segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mais da série instinto maternal

Luísa ganhou um berço de bonecas de aniversário. Na verdade, ela ganhou um presente repetido e eu troquei por esse berço, que é uma graça. Eis que dia desses eu escuto um conversê na sala e fui espiar. A Luísa estava sentada no banquinho dela, ao lado do bercinho, conversando com a Nina, a boneca, que estava ali "dormindo". Enquanto balançava o berço, ela repetia toda a sequência que eu falava pra ela antes de dormir (ainda nos tempos que ela berrava pra dormir sozinha)
- Não chóia, não chóia (não chora, não chora)
- Qué mamá?
- Pode naná agóia. (pode nanar agora)
- Mamãe qui péto (mamãe está aqui perto)
- Boa noite
- Bêzu (smac, e deu um beijinho na boneca)
Quase morri.

sábado, 29 de agosto de 2009

Teste para o 2º

Minha amiga Cris, que mora no Rio, veio fazer um curso aqui em São Paulo esta semana e eu falei pra ela deixar o Pedro, um fofo de 7 meses, aqui em casa. Imaginem só a alegria da Luísa em ter um bebê (porque ela já é uma mocinha cof cof) por aqui. Ela fazia "chic chic chic" na bochechinha dele, fazia carinho no cabelo, conversava com ele, dava aqueles abraços de urso delicados que crianças costumam dar nos menores e tudo mais. Mas de vez em quando ela também sentia um ciúme dos brinquedos e da atenção que normalmente é só pra ela. No primeiro dia do Pedro aqui em casa, por exemplo, ela fez xixi na calça o dia inteiro, não pediu nenhuma vez para ir ao banheiro. No dia seguinte, tudo voltou ao normal. Senti um pouco do que deve ser a experiência de chegar um irmãozinho novo em casa.
Mas algumas coisas me chamaram a atenção no comportamento dela.
A figurinha dava uma de mãe quando ele fazia coisas que não pode, agindo do mesmo jeito que agimos com ela. Quando ele pegava o controle remoto da TV e colocava na boca (porque os controles pretos são muuuuito mais interessantes para os bebês do que os brinquedos coloridos) ela soltava um "ête não pode" e tirava o controle da mão dele. E assim várias vezes.
Mas a melhor mesmo foi no dia seguinte. Ela pediu a chupeta e o Luiz falou:
- Luísa, você viu que o Pedro não usa chupeta?
- Viu. Mas nenê usa (referindo-se a ela própria).
Tipo assim: cada um com os seus problemas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fascínio por moedas

Sempre tive pavor das histórias de crianças que se engasgam com moedas. E sempre deixei a Luísa longe delas. Mas ultimamente a menina anda com um fascínio por moedas que não sei o que fazer. Hoje de manhã entrei no meu quarto e a Luísa tomou um susto. Parou na minha frente, agarrou a bolsinha dela e ficou ali, estática, com cara de que estava aprontando, com um sorriso meio amarelo. De repente, ela dá uma chacoalhada sem querer na bolsa e eu escuto a maior barulheira de moedas. Quando olho para o lado, minha bolsa estava no chão e a minha carteira aberta, do lado de fora. A cara de pau pegou todas as minhas moedas e enfiou na bolsa dela. Fiz ela guardar de volta, expliquei que era feio o que ela havia feito e blablabla... E ela ficava pedindo: "só uma, mamãe, só uma". E tem mais: ainda achei uma nota de R$ 2 toda amassadinha na bolsa dela.
Minha preocupação é que, além de ser algo sujo, que ela mistura com as chupetas e tudo mais, morro de medo de ela engolir alguma moeda. Mas está difícil de controlar essa menina. Ou eu é que estou sendo muito mole...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dúvidas sobre banheiros públicos

Uma das coisas que mais me incomoda em tirar as fraldas da Luísa é o fato de que, a partir de agora, ela terá que frequentar banheiros públicos. São poucos os lugares que possuem banheiros para a família, com aqueles vasos pequenininhos, o que significa que na maioria das vezes a Luísa terá que sentar em vasos usados por adultos. Além de serem incômodos, tem o lance da higiene. Para as meninas, a situação é ainda pior do que para os meninos. A Paloma me disse que sempre levava o adaptador de vaso sanitário pra lá e pra cá quando a Ciça era pequena. Gostaria de saber das outras mães e pais mais experientes do que eu, leitores aqui do blog, o que vocês costumam fazer quando levam os filhos, especialmente as meninas, ao banheiro público. Levam o adaptador? Limpam o vaso? Forram com papel higiênico? Seguram a criança de cadeirinha sem encostar? (essa alternativa é só pra quem faz musculação, né?)
Helps, please!!
PS. Outra questão. O Luiz fez outro dia uma pergunta que eu fiquei em dúvida: e quando o pai sai sozinho com a filha e ela quer ir ao banheiro? Ele a leva no banheiro masculino??

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Plantão 24h: mais sobre o desfralde

Continua indo super bem o processo de tirar as fraldas da Luísa.
Mais algumas atualizações:
- Rolou, sim, o primeiro nº 2 na calça. Eca.
- Agora não quer mais usar o "pipico" (penico). Encasquetou que queria usar o vaso. Acho que foi por dois motivos: 1) é que ela fez xixi no vaso no fim de semana em dois lugares (no clube e no teatro), então gostou de fazer igual à mamãe. 2) As amiguinhas aqui do prédio fazem no vaso, com adaptador. Então, ontem corri pra comprar um adaptador e ela adorou. Abandonou de vez o pipico.
- A dona porquinha cismou que não quer lavar a mão depois de usar o banheiro. Não sei de onde as crianças encasquetam com umas coisas assim, do nada. Tá uma briga agora pra lavar a mão depois de ir ao banheiro.
- Ela fica brava quando eu tento espiar se de fato está saindo alguma coisa. Engraçado como crianças desse tamanho já têm vergonha e noção de privacidade.
- Mesmo quando eu a deixo de fraldas durante o dia (para andar de carro ou para ir ao teatro, por exemplo), ela pede pra ir ao banheiro. Tive que sair no meio da peça do Charlie e Lola pra ela fazer xixi, não quis fazer na fralda de jeito nenhum. As fraldas que às vezes uso de dia têm ficado sequinhas, sequinhas.
- Uma coisa é certa: já estou economizando uma baita grana com essa redução da quantidade de fraldas.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sobre Charlie e Lola, a peça


