segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

E o Papai Noel levou a chupeta

Esperei alguns dias antes de comemorar, por garantia. Mas agora, três dias depois do Natal, posso dizer que, enfim, a Luísa abandonou a chupeta!! Ela entregou ao Papai Noel na noite do dia 24 e, desde então, não pediu a chupeta e não chorou nenhuma vez por causa dela. Não é incrível?
Na verdade, acho que a grande sacada desse processo foi ter amarrado a chupeta dela na cama no final de novembro, como contei aqui. Desde aquele dia, ela reduziu drasticamente o uso da dita cuja. Durante o dia, nunca mais. E, mesmo à noite, para dormir, ela só chupava para pegar no sono, mas depois soltava (como o barbante só ia até o meio da cama, a chupeta saía da boca quando ela mudava de posição). Duas semanas atrás, nós viajamos e Lulu dormiu sem ela numa boa.

Para a entrega ao Papai Noel houve todo um ritual. Na manhã do dia 24, fomos ao quarto dela e a própria Luísa foi quem cortou o barbante que amarrava a chupeta na cama. Depois colocou numa caixinha vermelha para entregar ao Papai Noel. Filmei tudo e ela se despediu da chupeta numa boa, falando que ela seria levada para crianças cujos pais não podem comprar para elas. Também, por recomendação do pediatra, expliquei para ela que provavelmente ela sentiria falta da chupeta e que isso seria normal, mas que estaríamos junto dela para ajudá-la quando fosse preciso. À noite ela entregou durante a festa e, para minha surpresa, dormiu numa boa.
O que eu vejo é que desta vez ela estava realmente preparada para essa ruptura, ao contrário do episódio da entrega para a Branca de Neve, em julho. E agora eu, que ao mesmo tempo fiquei muito feliz e orgulhosa, fico agoniada por ver que minha mocinha está realmente crescendo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Crianças e seu poder de transformar o Natal

Queridas e queridos,
Coisa tá corrida por aqui (e onde não está?), mas passamos pra desejar a todos um Natal super especial.
Para mim o Natal havia perdido o sentido havia muitos anos, desde que deixei de ser criança. Naquela época, minha mãe reunia a família toda em casa e tinha Papai Noel, árvore de Natal com bolas de Sonho de Valsa, comidas gostosas, abraços sinceros. Depois, por questões da vida, por muitos anos passamos na casa de uma tia da minha mãe e era legal, mas era uma festa na família dos outros, sabe como? Era uma noite que me trazia tristeza, melancolia. Depois que meu pai morreu, então, perdeu totalmente o sentido.
Até que nasceu meu sobrinho, depois a Luísa, e tudo mudou. Aquela luz do Natal brilhou de novo. Passei a reunir a família em casa e o Natal passou a ser nosso de novo. O Papai Noel voltou a aparecer ao vivo e a cores em casa e encher a noite de alegria, sem lembrarmos dos problemas e das dificuldades que todos temos. É uma noite em que nos esquecemos de tudo, menos de nos divertir, comer, trocar nossos presentes (por que não?) e curtir uns aos outros.
As crianças têm o poder de transformar uma família e resgatar sentimentos que achamos que nunca mais teríamos. Elas são a magia verdadeira do Natal.
Que Papai Noel e as crianças tragam muita alegria ao Natal de vocês.

Um beijo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O homem do lixo, o moço da banheira e o caçador de lobos

Aqui em casa é cheio de personagens.

Luísa normalmente ajuda a guardar seus brinquedos. Aliás, eu sempre enfatizo para ela que nós é que a ajudamos a guardar as coisas, e não o contrário. A professora também já elogiou esse senso de organização dela na escola. Mas evidentemente há dias em que ela faz aquela bagunça e não se anima muito em arrumar. E aí entra em cena um dos personagens: o Homem do Lixo. Ele pega a lata de lixo e sai batendo pela casa ameaçando jogar fora todos os brinquedos que estão espalhados pela sala. Luísa se pela e corre arrumar as coisas. Ela sabe que o Homem do Lixo é o pai, até porque ele não vem fantasiado de nada, mas ela acredita mesmo que o pai vai jogar fora seus brinquedos e sai correndo guardar tudo. De vez em quando ela vê algum chinelo meu espalhado pela casa e solta: "Mamãe, vou chamar o homem do lixo pra levar o seu chinelo". Tá certa.

O outro personagem é o Caçador de Lobos. Esse tem fantasia e tudo. O pai veste um sobretudo preto e um chapéu e entra no meio da história pra pegar o Lobo Mau. Eu acho meio assustador esse caçador, porque acho que homem exagera nas brincadeiras. Meu marido às vezes se esconde na sacada e aparece daquele jeito, falando todo grosso, que até eu me assusto. Mas Luísa adora, então mantemos assim.

E o terceiro personagem, o mais divertido deles na minha opinião, é o Moço da Banheira. Começou num domingão, quando Luísa pediu pra tomar banho na minha banheira. Enchemos a banheira de água e ela estava lá brincando quando o Luiz apareceu no banheiro de sunga, touca de banho e óculos de natação e entrou na água com ela. Fizeram uma bagunça danada, mergulharam espremidos na banheira (que não é muito grande, diga-se de passagem). A partir daí essa bagunça virou frequente aos domingos. Problema é a molhadela que fica o meu banheiro.

O mais legal de tudo isso é que esses personagens aproximaram muito pai e filha. Criaram uma intimidade que é só deles que é gostoso demais de se ver. Eles curtem muito e eu também, meio que só olhando de fora.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Movimento Sanguenozóio

Estou meio atrasada no apoio, por falta de tempo para blogar, mas não posso deixar de me juntar à ira das mães blogueiras contra o aumento de 62% que os parlamentares se presentearam neste fim de ano. Assim como elas, tenho medo de como estará esse país quando minhas filhas crescerem.
Acabei de voltar de Brasília e ouvi barbaridades sobre o que rola por lá. Sujeito chega em um lançamento imobiliário, fala que vai comprar 10 apartamentos (DEZ APARTAMENTOS) e diz que vai pagar um por mês, em DINHEIRO. E sabe o que acontece? Nada. Ele compra, coloca no nome dos parentes e está tudo certo. E assim a vida vai rolando.
A Mari, que começou essa campanha (aqui), escreveu um texto incrível em nome de todas mães que se preocupam com essas sacanagens e está mandando a todos os deputados.
Meu total apoio à campanha e indignação contra essa barbaridade.
Essa mãezarada sabe fazer barulho, brinca com elas não.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Besteiras escatológicas

Luísa está naquela fase de falar besteiras escatológicas. É pum pra cá, cocô pra lá, cara de cocô não-sei-das-quantas, vou fazer xixi na sua cara. Aprendeu com os amiguinhos da escola. E não adianta, quanto mais a gente fala que é feio, mais ela gosta e acha engraçado. Então procuramos não valorizar muito.
Mas outro dia ela ficou decepcionada. Estava há um tempão falando alto pela casa "eu solto pu-um, eu solto pu-um", até que dali a pouco ela entra no escritório toda cabisbaixa:
- Mamãe, a Vera falou que todo mundo solta pum.
- Pois é, filha, é verdade, todo mundo solta pum, não é só você.
E não é que ela não falou mais nisso? Hahahaha, perdeu a graça.

