segunda-feira, 28 de junho de 2010

Água com glicose na maternidade

Estava na maternidade visitando uma amiga que havia acabado de ter bebê (aquela mesma que não podia ter filhos, lembram da história?). Saí do quarto e ela foi comigo até o corredor se despedir e dar uma espiadinha no filhote que a enfermeira havia acabado de levar pra trocar. A enfermeira estava de costas, então nos dirigimos ao vidro lateral do berçário pra dar aquela fuçadinha básica e vimos que ela estava dando uma solução aquosa pra ele no copinho.
Achamos estranho e minha amiga foi lá perguntar o que era aquilo.
- É água com glicose, respondeu a enfermeira.
- Mas por quê?
- Esse é um procedimento do hospital e é prescrito pelo pediatra para todos os bebês. Tanto a água com glicose quanto o Nan.
- Ah.
Achamos aquilo estranho, afinal estava tudo tão bem e tão calmo com o bebê!
Outra coisa que nos chamou a atenção foi que a moça usava esmalte escuro, unhas compridas, pulseira e anel - nada muito apropriado para um berçário neonatal . Ela era a única naquela seção que se apresentava assim. E era a enfermeira mais arrogante do pedaço, por sinal. Não tinha a menor paciência para responder às dúvidas de uma mãe de primeira viagem. Ou seja, rolou um azar ali também.
Fui embora dali encanada com essas histórias. Quando eu tive a Luísa (naquele mesmo hospital), tinha muito menos informação e mais tranquilidade do que hoje. Então eu entregava a bebê nas mãos das enfermeiras e confiava naquilo que estava sendo feito pelo hospital. Mas agora eu penso diferente e resolvi agir. Em nome da minha amiga, da minha posição de  mãe-blogueira-jornalista-comprometida e também em causa própria, já que a ideia, até então, era ter a Rafaela ali também.
Cheguei em casa e liguei para a assessoria de imprensa, na posição de blogueira. Fui prontamente atendida - e percebi ali o quanto os blogs hoje são ouvidos pelas empresas. A assessora me ligou horas depois já tentando identificar a enfermeira em questão, alegando que tal postura não era padrão do hospital.
Quando a assessora me retornou, a coordenadora médica da maternidade já havia mandado, segundo ela, comunicado a toda a equipe de enfermagem reforçando a questão da proibição do uso de pulseiras, anéis e unhas compridas (o esmalte escuro, segundo ela, não é proibido). Ok. Nesse caso, tudo resolvido.
Encanei mesmo foi com a água com glicose e insisti em obter uma resposta do hospital. E a resposta veio depois, por meio da supervisora do atendimento ao cliente:
- A água com glicose é um procedimento autorizado e aplicado pelo hospital, com a prescrição do pediatra, apenas nas seguintes situações: casos de hipoglicemia; bebês que estão em tratamento de fototerapia; ou quando a mãe não teve colostro.
O fato é: nenhuma dessas situações se encaixava no caso da minha amiga. Ou seja, ficou claro ali que a enfermeira deu a água com glicose como um "sossega leão" porque o bebê (que tinha acabado de mamar) estava chorando. Oi? Bebê recém-nascido chorando? Que coisa estranha, não?! Bom, ainda poderia ter sido pior: ela poderia ter dado NAN!!! O hospital ficou de investigar melhor o fato e tentar apurar com a tal enfermeira, mas não obtive mais resposta depois daquilo.
De fato, havia prescrição do pediatra no prontuário do filho da minha amiga, assim como tinha a prescrição para todos os demais bebês daquele berçário. Na verdade, o pediatra deixa a prescrição pronta e as enfermeiras é que determinam se há necessidade de aplicar ou não conforme o caso, já que são elas que acompanham os casos mais de perto. Depois daquilo, minha amiga ficou tão encanada achando que o bebê estava grogue que não deixou mais o filho sair de perto dela.
No dia seguinte, o pediatra da minha amiga foi visitá-la e ficou irritadíssimo com a história. E olha só: esse pediatra, inclusive, é o que dá o curso para gestantes do próprio hospital e prega fortemente no curso que não se deve dar NADA além do leite materno para os bebês em condições normais. Ele disse que esse embate entre os médicos e enfermeiras é uma questão bastante antiga e séria dentro dos hospitais, já que são elas que estão na ponta do atendimento às mães e aos bebês. Faço questão de deixar claro que respeito muito a profissão das enfermeiras, sei que elas estudam muito para estarem onde estão e muitas são até mais preparadas do que muitos médicos. De forma alguma estou generalizando. Só estou relatando o fato porque achei que era minha obrigação. Não que a água com glicose tenha causado algum mal maior ao bebê, mas sim por ser um procedimento desnecessário e aplicado só para deixar o bebê calminho.
Ou seja, se acontece ali, em um dos hospitais mais conceituados de São Paulo, certamente acontece em outros. Não acredito que aquele tenha sido o único caso e que demos tamanho azar em presenciar o fato. Minha amiga deu azar, sim, em ser atendida por uma profissional arrogante e sem paciência.
Se você, futura mãe, prefere confiar no hospital e não encanar com essas coisas (como eu fiz no caso da minha primeira filha), está tudo certo, não quero causar grilos em ninguém. Agora, para quem está mais antenada e fica indignada com esse tipo de atitude (como eu, nesta segunda gestação), vale o registro. Acredito que, quando reclamamos, fazemos a nossa parte - inclusive em benefício do próprio hospital e das demais mães e bebês.

