sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Momento de tensão

Daqui a uma hora vou conhecer a primeira professora da vida da Luísa. Dia importante, esse. Vai ter reunião de pais na escolinha dela e hoje vou conhecer um pouco mais detalhadamente sobre a rotina na escola.
Segunda-feira que vem começam as aulas e estou me preparando para ficar lá de prontidão nesse processo de adaptação.
Acho que quem é mãe sabe o quanto esse momento é importante e marcante. Não sei ainda como vou me sentir a partir de segunda, mas já estou um pouco tensa. Vai ser uma ruptura forte, especialmente porque trabalho em casa e estou acostumada a ter controle total sobre a Luísa.
Vamos ver como vai ser, depois conto tudo por aqui. Inclusive as razões que me fizeram escolher a escolinha dela.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Boa desculpa

Nas últimas semanas, Luísa tem acordado muito à noite. E como desde que nos mudamos ela está dormindo na cama, agora ela se levanta sozinha e vai até o meu quarto. E eu, milhões de vezes, a levo de volta. Ontem, numa dessas vezes, maridón resolveu levantar pra ver. Eu, crente que ele iria colocá-la na cama dela. Daí aparece ele com a Luísa no colo e a coloca na nossa cama. Junta a falta de paciência com a saudade, porque ele a viu pouco de noite, e dá nisso. O que, vamos combinar, não ajuda muito nesse processo de tentar fazer a Luísa dormir no quarto dela a noite inteira. Mas tudo bem, também acho que esse comportamento é algo inconsciente por causa da minha gravidez.
Sei que ela dormiu na minha cama essa noite e, quando acordamos, fui conversar com ela:
- Filhota, você dormiu aqui hoje mas foi só essa noite, viu? Amanhã você vai dormir no seu quarto sozinha, tá? Lá é o seu lugar de dormir, e é muito legal.
- Tá bom, mamãe
- Mas o que aconteceu, filha? Por que você acordou tantas vezes essa noite e veio aqui para o quarto da mamãe? Você não estava conseguindo dormir?
- É que eu adoooro a mamãe

Dá pra aguentar uma coisa dessa?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Rafaela

Se fosse menino, estava prestes a se chamar Bob Esponja, já que não chegamos a nenhum acordo desde quando eu estava grávida da Luísa. Eu dizia: “que tal Fulano?” e o Luiz respondia: “não dá, parece nome de viado!” (nada contra os gays, mas é aquela típica afirmação de homem, sabe como é, né?) ou “nome só de filho de artista!” ou “você jura que acha esse nome bonito?”. E quando ele sugeria algum, eu dizia: “nome de velho!”, “não gosto!”, “de jeito nenhum!”, “não, já tem vários na família”. E assim a discussão foi se alastrando. Luísa chamava o bebê de Bob Esponja e assim já estava quase sendo batizado na minha barriga.
Na verdade, eu sempre achei que teria duas meninas. Achava que eu tinha cara de mãe de menina. E nunca tive neuras de ter um casal. Como eu queria muito uma mulher e tive a Luísa, já fiquei satisfeita. Então, o que viesse seria maravilhoso.
Nome de mulher sempre foi mais fácil. No caso da Luísa, a decisão já tinha sido tomada antes mesmo de eu começar a tentar engravidar. Nesta segunda gestação, pensamos em alguns nomes entre várias opções muito legais (eu acho muuuito mais fácil dar nome de mulher, incrível) e fechamos em Rafaela. Nome forte e ao mesmo tempo alegre.
Mas, desde que eu descobri que estava grávida pela segunda vez, absolutamente todas as pessoas que conversaram comigo disseram que viria um menino. Eu achava que era pela torcida para que eu tivesse um casalzinho, mas algumas pessoas que são boas de intuição me diziam que desta vez vinha um molequinho. Comecei a me convencer que teria um menino e a me preparar para isso. Já estava até pensando na decoração do quarto. E ainda nada de encontrarmos um nome para o Bob Esponja. Só o Luiz achava que seria outra menina.
Como vamos viajar pra Miami no carnaval, resolvi fazer o exame de sangue para saber o sexo do bebê, porque ninguém merece fazer enxoval branquinho ou amarelinho (nada contra as mães que preferem a surpresa, viu, é que eu sou daquelas que definitivamente não gosta de surpresas).
E o resultado, que ficou pronto nesta segunda-feira, mostrou que todas as intuições estavam erradas, exceto a minha e a do Luiz. Quem está na minha barriga é a RAFAELA, mais uma princesoca na nossa vida. Estamos muito felizes!
E você, Rafaela, que agora não é mais Bob Esponja, que se desenvolva bem dentro de mim e que possa nascer com muita saúde. Porque amor, filha, você pode ter certeza que nunca vai te faltar. Que você seja uma grande companheira da Luísa, que possam ter eternamente uma grande cumplicidade e amizade, sem disputas ou comparações. Cada uma do seu jeito, com a sua personalidade, suas qualidades e seus defeitos. E que a nossa família, que vai ficar maior este ano, seja cada dia mais feliz e unida, se é que isso é possível.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O sapato e seu fascínio sobre as mulheres

