segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Depoimento de pai - reblogando


Luiz queria muito participar dessa blogagem coletiva "Nós, os pais" de hoje. Mas não deu. As coisas estão corridas demais pra ele e, como ele não consegue escrever um post em 5 ou 10 minutos como eu, preferiu usar o tempo livre do final de semana pra curtir as meninas. E não posso reclamar, porque afinal foi pela melhor causa possível que ele deixou de participar da campanha. Mas ele já colaborou espontaneamente aqui com o blog duas vezes, então resolvi hoje, em homenagem ao marido, republicar o primeiro post que ele escreveu aqui, sobre a experiência de ser pai pela primeira vez depois dos 40. Na época, ainda não existia a Rafaela, mas ele também já fez um post falando sobre ser pai de duas mulheres aqui.

Depoimento de Pai

Ser mãe depois dos quarenta é uma experiência muito relatada pela mídia, mas ser pai maduro nem tanto. Eu sou e posso dizer que é realmente maravilhoso.

Aproveito tudo. Vi a minha filha nascer na sala do parto super hiper normal da Roberta ao som (não planejado) de Andrea Bocelli. Tive sorte de estar na cidade quando a Roberta foi para o hospital, participei de todo o parto junto da mãe e vi quando a Luísa chegou ao mundo. Fui a primeira pessoa a pegá-la no colo para levar para a Roberta.

Há algum tempo, viajo o mundo em função do meu trabalho, mas consegui fazer isto sem abrir mão de ver e ficar com a Luísa nestes primeiros quase dois anos de vida.

Ela parece já entender a minha rotina, mas não me cobra e aproveita muito quando estamos juntos. É parceira, mas parece pedir para que eu defina seus limites para que consiga ser uma pessoa legal.

Sou mais feliz e completo. Tiramos uma recente semaninha de descanso e fomos para Alemanha - e Luísa sempre junto. Nessa viagem, ouvi novamente aquela mesma música do Andrea Bocelli, tocada por um jovem músico austríaco em frente à Catedral de Salzburg, na Áustria, com a Luísa correndo no pátio da praça. Quanta emoção.

Ser pai maduro é não ter tempo a perder. Aproveitar tudo mesmo. Mesmo trabalhando 13 a 14 horas por dia, dou um jeito. Final de semana, por exemplo, faço tudo para ficar colado nelas, mãe e filha.

Deixando bem claro e finalizando minha primeira participação aqui no “Meu projetinho de vida”, a mãe a qual me referi é a da Luísa, que continua sendo a minha amada.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Toca, Peteca e o sorteio

Vocês já ouviram falar nas revistas infantis Toca e na Peteca? São revistas muito, muito legais para crianças, desenvolvidas com base em publicações francesas, que eu descobri no ano passado por acaso por questões profissionais. O lance é que eu me encantei pelas publicações (editora Magia de Ler), que têm formato, qualidade e gramatura de livro, mas conteúdo de revista. A Toca é voltada para crianças de 1 a 4 anos e a Peteca a partir de 5 anos.
A Toca, com nove sessões diferentes, tem histórias com ilustrações lindas, informações apresentadas de forma lúdica como "por que é importante escovar os dentes" contando a história do jacaré, joguinhos de vocabulário, dicas simples de culinária etc. Luísa adorou. A Peteca, com 12 sessões, tem histórias mais longas e jogos um pouco mais complexos de acordo com a faixa etária indicada, e também é super interessante e deliciosamente ilustrada.
A periodicidade é bimestral e as revistas podem ser compradas pelo site da editora www.magiadeler.com.br. Os pontos de venda em várias cidades também estão listados lá no site.
Preços das revistas por unidade: Toca: R$ 23 e Peteca: R$ 25. Dá pra fazer a assinatura também pelo site. Uma bela opção de presente, aliás.

