados do escritório do meu pai (quer dizer, ele me dava) e eu tinha uma pastinha com vários tipos de papéis diferentes. Eu brincava horas sozinha com isso.
Daí que hoje trabalho em casa (home office, é mais chique) e Luísa herdou minha adoração pela brincadeira. Ela adora detonar pegar meus papéis, lápis, canetinhas, agendas e post-its. Ai, ai, meus post-its... estão todos mal grudados e com pequenos rabiscos em cada papelzinho.
O que eu acho engraçado é como a Luísa se organiza pra brincar. Ela é toda certinha e metódica. Pega livros da estante (ontem estava lendo para as bonecas "O que é sociologia", veja bem), coloca um ao lado do outro e espalha os papeizinhos de recado pelo chão conforme dá pra ver na foto, tudo enfileiradinho. Daí ela fica conversando com os amigos/alunos imaginários, anota várias coisas nos papéis e na agenda velha do ano passado e ali fica um tempão brincando sozinha.
Fico brava às vezes porque ela detona meus materiais de escritório e também porque muitas vezes ela larga a bagunça no chão e não quer arrumar. Mas, no fundo, eu acho uma delícia ver minha filha brincando assim parecendo uma menina moça. Adoro, adoro.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Rima pra cá, Rima pra lá

Na rua do Cai-Balão
A casa é de papelão
E a escada é de papel.
Lá mora um homem-batata.
O carteiro vem feliz
Coitado, quebra o nariz.

*****


O piolho e a pulga
Foram jogar cartas
Sobre uma banqueta
(Não tinham roleta)
A pulga fez treta:
"Vê se me respeita!",
Reclamou o piolho
E abriu bem o olho.

*****

Oi, segunda-feira
Vai bem, terça-feira?
Ótimo, quarta-feira.
Diga à quinta-feira
O recado da sexta-feira:
Que o sábado suba a ladeira,
Para ir à missa domingo. 

****
São 66 poemas rimados, uma delícia. Bem ilustrado, lírico e colorido. Fica a dica de leitura. Luísa amou.
Peguei a dica aqui, ó.
"Rima pra cá, Rima pra lá" - Histórias, rimas, canções e cia. - Companhia das Letrinhas
Com poemas de Corinne Albaut, Sophie Arnould, Françoise Bobe, Claude Clément, Mélanie Erhardy, Michel Piquemal e Marie Tenaille.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Os nomes e a nossa geração de avós

Quando eu decidi que minha filha se chamaria Luísa, eu ainda nem estava grávida. Queria ser mãe, estava tentando engravidar e já tinha o nome muito claro se eu tivesse uma menina. Eu e meu marido éramos apaixonados por esse nome por causa da música do Tom Jobim e ainda não circulávamos na esfera materna - ou seja, não tínhamos a menor ideia de quantas Luísas poderiam existir por aí. Achávamos que o nome era bonito, forte e ao mesmo tempo delicado.
Mas nossa senhora, quanta Luísa tem por aí. Acho que não tem uma sala de aula infantil que não tenha uma garotinha chamada Luísa ou Maria Luiza ou Ana Luiza. Tadinha da minha filha, já virou Luísa Sobrenome Tal. Espero que a Rafaela não passe tanto por isso, veremos em fase escolar.
Depois, lendo esse post da Lia e esse aqui da Anne,  fiquei pensando que o nome Luísa hoje em dia, assim como outros, equivale a alguns nomes da minha geração que ilustravam as agendas  na minha época e que agora simplesmente desapareceram das maternidades. Já pensaram que logo os nossos nomes serão pertencentes ao de uma geração de senhoras avós, assim como hoje vemos a Judites, Neusas, Nildas, Marilenes, Cleusas e tais?  Pensa: logo seremos vó Roberta, vó Daniela, vó Luciana...

