domingo, 31 de outubro de 2010

Deu m...

E a Rafinha descobriu que é uma delícia fazer cocô na banheira. Quentinho, corpinho relaxado... e pronto, de repente começam a subir substâncias amareladas pela água. E aí aquele perrengue: tira a Rafa correndo da água, enrola na toalha, troca a água do banho, dá banho de novo. Por sorte, nas três ou quatro vezes em que isso aconteceu, a babá estava por perto e me ajudou a trocar a água da banheira (sempre sou eu que dou o banho).
Mas hoje dona Rafaela se superou. Eu mal tinha encostado o bumbunzinho dela na água e ela começou a fazer o cocô delícia na banheira. Chamei o marido pra trocar a água e, como ela ainda não estava molhada, fui até o trocador pra pegar uma fralda e colocar no bumbum dela. Só que, em fração de segundos, saiu um novo jato. E aí, meus amigos, a coisa pegou. O jato foi não apenas no tapete (bege) e escorreu por toda a cômoda como acertou dentro da gaveta, que estava aberta. A pilha inteira de bodies foi pro saco.
Belezinha?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Família unida

(Adoro tirar fotos de pés e sapatos. Acho que dizem tanta coisa! #maluca)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Não fecha a porta, tá? Tranquilo?

Gente, vi esse vídeo aqui no blog da Fabiana e não aguentei, tive que reproduzir aqui pra quem ainda não viu. Deve ter virado hit do You Tube, provavelmente, porque é demaaaaaaais a gostosura dessa menina!!! Já vi trocentas vezes, não me canso.


Gargalhadas

video
Toda criança de três anos adora falar chorando ou só a minha? Toda vez que é contrariada, ela chora. O que mais escuto o dia inteiro é esse choro "Queeerroooo a mãaaaaaaamãaaaae..."
Mas ultimamente descobrimos uma forma de desconcertar a Luísa quando ela está nesses choros de manha: começamos a gargalhar na frente dela. Mas aquela gargalhadona bem forçada, sabe, olhando pra cara dela? Ela tenta, tenta, mas não consegue segurar e começa a rir também.
****
Mas o que desconcerta qualquer um mesmo é esse cachorrinho do vídeo, que Luísa ganhou de aniversário. É impossível não rir com esse bichinho. Fora que ele é super sensível, então de repente você passa ao lado dele e, sem encostar, ele começa a rolar de rir no chão. Já tomamos altos sustos com esse cachorro, mas esses sustos acabam sempre em gargalhada geral.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Não conta pra ninguém...

... especialmente para o meu marido, mas esses dias eu ando com uma vontadezinha até então nunca manifestada de ter um terceiro filho...
Prometo: vou sentar e esperar passar. Deixa chegar aos 9 meses, 1 ano, que essa vontade passa (espero).

Anjinho

Assim como muita gente dessa blogosfera, acompanhei à distância a história do menino Théo. E hoje me deparei com a notícia de que ele não resistiu aos efeitos da cirurgia e virou um anjinho.
O incrível de tudo, no entanto, foi a forma linda como a mãe dele descreveu essa passagem. "O céu está em festa", disse ela, em uma mensagem super positiva em meio a tanto sofrimento.
A essa família, meu profundo sentimento.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Palavras públicas

A internet é um espaço democrático que deu voz a muitas pessoas que não tinham coragem, meios ou vontade de se manifestar. Ela mudou o mundo, o jornalismo, a escrita.
A descoberta do mundo dos blogs me transformou. Abriu espaço para que eu pudesse falar de um assunto até então restrito às rodas de amigas. E eu descobri que existia ali um mundo imenso a ser explorado. Às vezes a gente tem a falsa sensação que já conhece todos os blogs de mães e pais. Daí começa a navegar entre um e outro e vai descobrindo outros, outros e dezenas de outros. Encontra um blogroll sendo que, daquela lista, você não conhece ninguém. E a gente se dá conta de como esse universo é gigante.

Mas a internet não mudou uma coisa, porque essa coisa não muda nunca: a ética. Daí que a gente descobre que algumas pessoas ainda não aprenderam a transitar por esse universo. Elas não perceberam que a ética se transporta também para esse mundo "escondido", aparentemente inexplorado, muitas vezes anônimo. Se as palavras ou imagens não são suas, não se aproprie delas simplesmente. Isso não é bacana. Não é ético.

