sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal em família é tudo de bom

Passando rápido em meio à correria das festividades pra desejar a todos um Natal muito especial, perto da família e com muita alegria.
Esta semana eu contei aqui neste vídeo o quanto o Natal foi resgatado na minha vida depois que tive filhos. Essa data, que por muitos anos havia perdido o sentido pra mim, voltou com tudo depois que minhas filhas nasceram. Receber o Papai Noel em casa é receber junto um caminhão de alegria e esperança de que teremos um mundo cada vez melhor.
Beijos a todas e todos que estão por aqui sempre ou de vez em quando.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O presente e o remorso

Luísa adora fuçar no meu escritório. Mexe nas minhas canetas, pega papel da impressora pra desenhar, usa os post-its, durex e tudo mais. Adora fazer embrulhos, cartinhas etc. Já estou acostumada.
Mas ontem ela apareceu no escritório com um embrulho que me deixou doida. Pegou um saquinho de presente novo, daqueles que eu guardo pra usar quando preciso,  e adesivinhos que eu compro pra fechar os presentes. Colocou alguma coisa dentro, fechou e, em vez de colocar um único adesivo fechando o embrulho, ela colocou mais de dez, um ao lado do outro. Praticamente acabou com a minha cartelinha.
Já cheguei brigando, dando o maior esporro.
- Já falei que não é pra pegar essas coisas sem minha autorização! Esses papéis e adesivos são caros e são de uso exclusivo meu para embrulhar presentes, está ouvindo? Precisa colocar a cartela inteira no embrulho? E se eu precisar embrulhar um presente agora para o Natal, como vou fazer?
E descasquei o abacaxi.
Com cara de quem fez coisa errada, ela me deu o embrulho e eu larguei na beirada do sofá, doida da vida. Nem quis ver o que era. Devia ser mais um daqueles pacotes cheios de livro dela dentro.
Daí ela foi ali quietinha, abriu o embrulho e me deu um quadro. Ela havia pegado uma tela pequena que eu tinha guardado, fez uma pintura de canetinha e na lateral ainda assinou o nominho dela. Tudo sozinha. Coisa mais linda. Era uma surpresa pra mim. Quase morri de remorso.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Minhas imagens do Japão


Incrível como um livro é capaz de nos transportar a lugares onde nunca estivemos antes apenas somando algumas informações à muita imaginação. Quando acabamos de ler esse livro, a Luísa imediatamente falou: "Quero ir no Japão, mamãe."
O livro "Minhas imagens do Japão", de Etsuko Watanabe (ed. Cosac Naify) é um guia ilustrado sobre o dia-a-dia de uma criança japonesa, a Yumi, uma garotinha de sete anos que mora perto de Tóquio. Com ilustrações super detalhadas e bem coloridas, ela mostra detalhes da casa, dos costumes, da cozinha típica, da forma diferente como eles tomam banho (eles se lavam com um paninho antes de entrar na banheira). Apresenta também a escola - vocês sabiam que no Japão as crianças ajudam a limpar a sala de aula, o pátio e os corredores? O livro traz ainda os interessantes banhos públicos, costume muito diferente para nós ocidentais. Para fechar, apresenta alguns detalhes das principais festividades japonesas.
Dá mesmo vontade de dar um pulinho ali do outro lado do mundo e voltar.
Recomendo!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Possíveis respostas para uma pergunta irritante

Não sei porque as pessoas acham que quando temos dois filhos do mesmo sexo nós estamos insatisfeitos. Acham que temos que ter um casal para sermos felizes, senão sempre vai ficar faltando alguma coisa.
Inspirada aqui e na divertida discussão gerada ontem no Twitter, resolvi então fazer uma listinha de respostas mal humoradas para essa pergunta irritante que vira e mexe me fazem:

E AGORA, VOCÊS PARARAM OU VÃO TENTAR UM MENINO?

- Por quê essa pergunta, você acha que os meninos são melhores que as meninas?
- Não, não gosto de meninos
- Não, acho que os meninos são porcos e mal educados

- Sim, nossa ideia inclusive é passarmos as meninas pra frente quando nascer um menino, porque na verdade nosso sonho sempre foi mesmo ter um filho macho
- Ah, sim, porque afinal temos que perpetuar a genética de machões na família, né? Queremos que ele seja daqueles que cospe no chão e bate na mulher.
- Sim, porque está faltando algo na nossa vida.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Isso não se faz

Eu senti que vinha alguma pro meu lado. Ela estava olhando muito pra minha barriga, passava a mão, levantava a blusa.
Então veio, na maior delicadeza:
- Mamãe, parece que você vai ter outra criança!
E eu, só pra ter certeza que era uma direta e não uma indireta:
- Por que você está falando isso, filha?
- Porque a sua barriga tá grande

Tchau, vou ali e já volto.
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mais uma brincadeira no carro

A imaginação de criança é realmente uma coisa engraçada, né? Estava na estrada na sexta-feira e, pra distrair, comecei a brincar com a Luísa de observar figuras nas nuvens. Enquanto eu enxergava apenas objetos, ela imaginava histórias completas.

Eu, a simplória:
- Olha, filha, aquele ali parece um jacaré de boca aberta! Aquela outra parece um coelho!

Ela, a criativa:
- Mamãe!! Olha aquela! É uma mulher com um homem do lado e ela está falando que a cama dela está muito apetada, e que ela vai tomar uma água e o cachorro também está com fome. E daí ela foi dar mamá pra filha dela, porque a filha dela estava chorando. Depois elas foram passear. 

Diversão por bastante tempo.

- A outra brincadeira que funciona muito em viagens de carro é a do "O que é que tem", que já contei aqui.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Hora do almoço


As duas almoçando juntas, dividindo a mesma cadeira. Morro.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

E agora, o que faço com esta criança?

Sou fã da Rosely Sayão. Já era antes e fiquei mais ainda depois que eu a conheci em um evento. Com seu jeito tímido, ela dá bronca na gente e ainda saímos encantados, veja só que poder ela tem. Esse artigo foi publicado antes das férias de julho deste ano, mas se encaixa perfeitamente agora neste finalzinho de 2011, quando o período de aulas está se encerrando nas escolas. Afinal, o que fazer com os filhos durante as férias? Esse artigo é excelente, leva a uma reflexão profunda do nosso papel como pais e também tem tudo a ver com o tema da semana que estamos discutindo aqui. Se ainda não leu, leia o artigo e depois me conte o que achou. 

E agora, o que faço com esta criança?
Rosely Sayão

As férias chegaram e muitos pais ainda não têm a menor ideia do que farão com os filhos neste período.
Algumas famílias já programaram viagens, que parecem ser a solução ideal, já que, desse modo, os adultos podem até descansar um pouco enquanto seus filhos aproveitam tudo aquilo que os hotéis e/ou babás disponíveis podem oferecer a eles.

Alguns pais deixam os filhos na escola, pois muitas delas permanecem abertas para proporcionar entretenimento enquanto os pais trabalham.
É no período de férias que melhor podemos perceber o quanto, no mundo contemporâneo, os pais se transformaram em tecnocratas na relação com os filhos.

