quinta-feira, 7 de abril de 2011

De Chanel ao sutiã de oncinha

Daí que eu ainda nem estava recuperada da matéria sobre as socialitezinhas de oito anos que juntam dinheiro pra comprar Chanel e Dior e leio hoje na Folha de S.Paulo uma matéria sobre fabricantes de lingerie fazendo sutiãs com bojo para crianças de até 6 anos. Não entendeu? Vou repetir: sutiãs com bojo imitando o formato dos seios para crianças. Por que? Ah, a pedido de mães, porque suas filhas queriam imitá-las. Sutiã de oncinha, tá entendendo? Uma funcionária de uma loja Pernambucanas do centro de SP disse que ali são vendidos cerca de 30 sutiãs infantis com enchimento por dia.
Outro dia vi uma matéria sobre a moda de aniversários infantis em salões de cabeleireiro. Infantis, foi isso mesmo que eu falei. Crianças de cinco, seis, sete anos comemorando aniversário no salão com as amigas, fazendo as unhas, penteados e luzes nos cabelos, maquiagem.

Isso tudo anda me assustando muito.

Existem duas coisas que pegam sério nesses fatos acima: a adultização precoce e a inversão dos valores. E digo mais: esses não são problemas que se vê apenas nas classes mais altas, não. Isso está por todo lugar. E não adianta botar toda a culpa na mídia. Lógico que a televisão tem sua parcela de culpa, mas acho que a mídia sozinha não é a causadora disso tudo. A sociedade tem culpa nisso também. Nós, pais, é que somos responsáveis pela educação de nossos filhos. Não a mídia, não a escola, não as babás, não os avós.
Um comentário anônimo no meu post anterior ilustrou perfeitamente o que eu penso sobre o assunto e acho que vale replicá-lo aqui para quem não viu:

O problema não é ir à Disney duzentas vezes ou vestir roupinhas caras se você tem poder econômico para isso. Conheço diversas pessoas que tiveram acesso a tudo isso e nem por isso se transformaram em adultos fúteis e superficiais. Não há nada de errado em desfrutar das coisas boas que o dinheiro proporciona, desde que este tenha sido obtido de forma legítima, e sem exageros, claro, porque bolsa de grife para crianças de 9 anos é o fim. O que me revolta e até enoja é que adultos venham a incutir nas crianças conceitos equivocados de que ter tudo isso é necessário, que esse ter define quem você é, o que certamente levará essas crianças a julgarem todos à sua volta sob essa ótica torta, quando na verdade o que importa é o ser. Reparem na pose das crianças, parecem copiar as pseudo celebridades que infestam os noticiários. A única que mantém alguma aparência infantil é justamente aquela cujo pai foi acusado/taxado de "intelectual", o que , parece-me, demonstra que a influência deste ainda é positiva sobre a pequena.

Será que a Luísa vai pra Disney pela primeira vez só aos 15 anos ou quando ela puder/quiser pagar sua própria viagem? Provavelmente não. É possível que daqui a alguns anos, quando a Rafaela estiver maiorzinha, a gente resolva levar as meninas pra lá. Como disse esse comentário anônimo, se o dinheiro que ganhamos é legítimo e se a coisa for feita sem exageros, por que não? Também não acho que os pais precisam se sentir culpados por levarem seus filhos à Disney ou a um hotel bacana ou por poderem proporcionar a eles algumas regalias que não tiveram na sua própria infância. Basta ter consciência e equilíbrio.

Eu e meu marido nos preocupamos muito em como ensinar às nossas filhas que o ter não é mais importante que o ser. Queremos que elas entendam o valor do trabalho, do esforço, da dedicação. De que o amor, a amizade, o respeito ao próximo e a honestidade são as coisas mais importantes que devemos aprender.
E arrisco dizer: acho que essas pessoas dizem com orgulho que "a filha não usa Renner nem pra dormir" nem são tão ricas assim. São pessoas que precisam mostrar para se sentir aceitas na sociedade, mas muitas vezes o marido tá vendendo o café da manhã pra pagar o jantar, tem carrão mas está todo endividado.
Ter dinheiro, por si só, não é um problema e temos que ter cuidado com as generalizações. Conheço gente com muito dinheiro que criou filhos muito educados, solidários e responsáveis.