Toc, toc, toc. E lá vem ela de pijama e sapato social nos pés.
Luísa escolhe os seus próprios sapatos e o problema é que eles nunca combinam com a roupa que ela está usando. Agora mesmo desceu pra brincar no playground do prédio de sainha, blusinha e bota nos pés, parecendo uma paquita. Com esse calor. E vai tentar fazê-la mudar de ideia?! "Eu quero esse porque cobina com a minha busa!"
Eu entendo bem o fascínio que os sapatos causam nas mulheres, porque eu sou alucinada por eles (e por bolsas também). Mas o engraçado é que ela gosta mesmo é dos sapatos "chiques". Será que é porque eles têm solado de couro e fazem toc, toc, toc quando ela está andando? E as botas, qual seria o motivo? Se bem que, com essa chuva que anda caindo em São Paulo, as botas podem servir como uma defesa anti-alagamento. De repente ela já está pensando nisso e eu é que não reparei.
Sei que morro de vergonha ao mesmo tempo em que me divirto com isso. Então, caso alguém de vocês me encontrar um dia e perceber que a Luísa está com sapatos totalmente destoantes do modelito, saibam que foi escolha dela própria. Pelo menos tiro o peso do mau gosto fashion das minhas costas.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cupi igual à mamãe

Luísa comeu alguma coisa ontem que não caiu bem e à noite teve dificuldade para dormir. Girava para um lado, girava pra outro, e não me deixava ir embora do quarto. Em um determinado momento, ela começou a reclamar de dor de barriga e eu a levei ao banheiro. Ficou chorando, tadinha, então resolvi dar um Luftal pra ela. Pensei ser cólica. No mesmo minuto ela vomitou e colocou tudo o que estava ruim pra fora.
Logo que terminou de vomitar, ela já melhorou e começou a fazer gracinhas. Olhou pra mim e falou:
- Cupi igual à mamãe, né?
- Foi sim, filha, você cupiu igual à mamãe!
(Ela me viu vomitando outro dia, num dos momentos de enjôo da gravidez, e eu não a consegui tirá-la de perto. Falei que estava enjoada porque estava grávida do bebezinho e que às vezes eu ficava enjoada, mas que estava tudo bem, etc etc)
Sei que ela achou o máximo ter vomitado igual à mamãe.
Dormiu bem a noite toda e não se queixou mais.
Hoje de manhã, no meu quarto, ela solta:
- Papai, eu cupi igual à mamãe
- Foi sim, filhota, mas já está tudo bem com a sua barriguinha, né?
- Tá.
- Papai?
- Oi
- Tem um nenem na minha barriga também?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Nunca mais voltei naquela dentista

