sexta-feira, 30 de julho de 2010

Temos uma questã

O que a gente faz quando as duas avós, que moram em Estados diferentes, coincidentemente compraram o MESMO presente para o aniversário de 3 anos da neta, e ambas ligaram empolgadíssimas pra contar?
Vejam bem, não é só uma questão de "trocar por outro". São presentes das avós, dá pra entender?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Esse Silipe...

- Filha, o que essa caneta está fazendo aqui no seu quarto? Já te expliquei que caneta é só para adulto, né? E cadê a tampa?
- O Silipe (Felipe) pegou no dia que a gente tava bincando lá embaixo no pédio.
- Perdeu a tampa, é isso?
- Esse Silipe é muito demais, viu. Já era a tampa da caneta. 
Então tá.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Conhece o Jordão?

Só uma criança de três anos é capaz de transformar uma cansativa viagem de quatro horas a Campos do Jordão numa comédia. Demoramos duas horas pra sair de São Paulo em função do trânsito no final da tarde de sexta-feira, mas quase não sentimos porque rimos o tempo todo com a figura da Luísa. Primeiro que a gente ainda estava na Av 23 de Maio e ela já começou a perguntar: "já chegou?". Descobrimos que a melhor resposta, depois de milhares de "Ainda vai demorar, filha", é "Sim, já chegamos!". Ela ria, falava "não chegou nada" e parava de perguntar. Sei que ela cantou horrores, contou mil histórias (ela está muuuito tagarela), ligou para todos os amiguinhos do celular "osa" e falava que estava indo para o "Mercadão".
- Não, Luísa, nós não estamos indo para o Mercadão (Mercado Municipal). Lá nós fomos na semana passada. Agora nós estamos indo para Campos do Jordão.
- Ah.
E explicava novamente para os amiguinhos que estava indo para Campos do Jordão.
E assim foi. Na metade do caminho, ela dormiu.
Quando chegamos em Campos, por volta das 22h, ela acordou e nós explicamos que havíamos chegado na cidade. Mas ela não se contentou. Ficou intrigada com uma coisa.
- Mas cadê o Jodão?, perguntava o tempo todo.
Milhões de risadas. E ninguém sabia quem era o Jordão. Na verdade, nós, adultos, nunca tivemos a curiosidade de saber se Jordão era uma pessoa, um rio ou qualquer outra coisa.
Sei que descobrir quem era o Jordão virou a nossa missão graças à curiosidade da Luísa. E não é que no dia seguinte o Luiz achou uma foto do Jordão numa revista da cidade?
Então vamos agora ao momento cultural do Projetinho de Vida:
O Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão foi um desbravador dono de muitas fazendas naquela região da Serra da Mantiqueira, por volta de 1820. Membro do Governo Provisório e diretor do Tesouro da Capitania de São Paulo, ele figurou ao lado de D. Pedro no Grito do Ipiranga no famoso quadro de Pedro Américo. Depois que ele morreu, seus herdeiros retalharam as terras e venderam para diversos proprietários. O município só ganhou o nome de Campos do Jordão em 1934.
Eis aqui Luísa e o Jordão pra comprovar:

PS. By the way, ficamos em uma pousada ótima para receber crianças pequenas, o que não é muito comum por aí (especialmente num lugar com apenas 17 quartos). Tem brinquedoteca, uma casa de bonecas de madeira sensacional do jeito que eu sonhava quando era pequena (com Branca de Neve e os 7 anões no jardim e tudo) e um parquinho. Fora que o café da manhã é excelente (hummm, comilança total). Pegamos um quarto conjugado (levamos a babá desta vez porque tínhamos um jantar à noite) que tem até cozinha. Se alguém tiver interesse, o site é esse aqui (tudo bem que o site tem uma narração do Cid Moreira e fala dos vizinhos famosos que têm mansões na região, mas pula essa parte.... )