Hoje está rolando uma blogagem coletiva muito oportuna sobre ética nos blogs maternos e eu não poderia ficar de fora. Eu mesma já tive um post "roubado" e descobri. A pessoa então descobriu que eu descobri (porque eu reclamei publicamente) e retirou o post do ar. Ela deve ter ficado chateada com isso e tenho certeza que não fará de novo, porque certamente ela não copiou o post por mal, apenas achou que a internet não precisa de regras. Adoro saber que as pessoas gostam do meu texto, mas não podem tomar aquilo como se fosse delas.

Você pode, sim, inspirar-se em tanta coisa bacana que esse universo virtual apresenta. Inevitavelmente lemos coisas e ficamos com vontade de escrever sobre aquilo também. Ou você já tinha pensado em escrever sobre aquilo antes mesmo de alguém escrever. Ou tiramos dali uma base para aprofundar aquele assunto ou abordar de outra maneira. Você, evidentemente, pode escrever sobre o mesmo assunto, mas com suas próprias palavras, suas próprias ideias.

Agora, se quiser usar ipsis literis aquele texto que você leu, ou um trecho dele, tem um jeito muito fácil de fazer isso sem plagiar, sem roubar. Dê crédito. Simples assim. Diz quem falou, onde leu, quem te inspirou.

Sabemos que muitos textos na internet também são creditados erroneamente. Coitados de muitos autores e escritores que ganham crédito de textos ruins que circulam por aí. E nesses casos a autoria original acaba se perdendo. Mas se você está copiando de algum lugar, diga de onde copiou. Faça isso. Não roube palavras. Plagiar não é bacana, não é ético, não é educado.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Drops

  • Ontem a Rafaela completou 2 meses e quem ganhou presente fui eu: ela dormiu das 22h até as 6h30 da manhã. Mas, como nada pode ser perfeito nessa vida, eu tive um pesadelo tão horrível (sonhei que eu havia matado alguém, vê se pode #Passione) que acordei hiper cansada.

  • Ando tentando de tudo pra fazer com que a Rafa pegue a mama direita (já contei da briga aqui). Já testei várias posições mas ela logo percebe que está sendo "enganada" e berra. Daí coloco no peito esquerdo e ela mama sossegada. Isso significa que os momentos de amamentação estavam virando um estresse pra mim, o que também não é bom pra ela. Ontem fiz mais uma tentativa: comprei um bico de silicone. E, por enquanto, parece estar dando certo. Ela mamou bastante - e, o melhor, na posição normal. Minha coluna também agradece.

  • O que a gente faz com uma bebezinha que toma uma injeção na coxa (vacina) e, em vez de chorar, dá sorrisinhos pra enfermeira? A gente beija e aperta muuuuito, né?

  • Daí o que a gente faz com a irmã mais velha que tem um ataque histérico e fica uma hora chorando sem motivo quando chega da escola? Nada, né, tenta distrair e espera passar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Brincadeira para distrair em viagens

Inventamos uma brincadeira muito bacana pra distrair a Luísa em viagens de carro (e até mesmo dentro da cidade quando ela está impaciente). É o jogo do "O que é que tem...". Simples, incentiva a evolução do vocabuário, estimula a memória e distrai uma criança por bastante tempo. Por exemplo:
- O que é que tem na cozinha?
E cada um que está no carro fala uma palavra de cada vez. Tipo mesa, fogão, geladeira etc
Quando se esgotam as palavras, mudamos para outro ambiente: quarto, carro, sala, fazenda, praia etc.
O mais divertido, no entanto, são as trapaças saídas da Luísa durante a brincadeira. Outro dia estávamos brincando de o que é que tem na sala.
Eu: - sofá
Luiz: - tapete
Luísa: - amofada molinha (é uma que ela adora)
Eu: televisão
Luiz: - mesa de centro
Luísa: - a ota amofada dura

***
O que é que tem na estrada...
Luiz: - carro
Eu: - estou vendo casas
Luísa: - eu também estou vendo casas

***
O que é que tem no quarto da Luísa...
Eu: - cama
Luiz: - tapete
Luísa: - eu é que falo sapete, porque eu adoro o sapete rosa

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Criando uma monstrinha muito educadinha e gostosa

Logo que terminou o parabéns, na festinha de aniversário do amigo.
- Quer um docinho, filha?
- Espera acabar, mamãe, ninguém começou a comer ainda.