E, para homenageá-la, ontem comprei um livro divertidíssimo sobre um cachorrinho chamado Pum (Quem Soltou o Pum, de Blandina Franco e ilustrações de José Carlos Lollo, editora Companhia das Letrinhas):
O livro é um barato, cheio de trocadilhos inocentes e situações engraçadas do tipo: "Teve também um dia que estava chovendo forte e eu fiquei um tempão prendendo o Pum. Mas uma hora eu não consegui mais segurar e soltei o Pum na chuva".
Super divertido, vale a pena.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Baby Bossa

Ando numa fase super internética. Vivo comprando coisas para as meninas nos sites de descontos (tipo BrandsClub, Privalia e Superexclusivo) e na maior parte das vezes faço excelentes compras. Para mim, particularmente, eu não gosto de comprar roupas pela internet, porque o risco de dar errado é maior, mas pra elas compro direto.
Essa semana a Carla me mandou um e-mail pra apresentar a loja virtual fofíssima que ela acaba de lançar, a Baby Bossa. São roupas de várias marcas bem legais e descoladas para crianças de 0 a 4 anos. Não diria que os preços são suuuper baratinhos, mas estão bem dentro da média das lojas de roupas legais que existem aqui no Brasil. Vale a visita.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Não tenho saudades da gravidez, prontofalei

Eu serei vista como uma pessoa insensível e "menos mãe" se eu disser que não tenho saudade alguma da minha barriga de grávida? Pois é, eu não sinto. Me lembro, quando eu estava grávida da Luísa, que minha irmã me disse a mesma coisa e eu fiquei um tanto indignada: "como é que ela pode não ter saudade da gravidez, uma fase tão especial e tão desejada?"
E hoje eu entendo a minha irmã. Lógico que eu curti as gravidezes (nossa, que palavra horrível), que foram muito muito desejadas, mas não sinto saudades. A gravidez é um momento especial, em que você se torna um pouco centro do universo. Dessa atenção eu gostava. Também gostava de sentir os chutes das minhas filhas e de vê-las no ultrassom. Mas isso não significa que eu tenha saudades ou vontade de passar por isso novamente. Acho a gravidez uma fase difícil para a mulher: muitos hormônios, muitas alterações de humor, enjôos, muitas restrições físicas, muita tensão.
Agora, sabe do que eu sinto saudade mesmo? Do parto e das primeiras semanas com minhas filhas em casa. Alguns podem pensar que eu sou completamente louca, mas é verdade. Meus partos (aqui o número 1 e aqui o número 2) foram incríveis e me marcaram demais. As primeiras semanas depois disso também, pois foi quando comecei de verdade a me apaixonar pelas minhas filhas. Fora que, apesar das dificuldades naturais desse período, foram semanas divertidas. Me diverti com os cocôs voadores, com as madrugadas batendo papo com a minha mãe e com o marido, a curtição de ver um bebezinho tão frágil mamando no meu peito.
Eu curti a gravidez, mas foi um período que passou e eu acho muito mais gostoso estar com a cria nos braços, no peito, na minha frente. Dessas fases, sim, eu acho que vou sempre sentir saudade. Aliás, já sinto. A cada etapa que vai se passando, vai ficando uma certa nostalgia de que não vou mais passar por isso de novo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mal acabou de nascer...

... e já está assim, ó:
video
Daqui a pouco já está falando.

sábado, 11 de dezembro de 2010

As bonecas que falam

Já falei aqui e aqui sobre meu problema com a maldição dos brinquedos que tocam musiquinha. Ainda bem que Luísa já saiu dessa fase, mas de vez em quando ela ganha uns brinquedos meio freaky.
Porque agora todas as bonecas falam, não é não? Bonecas com cara de bebê já falam como crianças de três anos. Uma mais exagerada do que a outra.
Mas existem umas versões esquisitíssimas que falam todo o repertório de frases de uma só vez. A Luísa ganhou duas dessas no aniversário. Você aperta a boneca uma única vez e ela dispara:
- Me dá um abraço? Tô com fome. Eu te amo! Quer ser minha amiga? Vamos brincar? Estou com sono! Você é linda!
Arghhhhhhhhhhhhh
Vou arrancar a bateria delas logo, logo. Aliás, por que ainda não fiz isso?
Cada dia mais eu me apaixono pela nega maluca de pano que eu comprei pra ela na Bahia. Não canta, não dança, não faz xixi, não escova os dentes, não faz nada. Mas tem mil lacinhos coloridos na cabeça, uma roupa de fuxico e um sorrisinho delicioso.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Nossa última semana de aula

Sensação estranha essa que tive ontem. Foi a última reunião do ano na escola da Luísa e era como se fosse o meu último dia de aula. Minha filha ainda não tem a noção clara de que as coisas serão diferentes no ano que vem, afinal este foi o primeiro ano de escola da vida dela - mas a professora não será mais a atual, muitos dos amigos não estarão mais na turma dela, a sala não será mais a mesma em que ela ia todos os dias.
Eu, como mãe, sei que essas mudanças virão. E eu fiquei um tanto tristinha, com uma sensação de nostalgia. Aquela primeira professora terá no ano que vem outra turma. E a Luísa terá a segunda, depois a terceira, quarta... mas nunca mais terá outra primeira professora. Quantas descobertas, quantas novidades aconteceram esse ano! Minha filha entrou uma e saiu outra. Mais independente, mais madura, mais sociável.
Nada demais nessa mudança, na verdade, afinal ela terá muitas outras novidades ao longo da vida, muitas outras coisas que serão feita pela primeira vez. É é assim que as coisas acontecem.
Mas eu tenho certeza que esse ano será inesquecível. Um ano em que eu e meu marido curtimos a escola junto com a Luísa porque também era a nossa primeira vez. Passamos pela adaptação junto com ela. Tivemos nossa primeira reunião de pais, o primeiro portfólio que ela trouxe pra casa, a primeira festa de dia das mães e de dia dos pais. Sabíamos de cor e salteado todos os nomes dos amiguinhos e as características de cada um - afinal, Luísa falava deles o dia inteiro em casa e eles participavam, na imaginação, de todas as suas brincadeiras.
Ano que vem virá outra turma, novas festas e esse círculo de amizades tão bacana que ela construiu na escola vai começar a aumentar. Vai ser legal também. A adaptação será mais fácil, o ambiente já é conhecido.
Mas esse primeiro ano certamente ficará na lembrança pra sempre. Na dela e na nossa.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pregadores de Natal

Mais uma atividade bacana que eu aprendi na Crescer e que testamos neste final de semana com a Luísa: pregadores coloridos. (Tô firme no Mommy Maker, né?!)
Também é super fácil. Nós fizemos alguns em vermelho e verde pra colocar na árvore de Natal, mas as possibilidades são infinitas. Uma ideia que ainda não testei mas que deve ficar bem legal é fazer um varalzinho de barbante e usar os pregadores coloridos pra pendurar fotos no quarto, hã? Se alguém fizer o varal, me manda uma foto pra eu colocar aqui no blog.

Você só vai precisar de:
- Pregadores de madeira
- Tinta guache
- Tinta plástica (para fazer os relevos)
- Pincel
- Se quiser, também pode usar gliter

Pinte a base do pregador com guache da cor que você preferir e depois faça desenhos com a tinta plástica por cima. Vale deixar a criança usar a criatividade para misturar as cores. Para não borrar a tinta na hora de secar, você pode fazer um varalzinho de barbante e pendurar. Ou então deixe secar um lado antes de pintar o outro.
Não fica uma graça?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Arco-íris de giz de cera

Aprendi uma atividade ótima no site da revista Crescer e já fizemos aqui em casa no fim de semana: arco-íris de giz de cera. Simples, simples.

A única coisa que você precisa ter em casa são forminhas de empadinha ou outro tipo de forma pequena. Ali você coloca um punhado de pedacinhos de giz de cera coloridos - deixe a criança escolher as cores - e põe no forno pra derreter. Só isso!