domingo, 25 de julho de 2010

Os menus infantis e as suas inseparáveis frituras

Ando reparando com mais cuidado nos menus "kids" dos restaurantes a la carte e isso tem me causado uma certa indignação. Só tem frituras, meldels!! Pô, foi-se o tempo em que prato infantil era só arroz, hamburguer, nuggets e batata frita, nénão meus queridos chefs?  A variação, no máximo, fica entre a batata frita tradicional e a batata de "carinha". O mais saudável que aparece é o macarrão ao molho sugo e, quando muito, um arrozinho com feijão.
Nos últimos tempos, desde que comecei a reparar mais nisso, não fui a um restaurante a la carte sequer que tivesse, nas opções de menu infantil, legumes (em qualquer forma de apresentação) além de batata. Acho que, a partir de agora, vou começar a dar uma de chata e reclamar em todos esses restaurantes. Quem sabe assim eles começam a pensar um pouco nisso. Bora fazer barulho, mãezarada?
E olha que nem sou das mais radicais com esse lance de comida, mas essa história vem me incomodando já há algum tempo. Pô, custa colocar um acompanhamentozinho de legumes ou pelo menos um tomatinho cereja?
Tudo bem que, quando saímos de casa, podemos quebrar um pouco a rotina. Mas se eu não peço fritura pra mim, porque tenho que pedir pra minha filha só porque o prato kids fica pronto mais rápido?
Enquanto isso, seguem aqui algumas dicas para dar uma alimentação melhor quando sairmos com crianças para almoçar ou jantar fora (nenhuma grande novidade, mas vale a dica para quem está começando agora a liberar a alimentação dos filhos em restaurantes e ainda não está tão craque no assunto):
- Sempre que possível, optar por um restaurante que tenha buffet: além de geralmente não pagarmos para as crianças ( pra falar a verdade, não sei a partir de qual idade eles começam a cobrar, mas a Luísa, até hoje, nunca pagou), fica muito mais fácil fazer um prato variado e colorido. Não vejo problema em colocar batata frita no prato, mas é sempre importante colocar outras opções saudáveis pra balancear, certo? Ah, e outra vantagem fundamental: nos buffets, a gente não precisa controlar os ataques de birra a ansiedade da criançada durante a espera da comida. É só chegar, se servir e comer.
- Se for a um restaurante que só tenha serviço a la carte, dar uma olhada nos pratos do cardápio normal para adultos. Às vezes um macarrão com brócolis ou um nhoque com molho de carne (tirinhas ou bolonhesa) custa o mesmo ou pouca coisa a mais que o prato do menu infantil cheio de gordura.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Não fui eu, foi ela

Já andamos experimentando aqui em casa a vida de pais de dois filhos antes mesmo da segunda nascer.
Marido foi calçar um tênis no fim de semana e, quando foi colocar no pé, encontrou um par de meias cor de rosa da Luísa lá dentro do tênis.
Começou a rir e chamou a Luísa no quarto:
- Lulu, quem colocou essa meia aqui no meu tênis?
Ela olhou com a maior cara de pau, séria, e tirou o dela da reta:
- Não fui eu, foi a Rafaela!
Pode? Já está botando a culpa na coitada da irmã que ainda nem nasceu!!!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A fofa mais fofa da Fofolândia

