terça-feira, 31 de agosto de 2010

Curtinhas

  • De repente a Luísa cresceu. Coisa mais engraçada essa sensação. Como agora tenho uma recém-nascida em casa, a outra pequena ficou enooorme. Olho pro rostinho da Luísa, pro tamanho das pernas, e me assusto constantemente.
  • Uma das grandes diferenças entre a chegada do primeiro filho e a chegada do segundo é que a rotina da casa muda muito menos na segunda vez. Afinal, já sabemos o que é ter um filho em casa e a vida já foi adaptada à chegada de uma criança. Mais uma apenas aumenta um pouco o volume de trabalho, mas o impacto emocional é bem menor.
  •  Eu não me lembrava de Luísa fazer os tais cocôs atômicos. Com a Rafa é uma loucura. Ela só quer fazer cocô quando está com a bundinha livre, entre uma troca de fraldas e outra. Com isso, duas vezes o cocô já voou no tapete (tapete bege, novinho em folha, recebendo jatos de cocô amarelo... dá pra imaginar o desespero?). A cada troca, são pelo menos duas fraldas limpas, já que ela espera a gente colocar a fralda limpinha pra terminar o serviço. Eu uso fralda de pano pra forrar o trocador e, com essa lambança toda de cocô atômico e xixi voador (porque sim, meninas também fazem xixi pra cima), também vai praticamente uma a cada troca.
  • A Rafa é muito tranquila e boazinha. Dorme bastante, mama direitinho e chora pouco. Com isso, minha vida anda bem organizada por aqui. A recuperação rápida do parto normal também ajuda bastante. Já consegui ir à manicure, já voltei a dirigir e até já rolou um jantarzinho fora com o maridão no sábado, em um restaurante pertinho de casa. Colocamos Luísa pra dormir, amamentei a Rafa e saímos. Minha mãe ficou com elas, mas não teve qualquer trabalho porque ambas estavam dormindo. Uma hora e meia depois voltamos e tudo estava na santa paz em casa. Fez um bem danado.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Super brinquedo para meninas

Estou encantada com esse presente que a Luísa ganhou de aniversário. Tudo de bom para meninas a partir de dois anos. É uma malinha, como dá pra ver nessa fotinho acima, que abre e se transforma num super kit cozinha, com tudo a que se tem direito (geladeira, fogão, pia, forno, talheres, torradeira etc). O nome do produto é Mobility Cheff 304, da Calesita.
Luísa já tinha em casa fogão, geladeira, pia, essas coisas que toda menina gosta. Mas a grande diferença desse aí é que a criança pode carregar pra todo lado e é garantia de distração por um bom tempo. Fica a dica para quem quer comprar um presente especial para meninas nessa faixa etária.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O peito e o CPF

Peito de mulher que amamenta tem vida própria. Devia ter CPF e carteira de identidade separada da nossa. Ele tem visão, olfato e audição. Basta ver o bebê de longe e "tuff", se enche feito um balão. Às vezes eu passo perto do quarto da bebê e ele já me dá um tapinha, pedindo pra eu entrar ali e liberar geral. Não posso nem sentir saudade da bebê que os peitos já se manifestam.

Também não precisamos de relógio pra saber se já chegou a hora de amamentar de novo. Os peitos nos cutucam e avisam que a coisa tá preta e eles precisam extravasar. Dentro deles parece haver agulhas que ejetam leite nas veias salientes. Isso pode acontecer em casa, no supermercado, na padaria ou no trabalho. De repente o balão se enche. E dói, viu. Nesse início do período da amamentação, então, essas agulhinhas judiam da gente.
Mas eu não posso reclamar, afinal tenho peitos cheios de leite. Diria que estou a própria vaca leiteira. Parece que as mamas começam já no pescoço, de tão exageradamente fartas nessa fase pós-apojadura. Minha filha agradece e faz a sua parte, mamando com prazer, sem reclamar da aréola pouco macia. Ela pegou bem dos dois lados, o que não aconteceu durante a amamentação da Luísa, que me fez sofrer um pouco mais. E aí, nessa hora tão especial que é amamentar, depois da primeira gemidinha por causa da fissura que ainda não se transformou em calo, esqueço todas as dores. Até mesmo das cólicas que me fizeram ver estrelas nas primeiras mamadas, por causa da contração do útero.
Tudo isso, tudo mesmo, vale a pena. Me derreto só de olhar praquela carinha gorducha que desmaia de satisfação depois que se empanturra do meu leite.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Coisas que eu já não me lembrava