43 comentários:

ReZveibel disse...

Roberta,

Tive minha filha há um ano em um hospital em SP também
super conceituado. No prontuário dela também tinha administração de "AG", água e glicose. Perguntei o por que para a enfermeira ela disse que era padrão para os bebes não ficarem com fome. Na época achei que era normal, mas depois fiquei pensando - já percebeu como os bebes Sao quietinhos na maternidade e quando chegam em casa desandam a chorar? Não sei se foi o mesmo hospital que vc e sua amiga tiveram bebes, mas que pelo visto isso acontece com frequência, esta mais do que claro.
Bjs

Paloma, a mãe disse...

Que absurdo! O pior é que, com o conhecimento que eu tenho agora, não me surpreendo. As "boas" maternidadedes de SP seguem as regras de 20, 30 nos atrás. Alojamento conjunto já! O que um bebê saudável estava fazendo longe da mãe, em um berçário, meu deus? ISSO me assusta.
Beijos

"ZZ" disse...

eu gostaria muito de saber qual foi a maternidade.
Absurdo e assustador.
Estou perplexo
ZZ

Tathyana disse...

Roberta, aqui em Brasília tanto na rede pública quanto na particular todos os bebês que nascem saudáveis (que não precisam de UTI Neo) ficam no quarto com a mãe o tempo todo. Não tem berçário e o bb não é retirado do quarto para nenhum procedimento. Tudo é feito no quarto, na frente da mãe. Isso me dá tranquilidade pra saber o que estão fazendo com minha filha. Foi assim quando Alice nasceu e será agora com o Rafael.

Bjssssssssssss.

Rosi disse...

Puxa, Roberta

Fiquei chocada com essa história. E na minha ignorância, lendo o relato acima, me questiono por que então não é usado leite materno do banco de leite quando os bebês estão com fome e as mães ainda não tem leite ou não o suficiente?

Sei que vc não quer levantar bandeira, mas para nós, que seremos mães em breve, seria interessante saber o hospital ou hospitais que ministram isso. De qualuqer forma vou conversar com meu GO.

Abraços

Ligia Moreiras Sena disse...

Roberta, estou recomendando no meu blog a leitura desse texto, com link direto pra ele tá?
Muito bom.
É um serviço de utilidade pública.
Beijo

Ligia

Fabiola disse...

Roberta,

A minha tomou glicose... eu pensei que era procedimento padrão, já que a própria enfermeira me comunicou o fato...
Triste saber disso..
Bjs!

Anna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anna disse...

Esses tais de "procedimento padrão" são uma dor de cabeça e tanto.

A água com glicose, o Nan, os 30 min de incubadora, a cesárea...

Somos todos padrão? Por que generelizar então?

óóóódio! rss

Camilla disse...

