sexta-feira, 25 de março de 2011

Pensamentos ruins

Outro dia estávamos almoçando e a Luísa veio se encostar no meu colo, porque estava com sono. Ela deitou a cabeça, olhou pra mim e falou uma coisa que me deixou meio mal e que não sai da minha cabeça:

- Mamãe, um dia você vai pro céu, né?
- Vou, filha, todo mundo vai pro céu um dia.
- E eu vou ficar aqui sozinha...

Gente, aquilo doeu tanto! Não sei como esse pensamento pode ter surgido na cabeça de uma criança tão pequena que ainda não tem noção exata da morte. Fiquei pensando em como nossas vidas não são mais nossas depois que temos filhos. Como esses bichinhos dependem da gente, caramba... como essa relação de pais e filhos é forte!
Esse assunto morte, particularmente, me deixa muito sensível. Talvez por ter perdido meu pai e com isso saber a dor de perder alguém tão próximo da família. Não sou de ficar procurando pensamentos negativos, mas de vez em quando eles aparecem. Vem uns repentes muito ruins na minha cabeça, pensando como seria se acontecesse alguma desgraça de eu morrer ou perder uma das minhas filhas. Logo eu rezo e peço pra esses pensamentos ruins se afastarem da minha cabeça. E passa.
Mas esse comentário da Luísa me tocou bastante. Me deu muito medo de um dia deixá-la desamparada.

Esses pensamentos ruins também passam pela cabeça de vocês às vezes?

36 comentários:

Giovanna baby!! disse...

Muitas vezes... O pior é que fico me puliciando pra wue isso não me torne neurótica. Agente ve e ouve tanta coisa ruim que anda acontecendo, que da medo de viver assim!
Mas, daí eu olho naqueles olhinhos e que logo me abre um sorrisão..e por alguns momentos (isso pode ser horas, dias e até semanas)!!
Deus nos ajude!! Heeeee

Fotos Kids disse...

E como... Esses pensamentos ruins me atormentam. Também tenho muito medo de deixar minha filha ou de perdê-la. Faço o mesmo, rezo e rezo muito. Meu marido também costuma ter esses pensamentos e ai quando não é ele sou eu, isso quando não são os dois. Também a gente escuta cada coisa por ai... É na tv, no trabalho, nas ruas e o pior que tem cada crueldade, cada doença envolvendo crianças.
Também perdi meu pai e acho q esse medo tem ligação.

Beijos e ótimo fim de semana!

Beatriz Zogaib disse...

Passa pela cabeça de todas e todos, pode apostar. Só não imaginava que passava na cabecinha deles...
Bia
www.vidadamami.blogspot.com

Carol P disse...

Pior q passam, e as vezes chego a chorar soh de pensar, sabe aqueles dias q vc esta meio abalada do nada.
Mas o negocio eh espantar e pensar em coisas boas.
bj Carol P
www.motherlovedatabase.com

Ana Paula disse...

Roberta minha sugestão é mudar o foco de pensamentos ruins para reflexões. Claro que causam incômodos também algumas reflexões. Ainda ontem fiz um post para se refletir sobre a morte: a ausência. Se achar que deve... ladodeforadocoracao.blogspot.com
Beijo

Nine disse...

Passam Robertam e eu tento fazer como vc: rezo para eles irem embora!
Beijos,
Nine

Juliana Dalzoto disse...

Oi Rô, por aqui tb passa uns pensamentos assim lá de vez quando. Acho que é normal a gente pensar como será quando deixarmos nossos filhos ou ficarmos inseguros em relação ao assunto morte, pois afinal, embora passageira e necessária, é uma separação e muito dolorida mesmo.

Mas faço como vc, rezo e procuro afastar esses pensamentos para longe.

Tb ficaria assim se o Lucas chegasse com esse assunto. Dá um medo, neh, uma certa vulnerabilidade. Mas reze bte e confie em Deus.

Um beijo grande
e um final de semana cheio de pensamentos positivos por aí ;)

Ju

Angela e Mateus disse...

Antes de ter meu baby não pensava muito, mas agora fico olhando meu fofuxo e sinto MUITO medo de um dia morrer e deixa-lo sozinho, principalmente se ele ainda for pequenino !

Elaine Coelho disse...

Não tem uma mãe que Ame verdadeiramente seus filhos que não se preocupe com isso...!!!