Eu já não me lembrava mais como é lindo ver o sorrisinho, mesmo que involuntário, de um bebê recém-nascido. De como é gostoso segurar naquelas mãozinhas frágeis e enrugadas. De como é emocionante ficar um tempão só observando o bebê dormir com aquela carinha de anjo. De que eles adoram fazer xixi e cocô ao ar livre, quando você acabou de tirar a fralda. De como é gostoso deixá-los dormindo deitados no peito depois de mamar. De como é divertido ficar cutucando a boquinha deles pra acordar durante o cochilo no meio da mamada. De como todo o cansaço vale a pena.

PS. Obrigada por todo o carinho deixado aqui no post anterior. É bom demais receber essa energia tão positiva. 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Completamente apaixonada

Rafaela nasceu neste último sábado, dia 21, às 9h38 da manhã. De um parto normal maravilhoso e tão rápido quanto foi o da Luísa - que, por enquanto, também está reagindo muito bem à chegada da irmã.
Depois volto pra contar mais.
Sei que estamos completamente apaixonados. De novo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Malandrices e espertezas

Sábado, dia de vacinação contra paralisia infantil.
Resolvemos passar no posto pra vacinar a Luísa antes de irmos para a festinha do dia dos pais na escola. Eu falei pra ela que iríamos antes passar pra tomar a vacina, mas acho que ela não tinha se dado conta disso. Quando chegamos no posto, foi um escândalo daqueles que ela nunca fez nem quando toma agulhada. Não queria sair do carro, entrou esperneando no posto, teve que ser segurada pra tomar a gotinha, um vexame total. Tentei acalmá-la dizendo que ia dar massinha nova se ela se comportasse, mas nem isso, que costuma ser infalível nas negociações, funcionou.
Saí do posto toda envergonhada e entramos no carro. Fui contar para o papai, na frente dela, que a Luísa foi a única criança a chorar lá dentro e blábláblá. E, por último, arrematei que ela não iria ganhar massinha nova porque não se comportou. Mais choradeira.
Mas depois passou, fomos pra festinha do papai e ficou tudo bem. À tarde tinha aniversário de um amiguinho do prédio e uma das mães, vizinha, aparece também com um presente pra Luísa (atrasado pelo aniversário dela). E era o que o presente? Uma caixa de massinhas, daquelas cheia de moldes pra fazer sanduíche. Eu queria morrer.
E a mocinha, na esperteza, totalmente consciente do que faz errado, depois foi contar pro papai:
- Papai, a mamãe não me deu massinha nova porque eu chorei pra tomar vacina, não me compotei direito. Mas, ó (e batia uma mão na outra), ganhei outra massinha do meu amigo Evando! (Tipo assim, mamãe se f...).

(Pelo menos ela sabe exatamente que a mamãe manteve a palavra e que, de mim, ela não ganhou massinha)

*****

Ontem.
Depois do banho, Luísa resolveu dar um piti daqueles. Não queria colocar o pijama de jeito algum. Esperneava pelada pelo quarto, batia as pernas feito uma transloucada. Eu fiquei lá um tempão tentando argumentar, mas vi que não ia adiantar nada e larguei ela lá, dando show sozinha no quarto. Faço isso quando o piti é incontrolável. Daí dou um tempo e, quando volto, geralmente ela está um pouco mais calma. E foi assim que rolou. Depois, mais à noite, ela foi contar o episódio pro pai:


- Papai, eu fiz um show hoje.
- Como assim, Luísa?
- Eu chorei muito e fiz um show.
- Ah, você deu um show. Eu ouvi quando estava falando com a sua mãe ao telefone. Mas porque você chorou?
- Puque eu não queria colocar o pijama. E aí eu fiquei pelada lá no quarto, guitando "eu não quero colocar pijama, eu não quero colocar pijama, eu quero a mamãe, eu quero a mamãe"! (e imitava ela própria chorando).