E o melhor é que a editora topou dar de presente para um(a) leitor(a) aqui do blog um exemplar de cada revista! Quem quiser participar do sorteio, é só deixar nome e email de contato aqui nos comentários. Vale quem escrever aqui até o dia 01 de março, terça-feira, ok?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O diálogo, o choque e a megafesta de carnaval

- Alô?
- Dona Roberta?
- Sim, sou eu
- Oi, aqui é a Adriana, babá da Juju, tudo bem?
- Tudo, e você?
- Eu estou ligando pra convidar a Luísa para uma festinha de carnaval que vai ter na casa do Joaquim amanhã. A mãe dele pediu que eu chamasse a Luísa. Me desculpe, era para eu ter ligado ontem, mas me enrolei e estou ligando só agora
- Está bem, sem problemas. A que horas vai ser?
- Às 16h
- Ok, obrigada, Adriana. Luísa chega um pouco mais tarde da escola mas vou ver se dá pra levá-la depois.
- Ah, e vai ter um custo de 80 reais, tá?
Pausa.
- Hein?
- É, vai custar R$ 80 por criança porque a mãe dele contratou até DJ, vai ser uma festona.
- Ah, então tá. Ok, obrigada.
- Tchau, dona Roberta.
- Tchau, até mais.
-------

Estou ficando chata ou estamos chegando ao fim dos tempos? Está certo que a mãe desse garoto adora fazer festas, é super animada. Agora, fazer superprodução com DJ e ainda cobrar entrada  de 80 reais para uma festa para crianças de 3 a 4 anos???? Não quero julgar ninguém, mas dessa vez está difícil. Não entendo o que se passa na cabeça dessas pessoas. Precisa ser uma megamasterblaster festa pra ser divertido? Estamos perdendo os valores da infância, o conceito verdadeiro das brincadeiras e diversão?
Só imagino o nível das fantasias das crianças, já que pelo jeito essa festa deve estar causando frisson no bairro. Não deve mais ter aquelas fantasias simples de índio, de havaiana, de bailarina como nos meus tempos. Agora é só superprodução com direito a cabeleireiro e maquiagem no salão.
Olha que eu não sou radical. Mas minhas filhas não vão a essa festa. Too much para uma mãe e um pai que querem ensinar um pouco de simplicidade para a sua cria.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Chocalho reciclado


Descobri uma forma interessante de envolver as duas filhas em uma mesma brincadeira: a mais velha fazer brinquedinhos reciclados para a irmã. Luísa fez um chocalho na escola no ano passado com potes de danoninho e eu sugeri que ela fizesse um daquele para a Rafaela. Ela amou a ideia e depois ficou super orgulhosa por ter feito o brinquedo da irmã.
Simples, simples.
Você precisa apenas de:
- dois potes vazios de danoninho (ou qualquer outro semelhante) - sempre guardamos potinhos vazios de tudo aqui em casa pra reaproveitar nas brincadeiras.
- tinta plástica atóxica (tem em qualquer papelaria)
- um montinho de arroz cru
- cola e uma fita adesiva para prender os potinhos.
Para fazer, basta colocar arroz em um dos potinhos e fechar com o outro em cima. Coloque um pouco de cola nas bordas e depois prenda com uma fita adesiva para fixar melhor. Depois é só deixar a criança pintar do seu gosto, esperar secar e depois entregar para o irmãozinho ou irmãzinha. Sucesso total.
Se quiser, o mais velho pode fazer um brinquedinho ainda mais simples: colocar arroz, feijão ou macarrãozinho  (ou um pouco de tudo pra ficar colorido) dentro de uma garrafinha pequena de água e tampar. Também pode fazer pinturas com a tinta plástica atóxica na garrafa. Faz mais sucesso com um bebê do que qualquer brinquedo caro.

(Como vocês podem ver na foto, o chocalho faz tanto sucesso que já está todo amassado)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A chupeta e os dentes