Eles cumprem suas funções, batalham incansavelmente para proporcionar à prole do bom e do melhor. Mas, no final das contas, não sabem ao certo de que maneira se relacionar intimamente com os filhos.

Esse período poderia ser uma excelente oportunidade para os pais exercitarem aquilo que um dia escolheram fazer em suas vidas: educar.

E o que isso significa? Significa apresentar o mundo, em seus detalhes, aos mais novos. Em outras palavras: educar é compartilhar algo de nosso domínio com outro – com paciência e generosidade.

As viagens, por exemplo, podem ser uma experiência fantástica para a criança se, pelo caminho, ela for despertada, questionada, encorajada a pensar sobre o que está vendo, ouvindo e sentindo. E isso pode incluir desde a geografia local até a matemática das distâncias.

A leitura é outro exemplo interessante. Ler junto com a criança, e não apenas para ela, pode ser uma aventura para ambos.
Conversar sobre o enredo, questionar as atitudes de determinado personagem, inventar outros desfechos possíveis para a história podem ser boas estratégias de aproximação entre os mundos infantil e adulto.

Mas a melhor estratégia é a do simples convívio caseiro. Compartilhar com os filhos o entusiasmo por determinadas atividades corriqueiras pode ser uma bela herança, a mais significativa de todas.

A transmissão de pequenas habilidades: deixar a criança ajudar na cozinha ou na organização da casa, cuidar das plantas, contar para ela os casos dos antepassados, ou apenas passar o tempo juntos. O convívio com os filhos pode ser bem simples quando há espaço na vida dos pais para eles.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mais sobre as executivas


Complementando o meu post de ontem, hoje saiu a revista com a qual colaborei. E ela traz alguns números interessantes sobre mulheres e carreira. Segundo um levantamento realizado pela pesquisadora Betania Tanure em 2011 com quase 400 executivas brasileiras, 52% das gerentes são casadas ou vivem com companheiros, enquanto entre as executivas de alto escalão esse índice despenca para 22%. Em ambos os casos, metade dos maridos não divide em nada as tarefas domésticas (e aposto que, da outra metade, menos de um terço realmente divide todas as tarefas - alguém duvida?).
Entre as gerentes, 22% são separadas ou viúvas, e em 60% dos casos a carreira influenciou na separação. No caso das executivas de alto escalão, vejam só: 70% delas são separadas ou viúvas e em 80% dos casos a carreira influenciou na separação.
Agora no quesito filhos: 75% das executivas poderosas têm filhos, 51% dizem que a carreira foi afetada por ter filhos e em 65% dos casos os maridos não dividem responsabilidades em relação aos filhos.
Um outro levantamento mostra que os homens com até 44 horas de trabalho semanais dedicam apenas cinco aos afazeres de casa, enquanto as mulheres com mesma dedicação ao trabalho somam 20 horas ao expediente doméstico.
Atualmente, apenas 5% dos cargos de presidência de grandes empresas no Brasil são ocupados por mulheres. Imagino que essa nova geração que está se formando vai começar a construir um novo cenário, mas com tanta carga nas costas esse número dificilmente um dia vai se equiparar ao dos homens.

Quem quiser saber mais, confira a revista Executivas - As melhores gestores de empresas do Brasil que circula hoje com o jornal Valor Econômico. Está muito boa, recomendo. Pena que não consigo deixar o link aqui porque o conteúdo é fechado para assinantes. 


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

As super mulheres

Recentemente eu recebi a seguinte demanda de pauta para um freela: era para falar sobre os homens que estão por trás das mulheres poderosas. Era para uma revista sobre mulheres executivas e a ideia era fazer uma matéria semelhante à que sempre vimos por aí com as mulheres por trás dos homens poderosos. Porque, afinal, todo homem poderoso sempre faz questão de ressaltar que só conseguiu chegar onde chegou profissionalmente porque tinha uma mulher dando todo o suporte por trás, cuidando dele, da casa, da família, dos filhos e de toda e qualquer atividade enquanto ele podia se dedicar com afinco ao trabalho.
Pois bem, saí à caça dos maridos das mulheres poderosas pra ver como eles lidavam com essa questão da casa, dos filhos, da família e também da cobrança da sociedade machista em relação a homens casados com mulheres mais bem-sucedidas do que eles.
Falei com um, falei com outro, com outro... e simplesmente vi que não tinha matéria! Ou melhor, não daria para fazer aquela pauta. Sabe por que? Simplesmente porque não existem esses super homens por trás das mulheres poderosas. Aquelas que são hoje presidentes ou altas executivas de grandes empresas continuam fazendo dupla, tripla jornada. São elas que, em meio a todas as responsabilidades e compromissos profissionais, administram a casa, o supermercado, rebolam pra ir às reuniões de pais na escola dos filhos, agendam médico para a família inteira.
Dos homens, elas esperam apenas que sejam compreensivos, companheiros e não as cobrem por sua agenda lotada de compromissos e viagens. Se conseguir um marido assim, bacana, já está ótimo! Os maridos aceitam e apoiam suas posições, mas de uma forma geral não mudam suas vidas para se adaptar a essa realidade.
Fiquei até um pouco revoltada no início, por ver que a sociedade evoluiu muito ainda no quesito carreira para a mulher, mas o papel dentro de casa, como gestora do lar, continua sendo dela. Engraçado que conheço muitas histórias de famílias de classe média ou casais jovens que estão começando a fazer a vida que equilibram bem isso: os maridos são parceiros e ambos dividem as tarefas de casa numa boa. Mas, falando com situações mais díspares em que a mulher é super bem-sucedida, não consegui encontrar nenhum caso assim. Deve haver, evidentemente, mas com certeza é exceção.
A favor dos homens pesa a história: a sociedade é machista, eles foram criados assim e este mundo das mulheres chegando ao poder é ainda muito novo. Eles, ao assumirem esse papel de "primeiro-damo", como brincou um dos meus entrevistados, são fortemente cobrados pela família, amigos e sociedade em geral. Ainda se vê com total estranheza o caso de um homem que tem uma profissão mal remunerada ou então fica em casa cuidando da família enquanto a mulher bem-sucedida vai trabalhar. O que  ficou claro, ao fazer essa reportagem, é que estamos vivendo um período de transição e que ambos os lados estão tendo que se adaptar. Acho inclusive que essa sobrecarga sobre a mulher faz com que muitas delas simplesmente desistam de almejar o topo em suas vidas profissionais. Isso porque nem estou entrando no mérito da maternidade especificamente, porque a relação dessas mulheres com os filhos merece uma discussão à parte.
Em suma, por mais dinheiro e estrutura que você tenha, terá sempre que ser a Mulher Maravilha e exercer tripla jornada.
Eu fiz a matéria, mas ela teve que ganhar uma outra roupagem.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Você já levou seus filhos a uma biblioteca?

