terça-feira, 6 de setembro de 2011

Lições que a vida da'

Tempos atras tive a oportunidade de conversar com a mae de quatro filhos, sendo que um deles e' autista. E ela me contou as barbaridades que ouviu da pediatra quando foi diagnosticada a doença do filho. O garoto tinha por volta de dois anos de idade e a escola chamou a atenção para o fato que o garoto não prestava muita atenção no que ela falava e também tinha certa dificuldade de relacionamento com os amiguinhos. Pensava-se que ele pudesse ter algum problema de audição.
Ela fez então alguns exames no filho e foi ate a pediatra para buscar os resultados. A monstra medica simplesmente disse assim:
- O seu filho eh autista, você sabe o que isso significa? Que ele vai estudar no máximo ate a quarta serie, não vai ter amigos, não vai fazer esportes, não vai ter demonstrações de afeto por vocês.
Não consigo me imaginar no lugar dessa mae, da dor que deve ter sido ouvir isso tudo assim, dessa forma grosseira e, pior, equivocada.
Hoje o filho dela tem dezoito anos e esta terminando o colegial, pratica varias modalidades de esportes, adora uma festa e diz sempre "eu te amo" para a mae (coisa que, segundo ela, o filho mais velho nunca falou). Ele tem, sim, dificuldades no aspecto social porque ele tem dificuldade de estabelecer conversas muito longas e tem pouca concentração. Mas leva uma vida normal. Evidentemente eh uma pessoa que demanda sempre atenção dos pais, mas chegou muito, mas muito alem do que a família sequer poderia imaginar.

Fiquei pensando nessa lição de vida e no ódio que eu nutriria por essa pediatra. Ninguém tem o direito de fazer isso com uma mae. Ninguém.

26 comentários:

Mamãe disse...

Essa troca de experiências é fantástica!! Também não me imagino no lugar dessa mãe, mas acredito que naquela ocasião a falta de informação era bem maior, ainda bem que estão conseguindo superar essas barreiras....
É sempre bom conhecermos realidades diferentes, por isso "curto" muito seu cantinho...

bjs

Fabiana Araújo
www.brenohenrique.com

Natália disse...

OI ACHEI SEU BLOG E GOSTEI BASTANTE. TO SEGUINDO. TBM TEM UM BEBEZINHO LINDO DE 4 MESES E SE CHAMA GABRIEL. PASSA LÁ NO NOSSO CANTINHO E SE GOSTAR NOS SEGUE TBM... BJUS

Nivea Sorensen disse...

Oi Roberta, tudo bem?
Acho que nunca comentei por aqui...
Só fiquei com vontade de dizer que, na minha opinião, o que a gente mais deseja para um filho é uma vida feliz. Se ela vai ser normal, ou anormal (quem define isso) pouco importa. Mas que ela seja o mais feliz possível.
Um beijo,
Nivea
http://www.niveasorensen.com

Carol Garcia disse...

monsssstraaaaa!!!!
DEU VONTADE DE GRITAR, SORRY....

bjo nas princesas.

A Doceria da Tathy disse...

Roberta, sobre autismo e família eu te indico esse blog que sigo desde o inínio. Sõa lições de vida em doses de amor:http://www.estouautista.com.br/

bjsssssssss

Vanessa disse...

Olá Roberta, sou Fonoaudióloga e trabalho diariamente com crianças com esse diagnóstico. E muitas vezes somos umas das portadoras de tal notícia e sei bem o quanto é difícil essa situação. Por isso fico triste em saber que ainda existem profissionais na área de saúde tão despreparados e mais do que tudo, sem amor ao próximo, pra transmitir dessa forma uma informação tão importante.

Carol P disse...

Cheguei a encher os olhos de lagrimas de tristeza e odio.
Que esta familia sempre feliz e este menios se desenvolvendo e se superando cada dia mais.
Bj Carol P
www.motherlovedatabase.com

Larissa Xavier disse...

mães sempre acreditam nos filhos, ja os médicos esses nem sempre são capazes... :s infelizmente tem muitos assim...

que só querem mesmo é de saber do dinheiro...

bjocas em vcs

Luiza Coelho disse...