Já estou te seguindo e "linkei" seu blog para ver todas as atualizações!

Vamos trocar figurinhas?!:
coisinhasdalayne.blogspot.com

Beijos

Paloma, a mãe disse...

Infelizmente passam, Rô. E a Ciça está começando a querer entender o que é a morte, mas, sem saber direito ainda, fala umas coisas que me deixam mal.
E ontem, que ela falou que queria que o coração dela parasse de bater? Quase morri! Faz um tempo já que ela vem reclamando que o coração bate forte, até comentei com o médico, que disse não haver nada de diferente, ela é que está se dando conta do seu corpo, ufa!
Beijos

lolo disse...

Quer dizer que é normal pensar essas coisas, então? Tenho imagens mentais horríveis, melhoraram agora, mas logo que a Lara nasceu era o tempo todo!! Vou rezar mais e pedir por nós todas!

Martha disse...

Passam sim.. e eu fico pensando e pensando e nao gosto.. Ai peço para que esse pensamentos vão logo embora..
Penso muito em como ficaria a pequena se eu faltasse.. acho q sera para sempre assim!

Raquel disse...

Putz, claro que penso nestas coisas e sofro!
Ana já andou questionando pq as pessoas morrem, acredita?
Nem soube abordar o assunto com ela...deixar passar.
bjs

Renata disse...

Ai Ro, infelizmente passam sim. A gente se preocupa demais pelos pequenos!!! Tb fico mentalizando pra esses pensamentos sairem da minha cabeça, mas às vezes é mesmo inevitável.
beijo

Re disse...

Sabe, quando a minha mae faleceu no ano passado, eu ainda nao estava gravida, mas minha primeira reação foi dizer para meu marido que eu nao queria ter filhos, pq nao queria que meus filhos sofressem como eu estava sofrendo com a morte da minha mae...mas depois parei para pensar e vi que minha vida ia ser muito vazia se eu nao tivesse filhos e que caberia a mim cria-los para o mundo, preparando-os para qdo eu nao estiver mais aqui, assim como minha mae fez. Bjs

Ivana (Coisa de mãe) disse...

Ro, acho que não tem mãe que não pense nisso!!! Normal esse medo de perder quem a gente ama com tanta intensidade ou de deixar essas pessoinhas sozinhas no mundo sem a a gente. Quando esses pensamentos cehgam a minha mente eu procuro afastá-los, rezando e pedindo a Deus proteção!!!

Um bjo!

Tathyana disse...

Se eu penso nisso? TODOS OS DIAS. e Alice agora deu pra falar que quer ser adotada, por causa de um filme que ela anda vendo. Chato né?

Ano passado perdi três pessoas da minha família (tios e avó) em menos de 6 meses e foi punk. Ela vivenciou um pouco dessas perdas e ficou bem mexida, mas infelizmente não dá pra esconder o jogo todo, afinal eles tmb faziam parte da vida dela.

Bjsssssss

Mariana disse...

bah, nem me fala....
antes eu fazia mil esportes radicais, mas agora tenho medo de atravessar a rua....tenho medo tb pq o gabi é muito apegado na bisa, que ta com 85 anos, nao sei se ele ja se deu conta que ela pode morrer....
que assuntinho complicado né...eu mesma tento nao pensar! risos.
beijocas,
mariana

Cleide Ana Rota disse...

Posso dizer uma coisa? Como foi bom ter lido teu post e como é bom ler todos esses comentários sobre esse assunto... Pensei que estava ficando louca pois tenho esses pensamentos com frequencia, e fico aqui sofrendo e choramingando, imaginando mil coisas ruins! Bom saber que não estou sozinha; que de repente isso é coisa de mãe super protetora mesmo, que só queremos o melhor SEMPRE pra nós mesmas e pra quem amamos. Cuide-se; beijos com carinho.

http://closetdahelo.blogspot.com

Lê - Dilemas de uma mãe sem manual! disse...

Sempre Roberta! Nunca fui uma pessoa que temesse a morte, mas depois que fui mãe tudo mudou! Bjo

Kelly Resende disse...

