sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cadê a Luísa?

Minha filha tem ficado irreconhecível em alguns momentos. Grita que não quer a pessoa por perto, esperneia, maltrata pessoas que ela sempre teve (e ainda tem) adoração. Tem tido momentos de birra praticamente todos os dias nas últimas semanas, em geral em horários próximos do almoço ou do jantar.
Ontem e hoje, porém, ela chegou a um limite (não de agressão física, mas em palavras) e disse coisas que só pode ter aprendido na escola ou na van, do tipo: "Eu vou bater na sua cara!!" e uma outra expressão bem forte também que decidi não deixar registrada aqui.
Em casa ninguém usa termos desse nível e a Luísa sempre foi uma menina muito doce. E os desenhos que ela vê nos DVDs ou na televisão também não trazem esse tipo de agressividade.
Ela já ficou de castigo e já explicamos que essas palavras não podem ser usadas nunca, que são falta de respeito, etc etc, e que onde quer que ela tenha aprendido, a pessoa que disse isso não sabe o que estava falando.
Mas confesso que fico meio perdida nessas horas. Fico tentando buscar explicações, do tipo: ela aprendeu na escola; ela está agressiva inconscientemente por causa da gravidez; é só uma fase relacionada à idade e logo passa. Mas acho ruim ficar tentando achar desculpas. Prefiro tentar encontrar onde é que estamos errando, para poder corrigir.
Alguém por aí está passando por algo parecido? E como tem agido?

21 comentários:

Cindy Rosa disse...

As duas pequenas aqui de casa, ambas com três anos, falam umas coisas as vezes que deixam a gente sem reação. As crianças estão se desenvolvendo, bem ou mal, muito mais rápido. O jeito é respirar e ter paciência pra educar e mostrar o que está errado sem perder o controle.

ps. lembra o post que você falou sobre o extreme tracking? Eu cheguei até o código, mas não sei onde colo ele no meu blog. Me ajuda?

beijo

luly.bb disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Val disse...

Oi,
Vc descreveu exatamente o que meu filho tem feito. Ele já teve uma crise forte perto dos dois anos e agora, há uns 3 meses, voltou com força total. Ele esperneia, bate a cabeça no chão, grita que não quer a gente perto, bate na gente, puxa nossos cabelos. Estou beirando à loucura. Não sei o q faço tb. Me sinto culpada por não estar tão presente (saio de 6h30 às 15h30),acho q não estamos sabendo lidar e educá-lo. Já levei à Neuropediatra e ela o encaminhou à Psicóloga, com o sintoma de Hiperatividade. A consulta será dia 20, vou ver no que vai dar. O que tem resolvido são os castigos. Coloco-o sentado no sofá, de castigo, ele chora por uns 5 minutos sem parar, depois vou lá e ele pede desculpas, promete não fazer mais, mas basta uma contrariedade, por menor que seja, do tipo um canudo que cai do suquinho, que ele começa tudo novamente. Só Deus mesmo, viu, pra nos dar paciência. Digo que essa é a prova pra ser mãe. Bjos. Deus abençoe. Desculpe escrever tanto.

piscardeolhos disse...

Ro, fala com a pedagoga da escola!
Elas são pagas pra isso, Ro, vai lá!
Bjs!

Luciana disse...

Minha filha de 2 anos e 6 meses andou muito agressiva, nao de falar coisas, mas fazendo birra e me batendo, com força mesmo, com raiva. E qdo eu a segurava para parar a birra e deixar de se jogar no chao, a mão vinha direto no meu rosto. Eu estava arrasada, me sentindo uma incapaz. Em algum lugar da net, q agora nao lembro, li que muitas vezes essa agressividade vem mostrar que a crianca nao se sente suficientemente amada. Eu me questionei, como ela podia achar que eu nao a amava. Mas ai vem todas as neuras de mae, eu a deixo na creche de 9 as 17, muita culpa desse horario infeliz desde os 4 meses de idade. Ela ama a creche, mas realmente eu tenho cerca de 3 horas por dia pra provar meu amor e enquanto provo, tenho que arrumar as coisas, comida, etc. Imagina? Bem, o que fiz foi realmente reforçar dizendo sempre que eu a amo, que ela é minha princesinha, que segurar a mao da mamae na rua é carinho, etc. Não sei se é definitivo, mas ela melhorou. Não me bateu mais. MAs notei q ela agora esta mais dengosa, vive dizendo que é bebezinha e querendo colo. Caramba, sera que ela quer recuperar o tempo perdido na creche? Hehehe

luly.bb disse...