Quem me acompanha sempre sabe que eu sou uma super incentivadora da leitura para crianças. Leio para as meninas desde cedo e acho que, de alguma forma, estou plantando uma semente super importante para a vida delas. Luísa tem uma relação muito gostosa com seus livros e tem por eles o mesmo carinho que tem por suas bonecas e brinquedos. Os livros em casa ficam à mão e à disposição e estão totalmente inseridos na nossa rotina.
Sempre falei aqui que levo as meninas a livrarias desde pequenas para poderem manusear e folhear livros à vontade, muitas vezes sem levar nenhum pra casa. Mas, na semana passada, tive uma experiência ainda mais fantástica que quero começar a introduzir na vida delas: eu e a Pri fomos à biblioteca infantil Monteiro Lobato, em São Paulo, pra gravar esse vídeo para o Mamatraca, que está tratando esta semana do assunto leitura (não foi ver ainda? Então corre!). Que lugar fantástico essa biblioteca!! Foi uma experiência muito legal e surpreendente. Ali existe o maior acervo do Brasil sobre Monteiro Lobato, que foi o próprio fundador dessa biblioteca. É um lugar animado, cheio de vida.
E nesse dia me dei conta que até hoje nunca havia levado as meninas numa biblioteca. Vou tentar muito em breve me redimir, porque esse é um ambiente muito legal e que se distancia da questão do consumismo.

A Biblioteca Monteiro Lobato fica na rua General Jardim, 485, Centro, São Paulo-SP. 

Agora vai lá e confere o vídeo do Mamaview pra conhecer um pouco mais desse projeto. E confira se na sua cidade também tem uma biblioteca com um espaço infantil onde você possa levar seus filhos.
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Colo de mãe

Uma coisa interessante quando a gente tem mais de um filho é a disputa pelo colo. Logo que a Rafaela nasceu, esse era o maior (e talvez o único) problema aqui no quesito ciúme: Luísa queria o meu colo quando eu estava com a bebê amamentando ou a fazendo dormir e isso chegava a ser bem irritante, porque ela me provocava. Talvez esse período tenha sido o mais chatinho de administrar, já que a Rafa era ainda muito frágil e era complicado dar atenção para as duas ao mesmo tempo.
Depois a Rafaela foi crescendo e já foi possível dividir o colo entre elas. Às vezes eu consigo me sentar, às vezes ando com as duas no colo em pé mesmo (haja coluna - o ciático foi para o brejo).
De alguns meses pra cá, no entanto, a maior ciumenta no quesito colo se tornou a pequena, e não a mais velha. Rafaela não pode ver a Luísa comigo que já começa a espernear pra querer vir pro meu colo também. E empurra a irmã, comprando briga mesmo! Vivencio aquelas cenas típicas de ter uma filha grudada em cada perna implorando pelo colo da mãe (isso também acontece com o pai). Ou então vivo tentando fazer malabarismos para almoçar com uma sentada em cada perna. No fundo, até me divirto com essas situações, porque sei que colo de mãe é mesmo uma delícia. (E que mãe não gosta disso, né?)
Mas eu tenho duas filhas, duas pernas e dois braços. Agora fico pensando: como fazem as mães de três ou quatro?
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não concordo

- Mamãe, não quero mais.
- Come mais um pouco, Luísa, tem metade do prato aí ainda.
- Quantas colheres?
- Pelo menos mais cinco
- Não concódo. 
- O que você falou?
- Não concódo com isso, vou comer só três

Era só o que me faltava... se está assim aos quatro, o que será aos 15?
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

O cantinho permitido

Não sei se isso também acontece com meninos, mas as meninas costumam ter uma fixação por adesivos. Especialmente se for das princesas, afe. (fase "Princesa eu te amo", algum dia você vai embora?). Luísa nunca foi das mais arteiras, de ficar colando coisas ou riscando as paredes e móveis da casa (a mãe jura que é porque ensinou direito, hehehe), mas decidimos que liberaríamos um espaço do quarto dela pra ela fazer o que quisesse com os adesivos. O escolhido foi um pequeno criado mudo branco. E sabe que funcionou? Ela não cola em nenhum outro móvel da casa nem do quarto dela, só naquele. E, obviamente, também cola em todo tipo de papel que ela encontra pela frente, mas até aí ok. Nesse criado-mudo ela tem liberdade total. Cola, descola, rasga, põe outro por cima, faz como quer.
O que eu percebi ao longo do tempo é que, quando você permite algumas coisas, a criança se sente um pouco mais livre e acaba aprontando menos. Evidentemente isso depende da personalidade de cada uma e, nesse ponto, tenho sorte com a Luísa porque ela é bem mocinha. Mas tenho certeza que se não tivesse criado esse cantinho liberado para os adesivos, eu teria que brigar muitas vezes com ela pra tirar os colantes dos demais móveis da casa.
Cada criança tem as suas preferências. Se seu filho é daqueles que adora riscar paredes da casa toda, por exemplo, que tal experimentar encontrar um canto em que ele possa extravasar a sua energia, usar a criatividade e não se sentir tão podado? Aí vocês combinam o jogo que ele só pode riscar naquele lugar. Você pode inclusive fazer uma moldura com papel de parede para ficar esteticamente bonitinho. Depois me conta se deu certo (ou se ele teve a infeliz ideia de que tem liberdade de pintar em todas as paredes da casa hohoho).
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Comer sozinha?

Quando a Luísa tinha pouco mais de um ano, ela começou a manifestar seus primeiros sinais de independência querendo fazer as coisas sozinha. Comer, por exemplo. Eu achava o máximo, mesmo com toda sujeira, ver aquela pitoca comendo sozinha com a colher. Quando saíamos e eu via crianças sendo alimentadas com a ajuda dos pais, a mãezona aqui logo pensava: "Noooossa, mas minha filha é demais, né? Olha só, que fofa, com um ano e meio comendo sozinha e aquela outra de três anos comendo na boquinha com ajuda da mãe... hahahaha"
Daí... . Hoje eu dou comida na boca da Luísa. É lógico que ela sabe comer sozinha, mas ela morre de preguiça. Então eu fico ali inventando histórias pra convencê-la a comer e monto as colheradas com a comida variada do prato pra ela não pegar só o que gosta.
Mais uma para a seção "Cospe para cima e cai na testa."
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Estou impregnada

A gente tem certeza que incorporou o espírito de mãe chata quando...



... o seu irmão (adulto) vem jantar na sua casa depois do futebol e você fala pra ele lavar as mãos antes de comer.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Viva a Kaloré!



Eis que a minha amiga Letícia Volponi, do blog Pelos Cotovelos e Cotovelinhos, além de assessora de imprensa super competente agora virou empreendedora junto com o querido Etto, também conhecido como pai da Laura e do Miguel. Os dois acabam de lançar a Kaloré Arte & Design e estão fazendo uns produtos artesanais lindos de viver em madeira de reflorestamento. Coloridos, bem feitos, diferentes, coisa mais fofa. AMO esse varal de corujinhas!!!

Adorei o nome Kaloré, de origem indígena e que significa campo das árvores pintadas.



Letícia e Etto, desejo a vocês muito sucesso e que esse Natal já seja cheio de encomendas.  Eu mesma vou fazer uma djá!!!

