quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Capa de Agenda ou Tô Ficando Velha


O que a Luísa diria se soubesse que esse cara aí em cima foi um dia a foto de capa da agenda da mãe dela? Ele era gatinho, eu juro, filha!! Não, sua mãe não é tão velha assim, o cara é que embagulhou. Talvez ele já não fosse assim tããão novinho quando a mamãe achava que ele era o máximo. Um dia eu vou encontrar uma foto dele das antigas, pra você ver que não estou mentindo.
Olha só alguns nomes da lista das capas de agenda da minha adolescência:
- Mickey Rourke, esse medo aí da foto
- Alec Baldwin (nossa, esse tá outro bagulhão também. Gordo e velho)
- Rob Lowe (esse continua gatinho ainda, vi outro dia uma foto dele por aí)
- Patrick Swayze, que se foi esses dias mas fez um dos filmes mais marcantes da minha vida (Dirty Dancing)

Mas isso não acontece só comigo. Meu marido também fica indignado quando vê alguma gatinha da época dele fazendo papel de tia-avó nas novelas... rsrsrs
Fico só pensando em quem serão os ídolos da adolescência da Luísa. Os namorados eu já sei: provavelmente alguns dos garotinhos fofos que a gente encontra por aí brincando na pracinha. (Quer dizer, pode ser qualquer um desde que seja um cara bacana. MEDO).

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Perdi um selinho

Gente, perdi um selinho. Alguma querida blogueira deixou um recado que tinha um selinho pra mim e eu, na confusão, deixei pra responder depois. E o que aconteceu? Não encontro mais e não me lembro qual foi o selo que eu perdi, ou melhor, que eu deixei de agradecer. Por favor, se alguém se sentiu ignorado por mim, me avise.
Por mais que eu seja contra correntes, entendo que os selinhos têm uma proposta bem carinhosa e me sinto super grata às pessoas que me repassam. Mas, no fundo, esse é um assunto que não me deixa muito confortável, sabe? Fico com vontade de repassá-los, para retribuir o carinho, mas sempre fico naquela dúvida sobre alimentar correntes e fazer com que outras pessoas se sintam obrigadas a passar pra frente e por aí vai. Também tem o fato que, depois de um tempo, os selos e as coisas que você tem que falar sobre si mesmo se repetem e aí já perdem o sentido, né?
Se eu paro, chateio quem me mandou.
Se eu publico o selo e não repasso, quebro a regra.
Se eu repasso, posso deixar o próximo sem jeito.
Então, oquequeufaço?

Prix Jeunesse

Eu fico impressionada sobre como existem atividades voltadas para o mundo das crianças que eu simplesmente desconhecia antes de ser mãe. Ou é por ignorância pura, mesmo, ou é porque antes de ter filhos eu não prestava muita atenção no que não me envolvia diretamente.
Sei que eu recebi um contato para ajudar a divulgar o IV Festival Prix Jeunesse Iberoamericano, um festival internacional de produções audiovisuais que estimulam o desenvolvimento cultural e social de crianças e adolescentes. E este ano foi criada uma nova categoria, em parceria com a Unilever, que é a "Aprender pela experiência". A ideia é reunir vídeos que estimulem, por exemplo, o contato com a natureza e o uso de brinquedos “não estruturados” que incentivem a liberdade de brincar. Achei muito bacana a proposta.
Os candidatos mandaram seus vídeos e os 5 semi-finalistas já foram selecionados. E nós mamães, papais e simpatizantes podemos votar no preferido. Eu entrei lá no site, vi os vídeos e por isso estou recomendando aqui. Tem coisas muito legais mesmo, inclusive produções brasileiras. Boas opções para deixar ali no link dos favoritos do You Tube pra criançada assistir. Luísa adorou o vídeo do elefante, me pediu pra repetir mil vezes.
A votação dos internautas, para quem quiser participar, acontece até o dia 14 de outubro no site www.omo.com.br/categoria/prix-jeunesse/
Aliás, uma observação: esse blog do Omo é bem legal, independentemente do fato de ser patrocinado por uma marca. Tem links com dicas ótimas de brincadeiras pra fazer com as crianças. É um exemplo de bom uso do marketing institucional.

domingo, 27 de setembro de 2009

Então... sabe aquele batom?


