sexta-feira, 30 de abril de 2010

Educar para crescer

Aqui vai uma dica bacana para quem gosta de incentivar seus filhos a ler (e se você ainda não faz isso, que tal começar, hein?!). A editora Abril tem um site de educação bem legal que se chama Educar para Crescer. Ali eles têm uma seção com indicação de leituras para crianças e jovens dos 2 aos 18 anos, chamada de Biblioteca Básica. Dezoito educadores selecionaram 204 obras para serem lidas do Ensino Infantil ao Ensino Médio. A lista está aqui, ó.
Ontem eu peguei a lista apropriada para a idade dos 2 anos, entrei no site de uma livraria na internet e comprei vários de uma vez, uma delícia! Apesar de adorar frequentar livrarias e levar a Luísa pra se envolver nesse ambiente, quando vou comprar vários livros ou CDs prefiro comprar pela internet, porque os preços costumam ser bem melhores. Também gosto de comprar alguns a mais e deixar guardados em casa para quando aparecem aniversários de última hora.

PS. O sorteio do livro do Içami Tiba autografado ainda está de pé. Os interessados podem se manifestar até terça-feira, dia 04. Aqui nesse post.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Massagem

A fisioterapeuta que faz drenagem linfática em mim chega em casa e já vamos para o meu quarto. Ela monta a maca e começamos a massagem. Eu ali, tentando acertar as posições que agora começam a ficar mais chatinhas por causa da barriga. Nisso, Luísa chega, como sempre. Entra no quarto e já cochicha no meu ouvido: "mamãe, qué a tampinha do queminho".
A Ana Paula (a massagista) coloca um pouquinho de creme na tampa e dá pra ela. Enquanto a Ana faz a drenagem numa perna, Luísa passa creminho na outra. Depois passa no meu pé, no cotovelo, na barriga. "Óla, vou passar aqui na sua barriga. A Rafaela tá adorando". E continua.
Dali a pouco ela cansa de ser ajudante e quer ser protagonista. Pega uma banqueta no quarto, arrasta até o lado da maca e sobe quase em cima de mim naquele lugar estreito. Vai me empurrando até eu chegar no limite pra não cair da maca. Se estica toda, arregaça as calças e fala "agora faz em mim". A Ana Paula massageia os pés dela e ela fica toda empolgada. "Agora a barriga", e levanta a blusa. E eu ali, na posição mais desconfortável do mundo, mas achando tudo uma delícia.
Ela resolve descer da maca. Toma um gole da minha água, coloca a garrafinha sobre a penteadeira e sobe na maca me espremendo de novo. Fica coladinha comigo e finge que vai dormir. Eu dou um beijo gostoso e ela resolve descer dali de novo. Diz que vai esperar terminar a minha vez pra depois ela fazer sozinha.
A Ana termina a minha drenagem, eu desço da maca e a Luísa imediatamente já se pendura lá de novo. Pede o travesseiro para apoiar a cabeça e se estira toda. Levanta a blusa e mostra o barrigão. A Ana faz mais um pouquinho de massagem nela.
Então, toda feliz, ela desce da maca e volta a brincar no quarto dela.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Coisas que só aprendi na prática

Eu preciso dizer às grávidas de primeira viagem: há coisas que os livros didáticos sobre gravidez não abordam com tanta clareza - ou então só eu que não li direito. De qualquer forma, aqui vão algumas dicas do que pode acontecer com você (ou não, se a fada madrinha das grávidas estiver muito boazinha na sua vez).
- Além de ficarem grandes e um tanto doloridos (isso fala, sim, nos livros), seus peitos provavelmente sofrerão outras transformações: a aréola também vai crescer, vai ficar escura e estranha e podem aparecer veias nos seus seios que mais parecem um mapa rodoviário.
- Sabe aquela imagem de santa que você tinha perante o seu marido, que achava incrível o fato de você nunca soltar pum? Pois é, já era. Depois daquele livro "Até as princesas soltam pum", tô pensando em escrever um "Até as grávidas soltam pum". E não adianta chamar de gases, não, porque gases pra mim são coisas que ficam dentro da barriga. O que acontece com as grávidas (ou a grande maioria delas) é que elas soltam pum, mesmo. E não adianta tentar controlar, porque simplesmente não dá. Eu continuo fingindo pro meu marido que nada acontece, mas tenho certeza que ele está sendo apenas discreto. Na dúvida, eu jogo a culpa na Luísa. Ah, e depois que o filho nasce, essa história ainda continua por um tempo. Você acha que vai ficar sem controle pro resto da vida. Mas depois melhora - até você engravidar de novo... rsrs
- Se um dia você achar que seu corpo está abrindo por baixo, não se preocupe, é normal. Na primeira gravidez eu senti isso mais pro finalzinho, mas agora, no 6º mês, às vezes parece que tem uma bola de vôlei no alto da parte interna das minhas coxas. Fica até difícil de andar.
- Sim, aquela linha negra horrível que aparece na barriga das gestantes: pode ser que elas apareçam na sua vida. E não pense que vai adiantar alguma coisa você se entopetar de hidratantes e óleo de amêndoa ou evitar totalmente o sol. Na minha primeira gravidez, parecia que alguém tinha feito um risco marrom bem escuro com uma caneta. Era horrível, eu tinha até vergonha de mostrar a barriga. Mas nem todas as grávidas ficam com a linha tão escura assim. Agora ainda está claro, mas não tenho esperanças de que vai ser mais ameno. Ah, depois elas somem, ok? Demora pelo menos uns seis meses, mas somem.
- Ahaaaa, e o seu umbigo. Sim, ele vai saltar (a não ser que você tenha sido sorteada pela fada das grávidas). Sabe aquele pininho que avisa quando o peru está pronto no forno? Então, você vai ficar com um desses por um tempinho.