Alguém aguenta tanta malandrice?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Como assim, ainda não nasceu?

Eu estava pensando em escrever um post sobre isso e agora a Isa  me encorajou com um post perfeito pra definir o momento pelo qual estou passando (e certamente outras mães que também estão nesse finalzinho de gravidez).
Vejam bem: se eu mesma acordo mal humorada quando mais uma noite se passou e eu não entrei em trabalho de parto, imaginem meu ânimo pra responder à ansiedade alheia. É e-mail, telefonema, mensagem no blog, Twitter, msn, porteiro do prédio, empregada que chega de manhã com aquela cara de: "ué, tá aqui ainda?!", marido que telefona depois da natação pra saber se está tudo bem porque ele ficou 50 minutos com o celular desligado... E eu, com aquela cara de sem graça, me sentindo culpada e irritada ao mesmo tempo, respondendo sempre a mesma coisa: "não, está tudo na mesma ainda". Ou: "ela está gostando de ficar no quentinho aqui na minha barriga e não está a fim de sair com essa friaca que está fazendo em São Paulo."
E a minha mãe, coitada? Eu não posso telefonar pra ela que ela já atende com um "alô" desesperador. Ela está ainda mais ansiosa do que eu, porque mora no interior e vai correr pra cá quando eu ligar pra avisar que entrei em trabalho de parto. Faladeira que só, ela contou pra cidade inteira que ela está esperando o nascimento da neta e agora, milhares de vezes por dia, ela responde à fatídica pergunta "sua netinha não nasceu ainda?".
Engraçado é que estou muito mais ansiosa nesta segunda gestação, o que deveria ser o contrário pela lógica, né? Isso tudo acabou acontecendo porque havia uma expectativa muito grande de antecipar o parto - considerando que a Luísa nasceu com 39 semanas de um parto normal super rápido. Já faz duas semanas que estou com 2cm de dilatação e já tive um alarme falso. Isso tudo foi criando na minha cabeça essa expectativa e, com isso, fui transmitindo às outras pessoas (inclusive aqui no blog) a informação e a expectativa de que ela poderia nascer a qualquer momento. Na verdade poderia mesmo, mas somente ontem eu completei as 39 semanas, então não tem nada atrasado ainda.
E as mudanças da lua, então, que raiva!! Nas duas últimas já fiquei imaginando que daquele dia não passaria. E nada. Porque, vamos combinar, TODO mundo fala: "ah, terça-feira muda a lua, dali não passa". E os sonhos? Fulano sonhou que ela iria nascer no dia de São Roque, 16 de agosto, entregou até uma medalhinha pra minha mãe - então lá ficava eu pensando que nesse dia eu iria para o hospital.
O lance é que estou com muito líquido amniótico ainda. Isso é bom para a bebê, mas não ajuda no trabalho de parto porque deixa a mocinha muito confortável lá dentro. Provavelmente por isso eu ainda não entrei em TP, apesar de estar com o corpo todo pronto, colo do útero macio, vantagem de já ter passado por um parto normal etc. Amanhã faço novo ultrassom e vou ter uma ideia melhor de como as coisas evoluíram - inclusive o peso da Rafaela, que está bem grande (previsão já era de 3,5kg na semana passada).
Eu prometo que aviso aqui sobre as novidades.
Beijocas a todos e obrigada, do fundo do coração, por tantos desejos sinceros de "boa hora". Agora dei uma relaxada e vou esperar dona Rafinha definir qual é a boa hora dela, e não a minha boa hora ou a boa hora da lua.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Algumas coisas inúteis sobre mim

