quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O meu tempo

Várias pessoas têm me perguntado aqui no blog como eu consigo fazer as unhas tendo um bebê recém-nascido e uma filha de 3 anos em casa.
Primeiro eu preciso dizer que fazer as unhas, pra mim, é mais que uma questão estética. Tem um valor simbólico. É uma questão de autoestima e acho importante uma mãe se sentir bem, porque isso se traduz em maior tranquilidade para ela e para a criança. Para algumas mulheres, fazer as unhas não faz a menor diferença. Para uma pessoa como eu, que roeu as unhas por muitos anos, faz. O fato de eu não estar destruída e mal cuidada (apesar dos muitos quilos acima do peso) faz com que eu me sinta, dentro do possível, mais disposta e mais feliz - inclusive para cuidar melhor das minhas filhas e ter mais paciência. Sim, eu me dedico totalmente a elas. Além de amamentar, sou eu que troco todas as fraldas, espero arrotar, dou banho, acordo sozinha de madrugada pra amamentar, dou o leite da Luísa às 6h30 quando ela acorda. Mas eu encontro tempo também para me cuidar.
E vou listar aqui alguns fatores que me ajudam nisso:
1. Sou uma pessoa tranquila. Já era com a Luísa, e agora estou mais ainda porque já sei o que virá (e o que pode vir) pela frente. A rotina da casa e da vida do casal muda muito menos com a vinda do segundo filho, então o estresse também é menor (quando tudo está correndo dentro da normalidade).
2. Tenho uma bebê tranquila. Que em certa parte também atribuo ao fato de eu ser uma pessoa calma. Rafaela dorme bastante, não teve cólicas por enquanto e nem refluxo. Por isso ela praticamente não chora, a não ser quando chega a hora de comer ou quando faz cocô (ou quando quer ir para o colo, porque agora ela já começou a fazer essas espertezas).
3. Existe uma rotina naturalmente instalada aqui em casa (Luiza fez um post bacana sobre essa questão rotina X livre demanda). Primeiro, vale destacar que ser mãe de menina, ao que tenho visto ao longo dos últimos tempos, parece ser diferente de ser mãe de menino no quesito mamadas. Na maioria dos casos que vejo, os meninos são muito mais beberrões e reclamam mais de fome, o que dificulta um pouco mais o processo. Minhas duas filhas foram bem tranquilas em relação a isso, então é mais natural que as mamadas ocorram de 3 em 3 horas (com oscilações de meia hora para cima e para baixo). Rafaela estava ganhando pouco peso nas primeiras semanas, então o médico pediu pra fazermos a livre demanda. Mas ela continuou acordando de três em três horas, ou até mais (ela é super preguiçosa pra mamar). A questão é que, se o bebê mama bem na hora certa, você sabe que se ele chorar dali a meia hora ou uma hora não será fome. Ou é incômodo para arrotar, ou pra soltar pum, ou fez cocô, ou é frio/calor, etc. E aí você sabe que é algo que outra pessoa pode fazer por você. Esse controle nos faz, inclusive, ter mais distinção para atacar o que realmente está incomodando a criança, o que muitas vezes não é o peito que resolve. Por isso, inclusive, eu (e o pediatra também) sou a favor da chupeta, porque ela ajuda a suprir a necessidade de sucção da criança nesse intervalo. E acho também que uma mãe destruída e irritada (porque dar o peito de meia em meia hora irrita até a Madre Tereza) não faz bem pra ninguém. Sei que muitas mães pensam diferente em relação à rotina, chupeta, livre demanda, etc, e respeito muito. Mas eu consegui encontrar um equilíbrio nesse modelo e tenho certeza que minha filha não está sofrendo ou se sentindo desprotegida, muito pelo contrário. Ela recebe muito amor e carinho e isso tudo se reflete no próprio comportamento dela. O importante é que cada um descubra esse equilíbrio, seja qual for o modelo (existe um único?) a ser utilizado.
4. Tenho uma pessoa que me ajuda com a casa. Isso eu diria que é fundamental para conseguirmos fazer qualquer outra coisa na vida. Porque se você tiver que arrumar a casa, lavar e passar roupas e fazer comida nos intervalos entre as mamadas, realmente não vai sobrar tempo pra mais nada. E aí é jogo duro mesmo.
5. Ter uma pessoa de confiança com quem você possa deixar o bebê, seja ela a empregada, o marido, a mãe, a babá, a irmã ou quem quer que seja.
6. Confiar nessa pessoa de confiança. Ah, sim, isso é muito importante, porque muitas mães não conseguem de jeito algum deixar o filho com outra pessoa por uma hora que seja. E daí fica difícil mesmo. Eu acho muito mais fácil deixar o recém-nascido em casa do que deixar um filho que está engatinhando, que corre muito mais riscos o tempo todo. Vejam bem: minha filha mamou bem, está de fralda trocada e dormiu. E ela não tem cólicas nem refluxo, que são casos à parte. Ou seja, não dá qualquer trabalho e também nem sente a minha falta. Na maioria das vezes em que eu saí e deixei a Rafa em casa, ela ainda estava dormindo quando eu cheguei. Ou então estava acordadinha na cadeirinha e a empregada estava lá brincando com ela. O máximo que essa pessoa precisa saber fazer é trocar uma fralda, o que convenhamos, não é nenhum grande problema. (E, logicamente, o meu celular fica ligado e à mão o tempo todo quando saio)

