quinta-feira, 30 de julho de 2009

O mico do aplicador

Tempos atrás, a Luísa teve uma espécie de "sapinho" nas genitais, na parte externa. Provavelmente algum fungo que pegou na areia da praia ou piscina. E a pediatra receitou para passar no local uma pomada vaginal (Micostatin), daquelas que mulheres usam com aplicador interno.
A Luísa evidentemente não usou os aplicadores, que nada mais são do que tubinhos de plástico, e eu acabei guardando a caixinha. Dia desses, quando fui fazer uma faxina na caixa de remédios, em vez de jogar fora, dei os aplicadores pra Luísa ficar brincando.
Sei que eles viraram até vela de bolo de massinha (tinha uns 10 na caixa, acho). Como eu tinha comprado a pomada pra Luísa, eu nem me toquei muito que aquilo era um objeto um tanto... íntimo, se assim posso dizer.
Eis que fomos passear no shopping Iguatemi num dia de chuva da semana passada. Minha vizinha e uma amiga dela também levaram as crianças. Luísa, é claro, com sua bolsinha a tira-colo. Em um determinado momento, Luísa deixa cair a bolsinha no chão e tudo o que estava dentro começa a rolar no chão do shopping: celular de brinquedo, chupeta, escova de cabelo...
De repente, minha vizinha olha pra minha cara e começa a rir: aplicadores vaginais rolavam pelo Iguatemi, o shopping mais chique de São Paulo.
Eu fui ficando roxa, roxa... e saí catando tudo rapidinho, tratando de explicar o que aqueles aplicadores estavam fazendo na bolsa da Luísa... Mais um mico pra lista.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Feize unho, mamãe?

Sei que a Luísa deu pra trocar palavras no feminino pelo masculino:
boca = boco
bolsa = bolso
água = águo
luz = luzo
unha = unho
Não sei de onde ela tira isso, mas eu adooooro quando eu volto da manicure com as unhas pintadas e ela pergunta: "Feize unho, mamãe?"

terça-feira, 28 de julho de 2009

Fala mais do que a boca

Adoro as crianças tagarelas (especialmente as dos outros haha). Hoje, no voo de volta para São Paulo, sentaram-se ao meu lado uma mãe, mais ou menos da minha idade, e a filha de 6 anos. A menina, toda vestida de Barbie, já começou a puxar papo e não parava mais.
"Oi, quer ver a minha camiseta cor de rosa do Betinho Carreiro? (levanta o casaco e me mostra a camiseta) É que nós acabamos de voltar do Beto Carreiro. É muito legal lá. Agora meu pai está voltando de carro e eu e a minha mãe estamos voltando de avião. Porque meu pai tem medo de avião, sabe. Ele também tem medo de andar de bondinho. E isso e aquilo...." Eu ria mas ficava imaginando quando a menina iria contar alguma coisa constrangedora do pai dela. Ela não parava de falar, mas foi um barato a conversa. A mãe, super simpática, disse que o pai morre de vergonha porque a menina sempre fala mais do que deve. Também já ouvi várias histórias de pessoas que falaram mal de outras na frente dos filhos e depois passaram o maior carão porque a criança depois repassou a informação na maior inocência...
Luísa ainda não está nessa fase de contar histórias, porque ainda está aprendendo a falar, mas eu já tenho que tomar cuidado com o que falo na frente dela por causa dessa fase "papagaio" (ou "cagaio"). O pai, então, carioca que adora falar palavrão (acho que isso é quase um pleonasmo), tem que se segurar ainda mais. Especialmente em dias de jogo do Flamengo. Porque tenho que dizer: acho horrível criança falar palavrão. Acho uma agressão isso. Não combina com crianças. Pode até ser engraçado quando eles falam pela primeira vez, mas eu me sinto constrangida quando vejo crianças falando coisa feia e os pais achando divertido. Ninguém consegue impedir que eles aprendam besteiras na escola ou com os amigos, mas incentivar isso é outra história.
PS. Mudando de assunto, é bom demais voltar pra casa. É muito chato jantar sozinha num restaurante e ver famílias fazendo bagunça na mesa ao lado. Também é chato dormir sozinha num hotel, ainda mais naquela baita friaca que estava em Curitiba. Geralmente quem passa por isso é o Luiz, coitado. Confesso que fiquei com saudade da Luísa fazendo "pocotó" em cima de mim às 6h38 da manhã.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Outro mundo

Acho engraçado como nosso mundo muda completamente depois que temos filhos. Mesmo quando estamos sem eles. Bom, pelo menos o meu mundo, já que não posso dizer pelos outros. Ontem, fomos almoçar com uns amigos que têm um bebê de 18 meses e a conversa ia e voltava para o assunto crianças. Lógico que não é só este o assunto, mas ele é simplesmente inevitável. Não apenas entre as mães, mas com os pais também. "A Luísa fez cocô no penico, que emoção!" "E eu não vejo a hora de meu filho usar o penico, também vou ficar doido!" "Nossa, como ele come bem!" "Antes ele dava trabalho, mas agora ele está comendo melhor"... e por aí vai.
Hoje eu viajei de manhã para Curitiba e encontrei um amigo no avião. Era amigo daqueles tempos de solteira - fazíamos parte de um mesmo grupo que saía sempre pra balada. Agora estamos ambos casados e com filhos pequenos. Ficamos conversando o voo todo adivinhem sobre o que? Relembrando as antigas baladas? Nada disso. Era só Gabriel pra cá e Luísa pra lá. Viagens, restaurantes... mas tudo o que é bom fazer com crianças...
E sabe do que mais? Não sinto a menor falta daqueles tempos. Hoje estou completamente em outra. Aliás, morrendo de saudade da Luísa, porque estou sozinha em Curitiba e ela ficou em casa com o pai. Beijo, filha!!!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Como se fala... em espanhol?