Quanto à questão da adultização, entendo que as crianças peçam. Afinal, elas querem imitar as mães e os pais no comportamento, na forma de vestir, no jeito de falar. Luísa outro dia encheu a blusa de papel e ficava falando que aquilo era o peito dela. Desde um ano e meio de idade ela anda o dia inteiro com a bolsinha pendurada no ombro, vários colares de plástico pendurados no pescoço e um monte de pulseirinhas. É super vaidosa. E o pior é que nem posso dizer que ela está me imitando, porque eu sou muito menos perua do que ela.
Mas uma coisa é uma brincadeira de criança. Outra é incentivarmos que nossos filhos tenham comportamento de adulto, se vistam como adulto, comprem como adulto.
Tenho medo do que ainda está por vir, de como as coisas serão daqui a 10 ou 20 anos.

30 comentários:

Carol disse...

Lendo essa matéria no domingo com minha mãe, falei pra ela como eu tinha ficado feliz em ganhar, com 6 anos, uma bolsa da...MORANGUINHO! Agora com 28 e prestes a tentar iniciar minha família, sinto medo de ter uma criança que será "jogada" nesse mundo onde a infância não tem vez! concordo com vc, não vejo problema em levar meus filhos aos EUA, Disney, mesmo pq eu e meu marido adoramos ir para lá, mas acontece que incutir nas cabeças da crianças que TER é igual a SER, é um erro monstruoso, uma crueldade, cujo final será uma geração de adultos vazios que julgam o próximo pela aparência. Temos que ter o que podemos e ser o que somos. Dar bolsas Chanel para crianças de 9 anos me enoja, talvez não mais do que saber que crianças vão pra essas festinhas em manicures, fazem escova progressiva com 7 anos, pensam em crescer pra colocar silicone! Socorro! Tragam a lama e as bonecas de volta pras crianças! hehe

Renata disse...

Concordo, Ro. Não é pra ter vergonha de ter dinheiro e proporcionar coisas boas aos filhos, mas prestar atenção ao tipo de valores que estão recebendo e assimilando.
Tb tenho medo do que estar por vir, mas temos que continuar firmes no propósito da boa educação e acreditar que os valores que transmitimos em casa serão mais importante que qualquer apelo da mídia ou pressão das amiguinhas da escola.
beijos, querida

Nossa Pequena Helena disse...

Roberta, acho que o que faz diminuir um tiquinho o meu medo de como serão as coisas daqui 10 ou 20 anos é saber que tem mães como você e várias outras que comentam aqui (ou de outros blogs que você indica) que tem um mínimo de bom senso na hora de educar os filhos.
Penso exatamente como você na grande maioria das coisas que você escreve e acho que é aí que percebemos que sim, ainda temos chance de fazer nossa parte e tentar mudar um pouco o futuro das nossas pequenas filhotas e mostrar a elas o que realmente tem valor no nosso dia a dia.
Assim espero ... rs
Parabéns e obrigada por compartilhar sempre suas ideias com quem gosta de te acompanhar!
Beijos,
Larissa

Anne disse...

está tudo misturado!
a questão do dinheiro é completamente à parte da questão do adequado, do certo e sim!!! do errado!
sutien para criança, peruzainhas estimuladas a valorizar o ter antes do ser... a falta de saber.
que falta de inteligência dessas mães.
que risco de criar mulheres frustradas, vazias, pouco desenvolvidas emocionalmente!
que perigo, Rô!!!