PS. Geeeente, e que sucesso é esse do sorteio do livro do Içami Tiba??!!! Nunca recebi tantos comentários aqui no blog, estou felicíssima! Continuem participando!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sorteio : livro do Içami Tiba autografado


Eu entrevistei, na semana passada, o psiquiatra e educador Içami Tiba para um freela que eu estava fazendo. Fofíssimo ele, aliás. Daqueles que dá vontade de ficar horas fazendo mil perguntas sobre nossos filhos, sabe? Ele disse coisas bem interessantes e fortes, do tipo: "O pior erro dos pais é acharem que estão fazendo tudo o que podem pelos seus filhos. Mas eles não estão." Assim que for publicada a entrevista, eu replico aqui e faço meus comentários.
Mas o lance é que ele me deu um exemplar do "Quem Ama, Educa" autografado para eu sortear aqui no blog!! Esse livro já vendeu mais de 1 milhão de exemplares, e acho até que muitos de vocês já devem ter. Mas... autografado, duvido!!
Então quem quiser concorrer basta deixar um comentário aqui deixando um e-mail para que eu possa entrar em contato após o sorteio.
Vale quem se inscrever até terça-feira que vem, dia 04 de maio. Pode ser gente de qualquer parte do mundo, ok? Se for aqui do Brasil, de repente ainda dá tempo de chegar de presente para o Dia das Mães.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sobre a conversa na escola