Olha, eu posso acreditar nesta estoria porque tive meus 2 filhos em NY e uma coisa que chamou muito a atençao da minha mãe que estava comigo o tempo todo na maternidade lá era de como os bebês choravam no berçario. Lembro até dela falar "lá no Brasil elas devem dar alguma coisa pros bebês ficarem calminhos porque aqui é uma loucura". Lembro também de quando eu ia entregar meu filho no berçario quando a porta (que era anti ruido) abria o som dos choros era ensudercedor. Um absurdo isso que fazem por aqui!

Maya disse...

Eu não gosto muito dessa idéia de berçário! Se nascer saudável, prefiro que o bebe fique no quarto comigo!
Pesquisei sobre isso na maternidade onde minha médica faz parto e fiquei aliviada ao saber que lá o bebe fica no quarto com a mãe!
Acho que só de ficar com a mãe já se evita esse tipo de coisa!
AInda existem muitas maternidades que precisar ser modernizadas!

Dani disse...

Rô, também tô chocada. Não sabia dessa história de água e glicose não. Só do Nan, porque travei uma guerra contra ele quando a Nina nasceu. Até fama de antipática peguei com as enfermeiras. Não deixei dar de jeito nenhum. Coloquei todo mundo (Marcão, mãe, sogra, sogro, tias) de plantão do lado da Nina desde a hora que ela nasceu para evitar que as enfermeiras dessem Nan prá ela. E foi bom, porque, já na manhã seguinte do parto, resolveram colocá-la num bercinho no meu quarto. Só levavam para dar banho, mesmo assim, só se fosse com guarda costas!
Ótimo aviso. Vou avisar minhas amigas para lerem seu texto, ok?!
Beijo e obrigada!
Dani

Flavia Bernardo disse...

Roberta,
uma das coisas q me preocupei bastante na minha gestação foi sobre os procedimentos "padrões" no RN.
Nao autorizei a aplicação de Nitrato de Prata, acho isso super agressivo pro bebe. E só é recomendado em caso da mãe ter tido gonorreia!! Mas a grande maioria dos pediatras neo natais fazem de rotina. Pq?
A única coisa q me arrependo mto foi ter cedido ao cansaço e ter deixado o Arthur no berçário na madrugada. Eu fui pra maternidade convicta de q faria alojamento conjunto, mas o cansaço me venceu e cedi deixa-ló no berçário da meia noite as seis da manga pra poder dormir. Sei q deram NAN, inclusive autorizado por mim, tb passando por cima de toda a convicção de q eu tinha. Me arrependo, mas do eu sei o qto estava cansada após não ter dormido a noite anterior por causa do TP e por ter acabado numa cesárea, e estar cheia de dores.

Enfim, meu recado é q as mães se infirmem antes de ir parir. Maternidade 5 estrelas não é garantia de atendimento neonatal humanizado. Pelo contrário...a tendência é ser inversamente proprorcional ao luxo q proporciona.

Nos preocupamos com o quadrinho da maternidade mas esquecemos do principal: o bem estar de nossos bebes e o q fazem com eles qdo estão longe de nossos olhos.

Ótimo post! E bela atitude a sus dd ter entrado e contato com o hospital.
Bjs, Flavia

Dani Garbellini disse...

Roberta, e como você mesma disse, o próprio pediatra é veemente em que seja não dado qualquer coisa para os recém nascidos saudáveis.
A água glicosada pode até não ter feito mal algum no caso da sua amiga, mas pode ter feito em muitas outras histórias.
Quantos e quantos casos não ouvimos da mãe que não teve leite? Já pensou que muitos casos podem começar ai? É sabido que o colostro e posteriormente a descida do leite dependem do estímulo, ou seja, quanto mais a criança mama/suga, melhor. Mas se a criança está grogue da água glicosada e se já houver uma tendẽncia a dificuldade de amamentação (bebê dorminhoco que mama pouco e ainda grogue, ou pega errada, por exemplo), pode ser um forte dificultador para a amamentação.
Além disso, pelo que já li a respeito, nos dois/três primeiros dias o bebê não tem fome, já nasce com uma reserva de gordura (tanto que perde peso nesses primeiros dias), daí ser suficiente o colostro para saciá-lo, mesmo sem ter a gordura do leite. Assim como a água glicosada não vai matar a fome, apenas fazer o bebê parar de chorar, aparentemente este sim o grande motivador de sua administração, sob a desculpa da fome. RN chora mesmo, ainda mais longe da mãe!
Agora, se a água glicosada já causa tudo isso, imagina o Nan?
E pior, são essas mesmas enfermeiras que deveriam estar ajudando e orientando para o sucesso da amamentação...
Enfim, água glicosada não é veneno, mas tem indicação certa. Meu filho tomou no terceiro dia de vida, porque meu leite demorou para descer, até providenciar o complemento que ele tomou por translactação, assim meu seio era sempre estimulado e em uma semana já se alimentava bem apenas com meu leite e o problema foi resolvido. Mas isso porque eu tive a orientação adequada, mas imagina se teria amamentado se estivesse no sistema padrão?