Da série Pessoas-que-falam-besteira-quando-você-está-grávida, me lembrei de um episódio que aconteceu quando eu estava grávida da Luísa.
Como a minha dentista é de Sorocaba e eu estava sem tempo de ir para lá, pedi no trabalho indicação de uma dentista em São Paulo. Fui no começo da gravidez só pra ver se estava tudo em ordem, porque li que as gestantes ficam mais propensas a terem problemas dentários na gravidez por causa do cálcio que o bebê absorve da gente. Pois bem. Fui lá na mulher e, papo vai papo vem, durante o atendimento (dentistas adoooram falar quando nós estamos com a boca aberta e com aquele sugador de saliva), vem o palpite:
- Não acredito que você pretende ter parto normal?!! Hoje em dia?? Menina, não seja louca! A cesárea é tão mais fácil! Eu tive parto normal (certamente há mais de 30 anos) e sofri horrores, fiquei com a barriga baixa... eu, se tivesse filho hoje, jamais tentaria um parto normal. A cesariana é a maior maravilha que inventaram!
Fico pensando que, se essa mulher teve filhas mulheres, certamente passou esse mesmo super conselho para elas. E sobrinhas, e conhecidas, e outras pacientes. Penso na irresponsabilidade de alguém disseminar a rodo esse tipo de opinião distorcida e desinformada.
Não critico as pessoas que optam desde o início por fazer cesariana, mas acho importante que elas o façam com consciência, de que tenham se informado ao extremo sobre todas as possibilidades e vantagens de cada tipo de parto. Cada um tem a sua vida e quem sou eu para julgar alguém. Também estou longe da corrente mais radical das mães da internet que condenam absurdamente qualquer pessoa que não tenha tido um parto natural. E se o meu médico, em quem eu confio, me dissesse que eu realmente precisaria fazer uma cesárea por risco à vida do bebê ou à minha, eu faria.
Mas acho que algumas pessoas poderiam guardar sua opinião para si.
Se eu tivesse seguido o sábio conselho dessa dentista, não teria tido a excelente experiência de um parto normal como foi o da Luísa (já contei aqui).
Agora tenho ainda mais confiança de que, no segundo, tenho grandes chances de ter parto normal novamente. Tomara.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pequeno Cidadão no Ibirapuera


Para quem mora em São Paulo e tem disponibilidade no período da manhã, segue uma dica bacana. Vai ter show amanhã (sexta-feira) de graça do Pequeno Cidadão no Parque Ibirapuera, às 10h, na marquise. Esse grupo, que tem CD de mesmo nome, é formado pelos músicos Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto, em um trabalho super bacana realizado junto com os filhos deles. O CD é o maior barato. Não só a Luísa como eu e o Luiz também adoramos. Tem músicas de todos os ritmos, muito bacana mesmo. Uma delas é essa "Tchau, Chupeta", que a Luísa quer ouvir todas as vezes que entra no carro. "Bonequinha do Papai" também é imperdível. Recomendo para quem gosta de fugir do padrão.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

3 cm e muito samba no pé

Como pode um serzinho com menos de 3 centímetros de tamanho mexer os bracinhos e as perninhas, gente? Fui hoje fazer ultrassom e achava que, com 9 semanas, ainda veria só um girininho. Mas não é que cheguei lá e o bebezinho já tinha formatinho de gente? Cabeçudo, vá lá, mas com as mãozinhas e pezinhos formadinhos. E ainda se exibia pra mim e para o pai, se chacoalhando todo. Delícia.
Engraçado como tenho os mesmos medos que na primeira gravidez a cada ultrassom. Fico tensa, pensando se o bebê ainda está lá e se está tudo bem com ele. Assim como me emociono ao ver o ultrassom como da primeira vez. É muito bom sentir isso de novo.
Uma vez vi uma atriz declarando que ela achava que não seria capaz de amar o segundo filho como amava o primeiro, mas que quando ele nasceu ela descobriu que tinha espaço no coração para mais um amor imenso. E eu já sinto isso também.
Fora isso, o Luiz também está sendo super companheiro. Eu achava que seria diferente agora, já que não é mais novidade. Mas ele tem me paparicado como antes. E também faz questão de ir aos ultrassons comigo. Me dá muita segurança e me deixa feliz à beça.
Sei que nessa gestação estou enjoando menos do que na primeira. Vomitando menos, inclusive. Na gravidez da Luísa eu passava mal todos os dias de manhã, especialmente entre o segundo e o quarto mês. Eu passava desodorante, vomitava. Passava cotonete no ouvido, vomitava. Desta vez está mais tranquilo. No comecinho, eu estava sentindo um certo mal estar e um embrulho constante no estômago. E um gosto amargo na garganta, também, como se tivesse permanentemente um cabo de guarda-chuva entalado ali. Mas desde meados da semana passada estou me sentindo melhor. Espero continuar assim. Também não engordei, por enquanto, o que não é lá grande coisa considerando que eu já estava uns bons quilos acima do peso quando engravidei. Bom, poderia ser pior, né. Poderia continuar engordando um monte.
A barriga já está começando a aparecer. Naquela fase que ainda parece banha para quem vê de fora, sem cintura e com aquela pochete na lateral fofíssima. Mas tudo bem, vamos de blusas larguinhas que disfarçam.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Dá licença que a barriga tá passando

