segunda-feira, 1 de março de 2010

As bananas, a escola e o ciúme

Não sei se é coisa de mãe de sangue italiano ou se é simplesmente coisa de mãe. Mas confesso que, apesar de estar extremamente feliz com a ótima adaptação da Luísa à escola, às vezes me sinto um pouquinho - só um pouquinho - excluída (seria um pouco de ciúme, talvez? Me lembrei desse post da Mari).
Sabe aquele lance de você ter total controle sobre o que acontece com o seu filho e de repente acontecem coisas com ele que você não fica mais sabendo? Então, é isso. Queria ser uma mosquinha, um ratinho, uma formiguinha pra espiar o que se passa durante a aula dela. Mas não, ela não me conta nada e também me resta um pouco de sanidade para saber que a professora não vai me descrever diariamente tudo o que eles fizeram lá dentro. No máximo, conta as coisas mais relevantes, do tipo: "Veja, essa colagem aqui foram eles que fizeram hoje". Ok, eu entendo, sou uma pessoa de bom senso.
Mas vejam hoje, por exemplo. Lá na escolinha tem um revezamento das frutas toda segunda, quarta e sexta. Cada dia uma criança leva um tipo. E tem todo o ritual na classe, a professora explora a fruta com eles (cheiro, textura, sabor, consistência, cascas etc) para que eles conheçam melhor os alimentos e também para incentivar aquelas crianças que dão mais trabalho para comer em casa, o que graças a Deus não é problema pra Luísa (já tá de bom tamanho a dificuldade pra dormir). Hoje foi o primeiro dia do rodízio e quem estreou foi a Luísa com suas seis bananas.
Passou o fim de semana falando das bananas. Hoje saiu de casa animadíssima com a sacolinha de bananas. E o que eu fiz? Deixei a Luísa e as bananas na escola e fui embora. Snif, snif. Não participei de nada e o máximo que eu soube é que todas as crianças comeram a banana, menos a Luísa que se empolgou com um pãozinho com peito de peru (o lanche é todo fornecido pela escola). Fico pensando quando chegar a comemoração do aniversário dela na escolinha e eu não estarei presente nos parabéns. Morro.
Mas é isso. Passei aqui para dizer que me sinto abandonada, traída, excluída... Tá bom, tô fazendo drama. Acho que é só ciúme, mesmo.

22 comentários:

Sabrina, mãe de Lina disse...

Exatamente!!! Hoje deixei a Lina na escolinha e fui convidada a só voltar 2 horas depois. Tudo bem até ai. Quando chego no horário marcado, a auxiliar aparece no corredor e pede para eu esperar mais um pouco. Lina está terminando de construir um chocalho na aula de artes... como assim? e eu? não vou acompanhar, vibrar, bater palmas qd ela acabar? não, deixa sua ansiedade para as poucas palavras do diário. Eh, começou a independência das meninas! Boa sorte a nós!

Tathyana disse...

Se vc quer saber, eu vivi esse sentimento durante todo o ano passado. Alice tmb não me contava nada do que acontecia na escola e a forma que eu encontrei foi ficar amiga da professora dela. Mas dá um ódio de não saber como ela se comporta, o que faz, o que fala. Mas é o sinal de que os filhos são para o mundo e não pra gente. Vai passar....ou não.

Paloma, a mãe disse...

Rô, depois de um tempo elas contam. Hoje, mesmo sem que eu pergunte, a Ciça não só conta como imita as professoras e os colegas, é hilário. Eu sei (por ela, não pelo diário) até a forma como as creianças são repreendidas quando se comportam mal. Menina é tudo tagarela, vc vai ver.
Quanto ao aniversário, acho cruel pai e mãe não poderem ir. Coisas de SP... Ano passado, por causa disso, fiz três festas e quase enlouqueci.
Beijos

Letícia Volponi disse...

como disse a Paloma, daqui a pouco ela desembucha. A Laura fala tanto na volta da escola que fico até meio fora de prumo. Canta, conta história, diz o que fez, com quem brincou, o que comeu...tudo conforme ela lembra é claro, então, às vezes o lobo mau vira um coleguinha de classe.