Quer conhecer? Ficou doido pra comprar um varal de corujinha? Então entra aqui ó.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dica para o Natal

A bola com a foto da avó e os três netos

Aproveitando que ontem montamos a nossa árvore de Natal - apesar da Rafaela, nós conseguimos -, vou dar uma dica de decoração pra aproveitar o clima. No ano passado eu acabei não mostrando aqui porque não queria estragar a surpresa, mas uma coisa muito simpática que fizemos para a árvore de Natal, envolvendo a Luísa, foram as bolas com fotos dos convidados.
Se você vai fazer a comemoração do Natal na sua casa, fica aí uma dica de algo diferente, que envolve as crianças e certamente vai agradar aos seus convidados e familiares.
Fácil, fácil.

Você vai precisar de:
- Papel vermelho, de preferência de gramatura maior do que a do papel sulfite para não ficar muito molengo
- Fotos de todas as pessoas que estarão na sua casa no dia da festa - não precisam ser impressas em papel fotográfico, você pode imprimir em casa mesmo no papel sulfite comum.
- Fitinha ou lã para amarrar (podem ser douradas, vermelhas ou verdes)
- Tesoura, cola de bastão e lápis
- Um copo médio ou qualquer outro molde para que você faça os círculos no papel vermelho

Para fazer:

Cole a foto sobre o papel vermelho. Pegue o copo virado com a boca para baixo ou o molde e marque um círculo com um lápis em volta do molde marcando exatamente o pedaço da foto que você quer que apareça na bola. Depois recorte a bola, faça um furo com furador, faca ou qualquer outro objeto com ponta e amarre a fitinha com largura suficiente para poder pendurar na árvore. Atrás da bola você pode escrever uma mensagem personalizada de Feliz Natal para cada um, assim eles podem levar a bola como se fosse um cartão de Natal. A Luísa também ajudou na escolha das fotos.

Pronto!! Quando chegarem, os convidados vão adorar procurar as suas fotos na árvore de Natal e o clima já começa a esquentar.

PS. No ano passado dei a dica dos pregadores de Natal pra fazer com as crianças, que também é fácil e fofo. Aqui, ó.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Quer aventura?

Você é daquelas com espírito aventureiro? Quer uma emoção nova na sua vida, daquelas que te deixam acabada ao final do dia?
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Então experimenta montar a árvore e a decoração de Natal com uma criança de 1 ano e 3 meses por perto.
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sábado, 12 de novembro de 2011

Família Trapo

Porque coisa fina, elegante e sincera é sair com essa tralhaiada toda para um simples passeio na praia.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sobre nomes comuns

Na brinquedoteca do hotel, surge outra Rafaela além da minha e Luísa começa a conversar sobre nomes:
- Mãe, tem muitas Rafaelas e muitas Luísas, né?
- Pois é, filha, tem. Mas a mamãe escolheu esses nomes porque são nomes bonitos! Luísa é um nome lindo e Rafaela também, você não acha?
- É
- E se eu escolhesse um nome que ninguém mais tem só que é muito feio? Tipo Lagartixa, ou Nariza, ou Motoca (e comecei a inventar nomes esquisitos). Você nunca iria encontrar ninguém com um nome igual ao seu, mas você ia gostar de ter um nome assim?
- Não, eu queria mesmo me chamar Luísa!

Tudo é uma questão de referencial.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Curtindo a chuva adoidado

Estamos de ferias esta semana, mas demos azar: dois dias de chuva ininterrupta em plena Bahia e uma previsao do tempo sem vergonha ate o final da semana (alguem poe o ovo na janela por favor? )
Entao, ja que eh o que temos, vamos chorar aproveitar. E na falta do sol estamos tentando curtir a chuva!
Me dei conta do quanto as criancas criadas em cidade grande morando em apartamento nao curtem a chuva. So assistem por dentro das janelas do apartamento e dos vidros do carro, nao tem tempo para contempla-la, nao sentem o cheiro do mato molhado. Parecem estar sempre fugindo dela. Falo isso com certa tristeza, ja que minha infancia foi numa chacara no interior, realidade bem diferente da vivida pelas minhas filhas.
Luisa sentiu uma liberdade incrivel e ria de felicidade quando permiti que ela brincasse debaixo da chuva. Amanha ja programamos que, independentemente do tempo, vamos fazer guerra de bexiga cheia d'agua na grama.
Rafaela esta descobrindo as sutilezas: brinca com a agua das pocas ( leia possas), suja as maos na terra molhada, se encanta colocando as maozinhas debaixo das gotas que pingam do telhado.
A chuva tambem tem seus encantos, e por um lado essa viagem esta revelando esse lado bacana da natureza para as meninas, que se soma aos micos, caranguejos, sapos, lagartixas, patos e muitos passaros que cruzamos todos os dias no caminho para o cafe da manha.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cumpleaños

Hoje é meu aniversário. Nada a pedir além de saúde e paz pra família e pessoas que me cercam. Só tenho a agradecer por tudo de bom que a vida tem me dado. Uma família maravilhosa, amigos queridos, trabalho a toda prova, projetos mil acontecendo.
Me sinto honrada por ter tanta gente querida ao meu redor. Divido com vocês minha felicidade!
Beijos
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Papai é meu!

Luísa sempre foi jogo duro com o pai. Se adoram (e têm gênios bem parecidos), mas durante um período ela parecia querer provocá-lo: não queria ir no colo, não queria dar beijo, não queria nada com ele.
Aos poucos, com o passar do tempo, essa relação foi melhorando, melhorando. E hoje está muito mais cúmplice e gostosa. Luísa está mais carinhosa com ele, os dois têm as atividades que fazem sempre juntos (como nadar, por exemplo) e parece que o confronto diminuiu bastante.
Nesse tempo veio a Rafaela, o grude do pai. Sabe falar mamãe, mas é pa-pai que ela fala o dia inteiro. Quando me vê falando com alguém no celular, durante o dia, fica falando pa-pai e quer tirar o telefone da minha mão pra falar com ele. Gruda no colo, faz chororô quando ele vai trabalhar.
Eu fico só observando de longe. E percebo também que a Luísa fica com ciúme da relação da irmã com o pai e gruda ainda mais nele. Eu acho maravilhoso, fico babando quando vejo as duas tão carinhosas com ele - e feliz porque ele não se aguenta de felicidade e orgulho.

Dia desses encontramos na livraria um dos últimos livros do Ilan Brenman (esse cara é uma máquina de produzir bons livros infantis), "Papai é meu", com ilustrações de Juliana Bollini (ed. Moderna). O livro conta a história de um pai que, de tão disputado pelas duas filhas, um dia acaba se rasgando ao meio. Achei tão oportuno para a fase aqui em casa e comprei. De fato, o efeito foi muito legal. Luísa virou fã do livro - e acho que quando leu ela ficou ainda mais grudada no pai.
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ela é dramática ou Vou mandar fazer um teste na Globo

Minha filha mais velha é uma menina dramática. Daquelas que chora mesmo, sabe? Tem um prazer irritante de chorar pra tudo. Quem a conhece fora de casa não imagina que ela seja assim, mas em casa, especialmente quando estou junto, ela é. Ainda não sei se tem a ver com ciúme da irmã, se eu ando mimando demais (se dar carinho e resolver as coisas na base da conversa é mimar, eu mimo), se isso é normal (TPM infantil?) ou se é uma fase que vai passar (diz que sim).