Então é isso que eu faço (em geral, quando a Luísa está na escola). Amamento a Rafaela, coloco ela dormindo ou acordadinha na cadeirinha e a deixo com a moça que me ajuda em casa. Vou fazer as minhas unhas ou minha ginástica e em menos de uma hora estou de volta. Esse mesmo esquema vale para as saídas com o marido. Bebê dormiu, filha mais velha dormiu, saímos pra jantar perto de casa e em uma hora e meia voltamos. Não acontece nada de mal com as minhas filhas e os pais ficam bem mais felizes pra enfrentar a noite mal dormida que vem pela frente.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Subliminares

O que existe por trás desse moderníssimo esmalte rosa pink?

R: Uma crosta branca de pomada anti-assadura só pra gente não ficar se achando a pin-up e esquecer da vida real.

Mas existe também uma mãe radiante da vida porque, depois de anos a fio usando esmaltes sem graça por causa da alergia, descobriu uma marca de esmaltes hipoalergênicos que tem as cores da moda. Tô siachando.
(caso alguma alérgica queira saber, é a suíça Mavala, que é bem mais barata do que as importadas famosas tipo Dior e Clinique e tem cores lindíssimas)

domingo, 26 de setembro de 2010

Estréia no restaurante

Cena 1 - setembro 2007

Primeira filha com um mês de vida. Casal resolve fazer seu debut num restaurante com a pequena. Tensão total. Arruma tudo, tá faltando algo? pegou a manta? pegou a fralda? pegou tudo? e sai. Arruma bebê no carro, ainda pouco amigo do bebê-conforto. Chega no restaurante com o bebê conforto na mão e uma cara de orgulho estampada no rosto, do tipo "estão vendo que linda é a nossa filha? ela só tem um mês e é um amorzinho". A cada garfada, uma espiada no cestinho pra ver se a moça estava dormindo. Será que está ventando nela? Casal come rapidinho antes que ela acorde e, ainda tenso, volta feliz da vida pra casa.

