terça-feira, 31 de maio de 2011

O inglês


Eu sou daquelas raras peças que aprendeu inglês na escola regular. Simplesmente porque eu adorava. E me aplicava. Era autodidata. Aprendi muito com esse programa que ensinava inglês com músicas (esse aí do vídeo) na TV Cultura no final dos anos 80 (alguém aí também assistia?). Fui à escola particular de idiomas pela primeira vez quando já tinha uns 14 ou 15 anos. E como eu era aplicadíssima e tinha muita facilidade, era a melhor aluna da sala.

Depois de adulta, ainda solteira, eu pensava seriamente em colocar meus filhos em uma escola bilíngue quando os tivesse. Achava que seria legal que eles tivessem um segundo idioma na veia.
Mas depois meus conceitos foram mudando. Meu marido já morou nos Estados Unidos quando adulto e também fala inglês muito bem. Eu tenho mais facilidade do que ele em relação ao sotaque, mas independentemente disso, ele tem fluência e ótimo vocabulário: dá palestras e faz milhares de reuniões em inglês numa boa.
Nós conversamos muito sobre isso e entendemos que não haveria necessidade de colocar a Luísa em escola bilíngue. Simplesmente porque não achamos necessário que ela fale inglês sem sotaques. Esse é um comportamento típico do brasileiro, de querer ser tão fluente a ponto de se passar como nativo no meio de americanos ou ingleses. Além do fato de as escolas bilíngues serem caríssimas no Brasil, preferimos que ela estudasse em uma escola com cultura brasileira (nossa nacionalidade) e aprendesse outros idiomas em paralelo. O importante, na nossa visão, é que elas falem e saibam se comunicar. Se mais tarde quiserem fazer um intercâmbio, serão super incentivadas. Evidentemente, cada família tem sua forma de pensar.

Ainda assim, não pensávamos em colocá-la tão cedo em um curso de inglês. Na escola dela, as aulas de inglês só começam no ano que vem. Mas depois que voltamos da Argentina, no final do ano passado, Luísa começou a demonstrar um interesse muito forte por outros idiomas, especialmente inglês. Na viagem, ela sempre perguntava qual idioma a pessoa estava falando. No nosso hotel havia muitos americanos. E assim ela foi entendendo, na prática, que em outros países as pessoas se comunicam de um outro jeito que não o nosso português.
Como ela continuou interessada depois que voltamos, perguntando o tempo todo o nome das palavras em inglês, resolvemos experimentar. Tem uma escola de inglês especializada em crianças (a partir de 3 anos) ao lado de casa, então perguntei se ela queria fazer uma aula teste.Conversei com uma amiga professora e ela foi taxativa:
- Se ela tem interesse, coloque no inglês, porque quanto antes a criança começar, mais facilidade ela terá no futuro. É como andar de bicicleta. Só não force, nem cobre. Se ela não quiser fazer, deixe para mais tarde.
E assim fizemos. Luísa topou. E amou. Está fazendo inglês desde o começo deste ano. E olha que a carga horária é puxadinha: duas vezes por semana, duas horas por dia.
Mas ela adora. Faz seu homework numa boa, sem que precisemos forçar. Vai à aula sempre animada, sem reclamar. Continua bastante curiosa e aparece o tempo todo com palavrinhas novas que ela solta quando está a fim (não adianta perguntar, porque só sai se ela quiser). Fala water, mommy, daddy, open please, baby, sister, nanny, boy, girl, dog e coisinhas do gênero. O aprendizado é bem leve nesse início, apresentando apenas palavras. As histórias são lidas em português, com algumas palavras ditas em inglês. Há atividades de artes e músicas que apresentam cores e novas palavras. Apenas os principais comandos são todos em inglês: vamos lanchar, quero ir ao banheiro, quero água por favor e outros termos desse tipo.
Tenho em mente o conselho daquela amiga: não forçar, nem cobrar. Enquanto ela estiver gostando e aprendendo, estará valendo a pena.
Agora, lindo mesmo foi o dia que estávamos na estrada, indo pra casa da minha mãe, e eu ouço atrás no carro ela cantando a musiquinha:
Good morning my dear teacher
Good morning, how are you
I am so very happy
To say hello to you
Quase bati o carro, de tanta fofura. Sweet girl.

12 comentários:

Flavia Bernardo disse...

Muito legal! Se já é fofo ver nossos filhos descobrindo novas palavras em seu idioma nativo, imagina num outro idioma?

Assim como você, tb nao vejo necessidade do Arthur frequentar escola bilingue, levando em consideração a nossa vida, nossos hábitos.
Mas que ele vai entrar num curso de ingles desde pequeno, isso é fato!