Neste último domingo levei a Luísa pra ver a peça do Charlie e Lola, que está em cartaz no Teatro das Artes, no shopping Eldorado, em São Paulo.
Eu já falei aqui várias vezes que eu AMO o desenho Charlie e Lola, que passa no canal fechado Discovery Kids. Os personagens criados pela escritora inglesa Lauren Child são dois irmãos muito fofos (de 7 e 5 anos) que se dão muito bem e a Lola, particularmente, é uma delícia de criança, sempre mistura as histórias reais com suas fantasias, uma graça.
As histórias da peça são super bonitinhas, como no desenho, e as vozes dos personagens são as mesmas da dublagem do canal de TV. A montagem é bacana, cenário bonito etc. Quem trouxe para o Brasil foi o Luciano Huck, depois de ter levado os filhos pra ver a montagem nos EUA.
Mas há alguns pontos que acho válido saber antes para não se frustrar (uma amiga já tinha comentado sobre isso antes de eu ir, mas minha irmã não sabia e ficou um tanto decepcionada):
1. O Charlie e a Lola são bonecos de papelão pequenos, iguais ao do desenho (nessa foto acima dá pra ver bem). As vozes deles são gravadas.
2. Os bonecos são manipulados por atores que ficam totalmente aparentes e interagem com o espetáculo. Eles ficam vestidos de roupa normal, cabeça exposta e tudo mais (como essa foto). Acho que essa é a parte mais estranha, porque fica bem diferente do desenho e leva um tempo pra gente prestar atenção nos bonecos e não nos atores. Depois de um tempo você se acostuma e entra na história, que é bem fofa.
3. Há um intervalo de 15 minutos no meio do espetáculo (que tem duração total de 1h15min). Eu, particularmente, preferia que não tivesse intervalo, porque acho que as crianças dispersam demais e ficam um pouco impacientes.
Mas, de qualquer forma, Luísa e meu sobrinho adoraram. Quando acabou, ela começou a choramingar porque queria mais. Então, posso dizer que valeu a pena.
Mais informações sobre a peça aqui

OBS: A Luísa ganhou de presente de aniversário o livro mais recente do Charlie e Lola, "Eu não quero dormir agora". É daquele tipo livro-brinquedo, que os personagens ficam em 3D quando as páginas se abrem. O que eu tenho a dizer é que é o livro-brinquedo mais sensacional que eu já vi. Tem cachorros dançantes que fazem até rodopios no livro, é impressionante. Este eu não tenho coragem de deixar a Luísa rasgar, então deixo guardadinho e ela só vê quando eu estou junto.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Como se fala... em italiano?

Depois das listas sobre termos úteis em inglês (veja mais aqui) e espanhol (aqui) para mães que vão viajar ao exterior com bebês, agora vem a vez do italiano (aliás, que idioma mais delicioso é esse...). Quem me mandou essa lista foi a fofa da Letícia, do blog Pelos Cotovelos e Cotovelinhos (super super obrigada!). Se esses posts salvarem pelo menos uma mãe de passar apuros no exterior, já estão valendo!!

Mamadeira = biberon
Chupeta = ciuccio
Lenço umedecido = fazzoletto imbevuto
Berço = culla
Comidinha (tipo papinha Nestlé) = omogeneo
Babador = bavaglio
Cadeirão = seggiolone
Bico da mamadeira = tettarella
Fralda = pannolino
Termômetro = termometro
Carrinho de bebê = passeggino
Creme para assaduras = crema
Leite = latte
Suco = succo
Leite materno = latte materno
Leite em pó para bebê = latte in polvere per neonati
Trocador = fasciatoio
Lanchinho = merenda
Banheira = vasca da bagno
Esterilizar = sterilizzare
Escova para lavar mamadeira = spazzola per lavare il biberon
Cereal = Cereale
Amamentar = allattamento
Recém-nascido = neonati
Bebê entre 1 e 3 anos = I bambini tra 1 e 3 anni
Prematuro = prematuro
Mordedor = gomma di masticare
Babá = balia asciutta
Pediatra = Pediatra
Cadeirinha para o carro = seggiolino per la macchina

Descrevendo sintomas se o bebê estiver doente:
Tosse = tosse
Crises de tosse = crisi di tosse
Febre = Febbre
Respiração fraca = respirazione bassa
Perda de apetite = perdita di appetito
Vômito = Vomito
Diarreia = Diarrea
Coriza, nariz escorrendo = Congestione nasale, gocciolamento del naso
Choro agudo = choro acuta
Dor de garganta = mal di gola
Amigdalas inchadas = amigdala gonfie
Dor de cabeça = mal di testa
Coceira = prudore
Convulsão = convulsioni
Criança irritada demais = bambini troppo arrabbiato
Antitérmicos usados na Itália: Tachipirina

sábado, 22 de agosto de 2009

Desenhos para colorir

Uma boa dica para distrair as crianças quando acaba a inspiração é imprimir desenhos para colorir. Na internet há vários sites e blogs especializados nisso, que têm milhares de desenhos de todos os tipos pra escolher. Luísa fica fascinada, porque ela escolhe o desenho na tela e já fica olhando a impressora, esperando sair no papel.
Na verdade não descobri nenhum grande segredo, apenas digitei "desenhos para colorir" no Google e apareceram trocentos sites à disposição. Repasso aqui alguns deles que eu achei que têm desenhos bacanas pra imprimir.
http://colorirdesenhos.com/
www.desenhosparacolorir.org
http://desenhosparacolorir.blogspot.com/
http://desenhosparacolorirepintar.blogspot.com/
http://www.qdivertido.com.br/desenhos.php

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Boa notícia para mães de meninas