Agora faço uma enquete com as leitoras e leitores aqui do blog: me digam, quem de vocês tem filhos pequenos com alguns desses nomes abaixo:
Patrícia, Juliana, Luciana/Luciane, Renata, Cinthia, Roberta, Daniela/Daniele, Silvia, Adriana, Soraia, Valéria, Camila, Carolina, Cristiane/Cristiana/Cristine/Cristina, Simone, Claudia, Andrea, Paula?
E de meninos: Márcio, Silvio, Sérgio, Fábio, Ricardo, Celso, Renato ou César?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Hoje eu estou lá na vizinha

E o meu post de hoje está lá no "Vinhos, Viagens, uma vida comum... e dois bebês", da fofíssima e agora amiga real Carol Passuelo. Ela me convidou pra escrever um post no blog dela e eu acabei fazendo uma espécie de fechamento sobre a blogagem coletiva da maternidade real. Se bem que esse assunto não tem fechamento, né? Mas foi uma semana de discussões, desabafos e devaneios riquíssima e que fez muita gente refletir - e muita mãe se sentir aliviada também.
Gaúcha gente finíssima com um sotaque delicioso e um sorriso sincero no rosto. A Carol é assim. E o blog dela é uma delícia, quem não conhece ainda corre .

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mãe panda


Essa semana eu estou assim, parecendo um urso panda. Olheiras no pé, me arrastando. O motivo? Um acúmulo de noites mal dormidas, evidentemente.
Ainda não consegui identificar claramente se é apenas por causa do dente que está nascendo ou se há outros fatores envolvidos (como a ansiedade de separação que começa por volta do oitavo mês), mas o fato é que a Rafaela anda acordando demais à noite e meu sono tem sido ultramegahiper interrompido. A cada duas horas, mais ou menos (mais para menos do que para mais), ela chora. Está bem pior do que quando ela era recém-nascida, eu diria, período que foi um sossego.
Às vezes coloco a chupeta e ela volta à dormir, às vezes dou o peito e ela dorme. Mas nem sempre é assim. Algumas vezes ela fica berrando e reclamando de alguma coisa que ainda não consegui identificar. A gente sempre pensa que é o dente, já que a serrinha está despontando, mas em alguns momentos parece choro de cólica, outros é só manha pra ficar no colo mesmo.
As últimas reclamações, inclusive, têm sido contra o peito da mamã. Sinto que ela está querendo desmamar, mas tenho insistido. Ontem ela mamou às 6h30 da manhã e só aceitou o peito de novo umas 4 da tarde. E o pior é que nem sempre ela quer a mamadeira com NAN (que eu tive que começar a dar no começo do mês pra complementar, depois que parei de tomar o remédio que ajudava a aumentar a produção de leite). Ontem passou esse intervalo todo só com suco e papinha, sem leite. Ou seja, tá tudo uma zona por aqui. Alguém que está com filho nessa idade (7/8 meses) está passando por algo parecido pra me dar uma luz? Já não me lembro mais como foi com a Luísa nessa época.
Vou ali tirar um cochilo e já volto.
PS. Onde está o Wally nessa foto? Ahã!! Peguei essa imagem no Google e esse Wally veio de brinde rsrs.

terça-feira, 12 de abril de 2011

E a família toda entrou na dieta


Então que eu resolvi tomar vergonha na cara e entrei numa dieta braba. Mas dieta para o bem, preciso dizer antes que alguém comente: "mas você ainda está amamentando, não pode fazer restrições!". Arrrá, taí que eu estou fazendo restrições, sim, mas das coisas que eu mais amo na vida fora a minha família e amigos queridos mas que não são nada saudáveis: os doces e os salgados/pães/bolos delícia feitos de farinha de trigo branca.
Fui a uma nutricionista funcional e a mulher tá tentando mudar minha vida. Ou melhor, sou eu que estou tentando me reeducar, ela só está dando uma força. Agora estou me tornando um ser natureba (viu, Lia, tá orgulhosa, amiga? Experimentei o macarrão Bifum outro dia e adorei, haha). E onde eu ia chegar é que essa minha dieta está mudando para melhor a alimentação de toda a família, inclusive das crianças.
Porque o foco dessa nutricionista não é contar quantas calorias eu estou consumindo por dia, mas sim melhorar a qualidade da minha alimentação. E eu juro que achava que comia super bem, veja só. Mas ela me fez ver que se eu mudasse a alimentação eu conseguiria dar uma acelerada no meu metabolismo, que está muito lento, e teria uma alimentação muito mais saudável e equilibrada. Eu consumia muitos produtos industrializados e muita lactose, por exemplo.
E daí que ela está preparando um cardápio para a casa toda.