Roberta, adorei seu post e os tantos comentários, fico me sentindo mais normal! Vira e mexe me pego com esses pensamentos ruins e ficava pensando que era uma fixação minha, ainda mais que meu marido perdeu a mãe muito cedo, com 11 anos, e passou mtos perrengues na vida por isso, aí fico pensando que não quero que isso aconteça com minha filha. Assim como vc procuro afastar esses pensamentos de todas as formas.
Beijos

Beta disse...

Bah guria...eu sou do time que acha que pai e mãe deveriam ser eternos. Concordo com o que tu disse, que a nossa vida não é mais nossa depois que temos filhos. É a mais pura verdade.
Eu, que me orgulhava da minha absoluta ausência de rotina, planejamento, cigarra total; hoje sou formiga assumida, careta e não gosto nem de pensar nesse assunto de um dia partir...
Bjão

Fe Piovezani disse...

Me consola saber que todas as mães têm essas coisas ruins. Me consola saber que não estou ficando louca!
beijos

Vilany disse...

Eu costumo dizer que eu so descobri o verdadeiro amor quando eu tive meu filho, amor de namorado/marido é diferente, eu tbm as vezes tenho esses pensamentos ruins que so de pensar dói meu coraçao, mas é coisa de mãe mesmo viu... Beijao e fica com Deus

Tati disse...

ai como odeio qdo eles surgem!
tb rezo muito, mas fica uma sensação tão ruim... ui xô pensamentos ruins!
beijinhos

Dani disse...

Ro, acho que não tem uma mãe que não tenha este tipo de pensamento...
Sabe, eu nunca tinha parado para pensar "e se eu morrer?". Porque antes, se eu morresse, eu sabia que várias pessoas ficariam bem tristes (espero! hehe), mas né? Tocariam a vida.
Depois que a Helena nasceu, eu me dei conta que se eu morrer nos próximos, sei lá, 10 ou 15 anos, ela vai crescer sem mãe. E isso me apavora de um jeito! Fico pensando em tantos desdobramentos disso... que fico apavorada.
Mas acho que isso é expressão do amor infinito que a gente sente por elas, né?
Beijos

Naiara Krauspenhar disse...

E como passam...
Eu ainda que sou mãe solteira, fico pensando:
"se me acontecer algo quem vai cuidar da minha filha?"
É uma sensação bem ruim...
BJos

Cristiane Fontinha disse...

É normal Rô. A Lígia vive perguntando se eu vou morrer e quando. Diz que não quer ficar sozinha e não quer que eu morra. Como disse meu professor do mestrado, o que nos difere dos outros animais é a consciência da morte. Fomos expulsos do paraíso.

Naomi disse...

Depois da maternidade, o meu maior medo é o medo da separação, seja ela como for. Por isso todos os dias peço: "Papai do céu, nos proteja e nos livre de todo e qualquer mal, amém".

Leila disse...

Qdo eu era pequena eu chorava a noite pq um dia minha mãe iria morrer. Sei lá pq pensava sempre nisso. Hoje sou mãe de uma menina de 2 meses e tenho mais ou menos a mesma neura, mas inversa. Já fiz testamento, seguro de vida e estamos deixando um documento de guarda dela caso a gente falte. Me diz quem é mais neura? hehehe. Não sei se é pq moramos fora do Brasil e o medo é maior ou se é natural de papais novos. Bjs

Lali disse...

Eu lembro qdo minha irmã gêmea descobriu a morte, qdo tínhamos por volta dos 6 anos. Ela vivia angustiada e meu pai, para acalmá-la disse que prometia que ele viveria muito, até ficar bem velhinho... A ironia do destino foi que algum tempo depois ele se foi... Teve um aneurisma fulminante, no alto dos seus 33 anos... E aquela imagem dele brincando imitando o andar de um velhinho não me sai da cabeça. Sabe qdo nossos medos internos, que parecem descabidos viram a realidade?