Beijos!

Juliana disse...

Oi Roberta, sou mãe de uma bebê de cinco meses e enfermeira obstétrica também. Fico muito triste quando ouço uma história assim pq percebo como as coisas são mal conduzidas muitas vezes. Primeiro pq prescrição padrão de glicose e nan é um "absurdo" e abre espaço para que os maus profissionais tomem condutas incorretas. E segundo pq é muito fácil colocar a culpa nas enfermeiras que realmente estão na ponta do atendimento. Prescrição médica é para ser seguida e não interpretada. Na maternidade em que trabalho jamais administramos glicose para uma criança via oral, a não ser bebês internados na uti neonatal. No caso do nan, a prescrição é individual e a mãe é orientada a solicitar se quiser, e o bebê recebe o nan e a mãe uma super orientação da superioridade da amamentação. E nós da enfermagem sempre tentamos privilegiar o aleitamento materno. Lamento profundamente a história da sua amiga. Me envergonho mesmo. Mas acredito que a questão da culpa deve ser bem dimensionada, pois tinha o respaldo de uma prescrição médica. Uma pena, padronizar um atendimento que deveria ser totalmente individualizado. Um grande abraço pra vc, adoro o teu blog.

Beta disse...

Gurias, fizeram a mesma coisa com a Alice no hospital...eu apagadaça na UTI e a enfermeira super mal humorada dando água glicosada para minha bebê (que vomitou tudinho nela, por sinal - como o maridão contou depois).
É brabo, tem umas enfermeiras que realmente...me poupe!

Carol disse...

Gente, que absurdo completo. Eu, na minha santa ignorância, não sabia desse tipo de coisa (só do NAN, não do soro). Fica a excelente dica de mais uma coisa pra prestarmos atenção na hora de escolher o hospital em que nossos filhos vão nascer (e tb lutar pelas coisas que consideramos importantes).

Tenho uma grande amiga que, assim como a Juliana aqui em cima, é enfermeira obstétrica, vou perguntar o que ela sabe/opina disso.

beijos, excelente post!

Cris disse...

fiquei chocada...
como assim agua com glicose????? com uma campanha intensa de amamentação exclusiva tem essa de no hospital darem agua co glicose para um bebê saudável e com uma mãe perfeitamente capaz de amamentar seu filho... absurdo....

ótimo post, temos que divulgar esse tipod e atitude, posi acredito que se forem dar qualquer substancia se quer para o nosso filho no hospital, o minimo que deveria ser feito é informar o que, quanto e como estão dando aos nossos filhos
parabéns...

beijos

http://cmeufilhominhavida.blogspot.com/

Di disse...