Algumas coisas nós já praticávamos por aqui:

- Usamos o mínimo de óleo possível, e trocamos o de soja por canola.
- Usamos o mínimo de sal possível no preparo das comidas
- Não usamos caldo de carne, caldo de galinha, essas coisas industrializadas que têm quantidade altíssima de sódio (Sazon, então, é um veneno, gente). O lance é fazer um caldo natural, congelar em pequenas porções e usar quando preciso.
- Fritura quase nunca.
- Verduras, legumes e frutas sempre fizeram parte do nosso dia-a-dia.

Mas agora já estamos melhorando alguns outros hábitos como:

- Tiramos queijo ralado que usávamos em alguns pratos
- Mais grãos integrais e esses flocos mágicos tipo linhaça, quinoa, aveia etc.
- Variar mais o menu: eu, por exemplo, comia a mesma coisa todos os dias no café da manhã, assim como a salada do almoço era sempre igual. Agora estamos variando mais. Tudo bem que ando comendo homus, pasta de beringela e até batata doce de manhã, o que é algo meio estranho, mas como não estou tomando leite, até que vai tranquilo.
- Introduzindo suco natural de manhã. Eu, no meu caso específico, tenho que ficar pelo menos um mês sem leite e derivados (pensei que ia sofrer horrores, mas até que estou lidando bem com isso). No meu suco vai inclusive um pouco de couve (bati um maço com um pouco água e coloquei em forminhas de gelo, cada dia pego um cubinho) e gengibre, o que não fica ruim, para minha surpresa. Dizem que é um desintoxicante maravilhoso. Achei que ia ficar com preguiça de fazer suco todo dia, mas até que está sendo gostoso porque faço umas coisas diferentes (hummm, experimente misturar abacaxi, uva verde e água de coco, fica uma delícia. Melancia com limão também é muuito bom). A couve quase não muda o gosto do suco, pode ir fundo também.
- Aumentando quantidade e variedade de frutas. Tá com vontade de comer doce, dá-lhe uma fruta (nossa, com isso eu sofro, viu. Não por causa da fruta, que eu adoro, mas morro de vontade de comer doces. Mas estou controlando de verdade pra poder perder peso. Determinação é o meu nome há 15 dias rsrsrs)
- Evitando misturar algumas coisas, como os carboidratos, por exemplo: se como arroz, não como batata nem mandioquinha.
- Mastigando muito mais vezes o alimento ("nosso estômago não tem triturador nem processador" foi uma frase que me marcou) e evitando líquidos durante as refeições principais - aliás, segundo a nutricionista, esses são quesitos fundamentais para a alimentação, tão importante quanto a qualidade do que estamos comendo. Mastigando mais devagar, a gente acaba inclusive se satisfazendo com uma menor quantidade de comida. Eu comia super rápido, e com isso acabava repetindo o prato.