Apesar de não me arrepender de ter dado chupeta às minhas filhas, minha maior preocupação em relação ao uso da chupeta sempre foi, evidentemente, o prejuízo que ela poderia causar aos dentes das meninas. De fato, Luísa sempre teve os dentes da frente meio separadinhos, mas eu achava que era o formato da dentição dela. Sabia que a chupeta poderia deixar os dentes um pouco mais abertos, mas não tinha noção do impacto real da dita cuja sobre a arcada dentária.
Eis que quando ela tinha uns dois anos e meio, mais ou menos, fomos a um resort na Bahia e uma moça que puxou assunto com a gente disse que era ortodontista. E, no vaivem da conversa, ela comentou que os dentes da Luísa estavam meio abertos e que era por causa da chupeta. De fato, naquela época eu estava grávida e ela passou a querer usar a chupeta não só pra dormir mas também durante o dia.
A conversa com aquela mulher foi determinante. Quando chegamos de volta a São Paulo, decidimos que seríamos mais firmes em relação ao uso da chupeta. Entre um mix de conversa e imposição, recheado por algumas choradeiras, tiramos a chupeta durante o dia. A regra era que só poderia ser usada para dormir (estava liberada para os cochilos de dia).
Com isso, em menos de um mês percebemos grande melhora na dentição dela. O vão entre os dentes se fechou rapidamente e ficamos bem aliviados com a visível mudança.
Mas só agora conseguimos ter uma noção real do que a chupeta estava fazendo com os dentes dela. Como eu já disse aqui, ela entregou a "pepeta" pro Papai Noel em dezembro e desde então nunca mais pediu. Ou seja, ainda vai completar dois meses que ela não chupa mais chupeta.
Olha, só não coloco uma foto aqui comparando o sorriso dela porque acho que ela não iria gostar de tal exposição negativa. Mas imaginem uma mudança bem perceptível. De dezembro pra cá, o sorriso é outro.
Ontem estávamos revendo uma filmagem justamente daquela viagem à Bahia e tomamos um susto.
Disso, tiramos duas conclusões: 1) sim, a chupeta pode deformar os dentes. 2) se tirar a chupeta até os três anos de idade (no caso dela, foi com três e meio), os dentes tendem a voltar ao normal direitinho (e rapidinho).

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Rápida no gatilho

- Meu filho sabe falar tudo em inguês.
- Ah, é, Luísa? E que palavras ele já sabe falar em inglês?
- Pergunta pa ele, ué, ele que tem que dizer.

....................

- Mamãe, sabia que eu tenho um remédio que é mágico?
- Jura, filha? E ele cura o que?
- Não sei, ele não falou pa mim.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Resultado do sorteio e 20% de desconto

E a felizarda que ganhou o sorteio e vai poder vestir sua filhota com a fantasia de mulher maravilha da Baby Cool é a Bianca, do blog Confusões da Mamãe. Parabéns, Bianca! A filhota vai arrasar nesse carnaval! O pessoal da Baby Cool vai entrar em contato com você para te mandar a fantasia, ok?


Agora a BOA NOTÍCIA: a Baby Cool vai dar um desconto de 20% para todo mundo que participou aqui do sorteio no Projetinho de Vida!! E o desconto não é só para a fantasia, não, vale para os demais produtos da loja.
Eu, se fosse vocês, não perdia essa. Eu sou fã da Baby Cool já faz tempo. Os sapatinhos de tecido de lá são os únicos que param nos pezinhos da Rafa, porque ela tira todos os outros do pé. E os babadores são incríveis também, com estampas moderníssimas. Comprei vários outro dia pra dar de presente. Tem também slings, tapa fraldas, outras fantasias, mochilas, roupas de banho... Vale dar uma olhada lá na loja quem ainda não conhece. É só clicar AQUI e aproveitar esse descontão bacana.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A vida sob nova perspectiva

Eu nunca havia parado pra pensar em quão significativo é o momento que um bebê começa a ficar sentado. Mas nas últimas semanas me dei conta que, mais do que uma das muitas mudanças de fase, esta tem um significado especial: é quando os olhos do bebê passam a enxergar o mundo sob nova perspectiva.
Antes, viam o céu ou o teto fechado a maior parte do tempo, deitados em seus berços, carrinhos e edredons. No máximo, viam o que as cadeirinhas de balanço permitiam alcançar. Mas, de repente, eles passam a ter uma nova linha de visão.
É como se agora passassem a ver o mundo de forma diferente.
Seja bem-vindo o horizonte!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sorteio e dos 500 seguidores

Assunto número 1: Amanhã é o último dia para quem quiser participar do sorteio da fantasia da Baby Cool, hein?! Então quem tiver interesse e ainda não se inscreveu deixe seu nome e e-mail nos comentários desse post AQUI. E a boa notícia é que a Baby Cool vai oferecer um desconto de 20% para quem não for sorteado e quiser comprar pelo site, olha só que bacana!!