Tem médico que adora prever um futuro né? E ainda dão furos maiores que os da mãe Dinah, rs. Infelizmente o que eu percebo é que esse tipo de médico está preso a uma medicina tão antiga, tão arcaica... Hoje autismo não é mais um bicho de sete cabeças e tem tratamento... Tenho um irmão autista e cheguei aqui através da Flávia Bernardo e fiquei muito feliz por você ter abordado esse tema aqui... é triste ver que médicos assim ainda existem mas ao mesmo tempo feliz ver que pra abalar uma mãe que tem fé e amor incondicional por um filho, é necessário muito mais que uma previsão furada. Pior que conheço um médico famosíssimo, ícone em diagnosticar autistas, com esse perfil maquiavélico... Bom, o importante é que essa mãe superou as expectativas de um médico que se acha no controle dos fatos e futuro (Deus pra esse cara deve ser uma mera invenção) e foi além... Meu irmão foi diagnosticado autista atípico, até os 5 anos não falava, era agressivo, se autoagredia tbm, cheio de tocs e estereotipias... hoje, quem quiser conhecê-lo melhor vá o blog meu e da Karla, minha irmã gêmea, e veja como o autismo não é tão ruim assim... ele mudou a nossa vida... primeiro, ficamos sem chão pois não sabíamos o que fazer (e nessa hora a gente escuta tanta ladainha como essa) e depois a gente vai construindo uma nova estrada... bem mais firme, bem mais consistente e bem feliz, posso garantir!
Vamos tomar essa história como exemplo e por amor em tudo que fazemos? Vamos ter paciência com o próximo, sermos profissionais mas não esquecer que o cliente tem coração? O autismo me ampliou a visão... coisa que a medicina fez ao contrário com esse doutor... Não vou fazer com ele o mesmo que ele fez com a sua amiga e prever um futuro através do quadro que temos sobre a pessoa dele... vou só torcer, mas torcer bem forte pra ele que ultrapasse minhas expectativas. beijos
www.estouautista.com.br

Luiza Coelho disse...

Lendo os comentparios vi que a Tathy indicou nosso blog... obrigada Tathy vc é sempre tão fofa! :)

Karla Coelho disse...

Bom, estou aqui também pela Flávia Bernardo que nos informa TUDO o que ela lê sobre autismo. Obrigada, Flávia. Obrigada ao blog por divulgar essa história e obrigada a essa família por não acreditar nas barbaridades que esse médico disse. Faço minhas as palavras da minha irmã. Hoje vemos qualquer autista como se fosse nosso irmão, enxergamos o Lu em todo eles e a cada evolução do nosso pequeno grande mestre a gente ganha vontade de falar pro mundo que o autismo é tratável. Não fiquem com raiva desse médico, guardem energia pra pensar positivo e mandar bons fluídos a todas as famílias especiais que passam dificuldades! Beijão!

Renata Diniz disse...

É um horror este tipo de comportamento. Principalmente vindo de pessoas que deveriam zelar pela saúde e o bem estar. Não tem como não provocar revolta. Beijos!

Laiz disse...

Que coisa absurda!!!! Vejo muitos médicos com essa total falta de sensibilidade e responsabilidade. Triste! Bjooo

Coisas de mãe disse...

Não sei se em medicina existe uma matéria que aborde comom conversar com seu paciente, mas deveria ter. Claro que médicos de plantão em hospitais devem acabar criando uma carapaça contra a dor, caso contrario nnao suportariam trabalhar com isto. Mas alguma especializações como pediatria, obstetricia e mesmo os médicos que realizam ultra som mereciam um treinamento especial para dar notícias específicas. Já ouvi cada história que me deixaram pasma!!

Que bom ue esta mãe não se deixou influenciar e fez a vida dela! Sorte do filho por ter ela como mãe! Ele e ela devem ser muito felizes,

beijos

Pati

Ilana disse...

É por essas e outras que eu tenho muita raiva de gente ignorante! (desculpa falar assim)
Ainda mais gente ignorante que passa a impressão de ter o saber, como uma médica dessas.
Imagina o estrago que ela poderia ter feito se essa mãe tivesse acreditado nela e não ido atrás de outros profissionais?
Revoltante!
Bjos

Celi disse...

Inconformada. Como que pode dizerem isso para uma mãe. Tratar o filho como anormal. Mãe é mãe e sempre vai querer tudo de melhor para o filho. Agora, ouvir isso quando ele ainda é pequeno... dói demais!
Mas tem médico e médico. Né? Infelizmente não dá para confiar 100% no que eles dizem.
Um beijo.

Camila disse...