E assim vai. Sei que tá todo mundo entrando na dança aqui em casa e isso está sendo bem legal. Ninguém está passando fome, muito pelo contrário (só eu que estou passando vontades, mas aí é outra história porque eu preciso emagrecer) e nossa alimentação está ficando mais saudável. Da Luísa ainda não tirei totalmente o queijo das refeições, por causa do cálcio, mas a nutricionista não recomenda queijo na comida, não. E o líquido durante as refeições também é algo mais difícil de cortar imediatamente do marido e da filha (só eu que estou seguindo à risca, por enquanto).
Não significa que vamos todos virar 100% naturebas - até libero um danoninho pra Luísa de vez em quando, um doce no final de semana. Mas fico feliz em ver que estamos todos melhorando nossos hábitos, especialmente as crianças. E a Rafaela vai ter uma mãe muito mais consciente que não vai mais colocar miojo na papinha achando que aquilo é macarrão (sim, pra quem não sabia disso, como eu antigamente, miojo tem sódio pacas e dizem que aquele macarrão instantâneo é das piores porcarias - o que não significa que não se possa comer de vez em quando num domingão quando não tem nada na geladeira, néam...)
Qualquer dia coloco umas receitinhas bacanas aqui.
PS. Ah, em 15 dias de dieta já perdi 2kg. Devagar e sempre.

PS2. Os hábitos saudáveis de casa também estão mudando os hábitos da moça que trabalha aqui em casa. Ela consumia OITO latas de óleo por mês na casa dela, dá pra ter uma ideia? Agora ela reduziu absurdamente as frituras e também está cozinhando melhor para os filhos dela, aprendendo a fazer receitas gostosas com legumes e comendo mais frutas. Como a alimentação saudável nem sempre é um apelo, porque muita gente acha que isso é coisa de rico, mostrei o quanto ela economizaria se cortasse o óleo, a Coca-cola (consumiam uma garrafa de 2 litros todo dia na casa dela!!) e as bolachas recheadas. E não é que funcionou? Quando fiz as contas que ela gastava uns R$ 1800 por ano só de Coca-Cola, ela quase teve um treco e simplesmente parou de comprar.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Verdades e maternidade real

- Eu já coloquei miojo na sopinha da Luísa, quando ela era bebê, achando que aquilo valia tanto quanto o macarrão. Achava que o problema estava apenas no pozinho do tempero, mas que se eu usasse só o macarrão estava tudo certo. Eu não acompanhava outros blogs e as pessoas do meu convívio nunca me disseram que aquilo não prestava. Eu também dei bolacha recheada para minha filha antes de dois anos de idade. Sempre comi essas porcarias e a pediatra da época falava que depois de um ano podia comer de tudo, usando apenas o bom senso. E bom senso é uma coisa tão particular, né?
Maternidade real está relacionada à informação. Depois que comecei a frequentar o mundo dos blogs maternos, aprendi muita coisa sobre alimentação infantil e me tornei uma pessoa muito mais consciente.
- Minhas filhas usam chupeta e não usaram fraldas de pano. Durante um tempo, comecei a me cobrar e achar que eu também deveria entrar nessa onda da fralda de pano. Depois decidi que não era o que eu queria e estou bem com essa solução. Maternidade real é informação, instinto e escolha. Quando mais informação você tem, mais conscientes são suas escolhas.
- Eu tive dois partos normais. Sim, porque tudo conspirou a favor. Além de eu desejar muito que isso acontecesse, nas duas vezes cheguei ao hospital com 7cm de dilatação. Mas tomei anestesia (por opção) e fiz episiotomia (por indicação do obstetra). Também cheguei a me cobrar se não deveria tentar um parto natural sem essas intervencões. Depois vi que não era isso o que eu queria pra mim e que eu não estaria cometendo uma violência contra minhas filhas apesar de algumas mães pensarem isso a respeito dessas intervenções.
- Sou contra a cama compartilhada e ninguém me convence do contrário. Minhas filhas dormem no quarto delas desde que nasceram e nem por isso recebem menos amor. Opção familiar.
- Já fui rigorosa com os horários de mamadas, hoje sou mais liberal. Mas não sei mais qual linha eu sigo. Talvez um mix entre rotina e livre demanda?
- Eu deixo minhas filhas em casa pra sair com o marido, pra almoçar com as amigas. Eu deixo a filha um pouco brincando sozinha na sala enquanto resolvo algumas coisas na internet. Sou mãe de merda por isso? Dane-se quem pensa assim. Não acredito nisso. Sou mãe, mas não sou escrava e não preciso abrir mão da minha vida fora da maternidade pra ser boa mãe. Sou responsável, mas preciso ter meu tempo, fazer minhas unhas, sair jantar um dia ou outro com o marido. Algum problema nisso?
- Tenho uma babá e ela usa roupa branca. Uau, que horror! Chocaram? Outro dia vi em um blog uma discussão ferrenha a respeito disso, com comentários discriminando horrendamente as mães que têm babás, especialmente se elas se vestem de branco. Como se isso classificasse as mães e a forma como elas educam seus filhos. Prefiro uniforme a ficar irritada porque a pessoa usa blusa com barriga de fora e calça aparecendo o cofrinho. Bom senso é relativo, não? Minha babá recebe um bom salário, é respeitada, dorme num quartinho super bacana e é uma pessoa essencial na rotina da minha família. Sou uma monstra? Uma escravizadora? Uma péssima mãe que terceiriza a educação dos filhos?