A Adri Nunes publicou uma nota bem interessante no blog dela sobre a liberação da Anvisa para que orelhas possam ser furadas novamente nas farmácias e drogarias. Esse vinha sendo um problema das mães que têm meninas (e meninos também, vai saber) e queriam furar a orelha, porque desde 2003 o procedimento não podia ser feito nas farmácias e também já não era mais realizado na maioria das maternidades.
No caso da Luísa, uma enfermeira da maternidade se ofereceu para fazer o furo e foi até a minha casa. Eu fiz isso uma semana depois que a Lulu nasceu. Foi bem simples e o chorinho foi bem rápido. A enfermeira teve o cuidado de olhar os pontos da acupuntura pra definir direitinho onde furar, adorei. Nem sei se ela sentiu dor, afinal nessa fase os choros são todos iguais pra fome, cansaço, sono e dor, né? Achei que seria menos traumático fazer nessa época do que se esperasse a Luísa ficar um pouco maior. E não me arrependo.
Hoje o drama é para trocar de brinco. A Luísa ganhou vários brinquinhos desde que nasceu, mas alguns eu só uso em ocasiões especiais porque eles às vezes enroscam na roupa e eu morro de medo de machucar. Mas ela não deixa nem encostar na orelha, é um drama. No aniversário dela eu consegui trocar enquanto ela estava dormindo. Se bem que depois, pra destrocar, já que aquele brinco não era dos mais confortáveis para o dia-a-dia, foi um pouco mais fácil. Deixei ela escolher o brinco que queria e aí a vaidade falou mais alto. Me deixou colocar o brinco (com alguns resmungos, claro) e depois ficou toda exibida se olhando no espelho falando "binco, binco da nenê". Êita leonina autêntica, essa minha filha...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Plantão desfralde

Tudo está indo muito bem com o desfralde da Luísa. Estou muito feliz.
Como a Paloma falou em um comentário aqui, acho que tem um lance de "hora certa" e acho que a Luísa realmente já estava prontinha pra enfrentar esse desafio.
Ela já aprendeu a se controlar e pede toda hora pra fazer cocô (agora tudo virou cocô, mesmo quando é xixi). Hoje só vazou xixi na roupa uma vez. E os cocôs foram todos no penico desde segunda-feira, quando tudo começou (Deus é pai, porque cocô na calça ninguém merece, nem ela nem nós que a limpamos).
Para transformar tudo em um processo divertido, instauramos uma rotininha mais ou menos assim:
- o penico fica no banheiro dela, sempre lá.
- ao lado do penico dela fica o peniquinho da boneca que faz xixi, que ela ganhou de aniversário, pra incentivar
- sobre o móvel do banheiro ficam dois gibis da Turma da Mônica, que ela gosta de ler enquanto faz as necessidades (tá vendo, essa história de ler revista no banheiro vem desde os primórdios da infância)
- tem comemoração em todo xixi e todo cocô. Faço a maior festa, a babá também, o pai também
- tem ritual de despedida em todo xixi e todo cocô
- depois tem descarga e mãozinha lavada, mesmo que ela não faça nada
- de 15 em 15 minutos eu ou a babá perguntamos se ela quer fazer xixi.
- incentivamos mesmo quando não dá tempo e ela faz na calça
- depois que tiramos a fralda pela primeira vez, tiramos definitivamente. Agora é só quando vai dormir (soninho da tarde e à noite). E posso dizer? A fralda já está ficando muito mais sequinha do que antes. Só vou abrir exceção se rolar alguma viagem de carro, por garantia.

Minha mãe me disse que com 1 ano e 9 meses eu já não usava mais fraldas. Mas quando meus irmãos nasceram, logo depois, eu regredi e voltei a usar de novo. Dizem que isso é bastante comum.
Bom, como não tem nenhum irmãozinho ou irmãzinha pra Luísa a caminho, pelo menos por enquanto, espero que o desfralde dela aconteça apenas uma única vez e que continue assim nesse ritmo excelente!
Figas, figas, todos na torcida por favor!!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Brinquedos


Se você acha que os brinquedos que o seu filho ganhou no aniversário de 1 ano já não cabem mais em casa, das duas uma: ou você começa já a procurar um apartamento maior ou vai ter que mandar embora muita coisa pra sobrar espaço depois do aniversário de 2 anos. Os brinquedos a partir do segundo ano, apesar de muito mais legais (na minha opinião), de uma forma geral são maiores e haja espaço pra enfiar tanta tralha. Luísa ganhou fogão, pia, geladeira, velotrol, casinha de bonecas, bonecas enormes... bons tempos em que os presentes eram mordedores e chocalhinhos... (só não tenho saudade dos brinquedos que tocam musiquinha, e esses graças a Deus diminuem bastante nessa fase). Mesmo que você faça o acordo com o seu filho do tipo "para cada brinquedo novo a gente dá um usado para uma criança carente", acho que não vai adiantar muito no quesito espaço, a não ser que as doações sejam de brinquedos de tamanho proporcional. Essa atitude ajuda, sim, na formação dos valores e respeito ao próximo.
Outra constatação sobre os brinquedos: é engraçado como a vontade de "brincar de casinha" desponta muito cedo na maior parte das crianças (digo crianças porque os meninos em geral também gostam, mas não são estimulados). Luísa já há bastante tempo adora imitar tudo o que fazemos em casa: passar roupa, lavar louça, fazer comidinha, varrer... Aí vai a dica pra quem quer dar um presente para uma menina nessa idade (a partir de 1 ano e meio): não é preciso gastar horrores. Um ferrinho de passar roupas, uma mini-vassourinha, um jogo de panelinhas ou um berço de boneca podem fazer mais sucesso do que muito brinquedo caro.
PS. A foto acima é da Luísa curtindo a pia que joga água de verdade. Um pouquinho de shampoo e uma esponja cortadinha foram o suficiente pra ela ficar um tempão ali lavando louça (e se molhando toda, claro).