Mas o engraçado é que agora ela tem usado uns termos altamente dramáticos que provavelmente aprendeu na escola, bem na linha novela mexicana:

- Eu estou muito muito triste
ou, pior:
- Eu vou ficar triste para sempre com você!
tem também o:
- Você não é mais minha amiga nunca mais
ou
- Eu nunca mais vou falar com você
e
- Eu estou ficando muito brava

Difíííícil ter paciência com esse chororô todo, viu, nossa senhora. Tenho que respirar fundo mil vezes. Porque ela é educada, não responde, não faz malcriação. Mas chora. Chora, chora, chora.

Daí quando está chorando à toa há um tempão, já com os olhos inchados (porque eu deixo chorando e saio de perto), e eu falo brava pra ela engolir o choro parar de chorar sem motivo, ela fica engasgada (tipo a Chiquinha do Chaves) e fala:

- E-eu  n-não  c-con-s-si-g-go  p-pa-rar  d-de  cho-chorar.


Daí eu fico com dó, vou lá e abraço. Ela se acalma e fica tudo bem.
Agora me diz: alguém conseguiria fazer diferente?
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Curtas

- Como é que uma criança pode ser bem-humorada com cinco dentes nascendo ao mesmo tempo, sendo que três deles são molares? Só a Rafaela consegue, acho. Tadinha.

- Jornal? Revistas? Hã?? Com dois filhos, tá quase impossível. Aliás, esse eu acho que é o maior impacto do segundo filho na minha vida: a redução do tempo livre. Porque acho que, do ponto de vista do trabalho que dá,  a gente tira mais de letra (digo no meu caso que tenho filhas com diferença de três anos, né, acho que quem tem diferenças menores deve ser bem mais caótico). Agora sobra bem pouco tempo livre. Coisas que antes eu conseguia fazer com facilidade agora já não são mais tão simples. Receber os amigos em casa, por exemplo. Antes, com uma ajudante em casa, dava pra fazer tudo na boa. Agora a palavra-chave é facilitar: comprar tudo pronto, contratar quem faça ou simplesmente não fazer.

- Ontem fui reconhecida na padaria. Me senti toda celebridade. Acho que essa coisa de aparecer em vídeos acaba aproximando mais a gente, né? Kamilla, um beijão pra você, adorei que você foi falar comigo!
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Marisa Monte e o seu canário

Adoro Marisa Monte, desde sempre. Tempos atrás eu estava ouvindo no carro o CD Universo ao Meu Redor, de samba, maravilhoso. Eis que dona Luísa se empolgou com uma música e pediu pra colocar de novo quando acabou, e mais uma vez... E, depois disso, vira e mexe quando entramos no carro ela pede a música do piu-piu.
Nada mais é que "Meu Canário", uma música deliciosa desse CD que tem um encantamento particular para as crianças por causa do passarinho. Recomendo. Música da boa pra quem cansou de ouvir até Palavra Cantada.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Daquelas que te dá vontade de chorar

Coisa que eu odeio é arrumar papelada do escritório. Especialmente aquelas contas que vão ficando acumuladas e uma hora você tem que sentar pra organizar tudo e guardar em pastinhas. Separar um por um: contas de telefone, do cartão de crédito, do celular, do convênio médico, do banco... fazer trocentas pilhas, arrumar tudo, enfim, um saco. Especialmente porque um mês depois já está tudo acumulado de novo (e eu não consigo me organizar a ponto de guardar todas as contas assim que são pagas #organizaçãofail).

E daí, considerando todo o trabalho que você teve pra arrumar as gavetas, você ainda tem uma filha arteira. Porque a primeira era uma lady nesse ponto, a única coisa que ela aprontou na vida até hoje foram uns riscos de lápis na parede, mas consegui apagar. Agora a outra é da pá virada, como dizem os antigos. Ontem à tarde estava querendo jogar a chupeta e uma caneta dentro do cano do aspirador de pó.
Daí à noite, enquanto eu falava ao telefone, a figura fez isso aí que vocês podem ver abaixo. Abriu a gaveta dos meus documentos (sim, aquela que dá aquele mega trabalho pra arrumar), e jogou tudo no chão.

Mãe, fiz besteira!

E agora?

Me perdoa, vai?

A sorte é que essa menina é tão sem-vergonha que é impossível não rir das caras que ela faz. E, lógico, correr pra fotografar.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Bebê mocinha

Luísa, quando fez um ano, brincava com brinquedos de bebê apropriados para a idade: brinquedos que tocam musiquinha, pecinhas de encaixar, andador, livrinhos de borracha. Rafaela nem quer saber dessas coisas, quer mesmo é brincar com as coisas da irmã mais velha - lógico, tudo muito mais divertido. Faz comidinha no fogão, empurra carrinho de boneca, cobre a boneca com paninho e dá beijinho de boa noite... Por isso é que dizem que o segundo é sempre mais safo que o primeiro filho, né? Também, com tanto estímulo!
Alguém aguenta ela nessa foto com a bolsinha no braço (xerox da irmã) empurrando o carrinho de boneca?
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sábado, 22 de outubro de 2011

Aqui está a prova

Luciana na festa de 5 anos
Minhas fotos de criança estão quase todas na casa da minha mãe, então não consegui encontrar uma foto que ilustrasse o meu post sobre as festas da minha infância, mas a minha amiga mandou uma foto do aniversário de cinco anos dela que é perfeita!!!
Reparem nos detalhes! Tem até o bolo de palhaço, que eu falei nesse vídeo aqui! Mas o mais incrível é que ela tem registrada a foto da capinha de enfeite do refrigerante! Reparem no Dunga! Quem lembra disso? Refrigerante, no meu tempo de criança, fazia parte da decoração da mesa e a garrafa de vidro ficava junto com cada pratinho e copinho. E as balas de coco, os docinhos espalhados pela mesa, a almofada de crochê no fundo?!!
Alguém aí voltou no tempo? Tem muito mais !

E olha só que legal: a pedidos, o Mamatraca vai fazer uma Colcha de Retalhos especial com as avós falando sobre como elas organizavam as festas dos filhos. Sua mãe quer participar da Colcha das Vovotracas? Então manda um vídeo até no máximo terça-feira de manhã, de até um minuto, para o contato@mamatraca.com.br
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Lembrando das festas dos nossos tempos


- Chapéu na cabeça de todo mundo na hora dos parabéns
- Bolo, doces e salgados tudo feito pela mamãe
- Decoração toda caprichada, mas feita em casa
- Mesa da nossa casa cheia de doces, pratinhos e salgadinhos
- Guaraná de garrafa com canudinho
- Enfeite na garrafa de vidro do refrigerante
- Bala de coco
- Muito brigadeiro/negrinho, beijinho, olho de sogra, cajuzinho
- Criançada correndo dentro de casa
- Balões cheios de bala e guloseimas dentro
- Presentes eram abertos na hora em que recebíamos e depois colocados em cima da cama
- Bandeirinhas com o nome do aniversariante atrás do bolo

Não é demais lembrar tudo isso? Juro, voltei no tempo com essa semana sobre festas infantis do Mamatraca.

