sábado, 27 de fevereiro de 2010

Gênio

A mulher querendo puxar papo com a Luísa enquanto eu fazia as unhas:
- E o que você vai ser quando crescer?
- Eu vou ficar gandi.

...

O pai fingindo que chorava, deitado na cama dela.
- Vai lá, filha, ver por que seu pai está chorando
- Não, ele quer dar um xusto ni mim

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Entre o sofrimento e a sem-vergonhice

Para quem acompanha o martírio com o sono da Luísa, vai o último update. Aqui é sempre um dia após o outro. Na volta do carnaval, quando chegamos de viagem, ficou uma maravilha. Vários dias dormindo a noite toda. Essa semana começou o martírio de novo. Acordando mil vezes de madrugada e dando seus pitis adoráveis.
Ontem o Luiz chegou pra mim:
- Rô, acho que temos que ser mais radicais com a Luísa com essa questão do sono, assim não tá dando.
- Eu sei, mas também sei que tem esse lance da minha gravidez, da escola, ela pode estar se sentindo insegura
- Insegura nada, é manha. Essa madrugada ela ficou um tempão tirando meleca do nariz na frente do espelho aqui do corredor antes de vir te chamar chorando e fazendo manha. Acho que temos que dar algum castigo, tirar algum brinquedo.
- Ai, não sei... mas tá bom, acho que você tem razão, vamos tentar.
- Então hoje você conversa sério com ela.
- Tá
....
- Luísa, mamãe está muito triste com você. Estamos todos aqui em casa muito cansados e tristes, porque você não deixa a gente dormir direito à noite. Se você está doente, é uma coisa, mas eu sei que é tudo manha sua. Se essa noite você fizer birra de novo, amanhã vou guardar a sua boneca da Branca de Neve e você não vai mais brincar com ela até voltar a se comportar direito. Combinado?
- Combinado
....
Ontem fomos dormir. A neura na nossa cabeça é tanta que cada vez que o Luiz mexia as pernas eu achava que era o barulho da Luísa se arrastando pelo quarto. E nada. De vez em quando eu levantava a cabeça porque achava que ela estava ali no corredor parada. E nada. E chegou de manhã.
Às 6h30 ela aparece no quarto pra deitar na minha cama (a partir desse horário nós permitimos). Eu e o Luiz nos olhamos.
Dormiu de novo até as 8h30. Levantou toda animada e a primeira coisa que fez foi pegar a Banca di Eve. Passou o dia grudada na boneca.

Nessas horas é que confirmo (o que eu sempre acreditei) que existe uma sutil linha que separa o real sofrimento ou insegurança de uma criança e a sem-vergonhice. Difícil identificar esse momento, mas é fundamental agirmos com firmeza em nome da sanidade da família.

PS: COMENTÁRIO POSTERIOR: Desde então, ela nunca mais deu piti de madrugada (13/03)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sexagem fetal: 99% de acerto?