oi,desculpe me entrometer,mas o q esta acontcendo nao è so birra.
algumas pessoas levam seus filhos ao psicologo ,outros a benzederos, este ultimo e terrivel... mas acho q è caso de oracao,me perdoe mas ja vi casos similares e com certeza sua filha nao disse isso somente pq PODE ter houvido..è caso de oracao..sei pq vi varias criancas q estavam com problemas parecidos servitimas de trabalhos de maldade.
descuple falar ta bom,vc nem me conhece direito..eu sou evangelica e nesse mundo tem mta gente q faz maldade e onde ferem mais as pessoas q sao os filhos. eu era catolica e te garanto q os "padres" nao quebram essas coisas,tem q ser um pastor ou uma pessoa de oracao.
fazer birra e comun nas criancas mas a expressao q ela usou nao è nada comun..entao..
fica registrado aki minha opiniao ,me perdoe por me entrometer... eu tinha escrito minha opiniao ontem,me arepende apaguei mas tive de voltar,nao poderia ficar sem te falar.Prefiro pecar por te falar q por calar e nao pode ajudar quem sabe de certa forma.
se vc crê,tbm pode ensinar a Luisa a orar o Pai Nosso todos os dias.
besos.

A. Martinez disse...

É triste mesmo, ainda mais quando a família é estruturada e não traz este tipo de comportamento para dentro de casa. Amiga procure conversar com as recreadoras na creche/escola, peça para observarem o comportamento e a relação da Luisa com as outras crianças e vice-versa, pode ser que ela esteja copiando algum amiguinho e se acostumando a ter estes rompantes de agressividade. Queria muito te falar mil e outras coisas mas nestas horas o que conta é o bom senso e o respeito à criança, afinal, a Luisa é uma criança em desenvolvimento e pode ser que um montão de sentimentos novos esteja provocando toda esta rebeldia na pequenina. Querida, outra coisa, cuidado com "os conselhos" que ouvirá, use o seu filtro de mãe, observe a sua bebê, procure ajudá-la e mostre-a o melhor caminho viu.

Um grande beijo e se precisar de mim pode chamar!!!
Aline

Lia disse...

Nossa, Ro, que barra... E que medo, hem? Porque pelos comentários é algo comum com crianças dessa idade.
Melhoras pra Luísa!

Lê Castro disse...

Oi amiga! Sigo seu blog e gosto muito! Passa lá no meu, SIGA e COMENTE para aumentarmos ainda mais o vínculos entre as mães blogueiras!!!
www.dilemasdeumamaesemmanual.blogspot.com

Dani Garbellini disse...

Nessas fases de mudança de comportamento, sempre busco entender os motivos que podem estar levando a essa mudança. Claro que entendo a necessidade de controlar tais reações, mas acho que castigos vão apenas obrigar a mudança de comportamento, sem tratar a causa.
A vida da Luísa não tem passado por mudanças? Van, irmãzinha... Talvez um pico de crescimento...
Acho legal conversar na escola, ver se houve mudanças de comportamento lá tambémnão para buscar que eles solucionem o problema, mas para compartilhar na reflexão e, se for o caso, na melhor intervenção.
Não é fácil, eu sei, mas nossa atitude frente à dificuldade faz toda a diferença. Estou torcendo por vocês!
Beijos!

Adriana Stock disse...

Rô, tem que falar com a professora na escola. Com certeza ela pegou de algum coleguinha. Mas não se sintam culpados!

Eva disse...

Meu pequeno está com 2 anos e meio e a cada dia são mudanças visíveis. Ele está na fase da auto afirmação e ser do contra.
Conversa, paciência e repetição tem sido o meu mantra.
Ele já esteve na fase agressiva e o que fiz foi colocar ele para pensar na situação do agredido. Filho se fizessem/falassem tal coisa com você como seria?
A verdade é que não existe receita de bolo, esses pequenos não vem com manual. Existe tentativa e bom senso.
Você conhece sua pequena e sabe que o comportamento mudou recentemente. Talvez seja o caso de conversar também na escola. Conhecer a rotina lá e o que anda ocorrendo.
Boa sorte.