Denise disse...

A Elisa foi pra escola com 7meses, então, minha maior angustia era mesmo com os cuidados prestados.Agora com 1ano e 1/2 ela já suuuper adaptada esbanja alegria. Meu ciúme é com as músicas,cada dia tem uma diferente e eu nunca consigo acompanhar, dia desse até pedi uma cópia pra poder cantar com ela.

Laura disse...

Essa e tal da liberdade que devemos propporcionar aos nossos filhos !!!
A verdade é que agora a Luisa tem a sua própria vidinha !!!!

Mas o consolo é que nós vamos sobreviver !!! todas as mães sobrevivem....

Roberta disse...

Denise, esse lance das músicas é muito engraçado. A Luísa canta um monte de música que diz ter aprendido na escola, mas algumas eu acho que são mesmo é invenção da cabeça dela.
É demais mesmo, né?
bjs

disse...

Relaxa Rô, a Maria Ísis não me conta nada tb rsrs, só quando chora ou faz pirraça, mas as coisas legais, nunca fico sabendo. As vezes eu mando a máquina e a professora faz umas fotos. De resto, me consolo com a minha fértil imaginação.

Beijos

Pollyanna disse...

Roberta, como todas as meninas ai em cima disseram, um dia nossas meninas começam a contar.
A Gi foi pra escolinha com 1a8m, e mal falava, ano passado contava quando eu perguntava, e agora, quando eu pergunt - geralmente na hora da saida mesmo - ela me diz: "- Mamãe, em casa a gente conversa..."
Imagina isso! Como assim em casa? Eu fico mega anciosa!!!
Um dia elas contam tudo, mas nós mães continuamos com ciumes querendo saber oq eu elas fazer enquanto a "tia" se diverte com elas... rs
Bjosss

Sarah disse...

Oi Roberta! Também morro de ciúmes da escolinha do Bento, e isso que ele tem só 10 meses... No carnaval agora fizeram uma festinha, mandei uma fantasia pra ele vestir, mas quase morri por não poder participar... Como assim não ver o primeiro carnaval do meu filhote, a farra com confetes e serpentinas?? Mas pra mim, o pior é a paixão pela berçarista... Às vezes vou buscá-lo e ele simplesmente vira de costas e quer continuar na escola!! Quero morrer!! kkkk!!
um beijo!

Carol disse...

hihihih morri de rir imaginando a pequena felizinha saindo de casa com um saco de bananas!

agora, que estranho isso dos pais não poderem ir na festa de aniversário no colégio! não sei como é aqui na Argentina, mas no Rio, pelo menos, podia sim. Que estranho!

acho que tb morreria de ciúmes e faria drama sim!

beijos!

"ZZ" disse...

Estava lendo tranquilo até a parte que vc escreve não participar do parabéns!!! Quase chorei, nenhum pai merece, fala sério, na vez da Lis, vou lá e ainda vou gritar " E pra Lis TUDO!!" não gritaria, nada, não vou queimar meu filme com ela né?
Beijos
ZZ

Priscila disse...

Oi, Roberta.

Sou solidária a você. Muitas vezes me sinto assim. Quando o Gui foi pra creche, com 4 meses, passei 6 meses, no mínimo, com a tela da câmera da creche aberta no computador. Quando não conseguia vê-lo, ligava pra lá e pedia pra colocarem ele na frente pra eu ver.

Hoje em dia me sinto excluida quando a escola organiza excursão e a gente não pode ir junto.

Mas aniversário, não!! Lá, os pais podem participar! Ainda bem!!!

Bjs.

Claudia disse...