Semana passada fiz o primeiro ultrassom morfológico dessa gestação. Para quem não sabe, este é um exame mais longo e complexo em que o médico tira todas as medidas do bebê, incluindo alguns ossos e órgãos internos, para identificar se há algum tipo de má formação. A notícia é que está tudo muito bem com a Rafinha. A bichinha se mexe muito, parece uma doidinha – igualzinha à irmã, que me chutava loucamente desde cedo. A única coisa é que o médico me pediu pra tomar mais água para aumentar o líquido amniótico, porque ele acha que está com pouco espaço para o bebê se me mexer. Gente, dois litros por dia é de morrer afogada, juro que tô penando!
E a outra boa notícia é que é mesmo uma menina (ufa), agora confirmada pelo ultrassom. E foi esse assunto que me trouxe a esse post. Conforme falei aqui no blog, eu fiz o exame de sexagem fetal quando estava com 9 semanas, para poder aproveitar melhor as comprinhas que ia fazer no exterior. Mas sabe que eu sempre ficava com uma pulguinha atrás da orelha: imagina só se, na hora do ultrassom, o médico me diz que é um menino? Agora penso no caso da Stephanie, coitada, que descobriu que a Valentina era o Arthur aos 8 meses de gravidez, com o enxoval e quarto prontos.
No laboratório, dizem que o índice de acerto do exame de sangue é de 99%. Agora eis minha surpresa: o médico em que eu fui, super especialista em medicina fetal, me disse que já viu MUITOS erros de resultado do tal exame de sangue. Ele calcula que a chance de acerto deva variar entre 70% e 80%, e nada perto dos 99% que é alegado pelos laboratórios. Socorrooo!! Imagina só a raiva?! E, segundo ele, os erros acontecem tanto em caso de meninos como de meninas.
Esse exame é o seguinte. Ele pode ser feito a partir de 8 semanas de gravidez (antes disso é maior índice de erro), e é baseado na biologia molecular, que comprova que o DNA do feto está presente na circulação da mãe. O teste mostra basicamente a presença ou ausência do cromossomo masculino (Y) no sangue. Se não tiver Y, é menina, se tiver o Y, é menino.
Existem, porém, especialmente no caso de positivo para meninos, alguns fatores que podem levar ao erro: um aborto espontâneo anterior, por exemplo. Muitas vezes a mulher nem soube que chegou a engravidar, mas é possível que tenha sido de um menino e tenha restado um Y por ali. Em casos de fertilização in vitro as chances de erro também são maiores.
Já nos casos de erro para o resultado de sexo feminino, o problema provavelmente foi a falta de sensibilidade do teste, mesmo, quando foi encontrada uma quantidade muito pequena do DNA fetal no plasma materno e que o teste não foi capaz de detectar. Por isso, não adianta fazer em qualquer laboratório só porque o teste é mais barato, hein? (Os preços em SP variam de R$ 280 a R$ 400, mais ou menos).
Ou seja... dá pra confiar no exame de sangue, porém pero no mucho!!! No meu caso, como eu iria viajar, resolvi arriscar, mas recomendo que em outras situações os pais esperem a confirmação no ultrassom para montar o enxovalzinho do baby! Aí, confirmando pelas duas formas, creio que realmente não há chance de erro.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Lactantes têm direito a preferencial?

Presenciei uma cena estranha no supermercado essa semana. Eu estava no caixa rápido (até 10 volumes) e, na minha frente, uma outra moça. Eu não ouvi a conversa direito, porque estava meio distraída (grávidas ficam assim, eu sei). Mas, quando chegou a minha vez, pude entender o que se passava. As duas moças do caixa estavam meio indignadas perguntando uma para a outra: "Mas lactante tem direito a atendimento preferencial?" ("ããã? lactante? ah, é, quem está amamentando) E elas ali, meio sem entender. E eu, looooógico, resolvi me meter no assunto.
O lance foi o seguinte: a mocinha da minha frente passou no caixa rápido com muito mais volumes do que os 10 permitidos. E, quando a funcionária pediu que ela se dirigisse a outro caixa, ela respondeu que estava amamentando e que ela tinha direito a atendimento preferencial. A atendente então pediu que ela fosse ao caixa preferencial, mas a gentil cliente disse que não, que ela iria passar por ali porque, como lactante, ela tinha direito de passar em qualquer caixa. Pra não criar confusão, o que iria demorar mais do que se ela atendesse à cliente, a funcionária passou a compra, rogou umas pragas em pensamento e deixou a moça passar (pontos para o Pão de Açúcar).
E eu depois fiquei pensando que nunca havia me informado direito sobre isso. Sei dos direitos da lactante no trabalho, mas nunca soube dessa história de atendimento preferencial.
Vale ressaltar que eu e todas as mães que amamentaram sabem o quanto é terrível é você estar preso na fila do supermercado quando chegou a hora de amamentar seu bebê, além do fato de o seu peito começar a explodir de tanto leite. Dá um desespero mesmo.
Mas o lance, pra mim, não foi a questão dos direitos em si, porque acho, sim, que as lactantes deveriam ter esses direitos durante os 6 primeiros meses de vida do bebê. Depois até fui pesquisar na internet e descobri que a lactante tem direito a atendimento preferencial, sim, mas apenas em órgãos e serviços públicos. Ou seja, no Pão de Açúcar, a moça tem que passar pelo caixa normal ou então ser EDUCADA e pedir gentilmente que a caixa do preferencial a atenda. E não achar que ela pode passar por cima de qualquer coisa porque está com o peito cheio de leite.
Como tem gente arrogante nesse mundo, né? Eu acho que são pessoas assim, mal educadas, que fazem com que outras na mesma situação sejam discriminadas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cozinha Materna