Oi Robeta
Olha, não sei se eu dei sorte, como foi nem nada, sem contar que não, não sou nada encanada com essas coisas. Mas no hospital que a Rebeca nasceu a enfermeira que cuidava de mim e a enfermeira que cuidava da minha filha tinham muita paciencia em me explicar tudo, e eu perguntava bastante. Pedi que viessem me informar de todos os procedimentos que fossem feitos com ela, e cheguei a perguntar sobre a questão do alojamento conjunto, berçario, e se era administrado Nan.
Me foi dada a opão de ficar com a Rebeca no quarto comigo o tempo todo, ou não, e me foi perguntado sempre se eu gostaria que dessem algum tipo de complemento para ela.
No meu caso, eu pedi não so para que ela ficasse no berçario algumas horas, para que eu tentasse dormir, como também que dessem nan a ela, sim, mas que fosse apenas nesses horarios que eu pedi que ela ficasse no berçario para descansar. Como no quarto tem uma tv direto para o bercinho do bebe, da pra saber quando ele esta chorando ou nãi, e quanto tempo demora pra que eles atendam o pedido.
Ela ficou calma o tempo todo, dormia muito, e foi dado nan sim, 2 vezes, quando eu requisitei. A Maior parte dos bebes ficava com a mãe, por escolha delas, e sem duvida eles choravam bastante.
Os cuidados comigo não foram la dos melhores, mas meu problema foi com a copa e não com a enfermagem, medicos e nada disso.
Rebeca voltou pra casa e ate hoje, 9 meses depois continua sendo calma.
Dei sorte sim, se não na maternidade e no atendimento que tive nesse sentido de ser informada e de so fazerem as coisas de acordo com o que eu pedia, com certeza dei sorte em ter uma filha calma, tranquila, e paciente com a mãe dela toda destrambelhada. :P
Mas acredito ser importante que as futuras mamães sejam informadas sim desses procedimentos padrões, e que as vezes uma conversa previa com o Go, e uma visita ao hopsital, podem resolver esse tipo de situação sem desconforto para as mães ou mesmo os responsaveis.

Grazi, mãe do Principe disse...

Olha, Ro fiquei chocada com isso ...
tive o Flavio no Amparo Maternal, mesmo tendo um otimo convenio e só nao o tive em casa de parto pq estava com bolsa rota e eles não tinham como induzir .
O flavio ficou comigo o tempo todo e isso me deixou muito segura , as enfermeiras foram uns anjos e ele dormia muito, quase não chorava .

Quando falei pros meus familiares que não ia ter meu filho na tal maternidade do convenio que era 5 estrelas, todos pasmaram e ficaram me enchendo os ouvidos que eu estava arriscando , mas sgui meu coração e tudo foi perfeito .

Parabens por sua iniciativa , sim todas as futuras mamaes tem de sber os tais procedimentos padrãoes .

Bjus
Grazi .

Flavia disse...

triste! Muito triste...

Lu Terceiro disse...

Oi Rô, o negócio é reclamar mesmo. Viu, não gostou, o jeito é colocar a boca no trombone. Só assim para mudar o que não está legal. Beijos! Lu

Sarah disse...

Nossa Roberta, que absurdo! Não conhecia esse procedimento. Tive o Bento em um ótimo hospital de minha cidade natal. Lá os bebês ficam junto das mães o tempo todo. Bento dormiu no meu quarto já na primeira noite, tomou banho, ficava o tempo todo conosco, em um bercinho ao lado da minha cama.
De qualquer forma, agora ficarei atenta, principalmente quando, no futuro, engravidar de meu segundo filho.
Muito obrigada pelo alerta!
um beijo
Sarah
http://maedobento.blogspot.com/

Denise disse...

Minha filha nesceu em uma maternidade onde o bebê não sai do lado da mãe em momento algum. Um berço de acrílico (ou material mt parecido) serve tbm como banheira e tudo é feito no quarto com muita explicação e paciência.
Lembro que na primeira noite a Elisa berrou o tempo todo, aliás, costumo comentar que foi a primeira e única noite em que minha filha não me deixou dormir. Depois foi que costatei que era fome...inexperiência minha. Eu nõ tinha leite e não havia ficado prescrito complemeto (NAN) então as enfermeiras diziam: "pode ser fominha mamães, mas nós não podemos dar nada pq o médico não deixou, mas vamos te ajudar ensinado como fazer uma melhor mamada".
Fiquei chocada em saber que num maternidade de SP inda exita o berçario para criança saudável.

Dani disse...

Ro, comentei aqui ontem mas por algum motivo misterioso o comentário desapareceu para sempre...
Mas enfim. Sua atitude de reclamar e ir atrás é essencial. Eu SEMPRE faço isso e sou considerada a chata, mas acho que é nosso papel.
Ainda mais quando se trata de um assunto seríssimo - a saúde das nossas pequeninhas, né.
Eu particularmente já ouvi várias histórias de terror desta maternidade específica (problemas com a enfermagem várias amigas minhas tiveram) e por isso optei por outra, apesar da fama e da localização (pertíssimo da minha casa) desta aí.
Mas acho que esta história de "procedimento padrão" é meio comum, então acredito que na minha escolhida posso ter o mesmo tipo de problemas - administração de NAN e água com açúcar para a minha filhota. Foi muito muito bom você alertar e tocar neste assunto, vou JÁ me informar para impedir este absurdo. Se for preciso, vou seguir a minha xará Dani aqui em cima, que colocou os guarda-costas para vigiarem os passos da pequena.
Beijos

Laura disse...