Assunto número 2: Quem olhar naquela tabelinha ali ao lado vai ver que esta semana o blog alcançou uma marca muito especial: 500 seguidores!! Gostaria de agradecer a todas as pessoas que nos acompanham há muito ou há pouco tempo, de perto ou de longe. Agradecer por deixarem aqui seus comentários e me ajudarem tanto com eles. Porque o blog não seria nada se não houvesse essa troca. Aprendo diariamente com os comentários e também com os outros blogs que acompanho. Sei que muita gente considera Luísa e Rafaela praticamente suas sobrinhas e isso me faz muito, mas muito feliz.
Não tenho medo da inveja ou das más intenções, porque sei que as energias boas são muito mais fortes e nos protegem dos maus olhados. Quem não gosta do que lê ou questiona o MEU projeto de vida, como uma pessoa mal amada fez uma vez em um comentário (petulante, aquela senhora), pode fazer o favor de jogar mau agouro em outras bandas, não por aqui. Aqui só entra gente boa, não é, moçada?
Se um dia eu tiver que privatizar meu blog, provavelmente estarei encerrando meu ciclo com ele. Porque esse blog respira por meio dessa troca, que também me faz muita companhia no meu estilo de trabalho trancada dentro de casa em home office. Então, novamente, obrigada a todas essas 500 pessoas e a todas aquelas que me acompanham sem se identificar. #tamojunto
Beijo, beijo, beijo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Escola, obrigada

Lembra daquele meu post desabafo de duas semanas atrás, falando que a Luísa estava insuportável, quase me deixando louca com suas birras ensandecidas?
Pois é, minha filhota está de volta à normalidade. Esperei um pouco pra falar para ter certeza da mudança, mas agora já posso dizer que a vida voltou ao seu equilíbrio aqui em casa depois que iniciaram as aulas.
Por mais que arrumássemos atividades para ela nas férias, acho que ela estava um pouco entediada de ficar por aqui. E também acho que muito tempo perto da mãe acaba fazendo mal, porque fica nesse grude desesperado e a atenção tem que ser 100% dela.
Com o retorno às aulas, Luisa ficou bem mais alegre - e eu diria saltitante até, porque ela está apaixonada pela professora nova e vem numa felicidade só pra casa. Lógico que tem seus momentos de manha e chororô, mas aí é aquela coisa dentro do normal que não chega a tirar a gente do eixo como estava acontecendo. Agora é só dar aquela ignorada que logo passa.
Escola, te amo. Beijomeliga e não me abandone jamais.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Pirata ou mulher maravilha?

Adoro as roupinhas e acessórios da Baby Cool. E olha só que bacana, a Halini resolveu presentear as leitoras aqui do blog oferecendo para sorteio uma fantasia de carnaval para bebês! A sorteada ou sorteado poderá escolher entre a roupa charmosíssima do pirata (ownn...) ou essa coisa gostosa da mulher maravilha (já pensou sua filhota ali dentro? Não aguento isso).

Para falar a verdade, eu não gosto muito de colocar fantasias em bebês. Não colocaria minha filhotinha numa fantasia de ursinha ou de onça só pra tirar uma foto a la Anne Guedes, por exemplo. Sei que mais tarde é inevitável, mas nesse caso será uma ordem escolha da própria criança ir à padaria vestida de Branca de Neve ou de Homem Aranha.  Mas carnaval é carnaval, né? E aí tem que entrar no clima mesmo.
Quem quiser concorrer, é só deixar um comentário aqui até o dia 16/02 (quarta-feira) com endereço de email para contato. O sorteio vai ser no modo primitivo, via Random.org, porque ainda não aprendi a fazer aquele sorteio modernoso da Mari. Aliás, lá também tem sorteio de fantasia, quem ainda não se candidatou corre lá no Pequeno Guia Prático.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Contra o feiticeiro

Eu, lendo pra Luísa uma revistinha muito bacana (logo conto mais sobre ela) que explicava por que devemos lavar as mãos.
"...devemos lavar as mãos porque as bactérias estão por todos os lugares, no chão, nos brinquedos... (...) se pegarmos nesses objetos e levarmos as mãos à boca, podemos ficar doentes e blablabla...". E eu toda empolgada contando a história, gesticulando e mostrando as figuras.