Resolvi, na semana passada, conversar lá na escola da Luísa (o motivo foi explicado nesse post aqui). Para entender duas coisas: se ela tinha mudado o comportamento dela por lá também e como eu poderia lidar com essas questões. Foi a melhor coisa que fiz.
Na conversa com a professora, nada de estranho. Ela me disse que a Luísa não mudou absolutamente nada e que ela é tida como um exemplo na classe, super obediente, tranquila e amiga das outras crianças. Ela também disse que a turminha é muito sossegada e que eles são muito bebezões, mesmo os meninos. Mas a professora já me alertou: "essas reações dela certamente têm ligação com a sua gravidez e pode ser que ainda piorem".
Então fui falar com a dona da perua/van. Ela também me disse que não tinha percebido nada de diferente, e que a Luísa ia sempre sentadinha com um amiguinho da classe dela que é, inclusive, mais novo. Mas ali já começaram a clarear as coisas. Enquanto ela falava que nunca as crianças se agrediam verbalmente ou fisicamente lá dentro, ela disse que a única coisa que acontecia era que os meninos um pouco mais velhos (na faixa dos 4 anos) levam brinquedinhos para se distrair. E já notaram as falas de dois moleques com seus homenzinhos e dragões brincando entre si? "Ah, vou te matar, paft, puft, seu isso, seu aquilo..."
Bom, então fui lá falar com a diretora. E foi ali que as coisas realmente clarearam na minha cabeça.
1. A minha gravidez. De fato, quando comecei a pensar, reparei que os momentos mais agressivos nas birras da Luísa (falando coisas do tipo: "sai daqui", "não quero você", "vou bater na sua cara" etc) nunca eram comigo. Ela está absolutamente grudada e carinhosa comigo, e acaba reagindo assim com outras pessoas justamente porque quer que eu faça tudo pra ela: dar banho, brincar, dar comida, ficar o tempo todo.
A diretora disse que a gravidez é uma questão muito abstrata pra ela ainda e que, por mais que ela aparentemente reaja bem, ela inconscientemente se aproxima mais da mãe. Segundo ela, isso tende a se acalmar quando a Rafaela nascer e pode voltar a complicar mais pra frente, quando começar a surgir efetivamente o ciúme normal entre irmãos.
2. A quebra constante de rotina. Este foi um ano particularmente cheio de novidades pra todos em casa, e ainda mais pra Luísa. Mudança de apto no fim do ano, minha segunda gravidez, início dela na escola. Depois, mais recentemente, uma semana de férias em família. Logo na semana seguinte viajei sozinha para Nova York, uma viagem que não era esperada mas que era importante pra mim profissionalmente - e ela, com isso, também começou a ir de perua sozinha pra escola. Durante minha ausência
(e também do pai, que teve que viajar a trabalho naquela semana também), ela ficou com a babá e com os avós paternos, com os quais ela não tem tanta intimidade, apesar de gostar muito deles. Daí eu voltei, com milhares de coisas pra fazer, entre elas matérias para entregar e o início de dois cursos que me fizeram passar um tempo fora de casa - e dar pouca atenção pra ela. Isoladamente, ela lidou bem com todas essas questões. Mas, de fato, são muitas mudanças juntas.
3. As férias da babá. Para ajudar, a babá dela saiu de férias por 15 dias assim que eu voltei de viagem. E no lugar dela ficou uma moça, sobrinha da minha babá, que foi ótima, mas não era a pessoa com quem ela estava acostumada. Esta só voltou hoje, para alegria geral da nação.
4. A Luísa está crescendo e, por mais que a gente perceba isso todos os dias, há algumas mudanças de comportamento que, mergulhadas no dia-a-dia, às vezes temos dificuldade de nos distanciarmos para entender. A diretora foi quem me alertou pra isso: "Agora, com a escola, a Luísa está em contato com um novo mundo e traz esses elementos para a realidade dela. Ela pode ter ouvido esses termos mais agressivos vendo a luta de bonecos de outros meninos e transportou para a realidade dela em um momento em que ela queria de fato agredir. Mas, se ela percebe que a reação de vocês é negativa, ela não vai mais repetir. Esta é uma fase de mudança de comportamento da criança, que agora expressa de outras formas as suas angústias e frustrações."
Enfim, sei que depois de amarrar todas essas coisas, comecei a entender melhor a minha filha. Para ajudar, ela não teve mais aquelas birras horríveis - acho que justamente porque a vida começou a voltar ao normal por aqui.
Vou continuar atenta ao comportamento dela e ser firme quando for necessário, mas vou dar mais foco a essa fase incrível, divertida e deliciosa que ela está passando.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mais sobre monstros ou O monstro do hotel

Isso aconteceu na semaninha de férias que tiramos recentemente (êita Bahia, tudibão). Para chamar a criançada para as atividades que seriam realizadas no clubinho, os monitores sempre apareciam fantasiados em volta da piscina. Num determinado dia, um tio desses apareceu todo maquiado e cheio de ataduras como se estivesse todo arrebentado. Faixa na cabeça, nos braços, mancava, sangue de mentira nas faixas, olho maquiado de preto, boca torta. Um horror. Até eu achei.
E eu logo fiquei pensando: mas que ideia infeliz, só serve pra assustar a criançada. Luísa começou a chorar e me abraçou, dizendo que estava com medo do moço machucado.
Muitas outras crianças, porém, se divertiram com a brincadeira e ficaram correndo atrás do "monstro".
Sei que eu fiquei explicando pra ela que era teatro, que era mentirinha, que o tio era monitor do hotel e que ele não estava machucado de verdade. Aos poucos ela foi se acalmando e... se apaixonando pelo tio. Sei que uma hora ela sumiu e ela ficou desesperada querendo ver o tio machucado. Dá pra acreditar? É lógico que ela jamais iria no colo dele, mas aquela encenação toda acabou deixando-a fascinada.
Ela dormiu ali na cadeira da piscina e, quando acordou, a primeira coisa que queria era saber onde estava o tio. Eu morria de rir. Tivemos que inventar uma continuação da história. E foi assim até à noite. Onde ela ia, perguntava se o tio machucado estaria lá. E ele apareceu, sem a maquiagem. "Viu só, como era brincadeira?" Ela só olhou pra mim e deu um sorrisinho.
A ironia do destino é que naquele mesmo dia, numa apresentação que os monitores fazem para os hóspedes, esse mesmo tio caiu do forro do teatro e se espatifou no chão na frente de todos que estavam assistindo. Queda feia, mesmo. No dia seguinte, quando o encontramos no café da manhã, ele estava mancando e cheio de escoriações no braço. Acho que alguma mãe deve ter rogado tanta praga pra ele que o coitado se machucou de verdade.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Bruxas, monstros