Tudo começou ontem à noite, quando eu me arrumava pra sair. Ela puxou o banquinho dela até o meu banheiro, sentou e ficou me olhando.
- Mamãe, que tá assando no olho?
- Tô passando base, Luísa
- E ête?
- É corretivo, filha
- E ête, que tá assando?
- Agora estou passando rímel nos cílios
- Ah, xíliu?
E passou. Hoje à noite, num daqueles minutos em que ela fica sozinha, o Luiz aparece na sala e grita:
- Luísa, o que é isso? Rôoo, venha só ver o que a sua filha aprontou (nessas horas a filha é minha, né?).
Chego e vejo isso aí da foto. Toda lambuzada de batom. Cara toda, olhos, mão, sofá.
Tive um ataque de riso. Juro, não consegui ficar brava dessa vez.
Esse maldito batom (o início da história eu contei aqui), que na verdade é um protetor labial com sabor de morango, não tem cor quando passa nos lábios, mas ele tem um tom meio rosadinho e, como ela passa muito, fica assim marcado.
- Mas filha, batom é pra passar na boca, não pode passar assim no rosto todo, Luísa! Muito menos no olho!
- Ête no olho igal mamãe.
E eu, rindo dessa travessura deliciosa, saí correndo buscar a máquina fotográfica.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A mãe da Suri Cruise me irrita



Eu gostaria muito de entender o fascínio que a Suri Cruise causa na mídia de fofocas mundial. Existem sites e blogs que falam só dela, já pensou? Todas as roupas da menina são fotografadas e comentadas no mundo inteiro. Ela é linda, sim, e filha de pais famosos, mas até aí a Luísa também é (hehe). Dá pra acreditar que a Suri foi eleita a criança mais influente de Hollywood? Como uma criança pode ser influente, pelamordedeus? A menina não é atriz, não canta, não é um gênio da matemática, não defende causas sociais, apenas sai na rua e é a criança mais influente do mundo?!!
Ao mesmo tempo, fica claro que os pais dela (a mãe, Katie Holmes, com a eterna cara de antipática, e o pai Tom Cruise fofíssimo) estimulam isso. Porque vamos combinar, precisa sair na rua a pé com ela o tempo todo, sabendo que tem dezenas de fotógrafos à espreita? Precisa botar uma sandália de salto numa criança daquele tamanho? Tenho pena do que estão fazendo com ela, juro.
E outra coisa: alguém, por favor ALGUÉEEEM pode cortar ou prender essa franja da menina? Que coisa mais irritante!!!!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Papo de Mãe

É hoje a estreia daquele programa que eu já comentei aqui, o Papo de Mãe, com as jornalistas Mariana Kotscho e Roberta Manreza. Algumas leitoras aqui do blog até já mandaram fotos pra lá. O tema do programa de hoje será o bom, velho e polêmico parto, sobre o qual elas conversarão com convidadas e especialistas. Pelo que eu vi no site do programa, a proposta parece muito legal. Afinal, as mães merecem ter um programa só pra elas, né? Basta ver nos blogs quantos assuntos e dúvidas temos pra discutir.
Vão lá conferir o programa!
Toda quinta, na TV Brasil, às 17h30.
Reprises aos domingos (13h30), segundas (12h30) e terças-feiras (17h30)
Mais informações no site http://www.papodemae.com.br/