Hahaha, normal! Acho que toda mãe com o desejo de total participação na vida do filhote passa por isso. Não tem jeito, a gente se sente excluída mesmo. Com o tempo a gente se acostuma e eles começam a falar mais sobre o dia-a-dia. A Júlia fala bastante das coisas da escola e isso é importante até para a gente ir medindo a escola, ver se eles cumprem o que prometem, né?
Outro dia rolou um probleminha lá em casa: a Júlia contou que a Ana (a melhor amiga) a beijou na boca... eu achei engraçado, já o pai dela... (e não é porque é menina, ele fica bravo quando isso acontece com menino também). hehehe

Mari disse...

ai, menina. dói. cada dancinha nova é uma pontada nos nossos corações de mãe...
(e lá atrás, em 22 de setembro, vc foi a primeirona a comentar naquele post, lembra? "acho que quando a Luísa for pra escola eu vou sentir exatamente o mesmo..." - crônica de uma ciumeira anunciada, né?
força aí, amiga! a gente aguenta mais essa! haha
beijos!

GRAZI disse...

oI QUERIDA, OLHA ADOREI SEU BLOG , SOU NOVA QUASE VEIA NESSE MUNDO BLOG E TO ACOMPANHANDO VC .
NOSSA SEI MUITO BEM COMO SE SENTE VIU , PRINCIPALMENTE SOBRE O BASICO DA AGENDA NÉ , MAS FAZE O QUE
BJUS

Fran disse...

Oi Roberta,

Acho que sou uma mãe atípica... rsrsrsrs. Meu filho foi pra creche com 4,5 meses. Se adaptou de cara. No terceiro dia eu nem fiquei mais lá. Deixei ele com as tias. Ele é apaixonado pela tia do berçário. Hoje, com 1 ano e 3 meses, ele está no maternal I e a tia do berçário foi promovida ao maternal I. Então já viu o grude, né? Quando as aulas recomeçaram no início do ano ela ainda estava de férias. Ele viu uma foto dela e comcçou a chamá-la! Não sinto ciúmes. Acho ótimo que ele goste dela assim. Fico bem tranquila.

Quanto às festinhas de aniversário, aqui no RJ, os pais podem participar. E já nas festinhas fechadas da creche, mando a máquina fotográfica e elas registram esses momentos para eu ver depois.

Tenho filminhos dele começando a engatinhar. Tenho banhos dele...

Tenho uma boa interação com a creche dele. Não é o mesmo que eu cuidar, claro! Mas consigo saber de tudo o que acontece.

N@nd@ disse...

Eu ainda vou colocar a minha filha na escolinha. Nunca fui uma mãe ciumenta, mas confesso, q antes dela ir já estou morrendo de saudades, parece q vão tirar um pedacinho de mim.

Paloma disse...

Normal, Rô. Mas, daqui a pouco, você acostuma. Apesar do sentimento de exclusão, pense que ela começa a ter a sua própria vidinha. E isso é super importante para ela, e pra você também, que, já já, terá mais uma garotinha em casa. bjo
Paloma e Isa

Patricia disse...

Nossa, me identifiquei muito. Vou me sentir igual quando Mariana começar a ter uma vida mais independente.
Outro dia estava passeando com minha sobrinha, que me contou que "contava fuscas com o Matheus". Perguntei se ela fazia isso com o pai, que se chama Matheus. E ela: não, Matheus, meu amigo da escola. Aí vi que ela já tem um universo próprio, com amigos, brincadeiras e tudo mais. Tive o maior ciúme. E olha que era só a sobrinha. rsrsrsrs

piscardeolhos disse...

já que vc abriu seu coração, vou abrir o meu: e se eu te contar que a noite fico fantasiando que sou pedagoga (que???) e sonho em trabalhar na escola do noah (ããã?).
sofro de inveja crônica da nutricionista da escola que trabalha enquanto vigia sua própria filhota :(
busco ajuda?

Glau disse...

Rô, me desculpa, mas eu ri muito qd li esse post, vc disse tudo q eu sempre quis sentir, assim meio "excluída", o Arthur dá um trabalhão pra ir à escola té hj!!!
E qto a saber o q acontece lá, pelo o q eu vejo na escola do Arthur, a maioria das crianças não contam muito para os pais, principalmente os meninos.
Ai como eu gostaria de me sentir "abandonada, traída, excluída" como vc disse..kkkk
bjokas