Parte 2. Hoje temos a colaboração da super Mimi Adaime, que mora na Espanha, com dicas de termos em espanhol para quem vai viajar com um bebê. Como existem algumas diferenças entre o espanhol de Madrid e o espanhol falado em outras regiões, como a Catalunha (Barcelona) e a América Latina, colaborações são muito bem-vindas. As novidades eu acrescento aqui mesmo nessa lista.

Mamadeira = biberon
Chupeta = chupete ou pipa
Lenço umedecido = toallitas (marca mais usada na Espanha é a Dodot, mas também é possível encontrar Hugguies)
Berço = cuna
Comidinha = papilla
Leite = leche
Babador = babeiro
Creme para assaduras = crema para rozaduras (a pomada mais conhecida é a Mustela)
Cadeirão = trona
Carrinho de bebê = cochecito
Bico de mamadeira = tetilla (na Espanha, é mais comum encontrar o bico de borracha do que o de silicone)
Fralda = pañal (na Espanha, a maioria dos locais só vende pacotes enormes, é bem difícil encontrar pacotes de fraldas pequenos)
Termômetro = termometro

Descrevendo sintomas se o bebê estiver doente:
Tosse = tos
Crises de tosse = tos fuerte
Febre = fiebre
Respiração fraca = respiración débil
Perda de apetite = perdida de apetito
Vômito = vómito
Diarreia = diarrea
Coriza, nariz escorrendo = caerse El moquillo
Choro agudo = llanto agudo
Dor de garganta = dolor de garganta
Amidalas inchadas = anginas
Dor de cabeça = dolor de cabeça
Coceira = picor
Antitérmico usado na Espanha: Apidetal

Outras dicas da Mimi sobre a Espanha:
- Não se assustem ao ver uma crosta branca ou floquinhos brancos na panela depois de ferver a água da torneira ou até mesmo a água mineral. Isso é normal porque em alguns países da Europa a água tem muito cal.(Interessante saber disso, porque aconteceu exatamente isso quando eu fervi a água pra colocar na mamadeira da Luísa no hotel na Alemanha e achei, na minha ignorância, que era algum tipo de sujeira. Não tive coragem de usar).
- O transporte público de Madrid é bem equipado para receber bebês. Além de ter espaço reservado para os carrinhos, muitos trens possuem trocador.
- Algumas marcas, na Espanha, são encontradas apenas em farmácias, como a Nuk e as papinhas (papillas) Nutreben. Já as papinhas Nestlé são encontradas nos dois lugares. (Agora uma observação minha: se sua viagem for para Buenos Aires, saiba que lá você vai ter muita dificuldade em encontrar papinhas prontas. Eu passei apuros lá com isso em 2008, porque não achei em lugar nenhum da cidade).

Como se fala .... em inglês?

Pedi a duas amigas, uma que mora nos EUA e outra que vive em Madrid, mães de filhos pequenos, que me ajudassem a montar uma listinha de traduções dos termos básicos em inglês e espanhol que precisamos saber quando viajamos ao exterior com um bebê. A ideia é ajudar mães e pais que vão viajar a não passar o mesmo apuro que eu passei tentando comprar fraldas na Alemanha.
Vou dividir em dois posts para não ficarem muito longos, separados por idioma. Então hoje temos a colaboração da super Adriana Stock, minha amiga jornalista e mãe do Diego e da Paola (aquela mesma do vestido desabotoado rsrs), com os termos mais comuns em inglês. Amanhã publico a lista em espanhol.
Caso alguém queira acrescentar outros termos ou de repente me mandar a mesma lista em outros idiomas, fique à vontade e ajude a completar nossa listinha.

Mamadeira = bottle
Chupeta = pacifier ou paci, dummy (Reino Unido)
Lenço umedecido = baby wipe
Berço = crib
Comidinha = baby food/ jar food (papinha pronta em vidrinho)
Babador = bib
Cadeirão = highchair
Bico da mamadeira = nipple
Fralda = diaper
Termômetro = thermometer
Carrinho de bebê = stroller
Creme para assaduras = Diaper rash ointment
Leite = milk
Suco = juice
Leite materno = breastmilk
Complemento (tipo NAN) = formula
Trocador = changing table
Lanchinho = snack
Banheira = bath tub
Esterilizar = to sterilize
Escova para lavar mamadeira = baby bottle brush
Cereal = cereal
Amamentar = to nurse/to breastfeed
Recém-nascido = newborn/infant
Bebê entre 1 e 3 anos = toddler
Prematuro = preemie
Mordedor = teether
Babá = baby-sitter
Pediatra = pediatrician
Cadeirinha para o carro = car seat

Descrevendo sintomas se o bebê estiver doente:
Tosse = Cough
Crises de tosse = Barking cough
Febre = Fever
Respiração fraca = Shallow breathing
Perda de apetite = Loss of appetite
Vômito = Vomiting
Diarreia = Diarrhea
Coriza, nariz escorrendo = Runny nose
Choro agudo = High-pitched cry
Dor de garganta = Sore throat
Amigdalas inchadas = Swollen tonsils
Dor de cabeça = Headache
Coceira = Itching
Convulsão = Convulsion
Criança irritada demais = Cranky/ fussy
Antitérmicos usados nos EUA: infant Tylenol ou Motrin

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O piti e o vestido desabotoado

Minha super amiga Adriana, que mora nos EUA, me ligou ontem só pra contar um episódio hilário (digo isso porque não foi comigo) que aconteceu com ela essa semana. Ela se lembrou de mim porque eu sempre falo do lance do piti no shopping: a gente sempre acha que criança que faz isso é mimada, até o dia que seu filho dá o seu showzinho também. A história é tão boa que pedi pra ela escrever pra eu publicar aqui no blog. Aí vai.