Carol Garcia disse...

o mundo ficou louco rô...
acho que é isso.
ter dinheiro e usá-lo com moderação parece que ficou fora de questão para muitos.
se se tem muuuuito, se esbanja, como as socialitezinhas demonstraram no domingo.
sim, sei que há os que usam com equilíbrio, e por isso não serão noticiados.
mas, me diz, essa questão dos sutiãs só reforça o absurdo que estão fazendo com as pequenas.
que malemá passam pela fase de pequenas e são jogadas de saltinho e tudo num mundo canibal onde tem que ser melhor, mais bem vestidas e maquiadas.
triste triste
e bojo?????? fala sério.
bjocas nas fofoilas

Ana Lu disse...

Ei Roberta =]
Realmente esse comentarista anônimo arrasou, disse tudo o que eu também pensava. A questão realmente está longe de poder viajar ou não, está em saber lidar com isso. Achei um absurdo aquela mãe que disse na entrevista que praticamente todas as crianças tinha ido pra Disney, o que fazer então com as que não tinham ido?
Sabe, isso é sem noção!
E eu também achei que a única que conservava jeitinho de criança foi a que o pai é intelectual. Tomara que ele tente salvar alguma coisa dali!
Essa do sutiã acabou comigo.
Eu quando pequenininha sonhava em ter um sutiãzinho, desses retinhos mesmo. Aí tanto eu enchia o saco que minha tia meu deu um. Eu devia ter uns 9 anos. Usei um dia e joguei longe. Quando comecei a usar sutiã de verdade, por volta dos 11-12, sonhava em ter um de bojo, mas minha mãe só deixou quando eu fiz uns 15. E, mais uma vez, devo ter usado apenas uma vez.
Enfim, a questão está toda na educação. E a adultização precoce, também acho, não é responsabilidade da mídia, e sim, dos pais.
Um beijo!

MEUS FILHOS MINHA VIDA disse...

oi Roberta meu nome é Paula e acabei de conhecer seu blog e adorei.
também tenho um blog se quiser conhecer http://paulaefilhos.blogspot.com posso te linkar?

ficarei feliz se me linkar também

beijos

Aline, mãe da "Malia" disse...

Roberta, ontem msm no pula pula da praça estávamos eu e umas mães conversando sobre isso. A conversa começou pq uma menininha chegou de saia pra pular e aí uma das mães mexeu com ela por causa disso, a menina que aparentava uns 5 anos respondeu: a minha saia é sexy! ... e simplesmente a mãe da menina que parecia ser novinha ficou rindo, achando graça. Acho que realmente os valores estão se perdendo! Aqui em casa concordamos contigo em gênero, número e grau quando vc escreve: "Eu e meu marido nos preocupamos muito em como ensinar às nossas filhas que o ter não é mais importante que o ser." Bjs.

Grazi, mãe do Principe disse...

Oi Ro,
olha eu não me conformo viu, acho isso um absurdo , e realmente não ha nada de errado em desfrutar do que o dinheiro pode comprar, o problema é realmente não deixar as crianças serem crianças e que tipo de adultos eles vão ser ?
nós mães temos que mostrar o caminho da honestidade, da dignidade para os nossos filhos, mas não me conformo que algumas achem essas coisas essenciais ....
Nessas horas eu sou grata por ser mãe de um menino, pq isso acaba tornando as coisas um pouco mais faceis .

bjus

Lia disse...

"São pessoas que precisam mostrar para se sentir aceitas na sociedade, mas muitas vezes o marido tá vendendo o café da manhã pra pagar o jantar, tem carrão mas está todo endividado."
verdade verdadeira. Conheço caso de gente que perdeu a casa por causa de dívidas adquiridas com consumo desenfreado.
"Mas uma coisa é uma brincadeira de criança. Outra é incentivarmos que nossos filhos tenham comportamento de adulto, se vistam como adulto, comprem como adulto."
Mais outra verdade verdadeira. Fantasia, brincadeira é uma coisa. Como nós brincávamos de profissão. e o que é brincar de boneca senão fantasiar a maternidade? Mas, sim, é beeem diferente que virar um mini adulto o dia inteiro.
Triste, muito triste.
Mas suas meninas vão virar mulheres incríveis, Rô. Nossas referências estão aí.

Kelly Resende disse...