Lembram daquele post que eu escrevi sobre a música "Atirei o Pau no Gato" e que acabou gerando uma grande discussão em torno desse falso politicamente correto? Hoje a psicóloga Rosely Sayão publicou um ótimo artigo no caderno Folha Equilíbrio, da Folha de S. Paulo, intitulado "Bruxas e Monstros". Ela fala justamente sobre essa postura atual das famílias de fazer de tudo para evitar que os filhos sofram, e com isso procuram isolá-los de questões que fazem parte da natureza humana, como morte, medos e dor.
Vou reproduzir aqui alguns trechos interessantes do artigo que refletem exatamente o que eu penso sobre o assunto:
"Não são histórias com seus enredos e personagens que criam para a criança conflitos, medos e angústias e tampouco apresentam a ela o tema da morte. Essas são questões humanas e, ao contrário do que alguns pensam, os personagens fantásticos e as tramas dessas histórias ajudam a criança a encontrar caminhos para entender e superar, pelo menos temporariamente, o que sente.
A atitude chamada "politicamente correta" de transformar lendas infantis de modo a subtrair delas o que consideramos que possa fazer mal à criança ou sugerir o que consideramos "maus exemplos" não faz o menor sentido. Será que esquecemos que o que pode fazer mal a elas é o que está presente na realidade do mundo adulto, agora totalmente acessível a elas?
Não é hipócrita não mais cantar "Atirei um pau no gato" mas permitir que crianças assistam a campeonatos de futebol em que jogadores intencionalmente se agridem para levar vantagem? Não é curioso evitar que elas ouçam histórias de bruxas que perseguem as crianças, mas permitir que assistam a noticiários que mencionam assassinatos e abusos sexuais de crianças?
Que as bruxas, os duendes e os monstros, as madrastas malvadas e as crianças órfãs habitem o imaginário de nossas crianças é tudo o que podemos desejar. É que nesse mundo, diferentemente do mudo adulto, elas contam com as fadas e suas varinhas de condão, com os príncipes que salvam as princesas do sono eterno e, principalmente com um final em que o bem vence o mal."

PS. O artigo na íntegra já está disponível no blog da Rosely Sayão. Aliás, ela costuma escrever artigos ótimos nessa área de educação, quem ainda não conhece vale a pena.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dois selinhos

Sei que este bloguinho aqui recebeu dois selinhos queridos numa mesma semana. Um deles foi da Paula, do NY With Kids. Esse blog dela é uma delícia, mesmo para quem não tem intenção de ir a Nova York (quer dizer, alguém em sã consciência não tem intenção de ir pra lá? Não ter grana é uma coisa, mas não ter intenção... duvido). Olha, acabei de voltar de lá a trabalho e quámorri. Ainda peguei uma semaninha com sol imbatível. Quem ainda não conhece o blog da Paula, passa lá pra ficar ainda com mais vontade de dar uma voltinha pelo Central Park, comer muito bem e de quebra fazer umas compritchas básicas.
O outro selinho veio da Chris do Inventando com a Mamãe. Outro blog fofíssimo. Aliás, já falei pra ela outro dia que aquelas receitas de panqueca de nutella com frutas são uma baita de uma sacanagem com as gestantes de zóio grande. Problema é que se eu invento fazer aquilo em casa, vou comer um monte sozinha e não vai dar certo. A Chris também dá várias dicas das brincadeiras que ela apronta com as filhas, vale ir lá conhecer.
Quanto à regrinha de repassar cada selinho para outros 10 blogs, como seriam muitos para escolher e eu não sei quem já recebeu, eu vou fazer como a Mari: todos os blogueiros e blogueiras que aqui frequentam merecem ganhar esse selinho de minha parte, então sintam-se presenteados!!! E obrigada, meninas, pelo carinho.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Desfralde noturno

Tirei a fralda diurna da Luísa assim que ela completou dois anos e foi um processo muito menos traumático do que eu esperava. Depois de uns dias fazendo tudo nas calças, ela pegou o ritmo e as escapadelas eventuais aconteceram por no máximo dois meses, acho. Depois foi uma maravilha. Mais sobre o desfralde da Luísa pode ser lido aqui, aqui e aqui.
Mas em relação à fraldinha da noite eu resolvi ser menos radical e deixar rolar naturalmente, especialmente porque é mais difícil de controlar quando se está dormindo. Decidi que só tiraria quando ela passasse a acordar seca todos os dias. Aos poucos, ela foi reduzindo bastante as xixizadas noturnas, e à tarde eu também já a deixava sem nada durante as sonecas, mas resolvi esperar até elas pararem totalmente pra tirar as da noite (não sei se é porque eu queria respeitar o tempo dela ou porque eu tinha preguiça de pensar nela acordando toda molhada de noite e a gente ter que ir lá socorrer, ou talvez ambos).
O fato é que demorei seis meses pra tirar a fralda noturna, e avalio hoje que foi a melhor coisa que eu fiz. Isso faz uns dois meses, mais ou menos. Comprei protetor de colchão por garantia, mas desde que retirei a fralda ela nunca fez xixi na cama de madrugada.
Esta noite aconteceu a coisa mais engraçada. Eram mais ou menos umas 4h da manhã e eu estava sonhando que a Luísa tinha feito xixi na cama e acordava chorando. De repente, eu juro, ela aparece (de verdade) no meu quarto e diz que queria fazer xixi. Que coisa essa coincidência, né? Sei que eu achei a coisa mais fofa do mundo ela ter esse controle todo de madrugada.
PS. Para incentivar as crianças a tirarem as fraldas, a professora dela colocou três bonecos de papelão na parede da sala: um com fralda, um de calcinha e um de cueca. E ela colocou a foto das crianças em cada um deles de acordo com o estágio atual. A Luísa, como foi a primeira das meninas a tirar a fralda, até por ser uma das mais velhas da turma (na verdade, ela nunca chegou a usar fraldas na escola), é a líder da bonequinha de calcinhas. Bem bonitinha.