Roberta,
O pior é que eu tb já ouvi dizer isso tb !!! Tenho uma amiga que trabalha filmando partos nos tres maiores e mais importantes maternidades de SP e ela me disse que em todos, eles administram agua com glicose aos recem-nascidos e é exatamente por isso que eles dormem tanto.

É horrivel pensar nisso, né ?!?!?!?!

Mas essa sua atitude é ótima. Parabéns !?!?!?!

Cissa disse...

Credo!

Patrícia Boudakian disse...

Você tá certíssima, Rô! Que absurdo. Acho que o baby deve ficar ao lado da mãe. Menina do céu! Que coisa isso de dar água com glicose. Depois ele demora pra pegar o peito e a culpa é da mãe... foda!
Desculpe a curiosidade e falta de ética, mas me manda um e-mail com o nome dessa maternidade, por favor?
beijo-beijo!

Mamma Mini disse...

Que absurdo, fim do mundo, fala sério.. tô chocada.
Não estou grávida, mas pretendo ter outro filho, sei que é em sp esta maternidade a que vc se refere, será que isso é praxe entre as enfermeiras neonatal das mat. de sp? hope not...
mas tem que colocar a boca no mundo porque nunca ouvi falar de nada parecido com isso e acho totalmente bizarro e fim do mundo...

bjs

Bianca disse...

Roberta,
Eu moro no interior do RS, e por aqui a coisa é bem parecida... Quando Arthur nasceu (há 2 meses) eu tive dificuldades para amamentar, e precisei de pulso firme para evitar que ele recebesse Nan. A glicose foi dada só após o teste de glicemia, mas tudo foi feito na minha presença, pois fiquei com ele no quarto o tempo todo. Gostei da sua postura, acho que se todos agissem assim quando veêm algo errado não aconteceriam coisas como essas... O desmame precoce é muito comum hoje em dia, eu mesmo sendo nutricionista e tendo todo o tipo de informação tive muita dificuldade para conseguir o aleitamento materno exclusivo, até relato isso lá no blog, imagino como deve ser para as mães de primeira viagem que não tem muita experiência e se deparam com um bebê nervoso nos primeiros dias em casa... Difícil, não?!
beijos

Fá, Mãe da Ana Luiza disse...

Que coisa mais absurda... profissional sem qualquer preparo pra lidar com uma mãe de primeira viagem é f*d*!!! Fico pasma!!!

Eu não vi o prontuário da Ana, mas acredito que eles tenham dado alguma coisa pra ela no berçário... com o conhecimento que tenho hj, iria ficar tiririca da vida!!

Beijos

Anônimo disse...

Nos EUA, nem o bebê nasceu já metem vacina nele. Ocorre que uma dose de vacina tem CENTO E QUARENTA vezes a quantidade de Timerosal (conservante à base de mercúrio) que o máximo tolerável para um bebê de 4 quilos.
E por aí vai. Escondendo esse tipo de coisas de quem mais tem direito de saber e decidir - os pais - é que vão se perpetuando essas mazelas.

E digo mais: Errado está o pediatra da história - de nada adianta ele ficar irritadinho, porque quem deixou a prescriçao pronta foi ele, o tal que se formou em medicina e delegou o poder de PRESCREVER pra uma enfermeira (coisa que é ilegal fazer, acrescente-se).

Anônimo disse...

Desculpem, não sei porque TANTA indignação. É preciso ser muito ingênuo pra imaginar TODOS OS BEBÊS DE UM BERÇÁRIO dormindo silenciosamente sem que tenha sido dada uma mamadeira de água com glicose. Eu tive três filhos, amamentei todos até um ano, e não vejo problema. Quem não quer tem sempre a opção de escolher uma maternidade na qual mãe e bebê fiquem no mesmo quarto, oras.

Chris Ferreira disse...