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Segundo dia sem fralda

Me desculpem, mas eu adoro falar desses assuntos escatológicos. Se alguém tiver nojo, nem precisa ler. Também prometo que não vou fazer esse saldo diariamente, ok? Mas é que eu preciso contar pra alguém... hehe... e como o marido tá viajando, vocês foram os escolhidos.
Vamos lá. Saldo do segundo dia: dois xixis no "pipico", três xixis na roupa e... tchãrã... um cocozão no penico. Digo cocozão porque realmente esse foi de lascar. Quando vi, achei que outra pessoa tivesse feito. Tadinha, como aquele negócio saiu de uma criança tão pequena? Mas a babá jura que foi a Luísa mesmo.
Sei que não podemos rir sob hipótese alguma, mas há algumas cenas engraçadas nessa história toda. Agora pouco vejo a Luísa andando em direção à cozinha com as perninhas tortas, joelhinhos grudados, andando bem devagarzinho. Mas não deu tempo. Já estava toda molhada, tadinha. Ela chorou de vergonha. Falei que não tinha problema algum, que é assim mesmo e que logo não vai mais acontecer (figas).
O bom é que na sequência veio aquele cocozão que eu contei aí no começo, e ela se animou tanto que até esqueceu a vergonha do xixi na calça. Tirei até foto pra mostrar pro pai depois.
PS. Falando em traumas e vergonhas, eu nunca me esqueço do dia em que fiz xixi na calça na escolinha. Acho que eu tinha uns cinco anos, e usava um shortinho de elástico vermelho. A professora não me deixou ir ao banheiro (olha que bruxa) e eu fiz na calça. Eu era super tímida e quase morri de vergonha. Fui embora pra casa chorando. Não me esqueci até hoje. Vai ver que é por isso que eu fiquei assim. rsrs

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Primeiro dia sem fralda

Melhorou o tempo, resolvi encarar e tirar as fraldas da Luísa, seguindo todas as dicas que me deram aqui no blog.
Saldo do primeiro dia: 7 calcinhas e shortinhos molhados, 1 xixi no penico.
A vitória foi bem no último do xixi do dia, antes da fralda da noite. Ela veio aqui no escritório correndo me chamar pra ver o xixi no "pipico". Toda orgulhosa, peladinha, saltitando. No começo do dia, ela fugia quando eu ou a babá perguntávamos se ela queria fazer xixi. Ficava dançando, enrolando. Mas depois que conseguiu, acho que ela se animou.

Depois da novela

Outro dia eu estava relendo umas revistas que tenho em casa e encontrei uma informação muito interessante: enquanto o horário recomendado pelos especialistas para que as crianças durmam é por volta de 20h, no Brasil a criançada vai pra cama bem mais tarde, em média às 21h41. Parece estranho esse horário quebrado, mas tem uma explicação cultural fortíssima: os pais esperam acabar a novela das oito para depois colocar a molecada pra dormir.
E eu fiquei pensando que isso faz sentido. Eu sempre fui meio noveleira, sabe. E antes dessa novela do Are Baba, eu acompanhava a novela da Tancinha... ops... da Donatela. E como a Luísa dava trabalho pra dormir no quarto dela, ela acabava sempre adormecendo na minha cama enquanto eu assistia a novela.
Depois disso, decidi que não iria mais acompanhar novelas porque isso me deixava muito tempo em frente à televisão à noite enquanto eu deveria estar com a minha família. E sabe que isso ajudou bastante na questão do sono da Luísa. Porque mesmo que ela dormisse no meu quarto, eu passei a deixar a TV desligada.
Faz algumas semanas que ela já não tem mais dormido no meu quarto porque minha filha resolveu virar mocinha e dorme sozinha no berço dela. Desde aquele dia que eu contei aqui, eu a coloco no bercinho entre 20h30 e 21h, dou um beijo, apago a luz e saio do quarto. Ela vai direto até às 6h/6h30 da manhã, toma a mamadeira e, aí sim, dorme mais um pouco na minha cama até umas 8h.
Estou bem melhor sem as novelas. E a Fazenda (assunto já comentado aqui), como é mais tarde, não atrapalha o horário da Luísa... hehehehehe

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mais da série "coisas que eu nunca usei"

Além do talco, há outros itens que ganhei ou comprei quando estava grávida e que também nunca foram usados.

- Termômetro de banheira. Eu ganhei dois no chá de bebê, mas nunca usei. Como minha mãe passou comigo os primeiros 15 dias após o nascimento da Luísa, eu rapidamente aprendi com ela a sentir a temperatura da banheira com o cotovelo e as costas da mão. (Mas acho que, para mães que se sentem inseguras na hora do banho e não têm ninguém mais experiente para ajudar no início, o termômetro pode ajudar).
- Toalha fralda: é uma fralda de pano em tamanho maior. Me disseram que era para secar o bebê recém-nascido, mas como eu tinha comprado toalhas de banho que tinham fralda por dentro, sempre usei essas.
- Trocador da banheira: a banheira da Luísa tinha trocador, mas eu sempre troquei no trocador do quarto dela, em cima da cômoda. Se você não vai usar, aquilo acaba virando meio trambolho porque dá mais trabalho pra abrir e fechar se estiver com a criança no colo. Acabei desparafusando o trocador e deixando só a banheira no tripé.

Achei que nunca ia usar mas é importante: o aspirador nasal. É o tipo de coisa que você só vai saber que é útil no dia em que seu filho tiver o primeiro resfriado. Aquele negócio suga as melecas que é uma maravilha.

Talquinho na bundinha do nenem?

Se tinha uma coisa que eu achava que seria básica entre os itens de higiene de um bebê era o talco. Afinal, nossas mães usavam e crescemos ouvindo o termo "passar talquinho na bundinha de nenem".
Mas eis que eu engravidei, tive a Luísa, ela já fez dois anos... e nunca usei talco nela. Até tenho um em casa, que veio em um kit da J&J que ganhei no curso de gestante. Mas está até hoje na gaveta.
Já na maternidade me disseram pra não usar o talco nas trocas de fralda, porque o pó pode ser aspirado pelo bebê e ficar alojado nos pulmões. Além disso, pode causar alergia em recém-nascidos. Então, nem me arrisquei. Outro dia, ouvi ou li em algum lugar que, para passar talco, não se pode aplicar direto: é preciso colocá-lo em um algodão umedecido e só então passar essa gosma no bumbunzinho do bebê...
Alguém pode me dizer, então, pra que serve esse trem? Ou melhor, alguém aí passa talco na bundinha do bebê? Se passar talco não usa a pomada anti-assaduras, certo? Porque imagina só a crosta que se formaria misturando talco com Hipoglós... não sai nunca mais do popozinho.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A saga das naninhas