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pronação dolorosa


Sabe quando você está segurando a criança pela mão e ela se joga pra ficar pendurada? Sabe aquelas brincadeiras de girar crianças segurando no antebraço? Ou sabe quando a criança quer sair correndo pela rua e você a puxa pela mão? Então. É bom ter cuidado. Senão dá nisso. Esse nome estranho, pronação dolorosa, foi o que aconteceu ontem com o bracinho da Luísa. A babá foi brincar de girar a Luísa, olha que beleza, e numa dessas ela reclamou de dor. E não queria mexer o bracinho esquerdo, ficou segurando o braço imóvel colado ao corpo. Quando eu encostava, não doía, mas ela não conseguia levantar o braço.
Liguei pra pediatra e ela me mandou levá-la imediatamente ao pronto-socorro. Três horas depois... saímos de lá com a Luísa de braço engressado.
Vou à explicação técnica, que peguei na internet. Essa tal pronação é um pequeno deslocamento de dois ossos no braço da criança (da cabeça do rádio, osso do antebraço que participa da articulação do cotovelo, em relação ao ligamento anular). Essa lesão ocorre em crianças menores de cinco anos devido à consistência mais elástica dos ligamentos e ao desenvolvimento ósseo incompleto.
Normalmente, após algum tempo, a criança para de reclamar, desde que não movimente o braço ou toquem em seu cotovelo. Mas é importante levá-la ao hospital o mais rápido possível. O ortopedista irá colocar o osso de volta no lugar, normalmente, sem a necessidade de anestesia. É um procedimento bem simples, mas deve ser realizado apenas por especialista. Na maior parte dos casos, poucos minutos depois do procedimento do ortopedista a criança já está brincando e movimentando o braço normalmente, sem dor.
Porém... o médico fez o tal negócio na Luísa, movimentando o bracinho dela, mas ela continuou reclamando que doía o braço, não queria mexer. Acontece isso em poucos casos. Tiramos radiografia mas não deu nenhuma fratura ou lesão. Então o médico aconselhou deixá-la com o braço imóvel por dois dias para que tudo volte ao lugar certinho. Ainda assim, isso é normal em crianças e não deve ficar nenhuma sequela.
E o resultado é isso aí que vocês estão vendo na foto. Luísa, com 2 anos de idade, usando gesso. Fiquei preocupada sobre como ela ficaria esses dois dias. Mas não tá nem aí. Está se divertindo, até. Deixou o médico colocar a "massinha" no braço dela e mostra com orgulho o dodói no braço. Coisa de criança. Depois do susto (dois em uma única semana, querem me matar do coração), resta nos divertirmos com a situação. E tirar fotos pra lembrar depois. E falar pra babá não fazer isso nunca mais (coitada, ficou arrasada, chorou até). Mas sei que isso poderia ter acontecido comigo ou com o Luiz também, porque a Luísa adora segurar na mão dos dois e ficar se pendurando (ops, não podemos fazer mais isso).

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Compre batom, compre batom...

Começo dizendo que eu tenho verdadeiro horror a esse envolvimento precoce de meninas com a ditadura da estética e da beleza. Fico assustada quando vejo crianças com luzes no cabelo ou quando leio aqueles depoimentos em revistas de pré-adolescentes que fazem escova progressiva e vão ao cabeleireiro e à manicure toda semana. Outro dia ouvi uma conversa entre duas meninas de uns 8 ou 9 anos, em uma loja infantil, em que uma delas (magrinha) dizia que estava gorda. É chocante, isso.
Ao mesmo tempo, sei que existem algumas coisas no comportamento, especialmente de meninas, que são inevitáveis, como a vontade de imitar a mãe usando batom e esmalte.
Faz muito tempo que a Luísa fica rodeando meus batons. Se eu dou bobeira, ela vai lá, taca o dedão e passa na boca. Ou então abre o batom todo e faz aquele estrago. E eu sempre resisti em comprar um batonzinho pra ela até porque o Luiz não queria de jeito nenhum.
Mas semana passada teve um dia em que eu fiquei com pena. As duas amiguinhas dela aqui do prédio têm daqueles batons de brilhinho com gosto de fruta. E a Luísa chegou aqui em casa chorando muito porque uma das amigas não quis emprestar o batom pra ela. Ela chorava copiosamente, pedindo o "atom di uva".
Eu ia até fazer uma enquete aqui no blog pra saber se isso é normal nessa idade ou se eu estimularia uma vaidade exacerbada precocemente. Mas fiquei com tanta pena da Luísa que resolvi comprar um batom pra ela. Na verdade, comprei um hidratante labial da Nívea com gosto de morango. Me convenci que isso é uma brincadeira de menina e que eu iria comprar pra ela, sim. Pronto.
O resultado disso, evidentemente, é que ela fica com o batom na mão ou na bolsinha o dia inteiro, da hora que acorda até a hora de dormir. Esfrega todo no queixo, fica uma melequeira só. É muito engraçado. Já destruiu quase todo o bastão. Mas também sei que logo ela se apega a outra coisa e passa essa mania da vez.
Confesso que ainda fico um pouco com a consciência pesada, pensando se não fiz isso cedo demais. Vou agora me esforçar para estabelecer os limites dentro do aceitável, tentando separar a brincadeira de criança da antecipação da adolescência.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dialeto