Fe disse...

Rô, não acredito que seja nada do mal não, e sim a fase que ela está. Claro que levar num benzedeiro é sempre legal, desde que vc conheça a pessoa que benze ou quem te indicou. Acho que tudo que é do bem vale a pena, mas calma que é da idade dela mesmo, é barra, dá vontade de socá-las sim, mas acho que você faz certo, educa certo, e fim. Continue assim sim e peça sim ajuda na escola dela. beijos

Andrea Nunes disse...

Olha só, li e reli teu post e vou te contar a minha experiência.

Minha filha sempre foi muito amorosa e educada. Quando estava com 3 anos recém completos começou a surtar para ficar na escolinha. Coisa completamente anormal para ela. Chorava, esperneava, se agarrava em mim e era "arrancada" do meu colo pela dona da escola que alegava que ela estava me testando. Eu ia trabalhar chorando, culpada me sentindo incapaz e cruel. Em casa ela começou com algumas atitudes que não tinha antes, de birra e teimosia. Depois de duas semanas disso, fui assaltada, entraram no meu escritório e levaram praticamente tudo. Não tinha condições emocionais de continuar com aquela tortura, tirei minha filha da escola e deixei com minha mãe. Depois de um mês minha pequena me pediu para levá-la a uma escola nova, e passados uns 4 meses ela contou para minha irmã que não gostava mais da escola antiga porque tinha muito medo de um brinquedo e a tia mandava quem não queria brincar ficar sentado. Ela entendeu aquilo como um castigo e então ia para o brinquedo que tinha medo. Era uma bobagem, mas pra ela foi torturante, imagina brincar em algo que se sente insegura.

Depois, a segunda crise foi na pré escola, com 5 anos, começou a mudar de comportamento do dia para noite, agressiva, gritando, sempre falando em tom de ordem, chorava pra não ir para a escola, se esquecia de levar o livrinho da biblioteca surtava no carro e não descia, tinhamos que voltar pra casa pra buscar. Conversei várias vezes com a professora e a resposta era que ela era boazinha e comportada, até que eu devia estar com problemas em casa a mulher cogitou. Fui levando a situação até o dia que ela chorou para não ir pra escola e eu disse: mas filha a profe é tão querida, gosta tanto de ti, vai sentir tua falta. Ela me olhou e disse: tu não pensa que ela pode fingir tudo isso quando tu está junto?
Foi o alerta que eu precisava, comecei a brincar de escola, eu era a aluna e ela a professora. Ela falava comigo aos berros, batia com o apagador com força no quadro, etc. Nessa brincadeira minha filha desandou a chorar e disse que não gostava do apito, que doia a cabeça dela, SIM, a professora usava um apito para fazer eles se calarem. Pensa, uma turminha com 5 anos!
Conversei com outras mães, que conversaram com os filhos e as queixas da minha filha eram reais. Fomos pra escola e a professora foi despedida.
Pra ti ter uma idéia do absurdo que um adulto pode fazer com uma criança, quando perguntei se a professora não gostava dela, não dava abraços e beijos, ela respondeu: só quando eu dou presente mamãe!
A mensagem que ela passava as crianças era absurda!

Desculpe o "livro", mas quis te contar porque sei o que está sentindo e meu conselho é: OBSERVE e converse muito, ela não tem maturidade pra expressar claramente o que está acontecendo, quem sabe uma brincadeira seja o caminho para descobrir se é um amiguinho, se é tua falta, se é a babá, a professora... enfim...

boa sorte e muita paciência!

beijo
Andrea
www.andreanunes.blogspot.com

Lilian Schulmann Cardoso disse...

Bom querida nao fique assustada e nem triste. Isso e normal sim e alguns fatores podem ter saido sim da creche.
O Caio tem 1 aninho e 10 meses e esperto demais ate para a idade, ele fica comigo e se relaciona com um amiguinho praticamente criado conforme ele minha amiga e muito parecida comigo.
Entao ele nao tem exemplos ruins a principio.
Agressivo ele nao e mas BIRRENTE, MALCRIADO, BRAVO, DESOBEDIENTE sim ele e e tem fases.
Mas amiga ele fica de castigo MUITOOOOO e sou bem dura , ele sabe que MAMAE NAO GOSTA de certas coisas.
Amiga seja dura e nao se culpe ela tem que entender que e vc quem controa a situacao.
Caio e doce, carinhoso, dengoso demais comigo minha dureza nao atrapalhou em nada nosso relacionamento e nem com o papai.
Nao gosto da nova psicologia prefiro a minha que funciona.
Entra no meu blog estou comecando agora e vou tentar manter sempre atualizado
Vamos nos ajudar....
beijinhos e SUA FILHA E LINDAAAAAA parece muito meiga.