Sou meio (bastante) indisciplinada com os selinhos que recebo, confesso. Peço desculpas a todas as queridas que já me presentearam com um deles e eu deixei passar. Hoje vou tentar me redimir e publicar pelo menos os dois últimos que recebi, das queridas , também mãe de uma Luísa, que me conhece desde os meus 15 anos de idade e sabe muuuuuitas histórias da minha adolescência, e da Mariana, mãe do Gabriel.
Eu vou seguir só parte das regras, pode ser? Eu publico o selinho e falo sobre mim, mas prefiro não selecionar gente para mandar. Todas as minhas seguidoras blogueiras podem se sentir presenteadas.
Vou fazer um exercício de falar um pouco de coisas inúteis sobre mim, vamos ver no que dá.
1. Já fui professora de datilografia (oi?), vendedora de loja de sapatos e também fazia bijuterias pra vender na faculdade. Quando eu for convidada pra contar minha vida lá no Faustão, pode falar pra produção resgatar essa parte da minha história...
2. Fui uma filha muito obediente quando criança. Minha mãe diz que eu parecia uma criança com espírito de adulto. E olha que tive que aprender a dividir a atenção com um casal de irmãos gêmeos, que nasceram quando eu tinha 1 ano e 9 meses.
3. Adoooro conversar e fazer novas amizades. Acho que puxei a minha mãe. Ainda não cheguei ao nível dela, que é quase imbatível, mas pode ser que chegue perto quando eu for mais velha.
4. A minha família é a coisa mais importante na minha vida e não abro mão dela por nada.
5. Quando eu era criança, comia pão de forma com manteiga e chocolate granulado (herança da colônia holandesa onde moramos), pão com manteiga e açúcar e pão de forma com ovo mole, daquele que escorre todo quando você morde, sabe? Tuuuudo de bom nessa vida.
6. Minha vida ficou muito melhor depois dos 30 (talvez o fato de eu ter desencalhado com essa idade tenha ajudado... hehe... reduz um bocado a ansiedade)
7. Uma das coisas mais úteis que me ensinaram na vida (e agora repasso para vocês) é a senha-chave para despistar entidades que ligam em casa para pedir doações: basta dizer "Eu não faço doações por telefone" e eles desligam. JURO.
8. Procuro olhar o lado bom das coisas. Sempre. Isso me ajuda a ver a vida de uma forma mais leve e a ser mais feliz. Mas também não sou idiota. Quando discordo de algo, não tenho medo de enfrentar ninguém.
9. Tenho pavor de sapos, pererecas, lagartos e lagartixas. E não como fígado nem amarrada.

E, sobre porque amo ser mãe, vou repetir aqui uma frase que eu não sei o autor mas que representa meu sentimento em relação a isso: "Ser mãe é sentir que seu coração bate fora do seu próprio corpo"

domingo, 15 de agosto de 2010

Tchã tchã tchã tchã

Rafaela tá aqui na barriga ainda.
Esse post foi só pra distrair (tô sem inspiração pra escrever outras coisas) e matar a curiosidade de quem está achando que ela nasceu.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Zé Gotinha e a menina que não quer sair da barriga

Daí que eu achava que toda a programação da Luísa desse sábado seria feita somente por ela e pelo meu marido, enquanto eu estaria com a nova cria nos braços: vacinação contra paralisia infantil, festinha de dia dos pais na escola e aniversário do amiguinho do prédio à tarde.
Mas, pelo jeito, vou participar de tudo. O que não vai ser de todo mal, porque vou curtir muito ver o papai se derretendo todo quando ela cantar pra ele.

*****

Sobre a campanha de vacinação contra poliomelite, achei o máximo ver que o Ministério da Saúde está se mobilizando também nas redes sociais. O Projetinho de Vida (e confesso que fiquei toda felizinha por isso) e vários outros blogs de mães receberam contato do Ministério para divulgar a campanha da 2ª dose da vacina, coisa que eu faço com o maior prazer. É amanhã, gentes, dia 14, para todas as crianças menores de 5 anos, nos postos de saúde. Coisinha simples, só gotinha, sem dramas, todo mundo fica feliz e a criança mais protegida contra a paralisia infantil. Mesmo quem não tomou a primeira dose deve se vacinar.
E se por acaso se esquecer, ou ficar doente, ou por qualquer motivo não puder levar, dá tempo de ir durante a semana em qualquer posto de saúde pra tomar a gotinha. Isso aconteceu comigo na primeira fase da campanha.