domingo, 18 de abril de 2010

Sem medo

Hoje estava um dia lindo e nós fomos ao Parque Ibirapuera de manhã. Levamos a Luísa até a parte dos brinquedos (aliás, os parquinhos para crianças dentro do Ibirapuera ficaram ótimos depois da reforma no ano passado) e ela se esbaldou.
Ela estava lá, subindo e descendo do escorregador feito uma serelepe, e de repente apareceu outra coleguinha pra brincar. A menina era bem maior que a Luísa. Quando a menina subia pelas escadas, duas mulheres ficavam segurando, a mãe e a tia. Depois a mãe correu pra frente do escorrega pra segurar a filha que estava descendo. E aconselhava a outra: "segura firme a mãozinha dela, porque ela é grande mas ainda é um bebezão". E a garota não conseguia subir as escadas sozinha. Quando desceu, a mãe já estava ali pra segurá-la e colocá-la firme no solo.
Eu não aguentei e perguntei qual era a idade dela. A mãe respondeu que ela tinha 2 anos e 5 meses (ou seja, só três meses mais nova que a Luísa). Ela então perguntou quantos anos minha filha tinha e eu disse. E ela completou: "Ah, então é por isso que ela já está tão mais firme e independente pra escorregar". Eu não disse pra ela que a Luísa já faz isso sozinha há muuuuito tempo, até porque sei que cada criança tem seu tempo. Mas eu não resisti em dar um conselho, com todo jeitinho - pode até ser que ela não tenha gostado muito: "Sabe o que ajuda muito? Deixa ela tentar subir sozinha que você vai ver como logo ela vai se virar."
Não foi a primeira vez que vi pais superprotegendo seus filhos achando que eles não têm capacidade de fazer algo sozinhos. E sei também que na maioria das vezes isso é inconsciente.
Contei essa história pra deixar aqui a dica para quem morre de medo de ver o filho se machucar e com isso fica em cima dele o tempo todo. Soltem um pouco as crianças (com responsabilidade, lógico, em brinquedos apropriados para a idade). Elas ficarão muito mais espertas e a chance de se machucarem, em vez de aumentar, diminui. E vão mostrar que são capazes de fazer coisas incríveis sozinhos que nos enchem de orgulho. Sempre vai dar aquele arrepiozinho na gente, claro, mas é importante para o desenvolvimento e para a auto-afirmação deles.

PS. Agradeço pelos comentários no post anterior. Escrevi num momento de preocupação, e de certa forma achei que expus demais a minha filha. Talvez não devesse me abrir tanto assim, porque na escrita pode dar um peso maior do que a coisa realmente é. Quanto aos conselhos, evidentemente tenho o meu filtro e vou seguir aqueles que estão ligados aos meus valores e à minha forma de educar. Vou, por exemplo, bater um papo com a professora e com a coordenadora da escola. Mas respeito todas as pessoas que comentaram aqui, porque foram dados na melhor das intenções e, a partir do momento em que eu me abro publicamente, estou aberta a receber qualquer comentário desde que não seja ofensivo.
E o engraçado é que, depois que escrevi aquilo, Luísa não teve mais nenhuma birra. Durante o fim de semana todo ela foi o doce de sempre.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cadê a Luísa?