Depois que retirar do forno, deixe umas quatro horas em temperatura ambiente até endurecer e é só desenformar. Sai facinho e fica bem bonito e divertido, porque quando você escreve no papel as cores vão se misturando. Fizemos um colorido e dois aproveitando os gizes da mesma cor (só vermelho e só verde). Mas confesso que o colorido ficou bem mais legal. Além de ficar bacana, é uma forma de reaproveitar aqueles pedacinhos que ficam jogados por aí e a criança não quer mais usar.

Dica: coloque as forminhas sobre uma assadeira antes de levar ao forno e, de preferência, selecione gizes de um mesmo tipo, porque os tempos de derretimento podem ser diferentes.
A matéria do site falava em deixar no forno por apenas 3 minutos, mas eu precisei deixar uns sete minutos, mais ou menos, até derreter os pedaços. Tem que ficar de olho, porque é bem rápido mesmo.
PS. A foto é do site da revista, mas o nosso ficou igualzinho.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Duplinha dinâmica

Um dia, quando eu crescer, quero ser boa fotógrafa como a Tati, que faz registros incríveis da sua linda Maria no blog Maria Todo Dia.
Enquanto isso, fico aqui brincando de fazer gracinhas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Campanha de péssimo gosto


Eu sou contra a pirataria. Não compro filmes, nem CDs, nem bolsas e muito menos brinquedos falsificados.
Mas, vamos combinar, que campanha é essa, senhor amado?
Ô, dona agência 512 Comunicação que bolou e dona Fecomércio que aprovou a campanha: não tinha nada melhor do que essa imagem de extremo mau gosto que vocês escolheram para o Movimento Brasil sem Pirataria? Isso vai circular nos vagões e estações de metrô do Rio de Janeiro agora na época do Natal.
Botassem um monte de CDs ali naquele caixão, mas não uma boneca com cara de bebê de verdade, pelamordedeus!!!
Juro, me deu vontade de ir lá na rua agora e comprar um CD pirata em protesto a essa imagem horrível.

PS. Pra não ficarem com essa imagem na cabeça, vão lá ver esse vídeo que a Carol publicou hoje no blog dela. Chorei cântaros. É imperdível.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ser mãe é...

... ser capaz de abstrair totalmente o choro de uma criança e se concentrar em outra atividade.
Agora, por exemplo, estou aqui sentada fazendo coisas no computador enquanto Luísa está no meu colo chorando há um tempão por pura manha, sem motivo. (Antes que as mães mais radicais me chamem de mãe desnaturada, aviso que já tentei de tudo: já conversei, dei colo, dei carinho, dei atenção. Mas não adiantou nada. Então ignoro e espero acalmar.)

sábado, 27 de novembro de 2010

Quiz

Por que as crianças esperam chegar a nossa comida no restaurante pra dizer que estão com vontade de fazer cocô ou xixi?

a) Porque elas acham que é mais divertido ver a gente comer comida fria
b) Porque o cheiro de comida dá mesmo vontade de fazer cocô
c) Só pra encher o nosso saco
d) Sei lá qual é a explicação, só sei que isso acontece em 90% das vezes em que estamos almoçando ou jantando fora de casa
e) Isso nunca aconteceu comigo
f) n.d.a

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

E eu amarrei a chupeta na cama

Quem acompanhou aqui a saga da chupeta com a Branca de Neve sabe que este é um dos itens de pauta aqui em casa e que ainda não conseguimos resolver.
Luísa desfraldou aos dois anos e não teve nenhum problema para tirar a mamadeira, mas como nada pode ser perfeito, tem a maldita tampa de borracha pra atrapalhar. Não me arrependo de ter dado a chupeta, tanto que dei para a Rafaela também. Acho que ela foi importante, útil (não queria que ela chupasse o dedo até os seis anos, como eu) e não vou entrar aqui no mérito da discussão dar ou não dar chupeta, porque isso é uma decisão individual de cada mãe/pai e vale outro post. Mas, evidentemente, chegou a hora de abandonar a bichinha e, como qualquer vício, nem sempre é fácil tirar.

Vou só contar a última que aprontei aqui em casa na tentativa de não ter um Natal desesperador. Sim, porque ela está prometendo entregar a chupeta para o Papai Noel desde que tomou de volta da Branca de Neve. Agora imagina a beleza na véspera do Natal: depois de passar o dia e a noite na correria, já que o Natal é na minha casa, ter de enfrentar uma menina chorando desesperada pela chupeta na hora de dormir, de madrugada e de manhã? Ninguém merece isso, certo? Então estou tentando dar um jeito dessa chupeta ir embora ANTES do Natal.
Letícia fez um post ótimo sobre chupetas esses dias, vale ler aqui, e de todas as dicas dela e do pediatra da Laura, apenas uma eu ainda não havia testado aqui em casa: a de amarrar a chupeta na cama. Já havia lido sobre isso em outros lugares antes e agora resolvi testar.

Ela já usava a "pepê" só pra dormir, mas sempre dava aquela esticadinha. Quando acordava, por exemplo, vinha para o meu quarto de chupeta e só tirava na hora do café da manhã. Na hora da soneca também pedia, e idem à noite, um pouco antes de ir para o quarto. Ajuda o fato de que ela realmente quer largar a chupeta. Fala com frequência que não vai mais usar, mas nunca consegue cumprir porque a vontade na hora do sono é mais forte.

Fiz assim: peguei um barbante e medi da grade até a metade da cama, cortei e amarrei na chupeta. Isso significa que ela só consegue chupar a chupeta se estiver virada para o lado da grade. Se ela se mover para o outro lado, a dita cuja sai da boca. E também significa que não tem mais chupeta na mesa, na sala ou no meu quarto. Se quiser, é só lá na cama dela. Vai lá, dá uma chupadinha e pronto. Ela encarou super bem a ideia, até porque ela está a fim de colaborar.
Chega a ser engraçado, parece um peixinho mordendo a isca e pendurado no anzol, saca? Ela fica com o pescocinho esticado pra conseguir ficar com a chupeta na boca. Mas a bichinha fica meio solta e logo acaba saindo da boca dela. Ou então eu mesma vou lá e tiro depois que ela entrou no sono profundo. Assim pelo menos os dentes vão sendo poupados durante a noite.

Na primeira noite ela dormiu bem, mas de manhã veio pro meu quarto chorando porque queria deitar ali com a chupeta. Conversei com ela e expliquei que, se ela quisesse dormir com a chupeta, teria que voltar pra cama dela. E fui junto. E ela chupou a chupeta mais um pouquinho e largou. Durante o dia não pediu e à noite também. Contou pro papai toda orgulhosa que a chupeta estava amarrada na cama. "Ó, a chupeta já era, agora tá lá amarrada na cama", e mexe a mão toda italiana. De ontem para hoje, não teve nenhum momento de choro por causa disso.

