terça-feira, 11 de outubro de 2011

Que papelão, hein, dona consultoria

Essa minha amiga jornalista é hoje uma conhecida apresentadora de televisão. É super bonita e simpática mas sempre procurou ser discreta dentro dos limites de quem trabalha em TV. O que eu quero dizer é: ela sempre se destacou muito mais por sua competência do que por explorar seu sex appeal.
Um dos trabalhos comuns de quem é desse meio de TV é fazer uns freelas como mestre de cerimônia em eventos corporativos. Há alguns meses, essa minha amiga (que já fez trocentos eventos desse tipo e é muito experiente em coberturas ao vivo) foi contratada por uma das maiores consultorias do país para ser a mestre de cerimônias de um evento que vai acontecer em novembro. Para garantir a disponibilidade dela, pagaram até adiantado.
Daí que recentemente a minha amiga descobriu que estava grávida. No trabalho dela, a notícia foi muito bem recebida, mas... a tal big consultoria se incomodou e pediu o que? Uma foto da barriga. Sim, uma foto da barriga!! Queriam garantir que a barriga não estaria grande na ocasião do evento, em novembro. Apesar de contrariada, ela mandou a foto e sabem qual foi a postura dessa empresa de quinta categoria? Quer rescindir o contrato. Simples assim. Porque ela está grávida.
Agora me digam: o que uma coisa tem a ver com a outra? Qual é o problema? O problema é que, grávida, ela não vai poder fazer a vez de mulherão sexy praquele monte de homens babões. Perde o apelo, simples assim!!
Fiquei com tanto nojo quando ela me contou essa história que não resisti em contar isso aqui. Porque o discurso que as empresas adotam com relação às mulheres é lindo. Um blábláblá daqueles. Dão suporte, dão creche, dão seis meses de licença-maternidade. Mas, na hora H, minha filha, o preconceito velado ainda rola muito solto. Tenho certeza que muitas de vocês sentiram esse preconceito no trabalho quando estavam grávidas ou logo que voltaram de licença. Eu já senti isso também. Ainda estamos muito longe de sermos respeitadas no mundo corporativo durante essa etapa da vida.
Mas nada que eu vi foi tão escancarado como essa história que aconteceu com a minha amiga, que simplesmente não serve mais pra ser mestre de cerimônias de um evento corporativo só porque está grávida.
É ou não é pra ficar com nojo?

27 comentários:

Cissa disse...

Esse e o tipo de história que merece divulgar o nome da empresa. Pena que isso ia expor a sua amiga, Rô!

Coisas de mãe disse...

Nossa! Que coisa mais demodé... acho que esta empresa precisa olhar pra fora da janela!

Mãe de Duas disse...

Rô, sei que você e sua amiga têm ética, coisa que essa consultoria machista não tem, mas que dá vontade de divulgar o nome de todo mundo, isso dá mesmo!
Mil vezes blergh pra eles!

Carol disse...

ai gente, que feio. concordo com as mocinhas aqui em cima: legal mesmo era divulgar o nome dessa empresa pra gente odiar todasjuntas.

beijos!

Mariana - viciados em colo disse...

preconceito velado uma p*$$@! este machismo foi explícito mesmo!!! OMG que absurdo!

quando eu fiquei grávida, pela segunda vez, cinco anos depois da primeira, as pessoas - as que nunca tinham me visto grávida, mas sabiam que eu tinha UMA filha - diziam com os olhos arregalados "de novo!?!"

como assim de novo? essa é, por acaso, minha décima segunda gravidez, eu heim!

beijoca

Nine disse...

Quero odiar essa empresa!
Mas é como vc disse, é a realidade em que vivemos, muito discurso bonito, pouca ação efetiva em prol da maternidade...
Beijos,
Nine

cecisantiago disse...

Merecia entrar na justiça....Bjo!

Eric disse...

Acho que vocês deveriam tornar publico o nome da empresa, pois, devemos mostrar à sociedade que nem empresa tida como grande, é uma "GRANDE EMPRESA". Assim como existem pessoas "Mascaradas" existem empresas "Mascaradas".
Vergonhoso.

Ilana disse...

Sério? Sério mesmo?
Desculpa, mas é que ainda não estou acreditando...
Jura???
É o fim da linha mesmo.
E como já falaram aí em cima, isso é explícito e ofensivo.
Inconformada...

Camila Bandeira disse...

Pois eu já vi coisa pior. A empresa onde eu trabalhaVA tinha, por política, não contratar nem estagiáriAS nem jovens aprendizes mulheres, pelo simples fato que elas poderiam... engravidar! Absurdo!!! E, claro, nas entrevistas, sempre tinha a clássica pergunta se pretende ter filhos.
É triste.

Chris Ferreira disse...

Oi Roberta,
é um nojo mesmo. Sempre ressaltam que as mulheres se ausentam muito por causa dos filhos mas o maior índice de falta em trabalho é dos homens por lesões em esportes, principalmente futebol. Isso eles não contabilizam.
Ridícula essa história dessa consultoria.

beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Sofia disse...

É lamentável que ainda existam empresas a agir desta forma.
Fico triste e revoltada com histórias destas...

Quando é que este mundo evolui??

bjo

Dani disse...

E o respeito pela profissional competente? E o respeito pela mulher?

