quinta-feira, 8 de abril de 2010

A van

Quando eu decidi colocar a Luísa na escola no período da tarde, um dos fatores que mais pesava era o fato de eu render mais no trabalho nesse horário. Com a tarde livre, teria tempo para me concentrar melhor e inclusive poder ficar com ela mais tranquilamente pela manhã. O que eu não esperava era o tempo que perderia no trânsito para levá-la e buscá-la todos os dias na escola.
Ela estuda relativamente perto de casa, mas uma distância que tem que ser feita de carro. Sem trânsito, são oito minutos apenas. Agora... dá pra imaginar São Paulo sem trânsito? Pois é, no sábado e uma coisa. Durante a semana, a cidade é outra. E eu me vi perdendo um super tempo do meu dia fazendo esse trajeto de levar e buscar. Quando estava na fase da adaptação, tudo bem, porque eu tinha que ficar lá na escola esperando e não voltava pra casa. Mas depois que entrou na normalidade, começou a complicar. Na verdade, estavam me sobrando menos de três horas pra trabalhar e já voltar pra escola apanhá-la.
E o lance é que, infelizmente, eu não posso contar com o marido ou com pessoas da familia pra revezar comigo nessa empreitada. A vida do marido é muito louca e não tem chances de contar com ele (e não o cobro por isso, porque eu sei bem como é a profissão dele e sempre foi assim a nossa vida). Nossas famílias sao todas de fora da cidade. Também não da pra babá ir a pé com ela. Então... vamos de van. Além do mais, em agosto nasce a dona Rafaela e de qualquer forma eu teria que descobrir uma forma de levar a Luísa pra escola - e acho melhor começar a adaptação agora do que mais tarde.
A escola tem parceria há 14 anos com uma moça que leva e vai buscar a molecada de van. Ela entrega na porta da sala e vai buscar na porta da sala também. Uma coisa legal é que as crianças que vão de van saem 15 minutos antes pra evitar o tumulto das mães. E eu acho que tambem tem um efeito psicológico importante nisso: as crianças que vão embora de van nao se sentem abandonadas porque nao vêem as outras mães indo buscar os coleguinhas.
Esta semana estou viajando a trabalho, então seria a hora de testar a van. Segunda-feira, quando eu passei o dia no avião, o coração ficava apertado imaginando se a Luísa ia se adaptar à novidade. Eis que ligo à noite e descubro que a van se tornou a maior diversão pra ela. No primeiro dia, a babá acompanhou na ida e na volta. Depois ela já começou a ir sozinha. E quer saber? Acho que ela está se divertindo muito mais na companhia dos coleguinhas do que se estivesse sozinha comigo no carro.
E lá vai minha filha a mais um passo rumo à independência.
PS. Estou num computador sem acentuacao, por isso o post ta esquisito. Quando eu voltar pra casa, conserto isso, ok? CORRIGIDO!!
PS 2. E sobre mais uma viagem sem a Luísa, esta tudo indo bem. Na primeira vez que ela falou comigo, chorou e eu fiquei um trapo. Ontem ela ja estava toda feliz e me pediu um "oco osa" (oculos rosa) porque o dela quebrou. Lindinha.
PS. 3 É muito boa a sensação de viajar sozinha e não estar sozinha ao mesmo tempo. Rafaela fica aqui me chutando o tempo todo.

20 comentários:

Paloma, a mãe disse...

Que legal, Ro. Eu ainda não tive coragem de colocar em van porque não sabia desta possibilidade de buscar antes (vou checar se tem aqui), mas é bom saber, pois pode ser uma mão na roda durante minha licença-maternidade.
Beijos

Nádia disse...

A úlitma frase do post foi a mais linda de todas!!! Bjus!

Patricia disse...

Rô, hoje cedo estava conversando com a Elvira, que trabalha em casa e ela me contou que o que o filho mais adora é justamente a van que o leva até a escola. Disse que ele vai todo feliz da vida. Acho que você fez a melhor escolha. E bora comprar "oco osa" pra essa lindinha!

Patricia disse...

Rô, hoje cedo estava conversando com a Elvira, que trabalha em casa e ela me contou que o que o filho mais adora é justamente a van que o leva até a escola. Disse que ele vai todo feliz da vida. Acho que você fez a melhor escolha. E bora comprar "oco osa" pra essa lindinha!

Patricia disse...
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mimi disse...

Ro..
Lendo esse post me lembrei de uma coisa que aconteceu com a minha irmã...
Ela é daquelas mães que chega 5 min antes da aula acabar para pegar o pequeno Bruno (agora com 3 anos e meio..) eis que um certo dia ele vira para a minha irmã e fala " mamãe queLo i di van".. no começo ela achou super estranho o pedido.. afinal a vida toda nossa mãe não podia ir nos buscar e sempre desejavamos ter isso (a mãe na porta da escola esperando..)
No final ela concordou e fez um bem bolado com o tio da van para ele voltar um dia de van..
Naquele dia.. ela estava na porta do preido uns 30 min antes do horário programado (just in case) e ficou lá esperando com o coração super apertado ...
Para a surpresa e alegria da minha irmã quando viu a van se aproximando só tinha olhos para o pequeno lá dentro sorrindo e todo feliz ... baixou da van dizendo " mamãe eu vim de van"...