Se tiver dúvidas ou quiser saber mais informações, basta acessar esse site - bem completo e por sinal muito fofo, que tem até jogos para a criançada.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Um médico elogiando

- Hummm, seu colo do útero está uma delícia. Molinho, parece uma manteiga.

- Sabe que você é uma das minhas melhores parideiras, né?

Deve meu marido ficar com ciúmes?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tensão Pré-Parto

Ansiedade pré-parto é uma coisa estranha. Até uma semana atrás, eu estava numa corrida desenfreada contra o tempo e queria que a Rafaela ficasse mais uns dois meses na minha barriga pra dar tempo de fazer tudo o que eu ainda precisava fazer antes do nascimento dela.
Mas, aos poucos, tudo foi se ajeitando. Terminei um trabalho que eu tinha pra entregar até o início deste mês, fiz a festinha de aniversário da Luísa, consegui decidir e fazer as lembrancinhas da maternidade, terminei o móbile do quarto da Rafa, comprei o presente de Dia dos Pais e várias outras coisas pendentes.
E, de repente, eu não quero mais que ela demore dois meses pra nascer. Agora eu queria que ela nascesse tipo a-g-o-r-a. Porque parece que a barriga pesou mais, eu estou mais cansada e cada vez mais ansiosa. Não consigo mais me concentrar em outras coisas. Até tenho trabalho pra fazer, mas me sento em frente ao computador e me dá um sono daqueles.
Apesar de ser minha segunda filha e existir uma carga muito menor de medos e anseios do que na primeira gravidez, é impossível dizer que não dá um certo frio na barriga pra saber se tudo vai correr como a gente gostaria.
Já rolou um alarme falso no domingo à noite, por exemplo. Fui de madrugada para a maternidade e tive que voltar pra casa porque ainda não era a hora. Isso porque, enquanto na primeira gestação os médicos costumam nos aconselhar a ficar em casa enquanto sentimos as contrações iniciais, pra não ficar muito tempo no hospital (o meu médico até me deixou ir na manicure antes da Luísa nascer e quase que ela nasceu lá no salão mesmo, como contei aqui), desta vez a coisa é diferente. O conselho do meu GO é: sentiu contrações num intervalo curto de tempo, corre para o hospital. Como o meu primeiro parto foi muito rápido e o colo do útero desta vez já está maciozinho, pronto para a próxima, não posso bobear pra não correr o risco de ter minha filha no taxi. Ou do médico não chegar em tempo. Ou seja, alerta 24h. Marido está outra pilha, porque está trabalhando e pensando que a qualquer momento terá que sair voando para me encontrar na maternidade. Coitado, também mal consegue se concentrar em outra coisa.
Acho que eu vou tentar hibernar um pouco e só acordar quando estiver em trabalho de parto. Beijo, tchau.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Estamos assim

Eu diria que a expectativa está começando a aumentar. Sabe quando você tem um feeling de que a coisa não vai demorar muito?
Eu até que estava tranquilona, levando vida normal e correndo atrás dos últimos detalhes da vida antes da chegada da bebê. Estou dirigindo ainda, indo ao supermercado, fazendo reuniões de trabalho, tudo o que preciso fazer.
Mas algo me diz que tudo está se aproximando. Primeiro, fui ao meu GO esta semana e ele me disse que houve grande evolução da semana passada pra cá: bebê desceu mais (isso eu já estava sentindo, especialmente depois da festa da Luísa) e o colo do útero, que estava fechadinho na consulta anterior, já dilatou 2cm.
E ontem fui fazer o ultrassom pra ver se a Rafaela também está prontinha pra nascer e tomei um susto. A moçoila já está com peso estimado de 3,5kg (Luísa nasceu com 3,240 com 39 semanas completas)!!  Vai ser da linha fortinha, essa daí. Bochechuda, gostosa que só e nariz igual ao do pai. Está com o cordão envolto no pescoço, mas frouxo. Tem bastante líquido ainda no útero, o que significa que ainda tem espaço pra ela crescer ainda mais (ai, socorro). Detalhe: eu completo 38 semanas na terça-feira, dia 10.
Tô agora pensando aqui comigo: bem que ela podia vir logo, porque se ela não parar de crescer, daqui a pouco não passa na portinha...
E aqui vai uma sequência de fotos da moça na barriguinha, leonina exibida, enquanto ela não dá as caras por aí  (dá pra enxergar a imagem em que ela está com o pé na boca? que gostosura).
PS. Se clicar duas vezes na imagem, dá pra visualizar em tamanho maior.  