- Mãe, mas ontem o binquedo da Rafa caiu no chão e você deu pa ela sem lavar

- Humm... (cof cof) é que caiu só no tapete, filha (sem resposta, porque sabe que tapete também é sujo)

- Mas ontem (tudo pra ela é ontem) caiu oto binquedinho da Rafa no chão sem tapete e você não lavou. E o chão é sujo. Tem que lavar, né?

Tóooma.

(Gente, segundo filho é assim mesmo. A gente bota pra criar anticorpos desde cedo... rsrs)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vídeo ensina a dar banho no bebê

Um dos grandes medos dos pais de recém-nascidos é a hora fatídica do banho, é ou não é? Hoje, o UOL Ciência e Saúde publicou um vídeo bem legal que ensina em detalhes a dar o banho e a limpar o coto umbilical do bebê. Não consegui copiar o vídeo aqui no post, mas quem quiser assistir é só clicar AQUI. Aliás, o site promete que este é o primeiro de uma série de vídeos sobre cuidados com o bebê, então para as gravidinhas vale a pena acompanhar.
Existem formas diferentes de dar banho em RNs. Alguns hospitais ensinam a lavar a cabeça do bebê antes, com ele embrulhado na toalha, e só depois de secar a cabeça dar o banho no corpinho. Eu, na prática, prefiro o banho da forma como está nesse vídeo, tudo de uma vez. Só limpo antes o rostinho com algodão. Aliás, uma dica para o bebê não ficar com frio na cabeça é lavá-la por último, depois de ter lavado o corpinho. Fiz assim com a Rafaela, que nasceu no inverno, e deu super certo.
Tem também o banho de balde, mas eu sempre dei na banheira mesmo. Banheira simples, sem apoio, sem redinha, sem nada. O apoio era o meu braço. E minhas filhas sempre adoraram. Rafaela nunca chorou no banho. A dica de conversar com o bebê e cantar musiquinhas enquanto dá o banho também é legal, porque ajuda a dar segurança ao bichinho.

ADENDO: A Maíra deixou um comentário aqui com outra dica bacana: a produtora dela fez uma série de vídeos com cuidados com bebês para o site da revista Crescer, com dicas sobre banho, cortar as unhas (uma amiga minha chorava diariamente porque não conseguia cortar as unhas do filho e se sentia péssima mãe por isso) e várias outras coisas. Então quem quiser conhecer dá uma olhada AQUI.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Aventurinhas na terra do dulce de leche

Agora é a vez da querida Fernanda Paraguassu entrar para o time das mamis escritoras. Jornalista e dona do blog Buenos Aires Para Niños, consulta imperdível para quem viaja à capital argentina com filhos pequenos, a Fernanda está lançando o livro "Buenos Aires com Crianças – aventurinhas na terra do dulce de leche" (adorei o subtítulo!!), pela editora Pulp, com ilustrações de Eve Ferretti.
Além de dicas práticas de como entreter as crianças em terras portenhas, o guia traz informações sobre a cultura local, eventos imperdíveis, lojas bacanas e restaurantes. O livro tem formato pocket e é recomendado inclusive para quem não tem filhos mas quer conhecer pontos interessantes da cidade.
E o melhor é que vai ter lançamento aqui no Brasil no dia 20 de fevereiro, no Rio de Janeiro. Será às 16h na livraria Travessa do Shopping Leblon. Amigas que moram no Rio, não deixem de prestigiar nossa amiga blogueira!!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sobre o show do Patati Patatá


Então que levamos Luísa ao show da dupla de palhaços Patati Patatá nesse domingo.
Vamos às minhas observações em pílulas:

- Acho bacana resgatar essa coisa do palhaço, que quase não se vê mais. Luísa tem alguns DVDs deles (na verdade é uma caixinha que vem com 4 DVDs) e adora (especialmente a parte das palhaçadas). Foi ela quem viu o anúncio no jornal e pediu pra ir.

- A qualidade musical da dupla é bem ruim, além de ser playback, mas a apresentação do espetáculo é correta.