Foi o que ocorreu conosco qdo éramos pequenas... E aí, eu superei todo este trauma, embora isso me doa até hoje. E me tornei uma mãe até tranquila. Bom, foi qdo uma série acontecimentos me fizeram ficar neurótica novamente e sentir o chão sumir debaixo dos meus pés. Começou com a morte de uma sobrinha do meu marido aos 2 aninhos, vítima de pneumonia. Eu estava grávida do segundo filho, e desejei que fosse possível trocar a vida do meu bebê na barriga pela vida da pequena, tamanha a dor dos pais e de toda a família. Foram meses de angústia e desespero. Alguns anos depois, presenciei o afogamento de uma outro parente do meu marido, um menininho de 5 anos durante uma festa. Ele sobreviveu, sem sequelas, por milagre, pq o tiramos da água boiando, desmaiado. Nunca vou esqueceu o seu rostinho sem vida...Foi uma deus-nos-acuda, com todas as crianças e adultos chorando, até que conseguimos ressucitá-lo (sim, este é o termo). Fui levando ele até o hospital no meu colo, ainda descordado. Até hoje choro qdo lembro. Fiquei mais de um mês sem dormir, com a cena passando na minha cabeça. A frase proferida: "Tem uma criança boiando na piscina!", ainda me causa calafríos, pq achei que era o meu filho, que estava com uma amiga na hora.
Como é duro ser mãe!!!! Fiquei desejando não ter tido filhos em ambas as situações...
O que fazer para não pensar em algo que é real, tão real qto eu puder viver, presenciar, sentir? Não é maluquisse da nossa cabeça, pode acontecer, mesmo!!! E aí, como ficamos?
Desculpem o desabafo, mas este posto tocou fundo na minha ferida...

Áries disse...

Xi amiga, só Deus nas nossas vidas, eu quase entro em pânico sempre que me pego pensando nessas coisas, morro de medo de viajar de carro pequeno, vejo tantos acidentes acontecendo, estou surtando com esses pensamentos que insistem em me preocupar.
Tento de tudo desviar meus pensamentos mas aí vem e me deixa louca.
Já perdi meu primeiro bebê com 17 dias de nascido, sofri horrores, entrei em depressão, passei a pensar mais na morte e que dessa ninguém escapa, essa é a única certeza que temos na vida.
Só Deus mesmo p/ nos guardar de tanta coisa ruim que anda acontecendo nesse mundo.
Bjos e tenta pensar em outras coisas.
Sei que não é fácil, passo por isso sempre, mas a vida é linda e continua.

Pati disse...

Nem me fale destes pensamentos ruins! tenho sempre e as vezes quero conversar com meu marido, sobre como quero que as coisas sejam com os nosso filhos caso eu morra, ou nós dois...e ele nem gosta de tocar no assunto...mas faz parte da nossa vida!
E agora me fala como estas suas filhotas estao lindas!!!! Pensando naquele encontrinho das mamys virtuais! Vamos tentar animar um?
bjs bjs

Mariana Junqueira disse...

Roberta,
Minha filha mais velha (de 4 anos) sempre falava nesse assunto quando a irmã nasceu (há quase 5 meses). Para os pequenos ter um irmão é vivenciar a morte, a perda, pois até então a mãe era só deles. Acho que é a primeira experiência real e grave de perda que eles têm, e que é como uma morte. (muita terapia, hehehe!). Eu sempre falava para a minha filha que eu não iria morrer, que apesar da irmã eu iria ser a mãe dela para sempre, que meu amor não tinha ficado menor depois da irmã, que o coração da gente só cresce, e que ela não precisava se preocupar porque eu não iria ir embora para lugar nenhum. Aí passou, ela nunca mais falou disso e tem ficado cada dia mais segura na condição de irmã mais velha, menos ameaçada, sabe?
Não fique pensando coisas ruins, faz mal para você!
Beijos.

piscardeolhos disse...

ai, Ro, esse é um assunto que me gela o coração e arrepia até o último fio de cabelo.
sou daquelas que, quando viaja de avião em família, pensa baixinho "bom, se acontecer alguma coisa pelo menos estamos todos juntos"
porque um sem o outro simplesmente não dá,
o medo da perda é muito, mas muito grande.
e é, na minha opinião, o maior peso da maternidade.
beijo, amiga

Fabiana disse...

Menina posso imaginar que o seu coração tenha dado uma geladinha com a pergunta da Luísa, mas na contramão dos comentários, eu não penso nisto. Tenho uma certa serenidade com relação ao assunto.
E penso que não vale a pena sofrer por antecedência né.
É claro que torço para que a vida siga o rumo natural, ou seja, que a morte chegue primeiro para mim e para o meu marido, quando já estivermos velhinhos e nossos filhos já estiverem grandes e independentes.
Mas se não for assim, rezo pra Deus guiar nossas vidas.
Bjos