Acho engraçado como cada criança inventa uma moda diferente quando está começando a falar. A Luísa agora fala tudo começando com a letra A:
Obrigada = Agada
Desculpa = Acupa
Cinema = Anema
Padaria = Aía
Desenho = Asenho
Subir = Abi
Descer = Ascê
Batom = Atom
Pior é que só quem está com ela o dia inteiro consegue entender (tipo eu e a babá e só). Porque vamos combinar que não é qualquer um que compreende que "qué i aía" significa "quero ir na padaria", né? Até o pai dela olha pra mim, levanta o queixo e diz: ããã? E eu vou lá e traduzo, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo... hehe...
(se bem que às vezes nem eu consigo entender esse dialeto maluco dela).

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"Como é o nome dele?" Grrrrrr...

A Mari publicou um post falando sobre a quase obrigação de meninas usarem rosa e meninos usarem azul e todos os "tatibitatis" que envolvem o mundo dos bebês. Eu ia deixar um comentário lá, mas resolvi fazer um post sobre essa questão das cores. Também sempre falei que não queria encher a minha filha de cor de rosa e lilás, o que não é muito fácil nos primeiros seis meses dos bebês. Ainda mais aqueles rosas cheio de brilhos e penduricalhos, que eu detesto (e por isso é que eu amo a Zara e a Gap). Eu sempre fui da linha basicona e as mulheres em geral tendem a vestir as filhas seguindo seu próprio estilo (ou vai dizer que as mães mais peruetes que usam roupa de oncinha não adooooram colocar roupa de oncinha nas filhas? Outro dia vi uma menina assim na natação: maiô de oncinha, chapeuzinho de oncinha e bolsinha de oncinha. Mais nova que a Luísa. Quase caí pra trás. Sim, na NATAÇÃO, a menininha estava chegando vestida assim na aula de natação).
Mas confesso que teve uma época em que eu me irritei. Tem uma determinada fase dos bebês (agora não sei exatamente com quantos meses) em que geralmente é difícil distinguir se é menino ou menina, e quanto mais básica é a roupa, mais isso acontece. Meninas de macacão azul ou verde, então, só se estiver com legenda ou se tiver um laço enorme no cabelo (e a Luísa não tinha cabelo, portanto nem aqueles lacinhos de grudar paravam na cabeça dela por muito tempo). Tudo bem, nenhum grande problema nisso. Muitas mães dirão "e daí? danem-se os outros". Mas vamos combinar: tem coisa mais irritante que alguém perguntar pra sua filha "como é o nome dele? quantos meses ele tem?". Ou para o seu filhão, machão do papai: "como é o nome dela?". E o pior de tudo é que a Luísa usa brinco desde que ela tinha uma semana de vida, ou seja, a pessoa nem se esforça.
Se bem que eu mesma já dei meus foras. Uma vez perguntei para um pai quantos anos ELA tinha, creeente que era uma menina, mas era um menino de 3 anos com cabelo nos ombros. Aí também, né... sacanagem comigo. Também já dei dessa: "quantos dias tem?" e a pessoa respondeu "3 meses"... quámorri. Depois aprendi: sempre pergunto só assim, bem genérico: "quanto tempo tem?"

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sangue e machucados

Eu estava na sala e só ouvi o choro estridente da Luísa. Eu conheço os choros dela como ninguém. Identifico à distância se é choro de manha ou de dor. E naquela hora eu senti que era berro de dor. Fui correndo até a cozinha e a babá estava toda nervosa, lavando a boca da Luísa na pia, toda ensanguentada. Que frio na espinha que dá. É um misto de sentimentos: de preocupação, de raiva, de medo.
Quando há muito sangue, é como se nossos olhos se cegassem, porque não dá pra ter a noção imediata do que está acontecendo. Eu vi que tinha um cortezinho no lábio, mas também tinha sangue dentro da boca e nos dentes. Muito medo de ter quebrado ou abalado um dente. Nossa, são segundos que parecem horas!!! Não era nada sério, apenas machucou a gengiva e fez um cortinho no lábio. Logo passou e ela voltou a brincar novamente.
Mas dá um gelo mesmo assim. Até porque este não foi o primeiro e certamente não será o último. Só peço pra ter forças sempre que for preciso. E que nunca aconteça nada de grave com ela, porque eu não sei se eu iria aguentar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Follow me!