A receita para um passeio desastroso com crianças: levá-las cansadas e com fome. É piti na certa. Mas achei que um bate-volta rapidinho na Target (loja de departamentos aqui dos EUA onde varias mães levam os seus filhos para passear em dias de chuva) seria tranquilo. Eram 11 da manhã. Deixei o almoço pronto para evitar uma revolução na volta. O Diego (7 meses) tinha mamado e dormido. A Paola (1 ano e 8 meses) tinha feito um lanchinho, mas não tinha tirado uma soneca. Não achei que isso fosse atrapalhar, então me mandei com os dois. Foram uns 40 minutos de comprinhas com eles no nosso carrinho duplo - deitadinhos e longe das prateleiras. Mas, quando cheguei no setor infantil, fiquei com pena da Paola (afinal, que programa chato pra ela, né?) e resolvi tirá-la do carrinho para caminhar um pouquinho. Foi aquele arrastão na primeira pilha de roupas. A seção de objetos de decoração era ali pertinho. Logo, logo ela iria descobrir as prateleiras de velas, cristais e outras bugigangas. Era melhor ir embora. Aí comecou o espetáculo. Fui pegá-la e ela se jogou no chão, urrando, se esperneando. Eu fazendo o maior esforco para segurá-la. Que força tem a bichinha.
E nao é que, no meio daquela cena, meu vestido se desabotoa (os botões vão de cima a baixo) e eu fico de calcinha e sutiã no meio da loja!!! E sabe qual era a minha maior vergonha? O sutiã de amamentação velhinho e a calcinha gigante que eu estava usando. Queria sumir. Me meti no meio de uma arara segurando a Paola num braço e fechando o vestido com o outro. Depois de muita batalha, consegui colocá-la no carrinho de novo e fomos pro caixa. Ela aos berros até o carro, onde travamos uma outra batalha no ‘car seat’. Na primeira esquina, ela já estava dormindo. Lição aprendida. Nunca mais sair quando ela tiver comido pouco e dormido nada e, acima de tudo, dar um sumiço nas calcinhas e sutiãs de maternidade depois da gravidez!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Gordas não, cultas

Li uma frase agora no blog de uma mãe portuguesa que não resisti em colocar aqui.
"Com o tempo ganhamos peso porque, ao acumular tanta informação na cabeça, quando já não cabe, ela espalha-se pelo resto do corpo. Por isso não estamos gordas, somos tremendamente cultas". Rá, adorei.

Quer aparecer na TV?


A Mariana Kotscho, ex-repórter da TV Globo e minha parceira de media traning, vai lançar em setembro um programa na TV Brasil que se chama Papo de Mãe. Ali ela vai levar mães, pais e especialistas para discutir temas sobre a maternidade, dia-a-dia com filhos etc. O programa vai ser veiculado todas as quintas-feiras às 12h30 a partir do dia 17 de setembro. Ah, e a Mariana tem propriedade pra falar sobre o assunto, porque é mãe de três.
Ela está gravando os primeiros programas e pediu fotos de mães com seus filhos para colocar na vinheta de abertura. Quem quiser participar, pode mandar a foto em boa resolução para o e-mail papodemae@ebc.com.br
Só não esquece de avisar que ficou sabendo pelo blog Projetinho de Vida.

terça-feira, 21 de julho de 2009

O truque da "pepê"

Descobri uma sacada muito interessante para deixar a Luísa sem chupeta por bastante tempo: deixar com que ela mesma guarde a "pepê". Percebi que o lance é o controle.
Vou explicar: em vez de naninha, paninho ou ursinho de pelúcia, o objeto de transição da minha filha é... uma bolsa. Sim, uma bolsa. Puxou a mãe, o que eu posso fazer? Mas a dela é da Hello Kitty (dessas eu não tenho). Ela anda com a bolsinha a tira-colo o dia inteiro, de manhã até à noite. É uma comédia. E há algum tempo comecei a falar pra ela tirar a chupeta da boca e guardar na bolsinha. Ou então no bolso da blusa dela ou da calça. Não é que funcionou?!! Aí é que está o negócio do controle, que eu descobri sem querer. Como a chupeta fica com ela o tempo todo, acho que ela se sente segura e não precisa ficar pedindo pra babá ou pra mim (e era sempre aquela briga). Agora, por incrível que pareça, com o controle da chupeta, ela não fica colocando na boca toda hora.
O resultado é que ela diminuiu bastante a dependência da tal pepê. Praticamente não usa a chupeta de dia, só quando está com sono. E a solução foi assim, tão simples, sem traumas. E está sempre ali, com ela. Êta, beleza. Bom, não tiramos de vez ainda, e não estou pensando nisso tão já, mas pelo menos não preciso mais ficar naquele pé de guerra diário.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Convescote num dia chuvoso

