terça-feira, 18 de outubro de 2011

A resposta do pediatra ao meu post quase ameaçador

Lembram que eu falei aqui na semana passada que eu queria pegar os pediatras em flagrante e que ainda ia fazer uma blitz pra ver se essas coisas que eles nos orientam acontecem na prática dentro da casa deles? 
Então que eu adorei que um pediatra leu o blog e se manifestou. E, em vez de me xingar por eu ter duvidado e ameaçado a categoria (rsrs), ele fez um comentário-resposta super bem humorado e pertinente que eu achei que valeria um post. 
Sim, gente, os pediatras também têm filhos melequentos e birrentos!!!  (Isso aqui está parecendo aquela seção de uma revista feminina que mostra as celebridades no supermercado e diz na legenda: a Juliana Paes também vai às compras, óóó!!  hahaha)
E sim, doutor, pode comentar sempre, aqui não tem nada de clube da Luluzinha. Os homens são muito bem-vindos.


Aí vai o Dr. André Bressan:


Pessoal, desculpem a intromissão. O blog é legal, mas pelos comentários parece um clube da Luluzinha... nem sei se homem pode comentar aqui... :) Mas como não tem placa de proibido, lá vai:

Vou me apresentar rapidamente pra ninguém se sentir enganada: sou médico pediatra, sou pai de três e não, não tenho consultório. Portanto, não temam, não vim pescar clientes...

Mas gostei muito da idéia, e de vez em quando isso é motivo de riso lá em casa... claro que pediatras e educadores são gente como todo mundo, e estão sujeitos a se defrontarem com situações difíceis, que não dependem só de conhecimento. Também estão sujeitos às mesmas emoções de insegurança, culpa e prazer que todos os clientes. Também têm background familiar e social, que nem sempre corresponde à literatura científica. Também têm filhos melequentos, birrentos, superdotados, filhos incapazes, filhos deficientes, sogras opressoras, conjuges omissos, contas pra pagar, férias vencidas.

Cada criança tem um jeito próprio diferente das demais, mesmo diferente dos irmãos, que se modificam ao longo do tempo. Os pais também. Imagina se algum profissional consegue realmente personalizar totalmente um conselho... nem que morasse na casa do cliente.

E em sua própria casa, o pediatra e o educador não é o profissional do "office", é o pai, a mãe, cansado, querendo tomar banho. As crianças não são os filhos dos clientes, que ficam 40 minutos na consulta e vão embora, são seus filhos, que o conhecem, tem sentimentos e antagonismos com ele, e de quem ele só "se livra" quando vai pro trabalho.. .hahahaha..

Então, acreditem, nós, profissionais donos da verdade também somos humanos.

Blitz? Não faça isso... vc vai se arrepiar... :)

Um abraço, beleza de tópico! 



.

26 comentários:

Cris disse...

Muito bom o comentário dele!! Ontem me decepcionei com o pediatra novo e ví que na mesa dele tinha um porta retrato dele com seus filhos e fiquei imaginando se ele havia aplicado aos filhos o que me falou pra fazer.
Beijo!!

Ana Paula disse...

Essa troca respeitosa e bem humorada é deliciosa nos blogs. Parabéns ao doutor André pela sinceridade! Roberta a sua leveza e humor no post foi sensacional. Beijo

Kelly - Retrato de Mulher disse...

ahahahaha... No fundo somos todos humanos, cheios de defeitos e virtudes !
Adorei seu post, adorei a sinceridade do pediatra.

Bjus
Kelly
retratodemae.blogspot.com

Carol Garcia disse...

hahahahaha!

boa, doutor!

mas ó, que tendo alguns médicos bem próximos sempre achei que somos todos farinha do mesmo saco!

bjo bjo bjo
bjo nas bonecas.

Fe Piovezani disse...

Adorei doutor!!!
Adorei!!!

Paloma, a mãe disse...