Luísa é tão inteligente que ela percebeu que estava saindo perdendo quando agia de forma agressiva ou birrenta aqui em casa especialmente por conta da minha gravidez. Dia desses, juro, quase perdi a paciência quando ela teve um ataque de birra em plena madrugada, daqueles de gritar e sapatear no chão, sabe qual? Não sei se aquele piti durou cinco minutos ou uma hora, porque a gente perde noção do tempo nessas horas, mas foi terrível.
No dia seguinte, conversamos muito com ela. O pai deu bronca, insistiu que ela pedisse desculpas e eu fiquei no maior bode com ela.
Daí que a bichinha se tocou que havia um jeito incrível de conquistar os pais em vez de disputar espaço com a irmã que ainda nem nasceu: tornando-se a fofa mais fofa da Fofolândia.
Primeiro que, na noite seguinte, foi direto até as 7h da manhã, horário que permitimos que ela vá para a nossa cama. E apareceu no meu quarto toda bem humorada, se enfiou no meio das cobertas e começou com as fofurices:
“ Ai, mamãezinha fofinha linda...”
E me abraçava, me beijava. Depois virava para o pai, puxava o pescoço dos dois pra perto dela e falava:
“Que delicia, os dois aqui, meus lindinhos, papaizinho, mamãezinha linda do meu coração...”
E beijava um, e beijava o outro. E a gente quase morria de tanta delícia.
Isso aconteceu no último fim de semana e só sei que desde então ela anda assim, nesse grude comigo e com o pai. Beija a mão, o rosto, o nariz, abraça, beija de novo, fala essas coisas fofas o tempo todo. Ontem o pai ligou (está viajando) e ela pegou o telefone saltitante e ficava falando: “Papai, gosto tanto de você, gosto tanto de você... tô com saudade”. Senhor amado, que coisa mais gostosa.
Tem um fator aí que eu ainda estou tentando desvendar: nesses dias ela também começou a falar com a gente como se estivesse falando com um bebezinho: “nenejinho”, “mamãejinha lindja do meu coraxãozinho”... Ainda não sei se ela está imitando uma amiguinha nova do prédio, que é mais novinha, ou se ela já começou a falar desse jeito por causa da irmã, cuja chegada está se aproximando. Talvez esse grude me cause problemas depois do nascimento da Rafaela, porque ela vai querer essa atenção toda e eu não poderei dar.
Mas o fato é que ela está desse jeito irresistível de gostoso e, enquanto a outra fofa da Fofolândia não chega pra bagunçar o coreto, vamos aproveitando. E a gente se derrete de tanto amor que não cabe dentro de um coração só.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Na casa da vizinha

Opa! Hoje estou dando um oizinho especial lá no NY With Kids, como blogueira convidada da Paula.
Como eu disse lá no blog dela, a responsabilidade de escrever no espaço dos outros é maior do que escrever no nosso, não dá pra falar qualquer bobagem, né?
Então resolvi falar sobre a minha (e do marido) decisão de ter um segundo filho. O post está aqui, ó!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cara nova

Enfim tomei coragem e mudei o layout do blog, pra ficar com uma carinha mais personalizada. Meu grande medo era perder dados e, especialmente, os comentários, mas deu tudo certo. Espero que gostem!
E, como alguns podem ter notado, fiz uma pequena alteração no nome pra poder comportar minha nova família, a partir do mês que vem (ai, jisuis, socorro, pausa para uma ficha caindo). Então tirei o "Meu" do nome e agora passa a se chamar apenas "Projetinho de Vida." Quando a Rafaela pintar por aí, substituo a foto da Luísa aí do lado por uma foto das duas, prometo.
A responsável por esse logotipo fofo é a chiquetérrima da Mariana Agmont, que também fez o logo do blog da Paula, o NY With Kids. Super querida e super profissional. Teve a maior paciência comigo, que já sou indecisa por natureza, imaginem grávida.
Quem quiser saber mais sobre o trabalho dela, pode acessar aqui.

domingo, 18 de julho de 2010

Do "Manual das boas práticas blogueiras"

Blogueira há quase três anos, eu sei que muitas vezes ocorrem coincidências de escrevermos sobre um assunto que outro blog também abordou. E outras vezes também acontece de lermos alguma coisa interessante e repercutirmos no nosso espaço - nesses casos, o "manual das boas práticas blogueiras" recomenda que a gente faça sempre a referência ao post original.
Mas existe uma diferença grande entre falar sobre o mesmo assunto e escrever EXATAMENTE o que a outra pessoa escreveu, né, minha gente? Como disse a amiga que me alertou sobre o fato, de repente a pessoa estava me prestando uma "homenagem", replicando um texto meu que ela gostou muito...
Mas eu gostaria de pedir a quem tem esse hábito que, se for copiar exatamente o que eu escrevi, por favor dê o crédito ao blog, combinado? Certamente a pessoa não faz isso por mal, mas vale o alerta para que passe, daqui para frente, a ter o costume de dar crédito a textos que não forem escritos por ela. É mais bacana e mais correto assim.
Eis aqui o meu post entitulado "Barriga curva de rio" e o da colega blogueira, entitulado "Grávida barriga curva de rio".

