segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Tudo de novo?

O que eu vou amar sentir de novo nesta segunda gravidez:
- A sensação de ser mãe mais uma vez
- Os chutes na barriga
- Os ultrassons
- Os paparicos do meu marido
- Os paparicos de todo mundo
- As filas preferenciais
- Não precisar encolher a barriga

O que eu ficaria sem numa boa
- Aquela lista preta horrorosa na barriga (que eu tive na primeira gestação e acho que não vou escapar de novo)
- As manchas na pele
- Os pelos indesejados e inconvenientes
- Os enjôos (ops, esse item sobe lá pro começo dessa lista)
- Os palpites
- A dor da episiotomia (porque vamos combinar, aquele maldito cortezinho dói absurdo. Fiquei uns 15 dias sem sentar direito.)
- Os quilos a mais que eu sei que vou sofrer pra perder

PS. As duas listas estão do mesmo tamanho, mas não refletem a importância dos itens. Alguns itens da primeira lista são infinitamente mais importantes do que os da segunda...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mudanças

Mudança de casa dá trabalho. Dias e dias montando e desmontando caixas, arrumando as coisas, carregando peso pra lá e pra cá. No meio da mudança, pedreiros, marceneiros, pintores e outros terminando aquilo que faltava. Luísa colaborou muito, mas isso não impede o cansaço. Mas valeu a pena. A casa já está quase em ordem e estamos muito felizes.
Especialmente porque uma mudança ainda maior surgiu nesse período. Uma mudança ainda mais importante para a nossa família. A notícia é que descobri que estou grávida de novo!!! E muito feliz!!
Agora só espero que Deus seja bom comigo e não me castigue por ter carregado tanto peso nos últimos dias. Quando a gente não sabe, não merece castigo, né Papai do Céu?
Espero que essa criança venha com muita saúde e que nós, eu e o Luiz, também tenhamos muita saúde pra cuidar de mais um. E que a Luísa curta muito receber um irmãozinho ou irmãzinha. Agora terei ainda mais novidades pra contar aqui no blog e dividir com as pessoas que me acompanham sempre. Aliás, engraçado como eu tive vontade de contar rápido aqui. Acho que é porque esse bloguinho e as pessoas que estão sempre por aqui de algum jeito fazem parte da minha vida.
Beijos e Feliz Natal pra todos!!!! O meu certamente será muito feliz!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ufa

Passando aqui só pra dizer que sobrevivemos à mudança. Estou podre, mas viva. Um terço da casa ainda está dentro de caixas, mas acho que até o Natal tudo estará encaminhado.
Quanto à dica que me deram de deixá-la com mãe, sogra ou tia, eu adoraria, mas minha família mora toda fora de SP. Por isso, inclusive, tenho a babá morando em casa. E digo que se eu não tivesse a Vera nesses dias não sei como teria feito a mudança.
Dona Luísa teve comportamento exemplar. Na verdade, ela estranhou um pouco no primeiro dia. Num determinado momento ela teve um ataque de choro e dizia que queria ir pra casa da neném (ai, que dor no coração que deu em mim e no Luiz). Mas logo ela se acostumou e agora já domina a casa.
Ontem ela já soltou um "Noossa, que pelhão (espelhão), né mamãe? Não qué mais ir casa da neném. Qué ficá a casa ova"
Não é boba nem nada.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Fechado para balanço

Uma criança no meio da mudança. Vamos ver se sobreviveremos.
Hoje e amanhã estaremos de mudança para o apartamento novo. Preguiça enoooorme, mas vai dar tudo certo. Pelo menos é por uma ótima causa: apartamento maior, mais espaço, muitos armários (isso é o melhor de tudo) e um espaço ótimo para crianças no prédio.
Por enquanto, Luísa está colaborando. Quero ver só na hora de desempacotar tudo.
"Põe ela pra ajudar", alguém pode me aconselhar. Eu sei, sempre procuro envolvê-la nas coisas da casa e da família. Mas, até aí, dizer que ela ajuda é um longo caminho, né...
Porque ela sempre resolve desarrumar aquilo que você acabou de arrumar, obviamente.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ela abre a porta. Acabou o sossego.

Tudo bem, todos sabemos que crianças crescem muito rápido. Mas algumas coisas surpreendem e marcam essas etapas de crescimento.
Luísa, de repente, começou a alcançar tudo. Já abre as portas da casa sozinha, alcança a água da torneira quando sobe no banquinho para escovar os dentes, pega um copo em cima da pia...
Não tem mais limites, a mocinha!!! Socoooooroooo!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Canção da Roberta

Nós somos os seus trovadores
Aqui estamos para lhe ver sorrir
Agradecemos e seremos seus cantores
Todas as vezes que você nos pedir

Agora chegou a hora
Precisamos nos despedir
Mas antes vamos revelar
O que acabamos de descobrir

Um passarinho nos contou
Que você adora rir
Detesta acordar cedo
Torce para o Corinthians
Tem mania de escrever
Não come fígado
Mas devora doce
Adora ouvir música cubana
Sonha com a Luísa
E o Luiz é o passarinho que contou.