Paty disse...

Querida, ela pode ter aprendido na escola , na rua... infelizmente, sao situacoes que vamos ter que enfrentar, ao colocar um filho no mundo. A Babi e bem mais novinha, e ainda nao cheguei nesta fase. MAs acho que voce esta fazendo certo. A Babi esta na fase de berrar se eu tiro algo da mao dela, esperneia. E so tem 11 meses. Fase? Personalidade? Nao sei. O que eu sei e que a gente tem que fazer o nosso papel. E voce ja esta fazendo o seu super bem! So de ter esta preocupacao, acredite ja e um super passo.....
bjs
Paty

Anônimo disse...

Olha, eu posso falar da perspectiva contrária, pois ainda não tenho filhos. Eu fui uma criança bem difícil e sei que agredi muito a minha mãe verbalmente e chegeuei até a bater nela... É muito triste e me lembro disso, apesar de ser muito pequena quando fazia isso, é claro. A única explicação que encontro para o meu caso era "excesso de mãe". Sou filha única e minha mãe não trabalhava, então grudava em mim e acabava estando presente 24hs, não fazia nada sem mim... E eu acho que aquilo me sufocava de alguma maneira e eu acabava reagindo dessa forma horrorosa. Eu me arrependo muito e depois a minha relação com a minha mãe foi melhorando, ficamos bem amigas, mas se eu deixar... ela me sufoca de novo, então tenho que dar limites muito claros.
Achei que era bom compartilhar essa história, porque algumas pessoas sugeriram que podia ser falta da mae, etc, mas às vezes não é bem por aí!
bjs e boa sorte
Vanessa

Luíza disse...

diz-se por aí que aos 2 anos a criança passa pela primeira adolescência.
meu sobrinho está nessa fase e minha sobrinha - agora com 3 anos e 5 meses - também passou e agora está bem melhor.

agora é torcer pra que a tal fase acabe logo ;)

Letícia Volponi disse...

Ro, pelas poucas vezes que vi a Luísa pessoalmente, confesso que é mesmo muito difícil imaginar uma cena desse tipo, no entanto não acho que seja nada muito grave. Acho apenas que a somatórias de novidades na vidinha dela está deixando-a insegura: casa nova, escola, irmã a caminho, perua... talvez ela esteja apenas sentindo sua falta e tenha usado expressões agressivas, que com certeza aprendeu com coleguinhas da escola, para te pedir mais atenção.
Dia desses a Laura começou com um "eu vou matar você", "te odeio", mas em tom de brincadeira. Ainda assim, não gostei e perguntei quem a ensinou. ela respondeu com o maior descaso: foi o Gustavo. Expliquei que não pode e tal e ela parou, mas é difícil porque nem todos têm a mesma concepção do que é certo ou errado que nós temos.

Naomi disse...

Roberta,
Elas não sabem o sentido da palavra.
Apenas imitam o que os amiguinhos dizem no momento em que estão com o sentimento "exarcebado" e fazem isso conosco para nos testarem, para testarem a nossa reação.
Tenha certeza absoluta que, explicando a palavra é feia, ela nunca mais vai falar isso.
Beijocs,
Veronica Ikd

Doce e Baccana disse...

Amiga,
Que linda sua filha e sua sinceridade com ela. Você demonstra ser uma mãe sem neuras e mesmo que tenha, consegue disciplinar a si mesma e não passar pra sua princesa.
NÃO ESQUENTA COM ISSO AMIGA!
Meu filho tem dessas também, mas nunca extrapola pq sabe que não será atendido em nenhuma negociação com gritos ou uso de força (rsrsrs), então relaxa e deixa a Luísa se acalmar, depois conversa e tá resolvido, tenho certeza.
Vocês são lindas! Bjs
Jana (mãe do Vinícius, 3 anos)