Será que alguém mais pode me seguir para o blog conseguir completar 50 seguidores? Tô ficando aflita com esse número 49....

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Obrigado, desculpa, por favor

Como dizem os manuais da boa educação e das boas maneiras, essas três palavrinhas - obrigado, desculpa e por favor - devem ser ensinadas às crianças desde sempre. E também o "com licença". E eu faço a minha parte com a Luísa, sempre reforçando.
Mas olha que dá um trabalho... tem horas em que eu não consigo arrancar um "desculpa" dela de jeito nenhum. Outro dia eu a coloquei de castigo (sentada no sofá da sala, sozinha, TV desligada) porque ela deu um tapa na babá. Depois de uns dois minutinhos (e ela chorando, lógico) voltei lá, expliquei que ela estava saindo do castigo, reforcei o motivo e falei: "agora vai lá pedir desculpas pra Vera". Ela levantou, foi até lá, ficou encostada na babá mas não pedia desculpas. De jeito nenhum. "Se você não pedir desculpas, vai voltar pro castigo". Acredita que tive que botar de castigo de novo? Ficou lá, sentadinha, esguelando. Depois acabou pedindo desculpas. Sei que tenho que ser firme nessas horas, pra que ela entenda que determinadas atitudes têm consequências.
Mas na verdade não posso reclamar, não, porque a Luísa é uma menina boazinha e são raras as vezes em que eu preciso ser assim tão rigorosa. Ela agora já fala "agada" (obrigada) espontaneamente quando recebe alguma coisa, é bem fofa.
Às vezes fica até engraçado, porque ela troca as bolas. Ontem ela arranhou a minha boca sem querer, e eu falei:
- Filha, como é que se diz quando a gente machuca alguém, mesmo que seja sem querer?
- Agada
- Não, filha, não é obrigada, é desculpa
- Ah, acupa.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Número 2 na piscina

O outro mico no hotel. No dia seguinte ao episódio da fuga, estávamos todos na piscina - eu, na verdade, tomando um solzinho, e a Luísa com o pai bagunçando na piscina. De repente, ela solta para o pai:
- Papai, cocô.
- Você quer fazer cocô, Luísa?
- Não
Então ele continuou ali brincando. No que ele segura a menina por baixo, sente o volume no biquininho. Ela não queria fazer cocô, ela já tinha feito cocô...
Desesperado, o Luiz levanta ela da água e grita pra mim:
- Rô, coisa errada aqui da mocinha!
Peguei a Luísa no colo e saí correndo pro quarto pra dar banho. Sorte é que o número 2 estava bem duro e não se espalhou...
Nessas horas, faço o quê? Finjo que nada aconteceu e toco a vida, né?!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A fugitiva

Eu quase ia me esquecendo de contar essa. Nós passamos o feriado em um hotel fazenda em Sorocaba (o Pitangueiras, super recomendo), e o quarto que nós ficamos era bem próximo da piscina.
Eis que no domingo, depois de brincarmos na piscina, subi com a Luísa para o quarto pra dar banho e trocar de roupa. Tirei a roupinha dela e fui ligar o chuveiro pra esquentar. Ela foi para o quarto e eu aproveitei pra fazer xixi. Quando fui até o quarto buscar a Luísa pra dar o banho, cadê a menina? A porta/janela que dava pra piscina tinha ficado meio aberta. Me bateu um desespero (sorte que eu estava de biquini e não tinha tirado a roupa ainda, senão olha o vexame que seria) e saí correndo em direção à piscina pra procurar a Luísa.
Quando eu saio, a figura estava descendo rapidinho pela grama, peladinha, indo em direção à piscina. Lá embaixo já estava o Luiz esperando e todas as pessoas que estavam na piscina olhando, se matando de rir. E eu, com a maior cara de tacho, fui lá buscá-la.
(Dessa vez foi engraçado, mas olha só o perigo).