***

Depois, na hora de buscar o carro.
Aquela correria pra colocar as duas rapidamente no carro, põe na cadeirinha, fecha o cinto de segurança, guarda as sacolas, põe o carrinho no porta-malas etc. Depois de tudo ajeitado, o manobrista abre a porta do carro pra mim e eu entro rapidinho porque os carros estavam passando muito próximos da minha porta. Entro no carro e fecho a porta.
- Fala obrigada, mamãe.

Então tá.

domingo, 17 de outubro de 2010

Não pede pra sair

O movimento no estacionamento do shopping já denunciava que havia algo de diferente no ar. Por volta de 10h30 da manhã daquele sábado só chegavam pais e seus bebês acomodados em carrinhos, slings ou cangurus.
Marcamos de nos encontrar com um casal de amigos que também tem um bebê - eram nossos companheiros de cinema e achávamos que demoraríamos um bom tempo pra fazermos esse programa de novo. Mas nada como ter amigos com filhos na mesma idade e nada como uma iniciativa bacana como o Cinematerna para nos permitir ver Tropa de Elite 2 no cinema com nossos bebês ainda tão pequenos.
Além da atenção especial das organizadoras do Cinematerna, que são umas fofas, a porta da sala do cinema é uma atração à parte. O estacionamento de carrinhos se estendia até a sala ao lado. A moça que recebia os ingressos já alertava: "o bebê-conforto pode ocupar uma cadeira, mas se o cinema lotar, vamos ter que pedir para que vocês liberem o lugar". Não uso sling e acho que no bebê-conforto o bebê fica mais acomodado do que no colo durante um tempo longo, então levamos o apetrecho - que acabou ficando no colo do marido durante o filme e foi ótimo, porque Rafaela dormiu o tempo todo.
A sala de cinema era uma comédia. Totalmente lotada de casais e seus bebês (totalmente mesmo: as pessoas que chegaram em cima da hora tiveram que se sentar separadas). Pena, mil vezes pena, que não levei minha máquina fotográfica. O burburinho normal das conversas antes do filme era substituído por chorinhos e balbúcias dos muitos bebês que estavam ali. Era uma cena hilária e inusitada, realmente um mundo à parte. Como a sessão era em um sábado e o filme altamente interessante, praticamente todas as mães estavam ali com seus maridos, namorados ou acompanhantes. Deve ser bem diferente do movimento do Cinematerna durante a semana, quando a maioria, acredito eu, deve ser formada por mães que vão sozinhas (sem os maridos, digo) aproveitando a licença maternidade.
Muitos bebês choram durante a sessão, mas o som não chega a atrapalhar a concentração no filme - especialmente se for bom como o Tropa de Elite. Filmaço. E como este é mesmo o clima do Cinematerna, não tem problema se quem chorar for o seu filho. Basta levantar, dar uma voltinha pra acalmá-lo, andar com ele pelo corredor, amamentar... tudo ali é permitido (com bom senso, claro) e ninguém vai te pedir pra sair, nem o capitão Nascimento. Inclusive trocar as fraldas, porque há dois trocadores disponíveis na sala. O único problema deste sábado é que o cinema estava tão lotado que havia fila para uso dos trocadores. Alguns pais se arriscavam a trocar no chão mesmo. Assim ninguém perde nada do filme.
Sei que foi um programa incrível. Saímos do cinema e ainda fomos almoçar num restaurante bacana ali do shopping. Programa quase como os de antigamente, só que em vez de ser à noite, foi na hora do almoço (e com os bebês a tira-colo, claro).
Momentos como este são bons pra nos lembrar que existe, sim, vida social após a maternidade, basta nos adaptarmos a esse novo mundo ao qual estamos inseridos e nos divertirmos com ele.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vamos ao Cinematerna amanhã?