E meu agradecimento especial a tantas mães queridas que têm participado da Colcha de Retalhos. Esta semana o capricho foi tanto que teve uma que montou uma mesa de festa com as filhas, com direito a bolo e docinhos, só pra mandar o vídeo pra gente. Confere lá quanta gente importante e bacana está na Colcha!!
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

E cada dia eu fico mais chocada

Eu podia jurar que isso era só coisa de americano


Se eu andava espantada com essa moda de meninas de cinco/seis anos comemorarem o aniversário no salão de cabeleireiro e dar esmaltes de lembrancinha nas festas, imaginem a minha cara quando soube da última, caso real contado por uma amiga (aquela mesma do papo de ontem sobre valores). 


Sabem como a amiguinha da sobrinha dela vai comemorar o aniversário de SEIS anos? 


Senta.


Uma limusine (l-i-m-u-s-i-n-e) vai buscar as crianças na escola, levá-las para passear pela cidade e depois vai parar na porta do prédio onde os outros convidados estarão aguardando as princesas no salão de festas...


Como bem definiu minha amiga, pode algo mais cafona, pretensioso e totalmente sem noção? 


Eu precisava dividir isso com vocês. 


Acho que com meninos esses exageros são bem menores, não são?





quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sobre brinquedos, valores e mães


Luísa chegou em casa na véspera do dia das crianças com alguns presentes que ganhou da escola: um binóculo feito com rolos de papel higiênico e papel celofane, um chocalho de pote de Yakult com arroz dentro e um ioiô feito com jornal e embrulhado no celofane. Amei tudo aquilo! Só assim, na minha visão, faria sentido ela trazer algum presente da escola no dia das crianças. Porque aquilo ali não se tratava de valor material, mas do valorizar o brincar.
Mas vejam bem como é a vida e como cada família é diferente da outra. Esta semana estava conversando com uma amiga cuja filha também estuda na mesma escola. Ela comentou que também amou os presentinhos que a filha dela levou pra casa (os mesmos). Só que daí ela me contou que ouviu algumas mães reclamando que acharam aqueles presentes um lixo, um horror. Acharam que era tudo muito mixaria - e provavelmente pensaram que, se era pra dar "aquilo", era melhor não dar nada.
E eu e essa minha amiga então começamos a conversar sobre essa questão dos valores. Pensamos que talvez nós duas estejamos fora da realidade. O que achamos tão natural e normal pode simplesmente não ser dessa forma para a maior parte das pessoas. Ao meu ver, infelizmente.
Não me importa quanto tempo aqueles brinquedos vão durar. Eu detestaria que minhas filhas aparecessem com um super presente da escola no dia das crianças. Aliás, pra mim e para essa minha amiga, aquilo que as meninas ganharam era, sim, um super presente.
Isso tudo só me mostra que a cada dia me sinto mais segura dos valores que quero passar para minhas filhas. E fico cada dia mais apavorada com o que está acontecendo por aí.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

A resposta do pediatra ao meu post quase ameaçador

Lembram que eu falei aqui na semana passada que eu queria pegar os pediatras em flagrante e que ainda ia fazer uma blitz pra ver se essas coisas que eles nos orientam acontecem na prática dentro da casa deles? 
Então que eu adorei que um pediatra leu o blog e se manifestou. E, em vez de me xingar por eu ter duvidado e ameaçado a categoria (rsrs), ele fez um comentário-resposta super bem humorado e pertinente que eu achei que valeria um post. 
Sim, gente, os pediatras também têm filhos melequentos e birrentos!!!  (Isso aqui está parecendo aquela seção de uma revista feminina que mostra as celebridades no supermercado e diz na legenda: a Juliana Paes também vai às compras, óóó!!  hahaha)
E sim, doutor, pode comentar sempre, aqui não tem nada de clube da Luluzinha. Os homens são muito bem-vindos.


Aí vai o Dr. André Bressan:


Pessoal, desculpem a intromissão. O blog é legal, mas pelos comentários parece um clube da Luluzinha... nem sei se homem pode comentar aqui... :) Mas como não tem placa de proibido, lá vai:

Vou me apresentar rapidamente pra ninguém se sentir enganada: sou médico pediatra, sou pai de três e não, não tenho consultório. Portanto, não temam, não vim pescar clientes...

Mas gostei muito da idéia, e de vez em quando isso é motivo de riso lá em casa... claro que pediatras e educadores são gente como todo mundo, e estão sujeitos a se defrontarem com situações difíceis, que não dependem só de conhecimento. Também estão sujeitos às mesmas emoções de insegurança, culpa e prazer que todos os clientes. Também têm background familiar e social, que nem sempre corresponde à literatura científica. Também têm filhos melequentos, birrentos, superdotados, filhos incapazes, filhos deficientes, sogras opressoras, conjuges omissos, contas pra pagar, férias vencidas.

Cada criança tem um jeito próprio diferente das demais, mesmo diferente dos irmãos, que se modificam ao longo do tempo. Os pais também. Imagina se algum profissional consegue realmente personalizar totalmente um conselho... nem que morasse na casa do cliente.

E em sua própria casa, o pediatra e o educador não é o profissional do "office", é o pai, a mãe, cansado, querendo tomar banho. As crianças não são os filhos dos clientes, que ficam 40 minutos na consulta e vão embora, são seus filhos, que o conhecem, tem sentimentos e antagonismos com ele, e de quem ele só "se livra" quando vai pro trabalho.. .hahahaha..

Então, acreditem, nós, profissionais donos da verdade também somos humanos.

Blitz? Não faça isso... vc vai se arrepiar... :)

Um abraço, beleza de tópico! 



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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sobre músicas e festas infantis

Neste final de semana eu estava reparando com mais cuidado na programação do canal de músicas da NET, e sabe que tive uma boa surpresa na seção Kids?
Dá uma olhada na sequência que eu anotei, que só não ganhou nota 10 com louvor porque apareceu uma Xuxa lá no meio. Mas, de uma forma geral, é uma excelente opção pra deixar tocando na sala em vez de ficar o tempo todo ligado na TV:
- Cássia Eller, Zeca Balero, Pedro Lima e Katia Lemos cantando Chiquita Bacana (Braguinha para Crianças), Saltimbancos, Theo Werneck cantando Dorme em Paz (Canções de Ninar), Raul Seixas cantando O Carimbador Maluco, Sítio do Picapau Amarelo, Castelo Ra-Tim-Bum e, só depois desses todos,  apareceu a Xuxa cantando Profecias. Mas, em geral, a qualidade desse repertório é excelente. Tá de parabéns o programador.
Fica a dica pra quem tem NET Digital em casa. (agora, depois dessa propaganda de graça, vou ficar esperando a empresa me ligar e oferecer um bom desconto na minha mensalidade rsrs).

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Festa infantil tem cheiro de brigadeiro, de bolo, de balões, de amigos, de suor, de parabéns, de família, de refrigerante, de frio na barriga, de presentes. Ai, como eu adoro!
E esta semana o Mamatraca fala sobre festas infantis, esse assunto delicioso. Hoje eu estou lá como uma das tricoteiras no Tricô, que traz a velha discussão sobre o que é melhor: em casa ou no buffet. Vai conferir!!
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domingo, 16 de outubro de 2011

Como muda o reloginho das crianças?