Vou contar uma sacanagem que eu aprontei sem querer com a minha amiga Adriana. Quando a filha dela nasceu, eu dei de presente uma naninha, um daqueles paninhos fofos que tem em uma das pontas a cabeça de um ursinho. E a Paola gostou mesmo da naninha, dormia com ela todo dia e andava com o paninho pra lá e pra cá.
A questão é que essa história acabou se tornando um problema. Primeiro, porque elas moram nos EUA e lá não tem igual pra comprar. E naninha tem dessas: tem que ser igual, não pode ser parecida. E de preferência tão surradinha quanto, porque quanto mais velho fica, mais a criança gosta. Eu, como chupava o dedo quando era criança, tinha uma fralda dessas, que enrolava nos dedos enquanto botava o dedão na boca.
Quando fui para os EUA no começo do ano, combinei com a Adri de visitá-la e perguntei se ela queria algo do Brasil. Ela disse pra eu levar outra naninha daquela pra Paola, porque ela tinha medo de perder aquele pano e a filha não iria nem conseguir dormir. Fui tranquila até a loja onde eu havia comprado e, para minha surpresa, a loja tinha fechado. E não reabriu em nenhum outro lugar. Corri pra outra loja em que eu tinha visto a naninha igual e me disseram que não tem mais daquele modelo.
Ou seja, belo presente de grego que eu fui arrumar... Dri, por acaso ela já desencanou do paninho? :-)
Já a Luísa nunca pegou naninha. Eu comprei uma pra ela também e sempre deixo no berço, mas não rolou uma "afinidade", sabe como é? O lance da Luísa é a bolsinha e pronto. Outro dia perdemos a tal bolsinha no clube, com chupeta e tudo dentro. Acho que eu fiquei mais desesperada do que a Luísa. Por sorte, o São Longuinho estava de boa aquele dia, encontrou a bolsa, deixou lá na brinquedoteca e nós achamos. Demos os três pulinhos devidos e fomos embora felizes da vida.
Por garantia, estou conseguindo acostumá-la a variar as bolsas. Porque, mesmo que não perca aquela cor de rosa, logo vou ter que jogar fora, porque já está ficando indecente.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Com vergonha da mãe

Nós fizemos a festinha de aniversário da Luísa em um buffet no dia 1º de agosto. Mas ontem, como era o dia D e eu não queria passar em branco, aproveitei os tradicionais convescotes das crianças "da pracinha", que nessas férias têm se reunido cada dia na casa de uma, e chamei o pessoal pra comer um bolinho em casa e cantar parabéns pra Luísa.
Em um determinado momento, todas as crianças, babás e mães estavam sentadas na sala vendo o DVD do Parangolé, que é o máximo. E ali tem uma música que eu adoro, a do Camaleão, e começo a dançar toda vez que ouço.
Eis que tocou a música e eu, que estava em pé, comecei a dançar. Daí vejam só a ousadia: Luísa olhou pra mim com cara de brava e gritou: "páaaaia", pedindo pra eu parar de dançar. A Isa estava lá e tá de prova.
Dá pra acreditar que ela ficou com vergonha de mim? Realmente, né, pensando bem, mãe que começa a dançar sozinha na frente de todos os amiguinhos é mico total. Hahahahahaha... me retirei da sala e fui comer um brigadeiro, murchinha. Praticamente já tenho uma filha pré-adolescente em casa.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Hoje é o dia dela


Ela faz carinho no meu rosto e nos meus braços quando está com sono. Adora uvas. Adora pedrinhas. Fica horas fazendo comidinha de mentira. Adora falar não. Não acorda mais de madrugada. Às vezes acorda quando tem pesadelos. Já dorme sozinha no berço. Se exibe quando recebe elogios. Gosta de colocar meus sapatos de salto e andar pela casa. É tímida com desconhecidos. Desce do escorregador de barriga pra baixo. Come bem desde sempre. Tem suas birras. Gosta, mas tem medo de chegar perto dos animais. É desconfiada. Sabe fazer charme. Pede desculpas e dá beijo depois que leva bronca. Faz manha. Adora piscina, mas ainda não se soltou na aula de natação. Descobriu os chocolates. Mas também ama frutas. Adora brincar na banheira. Faz cara de porquinho. Adora cantar. Já repete trechos dos seus desenhos animados preferidos. Ainda dorme no berço. Ainda chupa chupetas. Ainda usa fraldas. Tem uma boca linda. É toda linda. Está mais sociável e faladeira. Repete palavras igual a um papagaio. Sabe onde cada coisa da casa fica guardada. Tem uma memória incrível. Anda de bolsa o dia inteiro. Dorme com a bolsa presa no braço. É muito mais esperta do que a gente pensa. Adora desenhar e brincar de massinha. Tem medo de pula-pula. Nunca tomou refrigerante. Come sozinha. Bebe no copo. Não quer mais saber do cadeirão. Almoça de joelhos na cadeira normal. Fala quando sente frio ou fome. Pede água. Adora pão. Adora dançar. Fica girando no mesmo lugar e depois anda igual bêbada. É meticulosa, metódica. Vem para a minha cama todos os dias de manhã, quando acorda. Tem ciúme quando eu dou atenção a outra criança. Tem alergia de pele no frio. Dorme com a bundinha empinada pra cima. Já terminou a fase das vacinas. Já foi para a Europa, enquanto a mãe viajou para o exterior pela primeira vez aos 19 e o pai aos 27. Adora bagunçar com o pai. Adora provocar o pai. Chora quando ele sai pra trabalhar. Conta histórias ao telefone. Adora brincar de esconde-esconde. Cumprimenta o porteiro todos os dias quando sai para passear. Essa é a Luísa. Hoje ela completa dois anos.