Graças à preciosa dica das minhas amigas leitoras do blog, que me viram na condição de uma mãe que está doida pra ir ao cinema, resolvemos que amanhã faremos nossa estréia no Cinematerna. Porque sim, eu bobeei quando a Luísa era bebê e nunca fui (shlap, shlap). Quando resolvi ir, ela já havia passado da idade. Eles recomendam levar bebês até 18 meses, já que tratam-se de filmes para adultos e não filmes infantis, e a partir dessa idade as crianças já podem prestar atenção. Já pensou se eu levo a Luísa pra ver Tropa de Elite, que trauma? Fora que ela não iria aguentar ficar 5 minutos na sala e literalmente iria pedir pra sair.
Eu achava que a Rafa ainda era muito pequena pra ir, já que ela ainda nem completou dois meses, mas depois vi que bebês nessa idade já frequentam o Cinematerna com tranquilidade - por ser a primeira sessão de cinema do dia, as salas estão com o ar mais limpo e também não tem crianças catarrentas (rsrs) ou adultos doentes por lá.
Então, amanhã, sábado, às 11h, vai ter Tropa de Elite 2 na sessão do Cinematerna no shopping Frei Caneca, em São Paulo. Pais ou acompanhantes também são benvindos, o que é ótimo. Já que a previsão do tempo não está colaborando pra gente dar uma saidinha da cidade, vamos aproveitar a programação local.
Bora lá, gentes? Bom motivo pra gente se conhecer pessoalmente, hã?
Quem quiser conhecer a programação do Cinematerna ou saber se tem na sua cidade, é só clicar aqui no site.

Dica de programa em Brasília

Olha só, mães e pais de Brasília, uma dica bacana de programa para a semana que vem. Já falei aqui várias vezes que eu virei fã do grupo mineiro Emcantar e seu espetáculo Parangolé, e recebi hoje um release falando que eles farão uma programação especial de três dias em Brasília na próxima semana.
Quem puder ir, não perca. Nunca fui ao show deles, mas o DVD é sensacional. Aliás, na segunda-feira eles farão a exibição desse filme. Fica a minha dica.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eu não gosto mais de você

E assim Rafaela se rebelou contra o meu seio direito. Está certo que ela sempre havia manifestado um amor maior pela mama esquerda. Somando os dois lados, ela mama em média 15 a 20 minutos, e sempre largou o peito direito mais rapidamente que o companheiro vizinho, independentemente do lado em que eu iniciava a mamada. Acho que a posição é mais confortável e também o bico tem um formato melhor pra ela. Mas até aí tudo bem, isso não era impedimento pra ela mamar do outro lado (no máximo me causava um elegante desequilíbrio estético de ficar com um peito maior que o outro, já que aquele que é mais estimulado produz mais leite, mas tudo bem...)
Só que esta semana a mocinha resolveu ter ataques, com berros histéricos, se recusando a pegar o peito direito, pode isso? Daí era só virá-la para o outro lado e pronto, cessava o choro imediatamente.
Mas, com isso, vêm as consequências: de um lado um peito mais esfolado que o normal e, do outro, um peito explodindo, com tendência a reduzir a produção de leite em breve por falta de estímulo. Tensão.
Pensei: será que dói o ouvido dela quando fica naquela posição? Mas toquei no ouvidinho por fora e ela não reclamou. E também concluí que, se estivesse com otite, ela teria febre e a dor não pararia tão facilmente assim. Então percebi que o problema é simplesmente uma questão de vontade. Mas já?? Tô frita com essas duas leoninas em casa cheias de vontade própria.
A saída, então, foi tentar outras posições. E acabei conseguindo achar uma em que ela ficou bem, que é a posição invertida (com o corpo dela ao lado do meu, debaixo do meu braço), assim como o dessa foto. Detalhe: entrei no Google pra procurar uma imagem de posição invertida e cliquei nessa, que estava onde? No blog da Mari!!).
Ela mamou tranquila nessa posição, para meu grande alívio, só que aí quem dançou fui eu. Não consegui mais ajeitar minha coluna e meus braços e nos últimos dois dias tenho ficado extremamente desconfortável na hora de amamentar. Fora que, com isso, também estou com dificuldade de acertar essa posição invertida na deliciosa poltroninha com a almofada, porque a Rafa fica tão na lateral que quase cai da poltrona, e tenho amamentado no sofá da sala cheia de almofadas.
Mas, no fundo, ainda tenho esperanças de que essa briga feia entre a Rafaela e o meu peito direito se resolva logo e eu possa de novo, em paz, tirar meus cochilos na poltroninha.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Então...