Alguém explica esse lance do horário de verão para as crianças? Ou eu estou fadada a acordar às 5h/5h30 até fevereiro?
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Filha ecológica é outra coisa



Luísa, depois de usar o banheiro:

- Mamãe, sabe por que eu não lavo as mãos depois que faço xixi?
- Hã, não sei, por que?
- Pra não gastar água, senão o mundinho fica triste!

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Brigão, o beija-flor e O Pavão Sebastião

Estou há um tempão pra escrever esse post, desde que recebi aqui em casa alguns livros infantis da pedagoga e escritora recifence Lêda Sellaro, que começou sua atividade literária contando suas histórias inventadas para os netos. Como aqui em casa somos fãs dos livros, faço questão de recomendar quando cruzamos com coisas bacanas.
E hoje a dica são dois livros da Lêda:


Brigão, o Beija-flor, ilustrado por Alessandra Gomes - editora Bagaço
Brigão era um beija-flor encrenqueiro que se achava dono do mundo e brigava por tudo. Até o dia que ele percebeu que seu egoísmo não agradava a sua namorada e, por ela, resolveu se tornar solidário. Bem bonitinha a história.



O Pavão Sebastião, vaidoso e sabichão, ilustrado por Emerson Pontes
O pavão Sebastião queria ser aceito e admirado por todos os seus amigos, mas sua vaidade o afastava de todo mundo. E com isso ele foi ficando solitário, até que avistou Maria, uma linda pavoa que passeava em um dos canteiros.

Para comprar os livros ou saber mais sobre a autora, visite o site www.ledasellaro.com.br

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Blitz na casa dos pediatras

Às vezes tenho vontade de fazer uma blitz na casa de todos os pediatras e educadores que têm filhos pequenos. Quero ver se eles conseguem fazer na prática tudo aquilo que eles aconselham nos consultórios, livros e palestras.
Colocar a criança pra dormir no berço ainda acordada, por exemplo. Nunca consegui. Só se eu deixar chorando, porque assim que eu coloco no berço elas ficam em pé e começam a chorar pra voltar para o meu colo. Mas deixar chorando não pode, então eu vou lá e faço dormir no colo. Será que esses pediatras conseguem botar os filhos acordados no berço pra dormir sozinhos? Será que todos que aconselham isso tiveram filhos e conseguiram? Duvido. E dar comida sentadinho no cadeirão todo dia, será que eles conseguem também? Sem brinquedinhos pra distrair? Ahã, Claudia, senta lá.
E você, o que você gostaria de pegar o pediatra no flagrante?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Que papelão, hein, dona consultoria

Essa minha amiga jornalista é hoje uma conhecida apresentadora de televisão. É super bonita e simpática mas sempre procurou ser discreta dentro dos limites de quem trabalha em TV. O que eu quero dizer é: ela sempre se destacou muito mais por sua competência do que por explorar seu sex appeal.
Um dos trabalhos comuns de quem é desse meio de TV é fazer uns freelas como mestre de cerimônia em eventos corporativos. Há alguns meses, essa minha amiga (que já fez trocentos eventos desse tipo e é muito experiente em coberturas ao vivo) foi contratada por uma das maiores consultorias do país para ser a mestre de cerimônias de um evento que vai acontecer em novembro. Para garantir a disponibilidade dela, pagaram até adiantado.
Daí que recentemente a minha amiga descobriu que estava grávida. No trabalho dela, a notícia foi muito bem recebida, mas... a tal big consultoria se incomodou e pediu o que? Uma foto da barriga. Sim, uma foto da barriga!! Queriam garantir que a barriga não estaria grande na ocasião do evento, em novembro. Apesar de contrariada, ela mandou a foto e sabem qual foi a postura dessa empresa de quinta categoria? Quer rescindir o contrato. Simples assim. Porque ela está grávida.
Agora me digam: o que uma coisa tem a ver com a outra? Qual é o problema? O problema é que, grávida, ela não vai poder fazer a vez de mulherão sexy praquele monte de homens babões. Perde o apelo, simples assim!!
Fiquei com tanto nojo quando ela me contou essa história que não resisti em contar isso aqui. Porque o discurso que as empresas adotam com relação às mulheres é lindo. Um blábláblá daqueles. Dão suporte, dão creche, dão seis meses de licença-maternidade. Mas, na hora H, minha filha, o preconceito velado ainda rola muito solto. Tenho certeza que muitas de vocês sentiram esse preconceito no trabalho quando estavam grávidas ou logo que voltaram de licença. Eu já senti isso também. Ainda estamos muito longe de sermos respeitadas no mundo corporativo durante essa etapa da vida.
Mas nada que eu vi foi tão escancarado como essa história que aconteceu com a minha amiga, que simplesmente não serve mais pra ser mestre de cerimônias de um evento corporativo só porque está grávida.
É ou não é pra ficar com nojo?

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pai de meninas

Como eu não sou doida de colocar aqui uma foto do meu marido de batom e vários tic tacs na cabeça (isso daria separação), vou deixar essa parte na imaginação de vocês e compartilho esse vídeo fofo que está rolando na internet. Está certo que é de propaganda de refrigerante (coisa que eu nem dou para as minhas filhas), mas abstraiam essa parte e vejam que demais - impossível quem tem filha mulher não se identificar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sobre colo de mãe

A babá das meninas está de férias e um dos motivos da escolha deste mês foi porque coincidiria com o nascimento da segunda neta dela. A expectativa era de que o bebê nascesse por volta do dia 12 de setembro, então ela tirou férias a partir dessa data. Mas ainda demorou 15 dias para o nascimento da Bia, que só chegou na semana passada. E eu só ficava pensando na coitada da filha da babá que, em vez de ter a mãe dela ajudando por um mês, teria apenas por 15 dias porque as férias já estavam na metade.
Mas depois pensei melhor sobre isso e me toquei que a melhor coisa pra ela deve ter sido passar esses 15 dias pré-parto ao lado da mãe. Me lembrei de como eu queria a minha mãe no final da minha gravidez. Porque há momentos na nossa vida em que o único colo que a gente quer é o da nossa mãe, não é? Por mais amor que você tenha de todos os lados, o colinho de mãe é imbatível. Pelo menos no meu caso sempre foi assim. Sei que nem todas as pessoas têm uma relação tão afetuosa com suas mães, assim como infelizmente nem todos têm uma mãe viva ou presente, mas por sorte essa é a referência que eu tenho.
Ajudar a cuidar do bebê recém-nascido, ainda mais segundo filho, outra pessoa pode ajudar. Mas aquele carinho, aquele apoio emocional, não tem jeito. Porque marido é tudo, é fofo, amado, querido, companheiro e tudo mais. Mas é homem, nunca teve filhos, é diferente. Me lembro dos últimos dias antes da Rafaela nascer, aquela ansiedade a mil, uma angústia enorme. Bastou a minha mãe chegar em casa com a malinha dela (ia passar os primeiros 15 dias da Rafa comigo) que imediatamente eu me acalmei.
Fico tentando imaginar se terei com as minhas filhas essa mesma relação forte que tenho com a minha mãe. Acho que sim. E, se isso acontecer, será realmente incrível.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O e-book infantil que me fez ficar apaixonada pelo iPad