Sei que está funcionando super bem e me pareeece que vai dar certo dessa vez. No mínimo, já reduziu a frequência do uso, ela está passando a noite sem a chupeta e, ao mesmo tempo, a dita está lá à disposição dela se a carência em algum momento apertar. Vou deixar assim, agora. Acho que não vou mais forçar. Luísa está prestes a largar naturalmente e, se não quiser entregar para o Papai Noel, em breve ela vai encontrar seu momento. Logo dou novos updates sobre a saga.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Uma amiga pediu apoio pra divulgar o lançamento de uma escola de inglês especializada em crianças e adolescentes que vai ser inaugurada no próximo dia 27 em São Paulo (em Alto de Pinheiros).
A festa vai ser bacana e estão todos convidados, é só agendar horário para poder ter uma atenção especial. Além de comidinhas e bebidinhas e sorteio de assinaturas da N Magazine (oba, eu quero!), a criançada vai ter aula de culinária e depois degustar suas próprias melecas comidinhas.
Para saber mais, é só clicar sobre o convite que dá pra ler os detalhes.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

3 meses de muito sorriso e gostosura

Rafinha completou 3 meses no domingo. Passa, não? Até parece que foi ontem.
E ela agora já está assim, toda gostosa (tinha que ganhar sua tirinha também, né?):

  • Ela é uma criança muito sorridente. Muito mesmo. Mais que a irmã nessa fase. Até um ano e pouco, a Luísa era bem desconfiada e ria pouco, especialmente para pessoas estranhas. Já essa aqui se derrete pra todo mundo. É totalmente da paz (por enquanto, claro).
  • Ela nasceu grande (3,650 kg), mas ganhou pouco peso depois que veio pra casa. Fica sempre na linha inferior da curva e, algumas vezes, chegou a ficar abaixo do mínimo. Tive que rebolar pra conseguir engordá-la um pouquinho sem entrar nos complementos. Quem me salvou foram o Equilid (antidepressivo cujo efeito colateral é aumentar a produção de leite) e o bico de silicone, especialmente desde que ela começou a se rebelar contra o meu peito. Até hoje não estou liberada pra deixá-la dormir a noite inteira, o que é um martírio, porque ela é super dorminhoca e não reclama de fome. Tenho que colocar o despertador de madrugada pra me acordar e também tenho que acordá-la. Ela nunca teve aspecto de criança super magra, sempre teve as bochechas cheinhas e as coxas gordinhas, mas o ganho de peso chegou a 14g/dia, enquanto o mínimo recomendado é 20g/dia.Na última consulta ela já havia subido para 19g/dia, mas por ainda estar no limite o pediatra não liberou pra ficar muitas horas sem mamar (mas confesso que nem sempre eu aguento e, de vez em quando, dou uma trégua pra nós duas e não coloco o despertador de madrugada). Durante o dia, não deixo passar de três horas.
  • Não tomou mamadeira até hoje. Duas vezes eu precisei sair e deixei leite congelado pra babá dar pra ela, mas ela não acordou e ficou me esperando quietinha em casa pra mamar na mamãe.
  • Os banhos são sempre gostosos e divertidos. Na banheira, mesmo, porque não experimentei o banho de balde. Ela sempre adorou o banho e ficou quietinha, mas agora deu pra fazer bagunça. Mexe as perninhas feito doida, joga água pra fora da banheira, fica de pé quando a viro de costas pra lavar o bumbum. Uma gostosa.
  • Ela dá jatos de cuspe, alguém já viu isso? Acho que ela vai acumulando saliva na boca, acumulando, acumulando, e de repente, feito um camelo, ela arremessa um jato de água longe. Não é leite, não, é água mesmo. Coisa engraçada, não me lembro de Luísa ter feito isso.
  • Ela já foi ao cinema, já viajou pra três cidades diferentes, já andou de avião, conheceu o Rio de Janeiro. 
  • Já conheceu vários amigos sucesso da blogosfera: Cecília e Clarice, Alice e Lucas, Helena e Noah, este lá no Baixo Bebê (vale um post esse encontro).
  • Continua sendo um doce de menina. Fácil, quase não chora, não teve cólicas até hoje (obrigada, Papai do Céu) e dorme sozinha no berço. Não viciou em colo, apesar de eu adorar quando ela dorme no colinho da mamãe.
  • Chupa chupeta, mas consegue dormir sem ela sem problemas. 
  • E, assim como a Paloma descreve a relação das duas filhas, Rafaela também é apaixonada pela irmã (e vice-versa). Olha pra ela com cumplicidade, encara, sorri, segura as mãozinhas da irmã. Coisa linda de viver.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quer uma? Então pede pra você, ué!

Estávamos os três sentados na primeira fileira do avião e Rafaela estava no meu colo. A babá, que foi junto para ficar com as crianças enquanto íamos ao nosso compromisso à noite, estava sentada na poltrona imediatamente atrás, do outro lado do corredor.
Eis que a comissária de bordo nos avisa que eu não poderia ficar ali com um bebê de colo porque agora tem airbag nos cintos de segurança na primeira fileira da aeronave. Então peguei a Rafaela e pedi pra babá trocar de lugar comigo.
Logicamente começou a choradeira da Luísa, querendo a mamãe.
Mas a comissária foi rápida e logo apareceu com a cestinha de balas.
- Pega essa, que é uma delícia. Essa também, dessa cor, também é muito boa. E essa, e essa...
E encheu as mãos da Luísa de balas. (coisa que eu não compro pra ter em casa, mas até permito que, vez ou outra, ela chupe uma balinha). Pronto, resolveu o chororô.
Daí o pai, que estava sentado ao lado da Luísa, começou:
- Luísa, dá uma bala pro papai?
- Não
- Poxa vida, filha, olha quantas balas você tem aí na mão
- Não dou
- Caramba, Luísa, que egoísta que você está sendo.
Daí a figura se vira pra trás, olha pra mim e solta essa:
- Mamãe, você pode chamar a moça, por favor? É que o papai está querendo balinha.

domingo, 21 de novembro de 2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Lançamento do Gildo

A Silvana Rando, ilustradora maravilhosa e de quem eu fiquei ainda mais fã depois que ela fez o livrinho da Rafaela e da Luísa, vai lançar neste sábado em São Paulo seu mais novo livro, Gildo, escrito e ilustrado por ela e publicado pela Brinque-Book.
O livro conta a história do elefante Gildo (adorei o nome) que, apesar de muito corajoso,  fica apavorado em festas de aniversários. Uma fofura.

Eu infelizmente não estarei em SP no fim de semana, mas quem puder ir lá prestigiar a Silvana na Livraria da Vila transmita meu beijo pra ela, por favor!!! Vai ter contação de histórias de Kiara Terra.
PS. A Letícia, do Pelos Cotovelos e Cotovelinhos, também fez um post ótimo sobre os livros da Silvana Rando.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Chefinha mandou

Ela não pede, ela dá ordens. Nunca vi serzinha mais mandona que essa Luísa. Seria isso da idade ou da personalidade dela mesmo? Por mais que ensinemos o por favor, obrigada e outras palavras que rezam a cartilha da boa educação, ela adora trocar o tradicional estilo doce pelo tonzinho mandão. Como diz meu marido, coitado do sujeito que se casar com ela. O tempo todo ela dá ordens e broncas nas bonecas, nos amigos imaginários, na gente... tá impossível, essa nega!

Só um exemplo. Neste feriado, no pula-pula da brinquedoteca do hotel:

- Papai, aqui não. Fica lá sentado junto com a mamãe, senão eu não vou fazer nada. 

- Papai, mamãe, olhem aqui pa mim! Não quero conversa! Se não prestar atenção, eu paro de pular, hein!

- Papai, você não tá olhando! Não vire a cabeça pa baixo, nem pra cima, nada. Senão eu não vou pular.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tô pronta, mamãe.

Tudo o que está ruim pode ficar pior.
(Ou melhor, dependendo do ponto de vista!!! rsrs)

domingo, 14 de novembro de 2010

Resultado do sorteio do babador-bandana

E o babador-bandana fofo da Matilde & Manech vai para a MAIKELY, inscrita número 11!
Agora vocês vão ter que acreditar em mim, porque fiz o sorteio pelo Random.org entre os 68 números válidos e apontou o número 11, só que eu estou digitando do meu Mac e não sei como fazer o print-screen da imagem!! E aí fui tentar copiar, me embananei toda e o random fez novo sorteio.
Poderia ignorar o primeiro sorteio e tentar copiar novamente, mas não estaria sendo honesta com a Maikely, que foi a vencedora.
Querida, vou te mandar um email, ok? Parabéns!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tiaras, presilhas e rabinhos de cavalo

Demorei três anos pra conseguir convencer Luísa a usar tiarinhas na cabeça. Ela sempre foi avessa a adereços nos cabelos, a exceção das presilhinhas tic-tac. Mais recentemente, talvez por influência das amiguinhas da escola, ela também tem permitido com mais frequência que a gente faça rabinhos de cavalo e gostou das tais tiarinhas.
Acontece que ela gostou tanto que agora ela quer usar TUDO JUNTO AO MESMO TEMPO AGORA. Tiara com presilhas e rabinho de cavalo. "Minha amiga falou que fica bonito assim, mamãe" (pra tudo ela inventa essa tal "amiga").