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Difícil adaptação


Eu resolvi esperar o desenrolar da história para só então contar aqui a saga que foi a adaptação da Luísa à natação. Eu a matriculei em maio, conforme contei aqui. Mas foi um processo bastante difícil. Acho que ela demorou quase três meses para se adaptar e realmente curtir a aula.
Foram muitos momentos de estresse pra mim. Eu pensei em desistir várias vezes, mas os professores da escola insistiram para que eu tivesse paciência, e que o processo é assim mesmo. Algumas crianças se adaptam rapidamente, outras não.
O problema não era a piscina em si, porque a Luísa adora água, desde muito pequena. Sempre se soltou em piscinas. Mas ali a história era outra, porque optei por colocá-la na aula sozinha, sem mim. Como ela já estava com quase dois anos, quis colocá-la sozinha para que ela começasse a se desgrudar de mim e a se sociabilizar um pouco mais, já que não está na escola ainda. Eu sempre fiquei ali, pertinho, mas sentada num banquinho fora da água.
Ela passou muitas aulas do lado de fora da piscina, só brincando com os brinquedinhos de borracha. Quando a professora a levava para a água, ela armava uma choradeira. Eu, por várias vezes, me questionei se não estava forçando minha filha a fazer algo que ela não estava a fim. Eu mudei de horário, troquei de turma, coloquei duas vezes por semana pra ver se melhorava. E nada. Quis tirá-la de lá. Eu sei quando ela faz manha, e muitas vezes não era. Quando eu sentia que era desespero, eu a tirava da água.
Até que eu resolvi parar de forçá-la a entrar na água. Relaxei e resolvi dar o tempo dela. E foi o que ajudou. Depois de um tempo, ela começou a ter vontade de entrar. Pedi que a professora colocasse uma plataforma sobre a outra, de forma que a Luísa pudesse se sentar bem no rasinho. E ali ela começou a se enturmar. E a pegar confiança na professora e na turma. E a pular para a plataforma mais funda.
Até que um dia, assim do nada, ela se jogou feito um peixe. Descobriu que aquilo era divertido. Ria, ria, se jogava na água. Tomava caldo, levantava rindo e falava "caiiiu". Ninguém acreditava. Eu até chorei de emoção.
Aí, na aula seguinte, a professora Cibele, em quem a Luísa demorou tanto pra confiar, entrou de férias por 15 dias. E ela regrediu de novo. Não queria entrar mais. E eu quase surtando. Passou as férias da professora praticamente do lado de fora da piscina. Até que a Cibele voltou e ela se jogou de novo. E a partir daí começou a evolução. Ela foi se soltando rapidamente e participando de todos os exercícios com as outras crianças.
Ainda assim, tem dias em que ela resolve não entrar. Não vai com a cara do professor auxiliar (ela tem medo quando é homem) ou de algum amiguinho e não entra. Juro, nesses dias eu tenho vontade de sei lá o que. Ela faz escândalo na piscina, escândalo pra tomar banho no chuveiro... minha paciência vai lá no pé.
Mas eu tenho persistido e acho que agora vai. Na última aula, ela parecia um peixinho, dando mergulhos e tudo mais. Nesses dias meu coração se enche. Eu fico sentada ali no banquinho (cada dia vou me afastando um pouco mais), rindo com as peripécias dela, curtindo esse momento que nem todos os pais têm a chance de curtir. E aí eu acho que tudo valeu a pena.
PS. Aí na foto acima, Luísa prestes a dar um mergulhão.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Como colocar o bebê-conforto no carro