Nao sabia q havia cursos de ingles pra crianças pequetitas assim como a Luisa. Eu comecei o ingles logo após ter sido alfabetizada. Aos 6 anos já frequentava o CCA. E AMAVA. Assim como AMO ingles até hj.

e com certeza, o quanto eles começarem, melhor.

Arthur vai começar a ter ingles na escola com 3 anos, mas curso extracurricular mesmo penso em colocar aos 6 anos, como foi comigo.

Kisses for the sweet girl!

Flavia

Carol Garcia disse...

óim que fofo...
estamos evitando a entrada do isaac na única escola bilingue que há aqui. é caro, está começnado ainda e tem poucos alunos. e ainda, por ser cara, vai restringir num tanto os tipos de contato social que ele vai ter.
tá.
mas acontece que isaac adooora assistir os filmes em ingles.
e outro acontece que as escolinhas aqui - uma única - oferecem ingles pra crianças acima de 3 anos.

daqui uns meses tentamos.

bjocas e parabéns pela pequena.

Re disse...

Que linda...sabe, eu tb tenho esse questionamento, se vale mesmo a pena colocar em escola bilingue ou nao..nao sie se vale o investimento. Eu tb aprendi ingles no colegio, eu amava e dai com 16 anos pedi pra fazer intercambio, morei um ano fora, suficiente para eu ter fluencia ate hoje...acho que esse eh o caminho, abrir as portas da lingua, mas sem forçar. Bjs

Cissa disse...

Ai Ro, imagina como eu penso o tempo todo como vai ser com os meus filhos. Tenho medo se morar fora e eles não aprenderem o português direito. Se morar no Brasil, fico mais tranquila pelo fato deles acabarem sendo bilingues de qualquer jeito. Gosto tanto do português que fico angustiada com a possibilidade de ter filhos que não falem a minha língua.

Camila disse...

Oi, Rô! Acho que vcs tomaram a decisão certa. Eu, por experiência própria e profissional, sou contra escolas bilíngues. Acho que a gente deve respeitar os limites e interesses das crianças, como vcs fizeram. O bilinguismo está na moda e vai de encontro à ansiedade dos pais por tudo isso que vc citou. Estudei inglês a vida inteira, por interesse próprio, minha mãe é professora de inglês, fiz intercâmbio, milhares de provas de proficiência na língua e tal. Mas, com os meus filhos, por enquanto, o inglês é o da escola. Só a Manu que já aprende e adora, os meninos começam no ano que vem. E, se for o caso, podem ir para uma escola de idiomas, mas tudo no seu tempo, no ritmo e no interesse de cada um.
Bjos,
camila
http://www.mamaetaocupada.com.br

Micheli disse...

Que fofa!
A Clara também tem demonstrado grande interesse pelo inglês, já comentei no blog. Ela tem uma aula por semana na escola, é bem básica, mas não é que aprende? E tem me perguntado em casa, tenho ensinado mais algumas palavrinhas. Também falo inglês, logo que puder acho que vou matriculá-la em um curso para crianças, porque ela está muito interessada.
Beijos.

Nine disse...

Guriaaa, assisti ao video e achei super legal, fora a sessão recapitulação dos modelitos e cabelitos dos anos 80!

Beijos!
Nine

Celi disse...

Oi Roberta,
Acho que está certíssima!
É muito melhor quando há interesse da criança. Além do mais é algo bem tranqüilo para ela. As atividades apresentam também um caráter lúdico o que envolve muito mais. Agora, uma perguntinha curiosa: quantos anos ela tem?
Um beijo.

Roberta Lippi disse...

Oi, Celi, ela faz 4 anos agora em agosto. Entrou no inglês com 3 e meio. Bjos

Renata disse...

Ro, penso como vc, até porque sou mais uma das que aprendeu inglês na escola regular. Eu adoro o idioma e sempre me interessei demais, então fica mais fácil mesmo.
O André está tendo aulas de inglês na escolinha dele desde o começo do ano...só palavras e musiquinhas, mas ele vive perguntando como é que fala em inglês!! Acho uma fofura.
E concordo que sem forçar, ela aprende brincando, que é a melhor maneira, né?
beijos

Fe Piovezani disse...

Adorei seu post Rô. Super sensato.
Sabe que Luísa tá começando agora a se interessar pelo inglês, sabe identificar quando as pessoas estão falando outra língua e se descabela com músicas em inglês. Mas acredito que ainda não é o momento. Não sei. Vou perguntar pra ela. Já volto!
beijos

(Mamãe) ~Pinel disse...

MEU DEUS DO CEU QUE FOFA!!!
Posso falar???? Vou morrer se a Lara não tiver interesse por línguas, afinal, a mamãe aqui faz faculdade de Letras né! hahahaha

Eu amo de paixão e meu irmãozinho de 6 anos puxou de mim. Na primeira demonstração de interesse da Lara, inglês nela! hehe


Beijo!