Cena 2 - setembro 2010

Segunda filha com um mês de vida. Casal resolve fazer seu debut num restaurante levando as duas pequenas. Nenhuma tensão. Cada um arruma uma, pega tudo sem neuras, checa se as fraldas da bebê estão na sacola e sai. Colocar as duas no carro é a maior tranquilidade. Chega no restaurante cedo, porque já sabe que pra não ter tumulto no domingo tem que chegar ao restaurante antes das 13h. Escolhe uma mesa tranquila, bebê dormindo, mais velha come sozinha, todos almoçam tranquilamente. Casal quase nem se lembra que tem bebezinho ali dormindo. De vez em quando dá uma espiadinha. Ela está quietinha. E volta a almoçar dando atenção para a mais velha.
Chega a hora da bebê mamar. Mãe pega a bebê no colo, já acordadinha, pergunta para a garçonete se há um fraldário com poltrona para amamentar, senão seria ali mesmo. Tem. Vamos. Filha mais velha quer ir junto. Então tá. Mãe entra no fraldário, ajeita a bebê nos braços, cruza as pernas para apoiar as costas, levanta a blusa, começa a amamentar.
- Mamãe, quero fazer cocô.
- Não dá pra esperar, filha? Mamãe está amamentando agora
- Não dá
- Então vai lá na mesa e pede pro papai te ajudar
- Não dá, já tá saindo
Mãe interrompe a mamada, fecha o sutiã, abaixa a blusa, leva a outra para o banheiro. A mais velha senta sozinha no vaso sanitário (vai sem forrar mesmo, já era) e a mãe fica com a bebê no colo pensando em como vai fazer pra limpar o bumbum da outra. Uma mulher que está no banheiro se solidariza e pergunta se pode ajudar. Tó, e a mãe entrega a recém-nascida no colo da moça, limpa o bumbum da outra, lava as mãos de ambas e volta pra terminar a mamada. A filha mais velha corre lá na mesa contar para o pai o que aconteceu. O pai ri.
Mãe volta para a mesa, pedem a conta e vão todos embora pra casa. Na maior naturalidade, felizes da vida. Sem qualquer estresse.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Lançamento DVD Pequeno Cidadão



Programa legal pra esse final de semana: vai ter lançamento do DVD do Pequeno Cidadão em São Paulo.
Se alguém ainda não conhece o projeto, precisa conhecer. O CD deles já está gasto no meu carro, de tanto que Luísa pede pra ouvir.  O Pequeno Cidadão é um trabalho idealizado  pelos músicos Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto, que cantam junto com seus filhos. O CD é o maior barato e o show também. Não só a Luísa como eu e marido também adoramos. Tem músicas de todos os ritmos, super bacana. As preferidas de casa são "Tchau, Chupeta", "Leitinho"  e "Bonequinha do Papai" . Eu já recomendei aqui e agora estou doida pra conhecer o DVD.As 14 músicas do CD Pequeno Cidadão foram transformadas em clipes feitos por grandes artistas da animação, na linha do clipe "Tchau, Chupeta".
O lançamento do DVD acontece neste domingo, dia 26 de setembro, no Espaço Unibanco de Cinema: Rua Augusta, 1475, sala 1, São Paulo. 10h30 e 11h30. E é grátis, corram lá!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

As mães blogueiras e esse mundinho pequeno


Então que a mulherada blogueira que eu adoro saiu numa das revistas mais bem feitas sobre crianças que eu já vi (tem uma prévia lá no blog da revista). Coisa linda, essa N Magazine. E não é porque a gente saiu nela, não. É porque é linda mesmo, de super bom gosto. Além de descobrir que estou mais próxima do Jude Law e do Brad Pitt do que eu imaginava (uhuu), adorei a definição que a repórter fez de cada uma das mães blogueiras:

A Mari, do Pequeno Guia Prático para Mães Sem Prática, é a popular. E é mesmo, né, ela é a referência entre quem viaja por esse mundo dos blogs maternos e paternos. Nossos filhos têm exatamente a mesma idade, me identifico demais com ela. Delícia de texto, logo logo ela lança um livro.

A Roberta, do Piscar de Olhos, é a divertida (gente, mas tem tanta Roberta nessa blogosfera, nunca vi coisa igual!! Pelo menos o nome é lindo, né... rsrs). Não precisava nem falar, porque essa mulher tem um texto que é um escândalo de divertido e bem escrito, também tem é que escrever um livro (já que vai se mudar lá pra Cingapura, aproveita o tempo e organiza um, vai!!)

A Paloma, do Peripécias de Cecília e Fofices de Clarice, é a guia cultural. De fato. Admiro como a Paloma consegue explorar cada canto dos lugares pra onde vai com suas pequenas. Até mesmo de Brasília, que tantos dizem ser uma cidade sem grandes atrativos, Paloma já mostrou um lado super legal e com grandes belezas naturais.

A Letícia, do Pelos Cotovelos e Cotovelinhos, é descrita como a organizada. Diz lá que ela publica post novo a cada dia... Se bem que, com as prévias da mudança de casa, dona Letícia bem que deu uma sumida do blog, né? Agora vai ter que postar todo dia, hein!?... A Dani (outra blogueira que não está na matéria mas que já virou tia das minhas filhas) até criou o verbo "Leticiando" pra definir o perfil do Pelos Cotovelos: dicas e mais dicas de livros, música e passeios em São Paulo. Adoro.