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Produtos legais para comprar no exterior

Comprei dois produtos para bebês quando viajei para os EUA que estão sendo muito úteis e acho que vale dividir aqui a dica com vocês caso tenham oportunidade de comprar fora ou pedir para alguém trazer. Me arrependi, inclusive, de não ter comprado mais.
Um deles são os "pacifier wipes" (da marca The First Years), lencinhos umedecidos para limpar bicos de chupeta, mamadeira, essas coisas. Digam, mães de crianças que usam chupeta, se isso não é uma maravilha? Quantas vezes tive que pedir pra lavar chupeta em restaurantes e outros lugares porque a bichinha caiu no chão. E quando não tem nenhum lugar com água por perto e você tem que correr pra comprar garrafinha de água mineral enquanto o bebê está no meio de um acesso de choro?
Pois acho que vou fazer lobby pra Natura ou para outras marcas fazerem isso aqui no Brasil, hã?
E o outro item que adorei são os saquinhos para armazenar leite materno. Vem com as medidas no próprio saquinho, dois "zip locks" para fechar bem e podem ser acoplados a qualquer bombinha de tirar leite. É uma mão na roda pra gente ter controle da medida e podem ser congeladas diretamente no freezer.Eu comprei da Lansinoh, mas também tem da Medela e de outras marcas. Acho que não deve fazer muita diferença.
Ambos os produtos eu comprei na Buy Buy Baby, mas acredito que deve ter também em outras lojas que vendem produtos para bebês. Agora vi que tem disponível no site da Babies R Us.

PS. Hoje é o último dia para quem quiser concorrer ao sorteio do babador-bandana se inscrever. Se ainda não deixou comentário lá, clique aqui.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Secar ou não secar amamentando, eis a questão

A minha enquete sobre emagrecer amamentando fez um baita sucesso, os comentários foram ótimos, mas eu não consegui chegar a nenhuma conclusão e também não derrubei teoria nenhuma da maternidade como eu esperava. Super obrigada pela massiva participação das amigas bloguísticas.
O fato é que não há regras ou verdades absolutas. Mas vou listar aqui algumas conclusões que acho que pude tirar disso tudo:

1. Amamentar ajuda a contrair o útero mais rapidamente e, com isso, nos ajuda a emagrecer os quilos engordados durante a gestação. Porém, amamentar também dá uma fome de pedreiro, e me parece que isso é meio geral entre as mães.

2. Se você acha que vai ficar um palitinho quando estiver amamentando e por isso pode comer o que quiser, cuidado. Pode até ser que isso aconteça, como de fato ocorre em muitos casos, mas também pode ser que NÃO ACONTEÇA, como também ocorre em um número igual de casos. Tudo varia conforme o metabolismo da mãe e a realidade de cada uma (se faz exercícios, se come direito, etc). Portanto, manere na boca por garantia.

3. Mães de bebês glutões emagrecem mais facilmente. Isso é balela: algumas secam sem fazer esforço, outras comem loucamente e engordam.Outras nem comem tanto mas também não conseguem voltar ao peso de antes.

4. Mães que não têm ajuda de ninguém secam mais rápido? Se elas deixarem de comer ou comerem pouco por conta da correria, pode ser que emagreçam mais facilmente, sim. Mas tem que tomar cuidado pra se alimentarem direito porque isso é fundamental pra garantir a qualidade do leite do bebê.

5. Emagrecer não significa voltar ao mesmo corpo de antes, portanto ginástica nele (com moderação). Faz bem não só pro corpo mas também ajuda a dar uma melhorada na autoestima, porque vamos combinar que nenhuma mulher fica deslumbrante após o parto, né não?

6. Drenagem linfática ajuda a reduzir o inchaço, mas não garante que você vai secar (sou prova viva disso, porque também continuei fazendo a drenagem depois que a Rafa nasceu e não sequei)

7. Tensão de mães de primeira viagem faz emagrecer? Depende. Tem gente que fica tensa e não come. Tem gente que fica tensa e se afoga na comida (meu caso always)

8. Ter filhos abaixo dos 30 anos ajuda, já que o metabolismo nessa fase costuma ser mais acelerado, mas também não é regra. Tem mulher que sempre foi magrinha e tem mulher que sempre teve mais tendência a engordar - e pra essas, nada é fácil nessa vida, sorry.

9. É mais fácil secar no primeiro filho do que no segundo? Também não há regras, acho que isso está mais relacionado à idade do que necessariamente ao número de filhos. Eu, agora, apesar de não ter conseguido voltar ao peso ainda, estou com o corpo melhor do que na gravidez da Luísa, porque antes de ficar grávida dela eu não estava fazendo nada de exercícios e dessa vez eu não parei de fazer ginástica.

10. Por último, o mais importante: amamentar é essencial para a mãe e para o bebê. Fora que é um momento especial de amor e troca para ambos. Independentemente se você vai secar ou não, nem pense em parar de amamentar por causa disso, ok? Eu não quero com esse post, de forma alguma, desencorajar qualquer mãe a amamentar. Aliás, olha só que honra, um dos comentários veio do próprio Ministério da Saúde, esclarecendo justamente que essa questão do emagrecimento pós-parto está relacionado ao metabolismo de cada mãe. Fico muito feliz em ver que o governo está monitorando as redes sociais e dando atenção aos blogs maternos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Amamentar emagrece quem?

Preciso fazer uma enquete aqui no blog porque estou prestes a derrubar uma teoria da maternidade. Cadê que eu ia secar com a amamentação e ficar 3 quilos mais magra do que eu era quando engravidei??  Eu fico pensando: se o metabolismo de uma lactante é acelerado, como é que uma ser humana como eu, amamentando e fazendo ginástica praticamente todos os dias da semana, não consegue emagrecer de jeito nenhum? Emagreci 9kg no primeiro mês e ali parei. De lá, não saí mais do peso e ainda faltam 3kg pra chegar ao que eu estava quando engravidei (e quando engravidei estava uns 4kg acima do meu peso, por isso o maior grau de preocupação com o assunto). Tudo bem que como um docinho aqui e acolá, mas peraí, minha nutricionista quer me matar passando uma dieta de 1.200 calorias por dia pra eu conseguir emagrecer, fala sério.
Na última semana, conversei com mais quatro amigas que tiveram bebê na mesma época que eu e, de todas nós, apenas uma secou. Todas as outras, além de terem estacionado no peso alguns quilos acima do que estavam quando engravidaram, chegaram até mesmo a engordar um ou dois quilos nesse período.
Vou aproveitar esse espaço aqui do blog pra fazer uma enquete com as meninas e com os meninos que possam falar de suas esposas:

1. Você voltou ao seu peso logo depois de ter bebê ou ficou até mais magra do que antes? Quanto tempo depois?
2. Qual é a sua idade?

Obrigada pela atenção e pelo apoio moral.

domingo, 7 de novembro de 2010

Caderno de perguntas

A Ana Carolina, do blog Quase Mãe, Quase Pai, me indicou pra uma brincadeira que eu achei divertida. Como ela mesmo lembrou, parece a versão virtual daqueles cadernos de pergunta da nossa infância. Aquilo era bom demais. E quando os paquerinhas do colégio respondiam, então, a gente queria morrer, né?
Como muita gente já participou dessa brincadeira, não vou repassar pra ninguém especificamente, mas vou deixar aqui a indicação pra quem quiser participar, ok? 