sábado, 8 de agosto de 2009

Os pais blogueiros

Nós sempre falamos das mães blogueiras, mas andei descobrindo que existem vários pais blogueiros por aí. Pais que dividem suas experiências, ansiedades e boas histórias dos filhos assim como os blogs de mães. Dois desses listados abaixo são, inclusive, pais de trigêmeos. Um deles fez a conta: só de fraldas, eram 450 por mês, ou 12 pacotes grandes. Dá pra imaginar o trabalho?
Esses homens descolados, que topam dividir suas experiências e angústias de pai nos seus blogs, são uma prova de que o mundo está realmente mudando e que os papéis dos pais e das mães estão cada vez mais próximos. Acho muito legal ler algumas histórias sob um ponto de vista diferente. Ou nem tão diferente assim.
E por isso faço uma homenagem aos pais blogueiros nesse Dia dos Pais.
Listo aqui seis blogs que eu já descobri, mas certamente há outros por aí e que também merecem nosso aplauso.
O Octavio, pai de três filhos lindos, do Os trigêmeos
O Gustavo Guimarães, do Matheus Day by Day, que tem um texto ótimo
O Nelio, que fala da sua relação com a filha, do Pai é quem cria
O Lucio, que também é pai de trigêmeos, do Trigêmeos
O Felipe, pai de duas meninas, do Pai de menina
O Ricardo, que acabou de ser pai da Gabriela, no Pai de Primeira Viagem

Indicações posteriores:
Diário de um Grávido
Bebê a Vista

PS. Quanto ao pai da Luísa, o Luiz, ele não tem um blog. Mas ele também é um paizão. Daqueles de dar orgulho. E o meu pai tá bem longe, mas ao mesmo tempo sei que está por perto. Todo o meu amor pra esses dois.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Gororoba

A revista Crescer deste mês traz uma dica de lanchinho para levar na bolsa. "Dispense o pacote de bolacha e aproveite essas ideias para um passeio com seu filho: misture 1 colher (sopa) de pasta de soja, 1 colher (chá) de farelo de aveia, 1 colher (sopa) de milho verde e coloque em uma fatia de pão integral."
Gente, desculpa. Mas nem eu tenho coragem de comer essa gororoba.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A maldição dos brinquedos

Os brinquedos que tocam musiquinha...ah, os brinquedos que tocam musiquinha...
Quando eu estava grávida, achava tudo lindo. Idem quando a Luísa nasceu. Até porque ela ainda não brincava com os brinquedinhos, eles ficavam apenas ali no quarto, enfeitando.
Mas um dia ela começou a brincar. E eu comecei curtindo as musiquinhas, decorando as sequências. De repente, aqueles barulhos começaram a me deixar meio maluca. Porque fui descobrindo que as músicas são as mesmas em quase todos os brinquedos. E que aquele som meio enferrujado que sai das bonecas, carrinhos e outros itens musicais não tem nada de música para os nossos ouvidos.
Eis que depois de um tempo os malditos começaram a tocar sozinhos. Não sei se isso acontece na casa de outras pessoas também ou se é só aqui que habitam os fantasmas dos brinquedos de musiquinha. A Luísa ganhou um maldito cachorro que toca música e fala uma frase diferente em todas as partes do corpo que você aperta. Várias, mas váaaarias vezes, na madrugada, quando eu ainda amamentava ou quando a Luísa acordava por alguma razão, eu me sentei na cama que fica no quarto da Luísa e bati o braço ou a cabeça no tal cachorro e o maldito começou a cantar. "Cabeça, ombro, joelho e pé, joelho e pé. Cabeça, ombro joelho e pé, joelho e pé. Olhos, orelhas, boca e nariz. Cabeça, ombro joelho e pé, joelho e pé". Ali, de madrugada, no meio do silêncio. No escuro. Eu queria matar o cão. E o pior é que, no escuro, eu nunca achava a chavinha pra desligar aquela m... Pra me provocar, ele continuava com um "Péeeee, pé amarelo". Quando você acha que acabou, o fdp tira mais um sarrinho da sua cara e solta um "tchaau tchaau."
Mas existem alguns ainda mais assustadores. Eles começam a tocar sozinhos sem a gente encostar. De repente, quando você acaba de colocar o nenem pra dormir, a música desgraçada enferrujada começa a tocar não se sabe como nem onde, no meio da caixa de brinquedos.
É ou não é assustador? Eu, hein...

O tabu da amamentação nos EUA

Inspirada no sucesso do vestido desabotoado, a minha amigona Adriana enfim resolveu montar um blog pra contar para os amigos e para a família aqui do Brasil as histórias dos dois filhos lindos que moram com ela e com o marido nos EUA. O nome do blog é "Gringuinhos", adorei.
E hoje ela fez um post sobre a amamentação, falando em como esse assunto ainda é tabu nos EUA. Vale ler e dar as boas vindas para a Dri nesse mundo das mães blogueiras... Jornalista das boas que é, com passagem pela BBC de Londres e tudo, certamente ela terá ótimas histórias e dicas pra contar. Aliás, ela também deu uma dica sobre o cadeirão do carro que eu recomendo a leitura.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Beijinho que sara

Sempre que a Luísa leva uma pancada e chora, eu faço aquela clássica tática de mãe: dou um beijinho pra sarar. E ela para de chorar.
Outro dia ela olhou para uma pinta que eu tenho no pulso e falou: "ete dodói, mamãe?" Antes que eu respondesse que aquilo era uma pinta, ela pegou a minha mão e deu um beijinho.
Acho que vou falar pra ela que todas as sardas do meu rosto são dodóis.

Alguém me belisca?

Eu achava que isso nunca aconteceria comigo, mas aconteceu. Nunca consegui colocar a Luísa no berço ainda acordada. Ela sempre dormia no colo ou então deitada na minha cama, e depois a levávamos para o quarto. A única coisa que eu fazia, para ela ter noção de onde era o lugar de dormir, era deixar claro que depois que ela dormisse no meu quarto, eu a levaria para a cama dela. Mas, se eu tentasse levá-la para dormir direto no quarto dela, era um escândalo. Sei que é errado, mas eu não conseguia fazer diferente.
Fazia uns dias que já vínhamos notando melhoras substanciais, mas dessa vez foi demais. Nos últimos dias, estava acontecendo o seguinte: nós a colocávamos no berço, ainda acordada. Ela ficava ali chorando e tentando escalar o nosso colo, mas a gente (eu ou o Luiz, quem estivesse colocando pra dormir) falava boa noite, apagava a luz e encostava a porta. E ela parava de chorar imediatamente. Nós ficávamos rindo do lado de fora com essa inteligência dela em saber que não iria adiantar nada ficar ali berrando. Mas dessa vez foi demais, olha só.
Ontem, umas 9 da noite, todos na sala, peguei a Luísa no colo e falei pra ela que era hora de dormir. Meus sogros estavam em casa.
- Lulu, fala boa noite para o vovô e para a vovó
- Boa noite
Beijos no vovô e na vovó.
- Filha, vamos para o seu quarto, vou trocar a sua fralda e você vai dormir, tá?
- Hããã, hããã (isso foi uma ameaça de manha, só assim, duas vezes)
Entro no quarto dela, troco a fralda, apago a luz e, ainda com ela no colo, falo:
- Filha, boa noite. Te amo
E ela respondeu, assim, sem choro, sem manha, sem nada:
- Boa noite
Coloquei ela no berço. Ela se deitou de bruços com a bundinha empinada pra cima, como ela gosta, eu a cobri e saí do quarto.
E ela dormiu.
E só acordou hoje às 7h10 da manhã. Alguém me belisca?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Minha história de amamentação