Parei o carro na zona azul, mas como não tinha nenhum vendedor do cartãozinho por perto resolvi arriscar. Afinal, era só uma passadinha rápida no banco.
Mas eis que chego no banco e a fila estava imensa. De repente, veio o estalo: oooopaaaa, eu agora sou preferencial de novo. Mas como faço para as pessoas não me olharem estranho, já que eu estou tão no comecinho da gravidez?
Não deu outra. Eu tava com uma blusinha meio larguinha, o que já ajudava. Então dei aquela relaxada na pança, sabe? Puxei a bunda e o quadril pra dentro e joguei a barriga pra frente. E não é que deu certo? Acho que ficou parecendo que eu tava de uns cinco ou seis meses.
Belezoca. Fui lá na preferencial. Como sempre, as pessoas idosas olharam com aquele ar de desconfiadas. Mas eu taquei a mãozinha na barriga e fiquei ali alisando, como fazem todas as grávidas. Paguei a conta rapidinho e voltei pro carro, sem multa. E sem culpa. Quer dizer, um pouquinho só, pela malandragem de aumentar a barriga. Mas o direito era meu de qualquer jeito. E pronto.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Existe amor maior?

Engraçado como momentos simples nos evocam o amor mais profundo que podemos sentir por nossos filhos. E acho que quando exercemos nosso papel de protetores esse amor vem muito à tona. Ontem à noite, durante uma chuvarada que caiu à noite em São Paulo, Luísa acordou assustada com os trovões. Eu corri para o quarto dela e deitei na cama com ela, abraçadinha. Eram muitos trovões, realmente muito fortes. E a cada um deles ela se encolhia na cama de susto e apertava mais a minha mão.
Era uma coisa tão simples, mas eu me senti tão importante! Não é maluco, isso? Eu olhava pra ela e a abraçava com tanto amor, tanto amor, que aquilo a confortava e a deixava mais calma. Naquele momento, a coisa mais importante do mundo pra mim era fazê-la se sentir protegida. Demais esse sentimento.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Espelho, espelho meu

Meu apartamento novo é cheio de espelhos e esse se tornou o delírio da Luísa. Nunca vi tanta fascinação por um espelho. Seria pelo fato de ela ser leonina e ter sua vaidade altamente aguçada? Ou é coisa de toda criança?
Sei que ela não consegue passar pelos espelhos sem desfilar. Às vezes até tropeça porque passa olhando para o lado pra se ver caminhando. Ela conversa, canta, beija o espelho.
Às vezes eu e o Luiz nos olhamos meio assustados. Meu Deus, como essa menina se ama!! O bom é que autoconfiança não faz mal a ninguém, né. Acho que ela nunca vai precisar de terapia, pelo menos... hehe...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Fofa, fofa, fofa

Eu até acho que parte da mudança de comportamento da Luísa tenha a ver mesmo com a minha gravidez. Mas eu tenho que ressaltar aqui que ela tem sido uma querida com o bebê.
Agora mesmo deu essa, prestenção:
Levantou a minha blusa e falou:
- Oi, neném, tá tudo bem com você aí na barriga?
- Dá um beijinho nele, filha
Ela então beijou a minha barriga e soltou um:
- Que lindinho
Dá pra aguentar?

Outra: dia desses eu sentei na cama e ela falou:
- O que você tem, mamãe?
- Nada, filha, tô meio enjoada
- Por que, mamãe?
- Por causa do bebezinho, filha
Pausa
- Mas o neném é bonzinho, né, mamãe?