Quando eu ainda achava que só as amigas e família acessavam meu blog, eu recebi um comentário da Lu, do Nhoc. Ela disse que acompanhava meu blog desde a gravidez e que a filha dela, Alice, tinha acabado de nascer naquela época. Fiquei tão feliz em saber que o blog tinha um alcance maior do que eu imaginava...
E foi a partir desse dia que eu descobri a blogosfera materna. Entrei no blog dela e então comecei a ver que havia tantos outros blogs legais de mães por aí. Eu não tinha a mínima ideia do tamanho desse mundo virtual. Dali comecei a conhecer outros, e outros, e a me apresentar. E hoje, quem diria, o Meu Projetinho de Vida já tem alcançado mais de 5.500 acessos por mês.
Mas isso tudo foi pra agradecer a Lu e também para divulgar o novo blog dela, o Cozinha Materna. Ela resolveu publicar ali receitinhas bacanas e fáceis pra fazer para as crianças - e para adultos também.
Quem tiver dicas bacanas de receitas, pode mandar pra ela. Hoje ela publicou no blog algumas dicas que eu havia passado para ela por email, enviadas pela então pediatra da Luísa, de sucos e papinhas para bebês.
Vai fundo nessa ideia, Lu, porque essa alimentação tão errada que as crianças estão tendo hoje em dia (Paloma falou sobre isso aqui) é um assunto que vem me assustando.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Guarda-roupa de gente grande ou Coisas que o dinheiro não pode comprar


Fiquei indignada com esta matéria que saiu na revista Veja deste fim de semana. Fala sobre as mães que querem transformar suas filhas em mini-adultas fissuradas desde cedo pela moda, pela marca e pelo consumo.
Antes de fazer meus comentários, deixo claro que sempre adorei vestir bem minha filha, comprar roupas pra ela. Não tenho nenhum problema com isso desde que se tenha bom senso. Acabei de voltar de Miami, por exemplo, e me acabei em compras para o enxoval da Rafaela e para a Luísa, porque lá é um lugar realmente com preços irresistíveis (dá até raiva comprar aqui no Brasil).
Mas o que me deixou perplexa nessa matéria foi a falta de sensibilidade da revista em mostrar somente o quanto é fofo e meigo as mães tentarem transformar suas filhas em mini-Suri Cruises.
Vou reproduzir aqui alguns trechos.
- Frase de uma consultora de imagem, que constata que o capricho no visual das pequenas Suris está diretamente ligado ao perfil das mães: "São mulheres que têm uma carreira, sabem da importância da imagem e deixaram para ter filhos mais tarde. Quando engravidam, querem que sua posição social se transmita para toda a família". Genteeeeeee, socooooooorrrrroooo!!!!!!!!
- Fulana, 33 anos, mãe de Sofia, de 2. "Sempre atenta às novidades, não passa semana sem comprar alguma roupinha para a filha. O entusiasmo supera amplamente as necessidades. Sofia tem dez novos pares de sapatos para o inverno que ainda nem começou".
- Ciclana, mãe de duas filhas, de 6 e 3 anos. "Gasta R$ 1500 por mês com mimos variados, inclusive sapatos de salto à moda Suri".
- Luana, 3 anos, filha de Beltrana, tem 28 pares de sapato, sendo que sete são de saltinho."Nós fizemos um acordo: se ela largasse a chupeta, ganhava um sapato de saltinho. Agora, ela não quer saber de outro tipo", diz a super mãe, que gasta R$ 3000 por mês com roupas e acessórios infantis, super apoiada pelo marido. "Não medimos esforços porque achamos que vaidade tem que vir desde pequena."
- Outra: "Com 6 anos, minha filha sabe melhor do que eu o nome dos estilistas que usa".
AGORA ME DIGAM. ESTOU EXAGERANDO EM FICAR INDIGNADA? E cadê a avaliação dos especialistas sobre essa deturpação nos valores das crianças? Tá lá no pé da matéria, com uma frasezinha mixuruca. E a matéria ainda termina assim: "Convenhamos, tem coisa mais fofa do que uma pequena Suri?"
Olha, cara colega, não sei se você é mãe, mas eu te garanto que tem, sim.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ana, viva Aiana