Roberta, tudo isso aí me assusta demais também. Eu já tenho muito raiva desse padrão de beleza imposto a nós mulheres quanto mais às crianças. Sou totalmente avessa à salão de beleza, e sou muito criticada por isso, todo mundo se acha do direito de ficar me enchendo como seu eu fosse obrigada a fazer unhas e tirar sombrancelhas. Quando veja criança alisando cabelo, fazendo unha acho o fim da picada, aniversário em salão pra mim é pesadelo. rsss
Só espero que minha filha não goste dessas coisas.
Beijos

Roteiro Baby disse...

Tudo isso é, realmente, muito triste.
Fui uma criança tão criança e quero estimular isso na minha filha... não quero que ela seja precoce em NADA. Acho que a gente só tem 10 anos pra ser criança... mais 10 pra ser adolescente (ou pré adolescente) e o resto da vida pra ser adulto... pra quê antecipar isso?! Tic tic tic...

Camila disse...

Rô, isso tudo é mto chocante! Vc falou mto bem no seu post. Como mãe de menina, acho que a vaidade e o "feminismo" (não no sentido de queimar sutiã!) fazem parte, mas tudo de acordo com a idade e independente de classe social e possibilidades financeiras. Acho q tem mta gente aí q tem filho para exibir para o mundo, como a mais linda árvore de Natal, sem cabeça e consciência para as consequências (e, pq não, o ridículo!) de determinadas atitudes. Desaprovo muito. Agora, vc tá de parabéns pela maneira q abordou o assunto!
Bjos,
Camila
http://mamaetaocupada.blogspot.com/

Tathyana disse...

Meu marido me mandou essa matéria hj de manhã e eu fiquei chocada. Se já não bastasse o espumante pra criança, a matéria de ontem da Folha, a Suri Cruise e seu cartão de crédito, agora os sutiãs. É triste, é lastimável mesmo. E a justificativa de que a filha queria experimentar, ser como a mãe é nojenta. Então vai lá e oferece um rivotril pra filha tmb, afinal ela só quer experimentar.

bj

Nine disse...

Essa é uma questão que ronda a listagem das muitas preocupações que já acumulo como mãe.

Mãe de menina de 2 anos, mas que convive com outras crianças na vizinhança entre 01 e 08 anos. Muitas usam esmaltes e sombra nos olhos, outras além disso usam batom e sapatos de salto.

Num post da Ceila ela fala da dificuldade de "frear" as vontades da filha diante de todas as outras filhas de outras mães que permitem. Onde encontrar o equilíbrio?

Eu me lembro da minha adolescência: minha mãe era A CHATA que não me deixava usar sapato de salto, tirar as sobrancelas (só depois dos 15 ela dizia e eu tirei no dia do aniver de 15), usar batom, esmalte, essas coisas. Na época achava o Ó, mas depois de adulta entendi e vi que era o certo.

Por sorte (da minha filha, não meu, hahaha) não sou das mais vaidosas, então acabo não incentivando. Mas é certo que os filhos querem nos imitar e a busca pelos meus sutiãs e sapatos de salto é grande.

Para mim o lema é esse: brincadeira pode, desde que não seja a única brincadeira de menina, mas com certeza não antes dos 12 (muito tarde?). Aniver em salão de beleza só depois dos 15 (há, temos que mudar as tradições, mas o marco dos 15 permanece), bem como sobrancelhas, glos e sapato de salto BAIXO.

Vamos ver como estarei daqui 13 anos, né?

Beijos,
Nine

Dani disse...

Ro, mais uma vez você fez um post incrível. Concordo em todos os pontos.
Estes absurdos existem somente porque as mães permitem. Compram, acham bonitinho. Queria saber - curiosidade antropológica, mesmo - o que passa na cabeça de uma criatura destas. Que acha bonitinho a filha de seis anos de sutiã com enchimento.
Me preocupo com tudo isso. Mas, como você, vou lutar até o fim para preservar a infância da minha menina.
Que tenhamos discernimento para conseguir.

Carol disse...