Vou contar como uma manhã de domingo fria e sem graça se transformou em um programa super bacana. A Isa combinou com a Renata e me convidou. Também convidou as outras mães blogueiras e frequentadoras do blog dela. Eu topei, a Paloma também topou e nós marcamos de levar toda a família para um encontro num lugar super agradável em São Paulo.
Eu confesso que essa história de conhecer gente pela internet nunca foi meu forte. Sei lá, tenho medo de tarados. Mas imaginei que desta vez não corria muito perigo (rsrsrs). Pensa bem. O encontro seria de manhã, num espaço público e familiar, meu marido ia junto pra garantir... hehe... mas, agora sério, meu receio era de que a situação pudesse parecer um pouco forçada.
O dia estava chato, chato, com aquela cara de chuva, mas como eu, Luiz e Luísa somos da linha "topa todas", aparecemos lá no Museu da Casa Brasileira pra ver se iria rolar mesmo o encontro das blogueiras. No máximo, caso não aparecesse ninguém, assistiríamos a uma boa uma apresentação de música. Mas logo identificamos as mães blogueiras e suas crianças lindas no gramado e o encontro virou bagunça. Foi um barato. O papo rolou naturalmente e a afinidade também. Todo mundo ali tinha cabeça aberta e respeito pela forma de agir e de pensar das outras mães e pais. Sei que a Luísa adorou os cachinhos da Valentina, o sorriso da Ciça, as palminhas do Antonio e o "quase" andar do André. Quem quiser ver, tem fotos aqui e aqui.
E agora que eu já perdi o medo dos tarados, quando repetirmos a dose eu abro o convite aqui para as outras mães e não mães que quiserem ir também, tá?

sábado, 18 de julho de 2009

Preguiça de tirar a fralda

Eu acho que está chegando a hora de tirar as fraldas da Luísa. Mas eu tô com uma preguiiiiiça... Fiquei toda feliz com o recente cocô no penico, mas foi aquele dia e só. Não pediu mais. Tem muita gente que fala: "ah, você vai ver, depois que a criança sai das fraldas dá muito menos trabalho..." Mas eu fico pensando aqui comigo: hoje, se nós estamos no carro, por exemplo, e ela quer fazer xixi, ela simplesmente faz. Se estamos no meio de um espetáculo de teatro e ela quer fazer xixi, faz na fralda na boa. Mas me dá uma moleza só de pensar em toda hora ouvir "mamãe, qué xixi..." (porque aí tem que sair correndo na hora pra encontrar um banheiro para evitar acidentes) ou então, pior ainda, imaginar as tantas vezes que ela vai fazer nas calças até aprender...
Acho que nem sei por onde começar. Alguém tem boas dicas pra isso?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Tamo chique, bem


O Projetinho de Vida está lá no site Gravidez Absoluta, em uma matéria com dicas de mães blogueiras. Eles entraram em contato comigo pedindo que eu enviasse algumas dicas e disseram que selecionariam as 10 mais interessantes entre as que recebessem. E óia nóis lá, entre os "blogs antenadíssimos", falando sobre viagem de avião, coisa que eu quase não falo por aqui... Tamo muito chique, bem. Adorei!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Campanha Operação Sorriso


A ONG Operação Sorriso faz um um trabalho bem bacana no mundo todo de cirurgias plásticas gratuitas em crianças para correção de lábios leporinos e fendas palatinas. Nos dias 6 e 7 de agosto haverá uma triagem no Rio de Janeiro e as cirurgias acontecerão nos dias 13 e 14 no hospital da Universidade Federal do Rio (UFRJ). A equipe pretende realizar até 100 cirurgias nesses dois dias. Eles fornecem hospedagem e alimentação para pacientes de outras cidades do Estado. Telefone para informações (21)7152-3855. A campanha segue depois para Recife e Pará.
Quem quiser saber mais ou tiver interesse em ajudar essa ONG pode acessar o site da Operação Sorriso Quanto mais gente divulgar, mais chances a informação tem de chegar onde precisa. Vamos lá!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ok, podem mudar de canal

O que eu vou dizer agora pode abalar toda a reputação que me resta. Alguns vão parar de falar comigo, outros vão riscar o meu telefone da agenda, algumas queridas leitoras do meu blog podem deletar o Projetinho de Vida da lista de favoritos para sempre. Mas a questão é a seguinte: eu assisto A Fazenda, prontofalei. Na verdade, já que é pra chutar o balde, assisto Big Brother também, quando dá. O fato é que eu tenho um certo fascínio pelo comportamento humano e gosto de ver alguns programas trash na TV pra ver até que ponto chegam as pessoas comuns, as subpseudocelebridades e até mesmo as celebridades.
Ok, agora continuo falando para aqueles que não mudaram de canal. Eu tive que fazer essa confissão sobre o meu lado trash obscuro porque queria comentar um episódio que vi ontem na Fazenda (que, honestamente, acho um programa lento, fraco de edição e acho o Britto Jr uma mala gigante, mas assisto mesmo assim). A edição de ontem mostrou uma sessão de cinema na casa em que foi passado algum filme (não revelado) sobre relação entre pais e filhos. Me pareceu que era especificamente sobre os pais (homens). E as subpseudocelebridades que assistiram ao filme ficaram profundamente abaladas, choraram copiosamente. E depois passaram a comentar sobre a relação que têm, tiveram ou não tiveram com seus pais. A tal Mulher Samambaia chorou muito e depois confessou, num determinado momento, que ela é hoje uma pessoa muito carente porque os pais dela se separaram quando ela tinha 2 anos de idade e ela não teve carinho de mãe nem de pai quando criança. Um outro "habitante" da Fazenda, o Carlinhos (o Mendigo, ex-Pânico na TV), revelou um tempo atrás que foi abandonado pelos pais e cresceu em um abrigo. Entre outras histórias bem tristes, ele contou um episódio em que a mãe dele o chutou pra fora do ônibus quando ele era bem criança. Ele não tem família, só amigos.
A história de ontem me emocionou bastante, sabe. Até chorei. Ok, sobrou alguém aí lendo ou todos se retiraram agora? Pois é, chorei. Primeiro, porque talvez a falta de amor explique o fato de uma garota virar a Mulher Samambaia, um objeto, uma pessoa que precisa expor o seu corpo e a sua sensualidade pra sobreviver. Segundo, porque lembrei do meu pai, que morreu de câncer aos 52 anos. E terceiro, porque hoje eu tenho a minha própria família e prezo muito por ela.
Não consigo imaginar o que é uma família sem amor, o que são filhos sem carinho. O amor sempre foi a minha maior referência de infância e a família é o que eu trago de mais forte na minha personalidade. Minha família sempre foi tudo pra mim, com todos os defeitos que cada um possa ter. A relação que eu tenho com a minha mãe é algo muito especial, acredito que seja uma forte ligação espiritual. E, talvez por isso, o que mais me preocupa na minha relação com a Luísa são os valores que podemos e devemos transmitir a ela. É o amor que eu e o Luiz podemos dar, o que inclui a disciplina e os limites que acreditamos ser necessários para educá-la.
Não consigo imaginar uma mãe que não dá carinho para os filhos. Uma mãe que não dá atenção, que não abraça. Entendo que as adversidades da vida tornam algumas pessoas mais duras. Mas não dar amor? Não dar carinho? Estas são das poucas coisas na vida para as quais não precisamos de dinheiro para ter e para transmitir. Por isso eu me emociono, sim, quando escuto a história de alguém que não teve ou não tem amor dentro de casa. Prontofalei.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Coisas de grávida