Abriu a temporada das cantorias. Acorda cantando, brinca cantando, cantarola o dia inteiro. É demais de fofo, gente!
Chega aqui no meu escritório e já pede: "Mãe, põe a Aiana, só um pouquinho" e já começa a cantar antes mesmo de eu colocar o videozinho do Youtube
- Ana, viva Aiana, viva Aiana.... Aiana conta uuum, Aiana conta um...
(esse é o vídeo da Mariana, do Galinha Pintadinha, que ela ama. Copio aqui para quem não conhece).
Ou então começa a da aranha
- A dona aranha subiu a parede, veio chuva fóti e eubou
já passou chuva, sol vai suzindo
E dona aranha a subir

...
E quando ela aparece com uma musiquinha que eu não conheço, que ela aprendeu na escolinha? Morro, morro.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Trégua

A última noite antes da minha viagem foi talvez a mais cansativa e desgastante emocionalmente que tive desde que a Luísa nasceu. Foi a primeira vez que não consegui controlar o cansaço e chorei no meio da madrugada. Sempre lidei bem com isso, até porque ela sempre deu trabalho pra dormir, mas aquele dia foi péssimo. Ela não só acordou muitas vezes como teve ataques horríveis de birra. Chorava e batia as pernas na cama como se tivesse sendo espancada. Nada acalmava aquele choro. Acordei um caco e fui viajar esperando pelas noites de tranquilidade que teria pela frente sozinha com meu marido. Ela ficou com a minha mãe e com a babá.
Eis que telefono no primeiro dia: Luísa dormiu a noite inteirinha, foi até 7h30 da manhã! "Dumi sozinha, mamãe", ela logo foi me dizendo ao telefone. Segundo dia, idem. E assim foi. Dormiu como um anjo todas as noites, porque sabia que eu não estaria no meu quarto para acudi-la. Pode uma sem-vergonhice desse tamanho?
Sei que, no fundo, a viagem foi boa demais pra dar essa pausa pra todos. Eu estava cansada. E, mais do que das outras vezes, sentia que precisava tirar umas férias dela. Assim passa a mágoa, revigora o corpo e a mente, dá pique pra enfrentar o que vier de novo. Sobra só a saudade e vontade de apertar muito. Hoje, quando cheguei, foi uma delícia. Recomendo para as mães se revigorarem.
Mas agora estou rezando para que esses dias também tenham servido para acalmá-la. Vamos ver hoje à noite, porque aqui é um dia depois do outro.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Constatação

Primeira viagem sem a Luísa: uma semana antecipada de sofrimento.
Segunda viagem sem a Luísa: uns dois dias antecipados de sofrimento.
Terceira viagem sem a Luísa: nenhum sofrimento antecipado.
Devo sentir alguma culpa? Sou uma péssima mãe por isso?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mudança do berço para a cama

