quarta-feira, 30 de junho de 2010

Constatações de uma grávida

- Eu não posso mais dar gargalhadas ou tossir. A sensação que dá é que meu umbigo vai explodir. Juro, coisa esquisita e ao mesmo tempo engraçada!!
- Tem dias em que o refluxo fica insuportável
- Essa bacuria conseguiu superar a Luísa nos chutes a gol. Cara, mas essa mocinha se mexe o dia inteiro. De cinco em cinco minutos eu grito "ai" ou "uou" ou "ai caramba"! Mas é bom.
- Depois de duas super amigas terem bebês nos últimos quinze dias, me deu uma vontade louca de ter a Rafaela logo, ver a carinha dela, passar tudo aquilo de novo.
- O tempo está passando muito, muito rápido.

Você não é incompetente, você é mãe.

Já viram que linda a campanha lançada lá no Ombudsmãe?

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Água com glicose na maternidade

Estava na maternidade visitando uma amiga que havia acabado de ter bebê (aquela mesma que não podia ter filhos, lembram da história?). Saí do quarto e ela foi comigo até o corredor se despedir e dar uma espiadinha no filhote que a enfermeira havia acabado de levar pra trocar. A enfermeira estava de costas, então nos dirigimos ao vidro lateral do berçário pra dar aquela fuçadinha básica e vimos que ela estava dando uma solução aquosa pra ele no copinho.
Achamos estranho e minha amiga foi lá perguntar o que era aquilo.
- É água com glicose, respondeu a enfermeira.
- Mas por quê?
- Esse é um procedimento do hospital e é prescrito pelo pediatra para todos os bebês. Tanto a água com glicose quanto o Nan.
- Ah.
Achamos aquilo estranho, afinal estava tudo tão bem e tão calmo com o bebê!
Outra coisa que nos chamou a atenção foi que a moça usava esmalte escuro, unhas compridas, pulseira e anel - nada muito apropriado para um berçário neonatal . Ela era a única naquela seção que se apresentava assim. E era a enfermeira mais arrogante do pedaço, por sinal. Não tinha a menor paciência para responder às dúvidas de uma mãe de primeira viagem. Ou seja, rolou um azar ali também.
Fui embora dali encanada com essas histórias. Quando eu tive a Luísa (naquele mesmo hospital), tinha muito menos informação e mais tranquilidade do que hoje. Então eu entregava a bebê nas mãos das enfermeiras e confiava naquilo que estava sendo feito pelo hospital. Mas agora eu penso diferente e resolvi agir. Em nome da minha amiga, da minha posição de  mãe-blogueira-jornalista-comprometida e também em causa própria, já que a ideia, até então, era ter a Rafaela ali também.
Cheguei em casa e liguei para a assessoria de imprensa, na posição de blogueira. Fui prontamente atendida - e percebi ali o quanto os blogs hoje são ouvidos pelas empresas. A assessora me ligou horas depois já tentando identificar a enfermeira em questão, alegando que tal postura não era padrão do hospital.
Quando a assessora me retornou, a coordenadora médica da maternidade já havia mandado, segundo ela, comunicado a toda a equipe de enfermagem reforçando a questão da proibição do uso de pulseiras, anéis e unhas compridas (o esmalte escuro, segundo ela, não é proibido). Ok. Nesse caso, tudo resolvido.
Encanei mesmo foi com a água com glicose e insisti em obter uma resposta do hospital. E a resposta veio depois, por meio da supervisora do atendimento ao cliente:
- A água com glicose é um procedimento autorizado e aplicado pelo hospital, com a prescrição do pediatra, apenas nas seguintes situações: casos de hipoglicemia; bebês que estão em tratamento de fototerapia; ou quando a mãe não teve colostro.
O fato é: nenhuma dessas situações se encaixava no caso da minha amiga. Ou seja, ficou claro ali que a enfermeira deu a água com glicose como um "sossega leão" porque o bebê (que tinha acabado de mamar) estava chorando. Oi? Bebê recém-nascido chorando? Que coisa estranha, não?! Bom, ainda poderia ter sido pior: ela poderia ter dado NAN!!! O hospital ficou de investigar melhor o fato e tentar apurar com a tal enfermeira, mas não obtive mais resposta depois daquilo.
De fato, havia prescrição do pediatra no prontuário do filho da minha amiga, assim como tinha a prescrição para todos os demais bebês daquele berçário. Na verdade, o pediatra deixa a prescrição pronta e as enfermeiras é que determinam se há necessidade de aplicar ou não conforme o caso, já que são elas que acompanham os casos mais de perto. Depois daquilo, minha amiga ficou tão encanada achando que o bebê estava grogue que não deixou mais o filho sair de perto dela.
No dia seguinte, o pediatra da minha amiga foi visitá-la e ficou irritadíssimo com a história. E olha só: esse pediatra, inclusive, é o que dá o curso para gestantes do próprio hospital e prega fortemente no curso que não se deve dar NADA além do leite materno para os bebês em condições normais. Ele disse que esse embate entre os médicos e enfermeiras é uma questão bastante antiga e séria dentro dos hospitais, já que são elas que estão na ponta do atendimento às mães e aos bebês. Faço questão de deixar claro que respeito muito a profissão das enfermeiras, sei que elas estudam muito para estarem onde estão e muitas são até mais preparadas do que muitos médicos. De forma alguma estou generalizando. Só estou relatando o fato porque achei que era minha obrigação. Não que a água com glicose tenha causado algum mal maior ao bebê, mas sim por ser um procedimento desnecessário e aplicado só para deixar o bebê calminho.
Ou seja, se acontece ali, em um dos hospitais mais conceituados de São Paulo, certamente acontece em outros. Não acredito que aquele tenha sido o único caso e que demos tamanho azar em presenciar o fato. Minha amiga deu azar, sim, em ser atendida por uma profissional arrogante e sem paciência.
Se você, futura mãe, prefere confiar no hospital e não encanar com essas coisas (como eu fiz no caso da minha primeira filha), está tudo certo, não quero causar grilos em ninguém. Agora, para quem está mais antenada e fica indignada com esse tipo de atitude (como eu, nesta segunda gestação), vale o registro. Acredito que, quando reclamamos, fazemos a nossa parte - inclusive em benefício do próprio hospital e das demais mães e bebês.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Barriga curva de rio