Minha filha tem ficado irreconhecível em alguns momentos. Grita que não quer a pessoa por perto, esperneia, maltrata pessoas que ela sempre teve (e ainda tem) adoração. Tem tido momentos de birra praticamente todos os dias nas últimas semanas, em geral em horários próximos do almoço ou do jantar.
Ontem e hoje, porém, ela chegou a um limite (não de agressão física, mas em palavras) e disse coisas que só pode ter aprendido na escola ou na van, do tipo: "Eu vou bater na sua cara!!" e uma outra expressão bem forte também que decidi não deixar registrada aqui.
Em casa ninguém usa termos desse nível e a Luísa sempre foi uma menina muito doce. E os desenhos que ela vê nos DVDs ou na televisão também não trazem esse tipo de agressividade.
Ela já ficou de castigo e já explicamos que essas palavras não podem ser usadas nunca, que são falta de respeito, etc etc, e que onde quer que ela tenha aprendido, a pessoa que disse isso não sabe o que estava falando.
Mas confesso que fico meio perdida nessas horas. Fico tentando buscar explicações, do tipo: ela aprendeu na escola; ela está agressiva inconscientemente por causa da gravidez; é só uma fase relacionada à idade e logo passa. Mas acho ruim ficar tentando achar desculpas. Prefiro tentar encontrar onde é que estamos errando, para poder corrigir.
Alguém por aí está passando por algo parecido? E como tem agido?

Uma dúvida

- Depois que saem da fase do Cocoricó, meninas de uma forma geral entram na era das princesas e do cor-de-rosa. E os meninos?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Filha de peixe...

Para quem nunca viu, esse vídeo abaixo é um dos clássicos da Luísa. Ela tinha apenas um ano e meio, e já mexia no computador como se entendesse do assunto. Reparem como ela olha para a tela e mexe no mouse e no teclado. Será que também vai ser jornalista, a figura?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Será...

Será que ela vai ser parecida comigo ou com o pai? Ou com a Luísa?
Será que ela vai nascer de parto normal e tranqüilo ou não vou ter a mesma sorte duas vezes?
Será que ela vai dormir a noite toda desde cedo ou vai me dar trabalho como a Luísa?
Será que ela vai comer bem como a Luísa ou vai dar trabalho pra comer?
Será que ela vai gostar de frutas?
Será que ela vai ser sorridente ou mais fechada?
Será que ela vai ter cabelos lisos ou cacheados?
Será que ela vai ser calma como a Luísa ou vai ser serelepe e arteira como os meninos?
Será que ela vai ser magrinha ou gorduchinha?
Será que ela vai ser carinhosa e grudada nos pais ou vai ser mais na dela?
Será que ela vai ser mais grudada comigo ou com o pai?

É incrível pensar que a Rafaela será diferente da Luísa. Vai ser um desafio e tanto aprendermos a lidar com as diferenças sem fazer cobranças.
Será que eu vou conseguir ser uma boa mãe de duas meninas?
Meu Deus, é muita responsabilidade.
Que vontade de ver logo a carinha da Rafaela.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Estigmas da infância

Hoje eu vejo o quanto algumas atitudes que temos perante nossos filhos vão marcar a imagem que eles têm de nós pra sempre. Me lembro, por exemplo, de coisas que marcavam muito o meu pai. Ele lendo jornal, ele apertando cravinhos no espelho do carro (e eu brigando com ele sempre por causa dessa nojeira!!), ele dirigindo, ele com lenço de pano no bolso.
Me lembrei disso porque domingo levamos Luísa ao Cirque du Soleil. (Parênteses: ela assistiu ao espetáculo todo vidrada. Achei até que ela fosse se assustar com alguns momentos mais tensos do espetáculo, mas que nada). Sei que, num determinado momento, aparece um personagem vestido de terno, lendo jornal. Qual é a primeira coisa que Luísa solta, espontaneamente? "Óla lá, o moço igal o papai lendo jornal!"
Demos tanta risada com essa intervenção dela que depois ficamos pensando em como eles prestam atenção em tudo o que a gente faz. Só espero ela tenha outros tipos de referência de mim e nunca chegue o dia que ela vai ver uma mulher lavando roupa ou louça e fale: "óla, igual a mamãe"!!!!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Desejo de grávida (nada) light

Eu juro que tenho procurado me controlar nessa gravidez. Minha meta é engordar menos do que a primeira (que eu engordei 13kg), especialmente porque eu já engravidei com quase 5kg a mais do que meu peso ideal. Procuro fazer uma alimentação leve, comer frutas, tomar meus 2 litros de água por dia...
Mas o problema é que eu tenho vontade de comer aquelas coisas que qualquer ser humano em sã consciência sabe que não se deve comer: doces bem calóricos, pães, salgadinhos...
Sabe o que faz meus olhos brilharem e minha boca salivar nas prateleiras do supermercado? Os salgadinhos da Elma Chips, tipo Fandangos, Cheetos, Doritos... Coisas que eu nunca como (mas comia quando era criança e adolescente, lógico), mas agora me dá uma vontade enlouquecedora. De vez em quando chuto o balde, compro um saquinho e como todo. Juro, mas aquilo me dá um prazer indescritível.
Ah, e quer saber o que é pior? Nem fico com peso na consciência.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A van