Demais a resposta dele!
É isso mesmo, não dá para confundir o profissional e seu comprometimento com a saúde e a puericultura de maneitra geral com o pai, a mãe, que tem sentimentos e toda uma condição que não está nos livros nem nas revistas de celebridades, onde o mundo é perfeito.
Beijos

Tathyana disse...

Compartilho demais com o comentário do André Bressan. Eu e meu marido somos psicólogos e sabemos que ouviremos muito: " tmb, só podia ser filho de psicólogo". Como se filho de psicólogo não tivesse problemas, dúvidas, angústias.... somos humanos e precisamos nos mostrar para os nossos clientes como humanos. Talves essa seja a grande dificuldade do profissional de que se esconde atras do seu jaleco e do seu jargão.

Bjs

Mariana - viciados em colo disse...

que legal!
acompanho o blog do pediatra há muito tempo e sempre gostei do estilo dele. aproveitei muitas dicas que rolam lá. adorei a resposta dele, pois foi leve, sincera e natural!
parabéns, roberta! parabéns, andré!

beijoca

mari
viciadosemcolo.blogspot.com

Raquel disse...

ADOREI!!! Posso copiar o link do post no meu face?

Imagine eu, psicóloga, o que as pessoas esperam?
Ouço sempre:" Ah, sua filha não faz birras, vc sabe dar limites, etc..."
Ah, tá! Até parece!
bjs, Raquel

Carol Ambrogini disse...

Que fofo ele, Adorei!

Roberta Lippi disse...

Lógico, Raquel!!!

Dani Maciel disse...

Rs chorei de rir, o meu marido MORRE de curiosidade, o sonho dele era conhecer os filhos do pediatra dos meus filhos, só pra saber o que ele efetivamente aplicava ;)

Ah Feliz dia do médico Dr!

Juliana disse...

Ameiiiiiiiiii a resposta dele. Só pra ilustrar, perguntei uma vez à uma colega pediatra como eu deveria fazer pra tirar a Carolina(com oito meses na época) da minha cama e ela me deu conselhos absurdos, tipo que se eu realmente quisesse deixá-la dormindo no meu quarto deveria ser no próprio berço com um biombo ou cobertor separando pra que ela não me enxergasse e quisesse sempre vir pra nossa cama. Naquela época ela estava grávida de quatro meses. Adivinhem onde o bebê dela dorme? Rsrsrsrsrs. Ser mãe é um eterno cuspir pra cima para qualquer mulher. Um abraço.

lolo disse...

O que eu quero saber é: DORME NO BERÇO OU NÃO DORME??? kkkkkkkkkkkkk

Camila Bandeira disse...

Muito bom! Sensacional! É como achar que toda casa de arquiteto é linda e arrumada, não tem bagunça, tudo combina e é de última moda...kkkk
Casa de ferreiro, espeto de pau!
Parabéns a este médico, logo hoje no seu dia!

Roberta Lippi disse...

Hahahaha Lolo, boa!! Ele não respondeu a essa pergunta!!!! Dr Bressan, você coloca seus filhos acordadinhos no berço e eles dormem ali quietinhos feito anjos? Conta pra gente!!!

Li disse...

Amei e assino embaixo!

Beijos!

Lívia.

Maria Duda disse...

Gostei disso... diria, aliviada até...heheheh

Re disse...

Maximo, adorei...digo que seria a mesma coisa dos endocrinologistas gordos...eles sao humanos, e assim como a gente tem deficuldade pra emagrecer, eles tambem tem!!

Mãe de Duas disse...

Adorei, Rô! Gente como a gente!
Minha ped sempre diz que se tornou uma profissional muito melhor depois que virou mãe! É a teoria na prática!
Bjos
Pri

FAZENDO FESTA COM ARTE disse...