Uma mãe me perguntou outro dia sobre como foi o processo da mudança da Luísa do berço para a cama, e acho que vale contar aqui. Já adianto que foi muito muito tranquilo.
Nós decidimos passá-la para a cama quando mudamos de apartamento, em dezembro passado, quando ela estava com 2 anos e 4 meses. Como ela teria um quarto novo, todo bonitinho, achamos que estava na hora de mudá-la. Nos primeiros dias ela ainda dormiu no berço, mas logo conseguimos montar a bicama e passamos a Luísa pra lá. Ela participou do processo de desmontagem do berço e fizemos a maior festa.
Conversamos bastante com ela, falamos que ela já estava mocinha e que agora era hora de dormir na cama. E ela adorou a ideia. Optamos por não comprar uma mini-cama e já passá-la diretamente para a bicama normal que ficava no quarto dela. Comprei uma grade pronta, daquelas de ferro que encaixa entre o estrado e o colchão (é esta aqui, para quem tiver interesse) e também comprei um lençol e uma colcha novos pra ela.
Deu tudo certo. Meu medo era que ela caísse da cama, porque ela se mexe demais à noite. Mas até hoje isso nunca aconteceu e acho que nem chegou perto de acontecer. Isso considerando que a Luísa desce da cama várias vezes quase todas as noites pra ir me chamar no meu quarto.
Enfim, se alguma mãe está nessa fase e está sem coragem de promover a mudança, fica a minha dica: vai fundo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma noite em paz

Passagem rápida pra dizer que meu apelo de ontem surtiu efeito. Acho que de tanta reza brava coletiva, Luísa resolveu dormir das 22h até as 6h de hoje, sem acordar nenhuma vez. Daí tomou o leitinho com "xecau" e dormiu de novo até as 8h30. E olha que eu só fiz o que sempre faço: conversei com ela à noite e pedi pra ela dormir a noite toda na caminha dela. Lógico que eu acordei umas três vezes estranhando que ela não tinha aparecido ainda, mas não chegou a estressar meu sono.
Pelo menos uma noite de sossego, uhuuu!!
E obrigada pela força, gente. Adoooro essa movimentação da blogosfera em prol das mães (e pais) sofredora(e)s. Cada um tentando me ajudar de alguma forma. Muito bacana, obrigada mesmo.
Beijos

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Help, I need somebody, help

Não tenho mais forças. Uma criança de dois anos e meio acordando três a cinco vezes por noite é de matar qualquer um.
Luísa nunca foi das dorminhocas, então estou acostumada a levantar à noite. Mas nas últimas semanas a coisa piorou muito.
O duro é que, quando ela dormia no berço, chegava um momento em que eu a deixava chorando um pouco, pra ela tentar dormir sozinha de novo. Agora, na cama, ela levanta e vai para o meu quarto. E eu levanto pra levá-la de volta pro quarto dela.
O que acontece, na real, é que eu nunca consegui fazer a Luísa dormir sozinha na cama dela. Cada vez que ela acorda, ela já vai me procurar. Invejo aquelas mães que conseguem e fico tentando entender o que eu fiz de errado. Eu a levo pra cama e ela já fala "fica aqui só um pouquinho". Eu converso, explico que ali é o cantinho dela dormir, etc etc. Só que, enquanto ela não dorme de novo, eu não consigo sair do quarto porque ela acorda e chora. Geeente, que dureza. Às vezes eu chamo a babá pra revezar comigo (maridón levanta muito cedo então é poupado dessa tarefa), mas o drama é o mesmo.
Alguém tem dicas do que eu posso fazer pra ela voltar a dormir sozinha, pleeeease?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Desculpa aí

Dona Luísa de vez em quando resolve inverter os papéis.

Durante o jantar:
- Lulu, conta pro seu pai como foi a escolinha hoje.
- Tô de boca cheeeia


Durante uma bronca (agora tá com essa mania):
- Luísa, já falei pra você parar com isso
- Não fale assim comigo, hein!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Coisas de Luli

Somos fãs de uma amiguinha da Luísa, que morava no nosso antigo prédio. Sabe aquela criança que ri o tempo todo e, ao mesmo tempo, tem uma carinha de safada? A Luli é assim. Canta, fala pra caramba, faz caras e bocas, é simpática com todo mundo. Sempre foi assim. Ela vai completar 3 anos em fevereiro.
A mãe dela me contou duas tiradas tão fofas dela que eu não resisti e resolvi publicar aqui no blog.