Achei muito bacana essa blogagem coletiva de hoje sobre maternidade real puxada pela querida Carol. Mas, no fundo, acho que eu já falo dessa forma quase que diariamente no blog. Assumo minhas fraquezas e comemoro minhas conquistas. Procuro melhorar e ainda busco soluções para alguns dilemas.

A informação é fundamental e ajuda muito a nos tornarmos pessoas mais conscientes. Mas ela também em excesso atrapalha, nos deixa confusos, aumenta a nossa culpa por não sermos perfeitas. Há muitas generalizações e cobranças que mais atrapalham do que ajudam.

Não somos perfeitas. Ninguém é. A cobrança de mãe sempre vai existir, mas não podemos fazer com que ela seja maior do que a satisfação por estarmos dando o melhor possível para nossos filhos.

(Gente, não consegui colar aqui o selinho da blogagem coletiva porque me atrapalho nesse Mac).

quinta-feira, 7 de abril de 2011

De Chanel ao sutiã de oncinha

Daí que eu ainda nem estava recuperada da matéria sobre as socialitezinhas de oito anos que juntam dinheiro pra comprar Chanel e Dior e leio hoje na Folha de S.Paulo uma matéria sobre fabricantes de lingerie fazendo sutiãs com bojo para crianças de até 6 anos. Não entendeu? Vou repetir: sutiãs com bojo imitando o formato dos seios para crianças. Por que? Ah, a pedido de mães, porque suas filhas queriam imitá-las. Sutiã de oncinha, tá entendendo? Uma funcionária de uma loja Pernambucanas do centro de SP disse que ali são vendidos cerca de 30 sutiãs infantis com enchimento por dia.
Outro dia vi uma matéria sobre a moda de aniversários infantis em salões de cabeleireiro. Infantis, foi isso mesmo que eu falei. Crianças de cinco, seis, sete anos comemorando aniversário no salão com as amigas, fazendo as unhas, penteados e luzes nos cabelos, maquiagem.

Isso tudo anda me assustando muito.

Existem duas coisas que pegam sério nesses fatos acima: a adultização precoce e a inversão dos valores. E digo mais: esses não são problemas que se vê apenas nas classes mais altas, não. Isso está por todo lugar. E não adianta botar toda a culpa na mídia. Lógico que a televisão tem sua parcela de culpa, mas acho que a mídia sozinha não é a causadora disso tudo. A sociedade tem culpa nisso também. Nós, pais, é que somos responsáveis pela educação de nossos filhos. Não a mídia, não a escola, não as babás, não os avós.
Um comentário anônimo no meu post anterior ilustrou perfeitamente o que eu penso sobre o assunto e acho que vale replicá-lo aqui para quem não viu:

O problema não é ir à Disney duzentas vezes ou vestir roupinhas caras se você tem poder econômico para isso. Conheço diversas pessoas que tiveram acesso a tudo isso e nem por isso se transformaram em adultos fúteis e superficiais. Não há nada de errado em desfrutar das coisas boas que o dinheiro proporciona, desde que este tenha sido obtido de forma legítima, e sem exageros, claro, porque bolsa de grife para crianças de 9 anos é o fim. O que me revolta e até enoja é que adultos venham a incutir nas crianças conceitos equivocados de que ter tudo isso é necessário, que esse ter define quem você é, o que certamente levará essas crianças a julgarem todos à sua volta sob essa ótica torta, quando na verdade o que importa é o ser. Reparem na pose das crianças, parecem copiar as pseudo celebridades que infestam os noticiários. A única que mantém alguma aparência infantil é justamente aquela cujo pai foi acusado/taxado de "intelectual", o que , parece-me, demonstra que a influência deste ainda é positiva sobre a pequena.