Como vc falou, "ela perdeu o apelo" onde deveria contar talento e profissionalismo.

Vontade de saber que empresa machista é essa. Se bem que, desconfio que no fundo, todas sejam.

Mari Hart disse...

É um absurdo sim! Mas infelizmente muito mais comum do que imaginamos! Trabalhei com moda por 10 anos, um belo dia contratei uma funcionária. Dias depois a supervisão descobriu que tal funcionária era recém casada e me mandaram demiti-la antes de terminar o prazo de experiência sabe pq?! Na cabeça deles, recém casada quer dizer, futura grávida! Como um lugar que trabalha c/ moda e estilo, poderia vestir uma grávida!? E ainda disseram que "depois ela volta gorda da licença maternidade". Oi?!?!!?!? E a menina nem pensava em ter filhos ainda, queria curtir o marido! Loucura, loucura! Esse é nosso mundo.

Micheli disse...

Roberta,
Eu sou autônoma e senti isso na pele do mesmo jeito, de cliente comum, que não era empresa. E pior, sofri preconceito de mulher. Fiquei imaginando que aquela pessoa não tem instinto materno e nem será mãe, porque foi muito chato o que ela fez.
Triste esse tipo de coisa. Mas existe, sim.
Beijos.

Syl - Minha Casinha Feliz disse...

NOJO de uma "empresa" dessa. Absurdo isso! Então na verdade não estavam contratando sua amiga por ser uma excelente profissional e sim por ser um "símbolo sexual". Absurdo, absurdo! Acho que no lugar dela eu não teria mandado nem a foto da barriga, de tão indignada com a situação....

Sou mais uma no time das que esperam ansiosas o nome da empresa!

Syl
http://minhacasinhafeliz.blogspot.com/

flavia basile disse...

Na verdade queriam uma "gostosa" inteligente, "so" inteligente nao serve, esse eh o verdadeiro mundo das BIGs, sorry...

Paloma, a mãe disse...

Nojo total.
E eu não acreditava que uma grávida pudesse ser maltratada no trabalho até acontecer comigo, na gravidez da Clarice. E, tá sentada? Foi numa associação de ma-gis-tra-dos. Sofri um assédio moral absurdo (por duas mulheres, jornalistas também) e o trtatamento dado ao caso foi como se fosse frescura minha.
Porque eu devia ficar calada, né? Mulher - grávida ou não - quando reclama é chamada de fresca e/ou mal comida.
Odeio este machismo arraigado, odeio.
Bjs

Lia disse...

Sei não, Rô, mas acho que essa história dá um processo... não tem lei que proteja a gestante nesse caso? Recisão de contrato por motivo de gravidez? Vale isso??

Eleonora Monticelli disse...

Estou em choque. É lamentável que isso ainda exista... Acho que é caso para processar a tal consultoria e se possível divulgar o nome da empresa pela net...
Bjs, Lê
PS: tem sorteio no blog, depois dá uma passada por lá :)
www.cegonhatrends.com

Juliana disse...

Bah, divulguem aí pra gente disseminar e denegrir juntas a imagem de uma empresa dessas. Somos mães, e as mães são fortes e unidas.

Roberta Lippi disse...

Pois é, Lia, no mínimo se os caras rescindirem mesmo o contrato eu acho que ela tem que fazer bastante barulho. Ao final, acho que eles não vão ser bestas de fazer isso. Espero que não. Vão ter que engolir essa, esses nojentos.

- Futura mãmã ! disse...

Pois realmente ...ainda a pessoas assim...prefere ver um belo corpinho chamando atençao do que a competencia profissional da pessoa...BAH isso enerva qualquer um ne :S

beijooo
me visite se gostar siga eu sigo igualmente..retribuindo tanbem comentario sempre visitando o blog..sou bloguira assidua :D

Carol Garcia disse...

aaaffffeeee!
dá pra acreditar que ainda exista isso???
absurdo.

Cíntia Anira disse...

Às vezes o mundo corporativo entoa como hino a música do Tim Maia: "Valeee... Vale tuuudo!"

Fala sério!
Desse jeito, onde vamos parar?

Patrícia Boudakian disse...

Que nojo Ro. Sabe que eu tinha um cliente bastante grande e conhecido de assessoria de imprensa e no final da minha gravidez ele cancelou o contrato por achar que nao estaria mais apta a cuidar dele com todo empenho de antes. Sendo que eu tenho uma empresa e todo o apoio de sócio e funcionários. Foi antes do Natal e aquilo me magoou muito. Se nao tivesse apoio na época teria sofrido muito mais. Ótimo presente de Natal Ne?
Por isso que digo, detesto este povo business total. Arght!

Beijoca lindona!

Kelly - Retrato de Mulher disse...

É assim mesmo, senti isso dentro da minha propria empresa, parecia que toda minha competencia profissional tinha acabado quando declarei minha gravidez. Meus socios me ostilizavam me tratavam com frieza como se estar gravida fosse quase uma ofença, acho que eles me viam como homem e quando engravidei eles notaram que eu era uma mulher. Enfim, foi um periodo bem dificil, chorei muito nessa fase.
Força pra sua amiga, e diz pra ela nao se abater com esse tipo de preconceito ridiculo e pre historico.
Beijocas

Kelly
retratodemae.blogspot.com