Está rolando esta semana a campanha sobre aleitamento materno e muitas mães blogueiras estão divulgando histórias sobre amamentação (veja mais aqui e ). Resolvi aderir à campanha contando a minha história. Vou falar como foi de verdade, porque acho que não ajuda em nada contar só a parte boa.
Eu fui bem informada sobre amamentação durante a gravidez. Fiz cursinho para grávidas e foi muito legal: além dos benefícios do aleitamento materno, aprendi por exemplo que o bebê tem que pegar a aréola toda do peito e não somente o bico. Descobri também que não existe a história de leite fraco e outras informações importantes. Mas eu achava que tiraria de letra a amamentação e que meu maior problema seria o parto. No final das contas, aconteceu o contrário.
Como eu já contei aqui, meu parto foi muito tranquilo, sem dores. Logo que a Luísa nasceu, ela já veio pro meu peito e teve o primeiro contato com o colostro. Nos dois dias em que fiquei na maternidade, quando só tinha colostro, correu tudo bem. As enfermeiras me ajudavam com a posição e a Luísa pegava direitinho a mama. Era estranho, porque tudo era muito novo, mas uma sensação gostosa. Para quem não sabe, colostro é o primeiro alimento produzido pela mãe dias após o nascimento e, apesar de produzido em menor quantidade (em torno de 30 ml por dia) que o leite maduro, é suficiente para o recém-nascido. É um líquido amarelo bem grossinho e que contém anticorpos e uma série de propriedades muito importantes para o bebê.
O problema foi na tal "descida do leite", que acontece a partir de 72 horas após o parto. Esse foi o problema para o qual eu não estava preparada. E o pior: já estava em casa, não tinha mais as enfermeiras por perto. Esse momento é quando o peito enche de leite pela primeira vez. Só que a quantidade que desce é maior do que o fluxo normal nas semanas seguintes. Também é nesse momento que acontece um movimento forte de encolhimento do útero, provocado justamente pela amamentação.
Eu sentia tanta cólica quando a Luísa mamava, mas tanta cólica, que cheguei a chorar. Senti muito mais dores ali do que no parto, olha que engraçado. Isso não dura muito tempo, mas o problema é que a gente amamenta de 3 em 3 horas, né...
Além disso, o meu peito encheu muito, muito, muito. E aí a Luísa não conseguia mais pegar um dos lados. Ela só mamava no peito direito, porque o esquerdo ficou duro e liso e ela não conseguia abocanhar. Escorregava. E ali faltou ajuda. Eu não fiz a drenagem (com as mãos, mesmo) que deveria ter feito para soltar o leite e amaciar o peito. Foi enchendo, enchendo. A sorte é que eu fiquei muito calma, e acho que isso ajudou demais. Eu me trancava sozinha no quarto para amamentar e as únicas pessoas que eu queria ali eram a minha mãe e o Luiz. Eu não desistia e continuava tentando. Fui levar a Luísa na pediatra e a mulher chegou toda cheia falando que ia resolver o meu problema. Ela pegava o meu peito de todo jeito e enfiava na boca da Luísa com zero de delicadeza. E nada. Ela fazia tudo o que eu já tinha tentado, só que com muito menos cuidado, e nada. Aí a pediatra gente fina me mandou tomar banho de água bem quente (o grande erro, porque a água quente amolece na hora mas estimula ainda mais a produção de leite) e a passar umas pomadas no peito e colocar papel filme em cima. Vejam só o que essa mulher me fez passar. Daí eu colocava a tal pomada e ficava mais liso ainda o peito, e aí que a Luísa não conseguia pegar.
No dia seguinte, tive consulta com o meu médico obstetra e ele me disse que por pouco eu não tive uma mastite, que é uma inflamação séria das glândulas mamárias. Então ele ficou ali horas "ordenhando" meu peito. Esvaziou, esvaziou. E eu chorava, chorava. Aquele dia foi muito difícil pra mim. Um desgaste emocional imenso. Mas eu me mantive firme no propósito, em nenhum momento sequer passou pela minha cabeça desistir de amamentar. Sei que saí melhor dali e a Luísa conseguiu pegar um pouco do peito depois.
Mas isso tudo ocasionou outro problema. Aquela "ordenha" acabou acelerando o movimento de contração do meu útero e à noite, em casa, eu tive uma hemorragia horrível. Foi assustador. Mas eu não me sentia fraca, só assustava aquela quantidade de sangue. O Luiz, coitado, quase teve um treco, nunca o vi tão nervoso. Deixamos a Luísa em casa com a minha mãe e fomos pro hospital. Depois de algumas horas descobrimos que meu útero não havia se contraído na mesma velocidade que deveria ter contraído (coisa rara de acontecer), e formou-se uma espécie de rolha, ou tampão, na saída do útero. Ali o sangue, que deveria estar saindo como uma menstruação, foi se represando. Quando o médico fez aquela ordenha no meu peito (é assim mesmo que eles chamam) e estimulou a contração, o tampão se rompeu e o sangue vivo desceu de uma vez. Por isso eu não passei mal. Não era sangue das veias que estava saindo ali.
Eu procurei me manter calma o tempo todo, mas o grande desespero seria dormir no hospital e ter que pedir para a minha mãe dar leite em pó (NAN) pra Luísa em casa. Com todo aquele leite sobrando no meu peito. Mas mandei comprar o NAN. Porque não queria levar a Luísa, recém-nascida, para um ambiente de pronto-socorro, cheio de gente doente.
Eis que apareceu uma enfermeira no meu quarto. Um anjo, sabe aqueles? Na verdade, o quarto em que eu estava internada não ficava no pronto-socorro do São Luiz, e sim já na ala da maternidade, e essa enfermeira disse que a Luísa poderia sim ir pra lá ficar comigo. Nem sei descrever o que foi aquele momento. Luiz saiu voando pra buscar a Luísa e trazer pra mim. Quando ele chegou com o meu "pacotinho" no quarto, abraçou tanto a enfermeira que começamos os dois a chorar. E ali aquela enfermeira querida ficou. Passou horas e horas no meu quarto tirando os nódulos do meu peito para que a Luísa conseguisse mamar direito.
No dia seguinte, fomos embora pra casa. Tentaram dizer que ela estava um pouco amarelinha, com começo de icterícia, mas era muito pouco e nós resolvemos ir embora. Não queria ficar mais nenhum dia no hospital. De fato a icterícia não evoluiu e a Luísa passou a mamar nos dois seios normalmente.
O único fator chato depois disso é que tive uma pequena rachadura em um dos bicos, o que também arde bastante quando o bebê suga. O que ajudou a cicatrizar foi a pomada Lansinoh e o próprio leite do peito. Acho que em três dias já não doía mais.
Mas posso dizer? Eu não reclamava de nada. Essa questão era uma parte menor dentro de tudo o que eu estava vivendo. Fui encarando cada dia com todas as minhas forças e pensamento positivo.
Depois dessa primeira semana (sim, tudo isso aconteceu em uma semana), tudo mudou. E a amamentação virou um grande prazer. Momentos de intimidade e cumplicidade maravilhosos que duraram 9 meses. E me esqueci de tudo o que passei pra chegar até ali. Tudo mesmo. Tanto que muita gente nem sabe que eu voltei para o hospital naquela semana. Mas achei que valeria contar aqui, porque outras mulheres também podem ter esse mesmo tipo de problema e de alguma forma espero que minha história possa ajudar. As campanhas que só falam da parte boa fazem com que muitas mães se sintam incompetentes ou despreparadas quando enfrentam dificuldades.
Tem algumas outras dicas nesse outro post sobre o assunto.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ada, aada, coisa de mãe descontrolada

