segunda-feira, 13 de junho de 2011

A um passo de um ataque de ciúme

Eu sou irmã mais velha, mas não me lembro como era essa questão do ciúme com os meus irmãos. Pensa só, eu tinha um ano e dez meses quando nasceu um casal de gêmeos. Zero de atenção pra coitadinha, né? Mas minha mãe fala tanto que eu era uma mocinha quando pequena - "criança com espírito adulto", ela me define - que acho que tudo transcorreu naturalmente.
Agora observo essas coisas mais de perto com as minhas meninas. Porque Luísa agora já é "criança grande", então já não é mais tanto destaque no meio de outras crianças ou mesmo dos adultos, apesar de ainda falar um pouco errado e ser uma fofa.
Já a Rafaela... está naquela fase em que todo mundo passa e solta um "ownnnn", dá um sorriso, quer mexer na bochechinha, pergunta nome e idade, brinca de esconde-esconde atrás de qualquer coisa....
Ontem eu, marido e as meninas fomos passar uma romântica noite do dia dos namorados numa lanchonete. Escolhemos esse lugar porque tem uma salinha com brinquedos pra dar uma distraída enquanto não chega a comida (porque, vamos combinar, a Luísa com quase quatro anos é super companheira, mas ir com bebê de quase dez meses a restaurante não é tarefa das mais fáceis, nénão?). Fui até a tal salinha de brinquedo com as duas e estava cheio de crianças, meninas e meninos, na faixa dos 4/5 anos. Luísa, toda tímida, ficou ali do meu lado. A Rafa, toda exibida, ia subindo nas outras crianças, mexendo no cabelo de uma, no nariz da outra... De repente, todas as crianças do espaço estavam em volta da Rafaela. Rindo, brincando, mexendo com ela. E criança não tem aquela percepção de adulto de puxar um assunto com a mais velha pra não dar ciúme, né. Eles simplesmente ignoraram a Luísa. Perguntaram o nome da neném e nem quiseram saber como era o nome da irmã.
Gente, meu coração ficou apertado, vê só! A sorte é que a Luísa, em vez de ficar enciumada, ficou orgulhosa porque estavam mexendo com a irmã dela. Ela ria e mexia com a Rafa também. E eu beijava a Luísa, abraçava, brincava com ela, porque fiquei com peninha e não queria que ela ficasse com ciúmes. Enquanto isso, a outra lá se esbaldava no sucesso repentino.
Por essas e outras é que irmão mais novo é sempre folgado, né?

14 comentários:

Camila Bandeira disse...

Ô Roberta, isso também acontece lá em casa. O Pedro chama muito a atenção, principalmente porque ele adora abraçar e soltar beijos. Mas a Gabi fica orgulhosa dele. Dá uma peninha mesmo, mas as mais velhas (incluindo a gente, também sou a mais velha lá de casa), a gente acaba tirando de letra, não tenho nenhum trauma com isso (pelo menos não que eu me lembre, rsrsrsrr) Bjão

Nine disse...

rsrsrs

Lá em casa sou a mais velha também e acho que a grande parcela de problemas dos mais velhos está justamente nessa divisão de atenção dos adultos, e não de outras crianças.

Terei meu segundo filho em breve, mas acho que por ser a mais velha vou conseguir minimizar os ciúmes que sempre batem, né?

Beijos,
Nine

Luciana - Descobertas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciana - Descobertas disse...

Sabe o que eu acho, que eles podem até sentir algo, mas não sabem nomear e pelo que fvc falou VOCÊ ficou pena dela achando que talvez ela tivesse ciúmes, mas na realidade ela estava era orgulhosa do carinho dado a irmã. Então , pode até ser que ela tenha sentido algo, que poderíamos nomear como ciúmes, mas pela atitude dela parece que foi diferente, então resta-nos é não alimentar esses sentimentos neles não é?

Tá mais na nossa cabeça de adulto do que na das crianças...

Beijos

Priscila disse...

Pareceu lá em casa.. como a Mari é mais velha não chama mais tanta atenção, sinto q as vezes ela fica falando diferente ( como bebe) pra chamar atenção! bjks

Karin disse...

Que coisa... garanto que a Luísa ficou orgulhosa de ser irmã da Rafa nessa hora, a irmã desinibida a ajudou a fazer novas amizades... isso é tão importante pra eles né!!!

Beijos

Karin

Fabiana disse...

Lá em casa é a mesma coisa...
Pior é quando a "falta de noção" é de alguém da família. Ai, ai... coração de mãe chega dói!
bjs
Fabiana
http://2-ao-quadrado.blogspot.com

Pequenos Modernos disse...

Eu sou caçula na minha casa, meus irmãos são bem mais velhos do que eu e sei bem do que você está falando.
Pior que não dá pra controlar esse tipo de coisa e da dó mesmo!

Beijos e boa semaninha!

Dani disse...

Deu uma vontade de chorar...não sei se por causa da tpm, mas estou numa fase super sensível.

Fiquei imaginando como a minha Bia se sente. Quando o Otto chegou ela tinha 5 anos e até hoje, ele vai fazer 3, as pessoas meio que a ignoram. Deve ser muito difícil sair do foco assim...

Ciúme ela nunca demonstrou, mas que já bateu aquela tristeza de não ser mais a única, já...

Beijo

Ivana - coisademae disse...

Ai Roberta, que situação, faria o mesmo que você fez. Isso acontece aqui em casa com João, mas graças a Deus as meninas sempre reagiram bem e também já demonstraram uma certa proteção por conta do assédio. É coisa de irmão mesmo...

Bjos!

Luciana - Descobertas disse...

Sei que vc já disse várias vezes que não é muito organizada com selinhos, mas pelo carinho que tenho pelo seu blog sempre lhe presentearei com um.

Tem um para vc lá!!

Beijos

Letícia Volponi disse...

Em casa também sou a mais velha e confesso que ate hoje rola um ciúme quando meu irmão é o paparico da minha mãe, mesmo que ela não faca diferença entre nos. É que irmão mais novo é muito intrometido, Ne, não?

Naomi disse...

É isso mesmo que acontece.
As crianças de 4 anos em diante "perdem a fofurice" para os outros. Para nós, continuam mais fofuchas ainda, mais espertas, mais tudo!
E não tem jeito, mesmo! As piticas até os seus dois anos e meio são as princesinhas da moçada! rsrsrs
Eu também fico reparando na minha Juju (com 4 anos) reparando na Nandica (2 anos) e nas pessoas que mexem com ela. A Juju fica feliz porque brincam com a Nanda.
Fico feliz pelas duas! rsrs

Fabi disse...

Aqui em casa ta acontecendo isso tb, morro de dó do mais velho e sou a mais velha também. Bjs