Não sei porque me lembrei disso hoje. E comecei a rir sozinha. Eu não sei se isso acontece com todas as mulheres na primeira gravidez, mas quando eu soube que estava grávida, eu tinha medo de fazer qualquer movimento. Andava devagar, fazia tudo lentamente. Eu agia como se estivesse com aquela barriga enorme de 9 meses, mas a única barriga que tinha naquele momento eram as minhas próprias gordurinhas (e eu, coitada, jurava que estava com um pouco de barriguinha "inchada" da gravidez hahaha). Subir escadas, então, era praticamente um perigo! Me lembro que fizemos um passeio de barco e o Luiz segurava nas minhas mãos cada vez que eu tinha que atravessar de um lado pro outro porque eu parecia uma doente.
Aí, depois que a barriga cresceu (e aí sim, fica durinha e boa de exibir), eu me movimentava feito uma espoleta. Fazia mil coisas ao mesmo tempo, dancei, dirigi até dois dias antes do parto... vai entender.

Elevador

Todos prontos pra sair.
- Luísa, quer chamar o elevador?
- Qué
- Então vai lá
- Vadôooooooooo!!!!!!!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Publicidade nos blogs


Quando eu montei o meu blog, no início do ano passado, eu não conhecia nenhum outro blog de mãe. Fiz para poder registrar para algumas amigas as dicas que eu costumava dar de boca. Segui tocando os posts para as minhas amigas e amigas das amigas. Mas, de um tempo pra cá, a coisa começou a crescer e eu me envolvi nessa tal blogosfera que até então me era desconhecida. Comecei a navegar por aí e descobri muitas outras mães blogueiras como eu. E comecei a descobrir também que agora faço parte de um mundo novo e bastante interessante para a publicidade. Lógico que, como jornalista, recebo sempre contato de assessorias de imprensa com sugestões de pautas. Mas isso não se estendia ao meu lado blogueira, que era uma atividade separada da minha profissão. Nunca imaginei que um dia fosse contatada por uma agência de publicidade que tivesse interesse no meu bloguinho.
Mas foi o que aconteceu na semana passada. E confesso que até me senti importante, mesmo tendo recebido o contato já quase no final da promoção :-). Mostra que o que escrevemos aqui tem um alcance maior do que imaginamos. Já tinha visto em outros blogs de mães que várias delas receberam um kit "Hora do Sono", da Johnson's, sobre uma ação que envolve um bichinho de pelúcia bem fofinho, o Dr. Carneiro. Foi sobre isso que entraram em contato comigo. A Mari, como mora em Paris, até fez um sorteio no blog dela. Também li vários posts questionando o polêmico assunto da publicidade nos blogs (aqui , aqui , aqui e aqui), e dei até minha opinião. Que é a seguinte: eu falo sobre marcas, seja de graça ou recebendo um brindezinho, desde que eu acredite no que esteja escrevendo, seja transparente com quem me lê e desde que aquilo esteja ligado aos valores que acredito. Ponto. Quando eu tenho problemas com alguma marca, minha postura é a mesma. Meto a boca mesmo.
Então, porque não divulgar a ação da J&J, que foi simpática em me mandar o kit? Afinal, eu uso os produtos da marca desde que a Luísa nasceu.
Então aí vai. A promoção termina esta semana, no dia 18. É exclusiva para as cidades de Porto Alegre e São Paulo e funciona da seguinte maneira: as mães compram um produto da linha Hora do Sono + um produto da linha Baby + R$8,99 e ganham o mascote da promoção. Os postos de troca são em geral os grandes hipermercados. Dá uma olhada lá no site que tem as informações.