Quer saber se uma grávida barriguda acabou de comer um pão francês ou uma paçoquinha de amendoim?
Olhe para a barriga dela. Provavelmente estará cheia de farelo e ela não percebeu.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Assistiu Alien?

Ontem uma moça que ainda não tem filhos me perguntou como é a sensação do bebê mexendo na barriga. "Parecem socos?", ela supôs.
Perguntei se ela assistiu Alien, o Oitavo Passageiro, ou qualquer outro filme da série. Às vezes é mais ou menos essa a sensação, com a ressalva de que o que está dentro da minha barriga não é um monstro e sim uma bebezinha que certamente será linda e fofa como a irmã e nada se assemelhará a um monstro (com exceção dos momentos de birra incontrolável, é claro).
Rafaela segue os mesmos passos da Luísa, que se mexia absurdamente na minha barriga desde o início. Na segunda vez, comecei a sentir os movimentos muito cedo, com apenas 14 semanas, acho que quase um mês antes da primeira gestação. Mas naquele início os movimentos evidentemente são muito internos (alguns definem como "cobrinhas" ou "choquinhos no baixo ventre). Depois é que a coisa vai literalmente ganhando corpo.
As sensações são bastante variadas, como chutinhos, socos e tremedeiras internas (adorei a definição da amiga da Sarah, de que parece um pum para dentro!!). Mas as mais assustadoras (e ao mesmo tempo divertidas) são as grandes movimentações. De repente aparece um calombo em um canto da barriga, que você não consegue identificar se é a cabeça ou o bumbum. E esse calombo aumenta, aumenta, estica e parece que vai estourar a pele da barriga e o bebê vai dar as caras antes da hora (tipo uma cesárea espontânea, podemos definir assim?). Aí você fica empurrando pra dentro fazendo carinho com a mão e ele volta pro lugar. Ou então percebo um calombo menor que se movimenta pela barriga (esse, sim, parece um Alien mesmo). Deve ser algo como a mão, pé, joelho ou cotovelo. Dá pra ver por fora da pele um treco se movendo pra lá e pra cá, como se estivesse procurando um buraquinho pra sair logo dali.
PS. Recadinho para minha doce bebê-alien: Peraí, minha filha, mamãe tem muita coisa pra fazer ainda antes de você nascer. Não se apresse não, fica aí bonitinha até meados de agosto.
PS: Não consegui encontrar o dono do crédito dessa foto que circula pela internet há tempos. Também não sei se é real ou montagem (creio que seja montagem). Mas ela é demais mesmo assim. 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Gabrieeeeel, já para o banho!