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A Branca de Neve, a chupeta e um coração em frangalhos

Há tempos que estamos tentando reduzir o uso da chupeta da Luísa. Já havíamos conseguido há uns dois meses tirar o uso durante o dia, porque desde que eu engravidei ela grudou na dita cuja de um jeito absurdo. Estava, então, usando só pra dormir. No Natal do ano passado ela havia prometido entregar para o Papai Noel, mas na hora ela não quis e nós respeitamos. Mas já há algum tempo ela vinha falando que, no dia do aniversário dela, ela entregaria de vez para a Branca de Neve (que seria o tema da festinha).
Mas não forçamos nada, até porque a pediatra disse que agora, com o nascimento da Rafaela muito próximo, não é o momento de tirarmos a chupeta dela.
Mas sei que chegou o dia da festa e ela estava empolgada dizendo que iria entregar pra "Banca di Eve". Ainda mais que ela viria pessoalmente graças ao teatro que contratamos. E eu prometi que a Branca de Neve entregaria pra ela a bolsinha de brilho que ela tanto queria (depois conto a história dessa bolsinha). Em tese não era pra ser uma troca, mas acabou naturalmente sendo.
Na hora do teatro, a Branca de Neve (linda, por sinal) apareceu na festa com a bolsinha "ósa de bilho" na mão e entregou pra Luísa. Na mesma hora ela pediu a chupeta para o pai e entregou prontamente a chupeta pra Banca di Eve. Foi um momento marcante e eu não me aguentei. Eu chorei, minha mãe e minha irmã choraram, a babá chorou, todo mundo ficou achando a coisa mais linda do mundo.
E ela contando pra todo mundo, orgulhosa, que era "gande" e que não chuparia mais chupeta nem pra dormir a partir de agora. E assim decorreu-se o dia, a festa foi ótima e blablabla.
Mas quando chegou a hora de dormir começou a choradeira.
- Eu quero a minha chupeeeta... Mamãe, liga pra Banca di Eve e pede pra ela minha chupeta!!
E chorava, e chorava, e se contorcia na cama, nada de dormir. E eu, depois de uma tarde inteira em pé com aquele barrigão, morta de cansaço, ainda tinha que administrar esse assunto nada leve (até porque, nessas horas, ela só quer a mãe, não adianta). Depois de um tempo, decidimos levá-la pra dormir no meu quarto, já que tratava-se de um momento especial.
E assim foi. Demorou mais um pouco, mas ela dormiu.
Durante a madrugada, um baita susto pra ajudar. Ela chora pedindo a fralda pra limpar o nariz e, quando eu olho, ela com o rosto todo ensanguentado. Meu travesseiro ensopado de sangue. Pulamos da cama de susto. Era o nariz, provavelmente por causa do ar seco. Mas sei lá, parecia que tinha algo a ver com toda aquela tensão. Limpei o rosto dela, escondi o sangue pra ela não se assustar mais e voltamos a dormir porque o sangue logo se estancou.
De manhã, mesma coisa. Acorda chorando e pedindo a chupeta:
- Mamãaae, liga pra Banca di Eve, pu favor, eu quero minha chupeta!!!
E eu e o marido ali, em frangalhos, tentando segurar a onda e distrai-la. Já que a iniciativa havia partido dela, resolvemos segurar um pouco a onda já que toda transição sempre vem acompanhada de momentos de recaída. Falei pra ela que se a Branca de Neve trouxesse a chupeta, ela levaria de volta a bolsa de brilho, então ela falou que estava tudo bem e que não iria mais pedir.
Perto da hora do almoço, quando bate aquele sono habitual, de novo a choradeira.
Mas dessa vez foi muito cruel. Ela pegou a bolsinha rosa que estava pendurada no carrinho da boneca, me deu e falou que não queria mais a bolsinha. Que queria a chupeta e que era pra ligar pra Banca di Eve.
Meu Deus, acho que meu coração nunca doeu tanto. E olha que sempre fui forte com essas coisas. Tive que entrar no escritório e desabei a chorar. Eu estava um trapo e não estava aguentando mais ver aquele sofrimento. E eu também, nessa altura da gravidez, também sabia que não poderia passar por esse tipo de estresse.
Sei que, depois dessa, decidimos "ligar" pra Branca de Neve e pedir de volta a chupeta da Luísa (por precaução, havíamos guardado). Ela trouxe a chupeta e levou a bolsinha rosa com ela.
Também fiquei agoniada em tomar de volta a bolsinha, sem saber se estávamos fazendo certo ou não, já que não era pra ser uma troca. Achamos que seria importante pra ela entender a questão da troca, da consequência. Mas já encontramos a solução: a Rafaela vai trazer de presente pra irmã uma bolsa de brilho "igualzinha" quando nascer.
E estamos resolvidos. Quando ela estiver preparada, ela entrega a chupeta e pronto.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mais sobre a história da água com glicose