Oi Roberta,
como sabia que essas coisas ocorrem, as minhas duas filhas não foram para o berçário. Aliás foram acompanhadas do pai apenas para a pesagem e medida. Depois foram para o quarto e lá ficaram. Não ficarram em incubadora O primeiro banho foi na quarto, dado pelo pai. Mas eu fiz um curso de gestantes e tive orientação para isso e apoio do obstetra e pediatra neo-natal.
Bom saber que as blogueiras estão sendo ouvidas.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Lia disse...

Rô, parabéns pelo post! Muito legal saber que nós blogueiras somos ouvidas.
Sabe, eu me identifiquei muito com o seu post. Quando a Emília nasceu, teve de passar uma noite na UTIN por causa da aspiração do mecônio (caso contrário, teria dormido no quarto comigo, porque o hospital onde ela nasceu não tem berçário). Até aí, tudo bem. Na manhã seguinte, quando fui amamentá-la, ela ainda estava com o cabelo duro de sangue. Aí a bocó da auxiliar em enfermagem (lá parece até que nem enfermeira tem) me disse, com a cara mais lavada: "não deu tempo de dar banho nela...", do tipo "vou dar agora". (detalhe: eram 11h da manhã). Aí eu disse: "Pois depois vocês dão, agora ela vai mamar". Daí a bocoió ficava enfiando a cara da Emília no meu peito com a maior brutalidade, e eu toda paciente querendo estabelecer um momento gostoso e calmo com minha filha...
Na hora eu nem me toquei muito, dormi longe dela tranquila e calma, e hoje fico me remoendo pensando que deixaram minha bebê dormir toda pregada de sangue, imaginando se ela chorou e se deixaram ela sozinha. O hospital foi ótimo comigo, as enfermeiras que me atenderam eram maravilhosas. Agora, as enfermeiras dos bebês, credo cruz!
Depois que a gente vira mãe, fica bem mais protetora mesmo. E se acontecer isso com meu segundinho, ah, vou soltar os cachorros!
Mais uma vez parabéns. É só assim que a gente melhora o atendimento nos nossos (caríssimos) hospitais.

Renata disse...

Nossa, eu fiquei indignada sim! Não sabia desse procedimento e fico imaginando que isso pode ter acontecido com os meus 2 filhos e eu nem soube. A Nana ficou muito pouco no berçario, passou mais tempo comigo, mas vai saber...
Parabéns pelo post e pela atitude.
beijos

Fabi disse...

Procedimento de hospital ou de médico é coisa difícil de mudar.
Tricotomia, episiotomia e aplicação de soro com ocitocina são "procedimentos padrão" na grande maioria dos hospitais hoje em dia, independente do acordo que você tenha com o seu médico.

E com os bebês, no mínimo o colírio de nitrato de prata e aspiração, também são procedimentos padrão. Não analisam se existe a necessidade ou não. É triste.

Por isto que o parto domiciliar tem sido cada vez mais a melhor opção para quem tem consciência e dinheiro. Em casa tanto a mãe e quanto o bebê são respeitados.

Bjocas

Mari disse...

Que absurdo!!!! Estou chocada e apesar de alguém aí em cima ter dito que é ingenuidade achar q é possível todas as crianças de um berçario dormirem sem terem tomado nada, eu digo que NUNCA imaginei uma coisa dessas! Qnto ao NAN eu sabia, mas tbém sempre achei q a mãe era questionada se queria ou não que fosse administrado.
Pelo q já li no seu blog, tenho certeza que o Pedro nasceu nesta mesma maternidade e estou passada em pensar q ele deve ter tomado a solução tbém... Parabéns pela iniciativa! Adoro seu blog!

Amanda Lima disse...

Em resposta ao anônimo aí de cima sobre a ingenuidade, não há razão para que uma criança fique no berçário, o bebê deve ficar no quarto com a mãe. O problema é que, com o numero sempre crescente de cesareas fica dificil a mãe cuidar do bebê enquanto ainda está anestesiada. Quando ganhei a gabi só perdi ela de vista para o banho, mas o pai foi junto. Minha colega de quarto pediu vária vezes pra levarem o nenê pois estava com dores e não conseguia levantar. Ônus da medicina moderna, tiram o que nos é mais natural e padronizam tudo, da pior forma possível.
Beijos

Sabrina Dantas, futura mamãe da Maria Cecília disse...