Na semana passada, eu fui a feliz e honrada sorteada do blog da Letícia, o Pelos Cotovelos e Cotovelinhos, com o livro "Gabriel, Já para o Banho", de Ilan Brenman.
Gente, que delícia de livro. Reforço aqui essa dica de leitura da Letícia (aliás, ela sempre dá dicas culturais ótimas, não deixem de acompanhar) e recomendo muito para crianças a partir de 2 anos.
Luísa amou o livro, já perdi a conta de quantas vezes eu já li pra ela. Depois, no domingo, o livro também foi a sensação entre os amiguinhos dela que vieram em casa.
Uma dica legal de interação quando você já leu o mesmo livro várias vezes é fazer com que a criança participe da história. Você conta uma parte e pergunta o que vem a seguir. Você vai se surpreender em como eles pegam as falas rapidinho.
A história reflete aquele velho drama diário do banho - primeiro, a criança esperneia porque não quer entrar. Depois, não quer sair.
As ilustrações (de Silvana Rando) também são incríveis. Se comprarem, reparem na imagem do menino brincando por trás da cortina de plástico do chuveiro, parece real.
Vale a pena. Livro de qualidade e muito delicioso.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mini fashionista

Ateliê de artes no clube. Várias revistas para recortar e fazer colagens.
Agora dêem uma olhada nas figuras que a Luísa pediu pra babá recortar para ela colar no papel:
Fiquei impressionada porque, em meio a bichos, carros, paisagens e pessoas diversas, TODAS as imagens que ela escolheu estão ligadas à moda e beleza.
Vou guardar isso a sete chaves. Se um dia minha filha se transformar numa estilista famosa, vou em algum programa de TV mostrar, com aquela música emocionante de fundo, que ela já tinha esse dom desde os dois anos de idade. Vai para o portfolio.
Ou então isso tudo só dá sinais de que, legítima leonina que é, Luísa vai ser uma perua de marca maior.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Grávida no volante, perigo constante

Olha que, modéstia à parte, eu sempre fui boa no volante. Mas até eu tenho que admitir que eu ando um perigo no trânsito. Estou dirigindo normalmente, assim como dirigi até o final da gravidez da Luísa, mas tenho uns picos de distração incríveis. De vez em quando ouço uma buzinada e demoro a perceber que é pra mim: é porque eu estou metade em cada faixa, sabe como? Nem lá, nem cá. Saio de casa com o carro e esqueço que é dia de rodízio. Outro dia passei no sinal vermelho (ainda bem que era uma rua pouco movimentada perto de casa) sem perceber que o farol havia fechado. Essa semana fui tirar o carro de um estacionamento e arrastei junto uma pilha de cadeiras.
Ainda bem que Deus protege as grávidas, as crianças e os bêbados...
(Pausa para as broncas. Ok, ok, vou tomar mais cuidado.)
Mas o que eu queria contar mesmo é uma ótima notícia para as grávidas que moram em São Paulo. Bom, eu, pelo menos, não sabia dessa: grávidas estão liberadas de rodízio municipal, sabia? sabia? Boa essa, não? Meu médico disse que se eu tomar multa de rodízio posso entrar com recurso alegando que eu estava indo ao médico. É só pegar um atestado com ele. Boa, hein, falaí!
Só não sei se eles aceitariam, no meu caso, o recurso de uma gestante que está com a carteira de motorista vencida.... (acabou de vencer e estou com muita preguiiiiiiiiça de correr atrás da renovação). Mas vou ver isso antes da Rafa nascer, porque depois vai ser o caos achar tempo. Prometo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Pelo amor de Deus ou Môdideus para os íntimos