ATUALIZAÇÃO: a Isa, do Motherholic, acaba de anunciar que conseguiu um kit pra sorteio! Então quem quiser concorrer entra e diz "eu quero"!

domingo, 12 de julho de 2009

Geração Hi Tech

Acho incrível a capacidade de uma criança que ainda nem fez dois anos em fazer coisas de gente grande. Compramos um DVD portátil pra Luísa, daqueles pequenos para levar em viagens. E o aparelho acabou também sendo o DVD que usamos em casa pra ela ver os filminhos e desenhos dela.
Eu sempre falo que não quero que ela mexa no aparelho, e que quando quiser trocar o DVD é pra chamar a mamãe, o papai ou a babá. Ela já quebrou uma vez, meses atrás, e eu tive que mandar arrumar. Mas a bichinha é teimosa. E o pior é que agora ela aprendeu direitinho...
Abre a caixa do DVD escolhido, pega, abre o aparelho, encaixa direitinho o DVD no aparelho, fecha a tampinha com cuidado e ainda aperta o play. Chego de surpresa no quarto e ela já trocou o DVD do Cocoricó pelo do Toquinho. E dali a pouco já está assistindo os Backyardigans.
Tudo bem que ela já era louca pelo controle remoto aos 6 meses de idade, já mandou mensagem de SMS com 1 ano e pouquinho, já ligou sozinha para o pai usando a memória do meu celular, deixou recado nos celulares de várias pessoas, sabe mexer direitinho no mouse do meu computador....
Minha filha tá virando um monstrinho??? :-)
Acho que vai chegar muito antes do que eu imagino aquela fase em que eu vou ter que pedir pra ela me ensinar como mexe nisso, naquilo... Bom, já que é assim....filhinha, será que dá pra aprender logo a mexer no Photoshop, pleaseeeee...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Fala sério...







Vi essas imagens em um outro blog e não resisti em roubá-las pra colocar aqui. Algum comentário para essa bizarrice? Só pode ser de brincadeira, isso... Tem mais lá no site.

Ho Ho não

Desde o começo do ano, o Luiz combinou com a Luísa que ela vai entregar a chupeta pro Papai Noel no Natal deste ano. E ele martela isso toda hora pra ela. Coisa de pai, combinação entre eles.
O problema é que eu acho que essa combinação tá criando um trauma na criança :-)
Agora pouco estava eu aqui no meu escritório e ela chega toda chorosa:
- Ho Ho não, mamãe.... Ho Ho Ho não....
- Por que você tá dizendo isso, Luísa? O Papai Noel é tão bonzinho!
- Não pepê ... não pepê....

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mocoronga?

Vejam bem como são as coisas. Quando eu chamava a antiga babá da Luísa (toc, toc, toc na madeira) de mocoronga, eu falava isso porque achava que o único problema dela era esse mesmo: era uma mocoronga. Mas vejam só o que se passou e fiquem alerta quando for contratar uma funcionária, especialmente se for a babá dos seus filhos. Menina novinha, sem experiência mas boazinha e carinhosa com a criança, a gente acha que dá pra treinar e dar uma força. Olha só.
Ela foi registrada em dezembro e demitida no final de março. Eu paguei tudo direitinho e fiz com que ela assinasse a devida carta de rescisão e o recibo do pagamento. Ficou só faltando a carteira de trabalho pra dar baixa, que ela ficou de trazer depois. E nada. Eu liguei algumas vezes pra cobrar, ela falava que iria trazer aqui e nada. Para não ter o trampo de ir ao Ministério do Trabalho para abrir uma ação contra ela, resolvi fazer uma pressão mais forte. Liguei pra ela hoje de manhã e falei que, se ela não me trouxesse a carteira ainda hoje, amanhã meu advogado iria até o novo trabalho dela pra pegar a carteira. Funcionou e agora à tarde ela deixou aqui na portaria pra eu assinar. Ufa, estou livre.
Mas vejam só o que eu descobri. A moçoila aprontou tanto aqui em casa e saiu tão queimada que, para não ter que dar o meu telefone como referência para a nova empregadora, ela inventou que nunca tinha sido registrada e... pasmem! Ela tirou OUTRA carteira de trabalho, que inclusive já está assinada pela nova patroa (Como eu fiquei sabendo? Duas babás aqui do prédio mantém contato com ela e uma delas foi quem arrumou o emprego novo. Bela corja).
E a mocoronga estava enrolando pra me trazer a carteira antiga porque estava com medo de tomar bronca pelo presentinho que ela me deixou quando foi embora: 170 reais de ligações para celulares na minha conta telefônica. Soube também que ela conseguiu referências de trabalho para a nova patroa. Sabe de quem? Das amigas dela, que se passaram por ex-patroas. E sabe onde ela está trabalhando? Em um prédio quase em frente ao meu, na mesma rua.
Gente, não dá pra bobear. De mocorongas, pessoas desse tipo não têm nada.

COMENTÁRIO POSTERIOR: Só um esclarecimento, caso tenha passado uma má impressão o que eu escrevi. Quando eu disse "pessoas desse tipo", não me referi de forma alguma à categoria das babás, e sim às pessoas que se passam por bobinhas e agem de má fé - e tem dessas em qualquer profissão, inclusive na minha.

Quem resiste à liquidação da Zara?