Rô, ótimo post. Tb fico assustada com esses exemplos que lemos no jornal por aí. Gostaria de pensar que faz parte de uma elite muito distante de mim, mas nao é: minha afilhadinha de 6 anos vai por este caminho. Foi pra Disney pra "constar" no currículo, faz as unhas na manicure toda semana e seu programa favorito de sábado e domingo é ir pro shopping. Uma menina de 6 anos, Rô, é inacreditável. Não tenho tanto contato com ela e, das poucas vezes que tentei estimular coisas diferentes (um brinquedo mais educativo, uma roupinha divertida bem infantil ou mesmo uma brincadeira de imaginar, sem gastos absurdos), não deu certo e a família dela deu uma debochada da minha atitude. Outro dia, expondo minhas idéias, fui acusada de estar querendo "infantilizar" as crianças da minha família, veja que inversão de valores mais doida.

Espero que, pelo menos com o meu filhotinho, eu consiga orientar por caminhos mais distantes desse consumo louco e alienação.

E, claro, isso não tem nada a ver com ter dinheiro ou não, acho que é uma questão de bom senso, sabe.

Finalmente, faço coro com as meninas aqui em cima: suas filhas serão mulheres e mães incríveis, tenho certeza! Teu exemplo é maravilhoso!

beijão

Carol P disse...

Por favor peca para seu anonimo se identificar, pois adorei o comentario e concordo com tudo.
Dinheiro nunca foi problema, a questao sempre foi a atitude nessa situacao.
Essa inversao de valores eh chocante e nao sei se tenho mais pena dessas criancas ou dessas maes sem nocao.
bj Carol
www.motherlovedatabse.com

Anônimo disse...

Muito legal o que você e outras mães acharam do meu comentário. Prefiro manter o anonimato porque, como já disse no comentário anterior, conheço algumas das envolvidas no episódio. Na verdade só fiz o comentário porque recebi a matéria por e-mail e não tinha com quem desabafar minha indignação (todas moramos em santos e, por incrível que pareça, em uma cidade de 500.000 habitantes "todo mundo" se conhece); fiz uma busca sobre a matéria e achei seu blog, então pude falar o que pensava. Não tenho meninas, somente meninos (5 e 10 anos), mas essa matéria sobre os sutiãs com enchimento também chamou minha atenção. Também não acho que ser vaidosa é defeito. Afinal, qual a menina que nunca brincou de ser "gente grande"? O problema está no pular etapas, quando meninas que nem mesmo entraram na adolescência passam a ter comportamentos que só deveriam ter aos 15, 16 anos. Quando chegarem lá vão fazer o que? Bem, parabéns pelo blog, fico aliviada em saber que inúmeras outras pessoas também estão tentando criar seus filhos para serem adultos melhores (ainda posso ter esperanças de ter umas norinhas bem legais, rsrsrsrsrs). Um beijo e sempre que tiver um tempinho vou passar para dar uma espiada, ok?

Carol P disse...

Anonimo vc voltou...eba!!!

piscardeolhos disse...

sutiã???
cadê o conselho tutelar, gente??!!
e que vergonha, hein seu fabricante de sutiã?
reprovado, receba minha antipatia materna (aliás, quem é, hein?)
excelente post, querida.
beijos!

Sasá disse...

Nossa primeira vez que venho aqui e fiquei pasma com esse e o post anterior...em que mundo estamos? Concordo que se temos dinheiro devemos proporcionar o melhor para nossos filhos, mas com moderação claro. E que os pais deixem os filhos serem crianças...acredito que há hora pra tudo. Bjs.

Dione disse...

Eu vi uma foto não sei se num encarte ou numa revista, de uma menina de uns 4 anos, de sutiã e calcinha, maquiada e fazendo cara sensual. Cadê a mãe dessa criança, o juizado, o conselho tutelar?

Karin - @karinpetermann disse...

Compreendo sua preocupação e confesso que a minha também anda por esses caminhos.