Quando eu decidi colocar a Luísa na escola no período da tarde, um dos fatores que mais pesava era o fato de eu render mais no trabalho nesse horário. Com a tarde livre, teria tempo para me concentrar melhor e inclusive poder ficar com ela mais tranquilamente pela manhã. O que eu não esperava era o tempo que perderia no trânsito para levá-la e buscá-la todos os dias na escola.
Ela estuda relativamente perto de casa, mas uma distância que tem que ser feita de carro. Sem trânsito, são oito minutos apenas. Agora... dá pra imaginar São Paulo sem trânsito? Pois é, no sábado e uma coisa. Durante a semana, a cidade é outra. E eu me vi perdendo um super tempo do meu dia fazendo esse trajeto de levar e buscar. Quando estava na fase da adaptação, tudo bem, porque eu tinha que ficar lá na escola esperando e não voltava pra casa. Mas depois que entrou na normalidade, começou a complicar. Na verdade, estavam me sobrando menos de três horas pra trabalhar e já voltar pra escola apanhá-la.
E o lance é que, infelizmente, eu não posso contar com o marido ou com pessoas da familia pra revezar comigo nessa empreitada. A vida do marido é muito louca e não tem chances de contar com ele (e não o cobro por isso, porque eu sei bem como é a profissão dele e sempre foi assim a nossa vida). Nossas famílias sao todas de fora da cidade. Também não da pra babá ir a pé com ela. Então... vamos de van. Além do mais, em agosto nasce a dona Rafaela e de qualquer forma eu teria que descobrir uma forma de levar a Luísa pra escola - e acho melhor começar a adaptação agora do que mais tarde.
A escola tem parceria há 14 anos com uma moça que leva e vai buscar a molecada de van. Ela entrega na porta da sala e vai buscar na porta da sala também. Uma coisa legal é que as crianças que vão de van saem 15 minutos antes pra evitar o tumulto das mães. E eu acho que tambem tem um efeito psicológico importante nisso: as crianças que vão embora de van nao se sentem abandonadas porque nao vêem as outras mães indo buscar os coleguinhas.
Esta semana estou viajando a trabalho, então seria a hora de testar a van. Segunda-feira, quando eu passei o dia no avião, o coração ficava apertado imaginando se a Luísa ia se adaptar à novidade. Eis que ligo à noite e descubro que a van se tornou a maior diversão pra ela. No primeiro dia, a babá acompanhou na ida e na volta. Depois ela já começou a ir sozinha. E quer saber? Acho que ela está se divertindo muito mais na companhia dos coleguinhas do que se estivesse sozinha comigo no carro.
E lá vai minha filha a mais um passo rumo à independência.
PS. Estou num computador sem acentuacao, por isso o post ta esquisito. Quando eu voltar pra casa, conserto isso, ok? CORRIGIDO!!
PS 2. E sobre mais uma viagem sem a Luísa, esta tudo indo bem. Na primeira vez que ela falou comigo, chorou e eu fiquei um trapo. Ontem ela ja estava toda feliz e me pediu um "oco osa" (oculos rosa) porque o dela quebrou. Lindinha.
PS. 3 É muito boa a sensação de viajar sozinha e não estar sozinha ao mesmo tempo. Rafaela fica aqui me chutando o tempo todo.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Pinoquio

- Luísa, a vovó só vai dar presente para crianca que nao faz malcriação, hein? Você não faz malcriação, né?
- Não
- E nunca fez malcriação pra sua mãe e para o seu pai?
- Não
- Olha, seu nariz esta crescendo!
- É que eu tô ficando gandi