Patrícia Boudakian disse...

Ai que legal. Acho super importante ela sentir que pode fazer as coisas sem você e se sentir feliz com isso. Apesar de não conseguir mensurar o sentimento de aperto no coração que deve dar até pq não sou mãe ainda... imagino que é melhor ela sentir isso desde cedo. Uma hora ou outra o passarinho tem que voar do ninho, né?
E ó, deve ser a maior delícia sentir a outra pequena chutando e te fazendo companhia.
beijo!!!

luly.bb disse...

Oiii....sou Luìsa tbm,
estou seguindo seu blog!
gosto mto como vc escreve,sou tentante nao vejo a hora de ter essas aventuras em casa com os filhotes.
besos querida!! sempre to por aki.

de disse...

Sabe, tenho pensado muito nessa possibilidade por aqui também.
Em agosto minha princesa começa a estudar e já estou com o coração apertado (ela completará 3 anos em setembro). Porém, vejo que será bom pra ela, já que o outro bebê nascerá em outubro.
Eu pensava justamente que ela pudesse se sentir abandonada, rejeitada, mas vendo a sua experiência fico bem mais tranquila.

Bjs

Mari disse...

Ro, eu sou super a favor de van (ai gente, só eu ainda chamo de "perua"? haha), mas rolou um problema: a van que atende a escola da Alice não tem cadeirinha de criança. Estranhei (afinal, não é lei, gente?), mas por outro lado acho meio inviável eles terem cadeiras pra todos... não sei como isso é resolvido no caso de crianças pequenas.
A van que vcs usam tem cadeirinha? Se não, como funciona? tô precisando de uma luz nessa questão...
beijo!

Tathyana disse...

Nossa que bacana Rô. Eu morro de medo de deixar Alice ir de van, vejo como os motorista aqui são imprudentes. Mas ainda não sei como vou fazer durante o período que eu ficar de resguardo. Oh vida!!! Bjsss.

Roberta disse...

Mari, a perua que ela vai tambem nao tem cadeirinha. Segundo ela, a legislacao nao obriga cadeirinha em peruas escolares. Como la todas as criancas tem mais de dois anos, eles usam o cinto de duas pontas e prendem na barriguinha.
Bom, em 14 anos ela nunca teve problemas e eu to confiando nisso, sabe. Nao vou ficar neurotica senao vou ter que contratar um motorista pra levar e buscar a Luisa todos os dias quando a Rafaela nascer.

Paloma disse...

ah, a Isa também vai no transporte escolar. E eu vou junto...hehheeh...mas vou porque não tenho carro e pego uma carona com o perueiro, já que ela estuda do lado da minha empresa. mas, quando vai sozinha, fica toda contente e sentindo a mais independente...bjo
Paloma e Isa

Renata disse...

No fim das contas, essas crianças se adaptam melhor do que a gente, né? Que bom que ela está curtindo essa novidade, assim dá uma folga pra vc trabalhar tranquila.
beijinhos, Re

Marina disse...

Roberta, apesar da Bia estr com 3 meses, já estamos pensando na escolinha e tb fico louca com essa questão do trânsito! E ela é mt pequena pra van...


Que bom que a Luluca tem essa opção!

Chris Ferreira disse...

Oi Roberta,
que bom que a Van está sendo uma ótima alternativa para vocês. Para a minha filha mais velha a Van dá super certo. Ela vai com as amigas e volta. As vezes eu até falo que vou buscá-la na escola para que possa chegar mais cedo em casa e la não quer. Já com a mais nova ainda não deu bom resultado, então fico revesando com o pai e a babá.
beijos

Adriana Stock disse...

Vem cá, e esse texto sem acentuação? Não tá se achando no Mac? ;o) Bjos!!!

Letícia Volponi disse...

A Laura ia comigo logo pela manhã e voltava de van no final da tarde e a-do-ra-va. Era a menorzinha da turma e os meninos ficavam paparicando ela o caminho todo.

Agora com o Etto trabalhando na rua de novo, ele voltou a ir buscá-la e ela tá toda corujinha com o pai

Letícia Volponi disse...

A Laura ia comigo logo pela manhã e voltava de van no final da tarde e a-do-ra-va. Era a menorzinha da turma e os meninos ficavam paparicando ela o caminho todo.

Agora com o Etto trabalhando na rua de novo, ele voltou a ir buscá-la e ela tá toda corujinha com o pai