No meio das arrumações para a mudança, encontrei essa cartinha deixada pelos Trovadores Urbanos, uma surpresa do meu marido pra mim no dia do meu aniversário de 30 anos. Foi uma serenata linda no meio da minha festa de aniversário.
Mas o engraçado é que isso aconteceu há quatro anos, exatamente um ano antes de eu saber que estava grávida. Eu ainda nem estava tentando engravidar, mas já sonhava com a Luísa. Nossa, como é forte essa ligação.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Flamengo, a catchaça e a Branca de Neve

O pai, recém-chegado da comemoração da vitória do Flamengo, resolve contar, a pedido da filha, cheio de chopp na cabeça, a história da Branca de Neve (ela AMA a Banca di Eve de paixão).
Chego no quarto e ele está empolgadíssimo contando a história:
- Daí, o príncipe começou a rodar por todo o reino, experimentando o sapatinho de cristal em todas as moças da cidade. Ele foi lá, colocou o sapatinho no pé da Luísa. "Não é este!", depois colocou no pé da mamãe "não é esse também", até que ele chegou na casa da Branca de Neve e o sapatinho serviu no pé dela!...
Eu:
- Lu, essa história não é a da Branca de Neve, é a da Cinderela.
Ops.
O importante, no fundo, é que o Flamengo foi campeão (eu sou corinthiana, mas torço para ver um marido feliz). E que a Luísa adorou a história contada pelo pai mesmo assim.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eu vou sozinha pra casa da vovó Lucia



Pequena tradução para quem não conseguir compreender o Luisês (apesar de para mim parecer tudo muito claro... rsrs): Primeiro ela está conversando com o João Vitor, meu sobrinho. Rola um "é... é cinco meia" que eu não tenho ideia do que ela queria dizer. Depois ela pede pra falar com com a tia Paula. "Beijo tchau" e liga de novo "Tia Paula, cadê a vovó Lúcia? Eu vou aí na casa da vovó Lúcia. Minha mãe não pode ir, então eu vou sozinha, tá bom?".
Detalhe: não tinha ninguém do outro lado da linha, era pura invenção.
PS. Saca só a trovoada ao fundo. Esse videozinho foi feito ontem, durante a chuvarada que estava caindo em SP.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

Crianças de dois anos são verdadeiras esponjas, repetem tudo o que fazemos ou falamos. Na verdade, filhos são espelhos dos pais, e eles nos fazem perceber comportamentos nossos que a gente não se dava conta desde então.
Quando vejo alguma criança maltratando uma babá, xingando outra pessoa ou chamando alguém de idiota, sei que há grande chance de essa criança ter em casa pais que não respeitam os empregados ou que brigam na frente dos filhos. Ou pior, xingam os próprios filhos. Ou, tão ruim quanto, pais totalmente ausentes. Dia desses, num hotel, o molequinho de uns 4 anos chamou a mãe de idiota. E ela não fez nada. Tempos depois, observei a forma agressiva como ela tratava o filho.
Mas, por mais que sejamos educados e tenhamos cuidado, sempre deixamos escapar alguma coisa. Como é que eu vou explicar pra Luísa que nós podemos chamá-la de "safadinha" ou de "sem-vergonha", mas que ela não pode falar o mesmo pra gente ou para os outros?
Outro dia ela soltou uma dessas: "ai, ai, mamãe safada". Sei que a maldade nesse caso está na cabeça dos adultos, porque ela não tem noção de que a palavra pode ter uma conotação pejorativa se mal utilizada. Mas nem sempre esse comentário pode ser bem recebido caso ela resolva fazê-lo a um outro adulto, né? E o pior: ela aprendeu com nós mesmos, os pais, que sempre brincamos quando ela faz alguma traquinagem: "ê, sua safadinha".
Em suma, não é fácil acertar sempre, não.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Curtas

- O que meu celular está fazendo aí, Luísa? Quem colocou aí na estante?
- A nenem colocou
- E você acha bonito isso?
- Eu acho unito.
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Ela larga o livro na cama e vem em minha direção com os olhos bem apertadinhos.
- Mamãe, quelo o óco. Não tô xegando.
(Tempos depois eu fui descobrir que ela estava imitando a babá, que sempre pega os óculos para ler pra ela)
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- O pilongo modeu aqui, mamãe. Pilongo safado! Nenê que í nu méco (médico)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Conversa de gente grande

- Mamãe, eu não tô legal.
- Não tá legal, filha? (já morrendo de rir) O que você tem?
- É a gagantinha