... queria tanto ver Tropa de Elite no cinema...
... queria tanto ser daquelas mulheres que secam quando estão amamentando (porque comigo, infelizmente, essa teoria não funciona)...
... queria tanto fazer uma viagenzinha com o marido pra qualquer lugar da Europa (ai, ai)...
... queria tanto comer brigadeiro sem culpa como eu comia na gravidez...
... queria tanto dormir mais do que três horas seguidas...

PS. Não tô reclamando da vida, não. E sei que tudo isso (menos o emagrecer) se trata apenas de uma fase. Foi apenas um desabafinho...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Fotógrafa mirim

Luísa demonstrando talento para a fotografia:





Legenda:
Fotos 1 e 2: instalação da Bienal no Parque Ibirapuera (artista: Beatriz Milhazes)
Foto 3: brinde (adorei essa foto!! hahaha)

domingo, 10 de outubro de 2010

Brinquedo acessível no Ibirapuera



Enfim o Parque Ibirapuera ganhou um brinquedo acessível para crianças com deficiência. Digo enfim porque um parque como esse já deveria ter dado o exemplo há muito tempo. Mas, dito isso, admito que é um brinquedo muito bacana e espero que seja replicado em outros parques não só na cidade de São Paulo como por todo o país.
Passamos por lá hoje coincidentemente no momento da inauguração do chamado "Brinquedão" (apelido dado pelos funcionários do parque) e me surpreendi positivamente. Ele é grande e tem rampas de inclinação leve, inscrições em braile, piso tátil, suportes aéreos (como este da minha foto) e outros estímulos sensoriais para deficientes físicos, auditivos e visuais.
Hoje (domingo) e terça-feira, dia 12, crianças que não são portadoras de deficiência podem "experimentar" o playground e se colocar no lugar dos deficientes por alguns minutos sentando-se nas cadeiras de roda disponíveis ou colocando vendas nos olhos para simular a deficiência visual. (Pausa: meu marido tomou um baita susto quando viu um menino que ele achava que era deficiente levantando da cadeira de rodas, foi muito engraçado).
Hoje, amanhã e terça também acontece no local às 14h e às 17h uma apresentação com palhaço e outras atrações circenses. Tenho que dizer que o "show" é muuuuuuito ruinzinho, mas a criançada se diverte mesmo assim. E vale a experiência de acompanhar a autodescrição para os deficientes visuais. Tem também uma interprete de Libras para deficientes auditivos.
Para quem quiser conhecer ou utilizar o playground inclusivo, ele fica bem ao lado da marquise do parque.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O meu segundo parto