Fofa, fofa, fofa (viram como o amor e a ira por ela se alternam, né?). Mas depois me arrependi de ter falado que estava enjoada por causa do bebê, porque não quero que ela o associe com coisas ruins.
Espero que esse amor todo pelo irmãozinho ou irmãzinha continue assim.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pequenas dicas

Uma jornalista da revista Crescer deu um depoimento interessante a respeito dos primeiros sete dias com sua bebê em casa. Resolvi reproduzir algumas das dicas dela porque assino embaixo:
- Coloque uma fralda de pano sobre o trocador. Isso também foi algo que aprendi na marra. Os bebês fazem xixi no trocador com muita frequência, e se você não tiver colocado uma fralda de pano por baixo, o xixi vai escorrer pelo plástico e provavelmente entrar nas gavetas do móvel.
- Roupas para amamentação. Isso é um caso à parte e já falei sobre o assunto aqui nesse post. Amamentar fora de casa é sempre uma situação incômoda e é muito difícil achar roupa adequada. Ou a gente levanta a blusa toda e fica tentando disfarçar a barriga de fora ou temos que descer o decote e colocar o peito todo pra fora. As camisas com botões, em tese, são boas para isso, mas nenhuma me servia quando meus peitos pareciam dois balões. Vale dar uma pesquisada e comprar algumas blusas antes do nascimento do bebê, porque depois você não vai ter muito tempo.
- Deixe sempre uma jarra com água em fácil acesso. A jornalista traz um exemplo que parece bobo, mas não é. Assim como na casa deela, na minha também o filtro de água ficava na parede, no alto. Quando eu ia para a cozinha buscar água para colocar na mamadeira da Luísa (quando ela já era maiorzinha) ou mesmo para beber, geralmente eu estava com ela no colo. E daí dá pra imaginar a ginástica que é segurar o copo, abrir o filtro e segurar o bebê ao mesmo tempo. O resultado é que eu e a Luísa tomamos vários banhos de água do filtro às 6h30 da manhã...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Filmes infantis e seus ensinamentos

Outro dia eu escrevi esse post aqui sobre crianças repetirem o que os adultos fazem e falei sobre crianças que vejo chamando os pais de idiotas.
Achei que um dos comentários muito interessantes que recebi nesse post valeria um novo assunto. Uma das mães, a Luciana, comentou o seguinte e eu gostaria de compartilhar:
"Olha, preciso fazer uma defesa das mães cujos filhos distribuem "idiota" a torto e a direito. O meu filhote, apesar de todo nosso esforço corretivo, é uma dessas crianças.
E sabe onde ele aprendeu? Nos filmes da Pixar-Disney.
Olha, nunca pensei que precisasse me preocupar com o conteúdo palavrístico de um filme infantil que conta com a chancela da Disney.
Mas a verdade é que a palavrinha está em todos eles. Vida de Inseto? Tem. Carros? Também. Toy Story? Idem Os Incríveis? Ibidem.
Então é assim. Pega mal mesmo para os pais, eu sei. Mas nem sempre o mau exemplo vem deles."

Eu queria comentar duas coisas: uma é que eu me referi especificamente à reação dos pais a essas situações, viu Luciana! Sei, por exemplo, que Luísa vai trazer muita coisa de fora e muitas delas são atitudes e comportamentos que não condizem com os meus valores. Especialmente depois que ela começar a ir à escola, mês que vem. Mas o que mais me espanta é que alguns pais não se incomodam com essas atitudes, e aí é que eu acho que está o grande erro. Se minha filha me chamar de idiota, será repreendida. Mil vezes que seja. Eu não posso impedi-la de falar, mas posso reprimi-la e mostrar que isso está errado. E isso, Luciana, eu tenho certeza que você faz aos montes!! Estou certa?
E a outra coisa é o comentário em si feito por ela, que eu achei ótimo. Sobre quanta bobagem esses filmes trazem para as crianças. Quanta agressividade está contida nesses desenhos. Já li que é importante a existência do bem e do mal para a referência das crianças, mas alguns desenhos chegam a ser mesmo assustadores.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Alguma coisa aconteceu