Última moda do vocabulário de Luísa aqui em casa:
- Môdideus, mamãe, não mexe no meu cabelo!!!
- Já falei que não quero, môdideus!
- Dá minha chupeta, môdideus!

terça-feira, 15 de junho de 2010

E a mocinha tá sentada

Para quem já teve um parto normal como o meu, parecia impensável a possibilidade de uma cesariana no segundo filho. Minhas preocupações nessa segunda gravidez, em relação ao parto, eram muito mais relacionadas ao tempo: será que vai dar tempo de meu marido chegar? E do meu médico chegar? Ou de qualquer pessoa chegar? Cheguei a sonhar que não tinha ninguém pra segurar a minha mão nesse momento, já que minha família é toda de fora de São Paulo e minhas duas melhores amigas que poderiam me acompanhar terão bebê nos próximos 15 dias. Porque, veja bem, se na primeira vez eu cheguei no hospital com 7cm de dilatação e a Luísa nasceu em menos de três horas, na próxima a tendência seria que tudo fosse ainda mais rápido.
Eis que fui fazer o ultrassom do terceiro trimestre (hoje completo 31 semanas) e o médico me deu uma notícia que me quebrou as pernas: Rafaela está sentada. Cabeça no alto, bumbum para baixo e pernas para cima, com os pezinhos encostando na cabeça. Está tudo bem com ela e comigo, que eu sei que é o mais importante, mas fiquei arrasada quando pela primeira vez vislumbrei a possibilidade de não conseguir ter um parto normal.
Tanto esse médico como meu GO me disseram que ainda tem tempo pra ela virar. Também li a respeito na internet e vi que em 95% dos casos os bebês se apresentam na posição cefálica (de cabeça para baixo) na hora do parto e apenas 5% na posição pélvica. Mas também sei que, quanto mais a bebê crescer dentro do útero, menos chance tem de virar.
Já me falaram que é possível fazer acupuntura para ajudar nesse processo da mudança de posição, mas também que isso pode antecipar o parto. Tenho receio de causar algum tipo de interferência externa e ainda não sei se tenho coragem de fazer essa acupuntura ou se deixo a natureza agir sozinha. Tendo a ficar com a segunda opção.
Enfim, o lance é rezar pra essa moça não ficar esperando sentada a sua horinha de vir para o mundo. Gente, pensamento positivo aí, pleaaase!!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Amanhã eu fui na féta junina

Acho engraçadinha essa fase em que as crianças estão começando a tomar noção de passado, presente e futuro. Luísa já entende que existem esses tempos, mas ela ainda troca as bolas na utilização dos advérbios e tempos verbais.
Tudo no passado, pra ela, é ontem - tenha o fato acontecido realmente ontem, na semana passada ou há muito tempo. O hoje é sempre agora. E tudo no futuro é amanhã. E às vezes também troca o ontem pelo amanhã e fala coisas bonitinhas do tipo:
- Amanhã eu fui lá na féta junina da icola.
Aliás, aqui vai uma foto da primeira vez em que ela se vestiu de caipirinha, neste último sábado, para a festinha da escola. Coisa mais linda do mundo.
PS. Por exigência dela própria, tive que arrumar um vestido ósa de qualquer jeito, por isso ela está assim, a la Barbie caipirinha.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Chorou? Joga fora e pega outro.

Luísa garante que tem um neném na barriga dela também. Mas outro dia ela se enfezou.
- Mamãe, tinha um neném na minha baíga mas eu toquei ele por ôto. Aquele tava chorando muito e aí eu joguei ele no lixo. Agora tem ôto aqui na minha baíga.
Só fiquei pensando: imagina se eu jogasse a Luísa fora e trocasse por outra a cada birra? Hahaha, nem dona de creche teria tido tanto filho pra criar!!!

ooo

Chega a figura aqui no escritório, ontem à noite, vestindo pijamas, óculos escuros e bolsinha no braço. E falando com as mãos, bem italiana.
- Mamãe, vou dar uma saidinha, tá?
- Tá bom, vai aonde?
- Eu vou no méco, porque tem um neném na minha baíga, ele tá chutando e a baíga tá quescendo muito. E ele agora tem que sair.
- Ah, é, tá crescendo muito sua barriga?
- É, então vou lá no méco. Vou rapidinho, tá? Qualquer coisa você liga no meu celular ósa (rosa). Já volto, tá? Beijo, tchau.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Que polêmica ridícula é esta?