domingo, 4 de abril de 2010

Coelhinho da Páscoa


Tem coisas na nossa vida que realmente não têm preço, e as lembranças que temos da infância são algumas delas. Eu acho que nunca vou me esquecer dos Natais e das Páscoas em casa, porque meus pais sempre fizeram questão de tornar esses momentos muito especiais. Minha mãe sempre caprichou em tudo, e as lembranças estão vivas na minha cabeça até hoje.
E acho que, quando a gente vive isso uma vez e tem filhos, não existe coisa melhor no mundo do que passar essas coisas boas para uma nova geração. O Natal voltou a fazer sentido pra mim depois que tive a Luísa. E este ano fiz pela primeira vez uma encenação de Páscoa (no ano passado a Luísa ainda não entenderia muita coisa).
Fiz tudo conforme manda o figurino, apesar de os itens terem sido improvisados com o que tínhamos em casa. Montamos no dia anterior uma cestinha com folhas, uma cenoura e bilhetinhos para o coelho. Hoje de manhã, Luísa acordou e o "coelhinho da Páscoa" tinha aprontado a maior bagunça na sala. Espalhou plantas por toda a casa, roeu a cenoura, deixou marcas da patinha na lareira... e, lógico, deixou ovos de chocolate de presente.
Meu marido não teve isso na infância. E curtiu demais ver a diversão da Luísa com essa brincadeira toda.
No fundo, eu acho que essas coisas é que ficam de verdade, por mais que muitos não concordem e achem que não se pode "mentir" para as crianças. Eu não vejo como mentira, e sim como fantasia, a coisa mais linda que existe na infância. E essa fantasia faz com que a Páscoa não seja uma data puramente comercial - que é nisso que essas datas se transformam para aqueles que não são muito religiosos. Basta ver a sofisticação dos brinquedos que vêm com os ovos de chocolate.
Estou me sentindo realizada. E a Luísa indignada e feliz com a bagunça que esse coelho danado fez por aqui.
Feliz Páscoa para todos.
PS: as patinhas foram feitas com o meu próprio dedo, com uma pasta de água e Nescau, dica da minha mãe. Mas há outras sugestões também, como talco, guache, pó de café, etc. A Paloma, coelha profissional, mandou fazer um carimbo chiquetérrimo para o formato da patinha ficar perfeito.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Minha amiga

Essa minha amiga sempre sonhou em ser mãe. Desde que a conheço ela fala nisso. Na verdade, não sei se ela sempre teve esse sonho ou se isso ficou mais forte depois que a mãe dela faleceu, quando ela estava perto dos 20 anos de idade. Mas, apesar de ter passado por momentos muito difíceis na vida, com a perda da mãe e anos depois do pai, ela é uma pessoa de sorte. Tem um emprego super legal, é bonita, faz o que gosta e ainda por cima achou o marido mais fofo da face da terra pra casar. Cara querido demais, sabe? Daqueles que é impossível não gostar.
Essa minha amiga, apesar de termos a mesma idade, é como se fosse minha irmã mais nova. Me sinto um pouco responsável por ela e vivo com ela as grandes emoções por quais ela passa.
Eis que no ano passado, depois de muitas dúvidas (ela é a rainha das dúvidas rsrs), ela achou que estava na hora de tentar engravidar. E começou aquela fase chata das tentativas que muitas de nós passaram ou ainda passam. E os meses se passavam. E ela começou a ficar mais agoniada do que ela já era, achando que tinha um monte de problemas. Quando estava há mais ou menos seis meses tentando engravidar, resolveu fazer os exames pra ver se havia algum problema. Ela e o marido.
E, de repente, ela me liga chorando copiosamente pra falar que os resultados do exame de espermograma do marido eram péssimos e que ela não poderia engravidar. “Eles são muito poucos, fracos e lentos”, o médico disse. Era o pior cenário possível. “Dificilmente você poderá engravidar naturalmente”. E ela chorou, se desesperou, e o marido chorou, e acharam que o mundo estava acabando pra eles.
Eu, no meu papel de irmã mais velha, tentei conversar com ela e mostrar que ela poderia ser mãe de qualquer jeito – se não fosse naturalmente ou por meio de inseminação artificial, ela ainda teria a chance de adotar uma criança e seria tão feliz como se tivesse um filho natural. E ela, com o tempo, foi se acalmando. E foram pensando nas possibilidades. E tentando se conformar que ela nunca poderia realizar o sonho de engravidar. Consultou outros médicos e as respostas eram as mesmas: que as chances eram muito mínimas de ela conseguir engravidar em razão dos resultados do espermograma.
Marcou consulta em um médico especialista em inseminação artificial. Ia ver quais eram as possibilidades e concluir se realmente eles queriam passar por esse tipo de tentativa que, como se sabe, é extremamente desgastante para qualquer casal.
Um dia antes da consulta naquele médico, meu telefone toca às 22h. Era ela. Atendi assustada. Perguntei se havia acontecido alguma coisa pra ela me ligar naquele horário. E ela me disse: “Sim, aconteceu. Então... eu tô grávida”. Como assim, grávida? Assim mesmo. Ela sentiu alguma coisa estranha e resolveu fazer o exame de farmácia. E deu positivo.
Ela estava grávida. Com todas aquelas mínimas chances que os médicos haviam descrito. Talvez, se ela não tivesse feito os exames, nem ficaria sabendo que havia tal dificuldade. Ou talvez ela tenha engravidado justamente porque relaxou achando que não poderia mesmo engravidar.
O resultado é que agora ela está com sete meses de gravidez. Linda e feliz. E serena, coisa que eu (e todos que a conhecem) achava que seria impossível de acontecer.
Para mim, essa história é um exemplo de que não existe nada impossível quando se trata de ser mãe. Que quando é pra ser, não há nada no caminho que vai impedir.
Que venha nosso garotão com muita saúde e que traga muita, mas muita alegria para esse casal que eu tanto amo.