quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Papai é meu!

Luísa sempre foi jogo duro com o pai. Se adoram (e têm gênios bem parecidos), mas durante um período ela parecia querer provocá-lo: não queria ir no colo, não queria dar beijo, não queria nada com ele.
Aos poucos, com o passar do tempo, essa relação foi melhorando, melhorando. E hoje está muito mais cúmplice e gostosa. Luísa está mais carinhosa com ele, os dois têm as atividades que fazem sempre juntos (como nadar, por exemplo) e parece que o confronto diminuiu bastante.
Nesse tempo veio a Rafaela, o grude do pai. Sabe falar mamãe, mas é pa-pai que ela fala o dia inteiro. Quando me vê falando com alguém no celular, durante o dia, fica falando pa-pai e quer tirar o telefone da minha mão pra falar com ele. Gruda no colo, faz chororô quando ele vai trabalhar.
Eu fico só observando de longe. E percebo também que a Luísa fica com ciúme da relação da irmã com o pai e gruda ainda mais nele. Eu acho maravilhoso, fico babando quando vejo as duas tão carinhosas com ele - e feliz porque ele não se aguenta de felicidade e orgulho.

Dia desses encontramos na livraria um dos últimos livros do Ilan Brenman (esse cara é uma máquina de produzir bons livros infantis), "Papai é meu", com ilustrações de Juliana Bollini (ed. Moderna). O livro conta a história de um pai que, de tão disputado pelas duas filhas, um dia acaba se rasgando ao meio. Achei tão oportuno para a fase aqui em casa e comprei. De fato, o efeito foi muito legal. Luísa virou fã do livro - e acho que quando leu ela ficou ainda mais grudada no pai.
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5 comentários:

Dani disse...

Rafaela e Helena são muito parecidas, Rô!
É trocar Rafaela por Helena neste post, que você vê o que acontece aqui em casa...

Fabiana Alvim disse...

Achei lindas as ilustrações! Não conheço o livro... adoro uma boa indicação!!
Beijos

Kelly Resende disse...

Roberta, aqui em casa a Clara é como a Luísa, faz o maior jogo duro com o pai. Não quer o colo dele nunca, pro meu desespero que tenho que carregar o peso sempre, principalmente em viagens, e chega ao cúmulo de não querer que ele empurre o carrinho! As vezes estamos fazendo alguma coisa, o pai chega e ela grita: Papai, não! Eu sempre converso com ela mas não adianta muito. Coitado, ele fica bem chateado, espero que isso melhore por aqui tb.
Beijos

Carol Garcia disse...

aaaadorei a dica e já guardei pra qdo segundinho vier, pq hoje pai e filho são mais que cumplices, são comparsas...

e ó, me atualizando....
Lu dramática???? e isaac que agora fala "eu odeio essa família" em alto e bom som pra casa inteira ouví-lo de lá do banco do castigo????

celebridade???? kkkk...que linda!

e o canálrio da marisa monte é nosso favorito desde sempre. aliás, o cd todo é bom. isaac ama ouvir a música do "procurando gente que só diz que sim"

bjocas

Karen disse...

Super dica, já sei a minha próxima dica quando alguém vier do Brasil novamente! Aqui em casa a Sophia também fazia jogo duro com o pai. Talvez por suas ausências durante as viagens, nao sei. Mas é ela viajar para minha filha comecar a "desprezar" o pai. Quando ele volta tem que correr atrás, mas passado um tempo, nossa, grude total. Fico me sentindo até meio excluída ;-)
Agora a Helena, a mais nova, parece ser o grudinho da mamae. Vamos ver se vai ficar assim...

Beijo,
karen
http://multiplicado-por-dois.blogspot.com/