Vocês não têm ideia do barulho que causou aquele meu post sobre a água com glicose na maternidade. Além de ter sido o recorde de comentários aqui no blog para um post que não envolvia prêmios, a movimentação que iniciei junto ao hospital está rendendo frutos até agora.
Para vocês terem uma ideia, a última é que fui chamada pelo diretor clínico do hospital para uma conversa na semana passada, da qual também participaram três outras pessoas, responsáveis pela maternidade, pela enfermagem e não me lembro a terceira.
Em resumo, o hospital entendeu a minha manifestação como um problema sério a ser resolvido internamente e, segundo fui informada, alterou alguns dos procedimentos adotados até então.
1. A questão dos pediatras prescreverem água com glicose (AG) e NAN para todos os bebês, situação que deixava a critério das enfermeiras aplicar ou não o procedimento. Segundo a diretoria do hospital, isso era adotado para agilizar os processos quando havia necessidade de aplicação (para que as enfermeiras não tivessem que percorrer o hospital atrás do pediatra de plantão). Mas perceberam, com a minha manifestação e o efeito que causou (eles leram o post do blog e os comentários), que esse procedimento dava margem a diferentes interpretações das enfermeiras sobre qual era a real necessidade do bebê. Agora, as prescrições só podem acontecer caso a caso.
2. Postura da enfermagem: identificaram também que havia questões de postura a serem tratadas, já que, por uma questão ética, uma enfermeira jamais poderia ter mostrado o prontuário de outros bebês para explicar à mãe que o procedimento AG estava prescrito para todos os recém-nascidos daquela ala do berçário. A enfermeira também deveria ter explicado à mãe qual era o motivo de ela estar dando água com glicose quando foi questionada, e não apenas responder que aquilo era procedimento padrão do hospital - porque de fato não era a orientação geral. O case será inclusive abordado no encontro interno de enfermagem que acontece nas próximas semanas, se não me engano.
3. Uso de pulseira, anel e unha pintada. O fato, para mim, foi o menos importante entre os demais porque me pareceu claro que foi uma questão pontual e que a reclamação bastaria para que a enfermeira fosse advertida pela chefia. Afinal, isso claramente não é uma postura aceitável num berçário neonatal e nenhuma outra enfermeira que eu vi por lá usava tais apetrechos. Mas, dentro de um hospital, essa questão é super importante e foi tratada com rigor (segundo fui informada) pela chefia da enfermagem, por meio de advertência à enfermeira em questão e reforço de comunicado à toda a equipe.
4. As divergências entre discurso e prática - médicos X enfermagem. Esse, como se sabe, é um problema antigo enfrentado por qualquer hospital, por mais que se façam treinamentos e treinamentos para unificação de padrões e discursos. Existem sempre os profissionais mais antigos que resistem a mudanças de orientação e, muitas vezes, falam coisas diferentes a um mesmo paciente. Esse é um problema que não é fácil de ser resolvido mas, segundo o diretor do hospital, tem havido um grande esforço para que seja minimizado.
5. O berçário e o alojamento conjunto. Quando eu tive a Luísa, há três anos, os bebês recém-nascidos passavam muito mais tempo no berçário da maternidade do que hoje. Mas há dois anos eles mudaram a prática e os bebês agora ficam 90% do tempo dentro do quarto. Fico imaginando o que não era feito antes...
O fato é que, depois de tudo isso, me senti mais confortável em ter minha segunda filha nessa maternidade (onde a Luísa também nasceu). Apesar do problema ocorrido e da insegurança que me causou, senti que existe, sim, uma preocupação em humanizar cada vez mais o trabalho daquele hospital. Isso ficou claro pela atenção imediata que recebi. Lógico que o fato de eu ser blogueira e jornalista teve impacto nessa rápida resposta. Mas vale ressaltar que em nenhum momento mencionei, por exemplo, o nome dos veículos de peso para os quais colaboro. Entrei apenas como jornalista que tem um blog sobre maternidade, o que em tese não seria suficiente para causar tanta movimentação assim se eles não estivessem nem aí. Desde a primeira manifestação, que fiz via assessoria de imprensa, recebi vários contatos de profissionais do hospital preocupados em me explicar a situação. Até que eles chegaram à conclusão de que realmente havia falhas relevantes por parte da maternidade que deveriam ser tratadas imediatamente.
Além disso, minha amiga, a mesma da história da água com glicose, está sendo super bem orientada pelo grupo de aleitamento materno da maternidade e foi, inclusive, chamada a dar depoimento no evento da enfermagem sobre o caso.
Fico feliz em ver que isso tudo serviu para melhorar o atendimento de uma maternidade e também serviu para que nós, mães e pais, estejamos atentos ao que estão fazendo com nossos filhos nos hospitais. Se não questionarmos e reclamarmos, nada vai mudar.
Agora é lógico que vou ficar de olhos mais do que abertos e em breve terei a possibilidade de contar, por experiência, se tudo mudou mesmo ou se foi apenas blablabla.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lembrança não é presente