1 – Se me dou bem com a minha sogra?
Ela mora em outro Estado, então nos vemos poucas vezes ao ano. Mas nos damos bem, sim.

2 – Qual o seu desafio?
Administrar tantas coisas ao mesmo tempo e não deixar a peteca cair.

3 – O que diria a seu chefe se ganhasse na Loteria?
Não tenho chefe, pois trabalho em casa. Essa é, inclusive, uma das grandes vantagens desse modelo de trabalho que eu escolhi.

4 – Que farias se descobrisses que alguém te está mentindo?
Depende da pessoa, depende da mentira, depende do impacto dessa mentira. 

5 – Se tua casa sofre um incêndio e apenas podes salvar uma única coisa, que salvarias?
Não estamos falando de pessoas e sim de coisas, certo? Salvaria as fotos.

Por quê?
Porque elas mantém vivas as nossas lembranças.

6 – Entras num local com muita gente, que fazes?
Depende do meu objetivo naquele lugar. Se for um restaurante com muita espera, por exemplo, geralmente saio pra procurar outro. Agora se é algo que eu preciso enfrentar ou quero muito, encaro na boa.

7 – Vês um recipiente meio cheio ou meio vazio?
Meio cheio, na grande maioria das vezes.

Por quê?
Porque esta é a minha forma de ver a vida e encarar os problemas. Podemos ver tudo de duas formas e eu sempre procuro enxergar da maneira mais positiva. 

8 – Encontras uma Lamparina Mágica. Que três desejos pedes?
Saúde para mim e para minha familia, um futuro bacana para as minhas filhas e alegria sempre.
9 – O que te levou a criar um blog?
Criei em 98 o blog pra dar dicas para algumas amigas que estavam grávidas. Depois o blog foi crescendo, crescendo, e hoje é algo que eu levo muito a sério.

10 – Se fosses um dinossauro, como te chamarias?
Sei lá, pergunta esquisita essa. 

11 – Você mudaria algo no seu passado?
Sim, mudaria algumas coisas que prefiro não dizer aqui. 

12 – Qual é o teu sonho?
Não sou uma grande sonhadora. Procuro encontrar a felicidade no dia-a-dia, nas coisas simples da vida.
13 – O que de mais vergonhoso fizeste?
Vários micos, tipo cair na rua, mandar email com informações pessoais e confidenciais pra pessoa errada, etc
14 – Se fosses um animal, qual serias?
Não sei, talvez um cachorro.

15 – O que nunca farias por dinheiro?
O que é errado e o que pode prejudicar pessoas inocentes.

16 – O quê ou quem é capaz de tirar-te do sério?
Mentira, falta de educação, corrupção.

17 – O que fizeste em tua Vida de que tenhas tanto orgulho?
Meu casamento, minhas filhas e a relação que mantenho com a minha família. Minha profissão também.

18 – Como gostarias de te enamorar?
Nos últimos tempos, é do jeito que dá (e quando dá)... rsrsrs

19 – Com que personagem, famoso ou não famoso, gostarias de parecer-te?
Nenhum. Ou melhor, bem que eu gostaria de ter o corpitcho da Sabrina Sato.

20 – O que prezas mais na Vida?
Família.

21 – O que significa PAZ para você?
Saber que todas as pessoas que eu amo estão bem.

22 – O que é AMOR para você?
É o que move a minha vida. 

23- Se pudesse mudar alguma coisa no mundo o que mudaria?
A violência, as drogas e a corrupção.

24. Qual seria tua opção para outra atividade profissional que não fosse a tua?
Sinceramente, não sei o que eu faria. Talvez marketing ou publicidade. Talvez hoje fizesse algo ligado a crianças.

25 .Qual a sua melhor lembrança?
Do momento em que eu saí do hospital com a Luísa e do parto da Rafaela.
26. Se fosse só fechar os olhos e imaginar, onde gostaria de estar agora, quando abrisse?
Na Europa com o meu marido.

27.Onde, como e fazendo o quê você imagina sua vida daqui a 10 anos?!
A única coisa que eu sei é que quero estar com meu marido e com as minhas filhas, perto da minha mãe e dos meus irmãos.
28. Qual é seu filme favorito?
Putz, são muitos, não sei dizer qual o favorito.

29. O que sentiu quando viu seu filho pela primeira vez?
É uma sensação impossível de descrever. É a maior emoção que alguém pode sentir. Sem ser piegas, é mesmo o milagre da vida.

PS. Gente, perdi alguns selinhos. Sou meio (bem) indisciplinada com os selinhos, mas eu procuro sempre agradecer. Mas ultimamente andei deixando passar alguns e acabei não encontrando mais pra responder. Então se alguém me mandou um selinho e eu não respondi, por favor me avise. Me desculpem.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Babador-bandana


Diz se não são fofíssimos esses babadores em forma de bandana da Matilde & Manech? Coisa mais gostosinha desse mundo. E daí que as meninas deram um babadorzinho desses pra sortear aqui no blog. A ganhadora (ou ganhador) pode escolher uma das duas cores. Pode ser gente de qualquer lugar do Brasil, ok?
Quem quiser concorrer ao sorteio, é só deixar um comentário aqui com um e-mail para contato até quarta-feira que vem, dia 10. Só peço para comentarem aqui nesse post apenas as pessoas que realmente querem concorrer, pra facilitar o processo do sorteio. Também peço que evitem comentar duas vezes pra não complicar a contagem da tia aqui, que já tá ficando velhinha.
Ah, a Matilde & Manech está lá no Baby Bum, feira bacanérrima que está rolando essa semana aqui em São Paulo. Também dá pra conhecer e comprar os produtos da loja por aqui.

PS. E obrigada por tantos parabéns pelo meu aniversário!! Dorei!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

35

Nesse meu aniversário eu não tenho nada a pedir. Tenho um marido muito especial (coisa que eu pedi durante muuuitos aniversários enquanto era solteira, rsrs), duas filhas lindas e saudáveis e muita disposição pra cuidar de todos eles. Tenho a minha casa, minha profissão, uma mãe que me ensinou tudo, irmãos queridos e três sobrinhos lindos de viver. Tenho muitos amigos queridos de coração e até um blog que me trouxe muitos amigos novos, alguns que já se tornaram reais.
Não tenho mais o mesmo corpo de antes, evidentemente, mas sou muito mais feliz como eu sou hoje. Me aceito mais, me cobro menos, sou mais equilibrada e curto cada minuto da minha vida. Só quero perto de mim as pessoas que me fazem bem e já descobri que não se pode agradar a todos. Tenho os momentos de baixa, mas eles são infinitamente menores que os momentos de alta.
Obrigada a todas as pessoas que fazem parte da minha vida. Sou uma pessoa de muita sorte.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Irmãs


Acho que a pergunta que mais me fazem desde que Rafaela nasceu é como está sendo a reação da Luísa. E essa, evidentemente, é uma das maiores curiosidades (ou preocupações) de quem vai ter ou pensa em ter um segundo filho.
Como tudo o que diz respeito à maternidade, não há regras. Em cada família a coisa funciona de um jeito, portanto o que está acontecendo comigo não necessariamente vai acontecer com todo mundo. Mas eu posso dizer que, em dois meses e meio de vida da Rafa, só tenho a agradecer.

Luísa é uma queridíssima com a irmã. E a Rafaela já demonstra uma super cumplicidade com a Luísa. Encara, gargalha pra ela. É a coisa mais linda do mundo vê-las juntas. Dá até vontade de chorar, às vezes.