E a Renata, do Lilata e os Gatos, é a espontânea. Diz lá que ela não esconde de ninguém a babação pela família: mas como é que não vai babar num menino tão gostoso e sorridente como o André e uma gorducha deliciosa como a Nana, não é mesmo?

E eu fui classificada como a comprometida. "Se uma mãe faz de tudo para seus filhos, uma mãe blogueira como a jornalista Roberta Lippi faz de tudo para os seus e para os das amigas - virtuais ou não", diz a matéria, referindo-se ao episódio da minha mobilização em torno da água com glicose que deram pro filho da minha amiga. E eu gostei do que escreveram, porque realmente faço de tudo para ajudar e defender essa criançada.


Beijos a todas as mães leoas blogueiras que estão lá na revista e também a todas as outras (e outros) que não estão lá mas que mereceriam também. Aliás, amanhã eles prometeram que publicarão no blog da revista uma matéria sobre os blogs de pais e das tentantes, vale conferir!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Aloka

O que passa pela cabeça de uma mulher quando ela decide fazer avaliação física um mês após ter filho?

a) é uma forma de tortura chinesa
b) ela quer experimentar o que é a depressão pós-parto
c) ela está fazendo isso para se sentir bem depois, já que sabe que as chances dessa pelancada diminuir pelo menos um pouco são significativas
d) ela quer testar seus limites e provar que é uma pessoa forte

Porque, juro, minha vontade era de chorar a cada vez que o moço pegava minhas gorduras com aquela pinça maldita, o tal adipômetro. E a crua realidade de colocar um shortinho e um top e ficar em frente ao espelho da academia do prédio, alguém tem noção? E ficar de lado, então, olhando aquela barriga mole e saliente (pra não dizer ENORME)? Ah, o pior: na frente de duas testemunhas!!! E o moço ainda dizia, pra tentar me animar: "Nossa, mas você está ótima para quem acabou de ter bebê, e blablabla..."
Acho que eu deveria ter esperado pelo menos uns dois meses. Burra.

PS. Ó, mas pelo menos mandei muito bem nas abdominais e nas flexões de braço (nada pesado, foi só pra avaliar meu condicionamento físico, mas até que o abdomen não está de todo estragado e tem alguma chance de voltar ao que era antes, pelo menos).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Um mês


Já? Já.
Voa, esse tempo. Hoje Rafaela completa um mês. Não sou de ficar comemorando todos os "mesversários", mas acho que um mês é uma data simbólica. Marca um período importante na vida dela e na nossa. Foi nesse tempo em que nós fomos apresentados a ela e ela a nós. Conhecemos seu rostinho, cada cantinho do seu corpo e também seu comportamento, seus chorinhos, suas preferências. Descobrimos que ela gosta mais da mama esquerda do que da direita, que adora tomar banho, que é capaz de dar altos gritos quando quer atenção, que é preguiçosa pra mamar e que também não precisa de muito leite pra ficar plenamente satisfeita.
Foi um mês sem cólicas (é de se comemorar mesmo, não?), sem refluxo, sem problemas. Sei que com bebê a gente só pode comemorar o que já passou, porque tudo pode mudar de um dia para outro. Mas pelo menos agora já nos conhecemos melhor. E sei também que minha tranquilidade ajuda muito. Sim, eu também amamento de três em três horas, também estou com os peitos esfolados, também me sinto destruída às vezes. Mas estou bem. E feliz.
Estou cada dia mais apaixonada por essa menina, de uma forma que eu não imaginava ser capaz. É um sentimento diferente de simplesmente ter um "segundo filho". É como se fosse o segundo "primeiro filho", dá pra entender? Vejo Luísa fazendo carinho nela e me derreto toda, de tão apaixonada por esses dois pequenos seres humanos.