Essa história de ver outras crianças sacaneando filho da gente é brava mesmo, né. Ontem estávamos na brinquedoteca do clube e a Luísa estava sozinha na casinha de bonecas brincando. Ela estava bem de frente para um bercinho cuidando de uma "bebezinha". Dava mamadeira, colocava no colo e depois punha pra dormir de novo. Eis que entram na casinha duas meninas pirulonas, de uns 6 ou 7 anos cada, que nem tinham altura mais pra subir naquela casinha. Uma delas foi ali, pegou a bonequinha que a Luísa estava brincando e foi embora.
Gente... meu sangue italiano subiu e eu só me segurei porque a Luísa não reagiu e começou a brincar com outra coisa. Eu, que estava do lado de fora olhando, fiquei resmungando alto: "Vai, filha, pega aquela outra boneca, que é muito mais bonita que aquela que a menina pegou de você..." Essa raiva é típica de mãe, né. Dificilmente pais encanam com essas coisas. Se fosse uma criança da idade da Luísa seria diferente, mas as meninas tinham três vezes a idade e o tamanho dela.
Daí me lembrei da história de uma amiga. Ia ter festa a fantasia na escolinha da filha dela. A menina tinha uns 4 ou 5 anos, acho. Ela foi na rua 25 de Março (para quem não conhece, é uma rua de comércio popular da cidade), comprou vários apetrechos e arrumou a filha toda caprichada pra festa, vestida de princesa. Ela mesma maquiou a menina e fez um penteado no cabelo e, segundo ela, ficou lindo! Quando chegaram na frente da escola, no maior orgulho, elas dão de cara com uma coleguinha da filha: com um mega master vestido, cabelo arrumado no cabeleireiro, impecável, maravilhosa. A "fofa" chega pra filha da minha amiga e com aquele ar blasé fala: "noooossa, você está fantasiada de que?" A filha da minha amiga ficou toda triste e ela (a mãe), que é daquelas chegadas num barraco, tomou as dores e começou a falar um monte pra garotinha: "Ela está vestida de PRINCESA e está muito mais linda que você, sua mal educada, e blablabla..." Sempre dei risada com essa história, porque eu achava que era coisa de mãe descontrolada.
Mas hoje fico pensando: acho que se acontecesse a mesma coisa com a Luísa, eu faria igualzinho. Ada, aada, tô ficando descontrolada!!!

Meus primeiros selinhos



Olha só como eu sou chique no último: meu primeiro selinho já veio acompanhado do segundo. Pois é, recebi (eu não, o blog, né) dois selinhos no mesmo dia: da Cath e da Kel. Tô mais do que selada, agora.
Meninas, muito obrigada pelo carinho!
Como eu fiz outro dia o meu Meme, ali já falei um pouco sobre mim. Só não falei que meu doce preferido é o mil folhas e que minha música preferida é Luiza, do Tom Jobim (algo estranho nessa minha declaração?).

sábado, 1 de agosto de 2009

Coisas fofas pra bebês




Dá pra aguentar esses babadores? São da Baby Cool, uma loja virtual que eu acho demais. Pena que eu não descobri quando a Luísa era menorzinha e usava esse tipo de babador. E vou dizer, não ganhei nada pra fazer propaganda, não. É que eu realmente acho muito legais as coisas de lá. Os sapatinhos também são lindos de morrer.
Também descobri recentemente a Lojinha da Kel. A Kel visitou o Projetinho de Vida e eu então eu fui lá conhecer a lojinha virtual dela. Tem umas coisas fofíssimas como as calças saruel pra crianças, que eu adoooro. Olha só essa de vaquinha, meio linha perua, que vontade de morder.... A Luísa tem uma listadinha que eu comprei aqui em São Paulo que faz o maior sucesso cada vez que ela usa.