Puxa cheguei aqui por acaso! e no dia do médico acho que é a melhor homenagem que li! pois afinal eles são gentem como a gentem rsrs
beijocas
Sam
ps.: fotógrafa! rsrs

FAZENDO FESTA COM ARTE disse...

fiz um post lá no blog em homenagem aos médicos e link pra vc! ameiiii!
espero que não tenha problemas! qq coisa avisa!
beijo
sam

Beatriz Zogaib disse...

Muito bom. Na verdade, não há embate algum entre nós, mães e pais com profissões variadas, e eles... pais pediatras!!! E esse comentário só comprovou isso.
Parabéns pela "coragem" DR.
E parabéns pela profissão maravilhosa sem a qual eu sofreria mais com meus dilemas de mãe comum!
abraços
BIA
www.vidadamami.blogspot.com

Mônica Japiassú disse...

Muuuito legal!

Achei muito engraçado ele falar que aqui parece o clube da Luluzinha! Hahahahah!

Engraçado mesmo como só dá mulher comentando nos blogs de mães.

Dr. Andre Bressan disse...

24 comentários?! Uau...

Meninas (sim, parece clube da luluzinha), obrigado pelas boas palavras... em 3 anos de blog, raramente (se é que aluma vez), tive 24 comentários num único dia... :)

Nem percebi que era o dia do médico e fiquei feliz pela coinscidência.

Dormir no berço? Depende. Há pais muito apegados e filhos muito dependentes. Também há os pais menos apegados, e os filhos mais independentes. Há crianças que inspiram maior cuidados, como as que fazem apnéia, as prematuras, e as com refluxo. Há os primeiros filhos, os segundos e os "ladeira abaixo".

O ideal é colocá-lo num local separado assim que todo mundo se sentir confortável. Com certeza, depois dos dois, três meses já dá pra todo mundo ficar seguro. Depois disso alguma coisa está errada na cabeça de alguém. Sim, é um eterno tira e põe. Existem várias técnicas, desde a que sugere que os filhos durmam sem prazo na cama dos pais, até aquela "nana neném", que defende que vc deva deixar seus filhos chorando até ficarem roxos e dormirem de exaustão. Não gosto nem da primeira nem da última. Tudo depende.

Meu filho mais velho, quando nasceu, fez uma apnéia que ficou roxo por uns 30 segundos. Fiquei louco. Eu dormia com ele no meu colo todos os dias até ele completar um mês. Cuidado? Não, neurose. Depois fomos colocando ele no berço. Minha filha, eu nem sei como minha esposa fez, porque trabalhava feito uma mula, mas certamente dormiu com ela na cama um tempo e em seguida, foi pro berço. Chora, volta pro colo/peito. Dorme, volta pro berço (se a preguiça deixar). O terceiro... ladeira abaixo. é o mais independente. Acho que já nasceu andando e falando. Se não foi assim, nem percebi.. :) Ninguém é mais ou menos manso, feliz ou inteligente. Mesmo entre os "nana neném", não conheço os neuróticos e psicopatas.

E não ficaram muito tempo no berço. Desde que o mais velho começou a ficar em pé no berço, mandamos fazer uma cama de 5 cm de altura no tamamnho do colchão do berço, e os caras dormiam mesmo numa cama na altura do chão, para terem liberdade de engatinhar pra cima e para baixo, sem o risco de cairem do berço (neurose minha). Funcionou. Nunca pisei num filho à noite.

Respondi? Acho que não... mas é assim.

Um abraço.

MH disse...

Adorei!
Fomos ao pediatra ontem. Pequena esta caminhante naquela fase inicial (que eu chamo de "pingüim bêbado"). Doutor resolve sugerir que a gente nunca a deixe andar com algum brinquedo na mão, porque se cair pode se machucar. Claro que tem lógica, mas ela sempre tem algum brinquedo na mao. E sempre tenta andar. E eu sou cara de pau. Citei seu post, dei risada, e falei pra ele tentar tirar o brinquedo da mão sempre que ela resolver andar pela sala... Ele só deu risada. E ainda contou causos de paternidade frustrada...