- Compramos o ingresso super em cima da hora, então estava praticamente tudo lotado. Comprei o que tinha sobrado (evidentemente, dos mais caros) mas demos muita sorte de sentar na melhor mesa do lugar, bem de frente ao palco.

- Luísa paga ingresso integral. Não tem essa de meia entrada pra criança pequena, não. Só paga meia se tem carteirinha de estudante da ISIC.

- Diferentemente do show do Palavra Cantada, por exemplo, em que os adultos também curtem a atração pela qualidade musical, neste caso é um espetáculo só para crianças mesmo (essa é a minha opinião, lógico. Muitas mães e pais estavam se divertindo, mas eu me divertia mesmo era em ver a curtição da Luísa).

- O show tem pouca palhaçada e mais músicas

- O espetáculo atrasou meia hora, o que causa uma ansiedade desnecessária nas crianças, que já estavam impacientes quando o show começou.

- Os palhaços não são os mesmos que estão nos DVDs da Luísa. Essa dupla é relativamente nova.

- Marido acha que o Patatá é meio boiola

- Onde há a indicação Fraldário, no banheiro do Credicard Hall, existe apenas um espaço com trocador. Nenhuma cadeira sequer para amamentação. A goiaba aqui foi de vestidinho e se esqueceu que teria que dar mamá no período, então não poderia amamentar em qualquer cantinho. Tive que entrar na cabine do banheiro, abaixar a tampa do vaso sanitário e amamentar sentada ali mesmo.

- Rafinha dormiu metade do show, a outra metade ficou ali boazinha com a gente (olha ela aí, no escurinho, dormindo mesmo com toda aquela barulheira).

- Incrível como uma atração infantil pode atrair tanta gente. Duas sessões no Credicard Hall no mesmo dia completamente lotadas, tanto que eles abriram outra sessão para o dia 20 de março (para quem quiser ir, informações aqui no site).

- Agora a minha observação mais crítica: achei tudo exageradamente comercial. Não bastasse a lojinha na entrada do Credicard Hall vendendo loucamente os produtos licenciados do Patati Patatá, os palhaços ficavam fazendo propaganda dos produtos no meio do espetáculo. Antes de começar o show, o telão mostrava os produtos à venda e falava dos shows particulares. Depois, durante o espetáculo, antes do intervalo, os palhaços perguntaram no microfone quem estava usando a camiseta do Patati Patatá, quem tinha a máscara, quem tinha os bonecos. Nos corredores, pessoas vendiam os produtos. Achei aquilo muito exagerado. Até acho que faz parte essa criação de produtos com personagens infantis - a TV Cultura sobrevive em parte graças aos produtos licenciados do Cocoricó, por exemplo. Mas acho que tudo tem limite, né não?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pai que é pai...

...Usa mochila rosa nas costas numa boa.
(Não resisti quando vi essa cena. Adoro ver pais passeando com meninas)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cheiro de leite

Mamis e papis do meu Brasil,
(acho até que nesse caso os papis podem colaborar mais com a minha enquete),

Me digam uma coisa, por favor: é só a própria mãe que está amamentando que sente o cheiro de leite azedo no corpo e na roupa 24h por dia ou as pessoas que estão ao nosso redor também sentem esse perfuminho azedo na gente?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Felicidade aos 6 meses e aos 3 anos