1.
- Mamãe, eu já tô muito grande, né?
- É, filha, você já está uma moça.
- Como eu já sou grande, eu já posso tomar cerveja?


2.
Antes de dormir, seguindo a rotina diária, depois de um tempo enrolando na cama.
- Filha, vamos agora agradecer ao Papai do Céu e depois vamos dormir.
- Agradece você, que eu já tô dumindo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Depoimento de pai 2

Luiz se inspirou ontem e resolveu fazer mais uma nobre colaboração aqui para o blog. Desta vez, dando boas-vindas à nossa Rafaela. Aí vai o pai de mulheres: uma já na área e a outra ainda um projetinho de vida na minha barriga.

Que venha com muita saúde a nossa Rafinha


Muitos diziam: “Ah, que bom ser for menino para formar um casalzinho”. Outros falavam “que beleza se for homem, para jogar bola com você”. E ainda tinha um outro grupo que torcia me dizendo “que legal se for garoto para ir ao estádio de futebol contigo”.

Minha percepção nunca me enganou. Estou realizado por ser pai de meninas. Primeiro porque acho que as mulheres são seres muito superiores a nós homens mortais.

Segundo, porque elas jogam futebol. Algumas melhores que muito marmanjo. Já pensou poder trocar no teu time um Obina por uma Marta? Terceiro, porque vejo na TV muitas mulheres, inclusive minha sobrinha, cantando nos estádios todas as músicas das torcidas organizadas, inclusive aquelas que você não imaginaria ouvir saindo da boca de uma filha. E por aí vai, podíamos falar também que elas exercem o poder com charme e desprendimento, além de muitos outros atributos.

Mas o que estou realmente gostando é que minha casa jamais ficará vazia. Tudo bem que terá que, no futuro, dividir sua cerveja com alguns caras que chegarão na sua casa sem serem convidados por você. Mas o importante é que minha vida será um grande movimento, cheio de energia.

A Rafaela (nome bonito este, né?) é o que faltava para nós. Tenho muita esperança que ela seja fisicamente parecida comigo, já que Luisa só tem o nome semelhante, além do branco dos olhos e a palma das mãos. Sei que ela será agitada, pois com 2,5 cm ela já mexia os bracinhos e as perninhas.

É isto, pessoal. Meu depoimento, neste meu segundo post (o primeiro foi quando a Luísa veio ao mundo), procura revelar o quanto estou preparado para ser pai de mulheres ou, como dizem meus amigos, “ser fornecedor”. É uma dádiva poder conviver com três mulheres para me controlar e me paparicar também.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Gelo na cabeça e enfermaria no terceiro dia de aula

O que aconteceu com a Luísa, meu Deus? Nada. Foi a cabeçuda aqui, que ao sair da sala dela de fininho bateu a cabeça na quina de um armário alto. Doeu tanto, mais tanto, que quase chorei no meio da sala de aula da Luísa, na frente de todos os amiguinhos dela.
Saí dali e foi aquela movimentação. Professora chama a coordenadora, daí aparecem ela e a diretora com gelo e me levam para uma sala fresquinha. Chega copo d´água. E as crianças, tantas precisando de assistência, perdendo atenção para uma mãe cabeçuda e atrapalhada.
Fiquei meia hora ali na sala das professoras, com gelo na testa pra tentar diminuir o galo. Depois fui lá fora fazer companhia para as outras mães.
Mico total.
(Quanto à Luísa, que deveria ser o foco desta conversa, hoje não quis nem beijinho da mamãe. Ficou lá na sala na boa).