Parabéns, minha filhota. Obrigada por existir.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Resultado do sorteio

E as sorteadas que vão ganhar uma lembrancinha da Rafaela são a Paulinha e a Joana. Parabéns e obrigada pela participação! Espero que gostem do mimo, que foi feito com tanto carinho.  
Só pra vocês entenderem o sorteio: como há comentários repetidos, excluídos e não válidos entre os inscritos, recomecei a contagem pra chegar nos 83, ok? Fui até o final e continuei a contagem a partir do número 1 até completar o número 83. Não teve auditoria mas eu juro que fiz certinho.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Jantarzinho romântico... a quatro

Num dia de inspiração, no meio da semana, resolvi fazer jantarzinho pro marido, já que nossas saídas agora estão bem mais restritas. Risoto de camarão com manga no capricho (ui), vinhozinho branco pra combinar, marido chega cedo do trabalho. E bora lá pro programinha especial, fingindo que estamos num restaurante chique (porque vamos combinar que esse menu selecionado foi chique mesmo,  foi não?).
Mas daí que não adianta querer esquecer que tem criança em casa. No comecinho até conseguimos ficar os dois jantando, batendo papo e tomando um vinhozinho enquanto a Rafa dormia na cadeirinha e Luísa brincava um pouco com a babá. Mas de repente as duas resolvem se manifestar... e nosso jantarzinho a dois terminou romanticamente num jantarzinho a quatro. Cada um com uma filha dormindo no colo e a taça de vinho na outra mão, intercalando com as garfadas naquele risoto modestamente delicioso.
Ah, mas quer saber? Foi bom do mesmo jeito. Estamos muito felizes com essa nossa vida e, em vez de ficarmos pensando no que estamos perdendo, celebramos tudo o que estamos ganhando. Nós quatro.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sorteio: Minha Amiga que Acabou de Sair da Barriga


Daí que o livrinho da Rafa (ver post anterior) fez o maior sucesso aqui entre as leitoras e leitores (e eu fiquei toda cheia, obrigada gente!). Daí que eu adoraria dar um exemplar de presente pra cada uma de vocês, que acompanharam cada passo da minha gravidez e agora da vidinha dela. Mas como não dá pra mandar pra todo mundo, vou sortear aqui dois livrinhos, combinado? Pode ser gente de qualquer canto do mundo que eu mando (certamente o custo do envio vai ficar mais barato do que o doce de leite e a caixa de alfajores que a Carol tá sorteando e que eu vou ganhar dessa vez. Quem ainda não viu, corre !).
Quem quiser o livrinho "Minha amiga que acabou de sair da barriga" basta ser seguidor aqui do blog e deixar um comentário nesse post dizendo "eu quero!". Não esqueça de deixar um e-mail para contato caso você não tenha um blog aberto que eu possa localizar. Vale quem comentar até o próximo domingo, dia 19.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Minha amiga que acabou de sair da barriga

Este livrinho foi a lembrancinha de nascimento da Rafaela, que eu gostaria de dividir aqui com vocês. O texto é meu com a ajuda da Cissa Leite, que transformou frases em versinhos, e as ilustrações são da Silvana Rando, a super ilustradora que fez o livro Gabriel, Já para o Banho, que eu já propagandeei aqui. A Silvana foi um anjo. Ela fez esse trabalho lindo em menos de uma semana e teve o maior cuidado em buscar informações detalhadas sobre a Luísa pra poder fazer as ilustrações (que são a alma dos livros para crianças pequenas, não é verdade?). Depois mandei para a gráfica.
O projeto todo foi pensado e executado em apenas dez dias, quando eu já estava com 9 meses de gravidez (oi?). Foi uma correria, mas foi feito com tanto carinho e tanta empolgação que deu super certo.
O livrinho foi uma forma incrível de incluir a Luísa no nascimento da irmã. Ela sabe contar a historinha toda e fala pra todo mundo que este é o livrinho dela e da Rafa.
Espero que dê pra ler. Se clicar em cima, dá pra ver em tamanho maior. Este primeiro slide refere-se à capa e contracapa. (Alguém me ensina como faz pra colocar um link para download? )



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dicas de cuidados com RNs parte 2

Agora, novas dicas com contribuição das queridjas leitoras:

A Andréia trouxe um ponto interessante: cuidado com as bolsas de água quente se a roupinha que o bebê está usando tiver botões de metal, pois eles esquentam com o calor podendo provocar queimaduras na pele do bebê. Ela fez um post sobre isso no blog dela, o Cantinho de Mãe. 