Por menos consumista que seja uma mãe, uma coisa é fato: as crianças crescem muito rápido e, inevitavelmente, temos que comprar roupas e sapatos pra elas toda hora. Vira e mexe eu coloco uma calça na Luísa e ela fica curtinha na canela, a la Michael Jackson nos tempos de Moon Walk. Eu, pra ser sincera, adoooooro comprar roupas pra Luísa. Desde que ela nasceu, adoro ficar escolhendo roupas que combinam, fazendo misturas inusitadas.
A dica que eu vou dar não é nenhuma grande novidade mas, para quem sai pouco de casa, pode ser válida: a maioria das lojas já entrou em liquidação de inverno. É uma época excelente pra comprar aquelas roupitchas melhores, para os passeios e festinhas, que você via nas lojas bacanas mas achava muito caras. Até mesmo para o dia-a-dia acaba valendo a pena, porque dá pra comprar peças de melhor qualidade que acabam durando mais. Essas liquidações jogam os preços para uma faixa bem próxima do razoável, e dá pra achar coisas muito legais. A Zara, por exemplo... dá pra resistir a uma liquidação naquela loja, alguém pode me dizer? Eu enlouqueci lá dentro na semana passada. Comprei váaarias roupitchas fofas pra Luísa por um preço super justo. Camisetinhas de manga comprida fofíssimas, por exemplo, por R$ 19,90. Pior é que não comprei nada pra mim, coisa de mãe.
Eu sempre faço isso: aproveito as liquidações de inverno e de verão pra comprar roupinhas maiores para a próxima estação. Com isso, a Luísa tem um guarda-roupa cheio de coisa bacana, de boa qualidade, sem precisar gastar muito.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pais-estátua

Comentário agora sobre a platéia do Palavra Cantada. Tinha gente de todo tipo ali naquele show, das madames mais emperiquitadas com suas filhas emperiquitadíssimas aos famosos (rá, Marta Suplicy tava ali na minha frente com o filho e a neta, devia ter mandado um torpedo pro pessoal do CQC), passando por gente comum como nós. Como era domingão, foi programa para mães, pais e filhos.
Mas onde eu queria chegar é: tem algumas pessoas muito esquisitas nesse mundo. Eu lá, chacoalhando o corpo pra cá e pra lá na cadeira, participando ativamente, Luiz também sempre sorrindo (fofo) e cantando as músicas que ele sabia e a Luisinha atônita prestando atenção e batendo palmas. De vez em quando eu olhava para o lado e via umas coisas estranhas: pessoas-estátuas. Pais e mães que não mexem uma pálpebra durante um show. Pais (especialmente eles, porque as mães em geral eram mais animadas) que ficavam ali sentados, olhando para o palco imóveis, como se não estivessem ouvindo nada e estivessem pensando em qualquer coisa menos em se divertir com os filhos. Como se estar ali fosse apenas pura obrigação.
Pode ser impressão minha, até porque cada um tem seu jeito de curtir. Mas sabe quando a pessoa não dá um sorriso sequer? Nem quando o povo lá no palco faz alguma coisa engraçada? Eu fico com vontade de ir ali e dar um chacoalhão nesse povo.

Palavra Cantada


Ontem levamos a Luísa ao show do Palavra Cantada, no HSBC, aqui em São Paulo. Em casa, temos vários CDs e DVDs desse grupo comandado pela dupla talentosíssima Paulo Tatit e Sandra Peres, mas ainda não tínhamos ido ao show deles.
Olha, não sei quem curtiu mais, se foi a Luísa ou eu. Impecável. Sem grandes pirotecnias, apenas música de excelente qualidade muito bem interpretada por toda a banda. Como escuto essas músicas o dia inteiro, sabia cantar quase todas de cor no show. Então não conseguia ficar parada na cadeira. Luísa também adorou, assistiu tudinho até o fim. A cada música que terminava, pedia "otcha".
A casa de espetáculo estava completamente lotada. E olha que o ingresso não é barato, não. Escolhi uma mesa boa, porque o lugar é muito grande e acho que se fosse muito longe do palco a Luísa teria mais dificuldade de acompanhar. Pagamos R$ 90 para cada ingresso adulto (Luísa foi como criança de colo, então não pagou). Mas digo que valeu muito a pena, porque ficamos pertinho do palco e dava pra ver todos os detalhes. E, em vez de pagarmos o mesmo tanto para levá-la ao teatro dos Backyardigans, optamos por prestigiar um talento nacional.
Graças ao sucesso desse show, eles anunciaram que vão repetir a dose no mesmo HSBC no dia 26 de julho. Se quem ainda não conhece tiver a chance de ir, recomendo!! Para quem é de fora, é possível acompanhar a agenda deles no site http://www.palavracantada.com.br.

Única coisa que pegou ali no HSBC foi na entrada, na hora de comprar pipoca. Duas filas imeeensas pra comprar ficha, crianças impacientes esperando, e na hora de buscar a pipoca a dita ainda acaba, bem na minha vez. Tive que esperar mais um pouco até chegar. Em evento para crianças, eles deveriam se preocupar um pouco mais com essa logística.