As mães na adaptação

As mães são um assunto à parte no processo de adaptação. Chega a ser divertido observar como cada família tem um comportamento diferente. Logo na reunião de pais, um dia antes do início das aulas, alguns perfis já se manifestaram.
A professora pede que cada pai ou mãe fale um pouco do seu filho: se ainda usa fralda, se usa chupeta, como é o comportamento, se tem algum apelido. Algumas falam resumidamente, outras contam a vida toda do filho.
Acho divertido observar os diferentes comportamentos das mães e pais. Mas realmente tem umas que exageram achando que o filho é incapaz de se virar. Acho que eu sou bem relaxada pra essas coisas, talvez porque a Luísa se vire muito bem.
Daí ontem, na adaptação:
Enquanto a Luísa saía algumas vezes da sala pra me dar um beijinho e voltava para a sala de aula, uma outra mãe (super legal) reclamava que a filha dela estava tão adaptada que nem saía pra dar um oi. Ou seja: se o filho chora, a gente fica chateado. Se ele se adapta rápido demais, a gente fica triste também. Vai entender essa coisa de mãe.
Aí tem aquelas desesperadas. O filho sai da sala e ela corre lá pra pegar. Há também aquelas que não saem de perto da janela da sala, querem ter o controle tudo. E aquelas que que reclamam de tudo.
Sei que Luísa está tão bem, para minha surpresa, que hoje fui promovida. Eu achava que ela iria me querer perto dela o tempo todo, mas ela se apegou bem às professoras e ficou com elas numa boa. Nos dois primeiros dias fiquei dentro do pátio, mas hoje a professora já pediu que eu e algumas outras mães já fiquemos do lado de fora da escola.
Ó, sei que estou adorando esses dias, sabia? É bom demaaaais ver a Luísa saindo de filinha com os amiguinhos pra ir ao banheiro, ou sentar em rodinha pra ouvir a professora contar história, ou brincar de bolinha de sabão no pátio. Fico só ali de longe, espreitando e me emocionando. E papeando com as outras mães. Demais.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O que me levou à escolha da escola

Todos pais sabem o quanto é difícil escolher uma escola para os pequenos, especialmente em uma cidade como São Paulo. É preciso pesar milhares de fatores como preço, distância de casa, modelo de ensino, experiência dos professores, tamanho da escola etc.
Eu, lógico, também sofri com isso para escolher a escola da Luísa. Com esse maluca disputa entre escolas por causa do Enem, fiquei um pouco assustada com a dificuldade de entrar em boas (ou pelo menos nas famosas) escolas. Achava que eu deveria tentar colocar a Luísa agora na escola que ela estudaria o ensino médio para depois ela não ter dificuldade de conseguir uma vaga. Fui peregrinar por algumas escolas da região de casa.
- Escola 1: Uma delas, dentro do bairro, é a que a maior parte das crianças do bairro estudam. Tem uma unidade nova só para os pequenos, espaço bacana, professoras experientes. Preço caro, mas dentro da média da região. Problema: público elitizado demais. Aquela disputa pelo consumo absurda, apesar de isso não ser estimulado pela escola. Única que dava para ir a pé.
- Escola 2: Uma outra, no bairro vizinho, muito famosa e uma das mais bem colocadas no Enem. Escola relativamente nova, moderna, espaço enorme. Fui fazer a primeira visita e me mandaram preencher uma ficha. Uma mocinha da recepção me mostrou rapidamente a escola. Depois me mandou voltar numa data X para a reunião com a coordenação. Cheguei lá e a reunião era num auditório, coordenadora falando no microfone, pais se estapeando para fazer perguntas. Proposta pedagógica bacana, ensino bastante puxado. Preço caro, na média das demais da região.
- Escola 3: Escola pequena, com uma proposta de trabalho muito livre e muito estimulante para as crianças. Muito bem recomendada por amigos. Gostei muito do atendimento, feito direto pela diretora. Brilho nos olhos dela. Preço na média das outras. Bairro vizinho.
- Escola 4: Dentro de um clube esportivo. Só jardim de infância. Em princípio, achei que não conseguiria vaga porque é bastante disputada. Muito muito bem recomendada. Problema: é a mais distante de todas: levo em torno de 20 minutos pra chegar. Vantagem: um terço do preço das outras e estacionamento.
A escolha final foi a Escola 4. Sabe por que? Cheguei a me emocionar quando falava com a diretora. Brilho nos olhos, paixão pela escola que existe há mais de 60 anos. Sabe um lugar que lembra a escola da nossa infância? Sem frescura, espaço grande pra brincar, muitas árvores, professoras antigas na escola, porém altamente recicladas.
A escola usa toda a infra-estrutura do clube, que é maravilhosa. Coisa mais simples que as outras que eu tinha visitado. Valores mais parecidos com os meus.
Enfim, no final das contas, o que mais pesou foi mesmo a emoção. Estou muito contente com a escolha e tenho certeza que não vou me arrepender. E outra coisa: a diretora me disse que eu não preciso me preocupar com essa história de escolher desde já a escola que a Luísa vai estudar para o resto da vida escolar. Ela disse, e eu também já li muito sobre isso, que o Enem está distorcendo muito as coisas, e que essa disputa pelo ranking está fazendo com que algumas escolas desviem das suas propostas e valores iniciais. A partir daí, relaxei. Fiz o que o meu coração e a minha intuição mandaram. E o do marido também, porque ele também adorou a escola.
Sobre a adaptação, ontem correu tudo bem. Luísa ficou numa boa, não chorou. Mas eu fiquei ali perto o tempo todo, vai ser tudo com calma. Mas vou esperar mais uns dias pra fazer um balanço mais preciso do processo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dicas para uma boa adaptação na escola