A Flavia, mãe do Arthur , lembrou que, quando formos utilizar o óleo de amêndoas para hidratar a pele ou massagear o bebê, que seja óleo 100% vegetal. “Os óleos Johnsons e similares são óleos sintéticos, ou seja, são feitos com produtos derivados de petroleo, que definitivamente não são ainda bons para os bebês. Os óleos 100% vegetais são mais caros, mas o mais adequado pra eles pra evitar, inclusive, alergias. A Weleda tem o óleo de Calendula 100% vegetal, que é ótimo e super cheirosinho.”

A Sarah e a Carol deram uma dica bem legal para mães de meninos: além da fralda sobre o trocador, elas aconselham a utilização da fralda tapa-pirulito (adorei, Sarah!): deixar uma fralda sobre o pipi do menino durante a troca para proteger das xixizadas voadoras enquanto pega a fralda descartável, pomada ou algodão.


A dica da Dani, mãe de Nina e gravidíssima de Alice, é uma clássica imbatível: tenham muitos bodies e calças avulças, daqueles de malha e bem confortáveis. Eu deixo essas peças na primeira gaveta da cômoda, inclusive, porque quando há “acidentes” durante a troca é só abrir a gaveta e pegar rapidinho. Ou então, como lembra a Raquel, mãe da Ana Luiza, experiente em bebê com refluxo, vale deixar sempre uma troca de roupa em cima da cômoda para facilitar a vida, especialmente de madrugada.

A Amanda lembra que a fraldinha de pano também serve pra fazer compressa na barriga quando não temos a bolsa de água quente ou de ervas. E a fraldinha pode ser passada a ferro ou também esquentada no microondas. Outra dica legal dela é a de mergulhar o sabonete líquido na banheira minutos antes de usar no bebê, assim fica quentinho (boa essa, hein!)

A Raquel destacou outro uso para o óleo de amêndoas além da hidratação e massagem: ele serve para passar na cabecinha do bebê quando começam aparecer aquelas casquinhas. “É só passar e puxar com o pente que sai aquela "craca" todinha.”
E, quando já tomarem mamadeira, vale mais uma dica dela: o ideal é ter pelo menos três e deixá-las lavadas e esterilizadas antes de dormir, para não corrermos o risco de ter que lavá-las de madrugada.
Outra boa também: ela recomenda deixar sempre uma toalha de banho no banheiro, já que, dependendo da dimensão do cocô, às vezes é preciso dar aquela “lavadinha básica”. Rafaela esses dias fez cocô na própria toalha de banho, enquanto eu estava enxugando as perninhas dela (ó que beleza). Daí voltei com ela pra banheira correndo e também não tinha toalha pra enxugar. Foi peladinha pro quarto pra eu poder pegar outra toalha.

Essa foi da Dani, do Mãe Perua: usar babadores já desde os tempos de recém-nascido. “Às vezes rola aquela golfadinha básica ou então um vazamento de leite, e é muito mais fácil trocar só o babador que toda a roupa”.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Algumas dicas de cuidados com recém-nascidos

- Procure forrar sempre o trocador de plástico com uma fralda de pano. Além de ser mais quentinho para o bebê, evita que a meleca se escorra pelo móvel caso o baby faça xixi ou cocô durante a troca (coisa que eles mais adoram, diga-se de passagem).

- Um bom lugar para guardar fraldas descartáveis é a primeira gaveta da cômoda (quando o trocador fica sobre esse móvel). Eu guardo o estoque no guarda-roupas, mas sempre deixo umas oito ou dez fraldas no cantinho da primeira gaveta da cômoda, junto com os bodies e calças, assim está sempre à mão.

- Mesmo sendo mãe de segunda viagem, repeti alguns erros da primeira vez, como comprar macacões que fecham atrás. Esses são chatos à beça na hora da troca, especialmente à noite.

- Se a pele do bebê estiver muito ressecada, você pode hidratá-la com um pouco de óleo de amêndoas.