Até hoje, Luísa nunca demonstrou qualquer agressividade com a irmã. Beija, faz carinho, segura na mãozinha, chora quando a vê chorando, me ajuda a dar banho. Ela age como se ela fosse realmente uma mocinha e a irmã, um bebê. Chama de fofinha, "epéta" (esperta), lindinha, "gotosinha"... Não deixa ninguém pegar na mão dela sem antes lavar as mãos ou passar álcool gel. Quando a Rafa está chorando e mexendo as perninhas, a Luísa logo avisa que ela está com cocô (e geralmente acerta mesmo). A Lulu não se incomoda, por exemplo, de me ver fazendo gracinhas para a Rafaela, o que eu achava que poderia acontecer. Ela entra junto na brincadeira e faz carinho na irmã. Só sendo mãe e pai pra saber quanta felicidade é ver as duas nesse carinho, com tanto amor. Torcemos para que elas sejam sempre muito companheiras - apesar de sabermos que ainda existirão muitas brigas e cenas de ciúme.

Sempre procurei envolver a Luísa em tudo o que diz respeito à irmã, e sempre peço ajuda a ela para cuidar da Rafaela. Acho que isso é uma das regras básicas para quem tem um segundo filho. Essa postura ajuda muito para que a criança mais velha se sinta incluída e importante. Também tenho me preocupado em dar bastante atenção e carinho pra Luísa, ter meus momentos só com ela, e não exigir que ela se comporte como uma adulta, já que ela tem apenas três anos. Mas também continuo sendo firme quando acho que devo. Não ficamos enchendo de presentes ou fazendo tudo o que ela quer só porque agora ela tem uma irmã. Mantivemos firmes as regras de educação e limites, e também acho que esse é outro ponto essencial.

Em relação a mim, evidentemente, há momentos mais delicados de administrar. Mas nada em exagero. Uma criança de três anos, com ou sem irmãos, naturalmente tem seus muitos momentos de manha, de birrinhas. E, é claro, em um momento desses de "quero a mamãaaaaaaaae", ela simplesmente quer a mamãe. E se a mãe está amamentando, ela quer o colo da mamãe do mesmo jeito. No início foi um pouco mais complicado, porque ainda era muita novidade pra Luísa e ela ainda não estava acostumada a dividir a mãe. Hoje já está mais fácil de administrar. Sempre na base da conversa, do jeitinho, do pedido de ajuda. Mas, ainda assim, às vezes ela me provoca. Como sabe que eu não posso sair do lugar quando estou amamentando, por exemplo, ela às vezes faz coisas pra me provocar, do tipo mexer nas coisas da irmã e me desobedecer se eu peço pra ela parar de fazer algo. No início, essas provocações eram mais frequentes, mas recentemente melhoraram também.

O que eu sei é que a vida com as duas em casa está muito gostosa e mais harmoniosa do que eu imaginava para esse período. Dizem que quando a Rafaela começar a fazer mais gracinhas, daqui a alguns meses, provavelmente Luísa terá mais cenas de ciúmes. Mas isso é esperado e acho que saberemos lidar. Só não consigo imaginar que ela possa vir a se tornar agressiva, porque essa é uma característica que a Luísa nunca manifestou. E desejo que isso realmente não aconteça, para que a marca entre elas seja sempre esse carinho imenso e esse amor tão lindo que chega a doer no coração de uma mãe.

domingo, 31 de outubro de 2010

Deu m...

E a Rafinha descobriu que é uma delícia fazer cocô na banheira. Quentinho, corpinho relaxado... e pronto, de repente começam a subir substâncias amareladas pela água. E aí aquele perrengue: tira a Rafa correndo da água, enrola na toalha, troca a água do banho, dá banho de novo. Por sorte, nas três ou quatro vezes em que isso aconteceu, a babá estava por perto e me ajudou a trocar a água da banheira (sempre sou eu que dou o banho).
Mas hoje dona Rafaela se superou. Eu mal tinha encostado o bumbunzinho dela na água e ela começou a fazer o cocô delícia na banheira. Chamei o marido pra trocar a água e, como ela ainda não estava molhada, fui até o trocador pra pegar uma fralda e colocar no bumbum dela. Só que, em fração de segundos, saiu um novo jato. E aí, meus amigos, a coisa pegou. O jato foi não apenas no tapete (bege) e escorreu por toda a cômoda como acertou dentro da gaveta, que estava aberta. A pilha inteira de bodies foi pro saco.
Belezinha?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Família unida

(Adoro tirar fotos de pés e sapatos. Acho que dizem tanta coisa! #maluca)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Não fecha a porta, tá? Tranquilo?

Gente, vi esse vídeo aqui no blog da Fabiana e não aguentei, tive que reproduzir aqui pra quem ainda não viu. Deve ter virado hit do You Tube, provavelmente, porque é demaaaaaaais a gostosura dessa menina!!! Já vi trocentas vezes, não me canso.


Gargalhadas

video
Toda criança de três anos adora falar chorando ou só a minha? Toda vez que é contrariada, ela chora. O que mais escuto o dia inteiro é esse choro "Queeerroooo a mãaaaaaaamãaaaae..."
Mas ultimamente descobrimos uma forma de desconcertar a Luísa quando ela está nesses choros de manha: começamos a gargalhar na frente dela. Mas aquela gargalhadona bem forçada, sabe, olhando pra cara dela? Ela tenta, tenta, mas não consegue segurar e começa a rir também.
****
Mas o que desconcerta qualquer um mesmo é esse cachorrinho do vídeo, que Luísa ganhou de aniversário. É impossível não rir com esse bichinho. Fora que ele é super sensível, então de repente você passa ao lado dele e, sem encostar, ele começa a rolar de rir no chão. Já tomamos altos sustos com esse cachorro, mas esses sustos acabam sempre em gargalhada geral.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Não conta pra ninguém...

... especialmente para o meu marido, mas esses dias eu ando com uma vontadezinha até então nunca manifestada de ter um terceiro filho...
Prometo: vou sentar e esperar passar. Deixa chegar aos 9 meses, 1 ano, que essa vontade passa (espero).

Anjinho

Assim como muita gente dessa blogosfera, acompanhei à distância a história do menino Théo. E hoje me deparei com a notícia de que ele não resistiu aos efeitos da cirurgia e virou um anjinho.
O incrível de tudo, no entanto, foi a forma linda como a mãe dele descreveu essa passagem. "O céu está em festa", disse ela, em uma mensagem super positiva em meio a tanto sofrimento.
A essa família, meu profundo sentimento.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Palavras públicas

A internet é um espaço democrático que deu voz a muitas pessoas que não tinham coragem, meios ou vontade de se manifestar. Ela mudou o mundo, o jornalismo, a escrita.
A descoberta do mundo dos blogs me transformou. Abriu espaço para que eu pudesse falar de um assunto até então restrito às rodas de amigas. E eu descobri que existia ali um mundo imenso a ser explorado. Às vezes a gente tem a falsa sensação que já conhece todos os blogs de mães e pais. Daí começa a navegar entre um e outro e vai descobrindo outros, outros e dezenas de outros. Encontra um blogroll sendo que, daquela lista, você não conhece ninguém. E a gente se dá conta de como esse universo é gigante.

Mas a internet não mudou uma coisa, porque essa coisa não muda nunca: a ética. Daí que a gente descobre que algumas pessoas ainda não aprenderam a transitar por esse universo. Elas não perceberam que a ética se transporta também para esse mundo "escondido", aparentemente inexplorado, muitas vezes anônimo. Se as palavras ou imagens não são suas, não se aproprie delas simplesmente. Isso não é bacana. Não é ético.

Hoje está rolando uma blogagem coletiva muito oportuna sobre ética nos blogs maternos e eu não poderia ficar de fora. Eu mesma já tive um post "roubado" e descobri. A pessoa então descobriu que eu descobri (porque eu reclamei publicamente) e retirou o post do ar. Ela deve ter ficado chateada com isso e tenho certeza que não fará de novo, porque certamente ela não copiou o post por mal, apenas achou que a internet não precisa de regras. Adoro saber que as pessoas gostam do meu texto, mas não podem tomar aquilo como se fosse delas.