Sou meio irritada com essa indústria de lembrancinhas de aniversário. Parece até competição para ver quem faz a lembrança mais mega master blaster. Uma vez fui a uma festinha tão exagerada que certamente a "lembrancinha" custou bem mais caro que o livro que eu dei de presente para o aniversariante (já contei aqui a história da inesquecível festa do Caio).
Eu sou da linha de que lembrancinha tem que ser algo simples, um agradecimento pela presença. Afinal, a festa, a diversão e os parabéns devem ser a coisa mais importante, certo? Já viram que as crianças estão ficando tão mal acostumadas que começam a ficar ansiosas pra saber o que vão levar de presente pra casa depois das festinhas?
Sábado fizemos a festa de aniversário da Luísa. O dia certo do aniversário é 10 de agosto, mas resolvi antecipar pra não correr o risco de ir para a maternidade no dia da festa dela, como aconteceu com uma amiga (e eu morreria se isso acontecesse comigo, juro).
E depois de muito fuçar e quebrar a cabeça, descobri uma lembrancinha de aniversário fofa, barata e deliciosa: uma marmitinha com brigadeiros. Eu mesma poderia ter montado, mas não o fiz porque, aos 9 meses de gravidez, não quis me comprometer com grandes trabalhos manuais. Eu fiz o "tag" que acompanhou as marmitas com uma foto da Luísa e a moça que me ajudou a fazer a festa (e que me deu a ideia) fez as montagens com os brigadeiros e o lacinho. Não ficou fofo?