Será que a Luísa vai pra Disney pela primeira vez só aos 15 anos ou quando ela puder/quiser pagar sua própria viagem? Provavelmente não. É possível que daqui a alguns anos, quando a Rafaela estiver maiorzinha, a gente resolva levar as meninas pra lá. Como disse esse comentário anônimo, se o dinheiro que ganhamos é legítimo e se a coisa for feita sem exageros, por que não? Também não acho que os pais precisam se sentir culpados por levarem seus filhos à Disney ou a um hotel bacana ou por poderem proporcionar a eles algumas regalias que não tiveram na sua própria infância. Basta ter consciência e equilíbrio.

Eu e meu marido nos preocupamos muito em como ensinar às nossas filhas que o ter não é mais importante que o ser. Queremos que elas entendam o valor do trabalho, do esforço, da dedicação. De que o amor, a amizade, o respeito ao próximo e a honestidade são as coisas mais importantes que devemos aprender.
E arrisco dizer: acho que essas pessoas dizem com orgulho que "a filha não usa Renner nem pra dormir" nem são tão ricas assim. São pessoas que precisam mostrar para se sentir aceitas na sociedade, mas muitas vezes o marido tá vendendo o café da manhã pra pagar o jantar, tem carrão mas está todo endividado.
Ter dinheiro, por si só, não é um problema e temos que ter cuidado com as generalizações. Conheço gente com muito dinheiro que criou filhos muito educados, solidários e responsáveis.

Quanto à questão da adultização, entendo que as crianças peçam. Afinal, elas querem imitar as mães e os pais no comportamento, na forma de vestir, no jeito de falar. Luísa outro dia encheu a blusa de papel e ficava falando que aquilo era o peito dela. Desde um ano e meio de idade ela anda o dia inteiro com a bolsinha pendurada no ombro, vários colares de plástico pendurados no pescoço e um monte de pulseirinhas. É super vaidosa. E o pior é que nem posso dizer que ela está me imitando, porque eu sou muito menos perua do que ela.
Mas uma coisa é uma brincadeira de criança. Outra é incentivarmos que nossos filhos tenham comportamento de adulto, se vistam como adulto, comprem como adulto.
Tenho medo do que ainda está por vir, de como as coisas serão daqui a 10 ou 20 anos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fashion Kids reúne ''socialitezinhas''

E essa matéria saiu no Estadão. Senhor, perdoai essas mães e pais, eles não sabem o que fazem. E protegei essas pobres ricas crianças.

Fashion Kids reúne ''socialitezinhas''
Por Paulo Sampaio - O Estado de S.Paulo

Para entender melhor o público que frequenta - e adora - o Fashion Weekend Kids, desfile infantil que está em sua 12.ª edição, apresenta 11 marcas e termina hoje no Shopping Iguatemi, o Estado conversou com três mães e uma tia na elitizada plateia: as empresárias Sandra Mussi, de 39 anos, mãe de Carolina, de 8; Renata Galvão, de 24, de Larissa Flávia, de 8; a advogada Carla Rocha, de 39, mãe de Helora, de 5; a administradora Sofia Menano, de 42, tia de Mariana, de 9.
Rodrigo Zorzi/Divulgação
Rodrigo Zorzi/Divulgação