Muitos leitores chegam aqui no blog pelo Google, e andei reparando em quais são os assuntos que trazem as pessoas até aqui. Muita gente, mas muita mesmo, chega aqui digitando "Como colocar um bebê-conforto no carro", porque eu fiz um post sobre isso no passado. Nesse post eu expliquei o que é o bebê-conforto mas não expliquei como se faz para prendê-lo, já que cada modelo tem suas especificidades (e aí tem que olhar no manual mesmo).
Mas há algumas informações que podem ser úteis para os pais de primeira viagem.
- Existem basicamente dois tipos de bebê-conforto, um que tem uma base fixa e o outro que se solta da base. Ambos ficam presos ao carro pelo cinto de segurança, atravessando dois ou três pontos.
- O modelo da base removível é mais prático porque você não precisa soltar o cinto cada vez que retira o bebê-conforto do carro. Ele fica preso à base por uma travinha. Quando você for descer do carro, basta soltar a trava (sem precisar acordar a criança) e encaixá-lo no carrinho de passeio (é importante que seja um conjunto, porque se não encaixar no carrinho de passeio, você vai ter que levá-lo o tempo todo na mão). Veja um modelo aqui.
- Em ambos os casos, por questão de segurança, é recomendado que o bebê-conforto seja afixado no assento do meio, virado de frente para o encosto do banco traseiro, com o bebê de costas para o motorista. (È possível comprar, nessas lojas especializadas em coisas de bebê, espelhos para colocar no vidro traseiro, assim você consegue ver o rosto do bebê)
- O bebê-conforto pode ser usado para recém-nascidos até crianças com peso até 9 quilos. A partir daí, deve-se usar a cadeira apropriada que, aí sim, já é virada de frente para o motorista e pode ser colocada atrás do banco do motorista (porque nem todos os carros têm cinto de três pontos no meio).
- Uma dica para quem entra nessa segunda fase: quando eu fui comprar essa cadeira para o carro, me venderam uma que valia para crianças de 9 até 36 kg, se não me engano. Eu achei que estava fazendo um ótimo negócio, porque o produto duraria bastante. Só que, quando a criança pesa por volta de 10kg, ela ainda é muito pequena e, se a cadeira do carro for muito ereta, o bebê desmonta se dormir no carro. Depois de ver a Luísa algumas vezes com o pescoço todo jogado pra frente, acabei vendendo aquela cadeira pra minha irmã e comprei outra, que era mais cara porém bem mais apropriada para o tamanho da Luísa. Esta que comprei é da Chicco e reclina bastante pra trás quando a criança está dormindo.
- Relembrando a dica que eu dei no outro post: aprenda a encaixar o bebê-conforto no carro antes do bebê nascer! Um dia eu estava assistindo ao canal Discovery Home and Health e assisti a uma cena muito engraçada: os pais saíram da maternidade com o filho no colo super emocionados, mas, quando o pai foi colocar o bebê-conforto no carro, foi um desespero. O pai demorou 21 minutos tentando encaixar o tal bebê-conforto no suporte.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Oi?

Essa é a nova mania da Luísa, agora. Se a gente fala alguma coisa e ela não entende, ela solta um:
- Oi?
Fica assim o dia inteiro, é muito engraçado. Só que a bichinha é tão esperta que ela já aprendeu a usar esse artifício pra ganhar tempo, fingindo que não está ouvindo.
- Luísa, desce daí.
- Oi?
- Luísa, desce daí.
- Oi?
- Desce agora senão você vai cair.
- Oi?
- Está surda? Desce agora daí.
- Ah.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cada vez mais parecida com a minha mãe