Tiramos uma semaninha de férias com a Luísa. Bahia, terra santa. Tem algo mais inspirador do que tomar água de côco à sombra do coqueiro, olhando pro mar?
Pois bem. Não sei se foi a água de côco, ou a minha gravidez, ou somente coisa da idade. Mas alguma coisa aconteceu com a Luísa nessas férias e, de repente, ela se transformou em outra criança. Pro bem e pro mal.
Para o bem há de constar que ela de repente virou a garota mais sociável e adorável da face da terra, considerando que ela sempre foi uma criança mais reservada em lugares públicos ou com desconhecidos. Fez amizade com todas as monitoras do hotel, brincava com os hóspedes, fazia graças divertidíssimas, molecagens na piscina e em todos os cantos. Vontade de apertar mil vezes. Sabe aqueles momentos mãe coruja em que você realmente acredita que o seu filho é o mais incrível, fofo e inteligente da face da Terra? Então, era assim mesmo. Eu e o Luiz ficamos babando com a esperteza da Luísa e com o humor afiado que ela está aprimorando cada dia mais.
Mas... agora vem o outro lado. Acho que agora estou entendendo porque nos EUA chamam os dois anos de "terrible twos". Até agora eu achava que isso era bobagem, porque não poderia haver fase mais gostosa do que esta. Ela tinha seus momentos chatos, mas eram poucos e geralmente quando ela estava cansada ou com fome. Porém, de repente, Luísa começou a ter pitis insuportáveis. Não pode mais ser contrariada. As vontades dela têm que ser atendidas na hora. Durante alguma refeição no restaurante do hotel, por exemplo, ela começava bem comportada. Mas, depois que terminava de comer, começava o piti. Queria sair dali e tinha que ser agora. Senão, começava a berrar. Olha, teve dias em que a gente tinha vontade de dar uns tapas nela. Não fizemos. Tentamos distraí-la, sacrificamos parte de algumas refeições para poder acalmá-la. Mas nossa paciência em algumas situações foi ao limite. Engraçado que, até o final do ano, ela não dava esse tipo de piti. Até ficava impaciente às vezes, mas sem fazer gritaria.
Ela também começou a nos desafiar de uma forma mais moleca, testando claramente nossos limites. Sabe quando você fala não e a criança continua fazendo aquilo errado e te encarando? Mas nesses casos ela perde. O castigo (ficar sentada num canto até eu mandar sair) por enquanto está funcionando.
Espero que esse lado terrível se acalme agora que ela entra na rotina de novo. Afinal, além da minha gravidez, este foi um fim de ano super tumultuado, com mudança de casa, Natal, férias, ou seja, totalmente fora do normal.
Que continue prevalecendo o lado fofíssimo e espertíssimo dela.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Balanço e perspectivas

Em 2009...
- Eu me apaixonei ainda mais pela minha filha
- Descobri o quanto ela é divertida e inteligente
- Vi a transformação de um bebê para uma criança
- Acompanhei as primeiras frases, os primeiros raciocínios. Que agora são mais elaborados. Ela agora é capaz de contar histórias e ser entendida
- Vi minha filha, que no primeiro ano de vida era muito fechada, se transformar em uma garotinha sociável, fácil e puxadora de papo
- Notei que a educação e os valores são fundamentais de serem passados com firmeza desde cedo
- Esse blog foi um super companheiro e me trouxe experiências maravilhosas
- Tive um ano muito feliz, apesar de o início dele ter sido um pouco complicado
- Me mudei para um apartamento lindo, com a nossa cara e com muita energia positiva
- E encerrei o ano com a notícia maravilhosa que estava grávida de novo (e para quem pensou que fui pega de surpresa com a notícia, explico que não fui, não. Essa segunda gravidez foi planejada, sim)

Em 2010...
- Passarei a maior parte do ano grávida
- Luísa irá para a escolinha pela primeira vez
- Eu e o Luiz seremos pais novamente, e se Deus quiser a criança terá muita saúde
- Que eu tenha um parto tranquilo como foi o meu primeiro
- Luísa aprenderá a conviver e a amar seu irmãozinho ou irmãzinha
- Vou ter muita coisa pra contar aqui nesse bloguinho que eu adoro

Que este ano que começou agora seja muito especial para todos. Que todos aqueles sonhos se realizem e que todas as mulheres que sonham em ser mães pela primeira, segunda ou terceira vez (alguém se arriscaria na quarta?) realizem seus desejos e tenham crianças saudáveis e maravilhosas, porque essa experiência é mesmo incrível.

Beijos