Um estudo norueguês publicado recentemente mostrou que mães são mais felizes quando os seus filhos têm seis meses do que quando chegam aos três anos. É um assunto bastante polêmico porque o conceito de felicidade é subjetivo e envolve muitas variáveis.
Eu não diria que era mais feliz quando a Luísa tinha seis meses do que hoje, de maneira alguma. Mas acho que posso fazer um comparativo entre as fases pelas quais passam as minhas duas filhas que, de alguma forma, me faz entender um pouco os resultados dessa pesquisa.
A Rafaela, aos cinco meses, é só alegria. Um bebê sorridente, gostoso, saudável e que dá muito pouco trabalho. É uma delícia ficar perto dela, são momentos em que esqueço de tudo. Então eu diria que meu nível de satisfação nesse sentido, se é que posso chamar assim, é de 100%.
Já a Luísa, senhor amado, está num período insuportável e minha paciência com ela está no pé. Ao mesmo tempo em que ela tem momentos encantadores, conversa sobre tudo e é super educada, ela tem testado minha paciência ao máximo e isso tem deixado meu nível de satisfação com ela bem baixo. Talvez seja um pouco disso que mostre essa pesquisa.
Não sei se é por causa da irmã que a Luísa tem tido esses momentos de birra, porque quando ela está com a Rafa, mesmo que eu esteja junto, ela fica um doce. Como eu já disse aqui, a Rafaela é a única que consegue imediatamente tirá-la do mal humor. Mas comigo ela está terrível. Parece que ela me provoca de propósito, sabe? Se eu não estou junto, é uma maravilha. Mas se eu estou por perto ela chora quando acorda, chora porque não quer almoçar, chora porque quer comer besteira fora de hora e eu não dou, fica de chororô sempre que é contrariada, faz barulho de propósito no quarto da Rafaela quando eu estou amamentando só pra me irritar. E chora muito, fica um tempão naquele nhenhenhem - tanto que, ultimamente, depois de tanto conversar e ignorar, só tem me restado colocá-la de castigo até acalmar pra ver se para de chorar sem motivo.
Espero que melhore agora com a volta às aulas, esta é minha esperança. Porque não aguento mais ouvir a Luísa chorando por nada, dando ordens e depois esperneando quando não é atendida. O comportamento dela durante o dia tem sido uma montanha russa, alternando entre a maior delícia do mundo e o insuportável.
De fato, esse comportamento afeta minha sensação de felicidade e me deixa com muita raiva. Algumas pessoas pensam que eu sou uma mãe evoluída, por ser uma pessoa calma, mas eu não sou. Eu ando com zero de paciência ultimamente. Acho que vou ali tomar uma cerveja. Ou então tirar férias sozinha.
Alguém tem alguma coisa boa pra me dizer?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Vitória

Algumas leitoras me pediram pra comentar sobre o andamento da amamentação com a Rafaela, que estava cheia de dificuldades, então aqui vai.

Meu processo de amamentação com a Luísa, a primeira filha, foi muito tranquilo. À exceção da primeira semana, que foi bastante sofrida, tudo depois fluiu muito bem. A produção de leite foi sempre suficiente, ela nunca reclamou de fome e não teve que tomar complementos. Foi até os seis meses exclusivamente no peito. Eu amamentava em qualquer lugar e ela sequer reclamava. Aos 9 meses, meu leite secou e desmamei de vez. Poderia ter durado um pouco mais, mas acho que 9 meses de aleitamento materno é um período bem positivo.
Com a Rafaela a coisa tem sido bem diferente. Engraçado que a gente sabe que um filho é diferente do outro, mas quando a experiência é positiva em alguma questão a gente sempre acha que será igual na próxima vez. O pediatra das meninas já havia me alertado: muitas mães de segundo filho têm produção reduzida de leite porque a correria é maior e a gente descansa bem menos. Ainda assim, eu achava que seria vaca leiteira para sempre e que Rafala mamaria numa boa como a irmã.
Desta vez, no entanto, passei por vários percalços como já contei aqui. Quando a Rafaela estava com pouco menos de dois meses, ela se rebelou contra o meu peito direito. Não queria pegar de jeito algum, foi um baita desgaste emocional. Tentei mudar de posição várias vezes e adiantava só por um ou dois dias. Ainda assim, eu tentava iniciar todas as mamadas por aquele lado. O problema é que com essas recusas a Rafaela passou a ganhar menos peso do que deveria na época, e a curva de peso dela, que já era no patamar mínimo, começou a cair. O pediatra começou a cogitar a possibilidade de darmos complemento caso a curva continuasse caindo e já me alertava que dificilmente eu conseguiria amamentar exclusivamente até os seis meses como aconteceu com a Luísa. Aquilo me doía.
Tive que levá-la quase toda semana pra pesar nessa época. E era aquela tensão pra saber quantas gramas por dia ela estava engordando. Chegou a 14g/dia, sendo que o mínimo recomendado é 20g/dia. Aquilo me deixava bem nervosa, coisa que eu não costumo ser. Eu chorava, me sentia incompetente. E o que não ajuda em nada na produção do leite.
Eu já não conseguia mais ver saída até uma providência: comprei um bico de silicone. E aquilo realmente foi uma salvação para a questão do seio direito. Ela passou a mamar bem ali - e, espertinha, começou a pedir o bico para mamar do outro lado também. Ficou assim mais de um mês, até que um dia que eu esqueci o bico em casa e tive que dar o peito sem ele. Ela mamou bem e então resolvi abolir.
Só que a produção de leite também estava caindo em alguns horários do dia (especialmente no final da tarde) e ela começou a reclamar, gritar durante as mamadas. Nossa, que estresse aquilo. E olha que eu já bebia litros de água por dia pra aumentar a produção e não estava ajudando muito.
Até que o pediatra sugeriu que eu experimentasse tomar um medicamento ansiolítico que tem como efeito colateral o aumento da produção do leite sem dar qualquer problema para o bebê. Eu resisti bastante a tomar esse remédio, mas eu queria evitar ao máximo ter que dar o complemento e achei que valeria testar desde que não me trouxesse outro tipo de efeito colateral. E o bicho funcionou mesmo, porque a produção aumentou bastante e a Rafaela voltou a engordar (mantendo a curva no mínimo, que é o padrão estrutural de peso dela).