- Além das tradicionais bolsas de água quente, que eu particularmente não gosto, existem algumas alternativas de bolsinhas térmicas interessantes para momentos de cólica. A minha preferida é uma bolsinha de ervas e grãos naturais, forrada de tecido, comprada em lojas de produtos naturais ou algumas farmácias de manipulação. Basta colocar no microondas rapidinho (máximo 15 segundos, dependendo da potência do seu micro) e ela fica quentinha e com cheirinho calmante.

- Quando for comprar qualquer remédio para a criança, pergunte na farmácia ou para o médico se há a versão para crianças e bebês. Há alguns que, além da versão "uso adulto e pediátrico", também têm a linha específica para bebês, geralmente mais suave e com equipamentos de aplicação mais adequados. O Tylenol, por exemplo, tem uma versão "Bebês" com aplicador e gosto mais suave. O Rinosoro é outro que tem uma versão específica para crianças, chamado Rinosoro Infantil, com aplicador e spray mais adequado.

- Uma das melhores coisas pra tirar aquele amarelo de cocô das fraldas e roupas é, depois de tirar o grosso na água corrente, colocar um pouco de sabão de coco na água e na sequência despejar água bem quente (fervendo) diretamente na mancha. Deixar de molho por uma meia hora e esfregar.

- Limpe as partes íntimas do bebê antes de dar banho, retirando bem a pomada anti-assadura que geralmente fica nas dobrinhas. Assim você não contamina a água e também limpa mais facilmente a leleca (apelido dado pela Luísa) da menina ou o pipi do garotinho.

- Lenço umedecido é uma maravilha pra limpar golfadas no sofá, na roupa ou no tapete ou qualquer outra sujeira de emergência.

PS. Se quiserem acrescentar mais dicas e comentários a esta lista, fiquem à vontade. Depois eu publico um novo post contemplando as sugestões.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tempo de Brincar

Adoro descobrir coisa boa pra criança. E a nos apresentou o DVD do Tempo de Brincar, uma dupla bacanérrima lá de Sorocaba que faz música de altíssima qualidade e tem um DVD com clipes deliciosos. Cultura da boa, lendas brasileiras, muito saci, roupas coloridas, contação de história... lindo o trabalho de Valter Silva e Elaine Buzato. Luísa já viu mil vezes desde a semana passada (inda bem que a música é boa, senão eu estaria surtando). Super recomendo. O DVD esgotou nas grandes lojas, mas é possível comprar mandando email pra eles. Custa R$ 30 o DVD e R$ 20 o CD, mais custo de entrega (Sedex). Quem quiser conhecer mais do trabalho da Elaine e do Valter, entre aqui no site www.tempodebrincar.com.br.
Entrou pra minha lista de favoritos, junto com o Parangolé e o Palavra Cantada.
Ah, no próximo dia 12 eles fazem show em Barueri (SP), de graça, olha só o convitinho.


PS. Sobre o post anterior: daí que nada como um dia após o outro. Esta noite foi uma belezura. Rafinha foi aquele sossego de costume e Luísa só despertou às 7h da manhã, estou descansada. Viu, Dani, existem momentos de caos, mas não é assim o tempo todo, não!! Cê vai dar conta, sim, querida!!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O lado B