Nossa, fiquei chocada! É por isso que hj em dia eu dou cada vez mais valor aos profissionais mais humanos, que não rotulam a pessoa apenas a um diagnóstico. Cada indivíduo é único e vai evoluir, com uma doença ou não, de maneira muito particular e de acordo com os estímulos que receber da vida, do mundo, dos pais, não é?!
Bjos,
Camila
www.mamaetaocupada.com.br

Renata Diniz disse...

Roberta. Lembrei de um texto que escrevi fazendo um paradoxo do Autismo com o autismo social. Se interessar, está aqui: http://renatadiniz.blogspot.com/2011/04/aqui-mora-uma-familia-feliz.html

Beijos!

Juliana Ramos disse...

Que monstro FDP...
Deveria rasgar o diploma um cidadão desse.

Bjo e bom feriado!!!

Flavia Bernardo disse...

Ro,
passei o link do blog pra Karla e Luiza exatamente porque sei que elas poderiam vir aqui e dar um testemunho totalmente oposto do que esse médico previu pro filho dessa sua amiga.

Por tanto ler os textos que elas postam no blog Estou Autista, por tanto ler sobre os avanços no desenvolvimento do Lu, sei que o que esse médico falou não tem cabimento algum quando se busca o tratamento adequado.

Bom saber que ocorreu o oposto do que ele previu.

bjs
Flávia

Karin - @Blogmamaeecia disse...

As crianças respondem de maneiras incríveis, com certeza essa mãe demonstrou tanto amor que o filho só encontrou uma maneira de retribuir... demonstrando também amor.

Lindo demais a história dessa mãe, deu a volta por cima do que as pessoas acreditavam, e seu filho maior exemplo ainda!

Beijos

karin

Dani Garbellini disse...

Eu definitivamente não consigo entender esse tipo de comportamento, ainda mais vindo de um profissional da área. Como pode?

Se ainda não o fez, a mãe bem que podia contar essa história para essa pessoa.

Que bom que não tornou-se uma barreira para essa família, mas como trabalho com pessoas com deficiência, já ouvi muitos relatos semelhantes e, em vários deles, esse tipo de comportamento não posso dizer que foi decisivo, mas contribuiu em muito para prejudicar o desenvolvimento de crianças. E pior, não é coisa do passado, continua acontecendo.

Muito boa sua iniciativa de compartilhar a história.

Anônimo disse...

Oi Roberta,

Na verdade não vou comentar especificamente o artigo acima, embora tenha achado a história bem interessante e importante para reflexão.
Você escreve vários posts sobre a questão da vaidade exacerbada nas crianças e estimulada pelos pais. Acabo de ver um programa com um psicanalista Flávio Gikovate e adorei alguns comentários que ele fez. Por exemplo, existe uma gangorra entre auto estima, de um lado, e vaidade de outro. Ou seja, crianças, adolescentes, com baixa auto estima se refugiam na vaidade exacerbada, na busca de padrões estabelecidos para se encaixar, têm mais necessidade disso.
Ele ainda comentou como pode fazer mal para a formação das crianças a glorificação de modelos de beleza e riqueza, já que são inalcansáveis para a maioria, ou seja, a frustração é quase certa. Deveríamos, sim, estimular valores que todos podem ter como a bondade, o sentimento de justiça e etc... Achei muito legal para refletirmos e acho que coincide com preocupações que aparecem em alguns de seus posts.
Ah! Sou leitora do seu blog já há algum tempo, mas acho que nunca comentei. Ainda não sou mãe, mas tem um embutido na minha barriga, de 11 semanas, tô no comecinho ainda, mas já penso nesses temas.
Tudo de bom para vc e para as filhotas,
bjo,
Fabi (faby.rod@bol.com.br)

Andrea Nunes disse...

Está mais do que comprovado que o ser humano é muito complexo e capaz de superar e se reinventar de diversas formas. Uma cretina, isso que essa médica é! Devia ser probida de trabalhar!

beijoca

Renata Diniz disse...

Roberta. Hoje vim para apresentar o meu blog sobre maternidade. Se você puder compartilhar comigo, será um prazer. Pois aqui aprendo muito e o seu projeto, certamente, me serviu de inspiração. Se interessar acesse aqui: www.renatahistoriasdamaternidade.blogspot.com

Obrigada e beijos!

Renata Diniz disse...

Oi Roberta. Hoje vim para te convidar para visitar o meu blog www.renatahistoriasdamaternidade.blogspot.com. Este novo rebento estréia hoje e a sua presença me deixará honrada, uma vez que, aqui aprendo muito e também me inspiro. Obrigada. Beijos!