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Imboleixon

E chegou a minha vez.
Eis que dia desses estou no meu quarto tentando esticar um pouco meu sono da manhã - apesar de Luísa estar agitando a casa desde 6h e pouco. De repente, escuto no corredor:
- Imboleixon, xon, xon, imboleixon xon xon
Quase caí da cama. Pensei: "não posso estar ouvindo isso às 7h da manhã vindo da Luísa, devo estar sonhando". Só olhei pra cara do marido e ficamos os dois com cara de tacho.
E ela continuou. Dali a pouco aparece rebolando no meu quarto (pior é que estava toda fofa, jogando o quadril de um lado para outro enquanto se olhava no espelho).
O problema, nessas horas, é a gente dar mais corda do que deveria e, em vez de deixar aquilo passar despercebido até que ela esqueça, dar ainda mais força pra ela.
Mas não resisti em perguntar:
- Filha, onde você aprendeu a cantar essa música?
- Ontem eu fui lá na Bahia e tocou essa música na paia.
Cacilda, como é que eu vou ficar brava? Tudo bem que não foi ontem e sim há alguns meses que fomos para a Bahia. E lá realmente tocava essa música toda hora no hotel e nas rádios locais. Mas até aí ela nunca tinha se manifestado desde que voltamos. Achei engraçado. Talvez ela tenha ouvido algum amiguinho cantando e resgatou da memória.
Mas, ah, quer saber? Resolvi não esquentar. Quando eu era criança eu rebolava músicas da Gretchen e isso não mudou em nada minha vida. Então deixa ela. Daqui a pouco ela esquece o tal do "imboleixon".

terça-feira, 13 de julho de 2010

Ei-la

A pedidos, seguem fotinhos da barrigona.



Comentário posterior: O lance do auto-retrato gravídico (como os fofíssimos tirados pela Carol e pela Mari) na verdade já existe aqui em casa desde a gravidez anterior. Porque, como eu sou a fotógrafa oficial da família, praticamente tenho que implorar pro marido tirar algumas fotos minhas de vez em quando. E é aquele lance: ele pega a máquina, tira a foto e guarda, mal vê se ficou boa ou procura um melhor ângulo pra disfarçar a cara redonda e a papada no pescoço... Então a saída é pedir pra qualquer pessoa que apareça em casa e que tenha um mínimo de paciência e coordenação ou eu mesma tirar fotos no espelho.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sorvetinho inocente pra curar uma faringite aguda

Depois de uma semana de molho, ainda no antibiótico e nos xaropes para curar uma faringite aguda acompanhada de tosse, Luísa começa a melhorar. E daí que o pai a leva pra passear na pracinha no domingo de manhã enquanto a mãe bota um pouco de ordem na vida.
A filha volta com a boca e a roupa toda suja de chocolate.
Eu só viro com aquele olhar esfuzilante que meu marido conhece bem:
- Filha, o que você comeu lá na pracinha?
- Sovete de chocolate
- Ah.
Faíscas saem das orelhas, ouvidos e poros.
- L-u-i-z (faltou só pronunciar o nome completo), você deu sorvete para sua filha que está tomando antibiótico para curar uma dor de garganta?
- É, foi mal.
E ficou todo sem graça.
Alguém pode me responder uma coisa? Alguma mãe daria sorvete para a filha numa situação dessas ou eu fiquei brava à toa??? Depois ele fala que, desde que eu fiquei grávida, eu ando numa implicância só com ele. Bah. E a culpa agora é dos meus hormônios.