Rafaela, por enquanto, tem sido um anjo. Mal dá pra perceber que há um recém-nascido aqui em casa, porque ela raramente chora. O único trabalho é amamentar, trocar fraldas, trocar as roupas que sujam de xixi e cocô e dar banho - o que, digamos, não é pouca coisa, mas já fazia parte do pacote básico, certo?
Mas... aí vem o lado B: Rafaela tem uma irmã mais velha.
Então, só pra não ficarem pensando que eu sou uma baita mãe sortuda e que nunca passo perrengue (isso que dá não ficar reclamando, as pessoas pensam que você é um ser superior rsrsrs), vou contar a delícia que foi esta noite:
O horário de mamada mais complicado pra mim é o primeiro da madrugada, tipo uma ou duas horas da manhã, que interrompe aquele seu sono mais profundo. Mas eu vou bravamente lá pro quarto da Rafa (ela já está dormindo sozinha no quartinho dela) andando feito um zumbi, amamento meio acordada, meio (muito) dormindo, troco a fralda nem sei como, amamento mais um pouco, espero arrotar e volto pra cama.
Porém... o que acontece essa noite? Acabo de pegar no sono novamente depois de amamentar a Rafaela e a Luísa resolve aparecer no meu quarto. Eu tiro os pregos e correntes que me prendiam à cama, levanto cambaleando e levo Luísa pro quarto dela. Deixo ela por lá e volto pra minha cama ao som de um berreiro. Não tem jeito de parar a gritaria e logo ela aparece no meu quarto de novo. E tem que ser a mãe, o pai ela não quer. E chora, e grita.
Meu sangue ferve nas veias, vontade de sentar a mão na criança (hein? pode falar isso em público?) e vou pro quarto dela de novo. Deito um pouco na cama dela até ela pegar no sono e volto pra minha cama já quase na hora de levantar pra amamentar mais uma vez.
Daí logo acordo de novo, alimento-troco-alimento-espero arrotar a pequenina que não deu um chorinho sequer e volto pra minha cama dormir. E dali a pouco, tipo seis e meia da manhã, Luísa aparece de novo, querendo tomar café da manhã. E o pai tenta levar, mas não serve o pai. Eu, quase chorando, imploro de joelhos que ela deite na minha cama e me deixe dormir um pouquinho mais, mas ela fica chorando na minha orelha. E eu me levanto (sou uma péssima mãe se disser que sinto raiva de uma criança às vezes?), vou até a cozinha, faço o leite dela, espero ela tomar tudo e comer o pãozinho. Lágrimas escorrem pelo meu rosto de tanto cansaço (físico e emocional) e Luísa me pede desculpas. E, então, ela volta comigo pra minha cama e tiramos o último cochilo da noite manhã.
Tá bom assim?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Nada como um HD vazio

Me assusta a capacidade de memória de uma criança de três anos. Como eu digo, nada como uma cabeça descansada e um HD vazio. Basta assistir a um DVD novo uma única vez e, na segunda, ela já adianta trechos do tipo "agora vai aparecer um jacaré" ou "vai cair o chapéu dele" e coisas do gênero. Idem com as músicas, que ela escuta uma vez e na próxima já está cantando trecho ou emendando os finaizinhos. Eu não sou capaz de recontar a história de um filme que eu vi no dia anterior, já pensou? Luísa reconhece lugares, lembra de fatos que aconteceram há muito tempo e que até nós, adultos, nem lembramos mais.
E no jogo da memória, então? Tomo um banho dela.
Para que minha vida (inclusive a profissional) não vire um caos, eu anoto absolutamente tudo, assim não preciso confiar na minha memória.

E agora só fico pensando: com duas filhas em casa, só tende a piorar.

sábado, 4 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Trocadêitor Tabajara

Fiz uma encomenda para as Organizações Tabajara que promete ser a revolução do mundo materno. É o Trocadêitor e Arrotêitor Tabajara, o novo companheiro das madrugadas das mães que amamentam. Funciona da seguinte forma: a mãe acorda durante a noite e dá o peito à vontade do bebê. Daí ela fica sentada na cadeira de amamentação, meio desmaiada, e chega o Trocadêitor Tabajara. Ele pega o bebê, troca a fralda, troca a roupa que o bebê acabou de sujar de cocô, limpa o umbigo, troca a fralda de novo e entrega pra mãe de volta. Ela acorda, dá o outro peito e então entrega para o Arrotêitor Tabajara, que fica com o bebê no colo esperando ele arrotar e botar pra dormir. E a mamãe volta pra cama descansar mais um pouco. Com isso, ela ganha pelo menos meia hora por mamada, o que equivale a uma hora e meia de sono a mais na noite - isso se o bebê não tiver refluxo, porque nesses casos a mãe vai ganhar mais uma hora de descanso.

Gostaram? Vai fazer sucesso? Vou patentear.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Meu primeiro beijo


- Luísa, dá um beijo no João Pedro pra agradecer o presente!
E esse aí foi o beijinho de agradecimento, devidamente registrado pelo fotógrafo da festa.
Eu não estava presente na cena, então não sei de quem partiu a iniciativa do beijo, digamos, na boca. Sei que o pai estava junto e quase teve um treco. Ele não gosta muito de olhar pra essa foto, não, e acho que vai brigar comigo por ter colocado aqui no blog tal pouca vergonha.
Mas dá pra resistir?