As meninas desfilaram?
Sandra: A Carol sempre desfila. E todo ano sai no Glamurama (coluna social eletrônica).
Mas ela sabe do que se trata?
Sandra: Uma criança de 3 anos sabe.
Como era na sua época?
Sofia: A gente nem sonhava.
Sandra: Eu, com 10 anos, mal falava, pensavam que eu era gaga. A Carol, com 8, já foi 4 vezes à Disney. Ela é aquela ali (apontando) de blusa cinza de babado e saia de chamois (o traje, diz a mãe, custou R$ 500).
Vocês acham que as meninas sabem discernir as grifes?
Todas: As infantis, sim.
Sandra: A minha filha quer óculos Chanel, Prada. A gente gosta de coisa boa, eles aprendem.
Carla: Se meu marido ouve isso, tem um surto.
Por quê?
Carla: Ele pensa diferente.
Sandra: Ele é intelectual (risos gerais).
Sofia: A criança deveria ser criança por mais tempo.
Sua sobrinha gosta de grife?
Sofia (apontando para a bolsinha Givenchy branca da menina): O que você acha?
Ela sabe dizer o nome?
Sofia: Claro!
Sandra: Sabe o que eu acho? Se a gente comprasse na C&A, na Riachuelo, elas não estariam tão antenadas. Eu não imagino minha filha colocando uma roupa da Renner nem para dormir.
Renata: Espero que elas consigam manter esse padrão.
Sofia: Elas guardam dinheiro.
Pra quê?
As três (rindo muito): Comprar uma Chanel, um Dior.
Sandra: Elas não querem mais bufê infantil. Querem ir para Paris.
Renata: A minha foi para Disney no ano passado, vai de novo e, no ano que vem, quer Paris. Vamos levá-la à Eurodisney.
Sandra: A Carol faz coleção de Torre Eiffel.
Compram na muito Disney?
Renata (ri): Fomos com duas malas, voltamos com cinco.
Será que na escola existe uma "alta sociedade infantil"?
Todas: Sim, claro.
Renata: No ano passado, teve até uma polêmica. Quase todas as crianças tinham ido à Disney. Como fazer com as que não foram?
Sandra: A Carol foi pela primeira vez aos 3 anos.
Os pais têm responsabilidade sobre os valores da criança?
Todas: Total!!
Renata: Eu sou muito simples. Meu marido está em Las Vegas, mas ninguém precisa saber, entende? Eu, em Santos (ela mora lá), dirijo um Vectra. As pessoas pensam: "A Renata comprou um imóvel de R$ 2 milhões e anda de Vectra!"
Sandra: No último aniversário, o presente que a Carol mais gostou foi um forninho de pizza de plástico que custa R$ 20.
Renata: Vou comprar um SUV, mas porque tive um problema de coluna, hérnia de disco, e o Vectra é muito baixo.
O que quer dizer SUV?
Carla (fecha o olho para ver se lembra, vai até o marido e volta): Sport Utility Vehicle.

Curtinhas

- Dica para fabricantes de brinquedos: em vez de ficarem quebrando a cabeça para fazerem brinquedos coloridos, lindos e educativos, vai uma dica que certamente fará o maior sucesso: façam brinquedos pretos. E de preferência no formato de um controle remoto ou de um aparelho celular. Aprovação garantida entre os bebês.

- Rafinha está sofrendo à beça com esse primeiro dentinho que está nascendo, coitadinha. Chora muito, acorda mil vezes à noite. Peninha dela (e de mim, que estou um caco há algumas noites sem dormir mais de três horas seguidas).

- Ontem saímos numa matéria no Estadão sobre mães blogueiras. A reportagem ficou bacana, com um super destaque (e com uma foto arrasadora da Camila e seus pimpolhos). Eu, particularmente, preferiria que a repórter tivesse escolhido alguma outra frase minha em vez da que foi publicada, já que a conversa foi longa e os assuntos variados. Mas entendo que ela quis mostrar, com o meu exemplo, que os blogs hoje não são mais apenas papo de comadre. Eles acabam tendo uma influência grande na rede materna e têm atraído inclusive a atenção de empresas e entidades públicas como o Ministério da Saúde.