Prévias
Combinei com o meu marido e com a minha mãe que não sofreríamos mais de ansiedade. Estávamos todos a postos desde as minhas 37 semanas de gestação, esperando que Rafaela viesse antes das 39 semanas da Luísa, mas nada da mocinha aparecer. A cada mudança de lua era uma tensão só e... nada. Quem me acompanha aqui no blog sabe bem. O marido ficava tenso porque tinha mil coisas no trabalho mas não conseguia fazer nada. Desmarcava viagens e reuniões fora de São Paulo pra não correr o risco de perder o parto da filha. Minha mãe, que mora em outra cidade, ficava tensa porque assim que eu telefonasse ela teria que vir correndo pra São Paulo. E eu, que tinha tido um primeiro parto super rápido e tranquilo (como já contei aqui), começava a realizar que na segunda vez poderia não ser tão legal como eu esperava. Surgiam possibilidades de eu ter de fazer uma cesariana porque meu líquido amniótico estava no limite superior, o que dificulta entrar em trabalho de parto, e a bebê não parava de engordar. A última previsão do ultrassom é que ela já estaria com peso entre 3,7kg e 4kg. Eu completaria as 40 semanas no dia 24 de agosto, uma terça-feira.
A quinta-feira anterior, dia 19, foi um dia difícil. Tive que ir sozinha fazer o ultrassom, porque o marido dessa vez não pôde me acompanhar. É ruim ir sozinha, mas eu não tinha ninguém que pudesse ir comigo (família mora fora de São Paulo e as duas amigas mais íntimas também haviam acabado de ter bebê). Saí de lá meio derrubada, porque o líquido continuava no limite e a bebê ainda estava alta no útero. À noite resolvemos que pediríamos ajuda para a minha mãe. Liguei pra ela e pedi que ela viesse de vez pra São Paulo, já que provavelmente da terça-feira não passaria. No dia seguinte eu teria consulta com meu GO e queria que ela fosse comigo.
Sexta, dia 20
Minha mãe veio correndo. Eu precisava dela e meu marido também, porque estávamos no auge da tensão. Ela chegou na sexta de manhã e parece que ali tudo se acalmou. Todos ficamos mais tranquilos e talvez isso tenha ajudado. Comecei a sentir contrações durante a consulta com o meu obstetra, que também já havia cancelado compromissos fora de São Paulo pra poder ficar à minha disposição (esse é um dos motivos pelos quais os médicos preferem agendar cesariana). Decidimos, juntos, que esperaríamos pelo menos até terça-feira, quando completariam as 40 semanas.
As contrações e o banho de balde
Saí de lá e, quando cheguei em casa (isso ainda na sexta-feira), a frequência das contrações começou a aumentar. Tinha uma a cada cinco minutos e achei que estava chegando a hora. Detalhe: tinha acabado a água no bairro e não tinha água pra eu tomar banho, vê só!! Agora imagina que eu iria pro hospital sem lavar a minha cabeça (meu cabelo é super oleoso e eu tenho que lavar diariamente)?!! A babá da Luísa, genial que é, foi colhendo água que restava nas torneiras aqui em casa, esquentou no fogão e eu tomei um banho de balde. Visualizem uma gestante aos 9 meses de gravidez, com contrações, lavando a cabeça com água de balde sendo ajudada pela mãe. Era eu, vejam que atitude sustentável. Hahaha. E deu tudo certo. 
No fim da tarde liguei pro Luiz e ele veio correndo pra casa. Ficamos todos prontinhos pra sair, já com as malas no carro: eu, ele e minha mãe, que felizmente estaria aqui pra assistir ao meu parto, já que no da Luísa não deu tempo. Mas liguei pro meu médico e ele achou que eu ainda poderia esperar um pouco mais. "Tem que estar incomodando bastante", ele dizia. E eu estava com contrações a cada 4 ou 5 minutos, mas não eram acompanhadas de dor forte. Então ficamos ali no sofá esperando dar a hora. Não queria outro alarme falso. Mais tarde meu médico disse: "Tenta dormir. Se você conseguir, é porque ainda não está na hora. Agora, se estiver realmente incomodando, vai pro hospital e me liga". Eu estava tão cansada que consegui dormir.
O dia D