domingo, 5 de julho de 2009

Um cocô emocionante

Hoje foi um dia histórico aqui em casa.
Bom, estou eu na sala, umas 7 da noite, vendo TV. Luísa perambulando pela casa, fazendo a baguncinha que lhe é de costume. Ela chega na sala e para na minha frente. Fala "pum" e começa a resmungar alguma coisa na língua dela que eu não entendi. Perguntei se ela queria fazer cocô e ela disse que sim, e saiu da sala. Eu nem tinha me levantado ainda e ela me aparece com o penico na mão, ali na sala. "Pico, mamãe".
Saí gargalhando e levei o penico de volta pro banheiro. Várias vezes ela já pediu pra sentar no penico, mas nunca fazia nada. Mas, enfim, acho ótimo que ela peça, porque é um sinal de que logo vai começar a sair da fralda.
Tirei a fralda dela e vi que ela já tinha feito cocô. Ainda assim, dizia que queria sentar no penico. "Quer fazer mais cocô, filha?" "Qué." Coloquei ela ali no peniquinho e fiquei em frente a ela, fazendo som de "shhhhhh" pra ver se estimulava a fazer pelo menos xixi no peniquinho.
Daí ela, que já é uma moça muito grande e envergonhada e precisa de privacidade, falou que queria que eu saísse do banheiro, e que ela iria ficar ali no penico. Pensei: "caramba, olha só o nível".
Mas respeitei a vontade dela, né, afinal nem todo mundo consegue fazer cocô na frente de outra pessoa... rsrsrsrsr
Saí do banheiro, deixei a porta encostada e fui jogar a fralda suja no lixo lá fora. E eis que escuto: "cocôoooo, mamãeeeee". E não é que cheguei lá e, pela primeira vez, ela tinha feito cocô no peniquinho, direitinho?
Alguém vai rir se eu disser que fiquei emocionada? E ela toda orgulhosa, sorrindo: "óoóóó, cocô", mostrando o feito. E eu gritando pra contar pro Luiz, quase chorando de alegria porque ela tinha usado pela primeira vez o penico.
Como ele estava ao telefone, falei pra Luísa esperar pra mostrar pro papai. Ela estava tão empolgada que queria carregar o penico com o cocô e levar pro quarto pra ele ver. Não deixei, óbvio. Muuuito engraçado. Ficou de plantão ao lado do pai esperando ele desligar o telefone. Quando ele desligou, ela saiu correndo até o banheiro pra mostrar: "óóóóó, cocôoo, papai!"
Então, depois de tudo devidamente registrado pela minha máquina fotográfica (registrei a cena dela quase enfiando a cabeça no penico, namorando o cocô), seguimos para a descarga em um tom emocionado de despedida, ao som de "tchau cocôooo". E dona Luísa com um sorrisão no rosto, num orgulho só.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Traduções

Gato = miau
Pato = quaqua
Cavalo = ptó ptó
Porco = pôco
Até aí, tudo meio óbvio. Mas...
Sapo = pé
Demorei a entender porque raios ela chamava o sapo de pé. Depois descobri a lógica:
Pé = O sapo não lava o pé
Adooooooro...

Papagaio

- Luísa, a mamãe vai ao banheiro, fica aqui um pouquinho, tá?
- Tá
- Já comeu tudo?
- Tchudju
- Sua boca está suja
- Xuja
- Filha, você está parecendo um papagaio
- Cagaio

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fases, fases...

Cada dia que passa eu tenho certeza que nada é para sempre nesse mundo dos filhos.
Você se gaba porque sua filha come de tudo, conta isso com o maior orgulho quando alguma mãe reclama que o filho não come nada. De repente, ela começa a dar o maior trabalhão pra comer. Faz manha, joga o prato no chão, não come quase nada. Aí você acha que pronto, agora ferrou, minha filha não come mais, preciso ligar para a pediatra, o que é que eu faço? Aí, do nada, a bichinha começa a comer bem de novo, pratão de pedreiro. Durante três dias seguidos, ela recusa determinado alimento, mas aí, na quarta vez que você oferece, ela volta a comer numa boa. Ou não. E assim vai o ciclo. Vamos lá, um dia de cada vez.
A mesma coisa acontece com o sono. Quando você está feliz porque agora ela dorme a noite inteira, depois de um ano de noites mal dormidas, a moçoila começa a acordar à noite de novo. Acorda várias vezes de madrugada chorando, dá a maior canseira durante vários dias. Ou é dente, ou é manha, ou é sei lá o que. Aí, quando você já rezou todas as preces que sabia, alguém lá de cima te atende e ela volta a dormir feito um anjinho até de manhã e fica assim durante meses.

Faz três noites que a Luísa tem acordado à noite (dente, talvez). E agora essa novela chega a ficar engraçada. Funciona mais ou menos assim: eu vou até o quarto, pra ela ver que estou por perto. Mas faço de tudo para não tirá-la do berço, pra não acostumá-la a fazer manha. Ela fica em pé no berço, puxando meus braços pra tentar sair dali, choramingando. Eu fico do lado de fora, abraçando e conversando baixinho, falando pra ela voltar a dormir. Daí ela se deita, eu cubro e fico ali um pouco. Nisso, ela abre meio olho umas três vezes pra ver se eu estou ali mesmo. Eu saio do quarto e a bichinha fica em pé de novo, me chamando. Fico mais um pouco. Falo pra ela deitar e fico segurando a mãozinha dela. Sento no chão, do lado de fora do berço, e ela apertando minha mão com toda força. Largo a mão dela e fico ali mais um pouco. A cada barulhinho na rua, ela levanta pra ver se eu saí do quarto. E eu ali, quase dormindo sentada.
Mas aí chega o meu limite. Saio do quarto dela bem quietinha e volto para o meu. Dali não saio mais. Se ela voltar a chorar, deixo chorando, e pra isso tenho o apoio incondicional do Luiz. Às vezes é ele quem me segura, até, pra eu não ir lá para o quarto dela de novo. Na primeira noite, chora 10 minutos (que parecem ser 2 horas na nossa cabeça). Na noite seguinte, chora dois minutos. Na terceira, dorme a noite toda de novo. E assim vai.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Peripécias

De repente, ouço a Luísa falando:
- Ai, ai, aaaiii... "óco"
Quando olho pra baixo, ela estava imóvel, com cara de quem tinha feito coisa errada, segurando o meu óculos de grau na mão. Cada haste estava torta para um lado.
Se não tiver conserto, mando a conta pra quem? Desconto da mesada? :-)