Oi Roberta,
Obrigada pelo post informatico.
Sou mãe de primeira viagem, e fiquei realmente assustada com isso.
Não tinha ideia de que essas coisas acontecem na maternidade, por pura ingenuidade e falta de informação.
Vou ficar atenta e antes de ter a bebê, conversar a respeito na maternidade que escolher , para evitar isso ao máximo.

Obrigada mesmo.
Recomendei seu post no meu blog.

beijos

Adriana Stock disse...

É um crime, não? Absurdo mesmo. Espero que o hospital tenha lido o post.

fernanda disse...

Oi, sou enfermeira e no hospital onde fiz meus estagios de materno infantil era um hospital credenciado como amigo da criança, ou seja, a enfermeira ou tecnica de enfermagem ( muita gente confunde técnica com enfermeira, enfermeira estuda e muito pra ter conhecimento cientifico e pensar, nao apenas realizar tarefas sistematizadas)que nao soubesse os 10 passos do aleitamento materno, que desse qlqer outra coisa pra um bebe saudavel, que nao incentivasse o aleitamento era advertida. Todos sabem que o leite materno é indicado com exclusividade até o sexto mes de vida ou mais, inadmissível que um pediatra deixe prescrito pra todas as crianças o NAN ou a agua glicosada (isso é bom pra avaliar o nível do hospital onde vcs terão seus bebÊs). Enfermeira que fazem sua função com amor e com o mínimo de consciencia jamais fariam isso, e um médico q se preze, tbm não.

Não generalizem as enfermeiras, nem confundam técnicas com enfermeiras (normalmente num setor tem uma enfermeira responsável, o resto é técnico). Profissional bom é aquele que faz o que ama, e isso vc nota pelo jeito e pela atenção que o profissional da ao seu cliente.

Raquel disse...

Optei por ter minha filha em uma Casa de Parto, aqui no Rio de Janeiro. Antes disso, iniciei meu pré-natal no meu palno de saúde. Primeiro, foi uma dificuldade pra encontrar um obstetra que quisesse respeitar a minha vontade, que era de tentar o parto normal. Acabei descobrindo a casa de parto e, já na chegada, fui informada de que lá eu seria atendida somente por enfermeiros e assinei um termo de responsabilidade.
Continuei fazendo os exames pelo plano de saúde, já que a casa de parto é pública e achei melhor "desafogar" um pouco a grande quantidade de exames que eles faziam lá. O obstetra estranhou e me fez milhares de perguntas. Disse que não faria o parto com ele, que só queria marcar a ultra, que era um direito meu por pagar o plano. Ele continuou fazendo as perguntas. Achei a atitude dele egoista e prepotente. Ele disse que enfermeiras não estavam prontas para fazer partos, que meu bebê poderia até morrer e eu também. Falou várias coisas desnecessárias e preconceituosas. Fui embora dali firme de que a minha escolha era a melhor e tive essa certeza dia 18/05/2009, quando Maria Flor nasceu na Casa de Parto Davi Capistrano Filho, de parto natural, sem episiotomias, cortes, pontos, ocitocinas, ou qualquer outra intercorência.
Ela acabou de nascer e mamou. Depois ficou comigo no quarto. Aliás, eu ela e o pai. Dormimos os três ali. No dia seguinte o pai deu o primeiro banho. Só precisei ficar lá de um dia pro outro porque ela nasceu às 09:01 e o bebê precisa ficar lá por no mínimo 12 horas, mas a prefeitura ( não tenho certeza, na verdade não lembro quem ) não permite que recém nascidos deixem a Casa de Parto após às 18:00.
Meu próximo filho vai nascer em casa e as enfermeiras que fizeram o parto da Maria estarão aqui comigo.

Não tenho uma única amiga que tenha passado pela mesma experiência que eu. Todas elasa passaram pela experiência que você contou nesse post. Uma dela, inclusive, disse que a enfermeira dava leitinho no copinho de café. Contou e riu. Não achei a mínima graça.

Espero que muitas pessoas leiam esse post e se informem antes de ter seus bebês.

Beijo !