Estou lendo muito sobre educação de filhos, a como ensinar valores, o ser, enfim, na sociedade atual, as coisas complicam um pouco para os pais.
Mas creio que se estivermos certos dos caminhos da educação que escolhemos seguir, haverá chance, haverá uma luz no fundo do túnel, creio que terá pessoas que farão a diferença, não serão fúteis e não se deixarão levar pela moda.
POr isso me preocupo tanto com isso. Quero que meu filho seja um desses!

beijos
Karin

Andrea Fregnani disse...

Eu tenho muito medo de quando a Alice começar pedir coisas pq a amiguinha fulfana tem, faz...
Eu na minha infância, adorava vestir roupas da minha mãe, usar as maquiagens de uma tia perua, namorar o guarda roupas de outra tia chique, passar os esmaltes da minha mãe, era tudo brincadeira, sem nehuma seriedade, nem lembro qnd fui fazer unha pela primeira vez em salão, mas já era bem depois dos 15...e sabe do melhor, eu aprendi fazer minha unhas melhor que manicure ;) eu serei bem teimosa em ensinar os valores e hora certa das coisas pra minha filha, se serei...
bjs

Paty disse...

EStou chocada. Ja ouvi que meninas de 12 anos, vao ao salão (caro) fazer cabelo e maquiagem para festinhas de final de semana. Usam salto e unhas vermelhas. Fico chocada. Morando em LA, dizem que aqui as coisas sao mais devegar do que no Brasil. Nao sei , vamos ver. fico muito assustada. bjs

Cris e Melissa disse...

Oi Roberta,

Ainda estou chocada com esses últimos posts e acho que daria um ótimo assunto prá uma blogagem coletiva, né? a "adultização" desta geração de crianças. Isso anda tirando minhas noites de sono. Como minha voz ainda é muito pequenina na blogosfera (prá não dizer nula...), que tal ser a porta-voz?

Beijos
Melissa
www.ideiasdevo.blogspot.com

Juliana disse...

Essa é a hora que eu agradeço ter filho homem...

Luana M. disse...

Ro, concordo com tudo o que escreveu aqui, só hoje que fui ler esse post por indicação no NY with KIDS.

veja só, é importante a gente não comprar mais nas lojas que alimentam esse mercado pornográfico infantil (desculpe pegar pesado, mas não vejo outro rótulo mais adequado). Pernambucanas e Abercombie estão na minha lista de lugares proibidos. E ao que parece, a DIsney autorizou a produção dos sutiãs com enchimento nas Pernambucanas (com estampa de personagens da Disney) e depois mandou recolher. Só que essa autorização é num escritório tabajara do Brasil, e, muito provavelmente, eles nem viram essa atrocidade, porque são milhares de produtos licenciados todos os meses. De qualquer forma, eu entrarei em contato com o escritório via telefone para pedir explicação. Acho que temos esse direito, não acha?

Eu escrevi esse post aqui reunindo muitas dos absurdos de 2011, mas já vi que tem coisa de espumante infantil e mais outras coisas para adicionar. Afffff, acho que a lista de reportagens sobre o assunto não tem fim. Triste e bom! Tudo ao mesmo tempo.
http://limobag.blogspot.com/2011/04/momento-revolta-total-liguei-o-f-pras.html

A maior parte das chamadas it-girls é responsável sim por esse mercado imundo infantil. Uma das mais aclamadas do Brasil, lançou uma coleção com vestido de oncinha para bebês. Quer insanidade maior???? Obrigada, mas eu não quero uma it-filha!

E anônima, que situação é essa, de nem poder assinar para não receber retaliação???? Que coisa complicada! Deus lhe dê muuuuuuuita sabedoria!

Beijo-beijo e parabéns pelo post!

(Sobre a Disney, filhos tem que acompanhar os pais na viagem, desde que não seja para conhecer as montanhas do Afeganistão e com city tours apropriados, tudo tá valendo. Mas se for pra constar no passoporte=currículo, ABSURDO!!!!)

Bembi disse...

Tem dias que dá medo da fauna humana. Tem horas que me acho maluca tendo filho nesse mundo doido.

Meninas com sutiã. Realmente eu vejo tudo e não morro!