Livre demanda
Com a Luísa, eu consegui estabelecer uma rotina boa de mamadas. Como era tudo bem tranquilo, ela mamava em média de três em três horas (com variação de meia hora para cima ou para baixo) e funcionava super bem. Já com a Rafa, por ela estar engordando pouco, tive que reduzir esses intervalos. Apesar de ela não reclamar de fome e ser bem preguiçosa pra mamar, eu passei a reduzir os espaços. Passei a amamentá-la mais vezes, mesmo que ela não pedisse, e a evitar que ela ficasse mais de três horas sem mamar. Só à noite que eu deixava um pouco mais, mas também não podia deixá-la dormir a noite toda (o que era um martírio, já que se deixasse ela dormia mesmo a noite inteira).
Outra coisa que eu fiz e adiantou bem foi tirar sempre um pouco de leite do peito e deixar armazenado. Quando eu sentia que ela mamava pouco e ainda estava com fome, eu complementava com uma mamadeira com meu próprio leite (e mamava tudo, a bichinha). Durante uma fase, fazia isso uma vez por dia. Depois parei porque ela estava mamando melhor.

Hoje tivemos nova consulta no pediatra e me senti vitoriosa. Orgulhosa de mim, sabe? Estamos já planejando a introdução das frutas e papinhas e eu estou feliz por ver que consegui manter a amamentação exclusiva já por quase seis meses. Sinto, com toda honestidade, que isso só aconteceu por minha insistência e, muitas vezes, com grande desgaste. Mas é um "sacrifício" pelo qual eu passaria novamente mil vezes.

Como eu disse aqui nos comentários posteriormente, eu não sou exemplo para as mães mais rigorosas em relação à amamentação, já que tomei remédio para estimular o leite e isso também não é o ideal. Mas foi a saída que encontrei para não entrar com o leite artificial. Não fosse isso, eu não teria conseguido amamentar exclusivamente até os seis meses e permanecer até os oito meses, quando a própria Rafaela começou a recusar o peito. Esse tempo de encerramento do ciclo para mim também foi o suficiente, a partir dali eu não fiz mais questão de tentar a todo custo que ela continuasse mamando no peito.  Acho que cada uma sabe dos seus limites.

Se eu pudesse dar um conselho às mães que estão grávidas ou com recém-nascidos? Informe-se, procure manter a calma e fuja dos palpiteiros. O estresse atrapalha, inclusive, na produção do leite. E, se tiver com dificuldades, procure ajuda, há muitos grupos especializados em amamentação que podem te ajudar.
O importante é a gente não desistir nas primeiras dificuldades. Porque amamentar não é romance de TV - é um processo importante e prazeroso mas, ao mesmo tempo, muito duro, especialmente no início.

Minha história de amamentação com a Luísa, a mais velha, foi contada aqui. Vale a pena ler também.