Você pode, sim, inspirar-se em tanta coisa bacana que esse universo virtual apresenta. Inevitavelmente lemos coisas e ficamos com vontade de escrever sobre aquilo também. Ou você já tinha pensado em escrever sobre aquilo antes mesmo de alguém escrever. Ou tiramos dali uma base para aprofundar aquele assunto ou abordar de outra maneira. Você, evidentemente, pode escrever sobre o mesmo assunto, mas com suas próprias palavras, suas próprias ideias.

Agora, se quiser usar ipsis literis aquele texto que você leu, ou um trecho dele, tem um jeito muito fácil de fazer isso sem plagiar, sem roubar. Dê crédito. Simples assim. Diz quem falou, onde leu, quem te inspirou.

Sabemos que muitos textos na internet também são creditados erroneamente. Coitados de muitos autores e escritores que ganham crédito de textos ruins que circulam por aí. E nesses casos a autoria original acaba se perdendo. Mas se você está copiando de algum lugar, diga de onde copiou. Faça isso. Não roube palavras. Plagiar não é bacana, não é ético, não é educado.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Drops

  • Ontem a Rafaela completou 2 meses e quem ganhou presente fui eu: ela dormiu das 22h até as 6h30 da manhã. Mas, como nada pode ser perfeito nessa vida, eu tive um pesadelo tão horrível (sonhei que eu havia matado alguém, vê se pode #Passione) que acordei hiper cansada.

  • Ando tentando de tudo pra fazer com que a Rafa pegue a mama direita (já contei da briga aqui). Já testei várias posições mas ela logo percebe que está sendo "enganada" e berra. Daí coloco no peito esquerdo e ela mama sossegada. Isso significa que os momentos de amamentação estavam virando um estresse pra mim, o que também não é bom pra ela. Ontem fiz mais uma tentativa: comprei um bico de silicone. E, por enquanto, parece estar dando certo. Ela mamou bastante - e, o melhor, na posição normal. Minha coluna também agradece.

  • O que a gente faz com uma bebezinha que toma uma injeção na coxa (vacina) e, em vez de chorar, dá sorrisinhos pra enfermeira? A gente beija e aperta muuuuito, né?

  • Daí o que a gente faz com a irmã mais velha que tem um ataque histérico e fica uma hora chorando sem motivo quando chega da escola? Nada, né, tenta distrair e espera passar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Brincadeira para distrair em viagens

Inventamos uma brincadeira muito bacana pra distrair a Luísa em viagens de carro (e até mesmo dentro da cidade quando ela está impaciente). É o jogo do "O que é que tem...". Simples, incentiva a evolução do vocabuário, estimula a memória e distrai uma criança por bastante tempo. Por exemplo:
- O que é que tem na cozinha?
E cada um que está no carro fala uma palavra de cada vez. Tipo mesa, fogão, geladeira etc
Quando se esgotam as palavras, mudamos para outro ambiente: quarto, carro, sala, fazenda, praia etc.
O mais divertido, no entanto, são as trapaças saídas da Luísa durante a brincadeira. Outro dia estávamos brincando de o que é que tem na sala.
Eu: - sofá
Luiz: - tapete
Luísa: - amofada molinha (é uma que ela adora)
Eu: televisão
Luiz: - mesa de centro
Luísa: - a ota amofada dura

***
O que é que tem na estrada...
Luiz: - carro
Eu: - estou vendo casas
Luísa: - eu também estou vendo casas

***
O que é que tem no quarto da Luísa...
Eu: - cama
Luiz: - tapete
Luísa: - eu é que falo sapete, porque eu adoro o sapete rosa

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Criando uma monstrinha muito educadinha e gostosa

Logo que terminou o parabéns, na festinha de aniversário do amigo.
- Quer um docinho, filha?
- Espera acabar, mamãe, ninguém começou a comer ainda.

***

Depois, na hora de buscar o carro.
Aquela correria pra colocar as duas rapidamente no carro, põe na cadeirinha, fecha o cinto de segurança, guarda as sacolas, põe o carrinho no porta-malas etc. Depois de tudo ajeitado, o manobrista abre a porta do carro pra mim e eu entro rapidinho porque os carros estavam passando muito próximos da minha porta. Entro no carro e fecho a porta.
- Fala obrigada, mamãe.

Então tá.

domingo, 17 de outubro de 2010

Não pede pra sair

O movimento no estacionamento do shopping já denunciava que havia algo de diferente no ar. Por volta de 10h30 da manhã daquele sábado só chegavam pais e seus bebês acomodados em carrinhos, slings ou cangurus.
Marcamos de nos encontrar com um casal de amigos que também tem um bebê - eram nossos companheiros de cinema e achávamos que demoraríamos um bom tempo pra fazermos esse programa de novo. Mas nada como ter amigos com filhos na mesma idade e nada como uma iniciativa bacana como o Cinematerna para nos permitir ver Tropa de Elite 2 no cinema com nossos bebês ainda tão pequenos.
Além da atenção especial das organizadoras do Cinematerna, que são umas fofas, a porta da sala do cinema é uma atração à parte. O estacionamento de carrinhos se estendia até a sala ao lado. A moça que recebia os ingressos já alertava: "o bebê-conforto pode ocupar uma cadeira, mas se o cinema lotar, vamos ter que pedir para que vocês liberem o lugar". Não uso sling e acho que no bebê-conforto o bebê fica mais acomodado do que no colo durante um tempo longo, então levamos o apetrecho - que acabou ficando no colo do marido durante o filme e foi ótimo, porque Rafaela dormiu o tempo todo.
A sala de cinema era uma comédia. Totalmente lotada de casais e seus bebês (totalmente mesmo: as pessoas que chegaram em cima da hora tiveram que se sentar separadas). Pena, mil vezes pena, que não levei minha máquina fotográfica. O burburinho normal das conversas antes do filme era substituído por chorinhos e balbúcias dos muitos bebês que estavam ali. Era uma cena hilária e inusitada, realmente um mundo à parte. Como a sessão era em um sábado e o filme altamente interessante, praticamente todas as mães estavam ali com seus maridos, namorados ou acompanhantes. Deve ser bem diferente do movimento do Cinematerna durante a semana, quando a maioria, acredito eu, deve ser formada por mães que vão sozinhas (sem os maridos, digo) aproveitando a licença maternidade.
Muitos bebês choram durante a sessão, mas o som não chega a atrapalhar a concentração no filme - especialmente se for bom como o Tropa de Elite. Filmaço. E como este é mesmo o clima do Cinematerna, não tem problema se quem chorar for o seu filho. Basta levantar, dar uma voltinha pra acalmá-lo, andar com ele pelo corredor, amamentar... tudo ali é permitido (com bom senso, claro) e ninguém vai te pedir pra sair, nem o capitão Nascimento. Inclusive trocar as fraldas, porque há dois trocadores disponíveis na sala. O único problema deste sábado é que o cinema estava tão lotado que havia fila para uso dos trocadores. Alguns pais se arriscavam a trocar no chão mesmo. Assim ninguém perde nada do filme.
Sei que foi um programa incrível. Saímos do cinema e ainda fomos almoçar num restaurante bacana ali do shopping. Programa quase como os de antigamente, só que em vez de ser à noite, foi na hora do almoço (e com os bebês a tira-colo, claro).
Momentos como este são bons pra nos lembrar que existe, sim, vida social após a maternidade, basta nos adaptarmos a esse novo mundo ao qual estamos inseridos e nos divertirmos com ele.