Sinceramente, não entendo a grande polêmica que tem se dado em torno da obrigatoriedade da cadeirinha nos carros para crianças até sete anos. Então quer dizer que os pais só estão correndo agora para comprar cadeirinha de segurança para não tomar multa de R$ 191 ou levar sete pontos na carteira? E como eles faziam até então? Não estavam nem aí para a segurança dos filhos?
Ok, as cadeirinhas são caras. Também há ajustes que a indústria automobilística precisa fazer na instalação dos cintos de três pontos nos bancos de trás. Mas não vou entrar nesse mérito. O que eu acho é que quem tem dinheiro para manter um carro e tem filhos deveria ter noção clara de que esse acessório tem que fazer parte da conta desde sempre. Deveria ser automático, item essencial do enxoval. Vejo pessoas, independentemente da classe social, que não medem esforços pra comprar um celular bacana ou uma TV de LCD, mas agora, porque virou lei, acham um absurdo comprar uma cadeira para transportar seus filhos com segurança. "Nossa, mas e quem tem três filhos, vai ter que gastar uma fortuna?" Ué, mas esses pais 'responsáveis' não deveriam ter comprado uma cadeirinha a cada nascimento dos filhos, oras bolas, preocupados com a segurança deles?!! E não agora, todos de uma vez, só para não tomar multa?! (Exceção, claro, para quem tem trigêmeos)
Ok, no passado andávamos soltos nos bancos de trás e até mesmo no bagageiro dos carros quando tinha muita gente. Nem os motoristas usavam cinto na cidade. Mas hoje são outros tempos e a informação está aí. Já faz muito tempo que sabemos que as cadeiras de segurança reduzem absurdamente o índice de mortes e ferimentos graves de crianças no trânsito - e vale lembrar que grande parte dos acidentes acontece na cidade, perto de casa, em ruas onde a velocidade não passa de 60 km/h. E os cintos do próprio carro, se usados inadequadamente, também podem causar sérias lesões nas crianças e bebês. Contra fatos não há argumentos.
Minha filha não reclama de ir sentada na cadeirinha sabe por quê? Porque é assim desde que ela nasceu, e segurança não é ponto passível de negociação aqui em casa.
Ah! E aqueles que reclamam que não colocaram porque não conseguiram instalar no carro, então? Se vira, meu amigo!!! Como é que você instala sua TV nova em casa? Te garanto que instalar o bebê conforto é bem mais simples.
Lamentável, lamentável.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

100 mil

Na semana passada este bloguinho que vos fala atingiu a marca dos 100 mil acessos. Eu não ia escrever nada aqui para não parecer metida a besta, mas acho que o número é significativo demais pra passar em branco, não é? Gente, isso é muita coisa para um projeto que começou tão tímido, tão despretensioso!! Lembro como eu fiquei feliz e até fiz um post comemorando 500 acessos no mês. E ele foi crescendo aos poucos, no boca-a-boca, e hoje tá aí, com quase 500 acessos por dia. Tanta gente bacana acompanhando as coisas sérias e as bobagens que eu escrevo, tantos comentários riquíssimos, tanto carinho que recebo.
Só queria dizer obrigada.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Como tentar enrolar o papai