sábado, 10 de julho de 2010

Dica para um belo piquenique em São Paulo



Se você sair perguntando aos paulistanos por aí quantos deles conhecem o Jardim Botânico, vai se surpreender. Pouquíssima gente visitou esse lugar lindo, mesmo uma única vez.
E neste feriado resolvemos fazer um programa diferente. Tudo começou porque o marido resolveu realizar um sonho de consumo na semana passada - uma baita cesta de piquenique, daquelas que vêm com louças em miniatura e tudo (sabe aquelas coisas que se a mulher está junto ela jamais deixaria comprar, porque o negócio além de ser caro não é dos mais práticos??? Desse tipo.). Mas tudo bem, já que foi feita a compra (a cesta é linda, de fato), dedicimos estrear a dita cuja neste feriado.
E o local escolhido foi o Jardim Botânico de São Paulo, quase vizinho ao zoológico. Sabe o que é um programa delicioso e sem estresse? Então, é esse. Enquanto o vizinho dos animaizinhos registrava duas horas de fila para conseguir entrar, ali não tem qualquer fila. Basta parar o carro no estacionamento do outro lado da rua, pagar R$ 3 o ingresso por adulto e entrar. Sem tumulto, sem gritaria, sem barulho. Lugar bonito, calmo, cheio de lugares pra caminhar, fazer piquenique e tirar fotografias lindas. Não tem grandes programas para as crianças (até por isso é que não fica lotado mesmo em mês de férias), mas tem espaço gramado pra correr, muitas plantas, peixes e patos.
Chegamos lá no meio da manhã com nossa cesta chiquérrima e mais todos os apetrechos para um lanche gostoso, passeamos um pouco (carrinho de bebê é ótimo pra pendurar as tralhas) e depois montamos "acampamento". Como eu estou com esse barrigão de 8 meses, meu receio era me cansar por ficar muito tempo sentada, mas conseguimos uma mesa com bancos que foi um sucesso. Estiramos ali a toalha, botamos tudo sobre a mesa e rolou a maior comilança em alto estilo.

Dicas de coisas boas para se levar num piquenique:
- Água e sucos
- Um vinhozinho para os adultos (tive que me ausentar dessa, mas marido fez a nossa parte)
- Frutas com casca para não ficarem pretas e também para dar menos trabalho (banana, maçã, tangerina, pera)
- Comidinhas prontas e que possam ser comidas frias (torta de legumes, salada de macarrão com tomatinho cereja e queijo branco, queijos, frios e pãezinhos)
- Alguma coisinha doce para a sobremesa
- Ah, não se esqueça de levar toalha ou cangas para forrar o chão ou a mesa.

Sei que a história da cesta acabou nos levando a um programa diferente e delicioso em família. E este é um típico programa que qualquer um pode fazer, basta se animar. Quem não tiver ânimo pra fazer piquenique, vale o passeio mesmo assim, porque lá também tem um restaurante/lanchonete.

Jardim Botânico de São Paulo
Funcionamento: de terça a domingo e feriados, das 9h às 17h
Av Miguel Stéfano, 3031, Água Funda (caminho para o zoológico), São Paulo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O que realmente importa