Estou preparando uma lista com várias dicas de aplicativos para crianças para Iphone e tablets, mas como isso dá um trabalhão, vou deixar aqui a minha primeira dica do livro mais lindo ever que já vi nesse novo conceito de livro virtual. Chama-se The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, da Moonbot Studios.
Foi a primeira coisa que vi num iPad que realmente me impressionou. Foi apresentado por um amigo, antes mesmo de termos um em casa. Ali eu vi o que poderia representar essa inovação da Apple (Steve Jobs, fica aqui meu beijo e meu muito obrigada por você mudar a minha relação com a tecnologia e inseri-la definitivamente no meu cotidiano). É lindo, lindo, lindo.
Essas tecnologias - iPhone, iPad e outros tablets - já fazem parte da vida das novas gerações e temos que saber tirar o maior proveito delas. E, quando vejo um livro como esse, sinto que realmente os tablets podem ser grandes aliados dos pais para estimular o prazer dos pequenos com a leitura.
O livro do Mr. Morris está em inglês, mas ele encanta mesmo quem não entende o idioma. Custa US$ 4,99 na Apple Store, e vale cada centavo. Sério. Você navega pelas páginas e interage de um jeito incrível, como se estivesse dentro de um filme super produzido. Para quem entende inglês, é ainda mais apaixonante. Trata-se de uma história muito bacana, baseada num curta-metragem com o mesmo nome, produzida pelo estúdio Moonbot em parceria com o ilustrador William Joyce. O livro conta a história de interação entre pessoas e livros misturando técnicas de 2D e 3D de uma forma muito lúdica, coisa linda de viver. Não sei quem fica mais apaixonado: as crianças ou os adultos.
Aqui nesse site você consegue ter uma palhinha do que é o aplicativo: http://morrislessmore.com/


 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Brincando de moda ou como reaproveitar um catálogo

Um catálogo qualquer de moda que recebemos em casa. Também dá pra fazer com ensaios de moda de revista.
Recorte a modelo com a roupa menor e mais ajustada ao corpo possível - não tinha de biquini, então foi essa mesma
Recorte as roupas deixando pequenas abas nas laterais para a criança poder dobrar atrás do molde depois



Vários modelitos de festa
A modelo "vestida" com o vestido escolhido

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Já levou seus filhos à Bienal?

Programão nesse domingo de manhã foi levar a turminha à Bienal pra ver a exposição Em nome dos artistas – Arte contemporânea norte-americana, com as obras do acervo do Astrup Fearnley Museum of Modern Art, de Oslo, na Noruega. Gostamos bastante da exposição. E as crianças também.


A Rafaela, evidentemente, quer saber mesmo é de olhar o movimento e correr pelo espaço, mas a Luísa interagiu bastante, curtiu as maluquices, adorou tudo e não deu qualquer trabalho. 
Recomendo para quem mora em São Paulo ou terá a chance de estar na cidade durante a Bienal. Dá pra levar filhos de qualquer idade. 
Domingo é de graça. Durante a semana, entrada inteira custa R$ 20 e meia R$ 10 (ah, vá). No Pavilhão da Bienal, até 4 de dezembro.
Depois do passeio, a dica é almoçar ali mesmo no restaurante do MAM, uma delícia. (Mas aviso: se seus filhos são daqueles que só comem macarrão na manteiga, arroz e feijão, salsicha e batata frita, melhor ir pra outro lugar. Ali a comida é um pouco mais sofisticada e não tem menu infantil.)


Mas essa dica, apesar de ser específica sobre São Paulo, vale para quem mora em qualquer lugar: levem seus filhos a exposições de arte! Eles adoram ver detalhes das pinturas, das esculturas, das instalações malucas. Se não tem na sua cidade, leve até a cidade mais próxima. Aproxime seus filhos da arte e da cultura desde cedo!!






Luísa ficou doida com a obra que tem a vaca e o bezerro de verdade partidos ao meio conservados no formol

A Rafaela olhando as mil cabeças do Tom Cruise

O Piu-Piu que parece inflável mas é de aço




PS. Esta semana o Mamatraca fala sobre gravidez. Hoje eu estou lá, no vídeo do Tricô, dizendo que não tenho nenhuma saudade desse tempo e que prefiro mil vezes as meninas no colo!!! E você, acha a gravidez tão incrível assim ou é das minhas? Conta o seu lado A e o seu lado B da gravidez pra gente!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Relato de parto emocionante

Eu tive dois partos normais, que já contei aqui e aqui. Mas nunca pensei em ter um parto natural, muito menos em casa. Acho que não evoluí a esse ponto ou, simplesmente, talvez não seja pra mim. Acho que nessa seara cada mulher tem que se informar muito e fazer as escolhas que a fazem bem, respeitando a si mesma e, especialmente ao seu bebê.
Mas tenho me deparado recentemente com histórias incríveis de mulheres sensatas e inteligentes que fizeram essa opção pelo parto natural.  Me emociono com as histórias delas, mesmo sendo algo em que eu não consiga me enxergar.
E a história mais linda que eu já li sobre isso foi contada em detalhes essa semana pela Lia, do blog 1,2,3 Saco de Farinha. Recomendo a leitura para qualquer mãe, independentemente das suas opções. Lia é blogueira das antigas, como eu, e eu a acompanho desde antes do nascimento da primeira filha dela, a Emília. Esta semana nasceu em um parto domiciliar a Margarida, a segundinha, com quase quatro quilos.
Achei que o relato do parto da Lia, que foi contado em cinco partes, merecia um post, porque me emocionou demais. Porque, além de tudo, aquela mulher escreve bem que só.
Parabéns, querida Lia, pela sua coragem e, sempre, sua lucidez em tudo o que faz e fala. Sou sua fã. E muita saúde para a Margarida e para a Emília.

Outros relatos emocionantes de parto natural são os da Pat e da Thaís, também vale a pena ler.

Planejando a viagem: de olho nas despesas


Como envolver os filhos no planejamento financeiro de uma viagem?
Eles podem participar desse controle de gastos, por exemplo, ajudando a lembrar o que foi comprado e participando dessa contabilidade no fim do dia, da semana e do mês. Isso pode se transformar numa espécie de joguinho, em que os gastos são convertidos em pontos e a ideia é economizar pontos, que depois poderão ser gastos na viagem. É legal que eles comecem a ter noção dessa decisão sobre o adiamento do consumo. Quem consome hoje tem um prazer imediato, mas isso pode sacrificar o amanhã. Ou seja, se você gastar muito hoje, pode não ter como fazer a viagem amanhã. 


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Esse é só um trechinho da entrevista incrível que a super jornalista de economia Catherine Vieira, editora da revista ValorInveste do jornal Valor Econômico, deu para o Mamatraca.  Utilidade pública para mamães e papais que gostam de viajar. www.mamatraca.com.br