Se aqueles chocolatinhos e guloseimas que costumam ficar próximos ao frigobar do quarto do hotel já são tentação para nós, adultos, imagine para as crianças. Só que, além de só ter porcarias (deliciosas porcarias, tenho que admitir), aquelas guloseimas sempre custam os olhos da cara.
E num determinado momento dona Luísa descobriu que tinha um saquinho de M&M ali no balcão. Logo começou a choramingueira tentando negociar com o pai:
- Papai, me dá aquele chocolate?
- Não, filha, você vai jantar agora. E além do mais temos que pagar por aquele chocolate, e acabou o dinheiro do papai.
- Eu quero, eu quero, só um pouquinho, papai!!
- Não, Luísa, já disse que não.
- Eu só quero segurar, papai (e eu ouvindo do banheiro)
- Não, eu sei que depois você vai querer comer e eu estou dizendo que não tenho dinheiro para comprar esse chocolate.
- Não, papai, só vou segurar, só um pouquitito.
- Está bem, só vai segurar um pouco e depois vai devolver, hein? Combinado assim?
- Combinado. (e eu no banheiro já comecei a rir, porque sabia o que vinha pela frente)
- Toma, então.
- Posso comer só um pouquinho, papai?
- Luísa, o que nós acabamos de combinar?
- Então deixa eu falar. Eu seguro, coloco no meu carrinho, a gente vai jantar e quando voltar aqui eu como, tá bom?
(Nessa hora eu já estava no quarto. Tive que cobrir o rosto com a toalha porque tive um acesso de riso incontrolável).
- Não, filha, você não vai levar nada, já combinamos.
- Só um pouquitito, papai!
- Não. E me dá esse chocolate que eu vou colocar de volta no lugar. Chega.
E a figura é tão safa, tão safa, que nem chorou quando o pai guardou o chocolate. Ela estava testando pra ver se colava a enrolação, mas desta vez não deu certo e ela foi jantar quietinha.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Menina bonita do laço de fita


Eu gosto de comprar livros e CDs infantis e deixar guardados em casa para aqueles presentes de última hora, mas de vez em quando eu pego alguns deles e dou pra Luísa. Foi o que eu fiz com esse livro delicioso da Ana Maria Machado, o "Menina Bonita do Laço de Fita", que estava em casa guardado há algum tempo. Como iríamos viajar, achei por bem sacar uma novidade da cachola para distrai-la. O livro trata da história de um coelhinho branquinho que fica encantado com uma garotinha negra de laços de fita no cabelo - e ele quer porque quer ter filhotinhos pretinhos também. Então ele tenta descobrir qual é o segredo da garotinha pra ficar tão linda daquela cor.
Juro, nesse feriado acho que Luísa me fez ler esse livro pra ela mais de dez vezes. Ficou tão apaixonada que já está quase contando a história sozinha. Recomendo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Grávida arrumando as malas

Não sei se é pra rir ou pra chorar, mas eu, que normalmente demoro horas para arrumar as malas antes de viajar, descobri a fórmula simples e rápida de uma grávida de sete meses arrumar as malas para uma viagem de cinco dias: simplesmente pegue TODAS as roupas que te servem e enfie dentro da mala. Ainda vai sobrar espaço pra colocar as roupas de criança que não couberam na mala dos filhos.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A culpa é da babá

Essa é boa demais!! Vou replicar a matéria que estava hoje de manhã em destaque no UOL, repercutindo o site Minha Vida. Agora está tudo explicado!

Livro diz que bebês criados por babás se tornam mulherengos
Presença de outra mulher na vida do bebê estimula lado conquistador na vida adulta

Se os dilemas em torno da figura da babá sempre foram em relação à substituição do papel da mãe ou dos cuidados com os bebês, hoje a polêmica é outra.
No livro The Unsolicited Gift, do psiquiatra inglês Dennis Friedman, reeditado recentemente pela Arcadia Books, o convívio entre babás e bebês é retratado sob um ângulo totalmente diferente.
Para Friedman, bebês que ficam desde muito cedo sob os cuidados de uma babá têm grandes chances de se tornarem mulherengos na vida adulta. Segundo ele, isso acontece porque a presença da babá introduz no inconsciente da criança o conceito de uma "outra mulher" que supre todas as suas necessidades, já que ela passa mais tempo com ela do que a mãe biológica.
O psiquiatra diz ainda que a fixação do afeto por duas mulheres na infância estimula a manifestação dos desejos dos bebês, quando adultos, pela vida dupla, fazendo com que eles tenham mais dificuldade em se relacionar com uma única pessoa.
Para Friedman, o único modo de minimizar isso é não colocar babás para cuidar das crianças pelo menos até o primeiro ano de vida, período em que tal propensão é criada no inconsciente do bebê.
Como isso é praticamente impossível para muitas mães que trabalham o dia todo e nem sempre contam com a ajuda de parentes por perto, o jeito é se preparar para receber milhares de ligações de moças apaixonadas querendo falar com o seu filhão.