Hoje era dia de ultrassom e eu fui para o médico pensando em como escreveria esse post. Pensava em algo alegre ou engraçadinho pra contar que a Rafaela havia mudado de posição, de repente começando assim "Uma pirueta, duas piruetas, três piruetas e..pá! Ela caiu de cabeça", ou algo do gênero. Iria contar o quanto eu estava feliz e como as energias positivas que tanta gente me mandou aqui pelo blog tinham surtido efeito.
Mas daí eu cheguei lá no consultório. E o médico estava atrasado em função de um caso de emergência. Quando eu e meu marido subimos, o médico pediu desculpas pelo atraso, mas é que ele estava tendo que explicar para a paciente que o bebê dela tinha uma má formação no cérebro. E eu não me contive e comecei a fazer perguntas. E ele disse que isso deveria ter sido diagnosticado aos 3 meses de gestação, e não agora aos 7 meses, e que na verdade não era só uma má formação, faltavam pedaços importantes no cérebro.
E aí eu pensei cá com meus botões (depois de chorar um pouco no banheiro enquanto me trocava para fazer o ultrassom, emocionada com essa história): e eu estou aqui sofrendo porque minha filha estava sentada? Será que estou dando devido peso ao meu problema? Ou melhor: será que tenho mesmo um problema? Tudo bem que estou numa fase ultra sensível, mas o baque foi bom pra eu realmente pensar no valor real das coisas.
E, bora lá, fomos fazer o ultrassom. E está tudo mais que perfeito com a Rafaela. Percebi que era só isso que eu precisava saber. Gorducha que só ela (2,160kg, já!!), cabeçudinha (puxou a testa da mãe, coitada), nariz do pai (coitada, vai matar a gente), mas é linda mesmo assim. Apesar de o médico alertar que é muito difícil ver o rosto do bebê no exame 4D nessa fase, a mocinha fez caras e bocas para as câmeras, exibida como sempre. E se mexe feito um polvo enfurecido.
Ah, e sim!!! Uma pirueta, duas piruetas e pá! Ela caiu de cabeça! Rafaela virou e não está mais sentada. Eu já estava imaginando isso pela consulta com o meu GO, que já tinha me sinalizado  que ela havia mudado de posição, mas não queria contar nada aqui antes de confirmar no ultrassom. (Viu, Paloma, querida, fica firme aí que a Clarice ainda pode virar também!!).
PS. Quanto à gripe, estou melhor. Pelo menos não tenho mais febre, dor no corpo e coriza. Só estou com o nariz "intupitu" e com essa tosse de cachorro maldita. Mas ontem passei na pneumologista e ela garantiu que não há sinais de pneumonia, é só uma tosse decorrente da gripe mesmo. E que logo vai passar. Enquanto isso eu vou segurando a barriga durante os ataques pra ela não explodir. Luísa também tá no antibiótico (faringite aguda), mas está melhorando também. Obrigada pela torcida carinhosa de sempre.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Não tá fácil

Uma mãe doente, uma filha doente.
Uma mãe doente no oitavo mês de gestação.
Uma mãe que queria somente colo e que passasse essa tosse horrível que, a cada vez que aparece, dá a sensação que vai explodir a barriga e as costas.
Uma mãe que fica sem paciência para qualquer manha ou birra que a filha possa ter.
Ao mesmo tempo, uma mãe que se sente culpada por não dar a atenção que a filha precisa.
Uma mãe que se sente culpada porque não está conseguindo trabalhar durante o dia porque tem tido febre e não aguenta sair da cama.
Uma mãe grávida que, depois de duas semanas tentando curar a gripe com melzinho, vitamina C e outras coisas naturais, teve que entrar no antibiótico, fazer inalação três vezes por dia e o caramba a quatro.
Uma grávida com o maior barrigão que tem acordado à noite de meia em meia hora e, nesses intervalos, ainda levanta pra atender a filha que acorda de madrugada chamando pela mãe.
Tá fácil, não. Tomara que passe logo.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pode ficar assim pra sempre?

Não existe coisa mais fofa nesse mundo do que criança pequena falando tudo trocado. Simplesmente não dá pra corrigir. Porque daqui a pouco ela naturalmente vai começar a falar tudo certinho e eu vou morrer de saudade dessas delícias.
Eu me lembro perfeitamente da minha decepção quando o filho de uma amiga começou a falar corretamente, como mocinho. Eu reclamava pra ela: "Criiiiis, ele não fala mais que é 'trate no treba trabeça' (craque no quebra-cabeça), tô muito triste!!!!"
E como um dos objetivos desse blog é ter um arquivo de memórias pra mostrar pra minhas filhas quando elas crescerem, vou registrar aqui algumas das minhas preferidas do vocabulário da Luísa (prestes a fazer 3 anos) porque minha memória não seria capaz de sustentar essas informações por muito tempo.

- Formiguinha = chumiguinha
- Guardanapo = amapo
- Bonito = imito
- Criança = quirança
- Farofa = sarofa (adooooro essa)
- Amarelo = amarero
- Valentina = Laventina