Dia 21 de agosto de 2010, sábado. Acordei por volta das 6h da manhã sentindo dores mais fortes. Eram espaçadas, mas quando vinham eram intensas. Fiquei feliz da vida. Levantei já sentindo que, enfim, havia chegado a hora. Acordei o Luiz e a minha mãe. A Luísa ficaria em casa com a babá. A água já havia voltado e tomei um banho rápido. Fui à cozinha tentar comer alguma coisa. Fui interrompida algumas vezes pela contração forte que me fazia parar o que estava fazendo e me apoiar na mesa. Era uma cólica forte, mas suportável. Eu só parava, respirava e esperava a dor passar pra poder continuar o que estava fazendo. E assim a coisa foi. Pegamos tudo e fomos pro hospital. Só liguei pro médico do caminho, porque já tinha certeza que estava na hora.
O parto
Chegamos na maternidade por volta das 7h30 e a recepção estava cheia. Dado o histórico do meu primeiro parto, resolvi avisar: "Moça, estou em trabalho de parto. Como eu já tive um parto normal e foi muito rápido, acho que não posso esperar muito pra ser examinada". Deu tempo só de tirar duas fotos na recepção (e eu juro, estava com uma cara ótima, maquiadinha e tudo). Na mesma hora me encaminharam para uma salinha e já fui atendida. Por garantia, a enfermeira resolveu medir minha dilatação antes de fazer o cardiotoco. Eu já estava com dilatação entre 6 e 7cm. Correria total. Tirei a roupa, coloquei o avental e já subi. Não teve nem pré-parto desta vez, fui direto para a sala de parto humanizado, a mesma onde eu tive a Luísa. As contrações mantinham aquele ritmo e eu estava muito bem. Definitivamente descobri que eu tenho uma tolerância alta à dor.
Meu obstetra logo chegou (desta vez ele não precisou ser escoltado pela polícia), junto com o anestesista (sim, eu optei por parto normal porém com anestesia). Entrei na sala de parto por volta de 8h10. E eu diria que, ali, a pior dor pra mim foi a da própria anestesia, porque aquela agulha entrando nas costas dói pacas, tenho que dizer. Chegou a baixar um pouco a minha pressão. Fora isso, eu estava ótima. Anestesia tomada, tudo parou. Não senti mais as contrações nem dores. Os médicos foram ajeitando tudo ali e me monitorando.O obstetra rompeu a bolsa, que não havia estourado. O anestesista fazia piadas e o clima na sala era o mais alegre possível. Meu marido e minha mãe assistiriam ao parto, meu sonho. Eu não precisava de mais nada. As contrações foram aumentando e eu fazendo força pra empurrar o bebê. O médico me ajudava a dizer o momento certo de empurrar, já que eu sentia as contrações de forma muito leve (nessa hora o efeito da anestesia já era mais fraco e eu sentia melhor o meu corpo). Não escapei da episiotomia (aquele corte que é feito para facilitar a saída do bebê). De repente, a movimentação: "é agora. Roberta, o bebê virá na próxima contração." Marido e mãe se posicionam por trás dos médicos e eu faço força. Às 9h20 ela nasceu, com 3,645kg e 51cm.
O choro
Eu senti toda a expulsão. Me lembro claramente da sensação de quando ela saiu da minha barriga. Aquela grande quantidade de líquido amniótico acabou ajudando o parto, porque a bebê espichou. Foi rápido e lindo. Ela chorou imediatamente e o médico a levantou pra que eu pudesse vê-la. Um raio de luz vindo da janela iluminou o rostinho dela. O Luiz chorava muito, minha mãe também. Era lindo ver aquela cena dos dois se abraçando e chorando. 
Logo a enfermeira trouxe a Rafaela pra mim. E ali no meu peito ela ficou por cerca de uma hora. Ela mamou pela primeira vez ali, na sala de parto.
A Luísa e a família completa
Ainda emocionado, Luiz ligou pra casa pra avisar a Luísa que a Rafaela havia nascido. Falou pra ela se trocar que o papai logo iria buscá-la e ela prontamente já disse que estava arrumada, vestida de Banca di Eve (ainda era Banca di Eve naquela época). Ele foi buscá-la. Mas, quando chegou no hospital, disseram que ela não poderia entrar ali na sala de parto porque eles não permitiam crianças. Eu implorei pra enfermeira pra deixá-la entrar só um pouquinho, já que era um momento tão importante pra todos nós. Quando Luísa apareceu vestida de Branca de Neve, ganhou imediatamente o coração da enfermagem toda e elas a deixaram entrar. Filmamos esse momento. Eu estava deitada e Rafaela estava no meu colo, mamando. Inicialmente Luísa ficou séria, tentando entender. Mas logo já começou a tagarelar e todos ficamos ali rindo. (Estou agora chorando só de lembrar).
Esse foi o dia mais feliz da minha vida.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Deprimi