Boa parte da reunião de sexta-feira na escola da Luísa foi destinada ao processo de adaptação. Achei as dicas legais e resolvi compartilhar aqui.
- É comum a criança apresentar, na fase de adaptação, uma série de mudanças de comportamento, como agressividade, regressão, dependência, ansiedade ou outras formas de conduta, que vão desaparecendo gradativamente à medida que ela vai se sentindo mais próxima às professoras e aos colegas, canalizando para a escola grande parte de seus sentimentos e necessidades;
- Algumas crianças se sentem mais seguras se levarem algum objeto a que tenham apego, como chupeta, naninha, ursinho etc, que servirá como mediador entre a casa e a escola e será um tranquilizador da ansiedade gerada pela separação dos pais. Aos poucos ela irá sozinha deixar o objeto para fazer as atividades;
- Durante esse período, a rotina doméstica não deverá ser alterada. Nada de tirar chupeta, fralda, mudar de quarto ou trocar horário de descanso;
- Converse com seu filho sobre a escola, de maneira tranquila, procurando ouvi-lo mais do que falar. Não demonstrem ansiedade, fazendo um "questionário" sobre o que se passou no dia.
- Procure contar para a criança o que você vai fazer enquanto ele estiver na escola e afirme sempre que você ou alguém estará esperando sempre por ele na saída. Procure não atrasar nos primeiros dias.
- Mostrem firmeza e segurança na hora de deixá-lo na escola, despedindo-se carinhosamente. Se ele chorar, logo será trazido para os pais. Procurem reprimir sua curiosidade, evitando ficar espiando pelas janelinhas ou portão.
- Preparem-se para recaídas: seu filho pode ficar bem nos primeiros dias, mas depois fazer manha para entrar. Isso é normal depois que a curiosidade é saciada. Cuidado para não ceder às manhas e birras. Não negociem sua permanência na escola em troca de guloseimas ou brinquedos
- Não comente, na presença da criança, as atitudes dela na escola

PS. Depois eu conto se as dicas funcionaram... Hoje é o primeiro dia dela na escola. Ah, e a professora (conheci na reunião sexta-feira) me pareceu ótima. Dona Ivone. Super experiente, amorosa, dá aula na escolinha há 21 anos. Mas é moderna e adora cantar pra tudo. Wish us luck!!!