Falando em pagar a língua, eu cada vez me pego mais parecida com a minha mãe. Especialmente depois que entrei para esse mundo da maternidade. Bem que ela falava quando eu era criança ou adolescente: "quando você for mãe, você vai entender" (todas as mães falam isso, certo?). As preocupações, os cuidados, o zelo, o amor incondicional... são coisas que a gente só entende depois que tem um filho. Nem imagino como eu vou me comportar quando a Luísa for adolescente e chegar de madrugada em casa. Medos, muitos medos. Talvez pro resto da vida.
Mas tem umas coisas engraçadas também. Uma das situações em que eu realmente mordo a língua é o lance de me entregar quando compro coisas baratinhas. Eu me lembro perfeitamente que, quando alguém elogiava alguma coisa da minha mãe, ela logo dizia: "nossa, paguei baratinho numa lojinha tal tal tal". Eu queria morrer e não entendia porque ela precisava falar que pagou barato. "Pra que precisa falar, mãe? É só não falar nada e agradecer o elogio!"
Hoje eu sou i-g-u-a-l-z-i-n-h-a. Fico mais feliz quando alguém elogia uma boa compra de uma lojinha furreca (e eu falo com orgulho: comprei essa blusinha no Extra hahahaha!!) do que quando elogiam alguma coisa que custou realmente caro. Acho que a gente vai aprendendo a ser mais humilde e era isso que a minha mãe já me ensinava desde cedo.
Também fiquei conversadeira, como falei no post anterior. Adoooro puxar papo por aí. Ainda não chego aos pés da dona Lúcia (ou vovó Luscha, loucura da Luísa), mas tenho receio de um dia ficar igualzinha (não joga praga, hein, mãe?), porque aquela lá é do peru, como se dizia nos tempos dela. Ela trabalha em um consultório dentário e é incrível o quanto ela ganha de presentes das pacientes. Faz amizade com todo mundo.
Mas eu não acho ruim nada disso, na verdade. Me divirto, isso sim. Minha mãe é um exemplo de vida, um ser espiritualmente evoluído. Só quem conhece o que ela já passou sabe do que eu estou falando. E tá ali, sempre sorrindo, nunca se fazendo de vítima. Se um dia eu chegar a 1/3 do que ela é, tenho certeza que terei cumprido bem a minha missão nessa vida.
E o que eu espero é que minha filha também possa aprender com tudo isso. E que ela seja uma pessoa boa e alegre como essa avó maravilhosa que ela tem. Luísa tem sorte de ter avós presentes, o que eu não tive. E talvez um dia ela também fique igualzinha a mim, coitada. (Mami,te amo muito, tá?!!)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Fazendo amigos e influenciando pessoas

É incrível como a capacidade de fazer amizades se multiplica depois da gravidez e do nascimento dos filhos. Esses dias estava conversando com as amigas sobre isso: pergunta se alguém vinha puxar papo comigo e com o Luiz na padaria, domingo de manhã, quando éramos só os dois? Nunquinha. Na gravidez, já começou a aproximação. Depois do nascimento da Luísa, disparou. Agora temos os amigos da padaria, da pracinha, do clube, do blog (até isso, olha só!!)... tudo por causa da Luísa. As pessoas simplesmente chegam. Às vezes é o adulto que vem mexer com a Luísa ou fazer perguntas do tipo: "que idade tem?" "qual é o nome dela?" etc, e às vezes são as próprias crianças que se aproximam pra brincar com a Luísa e, logo na sequência, os pais que vêm para buscá-las entram no papo também. E nessas você conhece gente besta, que é só ignorar, e também muita gente super bacana.
Imagino que deve haver mães e pais que não gostam desse papo furado e devem se irritar horrores com esses "aproachs", mas eu, como sou das bem conversadeiras, confesso que a-d-o-r-o isso tudo. E o Luiz não admite, fala que eu é que fico puxando papo com todo mundo (pagando a língua, porque quando eu era adolescente eu reclamava que a minha mãe puxava conversa até no caixa do supermercado), mas ele também adora.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Quer levar seu filho ao Festival de Cinema?


Vai acontecer neste mês de setembro em São Paulo e em várias outras cidades do país a sétima edição do Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI), dirigido pela Carla Camurati. A proposta do festival é muito bacana, e eu ganhei dois ingressos para a festa de abertura do evento em SP para sortear aqui no blog. Cada ingresso vale para quatro pessoas.
O festival começa no dia 11 de setembro, sexta-feira que vem, e a festa de abertura vai ser no sábado, dia 12, quando 10 filmes do festival serão exibidos simultaneamente no Cinemark do shopping Eldorado. Há produções nacionais e internacionais, além de palestras e debates sobre a produção cinematográfica para o público infantil.
O evento também acontece nas cidades de Campinas, Rio de Janeiro, Niterói, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Aracaju. Mais informações no site www.festivaldecinemainfantil.com.br. Ali tem a programação completa.
Quem quiser ingressos para a abertura em São Paulo, no dia 12/09, basta colocar um comentário aqui nesse post até domingo (dia 06/09) dizendo "eu quero", sem esquecer de deixar nome e e-mail pra contato.