A Banca di Eve de repente virou Banca di Neve
O Silipe agora é Felipe
E o amapo já virou gadanapo.
Ainda bem que a Valentina ainda é Laventina.

Minha filha está crescendo. Dá pra pedir pra parar?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A nova moda entre os ladrões de carro

Sei que os toca-CDs/disqueteiras, rodas e estepes não estão com nada. A moda agora entre os furtadores de carro são as cadeirinhas e carrinhos de bebê, dá para acreditar?? Ando passada com isso. Tenho ouvido vários casos nos últimos tempos. Dada a falta do produto no mercado por conta da nova lei e especialmente em razão dos altos preços do produto, os ladrões mais do que espertos já encontraram por aí um novo filão.

Adoro esse país, sou feliz aqui e tudo, mas essas coisas me desanimam, juro.

sábado, 2 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A Nina, a poltrona, a almofada e os meus cochilos

Isso aconteceu acho que na primeira semana da Rafaela em casa.
Chego no quarto da Rafa e quem está lá ocupando a cadeira de amamentação? Luísa e Nina, sua filhinha. Ela chegou, sentou na cadeira, colocou a almofada de amamentação na barriga, levantou a blusa e ficou com os peitinhos de fora (essa frase dá Google, né?). Aí encaixou a Nina pra mamar.
- Mamãe, agora quem vai dar mamá sou eu, você ispéra aí.
- Tá bom
- Mãe, me passa o negócio pa eu colocar aqui no outo peito? (E me imitava pegando a concha de amamentação, que eu colocava no peito que não estava amamentando pra dar um pouco de vazão ao leite)
Quase morri, de tanta gostosura.


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Duas coisas que estão fazendo muita diferença pra mim na hora de amamentar: a cadeira e a almofada. Sei que esse tipo de coisa vai muito da adaptação de cada mãe, então não tem muita regra, mas vou contar como foi no meu caso.
Quando eu tive a Luísa, não cabia cadeira de amamentação no quarto. Muita gente me dizia que tinha e não usava, então também nem me preocupei muito. Fiz um encosto pra colocar na cama do quarto, apoio de pé e comprei uma almofada desse tipo aqui:

Mas eu acabei dispensando rapidamente essa almofada, porque achei que ela era muito dura e pouco anatômica, ficava escorregando toda hora e acabava mais atrapalhando do que ajudando. Substituí por almofadas normais e travesseiros e assim foi. E eu acabava ficando muito na minha cama. Mas o braço que segurava o bebê ficava sempre um pouco tensionado, assim como os ombros.
Desta vez, no apartamento novo, encontrei um espacinho ao lado do berço pra colocar a cadeira que ganhei de uma amiga. Queria testar pra ver se funcionaria, porque eu senti falta de um lugar bom pra amamentar na primeira gravidez. Também comprei uma almofada em outro formato (a que está na foto no colo da Luísa, que dá a volta na cintura toda) pra testar.
Sei que me achei completamente. A almofada de cintura é perfeita porque não preciso ficar ajeitando travesseiros cada vez que viro o bebê pra pegar na outra mama. Aquilo se encaixou perfeitamente ao meu corpo e acho até que fico mais tranquila pra amamentar. Uma beleza. Durante o dia eu até amamento na sala, às vezes, pra dar uma variada no ambiente, mas adoro amamentar na poltroninha.

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Agora, tenho que confessar: com esse conforto todo que ficou minha poltroninha, eu DURMO MUITO enquanto estou amamentando. Chego a sonhar. Antes, quando eu amamentava a Luísa, eu no máximo dava aquelas famosas piscadas, porque as almofadas não me davam muita segurança. E me sentia super culpada, ficava perguntando pra outras mães se às vezes elas também cochilavam. Eu morria de medo de derrubar a bebê (felizmente isso nunca aconteceu).
Mas agora, meu bem, naquela cadeira que inclina um pouco pra trás e com aquela almofada em que a bebê fica suuper encaixadinha, tiro altos cochilos. Porque, vamos combinar, acordar de madrugada pra amamentar é punk. Muitas vezes vou na boa, mas tem dias em que eu pareço um zumbi, quase não consigo abrir os olhos. Outro dia eu estava num desses cochilos profundos enquanto a Rafa mamava e, quando abri os olhos, a Rafaela estava olhando pra mim com o maior sorrisão na cara. Coisa mais gostosa, acho que estava tirando um sarrinho dessa mãe esquisita.

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PS. Sobre o post anterior, gostaria de esclarecer uma coisa: eu não quis dizer que minha filha não tem cólicas ou refluxo somente porque eu sou tranquila, viu, gente? Sei que essas são questões fisiológicas e até mesmo genéticas. Eu quis dizer apenas que tenho sorte de ter uma filha que não teve nada de cólica ou refluxo, e que também não é beberrona, e por isso fica mais fácil e natural estabelecer uma rotina. O que eu acredito é que o fato de eu ser tranquila deixa a bebê menos agitada, menos impaciente, mais calma. Mas isso não tem nada a ver com refluxo ou com aquelas cólicas pesadas.